O que os 5 maiores aplicativos de e-commerce têm em comum?

Por Bill Siwicki. O que esses varejistas têm em comum, além de faturarem bilhões de dólares em seus aplicativos de e-commerce este ano? Eles compartilham quatro estratégias e funcionalidades que ajudam os consumidores a tomarem decisões na hora de comprar seus produtos.

Os cinco maiores varejistas no mobile commerce também compartilham os cinco aplicativos de venda que geram mais conversão. Estima-se que juntos esses cinco aplicativos vão gerar até $ 22.70 bilhões de dólares em vendas em 2014, de acordo com a pesquisa “Mobile 500”, da Internet Retailer publicada recentemente. Só para se ter uma ideia, isso representa quase 20% dos $117.78 bilhões de dólares estimados para as vendas mobile deste ano nos 500 maiores sites e aplicativos do mercado.

O que os cinco maiores aplicativos de e-commerce têm em comum?

Imagem do Corbis Images.

Em outras palavras esses cinco varejistas conhecem bem as estratégias de venda por mobile. Veja quais são eles:

• Apple Inc., $11.20 bilhões de dólares.
• Amazon.com Inc., $5.88 bilhões.
• Google Play, $3.52 bilhões.
• Jingdong Mall, $1.45 bilhões.
• QVC, $744 milhões.

O relatório “Mobile 500″ pesquisou as funcionalidades e features – incluindo estratégias e ações de marketing – de 262 varejistas dos 500 que oferecem aplicativos e checou a conclusão que os 5 Varejistas líderes em vendas por aplicativos compartilham quatro práticas comuns, que são: notificações por “push”, imagens alternadas, zoom de imagem e checkouts com 1 ou 2 passos.

Não por coincidência, as quatro features são muito importantes no mundo mobile, com destaque para a imagem (ou foto). Nesse caso, os consumidores que possuem dispositivos móveis precisam visualizar imagens em alta resolução.

O checkout é uma área crítica para esse consumidor mobile que espera que os aplicativos sejam rápidos e fáceis. As notificações por push podem levar muitas vezes os clientes fieis para os aplicativos durante o mês, por exemplo.

“Nós prestamos atenção às formas de engajamento dos clientes através dos dispositivos móveis, plataformas e contextos e então personalizamos a experiência dele para atender suas necessidades”, diz Tood Sprinkle, vice presidente de conteúdo e inovação em plataforma na QVC, varejista de TV e de internet que faz parte do Liberty Interactive Corp.

“O iPhone, por exemplo, é frequentemente usado como forma de fazer um pedido ou como um buscador rápido, para checar as novidades. Com este entendimento nós projetamos nosso aplicativo para iPhone com foco no acesso fácil e experiência em checkout.

A foto (imagem) é essencial em qualquer venda online e particularmente no mobile, acrescenta Sprinkle. “Com o tamanho da tela reduzido, é importante que o consumidor consiga enxergar o produto com clareza suficiente e em detalhes para tomar uma decisão consciente, ele diz.

“E com as notificações por push, nós estamos nos certificando com cuidado que as informações são relevantes e atuais. Nosso negócio é construído com base em relacionamentos, confiança e um amor compartilhado por vendas, então nós procuramos por formas de vender mais acessíveis, informativas e divertidas para o cliente”, acrescentou.

Os maiores desenvolvedores concordam com as features, incluindo notificações por push, imagens alternadas, imagens com zoom e checkouts de 1 ou 2 passos como pontos chave para o mobile commerce.

“Smartphones estão mais abarrotados que nunca com um número gigantesco de aplicativos sendo instalados em cada dispositivo, então consumidores têm muito mais que percorrer antes de chegar ao seu destino final”, diz Imtiaz Jaffer, líder de marketing na Pivotal Labs, onde projeta, desenvolve e gerencia softwares e apps e constrói apps para mobile para varejistas como Best Buy, Fanatics Inc., Karmaloop, Kay Jewelers, Shopzilla and Weight Watchers International Inc.

“As notificações por push possibilitam o acesso com apenas um clique para qualquer oferta importante que um varejista queira mostrar – esta é a razão pela qual Apple e Google têm investido tanto em melhorar a experiência do push. Assim, os varejistas têm a oportunidade de alavancar notificações que possibilitem a última forma de customização: Notificações que são relevantes e estão no tempo certo para o consumidor.

Texto publicado no Ecommerce Brasil.

Peixe não come morango

Dê o que seu cliente quer e precisa e não aquilo que você quer

Por Fernando Fernandes. “Vou pescar em Manie todos os verões”- escreveu Dale Carnegie em 1935. “Pessoalmente, gosto muito de morangos com chantilly, mas descobri que, por alguma razão, os peixes preferem minhocas. Sendo assim, quando vou pescar, não penso naquilo que eu gosto, penso no que os peixes gostam.

Não colo um morango com chantilly no meu anzol. O que eu faço, é colocar uma minhoca, ou um gafanhoto na frente do peixe e dizer: ‘você gosta disso não gosta’? Então por que não usar esse mesmo bom senso, quando for fisgar clientes”. – Dale Carnegie.

Peixe não come morango - O que seu cliente quer?

Essa frase de Dale Carnegie foi escrita há mais de 70 anos, no entanto, podemos afirmar que continua atual e aplicável em nosso século. O que ele quis dizer é claro como água num copo de cristal. Não adianta tentar vender ao cliente o que ele não precisa, não deseja ou não quer. É ele que dita as regras. É o mercado que dita as normas.

Veja por exemplo o mercado automotivo. Os consumidores brasileiros desejam ter um carro semi compacto, com cara de cross, muitos extras de série e com baixo custo. A Hyundai conseguiu entender muito bem esse anseio e apostou alto no HB20. O resultado foi fila para receber, fila para comparar e uma longa lista de espera. Traduzindo, sucesso total.

É a isso que Dale Carnegie fazia referência quando cunhou essa frase, que com certeza jamais sairá de moda. Quando estiver atendendo um cliente no seu estabelecimento, descubra “o que ele quer“, e terá 50% da venda feita.

Contrariando essa sabedoria, alguns vendedores, apresentam vários produtos ao mesmo tempo, na esperança que o consumidor, acabe por escolher pelo menos “um”. Isso só faz confusão em sua mente, especialmente se ele for homem. Feche uma venda, e apenas depois disso, comece a apresentar opções de acessórios que possam conjugar com a primeira compra.

A sabedoria encontrada na frase pode ser aplicada em qualquer área de nossa vida. Se quisermos agradar nosso cônjuge, nossos amigos, namorados (as) etc., devemos nos preocupar com a segunda pessoa. O grande problema, é que nós, seres humanos, somos centralizadores e um pouco egoístas. Sempre pensamos no primeiro “eu”.

Em vendas, quando primeiro nos preocupamos com o cliente, e posteriormente com a comissão que iremos receber, os resultados serão substancialmente melhores. Pesquisas têm mostrado, que muitas vezes, os consumidores estão apenas à espera de um ouvido para poder falar de si, de suas conquistas, de como são boas etc. As compras são completamente secundárias. Quando encontram um profissional que as deixam falar, pronto, a venda está feita. Por isso, tem-se falado muito em deixar o cliente falar. Portanto, quando estiver na frente de um cliente, descubra o que o faz feliz.

Grande abraço a todos.

Texto publicado no Programa Cases.

Palestras do TED para inspirar o empreendedor

Vale a pena separar um tempo para aprender com esta rica seleção de palestras do TED

Por Renata Leal. O fim do ano está aí e chegou aquele momento em que muita gente faz um balanço do ano e decide que chegou a hora de seguir o próprio caminho e abrir um negócio. Você está nessa?

Palestras do TED para inspirar o empreendedor

Pois separamos 11 palestras inspiradoras no TED para quem quer empreender e – por que não? – também para quem já tem a própria empresa e quer um pouco de inspiração. As palestras listadas abaixo não têm uma ordem específica e nossa seleção pretende dar estímulos a todos os tipos de empreendedores.

De onde vêm as boas ideias?

Para começar, um compilado de cinco palestras com Steven Johnson, Elizabeth Gilbert, Derek Sivers, Matt Ridley e Seth Godin.

Johnson dá vários exemplos sobre a origem das ideias. Cita, por exemplo, por que os cafés são lugares importantes para observar as pessoas e como eles foram essenciais no passado, durante o Iluminismo. Ele também comenta como é fundamental ter um espaço favorável à inovação, com espaço para que as pessoas exponham suas ideias.

Elizabeth Gilbert, autora de Comer, Rezar, Amar, é inspiradora principalmente para quem trabalha com atividades mais intelectuais, como na economia criativa. Ela conta sobre a insegurança de escrever outro livro depois de um que se tornou um best seller e fala sobre como lida com a inspiração.

Numa fala curta, de pouco mais de três minutos, Derek Sivers exemplifica como começar um movimento e mostra que não basta ter um líder. Para dar certo, é preciso existir seguidores – e o papel do primeiro seguidor é essencial.

Matt Ridley defende que as “ideias façam sexo”. Em outras palavras, ele acredita que o intercâmbio de ideias e o cérebro coletivo produzem um futuro melhor.

Em um vídeo já antigo, Seth Godin fala sobre como espalhar uma ideia. Segundo ele, uma ideia ruim ou até bizarra captura muito mais atenção do que uma normal.

Cameron Herold

Herold conta que nunca foi um bom aluno na escola e defende que é preciso ensinar as crianças a ser empreendedores desde pequenas. Elas devem saber que podem não seguir carreiras clássicas, como Medicina ou Engenharia, e que podem ser bem-sucedidas se tiverem um negócio.

A vida de Richard Branson a 30.000 pés

Um ícone no empreendedorismo, Branson fala sobre a importância de encontrar as pessoas certas para trabalhar num negócio e como inspirá-las, para que elas consigam chegar ao máximo de seu potencial.

Michael Porter

Porter fala sobre a relação entre os interesses sociais e os interesses das empresas e afirma que a principal forma de resolver problemas graves, como as mudanças climáticas e o acesso à água, é deixar que empresas tentem resolver o problema, em vez de delegar os temas ao poder público e a organizações não-governamentais sem fins lucrativos.

É uma reflexão importante para empreendedores que querem causar impacto social com seus negócios.

Andreas Raptopoulos

A ideia de Andreas Raptopoulos é usar drones (veículos aéreos não tripulados) para transportar coisas. Podem ser medicamentos, comida, vacinas etc, especialmente para áreas de difícil acesso.

Jeff Bezos, da Amazon, levantou a questão recentemente, ao afirmar que a Amazon vai começar a testar entregas com drones.

Elon Musk

Empreendedor experiente, Musk fala sobre como tornar viáveis produtos que usam fontes de energia alternativas, como os carros elétricos – que poderiam ser adotados em massa –, e os painéis solares, para uso principalmente em residências.

Musk acredita que nos próximos 20 anos a produção de energia solar será maior que a de qualquer outra fonte. E como todo empreendedor tem um quê de loucura, Musk fala também sobre a construção de foguetes.

Sheryl Sandberg

Esta palestra de Sheryl Sandberg ficou tão famosa que certamente alavancou as vendas de seu livro Faça Acontecer, lançado este ano. Sheryl fala sobre a baixa presença feminina em postos de liderança. Sua palestra é um grande estímulo para empreendedoras.

Juliana Rotich

Juliana é um dos novos rostos do empreendedorismo na África e lidera um projeto para ampliar e melhorar a qualidade do acesso à internet. Exemplo de empreendedorismo social.

Texto publicado no site da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

E-commerce: Procuram-se Profissionais

Universidade Buscapé Company

Daniel Cardoso sócio da Universidade Buscapé Company: 4000 alunos e 50 empresas passaram pela sala de aula desde 2011 para aprender sobre comércio eletrônico. (foto Fabiano Accorsi)

Por Anna Carolina Oliveira, da VOCÊ RH 

O E-commerce movimentou cerca de 30 bilhões de reais no país no ano passado, mas ainda sofre com a falta de gente interessada e especializada no negócio.

São Paulo – Tudo começou em janeiro de 2011. Numa sala de 20 metros quadrados na zona sul de São Paulo, os quatro sócios Malte Horeyseck, Malte Huffmann, Thibaud Lecuyer e Philipp Povel passavam o dia ligando para grandes fabricantes nacionais de sapatos.

Jovens, os empreendedores de países diferentes — dois alemães, um francês e um brasileiro — estavam em busca de investidores e fornecedores para lançar uma loja de comércio eletrônico. A alemã Rocket Internet, incubadora europeia de startups de internet, decidiu arriscar e colocou no negócio 50 milhões de reais.

Três anos depois, os quatro sócios transformaram a pequena sala em uma das maiores varejistas online de moda de acessórios do Brasil. Assim nasceu a Dafiti, hoje uma companhia de 1 800 funcionários, presente em cinco países e que já atraiu mais de 660 milhões de reais em investimentos.

A história da Dafiti ilustra o movimento crescente do comércio eletrônico no país. O segmento — que engatinhava quando a empresa surgiu — hoje já dá passos mais firmes e tende a voar, segundo as projeções de mercado.

De acordo com uma pesquisa do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getulio Vargas, o comércio eletrônico movimentou no país 28,8 bilhões de reais em 2013, e a previsão para este ano é crescer mais 20%.

“Nos Estados Unidos e na Europa isso já é feito há mais ou menos sete anos, e no Brasil a operação ainda é nova”, afirma Fernando Ricci, secretário executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, entidade brasileira de maior representatividade da economia digital.

Pode estar aí o entrave para um crescimento acelerado. Por ser ainda novo no país, o e-commerce tem sofrido com a falta de trabalhadores. A Dafiti, por exemplo, teve de apostar na contratação de alguns especialistas em tecnologia e de outros experientes trabalhadores do varejo por não encontrar o “pacote completo”, ou seja, profissionais que dominem as duas áreas.

“Mesmo que a pessoa não venha com essa vivência em varejo, me disponho a contratá-la quando ela tem conhecimento em comércio eletrônico”, diz Wilson Lima, diretor de RH da companhia.

Apesar de usar as ferramentas tradicionais de recrutamento, o método mais eficiente para a Dafiti acabou sendo a indicação dos próprios funcionários. “Quando o indicado é efetivado, quem trouxe o currículo recebe um cartão com valor que vai de 100 a 1 000 reais para usar em diversos estabelecimentos”, afirma Lima.

As indicações não utilizadas são repassadas para a análise dos gestores e ficam em um “banco de reserva” para facilitar o processo na próxima busca de candidatos. “Hoje, temos mais de 1 000 nomes no banco”, diz Lima.

Uma vez dentro, o funcionário é lapidado com cursos e treinamentos, a maioria externos — mais de 100 empregados receberam subsídio parcial e integral da Dafiti em 2013 para estudar. Diferentemente de negócios já consolidados, as companhias de e-commerce estão aprendendo a desenhar treinamentos próprios para capacitar seu time.

Ciente dessa deficiência (e oportunidade), a Universidade Buscapé Company, em São Paulo, apresenta uma grade de cursos específicos, como E-commerce Professional, marketing digital e planejamento digital. “Normalmente, as empresas enviam funcionários que conhecem a fundo o negócio, mas não dominam tanto a área de tecnologia”, diz Daniel Cardoso, sócio-diretor da universidade.
Criada em 2011 para capacitar o pessoal interno, a instituição percebeu a demanda do mercado e acabou aceitando funcionários de outras companhias — e até mesmo pessoas físicas — que buscavam se desenvolver na área. Tornou-se assim um novo braço de negócios do Buscapé.

“Nosso grande público são as pequenas e médias empresas. Muitas já têm anos de mercado, mas agora querem criar um canal online e precisam dessa expertise”, afirma Cardoso.

Até o momento, cerca de 4 000 pessoas e 50 empresas já passaram pelas salas de aulas físicas e virtuais da universidade, que tem como carro-chefe os cursos E-commerce Professional, Mídias Sociais, SEO na prática e E-mail Marketing.

Não bastassem a escassez de mão de obra especializada, a falta de cursos profissionalizantes e a informalidade dos treinamentos internos, as lojas virtuais ainda esbarram na insegurança dos candidatos. Antes de se tornar conhecida, a Dafiti precisou muitas vezes “convencer” os outros a fazer parte do time.

“Era uma empresa nova em um segmento também novo”, explica Lima. Segundo Renata Tavolaro, head­hunter e gerente de operações do Grupo Empreza, os brasileiros associam o momento vivido pelo e-commerce àquele que ficou conhecido como o boom das companhias de internet e temem arriscar em um negócio que pode não prosperar.

“Muitas pontocom nasceram e fecharam em uma velocidade considerável, e por isso há o medo de entrar em um segmento que ainda não se estabilizou”, diz Renata. O receio é pertinente. Dados de um estudo da Big Data Corp., especializada em soluções de big data, mostram que o tempo médio de vida das lojas virtuais é de três meses no Brasil.

A boa notícia é que a ida do consumidor para o meio online está crescendo. De acordo com o relatório Web Shoppers da E-bit, empresa que conduz pesquisas com usuários do meio online para analisar e entender hábitos e perfis desses clientes, o setor registrou 88,3 milhões de pedidos ao longo de 2013, o que representa um aumento de 32% em relação a 2012.

Passe valorizado

Num mercado ávido por profissionais com o mínimo de competências necessárias para o e-commerce, quem tem uma formação um pouquinho diferenciada no setor pode ser disputado a tapa (nesse caso, a ouro) entre as empresas. “Algumas companhias fazem um ‘acordo de cavalheiros’ e não buscam candidatos em concorrentes ou fornecedores”, diz Renata.

“Mas muitas não têm essa prática e acabam, sim, pegando funcionários do vizinho.” Como resultado, o passe desse profissional está valorizado. Segundo a headhunter, algumas empresas chegam a pagar 30% mais para um empregado mudar de lado, o que leva as companhias a estabelecer políticas diferenciadas para segurar os melhores.

A pequena Estante Virtual, site que reúne sebos virtuais e conta com 40 funcionários, por exemplo, investe no chamado “empreendedorismo do ócio”. “Acreditamos que 6 horas de trabalho efetivamente produtivas compensam as 8 tradicionais praticadas no mercado”, diz Carolina Reis, gerente de RH da empresa.

A ideia do programa é proporcionar mais tempo livre para os funcionários se dedicarem a projetos e atividades pessoais, trabalhando mais relaxados e completamente focados nas tarefas diárias. “Conseguimos reduzir bastante o absenteís­mo com essa prática”, afirma.

Já o Mercado Livre, plataforma de compra e venda de produtos existente desde 1999, optou por caprichar no pacote de benefícios. No início, a empresa oferecia apenas vale-transporte e vale-alimentação. Hoje, a cesta é farta. Além de plano de saúde, vale-combustível e auxílio-creche, os funcionários contam com serviços diferenciados, como consultas com nutricionista e sessão com massagista.

“O RH se estruturou para apoiar o crescimento da empresa e manter todos engajados”, diz Helen Menezes, gerente de recursos humanos. Isso significou também criar uma identidade e estruturar a cultura. “Somos o primeiro emprego de muita gente. Nosso maior desafio é aculturar esses jovens ao estilo do Mercado Livre e do e-commerce, um setor totalmente diferente”, explica Helen.

Em 2006, a liderança recebeu um treinamento para propagar o estilo da companhia aos funcionários. No mesmo período, a empresa desenvolveu um programa de integração, que é atualizado anualmente desde então — neste ano, o Mercado Livre lançará ainda um vídeo institucional para complementar a ação. “Hoje, o programa de integração leva uma semana e conta com a participação do gestor de cada área”, diz Helen.

Mesmo com uma política de RH mais estruturada, o RH ainda sente dificuldade em atrair mão de obra especializada, especialmente para as áreas mais técnicas, em posições como a de desenvolvedor. A solução? “Conseguimos contratar esses profissionais autônomos oferecendo uma estrutura mais flexível”, diz Helen. Por isso, a empresa não impõe horário de trabalho fixo e permite o home office.

Ser maleável, na opinião de Alberto Luiz Albertin, coordenador da área de tecnologia da informação e comércio eletrônico da Fundação Getulio Vargas, pode ser a chave para o sucesso no comércio eletrônico. “Esse segmento se atualiza em grande velocidade, o que requer flexibilidade e agilidade das organizações”, diz. Tudo tão rápido e ágil como uma compra online.

Texto publicado na REVISTA EXAME – VOCÊ RH.

Como a política de devolução gratuita aumenta a conversão

Por Juliana Custodio. Se a relação entre vendedor e cliente ocorre como deve, esse assunto é redundante. Seu produto é incrível, o cliente quer, ele paga, você entrega, ele ama. Fim.

Mas as coisas podem dar errado. A dúvida pode bater aos 45 do segundo tempo. “Eu preciso disso? Eu posso pagar por isso? Será que o tamanho é esse mesmo? É para presente, e se a pessoa não gostar?”

Como a política de devolução gratuita aumenta a conversão

É nesse momento em que a política de devolução gratuita pode transformar um abandono em uma venda. Na verdade, 89% dos consumidores online afirmam que “sempre”, ou “às vezes”, verificam a política de devolução antes de comprar. Ou seja, essa dificilmente é uma área obscura de seu site que passa despercebida pelos visitantes.

Vamos analisar as diferentes formas nas quais a devolução gratuita pode funcionar como uma ferramenta para alavancar sua taxa de conversão.

Desperte a Confiança do Cliente

Existe uma série de eventos que podem dar errado, e que fogem do seu controle ou de seu cliente.

• Antes da venda:

Clientes abandonam a compra por diversas razões. Às vezes, trata-se pura e simplesmente do comportamento de compra – um cliente passeando de site em site procurando a melhor oferta. Nesse caso, eles normalmente precisam de uma “forcinha” para concluir a compra.

• Depois da venda:

Também são vários os fatores que levam à devolução do produto: o tamanho errado, o caimento ou simplesmente uma mudança de opinião.
Uma política de devolução gratuita mostra ao cliente que você está do lado dele. Que, se algo der errado, você vai corrigir isso.

Lidar com a devolução de forma profissional não só é uma forma de impulsionar as vendas como também incentiva a fidelidade à marca e compras futuras.

Orgulhe-se de seus produtos

Quantas lojas físicas você conhece que não aceitam devoluções? Pois é. Ao passar do cenário físico para o digital, as lojas online não devem ser diferentes.
É comum que comerciantes online foquem em frete grátis para gerar vendas, mas esse é um serviço que deveria funcionar em ambas as direções – e não é essa a realidade que vemos hoje.

Além de ser boa prática, não cobrar pelas devoluções também passa uma mensagem clara: dizer a seu cliente “Ei, se não funcionar, nós aceitamos de volta, sem cobrar nada” mostra que você acredita em seu produto e orgulha-se dele. E isso pode passar aquela confiança que faltava para um cliente indeciso.

Perca o medo do “gratuito”

A ideia de devolução gratuita ainda causa arrepios a muitos comerciantes online. Existe um certo medo de que a devolução gratuita faça com que os clientes retornem mais itens, ou que tratem seus produtos como um “teste grátis” e depois devolvam-no.

Para evitar que clientes mal intencionados tirem proveito desse serviço, proteja sua empresa incluindo termos específicos quanto ao uso dos produtos e tempo máximo para devolução em sua política.

Não trate sua política de devoluções como algo com o qual o cliente não se atentará. Pode lhe parecer um detalhe, mas é esse detalhe que, se bem trabalhado, faz a diferença entre um abandono e uma compra.

Texto publicado no site E-commerce Brasil.

O dia em que o dono da Amazon fez SEO

Por Diego Ivo. “Os registros da Internet mostram que, durante aquele período [meados de 1994], eles registraram os domínios Awake.com, Browse.com e Bookmall.com. Bezos [dono da Amazon] também considerou Aard.com, de origem irlandesa, por um curto tempo. A ideia era usar a palavra para aparecer no topo da maioria das listas de websites, que na época seguiam a ordem alfabética.” (A Loja De Tudo – Jeff Bezos E A Era Da Amazon, de Brad Stone).

O dia em que o dono da Amazon fez SEO

O trecho acima, do excelente livro A Loja de Tudo, que conta a história de Jeff Bezos e, portanto, da Amazon.com, narra as peripécias que levaram ao nome do maior e-commerce do mundo. O que poucos sabem é que ele surgiu levando em conta as práticas de SEO daquele tempo, em que os sites eram ordenados nos buscadores (na verdade, diretórios de sites) em ordem alfabética. Bezos, durante essa época, consultou todas as palavras com a letra “A” em um dicionário até chegar ao “Amazon”.

Desde os primórdios da Internet, Bezos sabia que os buscadores eram grandes responsáveis pelo tráfego a sites na web. Até hoje, segundo um levantamento feito pela Conversion, os mecanismos de busca são um dos grandes responsáveis por visitas a sites, respondendo por 50% das visitas a sites no Brasil. Desse tráfego, 34,5% dos acessos são oriundos da busca natural, cujo trabalho de SEO é responsável por otimizar.

Amazon refere-se ao Rio Amazonas, imenso e gigante, cuja grandeza Jeff Bezos julgou que descrevia perfeitamente seu projeto ambicioso. Sem contar a letra “A”, que há mais de 20 anos praticamente garantia o primeiro lugar nos mecanismos de busca. Vale ressaltar que essa é uma técnica dos primórdios de SEO e que está completamente ultrapassada.

Mas a lição de investir em SEO dada por um dos mais bem sucedidos e-commerces do mundo continua viva.

PS: só a título de estatística, em agosto de 2014 o tráfego de busca orgânica da Amazon foi estimado em cerca de 230 milhões de visitas por mês.

Texto publicado no blog da Conversion.

M-commerce já deixou de ser tendência

Por Cristina de Luca. O percentual de pessoas que afirmaram já ter realizado alguma compra por meio de dispositivos móveis cresceu de 2013 para 2014. É o que mostra a segunda pesquisa “Brasileiros e o M-Commerce”, da Pagtel e da Mobi.life.

Realizado entre maio e junho deste ano avaliou também a opinião das pessoas sobre as campanhas de mobile marketing. A pesquisa foi dividida em duas etapas, quantitativa e qualitativa, e, ao todo, foram ouvidas 480 pessoas. Entre os entrevistados 96% possuem smartphones, 54% já tinham seus próprios tablets e 50% possuem os dois aparelhos.

M-commerce já deixou de ser tendência

Imagem do Corbis Images.

De acordo com os resultados, em 2014, quase 67% dos entrevistados já haviam feito alguma compra pelo celular ou tablet. Em 2013 esse percentual era de 57%.

Entre os que já realizaram compras mobile, 60% utilizaram os sites de e-commerce, 37% compraram por meio de serviços intermediários como Paypal, Buscapé e PagSeguro, 32% utilizaram as lojas de app, como Google Play e Apple Store, 24% optaram por aplicativos de compra e 10%, SMS (conteúdo sobre futebol, horóscopo, etc.).

O computador ainda é o dispositivo preferido para compras virtuais – 92% dos entrevistados afirmaram realizar, com alguma frequência, compras por meio de PCs, 26% afirmam fazer o mesmo por meio de celulares e 21% por meio de tablets.

Um dado curioso é que enquanto 79% dos entrevistados utilizam o computador para acessar a internet banking, 54% acessam bancos por meio de smartphones e 22% por meio de tablets.

“As pessoas estão pouco a pouco se acostumando a utilizar o celular para realizar transações financeiras e, da mesma forma que a internet banking ajudou na proliferação do e-commerce, o acesso de bancos por meio de aplicativos móveis irá ajudar na disseminação do m-commerce”, afirma Felipe Lessa, diretor de produtos e marketing da Pagtel.

Por que e o quê comprar por meios móveis?

Enquanto 46% dos entrevistados afirmam que optaram por uma compra através de dispositivos móveis por acharem o meio mais prático, 69% ainda preferem utilizar o computador para compras. Muitos não consideram o m-commerce seguro (43%), ou se queixam de sites despreparados pera uso móvel (32%).

“O número de consumidores que aproveitam a comodidade e já confiam na segurança do mobile vem crescendo gradativamente. O dono de loja online que quiser crescer suas vendas deve se preparar para o m-commerce garantindo a segurança e a configuração adequada do site para uso móvel”, afirma Fernando Hasil, gerente de negócios da Mobi.life.

Entre os produtos considerados mais adequados para compras ou pagamentos móveis estão: ingressos (61%), conteúdos virtuais (55%), eletrônicos (52%), produtos culturais como CD, livro e DVDs (47%), delivery de comida (44%), entre outros.

Segurança

Entre os fatores que fazem os usuários se sentirem mais seguros na hora de uma compra através de dispositivos móveis estão a confiança na marca do site, aplicativo ou loja de aplicativo (80%), as formas de pagamentos aceitas (56%), os termos de segurança publicados no site ou app (47%), comentários de outros usuários (39%), digitação de senha pessoal (37%), reconhecimento biométrico (20%), reconhecimento visual por imagem (15%) e reconhecimento por voz (12%).

Mobile marketing

De uma forma geral, as propagandas mobile são mais criticadas do que elogiadas. Mensagens de voz são as mais rejeitadas (88% não aprovam a mensagem recebida), seguidas por banners em jogos (74% desaprovam) e banner em aplicativo (70% não apreciam o conteúdo).

A rejeição das campanhas mobile está diretamente relacionada à propaganda não autorizada pelo usuário, sobretudo vi SMS, conteúdos desinteressantes, sensação de invasão, alta frequência de recebimento de mensagens, e insegurança em relação a vírus e hackeamento.

O estudo mostra ainda que os banners em sites são o formato de propaganda que mais gera engajamento em dispositivos móveis, com 56% das pessoas já tendo clicado em algum deles, interessadas pelo produto ou serviço (55%), esperando ser redirecionada para o site dos anunciantes (54%) ou obter mais informações sobre os produtos e serviços (50%).

M-commerce já deixou de ser tendência

No mundo, M-commerce representará 21% das vendas online este ano

De acordo com dados da edição 2015 do relatório Internet Retailer Mobile 500, os 500 principais varejistas do mundo, sendo 366 dos Estado Unidos e 134 da China, Reino Unido, Rússia, Brasil, África do Sul e outros 16 países, as vendas móveis chegarão a US$ 83,780 milhões até o final de 2014, um aumento de 79,9% comparado ao ano anterior. As compras realizadas por dispositivos móveis serão responsáveis por 21% das vendas dos principais varejistas de e-commerce do mundo até o fim do ano.

“O Brasil teve um crescimento significativo nos últimos meses e já ocupa o quinto lugar de maior mercado do mundo de m-commerce. Para isso é preciso que as empresas estejam preparadas para atender esse público que está cada vez mais se acostumando a fazer compra por meio de dispositivos móveis. Ferramentas de marketing como, aplicativo próprio para a marca e o site responsivo, com fácil leitura e navegação em todos os dispositivos móveis, podem ser estratégias fundamentais para se diferenciar da concorrência”, explica Luís Felipe Cota, diretor de marketing da Goomark.

Texto e infográfico publicados no IDGNOW.

7 dicas para abrir uma empresa com pouco dinheiro

Procurar um mentor e encontrar um sócio são duas saídas para quem carece de recurso financeiro

Quem vai abrir uma empresa usando apenas recursos próprios, sem contar com empréstimos ou investidores, precisa saber muito bem o que fazer com esse dinheiro. Nesse cenário, qualquer erro pode ameaçar não só o caixa mas também os planos de crescimento.

7 dicas para abrir uma empresa com pouco dinheiro

O primeiro passo é criar um bom plano de negócios: sem ele, a empresa pode ser tornar um fiasco (Foto: Photopin)

Esse caminho não é nada fácil, alerta o empreendedor Ilya Pozin, fundador da Ciplex, agência digital norte-americana voltada a startups e pequenas empresas. Em um artigo publicado no site da revista Inc, ele indica os sete passos para dar a largada gastando o mínimo possível e minimizar os riscos dessa estratégia.

1. Valide sua ideia

Como você sabe que sua ideia de negócio é boa? Não adianta perguntar a amigos e parentes, pois eles nem sempre terão uma resposta verdadeira. A melhor maneira de validar sua proposta é pedir a opinião de quem não vai ganhar nem perder com sua empresa: potenciais clientes ou empresários mais experientes.

2. Procure um mentor

Não peça conselhos a quem só vai reafirmar suas ideias, e sim a pessoas que o desafiem e façam com que você defenda melhor seus argumentos e decisões. Melhor ainda se for um profissional que atue na mesma área de sua futura empresa. O empreendedor pode até não gostar do que vai ouvir, mas deve levar essas ponderações a sério e continuar escutando os feedbacks.

3. Seja obcecado por clientes

Quem é meu cliente? Onde ele está e como posso chegar até ele? Essas são as primeiras perguntas que o empreendedor precisa responder. Para isso, deve reservar metade de seu tempo – a outra metade deve ser dedicada a criar um produto ou serviço que supere a expectativa das pessoas. Assim, os primeiros clientes serão sua referência, seu estudo de caso e, melhor de tudo, vão gerar mais negócios.

4. Reinvista tudo no negócio

Quando Pozin fundou sua empresa, gastou mais dinheiro do que recebeu – tudo em nome de criar algo que superasse a expectativa dos clientes. “Não ficava com nenhum dinheiro para mim”, recorda. “Quem foca em lucratividade muito cedo acaba desenvolvendo um produto medíocre, e isso não vai gerar novos negócios. Daí, o empresário vai precisar gastar todo o lucro que recebeu para prospectar outras oportunidades.”

5. Otimize a busca de pessoas

Em vez de adotar uma cara estratégia de marketing, busque maneiras mais econômicas de prospectar clientes. Será necessário gastar mais tempo nessa atividade para separar o joio do trigo, mas é melhor do que arriscar comprometer uma grande soma com ações que não se sabe se serão efetivas.

O mesmo se aplica às contratações. Não se apresse para contratar funcionários em tempo integral. Trabalhe com temporários e terceirize algumas funções, desde que os termos de pagamento sejam compatíveis com os prazos para receber dos clientes.

6.  Comece o marketing cedo

Muitos empreendedores iniciantes gastam todo o tempo e o dinheiro na concepção e no lançamento de seu produto, mas, quando chega a hora de anunciar a novidade, se veem sem recursos.

Logo no começo, pesquise meios efetivos e baratos para chegar ao consumidor e reinvista os lucros em marketing – quanto mais, melhor. Vale a pena começar a fazer ações mesmo antes de o produto estar pronto.

7. Encontre um sócio

Começar uma empresa por conta própria é difícil. E é muito pior quando não se dispõe de muito dinheiro. Por isso, encontre um bom sócio que compartilhe de sua paixão pelo produto ou serviço – mas não necessariamente uma pessoa que seja igualzinha a você.

Texto publicado no site da Revista Pequenos Empregos & Grandes Negócios.

Conheça as rodadas de financiamento para startups

Rodadas de financiamento para startups diferem de acordo com o estágio alcançado. Quando estas rodadas são alocadas mediante investidores profissionais, são chamadas internacionalmente de Series. Veja quais são.

Por Rodney de Castro Peixoto. Segundo a Associação Brasileira de Startups, uma startup é:

Uma empresa de base tecnológica, com um modelo de negócios repetível e escalável, que possui elementos de inovação e trabalha em condições de extrema incerteza.”

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Ao estabelecer elementos de inovação e operar em condições de incerteza, o fundador de uma startup necessita de capital para testar e modelar seu serviço/produto para poder alcançar seus objetivos.

Por conta dessa condição de extrema incerteza, startups são capitalizadas, de forma genérica, por investidores de risco, chamados Venture Capitalists.

O chamado lifecycle (ou ciclo de vida) de uma startup se desenvolve através das chamadas rodadas de investimento. Como o capital é globalizado, os jargões internacionais são utilizados em qualquer país, e embora os valores não sejam padronizados, normalmente as rodadas de investimento em startups seguem algum parâmetros.

Após o fundador iniciar seu plano de negócios, necessita levantar recursos para testar e por em prática suas ideias comerciais. Daí, o capital se faz necessário e o fundador precisa se preparar para o pitch, a apresentação de seu negócio para o mundo capitalista.

Muito comum em startups as primeiras rodadas de investimento serem aportadas por familiares e amigos. Um exemplo clássico ocorreu com a Amazon, cujos pais e irmãos de seu fundador, Jeff Bezos, foram os primeiros a acreditar no negócio e hoje são acionistas de um negócio bilionário.

Rodadas de investimento diferem de acordo com o estágio alcançado pela startup. Quando estas rodadas são alocadas mediante investidores profissionais, são chamadas internacionalmente de Series.

De forma geral, temos:

1. Series Seed

Tipicamente, uma Series Seed (Investimento Semente) se dá nos estágios iniciais das startups, para definir as bases do negócio, formalizar sua atividade, iniciar produção e auxiliar na contratação de colaboradores.

Aqui já se tem uma definição do serviço/produto, e se busca conquistar mercado e criar uma base inicial de usuários que validem a ideia. Os montantes de aporte de capital variam, normalmente chegando a 2 milhões de dólares, e quem investe são Angel Investors (investidores anjo) e também podemos ter fundos de Venture Capital nesse estágio, dependendo de quão atrativo e consistente o negócio pode ser a estes fundos. Também é comum a entrada da startup numa aceleradora ou incubadora, empresas que oferecem consultoria, mentoria e investimento em troca de participação nas ações.

2. Series A

Aqui a startup já definiu e aprimorou seu modelo de negócios, alcançou um mercado e base de consumidores, e seu serviço/produto já está consolidado. Essas startups buscam então uma Series A Round (Rodada Serie A).

A Series A Round visa proporcionar uma escala de produção, otimizar os caminhos de distribuição, adaptar o serviço/produto para outros mercados e também refinar seu modelo de negócios. Os valores envolvidos em uma Serie A podem ir de 2 milhões de dólares até 15 ou 20 milhões. Como exemplo recente temos o investimento do fundo Benchmark no Uber.com. Fundos de Venture Capital normalmente estão por trás de Series A Rounds.

3. Series B

Após uma startup se consolidar, uma Serie B Round pode trazer escala ao negócio. Aprimoramento de processos, contratações nas áreas de vendas e marketing, criação de novos departamentos, buscar novos mercados, e mesmo adquirir outras empresas para agregar valor ao negócio são os principais propósitos de uma Serie B Round. Os valores podem chegar às dezenas de milhões, e como exemplo, temos o fundo Accel aplicando 40 milhões de dólares no Angry Birds.

O investidores de Series B Rounds normalmente são os mesmos das Series A.

4. Series C

Tipicamente uma Series C Round acontece para acelerar uma startup em tudo que for possível após uma Serie B. Adquirir outras companhias, lançar o serviço/produto em mercados internacionais, e acelerar o crescimento são os principais propósitos buscados nesse estágio de uma startup. Os montantes de uma Serie C podem chegar a centenas de milhões de dólares. Quem investe são ainda fundos de Venture Capital, e também empresas de Private Equity, fundos de Hedge, braços de investimento de bancos como Morgan Stanley, ou grandes empresas de fundos, como a Tiger Global.

Fundadores de startups necessitam obter o máximo de informação antes de sentar do outro lado da mesa em que está seu potencial investidor. O entendimento dos detalhes de uma rodada de investimento faz parte da lição de casa de qualquer empreendedor que tenha a intenção de fazer sua ideia virar realidade.

Texto publicado no Webinsider.

Atrair ou Fidelizar clientes: qual deve ser sua prioridade?

Uma empresa para ser bem sucedida deve ter uma equipe de vendas capaz de atrair e fidelizar clientes. O segredo da equipe de vendas está no equilíbrio.

Por Sandro Magaldi. Vamos fazer um exercício juntos. Imagine que você tem um negócio muito promissor. Ao analisarmos o comportamento de sua carteira de clientes observamos o seguinte: sua taxa de renovação de clientes é de 90%. Ou seja, a cada 10 clientes você renova 9. Muito bom, não é? Realmente uma taxa de renovação nesse nível é credencial para o sucesso de qualquer negócio no longo prazo, correto? Hummmm, vou te provar que não é bem assim.

Atrair ou Fidelizar clientes: qual deve ser sua prioridade?

Imagem do Corbis Images.

Acompanhe meu raciocínio. Se você perde de um ano para outro 1 cliente a cada 10, significa que, se você não atrair clientes novos para o seu negócio, você terá uma perda de mais de 40% de sua carteira de clientes ao final de 5 anos. Ao final de 6 anos, você terá perdido quase metade do seu negócio. Você já parou para fazer essa conta? No final do dia ela mostra que se sua organização não for capaz de atrair novos clientes para seu negócio ele estará fadado ao fracasso rapidamente.

Pois agora, vamos inserir outro elemento na reflexão. Imagine sua taxa de renovação cai de 90% para 80%. Ela continua em um nível alto, a queda é suportável e você pode tirar a diferença captando novos clientes, correto? Hummm, também não é bem assim.

Para manter a mesma base de clientes do ano 1 você terá de incrementar seu esforço de captação de novos clientes em 100%. Se antes você tinha de buscar um novo cliente por ano a cada 10, a partir de agora serão 2. Existe ainda um aspecto adicional que complica as coisas. Via de regra, o cliente novo apresenta um tíquete-médio inicial inferior ao cliente habitual. O desafio cresce ao construirmos um cenário onde esse tíquete-médio do novo seja 50% inferior ao habitual (cenário muito razoável, aliás). Nesse caso, não basta trazer o mesmo número de clientes para compensar sua perda de insatisfeitos. É necessário que você traga 50% mais de clientes. Resumindo: nesse cenário, para você apenas se manter do mesmo tamanho, é necessário você atrair anualmente 30% de sua base ativa de novos clientes. Ufa!!

No final do dia, o que quero lhe mostrar com todas essas contas? Primeiro, é necessário você ter essa visão em detalhes do seu negócio. Você tem essas informações na ponta da língua ou sua análise é empírica? Atenção: o que não se mede, não se gerencia.

Segundo e mais importante: é necessário um modelo comercial que prime pelo equilíbrio. Atração e fidelização de clientes são faces da mesma moeda. Não adianta você ter práticas de excelência no relacionamento com seus clientes, com profissionais de atendimento de classe mundial, se você não for capaz de, proativamente, atrair novos clientes para seu negócio.  Da mesma forma, não adianta você ter um exército de vendedores pitbulls, guerreiros capazes de atrair os melhores clientes para seu negócio, se você não for capaz de fidelizar os já existentes.

O segredo está no equilíbrio. Você deve conhecer aquela visão dos vendedores Hunters (Caçadores) e os Farmers (Agricultores).

Só lembrando: O perfil Hunter é aquele vendedor que se caracteriza como um caçador de novos clientes. Tem maior predisposição ao risco e não se intimida ao prospectar clientes em qualquer contexto. O perfil Farmer é aquele vendedor que tem predisposição a manter sua carteira. É 100% orientado as demandas do cliente e está sempre atento a formas de fidelizá-lo mantendo-o satisfeito e realizado.

O ideal é encontrar um perfil profissional que atenda a esses dois requisitos. Na prática, porém, esse é um desafio e tanto para as empresas já que, via de regra, temos profissionais com um desses comportamentos preponderantes. A solução é você montar uma equipe que mescle esses dois perfis para ter o equilíbrio desejado.

O segredo está no equilíbrio. Uma empresa para ser bem sucedida deve ser capaz de atrair e manter clientes. Simples assim. Esse objetivo só será alcançado se a organização for capaz de ter os melhores talentos e práticas para fidelização e os melhores talentos e práticas para atração de novos clientes. O desafio é gigante, porém essa reflexão faz parte da essência de seu negócio e você não pode se furtar a buscar a melhor solução. O limite tênue entre seu sucesso ou fracasso depende muito dessa busca. Sucesso!!!

Sandro Magaldi é CEO do meuSucesso.com e do Geração de Valor, autor, professor e mentor da Endeavor.

Texto publicado no Endeavor.org.br