Tags Posts tagged with "amazon"

amazon

Com a recém-chegada da Amazon ao mercado de marketplace brasileiro, muito especulou-se sobre o futuro do e-commerce nacional, tendo em vista a força da companhia no setor em mercados estrangeiros. Porém, será que ela está realmente preparada para aplicar o seu modelo comercial ao Brasil, país que possui diversas particularidades em vários quesitos?

A tecnologia de ponta – um dos motivos do crescimento exponencial da empresa no exterior – precisará passar por um processo de “tropicalização” para se adequar ao Brasil, e isso demanda tempo.

É natural que com o seu tamanho e tecnologia, a essa multinacional de comércio eletrônico conseguirá transformar suas ferramentas, usadas em países da Europa e nos Estados Unidos, para a realidade nacional.

Porém, para isso, precisará conhecer nosso país e as particularidades do seu mercado, criando o tempo necessário para que os outros varejistas do setor consigam equilibrar a balança em relação a experiência que ela vai proporcionar aos brasileiros.

Dessa forma, semelhante ao que acontece na rua Santa Ifigênia, em São Paulo – conhecida pela grande quantidade de lojas que se especializaram na venda de artigos eletrônicos –, existe espaço para todos.

Da mesma forma que as companhias precisarão atualizar o seu modelo de negócio para oferecer um serviço de maior qualidade, a Amazon precisará se adaptar as diferenças culturais do consumidor brasileiro, principalmente no que tange a questão do transporte e da logística para entregas em alguns pontos isolados ou perigosos.

No mais, o preço dinâmico, que foi uma das inovações propostas pela companhia nos EUA, já é utilizado no Brasil, criando mais oportunidades para os consumidores e comerciantes. E sua plataforma, apesar de muito boa, não é uma novidade no mercado.

Diante da ameaça que a chegada dessa empresa norte-americana representava ao setor, os varejistas digitais não estão medindo esforços no investimento em estratégias de marketing para conseguir superar as expectativas da gigante do varejo eletrônico.

Diferentemente do que se podia esperar, a chegada dessa multinacional não irá atrapalhar o faturamento dos varejistas nacionais nas datas importantes, como a Black Friday e o Natal, por exemplo, mas trará mais amadurecimento, oportunidades de venda e crescimento dos marketplaces brasileiros.

Leia também:

5 estratégias brilhantes de Jeff Bezos para construir o Império da Amazon

Como todos sabemos, Amazon é a criadora do marketplace, está presente em vários países do mundo e com muito êxito. Mas, aqui no Brasil, talvez por algum motivo estratégico que fez com que lançassem rapidamente a categoria de Eletrônicos e logo depois a de Casa. As vendas não corresponderam ao esperado, pelo menos, para pessoas como eu, que vendemos em vários marketplace locais há alguns anos.

Vou mencionar alguns dos motivos, que humildemente, acho que estão atrapalhando as vendas em Amazon.br.

É um fato que para a maioria dos consumidores brasileiros, Amazon não é um site de compras conhecido, apesar de estar na liderança globalmente. Me chamou muita atenção que na própria sexta-feira da Black Friday, em horário nobre (novela e Jornal Nacional) na Globo por exemplo, todos os marketplaces publicitavam suas ofertas, e Amazon, zero. Até Google Adwords deu uma caída violenta. Falta publicidade massiva.

Frete

Incrivelmente não é possível subir uma simples planilha dos Correios, transportadora ou integrar com algum hub de logística e dessa forma ter um frete competitivo. Pelo contrário, o seller deve criar sua própria tabela no mesmo site.

Obviamente não está pensado para Brasil. O comprador brasileiro quando procura por um produto, a primeira coisa que deseja saber é, “quanto irá pagar de frete”. Pois bem, isso ele ficará sabendo na etapa final somente antes de concluir o pedido, ou seja, deve previamente fazer o login na conta ou efetuar o cadastro na Amazon.

Seria muito mais simples, e como na maioria dos e-commerces, na mesma página do produto, calcular o frete colocando o CEP correspondente.

Descrição do Produto

Contrariamente ao site americano, é simplesmente um TXT difícil até de ler. Isso acontece mesmo enviando dados até com fotos na descrição, como é o meu caso, igual ao site americano.

Boleto bancário

Todos sabemos que apesar de ser uma pedra no sapato para nós sellers, é um mal necessário, já que uma porcentagem grande de compradores (no meu caso 35%) utilizam este meio de pagamento. Pois bem, a Amazon não tem.

Frete Grátis

Não apresenta relevância na página do produto. Também não tem como filtrar para saber qual dos sellers ofertam determinado produto com frete grátis. Novamente, para o comprador brasileiro é muito importante o valor não só do produto.

Catalogação de produtos

Este é um ponto extremamente positivo. Subir um produto por integração ou manualmente é muito simples e RÁPIDO, apesar de alguns poucos problemas de matching. Ao contrário, de alguns marketplaces muito conhecidos que até hoje, depois de 3 anos, alguns SKU’s ainda não foram catalogados.

Texto publicado anteriormente no Coratella.com.br

Leia também:

O que a Netshoes pode ensinar aos lojistas de marketplace?

O Amazon não é a mesma empresa de quando foi fundada, em 1994. Nesta época, o comércio eletrônico ainda era uma indústria relativamente pequena e a Amazon vendia exclusivamente livros. Hoje, a quarta empresa mais valiosa do mundo vende um número impressionante de produtos para bilhões de pessoas em todo o mundo.

Tudo começou quando Jeff Bezos decidiu iniciar um site de comércio eletrônico com o dinheiro investido pelos seus pais. O site, onde vendia livros chamava-se Cadabra, até que mudou o nome para a Amazon depois de perceber que o nome soava parecido com “cadáver”.

Bezos
(fonte da imagem: https://twitter.com/JeffBezos)

Mais sobre Jeff Bezos:

Jeff Bezos: o termo “visionário” se encaixa com perfeição

Hoje, com todo o investimento feito em marketing digital, a Amazon é uma das gigantes da internet. Existem várias maneiras de olhar para o tamanho da Amazon, e cada uma é mais surpreendente que a outra.

7,5% da população trabalhadora de Seattle são funcionários do Amazon

O Amazon possui mais de 300 mil funcionários em todo o mundo e 40 mil deles estão presentes só em Seattle. O gigante do e-commerce fez de Seattle a maior cidade empresarial dos EUA. Além disso, recentemente, a Amazon anunciou planos para investir US$ 5 bilhões em uma segunda sede, para 50 mil funcionários, em algum lugar da América do Norte.

Amazon Seattle

(Fonte da imagem: https://www.gannett-cdn.com/-mm-/4c8d84aa3e148fefef05515b5510da017d0ba257/c=0-0-5177-2925&r=1280×720&r=540/local/-/media/2017/05/08/USATODAY/USATODAY/636298505496030046-AP-AMAZON-CAMPUS-90525690.jpg)

O Amazon envia 1,6 milhões de pacotes por dia

Um relatório de 2013 mostra que a Amazon já enviou 608 milhões de pacotes só neste ano, o que dá uma média de 1,6 milhões de pacotes por dia.

45 mil robôs percorrem os armazéns do Amazon

Para fazer com que os pacotes sejam despachados a tempo, a Amazon confia em uma frota crescente de robôs autônomos que pegam pacotes de suas prateleiras e os trazem para funcionários humanos.

Os 45 mil robôs estão em 20 centros de atendimento nos EUA. Em 2016, a empresa aumentou a frota 50% em relação ao número anterior de 30 mil.

Robôs da Amazon (fonte da imagem: https://i.ytimg.com/vi/4sEVX4mPuto/maxresdefault.jpg)

O Amazon é mais valiosa do que todos os principais varejistas combinados

A soma total dos investimentos em infraestrutura e gerenciamento da cadeia de suprimentos tornou a Amazon de longe o varejista mais valioso nos Estados Unidos.

A avaliação de US$ 356 bilhões do Amazon é maior do que o Wal-Mart, Target, Best Buy, Macy’s, Kohl’s, JCPenney e Sears combinados.

Com a recente aquisição da Whole Foods, não há sinais de que o Amazon tenha planos de desaceleração.

O Amazon conta com 43% de todas as vendas online dos EUA

A Amazon, que antes costumava ser um site para comprar livros online,  hoje, é o site de compras padrão para praticamente tudo.

Uma análise da Slice Intelligence, divulgada em fevereiro, descobriu que 43% de todas as vendas de e-commerce nos EUA foram feitas através da Amazon em 2016. Isso é superior aos 33% de 2015 e aos 25% em 2012.

Com números tão impressionantes em vendas, percentual de mercado e com uma tecnologia de logística muito acima da média, a pergunta é: quem parará a Amazon?

Leia também:

Game of Thrones do E-commerce: A Estratégia da Amazon para dominar totalmente o varejo online mundial

Esta semana, a gigante Amazon divulgou o lançamento da Amazon Go que, segundo a própria empresa, é um novo tipo de experiência de compra com a mais avançada tecnologia. Na Amazon Go o consumidor acessa a loja física usando um aplicativo, coloca os produtos desejados numa sacola e simplesmente sai. Sem a necessidade de passar num caixa ou enfrentar filas. Uma verdadeira experiência omnichannel. Parece mágica (ou furto), mas não é!

O que podemos aprender com este exemplo de inovação que pode ser aplicado no mercado de eCommerce? Antes de ler, veja o video abaixo:

“Sem filas. Sem caixas”.

Aqui na agência, temos emoldurado uma frase que Jeff Bezos disse uma vez e que eu gosto muito.

“Se estivermos focados nos nossos concorrentes, ficamos à espera que façam algo. Estarmos concentrados no nosso consumidor permite-nos ser pioneiros”.

Dito e feito! Jeffinho, em vez de ficar procurando o benchmarking perfeito, olhou para seus clientes e entendeu qual seria a melhor experiência de compra que ele poderia oferecer.

As pessoas não deixarão de comprar da maneira convencional mas, se posicionar a frente do mercado e entregar uma excelente e inovadora experiência de compra aumenta o valor da marca e mostra como a Amazon está a frente de seus concorrentes.

Como entender seu público alvo e melhorar a experiência de compra como a Amazon faz?

Oferecendo opções de compra diferenciadas, testando novos modelos de interface (testes A/B) e, principalmente, analisando resultados e colhendo feedbacks! Estas são algumas das principais maneiras utilizadas para otimizar a experiência do usuário e que você pode utilizar no e-commerce.

Assim como a Amazon faz, você também pode descobrir as barreiras que impedem seu consumidor de prosseguir num processo de compra e traçar metas de como derrubá-las.

Todos que acompanham o trabalho excepcional executado pela Amazon sabem que isto é um processo diário e constante dentro da empresa. Sempre em busca de melhorias que impactem positivamente seu público.

Quais são as principais objeções que o seu cliente encontra hoje?

Navegação pouco intuitiva, tempo de resposta, falta de segurança, processo de compra com muitas etapas… estes são problemas frequentes e comuns em muitas lojas virtuais e que influenciam diretamente na desistência durante um processo de decisão de compra.

Conclusão

Podemos aprender com Amazon que:

  • Concentrar-se no seu consumidor te dará insumos para ser pioneiro e inovador.
  • Quebrar barreiras, questionar ações e compreender escolhas dos seus consumidores é o caminho certo a se fazer.
  • Torne isso um processo constante dentro do seu e-commerce e o resultado será um aumento não só de valor da sua marca mas também em vendas.

Abraços e boas vendas!

Publicado anteriormente no blog da Quatro Digital.


Leia também:

Game of Thrones do E-commerce: A Estratégia da Amazon para dominar totalmente o varejo online mundial

Quer saber como Jeff Bezos transformou a Amazon em um império? Aqui estão alguns dos segredos

The Gazelle Project. Esse é o nome da Amazon para sua iniciativa de convencer os editores de livros para lhes darem os melhores negócios.

Segundo o The New Yorker, Jeff Bezos disse que a Amazon deve abordar esses pequenos editores da mesma maneira que um guepardo perseguiria uma gazela doente. Um guepardo pode correr 70km/h, acelerando mais rápido do que uma Ferrari Enzo. A empresa de Bezos se move a um ritmo similar.

A Amazon tem crescido a uma velocidade vertiginosa na última década e trouxe quase 75 bilhões de dólares no ano passado, graças ao estilo não convencional e implacável de seu presidente-executivo.

Aqui estão 5 estratégias que Bezos utilizou para fazer da Amazon um império.

1- Seja como o poderoso chefão: faça uma oferta que as pessoas não podem recusar

Em 2004, a Amazon queria uma parceria com a Melville House. A editora de ficção e não-ficção com sede no Brooklyn era apenas uma novata quando as coisas ficaram tensas com a Amazon.

Dennis Johnson, co-fundador da editora, lembra de ter chamado seu editor e descrever as negociações com a Amazon como um jantar com o poderoso chefão. Como o The New Yorker relata, a Amazon queria um pagamento sem ter que revelar quantos livros da Melville House foram vendidos no site.

Johnson criticou a política e compartilhou suas preocupações de mercado com a revista Publishers Weekly. Um dia depois que a revista publicou a história de Johnson, o botão de compra dos livros da Melville House na Amazon sumiram. Mas, depois que Johnson voltou atrás e cedeu a Amazon, os livros reapareceram.

jantarFaça uma oferta que seus parceiros não poderão recusar.

2- Não divulgue informações ao menos que seja necessário

A Amazon não divulgou à Melville House como muitos de seus livros foram vendidos. A Amazon também não divulga nenhum número sobre as vendas do Kindle e não vai dizer quantos funcionários tem em Seattle.

Além disso, o galpão em que a equipe do Kindle trabalha em Seattle é chamado de Área 51, uma vez que você não pode colocar os pés lá, a menos que você esteja diretamente envolvido com o produto.

Bezos, ao que parece, gosta de entregar a informação – e criar a narrativa sobre a Amazon – à sua própria maneira, como as cartas cuidadosamente elaboradas aos acionistas.

20 coisas inteligentes que Jeff Bezos já disse

3- Mantenha as equipes pequenas o suficiente para que os membros possam ser alimentados com 2 pizzas

Bezos é famoso entre os nerds por conta da sua regra da pizza: nenhuma equipe deve ser maior do que uma que possa ser alimentada com 2 pizzas grandes. Isso significa que as forças tarefas são limitadas entre 5 a 7 pessoas, permitindo que as equipes testem suas ideias sem muitos espectadores, que protege contra o julgamento do grupo.

Essas pequenas empresas levaram à grandes inovações, como as ofertas Gold Box, uma promoção popular que deu as clientes ofertas por tempo limitado.

4- Pare de falar muito

Em um retiro feito no início de 2000, a palavra de ordem era que os grupos precisavam se comunicar mais. Bezos não concordou, se levantou e disse que a comunicação era terrível.

Comunicar-se e falar demais leva as pessoas a concordarem demais e isso fica em oposição ao conflito criativo que define a cultura da Amazon.

comunicacao--1024x1024

Para Bezos, a comunicação em excesso pode atrapalhar a equipe.

5- Seja contraditório

As pessoas que fazem bem à Amazon são muitas vezes as pessoas que prosperam em um ambiente contraditório, com atrito quase constante.

Por quê? Bezos não consegue se conformar com a coesão social, a tendência enjoativa das pessoas que gostam de concordar com as outras e encontrar um consenso confortável.

A pesquisa sugere que os melhores empreendedores são super-desagradáveis. Este tipo de debate fervoroso, onde as pessoas são forçadas a defender seus pontos de vista, está enraizado na cultura da Amazon.

Os líderes são obrigados a respeitosamente desafiar decisões quando discordam, mesmo quando isso é desconfortável ou cansativo. Como um guepardo atacando uma gazela.

Muito mais sobre a estratégia da Amazon para dominar o varejo online mundial:

Game of Thrones do E-commerce: A Estratégia da Amazon para dominar totalmente o varejo online mundial


Este artigo foi adaptado do original, “5 Brilliant Strategies Jeff Bezos Used To Build The Amazon Empire”, do Business Insider. Publicado anteriormente no Jornal do Empreendedor.

Teimosia, foco no cliente e sobretudo visão de futuro: conheça o que fez e está fazendo Jeff Bezos, um dos empreendedores mais bem sucedidos e admirados dos nossos tempos.

No final de 2011, Brad Stone, autor de “The everything store: Jeff Bezos and the age of Amazon”, foi a Seattle para um primeiro contato com o criador da maior loja online do planeta. A ideia era pedir a ele a colaboração com o futuro livro, que o próprio Stone considerou uma tentativa de relatar a extraordinária ascensão de uma companhia inovadora, profundamente disruptiva e pioneira, que esteve entre as primeiras a identificar os ilimitados potenciais da internet e que mudou para sempre a forma como compramos e lemos.

Era uma oportunidade e tanto, aquela de conhecer o responsável pela formidável jornada da Amazon. Afinal, Jeff Bezos nunca foi muito dado a isso de aparecer em público. O executivo raramente fala em conferências, e concede entrevistas com a mesma (baixa) frequência.

Stone o encontrou na ampla mesa de uma sala de conferência em um dos vários edifícios modestos que a empresa ocupa próximo a Lake Union, um lago pequeno e quase sempre congelado ao sul de Seattle. E quando descobriu o motivo da reunião, Jeff Bezos começou a rir com tamanha força que seu interlocutor teve de se proteger das minúsculas gotas de saliva expelidas.

A famosa e extravagante risada de Bezos, que muitos de seus funcionários consideram uma forma de intimidação. Um ex CEO da Amazon até afirma que, ao rir daquela forma virulenta, não sobram dúvidas: “Ele está te punindo”.

Mas Brad Stone não se intimidou. Seguiu adiante com a conversa, que durou cerca de uma hora, e por meio da qual acertaram os detalhes do trabalho que seria feito a seguir. E logo ali, naquele papo, o autor já ouviu uma das afirmações que considera “jeffismos” (máximas tão significativas que marcam para valer):

SE VOCÊ QUER SABER A VERDADE SOBRE O QUE NOS FAZ DIFERENTES, É ISSO: NÓS SOMOS GENUINAMENTE CLIENTE-CÊNTRICOS, NÓS SOMOS GENUINAMENTE ORIENTADOS A LONGO PRAZO, E NÓS GOSTAMOS GENUINAMENTE DE INVENTAR. MUITAS EMPRESAS NÃO SÃO ASSIM. SÃO FOCADAS NOS CONCORRENTES, MAIS DO QUE NOS CLIENTES.

O maior estava por vir

Isto foi em 2011. Dois anos depois, em 2013, Jeff Bezos fecharia o negócio que o projetaria de vez no mundo – e não apenas dos negócios: a compra, por 250 milhões de dólares, do Washington Post, um dos mais tradicionais jornais norte-americanos.

Foi o movimento mais emblemático do empreendedor após a criação da Amazon, em 1995. Um movimento que deixou clara a monumental dimensão dos planos de Bezos que hoje, aos 51 anos, já responde pela décima quinta maior fortuna do mundo  e por uma trajetória que poderia ser comparada a Henry Ford ou Howard Hughes.

Afinal, com a Amazon, Jeff Bezos estabeleceu-se como um verdadeiro visionário. Ele não apenas redefiniu o conceito de e-commerce e serviços para clientes, como assumiu um papel de minerador de novas tecnologias, que já estão transformando uma série de outras áreas. A nova geração do Kindle, com uma série de funcionalidades com potencial para redesenhar alguns mercados (leitura, consumo de conteúdo etc), é a prova disso.

Mas quem é o homem por trás daquela risada assustadora e de todas estas façanhas? Quem é Jeff Bezos, e o que as empreitadas dele podem ensinar a você, empreendedor? É o que vamos ver agora.

Um garoto teimoso e de potencial ilimitado

Jeffrey Preston Jorgensen nasceu no Novo México em janeiro de 1964, no seio de uma família bem situada financeiramente. Da infância, lembra-se sempre dos verões passados na fazenda do avô, cuidando da propriedade. Do avô, aliás, Jeff Bezos afirma ter herdado uma de suas mais famosas características de gestor: a teimosia.

UMA DAS COISAS QUE SE APRENDE COM A VIDA RURAL É A AUTOSSUFICIÊNCIA. AS PESSOAS FAZEM TUDO SOZINHAS. MEU AVÔ ERA UM GRANDE EXEMPLO PRA MIM NESSE ASPECTO: ‘SE ALGO ESTÁ QUEBRADO, VAMOS CONSERTAR’.

Outra particularidade manifestada desde cedo era a capacidade de realização. Como afirma Brad Stone em seu livro, Bezos, quando adolescente, já realizava inúmeras atividades na escola em que estudava, destacando-se em todas. Tabular estatísticas para a aula de matemática, participar de grupos de leitura, desenvolver projetos para feiras de ciência; não havia praticamente nada que o jovem Bezos não fizesse. “Provavelmente não há limite para o que ele pode fazer, se for minimamente orientado”, afirmou um professor.

O salto do conforto para o escuro

Foram estas mesmas teimosia e capacidade realizadora que impulsionaram Bezos à primeira grande aventura de sua vida. Em 1994, aos 30 anos, ele resolveu largar um confortável cargo de vice-presidente de uma firma em NY para se dirigir à costa oeste, onde começavam a surgir as startups de internet.

Um ano depois, ele montaria a Amazon. Nos primórdios, a empresa funcionava num espaço sem mobília de 500 metros quadrados. Segundo esta matéria da Veja, durante muitos anos o próprio Bezos ajudou a empacotar os itens vendidos –  na época, apenas livros, discos, eletrônicos e brinquedos.

Porém, graças a uma política agressiva de descontos, o negócio deslanchou rápido. O sucesso dos primeiros meses de atividades foi tanto que Jerry Yang, co-fundador do Yahoo!, ligou para Bezos sugerindo que eles colocassem o Amazon.com em uma das páginas do portal.

O empresário aceitou o convite e, após entrarem na lista de um dos sites mais quentes daquela época, as vendas triplicaram. Brad Stone relata sobre uma campainha que tocava a cada vez que um pedido era lançado no site: logo ela se tornou insuportável, e teve de ser desligada.

Para o alto, e (muito) avante

Os próximos capítulos da história foram cada vez mais promissores. Em 1996, Jeff Bezos realizou o IPO da Amazon, com grande sucesso. Em 1999, foi eleito pela revista Time a personalidade do ano.

Em 2001, Bezos aumentou o leque de opções de produtos vendidos pela empresa. Passou a oferecer eletrônicos, artigos esportivos, roupas e até jóias. Três anos depois, a companhia comemorava a venda de 108 milhões de itens durante a temporada de férias.

Em novembro de 2007, Jeff Bezos lançou o gadget que praticamente redesenharia o mercado de e-books: o Kindle. As vendas do dispositivo foram duas vezes acima do esperado e, por isso, em fevereiro de 2009, a empresa apresentou o Kindle 2. Daí em diante, as novas gerações do aparato só alavancaram os resultados já impressionantes da empresa.

As lições de gestão de Jeff Bezos

Hoje, a Amazon é a maior loja virtual do planeta. E seu criador, o homem de risada excêntrica, é um dos empreendedores mais admirados da atualidade. Mas, quais são as lições que você, empreendedor, pode tirar dessa incrível trajetória?

Esta matéria da Exame traz um precioso apanhado delas. Reunimos algumas que podem ser muito úteis para inspirar sua gestão.

Pés no chão e olhos no futuro: Bezos abriu mão do lucro da Amazon por mais de oito anos para reinvestir tudo no próprio negócio. Desde o início, ele já sabia que não queria simplesmente construir o catálogo mais completo de livros da internet, mas literalmente o maior shopping online do mundo.

Jeff Bezos sempre respondeu que, no longo prazo, a política de preços baixos ajudaria a conquistar a confiança dos consumidores — e o efeito no caixa viria. O tempo provou que ele estava certo.

Encostar a barriga no balcão: Bezos acredita que a Amazon só vai continuar a prosperar se ouvir o que os clientes têm a dizer. E leva isso muito a sério: até hoje, ele mantém o e-mail jeff@amazon.com para receber reclamações. As mais graves são encaminhadas aos executivos da empresa, que têm algumas horas para resolver o problema e responder ao cliente.

Quando o erro é da própria Amazon, o chefe do setor responsável pela falha é convocado a se explicar pessoalmente para Bezos.

CERTA VEZ, UMA CONSUMIDORA ESCREVEU UM E-MAIL ELOGIANDO A AGILIDADE DA ENTREGA, MAS SE LAMENTANDO PORQUE SÓ HAVIA CONSEGUIDO ABRIR A EMBALAGEM DAS COMPRAS COM A AJUDA DO SOBRINHO. O PROCESSO DE EMPACOTAMENTO DAS MERCADORIAS FOI REVISTO.

Sempre de olho na grama do vizinho: Uma das premissas de Bezos é copiar o que está funcionando na concorrência. A filosofia de preço baixo todos os dias, por exemplo, foi inspirada nas campanhas do Walmart, a maior cadeia de supermercados do mundo.

A obsessão pela concorrência é tamanha que Bezos montou um departamento de “inteligência competitiva”. Os funcionários ficam encarregados de comprar grandes volumes de mercadorias em outros sites. Depois, é feita uma avaliação dos serviços em diversos aspectos, como agilidade na entrega, facilidade e velocidade de navegação das páginas. O que for melhor, é imediatamente reproduzido.

Enfim: de forma um tanto abreviada, estas são as informações e as lições deste grande empreendedor dos tempos atuais. Concorde-se ou não com os métodos (considerados excêntricos) de Jeff Bezos, é inegável que sua trajetória deve servir de referência para qualquer empreendedor. Ou melhor: a julgar pelo estrondoso sucesso do livro de Brad Stone, para qualquer pessoa.

Texto publicado no site da Endeavor Brasil.

Mais informações

Compre aqui – no site da Amazon, claro – seu exemplar da publicação de Stone.
Esta matéria do UOL traz mais lições de empreendedorismo de Jeff Bezos.

Mais sobre a Amazon e Jeff Bezos no Profissional de E-commerce:

20 coisas inteligentes que Jeff Bezos já disse
A Estratégia da Amazon para dominar totalmente o varejo online mundial

A gigante Amazon também está de olho no não menos gigante mercado chinês. A norte-americana abriu sua loja da Tmall.com, Marketplace da Alibaba Group, visando vender diretamente para os consumidores chineses.

“Parabenizamos a Amazon por entrar no ecossistema Alibaba, sua presença vai ampliar ainda mais a seleção de produtos internacionais e elevar a experiência de compra dos consumidores chineses do Tmall”,  declarou Candice Huang, porta-voz da Alibaba baseada na China.

Alimentos, sapatos, brinquedos e utensílios de cozinha já estão na lista da loja totalmente customizada da Amazon no marketplace, uma das muitas do Tmall, que vende online produtos de marca para os chineses.

A Amazon tem se esforçado para replicar seu sucesso nos Estados Unidos com os e-consumidores do exterior. As vendas internacionais já somam 38% da receita de varejo online de 2014. Enquanto a Alibaba atende principalmente empresas que procuram comprar produtos por atacado (B2B), o Tmall.com é um portal marketplace, que vende diretamente aos consumidores finais (B2C).

O E-commerce na China estima superar 1 trilhão de dólares em 2018, mais do que o dobro do que os Estados Unidos devem atingir (493 milhões). Os dados são da eMarketer.

Craig Berman, porta-voz da Amazon Seattle, contato que representa a Amazon na China, não estava disponível para comentar o assunto.

“Todo mundo sabe que o E-commerce chinês é dominado pela Alibaba e em algum momento você busca peixes onde os peixes estão”, disse Sucharita Mulpuru, analista da Forrester Research Inc.

Leia também: A escalada dos pandas: Lojas virtuais chinesas ganham espaço no Brasil

Em agosto de 2014, a Amazon iniciou operações no Brasil, porém ainda apenas para a venda de livros. Os negócios internacionais da Amazon estão concentrados em Reino Unido, Alemanha e Japão, e os esforços têm crescido para aumentar as vendas na China, onde tem investido construindo armazéns para entregar produtos. A logística eficiente é um dos atributos que a Amazon mais se preocupa.

O Tmall e o Taobao, ambos do Grupo Alibaba, somaram juntos 334 milhões de consumidores ativos em 2014 segundo Huang.

Texto traduzido da Bloomberg.com

Por Diego Ivo. “Os registros da Internet mostram que, durante aquele período [meados de 1994], eles registraram os domínios Awake.com, Browse.com e Bookmall.com. Bezos [dono da Amazon] também considerou Aard.com, de origem irlandesa, por um curto tempo. A ideia era usar a palavra para aparecer no topo da maioria das listas de websites, que na época seguiam a ordem alfabética.” (A Loja De Tudo – Jeff Bezos E A Era Da Amazon, de Brad Stone).

O trecho acima, do excelente livro A Loja de Tudo, que conta a história de Jeff Bezos e, portanto, da Amazon.com, narra as peripécias que levaram ao nome do maior e-commerce do mundo. O que poucos sabem é que ele surgiu levando em conta as práticas de SEO daquele tempo, em que os sites eram ordenados nos buscadores (na verdade, diretórios de sites) em ordem alfabética. Bezos, durante essa época, consultou todas as palavras com a letra “A” em um dicionário até chegar ao “Amazon”.

Desde os primórdios da Internet, Bezos sabia que os buscadores eram grandes responsáveis pelo tráfego a sites na web. Até hoje, segundo um levantamento feito pela Conversion, os mecanismos de busca são um dos grandes responsáveis por visitas a sites, respondendo por 50% das visitas a sites no Brasil. Desse tráfego, 34,5% dos acessos são oriundos da busca natural, cujo trabalho de SEO é responsável por otimizar.

Amazon refere-se ao Rio Amazonas, imenso e gigante, cuja grandeza Jeff Bezos julgou que descrevia perfeitamente seu projeto ambicioso. Sem contar a letra “A”, que há mais de 20 anos praticamente garantia o primeiro lugar nos mecanismos de busca. Vale ressaltar que essa é uma técnica dos primórdios de SEO e que está completamente ultrapassada.

Mas a lição de investir em SEO dada por um dos mais bem sucedidos e-commerces do mundo continua viva.

PS: só a título de estatística, em agosto de 2014 o tráfego de busca orgânica da Amazon foi estimado em cerca de 230 milhões de visitas por mês.

Texto publicado no blog da Conversion.

O sucesso de uma loja virtual depende, além da boa qualidade dos produtos e dos serviços, de uma série de boas práticas: ter um site com boa navegabilidade, estrutura logística que consiga atender à demanda com eficiência e um excelente atendimento ao consumidor.

Para se inspirar e ver como seu e-commerce pode ficar ainda melhor, conheça algumas lojas virtuais gringas que são referências na área de e-commerce e entenda o por quê:

Amazon

Quando o assunto é loja virtual de referência, a Amazon ainda reina absoluta no mercado. Muito além da venda de livros pela qual se tornou conhecida, a gigante americana conta com mais de 209 milhões de clientes, que optam pelo e-commerce para comprar as mais variadas mercadorias, como TVs de última geração, roupas, e até mesmo alimentos saudáveis.

O que coloca a Amazon em um patamar acima da concorrência é a preocupação com a inovação constante. Um exemplo é a compra da Kiva Systems, que fabrica robôs, para que a empresa possa montar os pedidos dos clientes com mais rapidez (às vezes, até mesmo 20 minutos antes que eles cliquem para efetuar a compra!).

Aprenda com os GIGANTES! 4 lojas virtuais gringas para ficar de olho.

O aplicativo mobile, com o recurso 1-Click Ordering, também é destaque, possibilitando que o cliente compre com um apenas um clique. Rapidez é prioridade, mas não é tudo. A Amazon se destaca ainda por oferecer recursos como Subscribe & Save, que possibilita que o cliente agende reposições regulares de itens de primeira necessidade, como pasta de dente e papel higiênico, e por programas como o Lockers, armários de metais instalados em cidades selecionadas em que os clientes podem pegar suas compras.

Leia mais sobre a Amazon: A Estratégia da Amazon para dominar totalmente o varejo online mundial.

Zappos

Adquirida pela Amazon em 2010, a Zappos, loja virtual que comercializa roupas e sapatos, merece atenção. O grande diferencial do e-commerce é o atendimento. Os profissionais que lidam com o público têm total autonomia, por exemplo, para enviar um produto sem custo, caso julgue que isso será necessário para satisfazer o seu cliente.

Aprenda com os GIGANTES! 4 lojas virtuais gringas para ficar de olho.

O pensamento é que a compra recorrente é melhor do que apenas uma primeira compra. O marketing espontâneo é outra característica da empresa, que conquista recomendações buscando um alto grau de satisfação do cliente.

Muito mais sobre a Zappos: Zappos e a Cultura de Atendimento ao Consumidor.

Asos

A varejista de moda Asos se destaca por entregar uma experiência excepcional para seus consumidores nas mais diversas áreas: proposta de serviço, velocidade do e-commerce, recursos de compra que são realmente relevantes e integração entre os mais diversos dispositivos, como celular e computador.

Aprenda com os GIGANTES! 4 lojas virtuais gringas para ficar de olho.

A loja virtual Asos é um exemplo de que para ter uma loja virtual de sucesso não é preciso reinventar a roda, e sim ter um foco claro de entregar aquilo que seus compradores esperam e desejam: um produto de qualidade que chegue em um tempo razoável.

Schuh

Ainda no segmento de varejo de moda, a Schuh se destaca por suas páginas de produto, que são um exemplo para e-commerces de todas as áreas de atuação: a apresentação das peças é impecável e em uma grande variedade de ângulos. Além das imagens, a Schuh merece atenção por recursos como devolução facilitada de produtos e por ter um chat ao vivo realmente eficaz.

Aprenda com os GIGANTES! 4 lojas virtuais gringas para ficar de olho.

Inspire-se e comece agora a pôr em prática estes bons exemplos! E você, lembrou de mais alguma loja virtual gringa que te enche os olhos?

Ainda tem alguma dúvida de como montar uma loja virtual matadora? Deixe um comentário!

Por Leandro Souza para Baguete.com.br. Quase dois anos depois de chegar oficialmente ao Brasil, apenas com a venda do Kindle e e-books, a Amazon finalmente iniciou a sua venda de livros impressos em território brasileiro. Com início nesta quinta-feira, 21/8, a multinacional do e-commerce larga com cerca de 150 mil livros em seu catálogo, o maior do país segundo a companhia.

Amazon inicia venda de livros no Brasil.

Para reforçar a novidade junto aos seus clientes brasucas, a empresa inclusive enviou e-mails de divulgação para a base de brasileiros cadastrados nos sites internacionais da empresa. No lançamento, os consumidores terão direito a frete grátis para todo o Brasil em pedidos a partir de R$ 69. A empresa também terá entrega expressa para alguns locais na grande São Paulo.

Além disso, clientes em determinados CEPs na Grande São Paulo terão entrega no dia útil seguinte em pedidos realizados até 11h (de segunda a sexta). Consumidores podem também comparar preços e escolher entre livros impressos e e-books Kindle.

Na parte dos preços, a empresa investiu em uma abordagem semelhante ao que é feito nos Estados Unidos, com descontos e preços maiores que a média concorrente, assim como preços mais baixos para as versões digitais.

Leia também: Game of Thrones do E-commerce: A Estratégia da Amazon para dominar totalmente o varejo online mundial.

A reportagem do Baguete pesquisou preços de títulos entre os mais vendidos da Veja. No caso do primeiro colocado, A Culpa é das Estrelas, de John Green, a diferença entre o preço da Amazon e concorrentes como Saraiva é baixo – Amazon oferece o livro por R$ 17,90, enquanto a rival vende por R$ 18,90.

No caso de outro best-seller, como Divergente, de Veronica Roth, a Amazon não oferece o preço mais barato. O site da Saraiva oferece o livro por R$ 20,90, contra os R$ 22,90 cobrados pela Amazon. Entretanto, em livros mais específicos e menos procurados, a loja norte-americana conta com descontos mais generosos. A edição nacional de Ulisses, de James Joyce, é comercializada por R$ 69,90 pela Amazon, enquanto que em outros sites um exemplar fica na casa dos R$ 90.

Alinhada com a estratégia de venda de e-books, a multinacional aposta em uma venda combinada de formatos, com o serviço “Leia Enquanto Enviamos”, com cerca de 13 mil livros incluídos. Com isso, o cliente pode começar a ler em formato digital, enquanto a Amazon envia o livro impresso.

Amazon inicia venda de livros no Brasil.

No mercado nacional desde dezembro de 2012, quando iniciou a venda do e-reader Kindle, assim como livros digitais, a empresa demorou para iniciar sua operação física. Neste tempo, a empresa chegou a ser envolvida em diversos rumores, como a compra da Livraria Saraiva, negócio que não foi adiante.

A estratégia ganhou tração de novo no início de 2014, quando a gigante de e-commerce firmou uma parceria com a Luft, empresa de logística, para o armazenamento e distribuição de livros físicos, estabelecendo um centro de distribuição em São Paulo. Após as vendas de livros, o mercado acredita que o próximo passo da Amazon será a comercialização de CD, DVD e games, seguindo a proposta de venda de produtos tecnológicos iniciada com a loja de apps para Android no ano passado.

Texto publicado no Baguete.com.br