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Peopleee, quando falamos de conversão e ROI com o menor custo ou ativação de base com mínimos esforços tanto para o pequeno quanto para o grande varejista (ou para qualquer tipo de site) logo vem à nossa cabeça o e-mail marketing.

Mas uma pergunta é recorrente quando pensamos neste tema: O e-mail marketing funciona mesmo? Se realizado de acordo com algumas boas práticas, o e-mail marketing irá se tornar, se não a melhor, uma das 3 melhores opções de retorno e de ativação de base da sua loja ou do seu site.

Mas e aí, como fazemos para ver se ele funciona mesmo e está trazendo resultados reais para o meu site ou para minha loja? É simples, prometo. Vamos começar à monitorar todas as ações/cliques originadas do e-mail que meus visitantes realizaram.

Para monitorar essas ações/cliques basta taguear uma url, esta url personalizada com as novas marcações (parâmetros específicos de cada campanha) substituirão a original em todos os links do seu e-mail. É muuuuito fácil taguear um link. Basta seguir o passo-a-passo do “Criador de URL”, do Google Analytics.

Vou usar de exemplo o e-mail do site da VAGAS.com. Este e-mail é enviado para cada visitante que seleciona receber alertas de novas vagas. Observe que o e-mail é claro, objetivo e proporciona uma navegação direta. Com partes especificas que precisam ser monitoradas, separei elas da seguinte forma:

1. Header (cabeçalho).
2. Anúncio de vagas.
3. Conte para a gente.
4. Barra de busca.
5. Atualização de currículo (Banner Footer).
6. Esclareça suas dúvidas (Banner Footer).
7. Footer (rodapé).
8. Mídias Sociais.

case-email-mkt-vagas

Áreas bem definidas, hora de criar nossas urls para monitorar cada passo do seu visitante impulsionado pelo e-mail.

O Criador de URL está dividido em duas partes. Na primeira, colocamos a url de destino e na segunda colocamos os dados da campanha: origem*, mídia*, termo, conteúdo e nome da campanha* (os campos marcados com * são de preenchimento obrigatório para o monitoramento.

É importante explicar melhor o significado de cada um dos campos que você vai preencher:

• Origem da campanha* (obrigatório): site de origem do clique ou meio de origem do clique.
• Mídia da campanha* (obrigatório): mídia de origem do clique.
• Termo da campanha: utilizado para identificar as palavras-chaves de origem do clique.
• Conteúdo da campanha: utilizado para identificar e diferenciar os tipo de anúncios.
• Nome da campanha* (obrigatório): nome da campanha que o contato será direcionado.

No disparo do Vagas que estamos utilizando de exemplo, temos no clique do header (cabeçalho) somente o site da Vagas.com. O link utilizado para o disparo foi este: http://www.vagas.com.br, com o monitoramento a nova url ficaria assim:

http://www.vagas.com.br/?utm_source=alertadevagas&utm_medium=email&utm_campaign=sitevagasheader

Para realizar a construção desta url na primeira parte eu digitei o site da Vagas e na segunda parte eu coloquei os dados do ‘alerta de vagas’/e-mail da seguinte maneira:

contrutor-de-url-ga

Abaixo, listei as outras urls já modificadas de acordos com os cliques como devem ser monitorados. Perceba que no caso do e-mail do Alerta de Vagas somente o campo “nome da campanha” (utm_campaign) foi modificado.

1. Header (cabeçalho)
» http://www.vagas.com.br/?utm_source=alertadevagas&utm_medium=email&utm_campaign=sitevagasheader
2. Anúncio de vagas
» http://vagas.com.br/vagas/v1158547/gerente-de-marketing.html?utm_source=alertadevagas&utm_medium=email&utm_campaign=gerentedemarketing
3. Conte para a gente
» http://surveymonkey.com/s/alertadevagas?utm_source=alertadevagas&utm_medium=email&utm_campaign=conteparagente
4. Barra de busca
» http://vagas.com.br?utm_source=alertadevagas&utm_medium=email&utm_campaign=barradebusca
5. Atualização de currículo (Banner Footer)
» http://vagas.com.br/AcessoCand.asp?utm_source=alertadevagas&utm_medium=email&utm_campaign=atualizecv
6. Esclareça suas dúvidas (Banner Footer)
» http://vagas.com.br/ajuda?utm_source=alertadevagas&utm_medium=email&utm_campaign=esclarecaduvidas
7. Footer (rodapé)
» http://vagas.com.br/?utm_source=alertadevagas&utm_medium=email&utm_campaign=sitevagasfooter
8. Mídias Sociais
» http://vagas.com.br/?utm_source=alertadevagas&utm_medium=email&utm_campaign=footerlinkedin
» http://vagas.com.br/?utm_source=alertadevagas&utm_medium=email&utm_campaign=footerfacebook
» http://vagas.com.br/?utm_source=alertadevagas&utm_medium=email&utm_campaign=footertwitter
» http://vagas.com.br/?utm_source=alertadevagas&utm_medium=email&utm_campaign=footergoogleplus
» http://vagas.com.br/?utm_source=alertadevagas&utm_medium=email&utm_campaign=footeryoutube

Observação: é recomendado evitar a utilização de caracteres especiais, acentos e espaços nos nomes e dados da campanha (origem, mídia, termo, conteúdo e nome da campanha) na hora de criar seus monitoramentos, ok?

As métricas desses monitoramentos devem encontradas no menu Aquisition – All Traffic – Source/Medium (Aquisição – Todo Tráfego – Origem/Mídia) como você pode ver na imagem abaixo:

Aquisition - Como monitorar a conversão de e-mails com o Google Analytics

IMPORTANTE: É válido destacar que o criador de url deve ser utilizado para todos os apontamentos externos que você fizer para seu site, seja de e-mail marketing, de banners/links de sites parceiros ou de posts em redes sociais, ok?

E aí, este post foi útil? Gostou dele? Precisa de outros temas relacionados com o Web Analytics? Fala para mim, vou adorar o seu comentário!

Se tem um cara que apanha é o banner. E não estou pensando no usuário final, o proverbial internauta médio, nem naquela parcela mais tecnológica da audiência que – sei lá por que raios – instala plugins que eliminam publicidade das páginas.

Estou falando do mercado mesmo. Todo dia alguém sobe no palanque e decreta a “morte dos banners”, sem perceber que a cada dia que passa eles ficam mais e mais inteligentes.

Sim, inteligentes. Acho que a bronca com a publicidade online display – esse é o nome científico do banner – surgiu com as primeiras experiências com busca, lá em 1996. Até então, anunciar na internet era exatamente igual a anunciar em mídia impressa. Você enviava uma imagem ao veículo e ele associava essa imagem a algum conteúdo. Escolher o melhor contexto para o seu anúncio era uma questão de fé e pesquisa mercadológica. Assim no offline como no online – nada substancial havia mudado.

Mas tudo mudou quando os buscadores passaram a permitir ao anunciante escolher as palavras-chaves às quais queria estar ligado. Nesse dia o céu se abriu, raios de luz apareceram entre as nuvens e anjos entoaram em sol maior: zero dispersão. O milagre do target perfeito acontece porque busca é basicamente publicidade delivery. A caixa de texto no meio da tela diz “escreve aí que anúncio você quer ver agora” e o internauta prontamente obedece. Aos olhos de todos, perto de tanta ciência, banner começou a parecer superstição.

Isso foi há vinte anos. O empurrãozinho de search foi fundamental: de lá pra cá o banner mudou bastante. Ouso dizer que display não só incorporou todas as inovações trazidas pela busca, mas foi além e criou mecanismos totalmente novos. (Aliás, quem ficou meio paradão foi search, fundamentalmente a mesma desde sempre, mas essa é outra história.) Evoluiu de uma mídia estática para uma mídia programática, recheada de tecnologia.

Todo mundo tem comentado sobre leilão em tempo real em publicidade display – como em busca, o anunciante define quanto quer pagar, em que ritmo e com quais condições. Mas não acho que isso defina mídia programática. Para mim o cerne está nos dados de audiência, que substituíram as amadas palavras-chave de search.

Ao invés de usar o que internauta acabou de fazer – i.e., a palavra que digitou na busca – como base do target, com dados o anunciante utiliza o comportamento acumulado da audiência. Que tipo de conteúdo frequentemente lê, que produtos anda olhando para comprar, se já teve engajamento com sites ou com campanhas do anunciante: todo esse histórico é transformado em dados que podem ser usados para definir que publicidade irá impactar cada pessoa.

Se misturarmos dados com tecnologias de criativos dinâmicos, que desenham os anúncios em tempo real, chegamos à mídia programática em todo seu potencial. É publicidade visual, display, banner, tanto quanto aquele famoso “clique aqui” de 1994, mas mostrando a mensagem adequada para a pessoa certa, no lugar e no momento que mais dá resultado.

E aí, continua achando que o banner morreu?

Texto publicado no site da IAB Brasil.