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Por Etelvino C. Santos. A taxa de cartão de crédito cobrada pelas operadoras junto aos estabelecimentos comerciais e outras empresas influencia diretamente no preço final de produtos e serviços. Quem pretende abrir um negócio e receber pagamentos por esse meio precisa considerar essa variável no seu plano de negócio. Mas é possível negociar essas taxas?

Para quem vai abrir sua empresa, a taxa inicial cobrada é de aproximadamente 3,6% sobre o valor de uma transação com cartão de crédito à vista, em que o lojista recebe 30 dias após a data da venda.

Para transações de débito em conta, como o Visa Electron ou o Maestro, a taxa é de 0,5% a 1,0% inferior à de crédito. E as transações parceladas no cartão possuem uma tarifa crescente, de acordo com a quantidade de parcelas. Existe a possibilidade de negociar uma “taxa escalonada” do parcelado, como, por exemplo, 1% a mais em relação à de crédito para duas a cinco parcelas, 2% a mais em relação ao crédito para seis a nove parcelas, 3% ou mais para 10 a 12 parcelas.

Por padrão, a taxa do cartão de débito sempre será menor que a do crédito, enquanto a da venda parcelada é sempre a mais alta. É preciso tomar cuidado com o recebimento em prestações, porque impacta o fluxo de caixa. Se for preciso pagar um fornecedor em 30 dias, será necessário ter dinheiro no momento.

Se o valor médio da venda for superior a R$ 120, considere a possibilidade de receber pagamentos em pelo menos três parcelas. No geral, a média uma prestação é de R$ 75, e os principais fatores que influenciam são o segmento de empresa, mix de produtos e perfil do consumidor.

Dicas para negociação

As principais operadoras de cartão de crédito, também conhecidas como adquirentes, são a Cielo, Redecard, e ainda temos a Elavon e a Getnet. Concentrar as vendas em uma das operadoras é proposta interessante para elas, mas tenha sempre outra como backup.

O ideal é ter pelo menos três meses de faturamento com a operadora para tratar de negociação e apresentar expectativa do volume de venda nos próximos 12 meses (faturamento, quantidade de vendas e/ou valor médio da venda).

É importante identificar qual opção de pagamento representa maior volume (débito, crédito ou parcelado). Se por exemplo, as prestações correspondem a mais de 60% das vendas, lute por uma taxa menor neste quesito, ainda que isso represente a taxa no crédito ou no débito mais alta.

Para conseguir uma tarifa ainda mais baixa, estude a possibilidade de fazer antecipação de recebíveis, um tipo de financiamento. O adiantamento de uma venda a crédito ou parcelada pode ser feita pelos bancos ou pela própria operadora. Pesquise pela menor tarifa.

Entretanto, mesmo com toda a importância da menor taxa, o conjunto de serviços oferecido pela operadora, deve ser considerado e pode ser determinante, tal como um bom atendimento, tecnologia e soluções adequadas para sua operação.

Seja uma simples máquina de pagamento (POS) ou uma solução de comércio eletrônico para pagamentos via Internet, vale fazer algumas contas e, pelo menos uma vez ao ano, tentar renegociar as taxas. Em toda negociação, o ideal é sempre buscar uma proposta onde as partes sintam-se satisfeitas, pois quem quer produtos e serviços de qualidade precisa pagar por um preço justo.


Etelvino C. Santos é Diretor da empresa T3L – Internet Business, especialista em meios de pagamento. Além de consultoria, desenvolve projetos em E-Commerce e Mobile. Também é Diretor de Meios de Pagamento da ABComm.

Texto publicado no E-commerce Brasil.