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comportamento de consumo

Este m√™s mais uma vez os dados do √ļltimo relat√≥rio Webshoppers da E-bit foram¬†destaque no eMarketer. O site americano que publica diariamente dados de Marketing e E-commerce de todo o mundo destacou o trecho do relat√≥rio que mostra a atividade dos consumidores nos smartphones enquanto est√£o dentro das lojas f√≠sicas.

De acordo com os dados apresentados, normalmente os consumidores utilizam o celular para tornar a compra mais consciente. Veja o infogr√°fico:

Ilustra√ß√£o retirada do √ļltimo relat√≥rio E-bit Webshoppers.
Ilustra√ß√£o retirada do √ļltimo relat√≥rio E-bit Webshoppers.

Segundo a pesquisa, 40% dos consumidores dentro das lojas est√£o utilizando smartphones para¬†tirar fotos dos produtos, 38% para¬†comparar os pre√ßos,¬†34% para¬†buscar informa√ß√Ķes sobre os produtos¬†e 24% para¬†comparar¬†produtos. Por√©m, apenas 9% compram produtos no interior da loja. Falando de uma maneira geral, 73% dos entrevistados realizam pelo menos uma das atividades com smartphones dentro da loja f√≠sica.

Esta atividade intensa com os smartphones em partes, significa que o consumidor brasileiro está utilizando lojas físicas como showrooming (vai à loja apenas para experimentar o produto)? Pode ser. Mas não necessariamente.

Entendo que boa parte destes consumidores¬†est√° diretamente ligada √† nossa atual situa√ß√£o econ√īmica, onde o consumidor est√° muito mais consciente e preocupado em n√£o gastar nem um centavo a mais do que o necess√°rio. Compras por impulso (falando de uma maneira geral) ser√£o cada vez menos comuns. Com a facilidade de acesso √† informa√ß√£o, o consumidor s√≥ paga mais caro se quiser.

consumidores-digitaisNo caso deste comportamento ser realmente uma reação às dificuldades da Economia, acabará se tornando hábito de consumo geral mesmo quando houver melhorias.

A eMarketer estima que para este ano, 37,3 milh√Ķes de brasileiros/40,3% dos usu√°rios de internet no Brasil/ou 23,3% do total da popula√ß√£o¬†far√° pelo menos uma compra atrav√©s de meios digitais. O crescimento da popula√ß√£o de consumidores digitais est√° desacelerando, o que √© bem natural, por√©m deve permanecer acima dos dois d√≠gitos at√© 2016.

No gr√°fico acima, a compara√ß√£o entre os clientes online,¬†consumidores que utilizam os meios digitais para realizar uma compra, seja com pesquisa, visualiza√ß√Ķes ou compara√ß√Ķes, mas n√£o necessariamente compram online, com os e-consumidores, pessoas que fizeram pelo menos uma compra atrav√©s de canais digitais.

E voc√™,¬†sabe como seu p√ļblico-alvo se comporta quando busca pelo produto que voc√™ vende? Seu e-commerce est√° preparado para quando ele busca por mais informa√ß√Ķes ou compara caracter√≠sticas? Voc√™ tem blog, por exemplo? Estes indicativos dizem muita coisa.

Por Wagner Andrade. Vivemos um momento onde o GPS se consolidou como a tecnologia padr√£o de localiza√ß√£o mas ‚ÄĒ como voc√™ j√° deve ter descoberto ‚ÄĒ n√£o funciona dentro de casa, do mercado, do shopping, da academia e nem do banheiro.

Essa lacuna se chama indoor location, que nada mais é do que localização dentro de lugares que o GPS não funciona. Esse segmento ainda dá seus primeiros passos, principalmente no Brasil, e não possui uma tecnologia padrão. Existem várias frentes, cada uma com seus prós e contras, nenhuma ainda que tenha preenchido todos os requisitos de custo/beneficio.

Para que precisamos de indoor location?

Você usa o GPS para se achar dentro dos complexos mapas de cidades desconhecidas e, de quebra, ainda pode encontrar bares, restaurantes, farmácias, escolas, hotéis e muito outros serviços. Essa informação é obtida em tempo real, desde sua origem até seu destino, cruzando dados de apoio como transito, transporte, meteorologia e até interação entre usuários.

Tudo isso √© fant√°stico! E nos ajuda a sobreviver durante alguns dias de folga naquela praia que voc√™ nunca esteve antes ‚ÄĒ desde que tenha sinal 3G. Ali√°s, como as pessoas visitavam locais desconhecidos antes?

Ok, ótimo… mas sabe qual é o problema dessa tecnologia toda? Essa interação termina quando você entra em algum lugar onde não pega GPS. Ou seja, qualquer lugar coberto. Putz!

Acabamos de responder a pergunta lá de cima: para que precisamos de indoor location? Para ter toda essa interação dentro de lugares cobertos. Agora, vamos à próxima pergunta…

Para que precisamos de toda essa interação dentro de lugares cobertos?

Por que indoor location vai mudar sua vida?As possibilidades s√£o muitas, mais possibilidades que nos locais externos, acredite. Vamos divagar em algumas:

‚ÄĘ Imagine que, ao chegar no shopping, voc√™ pode pesquisar por um produto, ver os pre√ßos, escolher dentre as op√ß√Ķes e, por fim, ser guiado at√© a loja e o local onde o produto¬†se encontra;
‚ÄĘ Ao entrar em uma loja voc√™ pode receber as principais promo√ß√Ķes no seu celular;
‚ÄĘ Em um hospital voc√™ pode ser guiado at√© o quarto do paciente que foi visitar;
‚ÄĘ No est√°dio, ou no cinema, poderemos saber exatamente o local do nosso assento, onde encontrar pipoca, cachorro-quente, banheiros.

Assim como acontece com servi√ßos externos, podemos nesses casos cruzar dados de outras fontes, como consultar suas preferencias para aprimorar sugest√Ķes:

‚ÄĘ Imagine chegar no mercado, passar por um corredor e seu celular avisar que o M&Ms est√° em promo√ß√£o, porque ele sabe que voc√™ curtiu a p√°gina desses deliciosos doces no Facebook;
‚ÄĘ Ao chegar em casa e passar pela sua sala de estar, as luzes podem acender automaticamente, assim como o som ambiente com sua m√ļsica favorita;
‚ÄĘ Ou at√© ligar a TV no canal de fofocas porque voc√™ acabou de postar no twitter sobre a morte daquela sub-celebridade ex-bbb (n√£o fa√ßa isso, por favor).

Podemos ficar aqui até amanhã falando sobre as possibilidades, são infinitas. A tecnologia está caminhando para esse fim e novas portas estão se abrindo, logo será uma realidade. Em outros artigos vou entrar em mais detalhes técnicos de como isso funciona.

Talvez você esteja se perguntando sobre o impacto disso tudo na sua privacidade. Em tempos de internet, redes sociais e espionagem sugiro que você pergunte sobre privacidade para um ex-BBB.

Texto do Wagner Andrade publicado no site imasters.