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De manhã, o consumidor acessa uma loja virtual e encontra o produto que tanto procura, mas acha o preço um pouco acima do que esperava. No início da tarde, ele confere em seu smartphone uma oferta deste item com 20% de desconto no mesmo site, mas decide finalizar a compra à noite. Porém, no momento de fechar o pedido, surpresa: o valor está mais caro do que a primeira consulta.

Este é um exemplo clássico da precificação dinâmica, termo que invadiu os e-commerces nos últimos dois anos e se tornou importante ferramenta comercial. Porém, o próprio conceito traz consigo uma das premissas mais básicas do capitalismo: a lei da oferta e da procura.

O termo foi desenvolvido pelo filósofo Adam Smith, ainda no século 18, para explicar a teoria da “mão invisível” que orienta a economia: um produto com grande oferta, mas pouca procura, terá o preço reduzido, enquanto o contrário (pouca oferta e muita procura) tende a elevar os valores dos bens. Assim, é possível buscar um equilíbrio saudável, beneficiando empresários que dependem do lucro e a sociedade que requer itens mais baratos.

No caso do varejo físico, é possível até prever um aumento da demanda e descobrir quando os preços sobem. Produtos natalinos, por exemplo, sempre são mais caros no fim de ano e aparelhos tecnológicos custam mais nos primeiros meses após seus lançamentos, aproveitando o interesse dos consumidores.

Entretanto, no comércio virtual, além destes cenários já conhecidos, a demanda muda constantemente e o uso de algoritmos permite descobrir praticamente em tempo real qual é a disponibilidade de determinados itens e a procura dos consumidores. Dessa forma, a estratégia de precificação passa a ser diária e não mais por um período específico, como tradicionalmente ocorre no varejo físico.

Isso explica, portanto, porque os preços mudam várias vezes ao longo do dia – e a tendência é que essa tática se fortaleça cada vez mais nos próximos anos. Os e-commerces já conseguem monitorar seus concorrentes e descobrir quando tem um produto exclusivo para aumentar a margem de lucro, ou até encontrar os melhores momentos para realizar promoções de itens do seu portfólio.

O químico Antoine Lavoisier, contemporâneo de Adam Smith, cunhou a célebre frase de que na natureza “nada se cria, tudo se transforma”. É justamente o que ocorre agora, com o conceito de precificação dinâmica. Nada mais é do que uma representação moderna e extrema da lei da oferta e da procura, proposta há três séculos, mas inteiramente atual.

Poucos sabem, mas o Planilhas Google (ou Google Sheets) pode monitorar a concorrência (os preços, por exemplo), capturar novas manchetes e devorar dados de sites, arquivos em CSV e muito mais. Resumindo, a ferramenta pode ajudar você, pequeno empreendedor de e-commerce ou profissional de marketing a conquistar vantagem competitiva sobre seus concorrentes.

Planilhas Google, o serviço de planilhas na nuvem da gigante dos buscadores tem muito mais poder do que apenas tornar seus números e dados legíveis. Assim como o Microsoft Excel, o serviço tem muitas funções. E o destaque aqui fica para três delas que poderão ajudar seu negócio coletar dados do mercado e concorrência, permitindo que você melhore suas decisões com informação.

1- IMPORTXML

A primeira e mais poderosa das ferramentas do Planilhas Google, é o IMPORTXML.

Apesar de o nome deixar implícito que esta função serve para importar documentos em XML (Extensible Markup Language), esta ferramenta pode ser usada para inserir diversas formas de dados estruturados, incluindo aí o XML, HTML, CSV (Arquivos separado por vírgulas), TSV e RSS.

Como exemplo, imagine que você tem como concorrente um famoso varejista, como a americana Zumiez. Apesar de você não oferecer tudo que a Zumiez possui, você vende a mesma marca de calças femininas:

A função IMPORTXML pode ser utilizada para capturar dados de preço de produtos na página dos concorrentes
A função IMPORTXML pode ser utilizada para capturar dados de preço de produtos na página dos concorrentes.

Você quer ter certeza de que seu preço está de acordo com o mercado, então você cria uma nova planilha, para rastrear a Zumiez. Depois de criar um título, talvez ‘Zumiez – Calça feminina’ e alguns títulos de colunas como: ‘Nome do Produto’, ‘Preço do produto’ e ‘URL’ você está pronto para começar a rastrear os preços da Zumiez.

Você pode inserir os dados capturados com a função IMPORTXML em praticamente qualquer lugar da planilha, incluindo nas colunas com os títulos correspondentes, escritos à mão.
Você pode inserir os dados capturados com a função IMPORTXML em praticamente qualquer lugar da planilha, incluindo nas colunas com os títulos correspondentes, escritos à mão.

A função IMPORTXML precisa de dois parâmetros: primeiramente, o URL da página que pretende analisar em busca de dados, depois a ‘xpath query’.

A função IMPORTXML precisa de dois parâmetros.
A função IMPORTXML precisa de dois parâmetros.

Para utilizar esta função, faça igual ao Microsoft Excel, clique em uma célula, insira o símbolo ‘‘=’’ depois o nome da função: IMPORTXML

=IMPORTXML

As funções utilizam parênteses com os parâmetros dentro:

=IMPORTXML()

Agora, insira a URL da página desejada dentro dos parênteses, entre aspas. No exemplo, a URL é diretamente da página que contém detalhes do produto citado anteriormente:

=IMPORTEXML( “http://www.zumiez.com/almost-famous-khaki-twill-jogger-pants.html”)

Por fim, você precisa utilizar o ‘xpath’ para identificar o elemento que você quer que o Planilhas Google capture:

=IMPORTEXML( “http://…”, “//h1[contains(@itemprop, ‘name’)]” )

Quando pressionar Enter, o Planilhas Google irá ‘puxar’ o nome do produto da página com os detalhes do produto que você selecionou.

Faça o mesmo para o preço, e você estará rastreando automaticamente o site Zumiez. 🙂

Estruturalmente falando, isso é tudo. Simples.

Para alguns, no entanto, a ‘‘consulta” (query) xpath pode não estar clara. Xpath (indicativo de um caminho, em XML) é uma linguagem de consulta usada para selecionar “nós” específicos dentre dados estruturados, ou seja, encontra o que é procurado através de um indicativo do caminho a se percorrer.

A primeira parte do Xpath – os dois traços, “//” – Mandam o Planilhas Google buscar na página de cima para baixo, até encontrar informações similares ao que será escrito em seguida.

No exemplo citado, a próxima informação é “h1”. Ele fala para o planilhas encontrar um ‘heading 1’ tag. Não queremos apenas qualquer “h1” que esteja no código da página, queremos um que possua o atributoitemprop”, onde este atributo é igual a “name”.

//h1[contains(@itemprop, ‘name’)]

Encontrar o xpath apropriado pode precisar de alguma prática e experiência com HTML. Uma das formas mais fáceis de encontrar o xpath é usando a ferramenta de desenvolvedor do seu browser. No Google Chrome, clique na página com o botão esquerdo e selecione ‘Inspecionar Elemento’ (ou Ctrl+ Shift+ i usando a lupa).

A ferramenta de desenvolvedor no Google Chrome é extremamente útil para definir o xpath
A ferramenta de desenvolvedor no Google Chrome é extremamente útil para definir o xpath.

A ferramenta de desenvolvedor do seu Browser abrirá e irá assim, indicar qual elemento você está analisando da página. Clicando no objeto desejado, você encontrará o caminho em HTML dele.

Repita este processo para cada produto que queira monitorar.

2- IMPORTFEED

A função IMPORTFEED no Google Planilhas é projetada para analisar um feed RSS ou ATOM.

A função tem um parâmetro obrigatório – a URL do feed que deseja inserir – e três parâmetros opcionais.

=IMPORTFEED(“url”,[“query”],[“headers”],[“number”])

Imagine, por exemplo, que você queria trazer todo artigo do “Practical E-commerce”. Você deverá clicar em uma célula do Google Planilhas e digitar o seguinte comando:

=IMPORTFEED(“http://www.practicalecommerce.com/feed”)

Quando você clicar’’enter’’, o Google Planilhas trará todos os artigos deste endereço.

O Google Planilhas pode servir como um leitor de RSS. Coletando os artigos de um feed.
O Planilhas Google pode servir como um leitor de RSS. Coletando os artigos de um feed.

O segundo parâmetro, que é opcional, pode ser usado para obter uma descrição do feed, um atributo do feed, ou mesmo um “nó” em particular, a partir do feed. Neste exemplo, o Google Planilhas irá retornar apenas os títulos dos artigos:

=IMPORTFEED(“http://www.practicalecommerce.com/feed”, “items title”)

O terceiro parâmetro pode ser utilizado para incluir os cabeçalhos das colunas. Simplesmente, adicione “true.” Note que o segundo parâmetro é definido como uma cadeia (string) vazia, que é o padrão.

=IMPORTFEED(“http://www.practicalecommerce.com/feed”, “”, “true”)

O quarto parâmetro irá limitar o número de itens a serem retornados. Então, se você quer somente os últimos cinco artigos, sua função seria algo deste tipo:

=IMPORTFEED(“http://www.practicalecommerce.com/feed”, “”, “true”, 5)

3- IMPORTDATA

A função IMPORTDATA irá puxar informações de um arquivo CSV ou TSV. Isso pode ser útil para “puxar” dados de ferramentas da web ou de serviços do governo.

A função IMPORTDATA tem apenas um parâmetro
A função IMPORTDATA tem apenas um parâmetro.

Para usar um exemplo diretamente a partir de documentos do Planilhas Google, se você quisesse olhar para, por exemplo, o censo norte-americano de 2010, você poderia colocá-la em uma planilha como esta:

=IMPORTDATA(“http://www.census.gov/2010census/csv/pop_change.csv”)

Puxar dados de arquivos.CVS e .TSV é fácil com a função IMPORTDATA.
Puxar dados de arquivos.CVS e .TSV é fácil com a função IMPORTDATA.

Resumindo

O Planilhas Google possui algumas ferramentas poderosas que ajudarão os pequenos empresários a coletar muitos dados úteis para cada negócio. A melhor nesta lista, em minha opinião, é ImportXML e sua capacidade de acompanhar os preços dos concorrentes.

Texto traduzido e adaptado do Armando Roggio no Practical E-commerce.

Monitorar a concorrência e pensar em estratégias para se destacar no mercado são tarefas fundamentais para qualquer empreendedor. Regra que também vale para o e-commerce.

Contudo, há peculiaridades que diferenciam as lojas virtuais das físicas nesse aspecto, a começar pelo grau de abrangência do negócio. Se por um lado a internet amplia o território de atuação do empreendedor, por outro o número de concorrentes cresce na mesma proporção. E como trabalhar com a concorrência na web?

Para dar dicas e ajudar lojistas virtuais nessa missão, o Impulso Digital promoveu, na última semana de julho, o webinar “Como trabalhar a concorrência no e-commerce”. O evento foi ministrado pelo especialista em comércio eletrônico Daniel Cardoso, sócio-diretor da Universidade Buscapé Company.

Cardoso falou sobre a importância de o lojista saber quem é seu concorrente e como identificá-lo, além de definir estratégias para se destacar no mercado. O especialista foi enfático ao defender que, se o empreendedor descuidar de seus competidores, ele pode, sim, comprometer o sucesso do negócio.

Durante o webinar, o especialista ressaltou que o lojista virtual não precisa – nem deve – atuar só com a intuição quando o assunto é descobrir e monitorar os concorrentes. Enfatizou que existe uma série de ferramentas online desenvolvidas especialmente para auxiliar o empreendedor nesse sentido.

De acordo com ele, muitas delas são gratuitas. Outras são pagas, mas permitem a realização de testes antes de fechar um pacote. Dessa forma, o empreendedor pode avaliar qual é a melhor para cada estratégia antes de fazer o investimento. Cardoso indicou um conteúdo escrito por ele com 30 dessas ferramentas.

Um dos exemplos dados é a ferramenta Similar Web, sistema que permite pesquisar a audiência em qualquer site ou loja na web. A ferramenta acompanha a navegação de 10 milhões de internautas. A dica de Cardoso é usá-la para saber dados de audiência dos concorrentes e sites de referência que levam trafego para ele. Para isso, basta digitar a URL da sua loja no campo indicado que o sistema mostrará um painel com uma série de informações e gráficos, explica.

Outra ferramenta citada pelo especialista é a Woorank, que permite fazer análises do concorrente com uso de palavras-chave. O sistema gera relatórios com resultados que ajudam o empreendedor a melhorar as estratégias de SEO e marketing digital.

Como lidar com esse concorrente?

Cardoso reforçou ser necessário estudar os sites dos concorrentes, encontrar suas fraquezas e pontos fortes. Com essas informações em mãos, o empreendedor ganha confiança para trabalhar e definir com clareza suas estratégias de marketing, encontrando, assim, novos nichos e espaços de atuação.

Explicou, ainda, como definir a buyer persona, ou seja, o perfil do cliente comprador, o público-alvo que compra na loja. É por meio da definição desse cliente que o lojista definirá suas estratégias de marketing.

Na hora de “desenhar” a buyer persona é importante ter informações precisas sobre o comprador. Entre os campos a ser estudados e preenchidos, orientou, estão nome, idade, educação, atividade e problemas enfrentados por ele. Também é importante saber “o quê, como e onde” o cliente consome o produto e como a empresa pode ajudar essa persona no que ele precisa.

Cardoso ressaltou que a estratégia de marketing é feita com base na imagem que vem à cabeça do consumidor quando ele pensa em determinada marca ou produto.

Qual cliente você quer atingir?

Com base nas informações dos concorrentes e do público-alvo, são definidas ações práticas a ser tomadas, orientou o especialista em comércio eletrônico. Por exemplo: como saber se vale a pena entrar na guerra de preços com o concorrente?

A resposta é: se o seu diferencial for o preço e seu público-alvo procura os melhores preços, talvez faça sentido competir dessa forma. Contudo, muitas vezes, simplesmente baixar o preço pode não ser a melhor estratégia, mas sim pensar em serviços que agreguem valor ao produto, facilidade de acesso a itens exclusivos ou até mesmo proporcionar ao consumidor uma boa experiência ao comprar na loja. “Domine um deles, diferencie-se em outro, fique na média do restante”, diz Cardoso.

Qual é o seu posicionamento de marketing? De acordo com o especialista, ele pode ser preço, variedade, personalização, exclusividade ou nicho, facilidade dentro do segmento, entre outros.

Dessa forma, Cardoso concluiu o webinar resumindo as principais dicas para o empreendedor trabalhar com concorrência no mundo virtual. São elas:

• Não use só a intuição, use ferramentas;
• Defina sua buyer persona;
• Analise o posicionamento de marketing de seus concorrentes;
• Defina seu posicionamento de marketing;
• Elabore sua estratégia para conquistar o posicionamento desejado.

Gostou das dicas? Então assista, na íntegra, ao webinar de Cardoso.

Conteúdo publicado no site da Impulso Digital.

Mire nas melhores práticas do mercado e faça sua empresa crescer mais com o benchmarking!

Todo empreendedor que sonha grande quer sua empresa em uma melhora contínua. Mas como ter êxito nessa busca incessante pela excelência se não se tem parâmetros, se não se tem referências do que é a perfeição? Como chegar ao Éden se não se sabe o caminho?

A verdade é que a grama do vizinho é sempre mais verde em algum ponto. E a resposta está nessa palavrinha em inglês que aprofundaremos aqui: benchmarking. Ela significa mirar permanentemente o “estado de arte” na gestão, buscando as melhores práticas do mercado e ganhando sempre maior poder competitivo.

O que é benchmarking?

O benchmarking é uma das mais relevantes estratégias para aumentar sua eficiência. Em tradução livre, benchmarking pode ser traduzido como “ponto de referência”. Trata-se um minucioso processo de pesquisa que permite aos gestores compararem produtos, práticas empresariais, serviços ou metodologias usadas pelos rivais, absorvendo algumas características para alçarem um nível de superioridade gerencial ou operacional.

O BENCHMARKING ENCORAJA AS EMPRESAS A PENSAREM ALÉM DE SUAS LIMITAÇÕES, A BUSCAREM FATORES-CHAVES QUE AUMENTEM EXPONENCIALMENTE SUA COMPETITIVIDADE.

É importante ressaltar que não se trata de uma simples imitação, mas da capacidade em enxergar as melhores práticas e adequá-las às peculiaridades de sua companhia. Se você tem uma padaria rústica e baixos resultados, mas sabe que no bairro vizinho existe uma concorrente cheia de glamour, com filas quilométricas a qualquer hora do dia e resultados robustos, ao buscar entender seus métodos e incorporá-los à sua padaria, você estará, de maneira inconsciente, fazendo benchmarking.

Quais são os tipos de benchmarking?

Benchmarking interno: busca pelas melhores práticas adotadas dentro da própria empresa (filiais-modelo, departamentos que desenvolvem metodologias inovadoras, etc);

Benchmarking competitivo: nesse formato, o foco é a análise minuciosa das práticas da concorrência, visando superá-las. É difícil de ser efetuada, tendo em vista que as empresas não costumam “vazar” seus segredos tão facilmente aos rivais;

Benchmarking funcional: nesse caso, o que é comparado é o processo de trabalho entre as organizações, ainda que a comparação esteja sendo feita com organizações de segmentos diferentes;

Benchmarking de cooperação: duas empresas estabelecem uma parceria, compartilhando informações de seus processos. Também ocorre quando uma empresa “modelo” abre as portas de alguns processos para o aprendizado de outra. Isso pode ocorrer quando duas companhias têm distintos pontos de excelência ou quando uma dela permite o conhecimento de outra por razão de prestígio, notoriedade, etc.

Quais são as etapas da implementação do benchmarking?

  1. Análise interna: avaliação minuciosa dos processos internos e práticas empresariais. Entender primeiro o que somos para compreender como melhoramos;
  2. Identificar as empresas “de excelência”: pesquisa inicial para conhecer os grandes players do mercado;
  3. Definir métodos e estratégias para captura de dados: como o segredo dessas grandes empresas chegará até a sua organização. Parcerias e convênios podem ser algumas das saídas;
  4. Análise de mercado: conhecer as melhores práticas da concorrência dentro do que precisa ser melhorado;
  5. Identificação de lacunas de desempenho: etapa de comparação, propriamente dita;
  6. Projeção de níveis de desempenho futuro para fechamento das lacunas identificadas: quais as metas para melhoria de processos e qual prazo de alcance;
  7. Implementação de ações específicas de adaptação;
  8. Retroação: reavaliação contínua, sempre tomando por base os melhores do momento.

Quais são as vantagens e desvantagens de se fazer benchmarking?

Vantagens

• Melhorar o conhecimento que a organização tem de si mesma;
• Aprimorar seus processos e práticas empresariais para chegar o mais próximo possível da “perfeição”;
• Motivar sua equipe para alcançar objetivos realizáveis, já atingidos por outras empresas;
• Ganhar maior conhecimento do mercado;
• Aprender com os campeões;
• Buscar redução de custos, aumento na produtividade e ampliação na margem de lucro, etc.

Desvantagens

• Deve-se tomar cuidado para adequar as metodologias e práticas observadas ao contexto da empresa. Somente transpor (copiar) sistemas, pura e simplesmente, com certeza conduzirá a empresa a resultados nulos;
• Benchmarking interno possui campo de visão limitado;
• Um eventual excesso de foco na concorrência pode fazer a empresa perder sua própria identidade. Deve-se ter, portanto, o cuidado de adaptar o que for melhor, sem perder suas características mais marcantes.

Exemplos de benchmarking

Gol Linhas Aéreas: trouxe ao Brasil o modelo de gestão “low cost” tomando por base empresas internacionais que já trabalhavam nesse formato, como a irlandesa Ryanair e a inglesa EasyJet. Custos mínimos, por meio de retirada de algumas benesses de seus voos (como refeições gratuitas), cobranças por escolha de assento, além de taxas mais altas por excesso de bagagem: tudo isso em troca de passagens por preços muito abaixo dos praticados pelos concorrentes.

Xerox: pioneira na utilização das técnicas de benchmarking, a fabricante norte-americana desmontava os equipamentos de suas concorrentes nipônicas Cânon e Nashua, para descobrir como elas conseguiam comercializar seus produtos a preços inferiores aos seus.

Assolan: fabricante de produtos de limpeza, a Assolan, embora tenha nascido 10 anos antes da sua maior rival, a Bombril, conseguiu evitar ser preterida no mercado por meio de análises profundas acerca dos processos utilizados pela sua maior concorrente.

No Japão, utiliza-se com frequência uma palavra no meio corporativo, chamada “dantotsu”, que significa algo como “lutar para se tornar o melhor”. Benchmarking é isso: é encontrar os pontos mais fortes dos melhores do seu segmento, buscando superá-los no dia a dia. É enxergar as falhas de seus rivais e entender porque elas ocorrem, aprendendo com os erros alheios. É um profundo processo de inflexão focado na inovação incremental e contínua, em todos os âmbitos da empresa, com o objetivo de atingir a excelência integral na organização.

Já ouviu falar que não se aprende a voar vivendo em terrenos de galinhas? Pois é, quem quer ser grande deve mirar sempre as melhores práticas, os gigantes, os mais poderosos players de seu segmento, destrinchando seus processos por meio de análise de mercado e adaptando esse aprendizado ao contexto de sua empresa. Os limites estão na mente de quem os delimita. Por isso, mangas arregaçadas e sonhos largos, ok? Ah, e olho na concorrência: deixe as modernas técnicas de benchmarking ajudar sua empresa a crescer!

Este texto foi publicado anteriormente no site da Endeavor Brasil.

Um dos pontos mais sensíveis da operação de um e-commerce é a precificação dos produtos. Em linhas gerais, os empresários levam em consideração dois fatores para precificar produtos: o valor que é cobrado pela sua concorrência e os custos de produção daquele item.

Apesar de ser uma prática comum no mundo inteiro, atualmente há diversas ferramentas que tornam o processo de precificação mais simples e acurado. Confira:

Valor percebido pelo consumidor

É cada vez mais forte a tendência de precificar os produtos do e-commerce de acordo com o valor percebido pelo consumidor — determinado com o auxílio de pesquisas com clientes em potencial, o valor percebido leva em consideração pontos como os motivos que levam o consumidor a querer comprar aquele produto.

Preço dinâmico

Assim como o valor percebido pelo consumidor, é importante levar em consideração ainda o preço dinâmico, que é aquele que diferencia o valor de acordo com cada grupo de consumidores, como, por exemplo, clientes que vivem em determinada cidade.

O preço dinâmico é aquele em que o valor acompanha o fato de que o produto certo está sendo oferecido para a pessoa certa, na hora certa.

Valor do frete

Assim como precificar corretamente o valor dos seus produtos, o empresário de e-commerce deve ficar atento ao frete cobrado, o que, atualmente, é um dos principais motivos que levam os consumidores a abandonarem o carrinho de compras.

Na hora de precificar o valor do frete a ser cobrado no e-commerce é importante analisar os custos reais (custos de envio do item para o e-commerce baseado na tabela da transportadora usada + custos de pessoal e material) e, ainda, os custos do mercado (que é definido de acordo com o valor de frete praticado pelos concorrentes ou área de atuação).

Considere a possibilidade de oferecer frete grátis para compras acima de determinado valor (ideal para quem quer aumentar o tíquete-médio da loja), frete grátis para produtos específicos (que estejam encalhados no estoque ou em destaque no momento) ou fazer uma grande promoção de frete grátis por período determinado, para gerar tráfego em épocas de baixa demanda.

Precificação inteligente

Muito comum em e-commerces internacionais, a Precificação Inteligente, que está chegando ao Brasil, é feita com o uso de uma plataforma que permite que o empresário que atua em um e-commerce acompanhe preço e disponibilidade de produtos vendidos nas lojas concorrentes. De posse destes dados, pode investir em estratégias que serão automatizadas pela própria ferramenta.

Um exemplo de como a Precificação Inteligente pode ser aplicada é aumentar, de forma automatizada, o preço de determinado item quando o concorrente aumentar. Ou, ainda, aumentar o preço de um item quando ele estiver em falta no estoque das lojas concorrentes. A grande vantagem da Precificação Inteligente é que as estratégias são aplicadas automaticamente, em tempo real, o que é muito útil especialmente para e-commerces que trabalham com uma grande gama de produtos.

Na hora de precificar os produtos do seu e-commerce é muito importante levar em consideração, além de fatores como preço da concorrência e custo de produção, o valor que o consumidor percebe no seu produto e o conceito de preço dinâmico. Esta preocupação aumentará ainda mais as suas chances de sucesso.

E você, como precifica seus produtos? Ainda tem alguma dúvida a respeito de como melhorar sua estratégia? Deixe um comentário!

A ética na sociedade interconectada: Prejuízo do consumidor e da concorrência. Socorro!
Socorro!

Permitir que o Google use seu poder de mercado para distorcer resultados de busca acentua o prejuízo do consumidor e da concorrência. Toda nova tecnologia que surge traz consigo uma revolução no funcionamento da sociedade e nas leis que a regulamentam. Lembremos da invenção da imprensa, que democratizou as informações ao permitir a reprodução de livros em massa. Ou do surgimento do telefone, que agilizou mensagens que antes levavam dias – ou semanas –  para atingir seu receptor. Ou do cinema, que, ao aproximar perspectivas de mundo até então distantes, fez espectadores que nunca tinham visto um filme fugirem de um trem que se aproximava reproduzido na telona.

Passando também pelo rádio e pela TV, todas essas novas tecnologias mudaram o funcionamento do mundo, desde as relações entre duas pessoas àquelas entre grandes empresas. Até então, leis palpáveis conseguiam regulamentar essa sociedade cujas relações ainda não eram tão caóticas.

A ética na sociedade interconectada: Prejuízo do consumidor e da concorrência. Mapa das conexões na Rede. Os maiores pontos representam sites que acumulam mais links de referência.
Mapa das conexões na Rede. Os maiores pontos representam sites que acumulam mais links de referência.

A popularização da internet nos anos 90, entretanto, introduziu a sociedade em uma rede muito mais ampla e conectada. A disposição online de informações, as ferramentas de busca e, mais recentemente, as redes sociais, impuseram novas questões éticas à sociedade.

Como definir a transparência de informações, a ética nas ferramentas de busca e regulamentar os mercados nesse ambiente conectado?

Essas são perguntas que as empresas de tecnologia se fazem constantemente, na difícil tarefa de definir o que é uma boa e uma má prática numa sociedade interconectada.

Romero Rodrigues reflete sobre esses assuntos em seu artigo publicado ontem na Folha de São Paulo

A leitura é essencial para entender como o Buscapé Company, aqui representado pela figura de seu CEO, se posiciona em meio esses questionamentos, sempre se orientando ao mais representativo de seus valores: _Dar mais poder ao consumidor.

"Pela neutralidade das buscas na internet. Veja também a versão digital. Compartilhe!
“Pela neutralidade das buscas na internet”. Veja também a versão digital. Compartilhe!

Assim como a Shutterstock fez com design, a Dotstore, uma das maiores plataformas de e-commerce do país, vai divulgar todo começo de mês através do Pinterest Dotstore, um infográfico com informações relevantes ao varejo online.

Para este mês, o tema é a importância de valorizar o consumidor online. “Por que é tão importante valorizar o consumidor?” A má experiência de compra é um dos principais motivos para que o consumidor vá para a concorrência, veja:

Por que é tão importante valorizar o consumidorFonte: E-commerce Brasil.