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A sua maneira de pensar e de construir uma apresentação profissional tem mais a ver com a sua idade e com a sua geração do que você imagina. A constatação é feita pela equipe da La Gracia, escola que oferece cursos de apresentações.

Os pontos fortes e fracos das gerações X e Y para construir uma apresentação

Texto da Camila Pati para o Exame.comOs pontos fortes e fracos das apresentações da geração X e Y

Executivos da geração X e anteriores tendem a optar por um tipo de construção distinto dos profissionais da geração Y. É claro que não é algo tão engessado assim, mas as diferenças são geralmente visíveis, de acordo com Luiz Grecov, coordenador de conteúdo da La Gracia.

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E embora os profissionais mais jovens estejam mais identificados com o novo modelo, mais atrativo e com mais recursos visuais, as duas gerações têm pontos fortes e fracos na hora de elaborar suas apresentações. Confira quais são:

Pontos Fortes da geração X e anteriores

Os pontos fortes e fracos das gerações X e Y para construir uma apresentação

1 Conhecimento aprofundado

“A geração X tem a questão de ir atrás do conhecimento, porque antigamente se alguém queria entender alguma coisa tinha que conversar com uma pessoa que soubesse ou se aprofundar nos estudos”, diz Grecov.

São pessoas que apresentam conhecimento embasado e mais aprofundado sobre temas, o que reflete positivamente na hora de elaborar uma apresentação. “Já montamos, por exemplo, uma apresentação para um grande executivo de uma multinacional do zero, a partir única e exclusivamente da bagagem dele”, diz Grecov.

2 Calma e segurança

O pensamento é mais racional e a pressa é menor. Por isso, a dedicação com que os profissionais da geração X trabalham uma apresentação traz segurança tanto na hora de elaborar o material quanto no momento da apresentação. “São pessoas que, em geral, têm mais calma para respirar e absorver o conhecimento”, diz Grecov.

Pontos fracos da geração X e anteriores

Os pontos fortes e fracos das gerações X e Y para construir uma apresentação

1 Muito texto, pouca imagem

“Eles não têm muita facilidade visual, usam e abusam dos bullet points”, diz Grecov. Ausência de recursos visuais pode deixar a apresentação pesada e nada atrativa para quem a vê.

2 Pouca abertura para novas ideias

Há um risco de achar que sabe tudo sobre o tema. “O excesso de segurança pode atrapalhar na hora de o profissional se abrir para novas ideias. E na hora de transmitir este conhecimento, há o perigo de nem sempre levar em consideração a bagagem dos ouvintes”, diz Grecov.

Pontos fortes da geração Y e futuras

Os pontos fortes e fracos das gerações X e Y para construir uma apresentação

1 Bagagem mais visual e criativa

“É uma geração que sabe lidar com a imagem e com a fotografia”, diz Grecov. Por isso, apostar em recursos visuais definitivamente é um ponto forte das suas apresentações . “A bagagem é mais visual e criativa”, lembra o coordenador de conteúdo da La Gracia.

2 Agilidade na hora de buscar conteúdo

O acesso à informação é pleno. Os jovens da geração Y sabem onde encontrar o que precisam e não têm dificuldade em lidar com as novas tecnologias. “Já nasceram com essas ferramentas, por isso a facilidade”, diz Grecov. Para ele a facilidade de encontrar conteúdo permite que os jovens tenham maior poder de análise crítica. “São pessoas que não acreditam em tudo que elas veem”, explica.

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Pontos fracos da geração Y e futuras

Os pontos fortes e fracos das gerações X e Y para construir uma apresentação

1 Superficialidade

É simples e rápido buscar e encontrar textos, imagens, filmes, conteúdos para a apresentação. “O desafio é fazer a curadoria para extrair o que é relevante”, diz Grecov. O imediatismo dos jovens atrapalha na hora de se aprofundar sobre os temas.

2 Excesso de informações desconectadas

Outro pecado cometido pela geração Y na hora de organizar uma apresentação é o excesso de informações. “É tão fácil conseguir conteúdo que os profissionais podem cair nesta armadilha de ir colocando conteúdo sem que ele esteja amarrado”, explica Grecov. O problema, diz ele, é transformar a apresentação em um grande “Frankenstein” de conteúdo.