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O ser humano gosta de contar e de ouvir histórias. A publicidade já sacou isso, e utiliza muitos recursos aprendidos no cinema para atrair uma determinada marca. O principal deles é o Storytelling. Mas não fique você pensando que este tipo de ação só pode ser usado por grandes empresas que tenham condições que contratar uma boa agência de publicidade!

Um pequeno empreendimento – tanto do mundo físico quanto no virtual – pode muito bem contar sua história: basta ser criativo e despertar interesse e emoção no receptor da mensagem!

Para poder contar uma história que chame a atenção do consumidor, é preciso criar um personagem principal, que precisa gerar empatia com o público-alvo e fazer com que este se interesse pela história que será contada. A história precisa formar um “arco dramático”, onde primeiramente se apresenta o personagem (seus gostos, sua índole, seus pontos fortes e fracos), depois é criada um conflito para, no fim, obtermos o clímax e o final feliz.

É preciso pensar que o importante é a história a ser contada, e quem é pequeno ou micro empresa tem muita história pra contar. Sabe aquele perrengue ocorrido no começo de montar a empresa, ou aquela característica da sua marca que você considera especial? Tá aí uma história que pode ser contada!

Leia também: Storytelling e Transmídia: afinal, o que é e para que serve?

Não é necessário uma grande produção para contarmos uma história. É possível ver muitos exemplos de storytelling no Twitter e no Facebook. Os perfis do Ponto Frio e da Magazine Luíza podem lhe ajudar como bons exemplos de Storytelling.

Não pense que só porque você não tem o porte de uma big empresa que você está impedido de contar sua história. Seja criativo! Mostre que por trás de um logotipo existem pessoas que trabalharam duro para chegar onde estão. Desperte a emoção do cliente, faça com que ele se sinta parte da sua equipe e dispute para ter a carteirinha número um de fã da empresa.

Veja mais sobre o assunto: Forma vs. Conteúdo – O que fazer para prender a atenção das pessoas?

O que fazer para prender a atenção das pessoas? “Todas as histórias já foram contadas”, assim começa “A Poética” de Aristóteles, um dos primeiros livros da história a tratar de estrutura narrativa.

Bem, se antes de Cristo, todas as histórias já tinham sido contadas, imagine agora, mais de 2.000 anos depois?

Com tantos livros, peças, filmes, músicas e palestras disponíveis, é possível imaginar que quase tudo que precisa ser dito, já foi dito. No entanto, muitas vezes é preciso dizer de novo o que já foi dito, redito e repetido. E aí entra o desafio de o que fazer para prender a atenção das pessoas.

Forma vs. Conteúdo - O que fazer para prender a atenção das pessoas?

A intenção aqui não é falar da importância do visual em uma comunicação e, em especial, em uma apresentação. Nem citar as teorias de Albert Mehrabian, a favor do visual e do não-verbal, ou do Christopher Witt, que acha tudo isso uma bobagem e que o conteúdo é o rei.

A ideia é falar de como a forma, às vezes, é quase tudo. Peguemos um exemplo recente do cinema. “Gravidade”, filme do diretor mexicano Alfonso Cuáron, recebeu 7 estatuetas no Oscar 2014 e causou furor em seu lançamento. Na verdade, conta uma história simples: astronauta no espaço tem nave e equipe destruídas e precisa encontrar um jeito de sobreviver. No entanto, com a forma que o filme tem, esse fiapo de história causa uma experiência inesquecível.

Mas não pense que isso é apenas privilégio de filmes. Qualquer tipo de comunicação passa por essa questão. E isso pode ser muito mais sentido na música. Afinal de contas, nos apaixonamos por músicas que não entendemos nada da mensagem, seja pela língua (inglesa, italiana, francesa), seja pela total falta de sentido da letra.

Assim, uma das músicas mais tocadas do ano passado, e com um balanço contagiante, possui uma letra esquisitíssima, que quer dizer algo do tipo, “um casal tendo uma noite de amor (?!)”. Enfim, isso pouco importa, pois sua forma é capaz de fazer gente como Paul McCartney e Ringo Star se levantarem da cadeira para dançar!

Tudo bem, mas e em apresentação. O que isso tem a ver? Bem, você pode tornar um gráfico muito mais impactante e relevante com uma forma diferenciada ou então destacar o que é importante em um slide cheio de texto com uma diagramação bem feita.

Forma vs. Conteúdo - O que fazer para prender a atenção das pessoas?
Slide da apresentação para Raízen – Convenção Select. Confira: http://bit.ly/1kJBU8P.

Mas forma não é apenas design ou um slide bonito. Forma é o jeito que temos para contar uma história – de trás pra frente, com vários pontos de vista, indo e voltando no tempo, fazendo associações… ou seja, colocando algum “tempero” que faça com que a nossa audiência se interesse pelo que estamos dizendo e se engaje pelo que estamos propondo.

É o caso do Andrew Stanton, que em uma palestra no TED sobre alguns fatores que fazem uma história funcionar, preferiu não passar uma lista de coisas para fazer, mas dar uma forma diferente e muito melhor. Vejam só:

Andrew Stanton não falou nada além do que muitos outros já falaram, mas fez de uma forma tão diferente e impactante que conseguiu emocionar e cativar a audiência.

Por isso, quando você for fazer uma apresentação em que precise dizer algo que já foi dito, redito e repetido milhares de vezes, pense em dar a ela uma forma nova, diferente e especial, que seja capaz de criar uma experiência arrebatadora como “Gravidade”, empolgante como “Get Lucky” ou emocionante como “The Clue to a Great Story”.

Texto do Cassiano Branquinho para o Blog da Soap.

Como apresentar seu negócio a clientes ou investidores. Por Filipe Oliveira, da Folha de S. Paulo.

“A gente só está aqui hoje porque, quando eu fui estudar em São Carlos (SP), precisei visitar minha família em Curitiba e não tinha a menor ideia de como pegar um ônibus até lá.” Ricardo Pinto, 24, sempre começa as apresentações de sua empresa com esse pequeno drama pessoal. Ele é sócio do Chegue.lá, que vende passagens de ônibus pela internet.

Como apresentar seu negócio a clientes ou investidores.
Apresentação com Storytelling “O Menino que só tinha uma chance” – Do Joni Galvão.

Bem ensaiada com os sócios, a história foi contada muitas vezes em concursos de startups e levou a companhia a entrar na aceleradora de negócios Wayra, do grupo Telefonica Vivo. Estar pronto para apresentar sua empresa de forma atraente, seja em uma fala de cinco minutos em cima de um palco, seja em uma conversa com cliente, faz parte do dia a dia do empreendedor.

“Uma ligação telefônica, quando você só tem a voz para convencer, é um momento decisivo em que se tem todos os elementos de uma apresentação”, diz Rogério Chequer, sócio da empresa Soap, especializada em desenvolver apresentações.

Em cada uma dessas ocasiões, é importante ter em mente o que o outro está interessado em saber.

Enquanto um investidor precisa ser convencido da capacidade do negócio de crescer e de dar retorno financeiro, o cliente está preocupado em saber qual vantagem terá se comprar um produto da empresa.

A partir dessa definição, é preciso pensar em como passar essas informações de uma forma interessante.

Veja também: Curso gratuito: Técnicas para falar em público.

Era uma vez

Uma das técnicas que estão sendo mais usadas por empreendedores é conhecida como “Storytelling” (contar histórias).

Alfredo Castro, que é co-autor do livro “Storytelling para Resultados” (editora Qualitymark), afirma que a estratégia permite despertar interesse pela mensagem.

Ele explica que, para que a história alcance seu objetivo, a narrativa tem de ser convincente, ter personagens interessantes e grandes desafios a serem superados.

Carlos Rolim, 32, diz considerar importante expor sua história pessoal em diferentes situações. Ele é sócio da Partio, que permite a destinação de parte do Imposto de Renda de pessoas e empresas para projetos culturais selecionados.

A experiência que levou à ideia para a criação da companhia ocorreu há dez anos, quando ele fazia um documentário sobre a história da psicologia. Durante o projeto, conheceu as dificuldades do financiamento de projetos culturais.

“Consigo passar muito mais paixão quando conto os traumas superados do que quando só falo de números.”

Leia mais: 3 Formas eficazes de superar o medo de falar em público.

Pedro Waengertner, sócio da Aceleratech (aceleradora de negócios ligada à ESPM), diz que o mais importante é conseguir transmitir as principais informações que demonstram a qualidade da empresa.

Ele recomenda que, em situações em que se tem pouco tempo, sejam mostradas as informações mais importantes em primeiro lugar.

“O empreendedor não precisa ser um Steve Jobs, mas, sim, encantar o investidor pela qualidade de seu negócio.”

Como apresentar seu negócio a clientes ou investidores.

Publicado na Folha Online.