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Os Correios informaram no início desta semana que vão descontinuar o e-Sedex. A mudança impacta diretamente pequenos e médios e-commerces de todo país, que não poderão mais contar com esse serviço para a entrega dos produtos da sua loja a partir de 1º de janeiro de 2017.

A estatal informou que não haverá renegociação ou formalização de contratos com o serviço e-Sedex, independentemente do estágio de negociação, e todos os processos que atualmente estão em análise serão devolvidos. Os contratos comerciais que contêm e-Sedex devem ser ajustados com a exclusão do serviço até o dia 31 de dezembro de 2016.

Além disso, a partir de 1º de janeiro de 2017 não serão mais aceitas postagens de encomendas por meio desse serviço, mesmo as que tiverem incluídas anteriormente em Pré-Lista de Postagem (PLP). Segundo os Correios, todos os clientes que tenham no contrato o serviço e-Sedex serão comunicados via carta até 30 de novembro.

Confira abaixo o comunicado na íntegra:

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O que é e-Sedex

E-Sedex é o serviço de encomenda expressa dos Correios para produtos adquiridos por meio do comércio eletrônico, ou seja, somente e-commerces que têm contrato com a estatal podem utilizá-lo.

Com o fim desse serviço, o pequeno e médio empreendedor deixa de contar com essa modalidade de envio, mas, ainda assim, encontra alternativas no mercado que oferecem uma gama de opções de frete de acordo com o que o deseja priorizar: melhor preço ou entrega rápida.

Texto publicado anteriormente no Blog da Mandaê.

Prepare-se, a partir de setembro os Correios farão mudanças no envio do PAC. Se você conta com a estatal para a entrega das mercadorias vendidas na sua loja, veja quais são as alterações abaixo:

O que muda com as alterações no envio do PAC

Para os lojistas virtuais a principal mudança é o fato de que as encomendas não terão mais prazo de entrega garantido. Isso significa que o prazo de entrega informado pelos Correios no momento da compra será apenas estimado, ou seja, os pedidos poderão ser entregues antes ou mesmo depois desse período.

No que tange ao ressarcimento pelo atraso das entregas nessa modalidade, o pagador do frete poderá solicitar a indenização de acordo com os dias de atraso:

  • 1 dia de atraso: 10% de ressarcimento sobre o valor da postagem;
  • 2 dias de atraso: 20% de ressarcimento sobre o valor da postagem;
  • 3 dias ou mais de atraso: 30% de ressarcimento sobre o valor da postagem.

Além da mudança na garantia dos prazos de envio, a partir de setembro serão feitas também apenas duas tentativas de entrega, ao invés de três, como era o padrão anteriormente. Os Correios alegam que essa mudança ocorrerá porque a terceira tentativa de entrega raramente era exitosa. Com isso, após duas tentativas de entrega sem sucesso o destinatário poderá ainda retirar a mercadoria na agência mais próxima dentro de sete dias.

Se você costuma enviar produtos de alto valor agregado e contrata o seguro dos Correios, também vale ficar ligado. O valor segurado, que antes poderia ser de até dez mil reais para furtos, roubos ou extravios, passará a ser de somente de até três mil reais.

Tenho e-commerce e utilizo os Correios, e agora?

Sem dúvidas essa não é a melhor das notícias para quem tem uma loja virtual. Porém, é essencial informar seus clientes sobre essa alteração. Por exemplo: se você tem uma página com os detalhes sobre prazos de entrega e frete na sua loja online, deixe essa informação clara para os compradores para evitar dores de cabeça com reclamações.

A expectativa é que o prazo de entrega não leve mais tempo que o previsto, mas caso seu cliente precise de garantia no tempo de envio, indique o serviço SEDEX para que ele receba o produto dentro do prazo. E por falar em SEDEX, a modalidade passará a fazer parte das entregas premium, que contará com 100% de indenização aos recebedores em caso de atrasos.

Se você utiliza a Nuvem Shop, a alteração no cálculo de frete será feita de forma automática, então não precisa se preocupar com alterações técnicas, se você utiliza o aplicativo Webservice dos Correios (também conhecido como calculador de frete), eles mesmos se encarregarão de atualizar as informações. Se quiser, pode aproveitar para dar uma olhada no nosso curso gratuito da Universidade do E-commerce sobre como trabalhar com os Correios com mais eficiência.

Se você possui uma loja virtual, provavelmente notou que com a ferramenta Webservice dos Correios o cálculo de frete é feito automaticamente, bastando o cliente inserir o CEP de destino. Neste artigo, vamos descobrir como funciona o serviço e quais as suas limitações.

Como é feito o cálculo de frete dos Correios

O cálculo de frete automático é feito através do peso cúbico, usando-se a seguinte fórmula:

Comprimento x Largura x Altura
______________________________________
6000

Essa funcionalidade está disponível para PAC, SEDEX e e-SEDEX.

O cálculo é feito desta forma porque para fazer o transporte das mercadorias é preciso levar em conta não só o peso das embalagens, mas o espaço que elas ocupam também. Esse tipo de cálculo é adotado internacionalmente para a maioria das empresas de transporte, mesmo se as cargas forem transportadas em aviões, por exemplo.

Com a ferramenta Webservice você também terá disponível na sua loja virtual o cálculo de prazos de entrega, o que é importante para que seu cliente saiba quando o produto adquirido irá chegar ao destino.

Como reduzir o custo do frete da loja virtual

Limitações de se trabalhar com os Correios

Além do cálculo do peso cubado, antes de optar pelos Correios você deve levar em consideração que para utilizá-lo as mercadorias da sua loja devem ter peso inferior a 30 quilos e que a soma das três dimensões (CLA) seja menor que 200 centímetros.

Vale lembrar que se o peso ou dimensões forem inferiores, mas bem próximos ao limite aceito, pode acontecer de o seu cliente comprar mais de uma unidade do produto e querer que elas sejam enviadas juntas, o que não será possível, pois, neste caso, para se enquadrar aos limites dos Correios você terá que enviar as mercadorias separadas.

Se esse for o seu caso, a melhor opção é buscar outras alternativas nesse mercado, como transportadoras que podem entregar mercadorias pesadas ou de grandes proporções com mais eficiência.

Leia também:

Tudo o que você precisa saber para fazer um contrato com os Correios

Para concluir, os Correios oferecem um serviço extremamente prático para comércio eletrônico. Contudo, se você vende produtos que ultrapassam certos limites de peso e tamanho, talvez o melhor caminho seja procurar uma alternativa mais viável.

Hoje em dia, nove de cada dez lojas virtuais utilizam os Correios para levar os produtos até a casa dos compradores. Se você também utiliza os Correios para entregar as encomendas da sua loja virtual e possui um número razoável de vendas, talvez seja a hora de fazer um contrato com a estatal. Neste artigo, vamos te mostrar quais as vantagens e como consegui-lo.

Ter um contrato com os Correios significa que você terá acesso a um sistema exclusivo de gerenciamento das entregas da sua mercadoria. Esse sistema se chama SIGEP WEB (Sistema de gerenciamento de postagens) e possui algumas ferramentas úteis para quem tem que lidar com o envio de muitas encomendas diariamente.

Com o SIGEP, você poderá fazer a preparação prévia das encomendas antes de serem postadas, isto é, criar listas de remetentes, destinatários, dimensões, pesos de cada mercadoria e selecionar os serviços de entrega desejados.

Além disso, o sistema gerará antes da postagem os números de rastreamento das encomendas, que serão relacionadas numa pré-lista de postagens vinculadas ao sistema de envio principal dos Correios.
Essa pré-lista de postagens (PLP) é automaticamente enviada à unidade dos Correios, que receberá seus pacotes para envio. Ou seja, você não precisará aguardar na fila toda vez que precisar postar algum item, basta deixá-lo no balcão da agência que os funcionários dos Correios já terão todas as informações necessárias.

Caso não tenha disponibilidade de levar os produtos até o posto mais próximo, você poderá solicitar o serviço de coleta programada, onde periodicamente um carro dos Correios irá até o seu estoque para recolher as encomendas e enviá-las.

Fora isso, você ainda poderá configurar embalagens padronizadas e inserir, por exemplo, o logo de sua loja virtual nas etiquetas, além de poder trabalhar em rede com a sua empresa, cadastrar usuários e ter acesso a relatórios sobre as postagens.

Como fazer contrato com os Correios

O primeiro passo antes de decidir que esta é a melhor forma de fazer as entregas da sua loja virtual é analisar qual o seu fluxo médio de vendas. Isso porque o contrato com os Correios é destinado a lojistas que tenham um valor mínimo de postagem por mês, que pode ser consumido através de envios por PAC, SEDEX, e e-SEDEX.

Transportadora ou Correios? Entenda qual escolher para seu E-commerce

As cotas mínimas de faturamento são:

• PAC: R$ 127,40,
• SEDEX: R$ 123,43
• e e-SEDEX: R$ 1.142,11.

Portanto, se a sua loja ainda não atinge esse valores gastos com frete, ela não estará elegível para um contrato dos Correios.

Por outro lado, caso esteja elegível, basta se dirigir até a agência de onde costuma fazer as postagens e solicitar a lista de documentos necessários. Depois de entregues, sua loja virtual passará por alguns testes de navegabilidade – e assim que for constatado que ela está em bom funcionamento o contrato será firmado.

É importante ressaltar que, caso opte pela modalidade e-SEDEX e não atinja o valor mínimo de postagem de R$ 1.142,11, o contratante deverá arcar com esse custo, pagando a diferença para que a cota seja atingida. Por isso, é aconselhável ter certeza de que o valor das postagens mensais do seu e-commerce ultrapasse a cota mínima, assim você não correrá o risco de pagar por um serviço não utilizado.

Se o seu empreendimento ainda não atinge o “valor mínimo” de postagens, você poderá continuar enviando as mercadorias da forma tradicional, isto é, embalando-as e levando até a agência dos Correios mais próxima ou utilizando uma transportadora de sua escolha para fazer as entregas.

Você pode precisar:

Serviços de indenização por atrasos ou extravios dos Correios podem ajudar o empreendedor

A gestão de custos é um dos processos primordiais para a manutenção do e-commerce. O assunto é ainda mais relevante quando falamos das pequenas lojas virtuais e do quanto os gastos com o envio pesam na hora do fechamento das contas.

Os custos com a entrega – não apenas o envio em si, mas também dos percalços que cerceiam o serviço – podem ser os vilões do seu balanço e se no seu negócio a porcentagem do custo de despacho (divisão das despesas de envio pelo valor do faturamento) é um dos maiores pesos, já passou da hora procurar alternativas e oportunidades de melhorias.

Segundo a Pesquisa Logística no E-commerce Brasileiro 2013 da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a entrega representa a maior parte das despesas logísticas de um e-commerce, 58%. Os dados apontam ainda que em 61% das lojas virtuais, o pior problema enfrentado no envio é o atraso, enquanto extravios, furtos e roubos somam 39%.

A conta fica mais ‘pesada’ quando acrescentamos os dados do Reclame Aqui, onde 50% dos registros contra lojas virtuais são referentes à problemas com a entrega. E estreitando para os menores, segundo o Raio X dos pequenos e-commerces brasileiros (Exame.com – Set/2014), os Correios são a principal forma de entrega, 87,1%.

O que compreensível quando analisamos pontos como a cobertura – e o renome – dos Correios em todo o território nacional, as várias as modalidades de frete (com valor de envio calculado automaticamente por meio de interação direta com as lojas virtuais) e os contratos para pessoas jurídicas com valores mais em conta.

Se a sua loja virtual usa os Correios, faça as contas, observe as informações acima e compare.  Acresça a essa equação as diversidades do seu perfil de produtos, as disparidades regionais, fatores como áreas de risco, tempo de entrega, prazos, logística reversa, seguros, taxas, garantias… Ufa! O.o

Leia também: Correios agora cobra taxa extra sobre produtos importados

Identificou um ponto crítico?

Isso aconteceu em 2013 com a Tuning Parts, como conta o fundador e CEO Marllon R. P. Castro:

“Iniciamos online em 2005, pequenos, comercializando produtos para personalização automotiva com entrega via Correios. Com o passar do tempo e o crescimento do negócio, fiscalizar o cumprimento dos prazos prometidos pelos Correios e a eficiência das entregas era uma necessidade.

Queríamos efetividade e a certeza do melhor atendimento para nossos clientes, mas não tínhamos como capacitar e manter uma equipe para suprir essa demanda, então optamos pela terceirização. Outro fator que pesou bastante na decisão foi encontrarmos uma opção de serviço especializado que não tem custo, nós pagamos apenas a porcentagem sobre o retorno obtido”.

Outro bom exemplo é a Iart Arte Independente, onde a falta de tempo e de mão de obra capacitada também foram fatores decisivos. “Não sabíamos muito bem como recuperar os prejuízos com as entregas em desacordo e também não tínhamos tempo hábil. Então recebi a indicação de um amigo e descobrimos que havia um serviço especializado na gestão de entregas de encomendas via Correios.

Entrei em contato e com condições como custo zero, 100% de monitoramento, relatórios mensais precisos e qualidade no atendimento nos levaram a experimentar. Hoje nosso e-commerce não abre mão do monitoramento, afinal além de segurança para nossos clientes ainda temos o retorno financeiro dos ressarcimentos”, explica Claudia Vieira, coordenadora Geral Iart.

Monitoramento de Postagens

Existem outros sistemas de monitoramento de postagens e indenização de entregas no mercado, nestes dois casos citados acima, o serviço escolhido foi a Sispostag, startup vencedora do Programa Sinapse da Inovação Sebrae/2012 em Santa Catarina. O serviço de monitoramento de encomendas é disponibilizado para empresas com contrato pós-pago com os Correios e por meio do Código de Defesa do Consumidor viabiliza a restituição de valores gastos com postagens entregues com atraso ou extraviadas, por perda ou roubo.

As atividades incluem desde a filtragem de encomendas, o monitoramentos das entregas, passando pelos pedidos de indenização e contestações, fiscalizando as aprovações de pagamentos e a conferência dos valores recebidos, até o depósito na conta do cliente, com porcentagens de acordo com cada modalidade de serviço postal.

Segundo Schariene Silva, gerente Sispostag, para a empresa contratante é um processo bem simples: “Basta o acesso aos dados de postagens e o monitoramento torna-se efetivo, acompanhado mensalmente ou em tempo real via sistema dos Correios, desde o dia da postagem até o da entrega. E como o Sispostag Monitoramento de Postagens atua com o modelo de remuneração por desempenho, com pagamento apenas sobre o percentual de retorno obtido, não há  despesas além do percentual contratado. E mesmo este, é pago somente depois do recebimento e da conferência dos valores por parte da contratante”.

O serviço garante 100% de monitoramento e a restituição das despesas de serviços postais realizados em desacordo às cláusulas contratuais. Não há períodos de fidelização, taxas ou mensalidades. Os percentuais contratados para pagamento são apenas sobre o retorno obtido com valores de postagens entregues em desacordo às normas contratadas junto aos Correios.

Sobre os valores segurados ou valores declarados, não há nenhuma cobrança, mas o Sispostag realiza o pedido de reembolso e monitora o processo até que o cliente confirme o recebimento.

Indicamos este e outros serviços disponíveis que podem trazer resultados semelhantes. A saúde financeira do seu negócio é muito importante para que o e-commerce prospere e continue à crescer no Brasil. Entenda como a Sispostag funciona e se posiciona no vídeo abaixo:

Tribunais determinam que fisco devolva valor cobrado em produtos entre 50,01 e 100 dólares.

Por Helio AlmeidaA Receita Federal insiste em cobrar o imposto de importação nas compras feitas no exterior entre US$ 50,01 (R$112,02) e US$ 100 (R$224). A tributação vai na contramão do que os tribunais sinalizam, que deve haver isenção em compras de até US$ 100 (R$224). O fisco se baseia em portaria de 1999 e os magistrados em decreto de 1980. O órgão afirma que as decisões judiciais são isoladas. Para reaver dinheiro, é preciso pagar a taxa e recorrer à Justiça.

Leia também: Correios agora cobra taxa extra sobre produtos importados.

Queli Cristina está passando por essa situação. Ela recebeu o aviso da chegada de sua encomenda, de R$180, feita na empresa de comércio eletrônico eBay. Queli só terá o produto liberado pelos Correios se pagar imposto de 60% do valor. “As taxas da cobrança são R$ 33,79 mais R$ 12. Não sei se eu pago ou entro com ação primeiro”, disse Queli.

Taxa sobre compras no exterior são revistas pela Justiça.
Mercadorias só são liberadas após pagamento da taxa. Magistrados entendem que isenção do imposto é para compras de até US$ 100. Foto: EBC

“Essa cobrança é absurda. O consumidor deve entrar com ação no juizado de pequenas causas e pedir a antecipação de cautela, alegando que o valor da compra foi menor que do U$100”, afirma o presidente da Associação Nacional da Defesa ao Consumidor e Trabalhador (Anacont), José Roberto Oliveira. “Quem pagou deve pedir reembolso”, orienta.

A Receita usa a Portaria 156 do Ministério da Fazenda, de 24 de junho de 1999, que estabelece a isenção dos bens de valor não superior a US$ 50. “A isenção de até US$ 100 se baseia em decisões isoladas e não está vinculada a Administração Tributária”, argumentou o órgão.

Já O Decreto-Lei 1.804, de 3 de setembro 1980, que trata do regime de tributação simplificada das remessas postais internacionais, e dispõe sobre “isenção do imposto no valor até US$100 quando destinados a pessoas físicas”.

A Justiça do Rio tem entendimento de que a isenção é de até US$ 100. Em 2013, o 10º Juizado Especial Federal determinou que a Receita restituísse R$60,60 pagos pela cliente.

Taxa sobre compras no exterior são revistas pela Justiça.

Na decisão, expedida pela juíza Gabriela Rocha de Lacerda Abreu Arruda, é exposto que “não pode a autoridade administrativa extrapolar os limites claramente estabelecidos em lei”.

Os consumidores que pagaram podem entrar com ação nos juizados especiais, que não cobram o serviço.

Fiscalização automatizada

Um sistema que está sendo montado em parceria com os Correios e a Receita vai automatizar a fiscalização, que hoje é feita por amostragem. O sistema deverá entrar em teste em setembro. A previsão é que seja implantado de forma definitiva em janeiro de 2015.

Hoje, quando um produto chega e cai na amostragem, é calculado o valor do imposto e o comprador recebe um comunicado dos Correios em casa. Ele deve recolher o tributo e retirar a mercadoria na agência.

Leia mais: Receita e Correios terão sistema para tributar compras online do exterior.

Os impostos federais incidentes sobre as compras no exterior pela via postal são de 60%. Mas ainda tem o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual. Os Correios poderão ser incumbidos de recolher essa parte.

A expectativa do governo é que, por outro lado, a liberação das mercadorias se torne mais rápida. Em janeiro e fevereiro deste ano, as compras de produtos feitas por brasileiros no exterior via internet e entregues pela via postal deram um salto da ordem de 40% sobre o ano passado, e alertaram a máquina de arrecadação do Fisco, que já prepara ações para monitorar esse “nicho”.

O país tem recebido perto de 1,7 milhão de pacotes a cada mês quando, no início de 2013, o volume era da ordem de 1,2 milhão. No ano passado, foram 18,8 milhões no total de pacotes, segundo dados da Receita Federal.

Texto publicado em O DIA Economia.

Transportadora ou Correios? Quem tem uma loja virtual está cansado de saber que um dos fatores mais importantes para o sucesso do negócio é o transporte das mercadorias até o cliente. A logística, portanto, é um fator decisivo!

A atividade de entregar as mercadorias no endereço do cliente precisa ser especialmente tratada, com muito planejamento, cuidado e com empresas sérias e consolidadas no mercado. Neste momento, algumas dúvidas sempre surgem como a escolha do operador logístico: Transportadora ou Correios?

Por que enviar mercadorias pelo Correios?

Os Correios atendem a diversos tipos de lojas virtuais, por causa da representatividade e do alcance nacional que ele possui. Isso permite que o serviço chegue em diversos locais que uma transportadora comum não chegaria, por exemplo.

O fator frete

Além disso, são várias as modalidades de fretes oferecidos pelos Correios, calculados de acordo com o peso da mercadoria, o tempo de espera, o preço e o tipo de produto. Isso possibilita atender vários clientes, com um serviço que já é conhecido pela maioria e, portanto, tem confiança e credibilidade no mercado.

Transportadora ou Correios? Entenda qual escolher para seu E-commerce.

Integração com a plataforma

Através do web service dos Correios é possível estabelecer uma integração direta com a loja virtual, para mostrar o valor do frete ao cliente final de forma automatizada – aquele cálculo de frete que o cliente faz na hora de fechar o pedido e é automaticamente alterado conforme região.

A vantagem é informar ao cliente antes de ele concluir o pedido e garantir que você não terá prejuízo enviando uma mercadoria para uma localidade distante pelo preço que deveria cobrar somente em caso de entrega local. Por isso, essa é uma forma de evitar prejuízos para a sua loja e também ser transparente com o seu cliente.

Contratos especiais

É possível também fazer um contrato como pessoa jurídica e conseguir fretes mais em conta, de acordo com o volume de envios. Isso permite maior controle dos seus envios e uma economia em termos de valor final para você e para os seus clientes, pois quanto mais barato sair para você, maior poderá ser o desconto para o seu cliente.

Além disso, a medida que o seu e-commerce for vendendo mais você poderá melhorar o contrato com os Correios, pagar menos e lucrar mais.

Leia também:

Correios agora cobra taxa extra sobre produtos importados

Quando devo escolher uma transportadora?

Se dua loja virtual trabalha com volumes maiores em peso e cubagem, talvez os Correios não te atendam – o limite para envio via Sedex é de no máximo 15 kg. Se o seu caso for a necessidade de transportar materiais químicos, como tintas, os Correios também não te atenderão. Sendo assim, você precisa procurar os serviços de uma transportadora para entregar os seus produtos.

Alcance específico

Uma transportadora pode ter alcance nacional, regional ou estadual, sendo, portanto, necessária uma pesquisa e contato prévio para verificar quais regiões são atendidas e os preços praticados em cada uma delas.

Se a sua atuação é somente regional, por exemplo, aposte em uma transportadora que atua na região específica, pois não há necessidade de investir em um contrato nacional nesse caso.

Transportadora ou Correios? Entenda qual escolher para seu E-commerce.

Busque referências no mercado

Para achar a transportadora ideal para o seu e-commerce procure referências, ligue, busque informações no mercado. Por não ser um serviço utilizado pela maioria, é indicado buscar a opinião de quem o utiliza para saber os prós e os contras.

A importância de catalogar tudo

Tenha em mente os produtos que deseja transportar, bem como as informações necessárias sobre eles. Considere peso, cubagem e tamanho dos pacotes, por exemplo. Esses dados são fundamentais para obter cotações assertivas dos seus fretes.

Busque por plataformas que integrem com as transportadoras

Procure sistemas que integrem o serviço de cotação automática, diretamente no seu e-commerce. Tenha em mente que algumas plataformas não oferecem isso como padrão e, portanto, te deixam com mais um trabalho: o de criar uma tabela de frete e atualizá-la sempre para consulta. Portanto, pesquise a viabilidade, seja através da implementação de um plugin ou extensão ou mesmo optar por uma plataforma que já tenha essa funcionalidade.

As transportadoras não entram de greve

O envio de mercadorias por uma transportadora assegura também o cumprimento do prazo em caso de greves nos Correios. Se você já vivenciou essa situação, sabe que ela pode representar uma diminuição considerável nas vendas. Portanto, ter este “plano B” pode ser a salvação do seu negócio virtual.

A logística do seu e-commerce não é um bicho de sete cabeças

Transportadora ou Correios? Entenda qual escolher para seu E-commerce.

Antes de encarar esse fator importantíssimo para o sucesso da sua loja virtual como um problema, saiba que basta pesquisar bastante e contar com a  ajuda de quem já atua neste mercado a mais tempo. Pense também, nas vantagens e desvantagens de cada uma dessas modalidades de entrega, no tipo dos produtos que você comercializa e escolha a que melhor atende à demanda do seu negócio.

Em sua experiência, qual você acha que é a melhor opção para o envio das mercadorias no comércio eletrônico brasileiro? Conte para a gente nos comentários. Se você ainda não se decidiu, deixe suas dúvidas nos comentários que lhe ajudaremos também.

Dúvida frequente dos consumidores que adquirem produtos online, o cálculo do frete de uma encomenda é elaborado a partir de vários pontos, como preço, tamanho do produto e distância a ser percorrida. Para orientar os consumidores e lojistas sobre as variáveis que compõem o custo de transporte de um item, os Correios lançaram um guia a respeito.

Correios mostra como calcular o valor do frete de um produto.

Para os Correios, o custo do transporte dos produtos leva em conta a relação Peso X Espaço ocupado pelos objetos. Desde 2011 a empresa aplica essa precificação, que é utilizada no mercado de transporte aéreo no Brasil e em outros países. Para determinar o peso cúbico dos produtos, usa-se a seguinte fórmula:

C x L x A / 6.000
(comprimento, largura e altura)

O resultado dessa equação é o peso cúbico da entrega. Se um produto tiver 10kg ou menos, considera-se o seu peso físico, e não o peso cúbico. Por exemplo, um produto de 5,5 kg de peso físico, tendo as seguintes dimensões: 70cm comprimento; 60cm largura; e 10cm altura tem peso cúbico igual a 7kg (70x60x10/6.000). Nesse caso, como possui peso inferior a 10kg, o valor considerado será 5,5kg.

Já nas encomendas que tiverem peso cúbico superior a 10kg, o que conta é o maior resultado na comparação entre ambos os pesos (cúbico e físico). Por exemplo, uma encomenda que pesa 15kg e possui 43 cm de comprimento; 28 cm de largura; e 52cm de largura; terá peso cúbico de 10,434kg. Nesse caso, para efeitos de custo de transporte, será considerado o peso físico da encomenda: 15kg.

O Manual de implementação do webservice de cálculo de preços e prazos de encomendas pode ser acessado diretamente na página dos Correios. Além das informações sobre frete, os Correios disponibilizam um web service, com detalhes sobre implementação de módulos de cálculo de frete em diferentes sites. Clientes que não possuem contrato de encomenda com os Correios também podem usar a ferramenta, mas somente com os preços praticados no balcão das agências do Correios.

Veja o Manual dos Correios.

Texto publicado pelo E-commerce News.

Desde o dia 2 de junho de 2014, você que comprar produtos importados, além de todos os impostos que já paga, pagará uma taxa extra de R$12 para os Correios. Estão livres da nova taxa, apenas os produtos que são isentos de impostos de importação.

Vale aos lojistas virtuais que importam produtos após a venda, que os produtos devem ter um acréscimo “simbólico” de 12 reais no valor final.

Um consumidor entrou em contato com o Blog Profissional de E-commerce para relatar sua surpresa e extrema insatisfação com os Correios, acompanhe o relato:

“Encomendei 4 pacotes em março do site Hobbyking.com, suas encomendas são enviadas da China, Malasya, etc. Três pacotes chegaram semana passada, mais de 60 dias de espera depois que o pacote chegou no Brasil.

Fui retirar os 3 pacotes e falei que estava faltando um. Me disseram que esse ainda não havia chegado aos Correios. Retirei os 3 pacotes, paguei os 60% de imposto, mesmo com o valor adicional (produto + Frete) sendo inferior a U$ 50, e depois de 3 dias uteis recebi um telegrama dos Correios avisando que deveria retirar o pacote na mesma agência dos Correios.

Detalhe, para os primeiros pacotes, foi enviada uma carta normal, neste veio um telegrama com uma surpresauma taxa nova! Taxa para despacho postal de R$ 12. O pagamento somente pode ser feito em dinheiro e na agência informada. E a outra novidade, caso eu não retirasse em 7 dias, seria cobrada uma taxa de armazenagem de valor não informado.

Bom, então fica assim, mesmo que os pacotes cheguem no Brasil na mesma data, eles são enviados em datas diferentes, e se você quiser esperar para retirar todos os pacotes juntos, pagará a taxa de armazenagem. Lembrando que somente é possível retirar de segunda a sexta das 9 às 17.

O pior de tudo foi que o pessoal dos Correios não explicam porque temos que pagar essa taxa, perguntei se foi informado ao remente no momento do envio sobre essa taxa, não sabem informar. Eu me recusei pagar, e eles comunicaram que não entregariam meu pacote.

Agora, o frete já foi pago para entregar até a minha casa e tenho que retirar nos Correios e ainda sou eu quem paga? Ah, mais uma surpresinha quando acabei pagando a taxa. O pacote estava totalmente danificado, me senti pagando um resgate de sequestro”.

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Foto do pacote enviada pelo consumidor que preferiu não se identificar.

Veja a nota dos Correios na íntegra:

Informamos que, a partir de 2 de junho de 2014, os Correios passam a cobrar do destinatário um valor relativo à operação de despacho postal de encomendas internacionais, que estão sujeitas ao pagamento de imposto de importação, cobrado por meio de Nota de Tributação Simplificada (NTS).

A NTS é um documento de arrecadação do imposto de importação, emitido para encomendas postais internacionais, sem fins comerciais e com valor aduaneiro de até 500 dólares americanos, ou o seu equivalente em outra moeda.

O valor cobrado será de RS 12,00 e tem como objetivo cobrir os custos das atividades postais realizadas pelos Correios na nacionalização das encomendas internacionais. Essas atividades incluem desde o apoio operacional ao processo de desembaraço aduaneiro, realizado pela Receita Federal, até a custódia dessas encomendas até a sua entrega final, com o recebimento, via NTS, do imposto de importação e o seu repasse à União.

No entanto, convém registrar que as remessas postais que estão isentas de pagamento de imposto de importação, segundo a legislação aduaneira brasileira, continuam liberadas do pagamento desse valor.”

Os Correios gastaram R$42 milhões agora em maio para a atualização da marca. Este é o País dos Impostos.

Com informações do Blog do Jotacê.