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Que a operação do AliExpress no Brasil desperta os mais ambiciosos olhares, ninguém contesta. São números sempre superlativos…. Estima-se 300.000 remessas por mês somente para o Brasil, entre outros dados interessantíssimos que não cabe discutirmos no momento.

Ainda que todas essas remessas fossem feitas com o tíquete médio de 50% da média nacional, temos um faturamento anual mínimo de R$ 720 milhões  É óbvio que os grandes players do mercado nacional estão de olho querendo sua fatia do bolo, neste tipo operação onde o consumidor importa direto do fornecedor do exterior. 

A falta de conhecimento é geral

Recentemente em reunião com os responsáveis pela implantação da operação de cross border  (termo utilizado para importação ou exportação de produtos) de um dos maiores Marketplaces do Brasil, ficou claro o despreparo e falta de conhecimento nas questões operacionais e também sobre qual o melhor modelo de negócios a ser implementado. É como se só conseguissem ver a operação do AliExpress e, diante da constatação de possibilidade de cópia do modelo, tenham ficado presos a ele.

A ideia desse Marketplace, guardadas as devidas ressalvas é replicar o modelo financeiro da operação, pagando aos vendedores no exterior, exatamente como faz o AliExpress. A grande questão é que isso obrigaria ao vendedor brasileiro ter uma conta no exterior, ou que o vendedor não seja brasileiro.

Não precisa ser um grande entendedor de economia para perceber que, nesse modelo de operação haverá uma saída de recursos do país, bem como o não fomento às pequenas e médias empresas que operam no e-commerce para que elas se adentrem no mercado do cross border.  Será dinheiro do consumidor brasileiro, enviado diretamente para o exterior para fornecedores estrangeiros e/ou uns poucos brasileiros que conseguirem estabelecer base fora do Brasil para que possam operar nesse modelo.

Em qualquer das situações, a tendência é que se repitam e agravem-se os problemas enfrentados pela AliExpress no Brasil. Seja em decorrência do operacional dos correios, seja em questões fiscais com a receita federal.

Nós do Advogados do E-commerce temos defendido há alguns anos o modelo no qual, sem qualquer afetação prática às operações dos Marketplaces, vendedores nacionais possam se estruturar e implementar o serviço de importação direta ao consumidor, com envio via Courier ou até mesmo correios, porém completamente dentro da legalidade.

Algumas empresas de comércio exterior tem nos procurado para auxiliá-los na implantação de operações para diversas empresas nacionais e estrangeiras. Todas querem trabalhar dentro da mais rígida legalidade e, acreditem, é possível. O que nos parece ser o grande entrave, é uma questão cultural.

Como viabilizar o cross border de forma saudável e legal?

No Brasil, a operação estritamente legal normalmente parece ser utópica. Neste caso não é. Empresas como a Brazilborder , entre outras, já se especializaram nisso e estão crescendo a passos largos na viabilização do cross border para o consumidor brasileiro.

A importação direta ao consumidor, previsto no RTS (Regime Tributário Simplificado), permite que qualquer consumidor brasileiro, importe diretamente, sem necessidade de intermediadores até U$ 3,000, desde que recolhidos os impostos devidos.

Estes mediadores  estruturam e facilitam a operacionalização da importação direta, cuidando do pagamento no Brasil, da remessa de valores para o exterior, do recolhimento de impostos e do pagamento do frete. Fazem, bem da verdade, todo o trabalho administrativo da importação, trazendo ao consumidor a segurança e tranquilidade de que seu produto realmente vai chegar dentro do prazo esperado e sem surpresas desagradáveis.

Esse modelo de operação, além de facilitar a vida dos consumidores, agrega aos e-commerces brasileiros mais uma opção de fornecimento, pois podem buscar no exterior produtos que interessem aos seus consumidores, iniciarem suas vendas sem se preocuparem com todo o emaranhado legal necessário para que se tornem importadores e, somente depois de confirmada a viabilização do produto no mercado nacional, avançarem no sentido de se tornarem importadores.

A solução e viabilização de uma operação de cross border saudável para consumidores e empresas brasileiras, que fomente o e-commerce nacional e proporcione a consumidores e empresários brasileiros segurança e lucratividade sem que se deparem com desconfortos logísticos e ilegalidade das importações, obrigatoriamente passará pela prerrogativa de que nem empresas nem consumidores brasileiros concordem em comprar e vender na ilegalidade.

As opções de modelos de negócios estão na mesa. É essencial que os Marketplaces e lojistas trabalhem juntos na mais estrita legalidade para que proporcionem aos consumidores toda a segurança necessária para que comprem com tranquilidade os produtos importados, sem sustos de demoras intermináveis para a entrega, ou pior, serem surpreendidos com multas e apreensões por falta de recolhimento dos impostos.

Aos rápidos e adaptáveis: a lucratividade 

Quem melhor e mais rápido se adequar e montar a operação mais segura e em total compliance com a legislação nacional, mais lucrará com o cross border, pois esse modelo já é uma realidade entre os e-consumidores brasileiro, que querem comprar com segurança e garantia. A partir do momento que identificarem essa segurança e garantia, onde quer que seja, com toda a certeza correrão em direção a esse player.

E você, já pensou em fazer cross border na sua operação de e-commerce? Compartilhe conosco sua experiência com os leitores do Blog para enriquecer ainda mais a discussão sobre este tema. 

 

Estamos frente à um cenário positivo dentro do mundo do e-commerce com mais de 50 milhões de pedidos feitos somente no primeiro semestre de 2017, totalizando R$ 21 bilhões em vendas, sendo que 48,2% delas foram pagas à vista. Esses dados apontam que pelo menos 25,5 milhões de e-consumidores fizeram ao menos 1 compra em lojas virtuais neste período.

Ainda falando sobre crescimento, todos os índices apresentados pelo mercado estão em franca expansão. A única baixa, na verdade, trouxe benefícios ao mercado por se tratar de uma queda de 5,38% nos preços praticados no e-commerce nos últimos 12 meses.

Tal baixa de preços – basicamente só vista no e-commerce -, acabou trazendo consigo um alto volume de e-consumidores e revelou um crescimento de 10,3% com relação ao primeiro semestre de 2016.

E os números não são positivos apenas para o mercado interno, uma vez que, pelo menos 54% dos e-consumidores afirmaram em pesquisa já terem feito ao menos 1 compra internacional via importação direta. Estamos vendo de perto a expansão do consumo para além de nossas fronteiras.

Mais números do mercado:

E-commerce fatura R$21 bilhões no primeiro semestre de 2017

O cross-border para o mercado brasileiro

Com um mercado tão grande e com números tão vistosos, é difícil imaginar que os fornecedores de todo o mundo não estejam de olho no mercado brasileiro. Mas eles se deparam com uma grande questão: a complexidade tributária do Brasil. Não foram poucas as empresas que tentaram montar operação no país, mas sucumbiram quando se depararam com as dificuldades tributárias e burocráticas.

Por isso, muitos se questionam ao ver sites como Aliexpress, por exemplo, vendendo no Brasil e até mesmo parcelando compras. A maioria das pessoas acha que esses sites lidam com descaminho ou contrabando, mas devemos lembrar que o RTS (Regime Tributário Simplificado) permite importações diretas ao consumidor sem qualquer taxa em valores até U$D 50.

Indo mais além, desde que devidamente recolhidos os impostos, o consumidor pode importar sem necessidade de ter Radar (item obrigatório para importadores comerciais) até U$ 3.000. Tendo por base que o ticket médio do e-commerce brasileiro foi de R$ 418,00 no primeiro semestre de 2017, temos que o teto de U$ 3.000 é mais do que razoável para a viabilidade do e-commerce cross-border.

A realidade que vemos hoje é que muitas lojas virtuais querem vender para o Brasil, mas poucas sabem como fazê-lo diretamente de seu país, sem precisar manter uma estrutura legal e física no país. A queda de fronteiras é algo que está no âmago da Internet e, como tal, não poderíamos esperar outro reflexo, senão sua reverberação em todas as áreas da rede, principalmente no e-commerce.

Em sites como o Mercado Livre, por exemplo, já conseguimos ver um número cada vez maior de vendedores que fazem o cross-border à brasileira. Vendem para consumidores brasileiros, repassam o pedido para o fornecedor na China, que por sua vez despacha direto para o consumidor, sempre com invoices inferiores a U$ 50.

Hoje, no Brasil, também já temos diversos intermediadores de pagamento que permitem às empresas estrangeiras venderem para consumidores brasileiros, inclusive parcelando a venda, e receberem desses intermediadores em seus países originários os valores da venda.

Entre diversas empresas desse tipo uma que chama a atenção é a Brazilborder, organização estadunidense estabelecida em Miami, que está fazendo uma espécie de Fullcommerce para que empresas de todo o mundo vendam diretamente para consumidores brasileiros, sem a necessidade de terem estrutura no país e com prazo de entrega de até 12 dias.

A operação deles consiste em fornecer um site e atendimento em português no Brasil, assim o consumidor pode ser atendido em português, fazer todo o trâmite de recolhimento de impostos e envio dos produtos, servindo de ponte entre fabricantes e consumidores.

Pontos de atenção para cross-border no Brasil

É óbvio que uma operação desse tipo traz consigo sérias consequências no mercado local e espalha uma preocupação entre as empresas nacionais que se vêem ameaçadas por este tipo de comércio. Mas, o objetivo deste post não é debater essa questão e, sim, demonstrar a viabilidade e legalidade de uma operação com esse escopo de atuação.

Apenas como exemplo da vantagem do cross-border para empresas e consumidores, vamos avaliar a compra de um BB8 (é ele mesmo, aquele robozinho fashion de Star Wars). Em uma grande loja de brinquedos, o mini robô controlado por celular Star Wars VII – BB8, da Sphero, está anunciado por R$ 1.999,00, com todos os impostos e com o modelo Wrist acoplado. Através da importação direta, o produto chega ao consumidor brasileiro, já com todos os impostos inclusos, por não mais de R$ 1.100.00.

Se para o consumidor já percebemos a vantagem, não é difícil vislumbrar que até mesmo lojistas nacionais podem – como alguns o fazem no Mercado Livre – ganhar com o cross-border 100% legal.

Facilmente, o lojista nacional poderia vender o produto por R$ 1.540.00, remarcando 40% sobre o custo, com todos os impostos, totalmente dentro da legalidade e ainda venderia mais barato que o comércio nacional em geral.

Ainda não há como prever se essa é uma boa ou má notícia para o empresariado brasileiro, mas é difícil imaginar que a tendência do cross-border e da importação direta pelo consumidor retroceda. Aqueles que estiverem mais preparados e afinados com essa vertente do e-commerce, com toda a certeza serão mais beneficiados.

Texto publicado anteriormente no Blog da Vtex.

Por Renann Mendes e Keine Monteiro. A liderança do e-commerce mundial está em novas mãos. Os resultados de 2013 oficializaram pela primeira vez os Estados Unidos em segundo lugar no ranking mundial de vendas do e-commerce. E levando em consideração os números de 2014 e suas projeções, esta parece ser a nova realidade. Esta realidade se chama China.

Os números de crescimento da China são impressionantes. Segundo dados do eMarketer, chegou à 47% de crescimento em 2013 e 426,26 bilhões de dólares em vendas em 2014.

Conforme a projeção para 2018, os números devem superar assustadores 1 trilhão de dólares (U$ 1.011.280.000.000,00), quase o total de vendas do E-commerce mundial de hoje (1,221 trilhões segundo o eMarketer). Para se ter ideia, os Estados Unidos em 2014 registrou U$305,65 bilhões de dólares em vendas e a projeção para 2018 registra “apenas” U$493,89 bilhões. Mais que isso, os Estados Unidos devem superar os números de 2014 da China apenas em 2017!

A líder China - Vendas da China no E-commerce

Neste ranking do e-commerce mundial o Brasil está bem colocado. Um honroso 10º lugar à frente de qualquer país da América Latina. Porém, quando comparados com os líderes, em faturamento ainda somos mais de 20 vezes menores do que a China. Veja mais sobre os números gerais do e-commerce no Brasil.

A líder China - China vs. Estados Unidos vs. Brasil

Quando comparados à outros grandes com crescimento significativo (como Estados Unidos, Alemanha e Brasil), a China também fica bem à frente, mesmo nas estimativas. É possível verificar que a tendência é que a liderança aumente. Veja:

A líder China - Crescimento de vendas no e-commerce

Cross-border

Se pensarmos que o e-commerce representa hoje apenas 10% de todo o varejo chinês, é possível entender o potencial deste mercado. O grande ponto é que a China não se limita ao seu gigantesco território e população. O crescimento conta com uma boa parcela de exportações. A área de Cross-border é o foco por permitir um rápido crescimento.

“Impulsionada por novas tecnologias e modelos de negócio inovadores, a indústria de e-commerce tornou-se um dos novos motores para o desenvolvimento econômico na China e ajuda as empresas chinesas à explorar o mercado internacional”. Explicou Li Jinqi, diretor do bureau do e-commerce no Ministério do Comércio da China no China Conference 2014.

O governo chinês já tem feito sua parte. Têm incentivado as vendas online internacionais, diminuindo impostos e fornecendo linhas de crédito atraentes para promover a expansão das lojas.

Segundo o The Paypers, hoje 17,2% das vendas chinesas são para os Estados Unidos, 16,3% para o Reino Unido e 15,8% para Hong Kong. O país ainda exporta para Brasil, Índia, Alemanha, França, Rússia, Japão e Coreia do Sul.

Não é à toa que, segundo a ComScore,  a Alibaba.com já é a sétima loja virtual mais acessada pelos brasileiros. O site, assim como muitos outros já conta com versão em português. No Brasil, de 2011 para 2012, o crescimento de encomendas vindas da China, cresceu 47%, de 2013 para 2014 o salto foi ainda maior, 87%! Vendas “capitaneadas” pela gigante Alibaba.com.

Este cenário é registrado principalmente pelos preços dos produtos bem abaixo dos registrados no Brasil. O governo brasileiro já sentiu com este crescimento e reagiu aumentando a tributação destes produtos importados. Porém seria esta a melhor estratégia?

Você, por exemplo, já comprou da China? Entende que o Brasil poderia prosperar com um incentivo maior do governo? Dificultar as transações vindas da China ou facilitar os empresários que trabalham no Brasil? Compartilhe sua opinião!