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O mercado de turismo online atingiu R$30 bilhões em 2016, alta de 73% desde 2012, crescimento médio de 15% ao ano. É o que aponta o relatório Webshoppers 36. A pesquisa entrevistou 5535 pessoas através de um formulário online entre os dias 1 e 28 de junho de 2017, a fim de traçar o perfil do consumo de turismo online no Brasil.

E-commerce fatura R$21 bilhões no primeiro semestre de 2017

Para a mensuração desse mercado e a realização da pesquisa, a Ebit e a Expedia® consideraram experiência em compras de passagens aéreas, reservas de hotéis, pacotes turísticos e outros serviços relacionados à uma Online Travel Agency (OTA).

A pesquisa aponta que, dentre os principais motivos de viagens estão 51,7% para férias, 19,5% para sair da rotina e 13,4% em viagens a trabalho. Ao total, 51,3% dos entrevistados utilizaram avião e mais de 86% declararam não ter viajado a trabalho. As porcentagens continuam sobre a ordem do processo online para reservar uma viagem, sendo que 17% dos consumidores definem primeiro o destino, seguido por 13,8% pesquisam voos, 13,3% pesquisam hotéis e 12% compara preços de voos e hotéis.

Um dado interessante, também revelado pelo Webshoppers 36, é que o mobile não é preferência em planejamento de viagens, uma vez que 60% dos consumidores utilizam desktop frente a apenas 15% que utilizam smartphones. As tarefas mais realizadas via celular ou tablet são 24% pesquisa de hotéis e definição de roteiro e 23% para definir destino. Esse comportamento, porém, tende a mudar.

“O relatório nos traz a perspectiva que os consumidores estão usando diferentes plataformas, como smartphones e tablets, para planejar suas viagens – desde comparação de preços a fechar reservas. Esta é uma tendência que se espera evoluir com o avanço da tecnologia e com a disseminação do uso de dispositivos móveis, que ganham cada vez mais status de principal computador pessoal”, afirmou Pedro Guasti, CEO da Ebit.

Segundo os entrevistados, os fatores apontados como mais relevantes para a escolha de um hotel foram “segurança”, “fácil acesso a transporte”, “pre­ço da estadia” e “localização”, com mais de 20% da preferên­cia em todos os quesitos. Além disso, os viajantes declaram que costumam economizar em “entretenimento”, “troca de carro” e “troca de celular” para viabilizar suas viagens.

“Em outubro de 2017 comemoramos cinco anos de operação no Brasil. Nesse tempo, acompanhamos a evolução do mercado eletrônico, principalmente no segmento de viagens. Com as agências de viagem online como a Expedia, os viajantes tem acesso a mais informações para fazer sua escolha. Dessa forma, o planejamento passa a ser mais transparente, econômico e simples para o consumidor”, afirma Carolina Piber, diretora executiva da Expedia para a América Latina.

Para consultar a 36ª edição do relatório Webshoppers, acesse o site: www.ebit.com.br/webshoppers

Veja também, os números divulgados sobre o mercado de E-commerce:

Os números do mercado de E-commerce

Webshoppers 36 traz um capítulo especial sobre Digital Commerce, que movimentou R$93,5 bi em 2016 e quase dobrou de tamanho em 4 anos

O e-commerce faturou R$21 bilhões no primeiro semestre de 2017, crescimento nominal de 7,5% ante o mesmo período de 2016, quando foram registrados R$19,6 bilhões. O número de pedidos aumentou 3,9%, de 48,5 milhões para 50,3 milhões, e o tíquete médio registrou expansão de 3,5%, passando de R$403 para R$418.

Os números são do relatório Webshoppers 36, divulgado nesta quarta-feira (23) pela Ebit.

Veja também:

Os números do mercado de E-commerce

De acordo com Pedro Guasti, CEO da Ebit, a economia brasileira deu seus primeiros sinais de reação na primeira metade de 2017, e isso refletiu positivamente no e-commerce.

“No primeiro semestre de 2016, no auge da crise política e econômica, o número de pedidos registrou queda pela primeira vez na história, retraindo 1,8%. Nos primeiros seis meses deste ano, além da recuperação do crescimento, o e-commerce ultrapassou pela primeira vez a barreira de 50 milhões de pedidos”, afirmou.

De acordo com o Webshoppers 36, uma das principais causas para o aumento dos pedidos foi a queda dos preços dos produtos comercializados online. O Índice FIPE Buscapé, que monitora a evolução dos valores cobrados no e-commerce, aponta para deflação de 5,38% nos últimos 12 meses encerrados em junho de 2017.

“Em condições favoráveis de mercado, o comportamento do índice é deflacionário, principalmente devido a sua composição e suas características”, explica.

O número de e-consumidores ativos registrou uma expressiva expansão de 10,3% no período, para 25,5 milhões. Para esse levantamento, a Ebit considera os consumidores que fizeram pelo menos uma compra no e-commerce no primeiro semestre de 2017.

Confira o desempenho das principais categorias no primeiro semestre de 2017:

Crescimento significativo do M-commerce e redução do frete grátis

O crescimento das vendas via smartphones e dispositivos móveis em patamares bem acima da média do mercado também foi um dos destaques do relatório Webshoppers 36. A expansão registrada no primeiro semestre de 2017 foi de 35,9% – nove vezes maior do que o volume de pedidos do mercado – registrando um share de 24,6% de todas as vendas do mercado.  

“O que mais impressiona é o crescimento de 56,2% de volume financeiro. Esse movimento deve-se à aproximação do valor do tíquete médio de compras via dispositivos móveis, que registrou aumento de 14,9% no período, se comparado ao mercado como um todo”, aponta André Dias, COO da Ebit.

Os players do e-commerce reduziram a oferta de frete grátis. Dados do relatório Webshoppers 36 apontam que, para o mercado em geral, houve uma redução de 42% para 38% no 2o trimestre deste ano se comparado com o mesmo período de 2016. Levando-se em conta apenas os dez maiores players, esse percentual reduz de 26%, para 18% do mesmo período do ano passado.

“O mercado definitivamente tem procurado manter o posicionamento na oferta de frete gratuito apenas para algumas categorias mais específicas de mercado ou quando o consumidor não tem urgência para receber o produto. Dessa forma, pode aguardar por um tempo maior de entrega ou ainda retirar os produtos em alguma loja física”, explica Dias.

Expectativas para o Segundo semestre

Para o segundo semestre de 2017, a perspectiva é que as três grandes datas do calendário do varejo – Dia das Crianças, Natal e, principalmente, Black Friday – impulsionem as vendas. Para este semestre, a Ebit espera um crescimento de 12% a 15%. Levando em conta os números deste primeiro semestre e a estimativa para o segundo, a Ebit prevê que o mercado volte a registar expansão de dois dígitos, atualizando para 10% a perspectiva de crescimento do mercado no acumulado do ano.

Digital Commerce

O relatório Webshoppers 36 traz um estudo inédito sobre o Digital Commerce, que agrega venda de produtos novos e usados de empresas para consumidores (B2C) e de consumidores para consumidores (C2C), além de serviços (Turismo e Ingressos). Esse mercado movimentou R$93,5 bilhões no ano passado.

De 2012 a 2016, o Digital Commerce apresentou crescimento nominal de 88% com crescimento médio anual (CAGR – Taxa Composta Anual de Crescimento, em português) de 17%. Neste mesmo período, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apresentou um recuo de 3,9%. “Esse crescimento mostra o dinamismo e o potencial do comércio eletrônico nacional”, afirma Pedro Guasti.

Para consultar a 36ª edição do relatório Webshoppers, acesse o site: Ebit.com.br/webshoppers

Número de pedidos cresceu 7,2% no Dia dos Namorados 2017

O e-commerce faturou R$1,71 bilhão, alta de 5,1% ante o mesmo período de 2016, aponta o monitoramento da Ebit, empresa referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro. O número de pedidos cresceu 7,2%, para 4,07 milhões, e o tíquete médio foi de R$420.

Os smartphones, tradicionalmente o produto com maior volume de vendas do e-commerce no Brasil, lideraram a lista de presentes mais comprados para presentear os namorados. Completam o ranking dos cinco presentes mais comprados: livros, relógio de pulso, perfume e tênis.

Para Pedro Guasti, CEO da Ebit, o resultado está de acordo com a expectativa do mercado para a data.

“Dos 5 produtos mais vendidos excetuando-se os smartphones, temos produtos com preços abaixo do tíquete médio de compras o que demonstra alternativas muito acessíveis para presentear os namorados em tempos de orçamento reduzido”, disse.

Ao contrário de outras datas, o monitoramento da Ebit mostra que o brasileiro não deixou para comprar o presente dos namorados na última hora. Os dias 5 e 6 de junho foram os que registraram as maiores concentrações de vendas.

Confira as cinco categorias mais pedidas para presentes de Dia dos Namorados:

Vendas do e-commerce crescem 5,1% no Dia dos Namorados 2017

Veja também:

Os números do mercado de E-commerce

Alta no faturamento do Dia dos Namorados 2017 deverá ser de 6% na comparação com o mesmo período do ano passado

O e-commerce deverá faturar R$1,75 bilhão no Dia dos Namorados, crescimento de 6% ante o mesmo período de 2016, aponta o monitoramento da Ebit, empresa referência em informações sobre o varejo eletrônico. A expectativa é de 4,180 milhões de pedidos, com tíquete médio de R$418.

A data, celebrada em 12 de junho, está entre as cinco mais importantes do calendário nacional do varejo eletrônico.

Os números do mercado de E-commerce

“Apesar do aumento da instabilidade política, a economia permanece dando sinais de controle da inflação e melhores condições de crédito, por isso a expectativa para o e-commerce é positiva. O e-consumidor deverá ir além da ‘lembrancinha’ neste ano e investirá em itens de tíquete médio mais alto para presentear, como smartphones, tênis e perfumes”, afirma Pedro Guasti, CEO da Ebit.

Monitoramento da Ebit aponta abaixo os 20 produtos mais comprados no e-commerce para presentear no Dia dos Namorados, até o dia 5 de junho:

E-commerce movimentará R$1,75 bi no Dia dos Namorados 2017

Mais sobre as estimativas para o E-commerce neste Dia dos Namorados na Globo News: 

 Vendas pela internet para o Dia dos Namorados devem crescer 6%, diz pesquisa

O prêmio mais tradicional do e-commerce brasileiro teve seus vencedores anunciados. Nessa 14ª edição, os grandes vencedores foram: Submarino e Americanas.com. O Submarino venceu como melhor loja do comércio eletrônico brasileiro com base no desempenho obtido em 2016. Já na votação popular, quem levou a melhor foi a Americanas.com.

Também foram agraciados os melhores executivos do e-commerce nacional que, em sua posição de liderança, comandaram times vencedores em projetos que fizeram a diferença no comércio virtual. Na categoria Diamante, a vencedora foi Carla Maria Mita Nogueira Schymura, do Shopfácil; na categoria Ouro, Debora Capobianco, da Privalia; e na categoria Empreendedorismo, Tiago Dalvi, do Olist.

O Prêmio também destacou as melhores plataformas de e-commerce do mercado, em três categorias. As vencedoras foram: Oracle Commerce – ATG (lojas de grande porte); Vtex (lojas de médio porte); e Loja Integrada (lojas de pequeno porte).

Confira abaixo a lista completa de vencedores:

Melhores Lojas – Critérios Técnicos

Diamante Laranja: Submarino
Top 5 Diamante: Americanas.com, KaBuM!, Magazine Luiza, Submarino e Walmart
Ouro: Sépha
Prata: Oculum
Bronze: JF Sun Polarizados

Lojas Mais queridas – Votação Popular        

Diamante: Americanas.com
Alimentos e Bebidas: Delivery Extra
Bebês e Cia: RiHappy
Casa, Decoração e Jardinagem: Loja do Mecânico
Cosméticos e Perfumaria: Natura
Livros: Saraiva
Moda e Acessórios: Posthaus
Pet Shop: Petlove
Saúde: Drogasil

Top 5 Mais Votadas

Americanas.com, KaBuM!, Natura, Nerdstore e Saraiva

Melhores Executivos de E-commerce

Diamante: Carla Maria Mita Nogueira Schymura – Shopfácil
Ouro: Debora Capobianco – Privalia
Empreendedorismo: Tiago Dalvi – Olist

Melhores Plataformas de E-commerce

Lojas grande porte: Oracle Commerce – ATG
Lojas médio porte: Vtex
Lojas pequeno porte: Loja Integrada

Na votação popular, foram mais 1 milhão de votos contabilizados. A 14ª edição do Prêmio Ebit contou com o patrocínio de Rede, Dotz, PwC e Lomadee, além do apoio de 2Get, Impacta, Digitalks e Buscapé.

Veja a lista de vencedores no site da Ebit.

Consumidores de todo o Brasil já podem escolher suas prediletas do e-commerce. A votação para a escolha das Lojas Mais Queridas de 2016 será realizada até o dia 31, no site da Ebit, empresa referência em comércio eletrônico no Brasil. As vencedoras serão homenageadas durante o 14º Prêmio Ebit, que acontecerá no dia 16 de fevereiro, em São Paulo.

São nove categorias em disputa: Lojas Diamante (principal medalha Ebit); alimentos e bebidas; bebês e companhia; casa, decoração e jardinagem; cosméticos e perfumaria; livros; moda e acessórios; pet shop e saúde.  No total, 165 empresas de todas as regiões do país concorrem ao prêmio.

Vote na loja mais querida de 2016.

O CEO da Ebit, Pedro Guasti, afirma que o anúncio das lojas mais queridas é sempre o momento mais aguardado do Prêmio Ebit. “Essas lojas são premiadas diretamente pelo consumidor. E a satisfação do cliente é o componente mais importante para o sucesso de qualquer empresa, especialmente do e-commerce”, disse.

Para despertar o interesse do consumidor e conseguir vencer o prêmio mais importante do e-commerce brasileiro, as empresas usam as mais variadas estratégias, obedecendo o regulamento da premiação. Algumas optam por pedir apoio em seus canais nas redes sociais.

Outras, por sua vez, lançam mão de diversas aplicações para chamar a atenção do cliente e direcioná-lo para a página de votos. “Isso é motivo de muito orgulho. É um sinal que os mais importantes players do setor veem muito valor na premiação e no trabalho realizado pela Ebit”, afirmou.

Além do prêmio de votação popular, o Prêmio Ebit também homenageará as Melhores Lojas do E-commerce, as Melhores Plataformas e os Melhores Executivos do E-commerce, escolhidos por meio de critérios técnicos.

O pensador romano Horácio, que viveu entre 65 a.C e 8 a.C, já dizia que “a adversidade tem o efeito de despertar talentos que em circunstâncias prósperas teriam continuado adormecidos”. Viajando mais de 2000 anos no tempo e trazendo esse pensamento para a realidade atual da economia brasileira e, mais particularmente do e-commerce, pode-se afirmar que nunca esta frase fez tanto sentido quanto em 2016.

O ano foi desafiador para um setor que, por si só, já é extremamente competitivo: crise econômica e cenário político agitado, impactando diretamente no bolso e na confiança do consumidor e do empresariado. Se não bastassem esses pontos cruciais, mudanças nas regras de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o anúncio do fim do e-Sedex – uma liminar atualmente em vigor obriga a manutenção deste serviço pelos Correios – também colaboraram para deixar o ambiente do e-commerce ainda mais conturbado.

Essas dificuldades foram comuns para todo o varejo eletrônico brasileiro, mas alguns players souberam transpor os obstáculos melhor do que outros e vão reportar resultados robustos, mesmo em meio a tanta adversidade. Essas empresas lançaram mão de diversas táticas, como adoção de novas tecnologias e estratégias de marketing, novos canais de vendas inovadores e de CRM, ou ainda implementaram políticas para melhorar seus processos de gestão a acompanhar bem de perto o retorno sobre o investimento (ROI).

Não importa o método ou ferramenta escolhidos, o componente humano é e sempre será a parte mais importante deste e de qualquer negócio. Não existe mudança ou melhoria que se sobressaia no ambiente empresarial sem ter por trás uma equipe coesa. E mais do que isso: não há sucesso alcançado por um time sem a presença marcante de um líder.

O grande gestor é quem dá o tom da organização. Mais do que o reconhecimento por sua grande bagagem técnica sobre o negócio, ele se destaca por inspirar, engajar, transmitir credibilidade e entender que a sua equipe é o principal ativo da empresa.

Dessa forma, o mercado precisa reconhecer esses líderes que fizeram a diferença em 2016 e premiar seus cases de sucesso. Pensando nisso, o 14º Prêmio Ebit, a principal premiação do varejo eletrônico nacional, homenageará pela primeira vez os verdadeiros responsáveis pelo sucesso das empresas e não apenas estas como um todo.

Podem concorrer ao troféu os CEOs, CMOs e diretores de Inovação das lojas virtuais conveniadas à Ebit e certificadas com as medalhas Diamante e Ouro. Criamos ainda uma terceira categoria para premiar os empreendedores de startups, para consagrar a importância dessas empresas, que são fontes quase inesgotáveis de inovação para o e-commerce.

A Ebit espera que esse prêmio seja um grande marco nas carreiras de seus vencedores. Se você é líder e fez a diferença, inscreva-se até 13 de janeiro. Você já agrega valor para o seu time e para a sua empresa, mas pode também escrever seu nome na história do e-commerce brasileiro.

Bom resultado da Black Friday deve continuar impulsionando vendas no final de semana e na Cyber Monday

O e-commerce faturou R$1,9 bilhão na Black Friday 2016, alta de 17% na comparação com 2015. O número de pedidos cresceu 5%, para 2,23 milhões, enquanto o tíquete médio foi de R$653, 13% maior do que no ano passado. O levantamento leva em conta as compras feitas entre às 0h e 23h59 desta sexta-feira (25).

Somado ao faturamento das quatro horas de quinta-feira (24), quando os principais e-commerces iniciaram suas promoções, o faturamento foi de R$2,06 bilhões, em linha com a previsão da Ebit, de R$2,1 bilhões para a edição de 2016.

“Os varejistas se prepararam antes e anteciparam muitos descontos das categorias mais buscadas pelos consumidores e isso acelerou parte das vendas para a quinta-feira, mas os picos de consumo continuaram acontecendo na madrugada de sexta-feira, especialmente entre às 0h e 1h”, disse Pedro Guasti, CEO da Ebit.

O expressivo crescimento de 2016 mostra duas coisas, segundo Guasti. “A Black Friday está cada vez mais consolidada no calendário brasileiro do varejo e o crescimento do número de e-consumidores ativos, que subiu 17%, para 1,955 milhão, dos quais 281.264 usuários novos que fizeram sua primeira compra na internet”, diz o CEO da Ebit, Pedro Guasti.

A alta no tíquete médio deve-se principalmente a maior participação de itens de maior valor agregado, porém potencializou uma mudança de comportamento do consumidor. “A crise econômica acabou ajudando a atrair novos consumidores que antes compravam produtos de maior valor agregado somente no varejo físico”, afirma.

Pedro Guasti acredita que o sucesso da Black Friday deve refletir-se também nas vendas do final de semana e na segunda-feira, conhecida como “Cyber Monday”. “A tendência é que os varejistas que ainda possuem estoque prolonguem suas promoções, praticando descontos semelhantes aos concedidos na noite de quinta-feira (24) e sexta-feira (25). 

Confira o ranking das cinco categorias mais vendidas durante a Black Friday 2016
(em volume de pedidos):

Categoria:
1o. Eletrodomésticos
2o. Telefonia/Celulares
3o. Moda e acessórios
4o. Eletrônicos
5o. Informática

Confira o ranking das cinco categorias mais vendidas durante a Black Friday 2016
(em volume financeiro):

Categoria:
1o. Eletrodomésticos
2o. Telefonia/Celulares
3o Eletrônicos
4o Informática
5o. Casa e Decoração

Entre os dados apresentados pela Ebit, destaca-se o aumento de 31% dos consumidores virtuais ativos no período ante os seis primeiros meses de 2015. Compras realizadas por smartphones e tablets representam 18,8%, na média do semestre; em junho, chegou a 23%

34º Ebit WebShoppers já está disponível para download, o principal relatório sobre o setor no Brasil. Nesta edição, o estudo informa que no primeiro semestre de 2016 as vendas pela Internet alcançaram um faturamento de R$ 19,6 bilhões, o que representa um crescimento nominal de 5,2% na comparação com o mesmo período no ano passado.

Diversos são os fatores que influenciaram este crescimento do volume financeiro movimentado pelos sites de comércio eletrônico. Entre eles estão:

  • Aumento de 7% no valor do tíquete médio, ficando em R$ 403,46, crescimento puxado pela alta de preços registrada pelo Índice FIPE/Buscapé;
  • Maior participação das classes AB;
  • Manutenção das vendas de categorias de produtos de maior valor, como “Eletrodomésticos” e “Telefonia/Celulares”.

Ainda podemos acrescentar a esse resultado outros motivos que colaboraram.  O aumento de 31% em consumidores virtuais ativos, aqueles que realizaram pelo menos uma compra no período, chegando a 23,1 milhões. E o forte crescimento das vendas via dispositivos móveis, que tiveram 18,8% em participação média no semestre e, em junho, representaram 23%.

“Todos esses fatores somados tiveram influência para que o faturamento registrasse um índice positivo, mesmo com um cenário de retração do varejo como um todo no atual momento do País. Mas as vantagens que a compra online oferece também é motivo de atração aos consumidores que desejam fazer uma compra mais qualificada pagando menos”, avalia o CEO da Ebit, Pedro Guasti.

Veja também:

Os números do mercado de E-commerce

No entanto, com o aumento do desemprego e enfraquecimento das compras feitas pela classe C, houve queda de 2% no volume de pedidos na comparação com o ano anterior. No total, foram contabilizados 48,5 milhões de encomendas virtuais. Por outro lado, a renda média familiar dos consumidores online aumentou em 11%, alcançando R$ 5.174.

Neste semestre verificou-se uma mudança no comportamento dos consumidores em relação à preferência dos produtos adquiridos. A categoria “Livros, Assinaturas e Apostilas” (14%) assumiu a liderança em volume de pedidos, seguida por “Eletrodomésticos” (13%), “Moda e Acessórios” (12%, que estava à frente desde a primeira metade de 2013), “Cosméticos e Perfumaria /Cuidados Pessoais/Saúde” (12%) e “Telefonia/Celulares” (9%), nesta ordem.

“Apesar de um começo de ano com menor ritmo nas vendas, a Ebit registrou uma melhora na confiança do consumidor, o que garantiu uma retomada das transações nos últimos meses. A expectativa é de que o crescimento do e-commerce seja maior no segundo semestre potencializado, principalmente, pela Black Friday e Natal”, comentou o COO da Ebit, André Dias.

A estimativa de vendas até o final do ano se mantém de acordo com o previsto pela Ebit no começo de 2016. O faturamento deverá totalizar R$ 44,6 bilhões, um crescimento nominal de 8% ante 2015. O número de pedidos poderá chegar a 106,5 milhões, próximo ao apresentado no ano passado.

O ciclo de compra na Internet

Em pesquisa especial da Ebit realizada com 7.809 consumidores, entre 3 de junho e 11 de julho de 2016, sobre o ciclo de compra na Internet, uma pergunta abordava quais produtos foram comprados no e-commerce nos últimos três meses. Celular/smartphone foi o campeão, com 26% da preferência, seguido por Moda Feminina/Acessórios (19%), Moda Masculina/Acessórios (15%), Perfume (12%) e Esporte e Lazer (11%).

Analisando o item líder em vendas, verificou-se que em média as pessoas demoram 16 dias para tomar a decisão de adquirir um celular/smartphone. Dos consumidores que procuram este produto, 37% já buscam informações apenas na Internet antes de fazer a compra e apenas 3% não pesquisaram em nenhum canal.

“Cada vez mais estamos vendo uma migração do consumo do varejo físico para o virtual. Isso porque as compras online podem ser mais planejadas, pois possibilitam que o consumidor compare mais facilmente produtos e preços em diversas lojas, antes de fechar seu pedido. E isso lhe garante mais economia e satisfação”, assinala Guasti.

Questionados sobre os fatores de indução de compra, ainda no caso desse produto de preferência, os respondentes indicaram preço (57%), qualidade (50%) e frete grátis (23%) como os que mais levam em consideração no momento de decisão.

Em relação ao NPS® (Net Promoter Score®), indicador que mede a satisfação e fidelização do cliente, pode-se perceber uma evolução gradativa nos últimos meses. Uma das causas foi a queda no volume de atraso na entrega, de 8,6% para 7,7% dos pedidos. Se em dezembro do ano passado o índice sofreu uma queda, logo houve uma retomada, saindo de 59,7% naquele mês, alcançando 61,6% em março e chegando a 64,4%, em junho deste ano.

Pesquisa com FecomercioSP

O Estado de São Paulo é o que tem maior faturamento no comércio eletrônico no Brasil. E no primeiro trimestre de 2016 atingiu R$ 3,6 bilhões, segundo pesquisa da FecomercioSP em parceria com a Ebit para o relatório WebShoppers.

A quantia representa, porém, uma queda real de 7,4% na comparação com os R$ 3,9 bilhões registrados no mesmo período de 2015. A região Sudeste é também a mais forte em participação nas vendas (Ebit), detendo no primeiro semestre 64,5% do todo.

Apesar da retração no início do ano, a perspectiva pelas entidades é de melhora nas vendas do varejo geral no segundo semestre, com a retomada dos investimentos e reaquecimento da economia e, por consequência, maior confiança também do consumidor. Datas como Black Friday e Natal também deverão colaborar com um melhor desempenho do setor, fazendo com que 2016 termine melhor do que começou.

Índice FIPE/Buscapé detecta alta menor devido ao câmbio

No primeiro semestre de 2016, a alta dos preços no varejo continuou a atingir também o comércio eletrônico brasileiro.

No entanto, a variação acumulada positiva de 2,83% registrada pelo Índice FIPE/Buscapé foi menor que a apontada no mesmo período do ano anterior, de 3,73%. Muito por conta da menor pressão do câmbio sobre os preços dos produtos e componentes importados, que têm grande peso no setor.

Para ter acesso ao relatório completo, basta acessar o site da Ebit e fazer o download gratuito em www.ebit.com.br/WebShoppers.

Foram cerca de 4 milhões de pedidos para o Dia dos Pais com tíquete médio de R$ 441, valor 9% maior que em 2015

O Dia dos Pais colaborou no aumento das vendas pela Internet nos dias que antecederam a data, 14 de agosto, registrando crescimento nominal de 12% no faturamento do setor, na comparação com 2015. Entre 30 de julho e 13 de agosto, os e-consumidores foram responsáveis por aproximadamente 4 milhões de pedidos efetuados, que geraram receita de R$ 1,76 bilhão para as lojas virtuais.

O valor do tíquete médio foi de R$ 441, um aumento de 9% em relação às vendas do período no ano passado. A pesquisa apontou que as categorias que tiveram maior volume de encomendas foram “Moda e Acessórios” (16%), “Livro/Assinatura de Revistas” (13%), “Telefonia/Celulares” (12%), “Eletrodomésticos” (12%) e “Cosméticos e Perfumaria/Saúde” (11%).

“Com esse resultado, estamos assistindo a uma gradual recuperação das vendas após um começo de ano difícil para o setor. Tivemos avanços positivos também nos Dias das Mães e dos Namorados, apresentando crescimento de dois dígitos”, analisa Pedro Guasti, CEO da Ebit.

O perfil dos consumidores online que compraram produtos pela Internet nas duas semanas que antecedem o Dia dos Pais traz, entre as informações levantadas, 53% de participação feminina e 47%, masculina. As regiões pelo País que mais consumiram foram Sudeste (61%), Sul (17%), Nordeste (12%), Centro-Oeste (8%) e Norte (3%).