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O mercado fashion na internet tem se tornado cada vez mais competitivo. Basta jogar uma palavra-chave no Google, como por exemplo, “Vestidos estampados”, e você vai perceber como é grande a variedade de lojas e sites que disputam pela atenção dos internautas. Líder de faturamento no e-commerce brasileiro há anos, a categoria mostra ser uma das melhores áreas para investir no segmento.

Como fazer, então, para diferenciar seu e-commerce de moda da forte concorrência? A gerente de vendas Renata Batista, da Stylight Brasil, compartilhou 3 grandes dicas para quem trabalha com negócios digitais de moda. Confira:

1- Identifique suas buyer personas

Se o seu e-commerce ainda não tem uma persona, é hora de começar a trabalhar nisso desde já. O conceito de público-alvo é muito genérico e não ajuda muito no planejamento estratégico da empresa. Mulheres de 18 a 35 anos não é suficiente.

Qual é a renda mensal da consumidora? Quais revistas ela lê? Quais redes sociais ela utiliza mais? Essa consumidora prefere experimentar mais com o próprio estilo ou procura itens de qualidade, mais caros? Investir tempo em pesquisa gera mais resultados a longo prazo.

2- E o mobile?

Há muitos e-commerces que simplesmente não podem ser acessados via celular. Ou as imagens ficam distorcidas, ou o texto da página fica cortado… Ou, pior ainda: A fonte é pequena demais e o consumidor mal pode clicar nos produtos. Adapte o seu site para que o internauta possa acessá-lo com o celular.

Depois que o Google anunciou que o tráfego mobile ultrapassou o do desktop em 10 países diferentes no ano de 2015, não é mais preciso justificar a importância desse investimento, não é mesmo?

3- Cuide (mesmo) das redes sociais

Temos uma equipe responsável apenas pela parte de conteúdo e curadoria das redes sociais. Depois de começar a investir mais tempo nisso, tivemos ótimos resultados: tanto feedback dos clientes sobre a nossa atenção ao consumidor, quanto o tráfego direcionado das redes para o nosso site melhoraram muito.

Tomar conta do Facebook, Twitter, Instagram e do YouTube demanda tempo, planejamento e bastante criatividade. Mas em um país onde 47% da população tem um perfil nas redes sociais, é fundamental utilizar essas ferramentas para se comunicar bem com o público.

Entrevista

renata-batistaRenata Batista é Business Development Manager para o Brasil da plataforma Stylight. Ela trabalha diretamente na sede da empresa em Munique, Alemanha.


Em primeiro lugar gostaria de apresentar a Stylight para poder, acima de tudo, esclarecer nossas respostas. Nossa empresa é sediada em Munique, na Alemanha, e existe desde 2008. A Stylight é uma plataforma virtual de moda e lifestyle presente em 15 países.

No nosso site, o internauta pode pesquisar por produtos de diferentes marcas nacionais e internacionais de maneira rápida e segura. A Stylight é um agregador (ou marketplace), ou seja, o internauta sempre finaliza as compras no site da loja, não no nosso, pois não comercializamos nenhum produto diretamente. O diferencial da nossa plataforma é a parte de conteúdo.

Além de termos duas magazines (uma em alemão e outra em inglês – a versão brasileira deve ser criada ainda esse ano), nós também trabalhamos com campanhas de conteúdo, como infográficos, imagens e vídeos dentro da temática fashion.

Agora, vamos às perguntas:

1) Por que investir mercado brasileiro?

A Stylight começou a investir no mercado brasileiro em Fevereiro de 2014. Como os planos da empresa envolvem a expansão global dos negócios, o que mais fazia sentido era começar pelo Brasil, dentro da América Latina.

A Stylight também decidiu investir no nosso país porque o e-commerce fashion local é bem forte e conta com grandes nomes estabelecidos no mercado, como Shop2gether, Zattini, Oqvestir, etc.

2) A crise econômica não preocupa?

A crise econômica é um desafio sim, mas o e-commerce de moda está em um setor que, apesar da instabilidade econômica, se consolida cada vez mais no Brasil.

O fato de estarmos presentes em mais 14 mercados também é uma coisa que fortalece a nossa empresa a nível global, além de ajudar na captação de investimentos para os mercados locais, o que é uma grande vantagem para nós agora.

3) Moda é a maior categoria do e-commerce brasileiro (em volume de vendas). Dada a importância do setor no Brasil, como fazer para se diferenciar da concorrência?

Nossa principal resposta para essa pergunta é: conteúdo de qualidade. Na Stylight, temos duas magazines que combinam a parte de compras com inspiração (notícias sobre moda e lifestyle). Produzimos artigos, infográficos, imagens, vídeos e outros diversos tipos de conteúdo que ajudam a inspirar a leitora na hora de fazer compras.

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Os Minionistas, a Stylight transformou os maiores nomes da moda em Minions.

Um site com conteúdo de qualidade é bom não só para o bom posicionamento em termos de SEO, mas também porque cria um engajamento com o público e faz uma grande diferença nas vendas.

Nossa ideia é expandir as magazines para todos os países que a Stylight está presente até o fim do ano. Além das magazines, nós também temos um time responsável por Content Marketing, que produzem as nossas campanhas de conteúdo (materiais produzidos específicos para a web que nos ajudam a divulgar o nome da empresa para a mídia).

Um caso de sucesso nosso foi o dos Minionistas (transformamos os maiores nomes da moda em Minions). O material foi utilizado em 54 países, e publicado em 11 Elles e 5 Cosmopolitans ao redor do mundo. Essa campanha teve um reach de 80 milhões de pessoas e foi até compartilhada nas redes sociais por Victoria Beckham, Karl Lagerfeld e Marc Jacobs.

4) Quais os desafios de trabalhar para o Brasil, mas a partir do mercado europeu? Há diferenças substanciais ou as estratégias de e-commerce são as mesmas?

É desafiador trabalhar para o Brasil a partir do mercado europeu. A maior dificuldade é, embora seja óbvio, a distância. No Brasil, participar de reuniões presenciais é super importante para fechar parcerias, por exemplo. Como estamos longe, nosso time procura fazer viagens frequentes ao Brasil, além de manter contato por telefone, Skype e e-mail com a imprensa e parceiros.

Quanto às diferenças, podemos citar o fato de que no Brasil, nós ainda focamos muito em vendas quando falamos de Marketing. Enquanto isso, na Europa, fatores como a visibilidade da empresa na mídia, o engajamento nas redes sociais e outros aspectos da parte de Comunicação e Marketing são igualmente importantes no que concerne ao planejamento estratégico da empresa.

5) Quais são as regras exigidas pela Stylight para uma loja expor os produtos dentro do marketplace de vocês?

Há algumas regras básicas, como por exemplo: o website deve ser de boa qualidade, seguro, os produtos precisam ser mostrados em imagens com fundo claro, além de outras regras mais específicas em relação à feed url, o número de produtos no site e etc.

6) Qual é o objetivo de investir em revistas eletrônicas? Como isso agrega valor ao produto da Stylight?

Como eu havia citado acima, as magazines foram criadas porque aliar conteúdo e compras tem tudo a ver. Quando uma internauta busca por um produto na internet, como uma calça, por exemplo, ela quer não só pesquisar preços e fazer a compra. A internauta quer dicas de como utilizar essa calça, qual sapato combina com ela, além de mais informações sobre o produto.

A prova disso é o fato de que muitas marcas passaram a investir em fotos com a modelo de corpo inteiro no próprio site, ao invés da imagem do produto apenas. A parte de conteúdo entra justamente para apresentar esse contexto da compra para a consumidora. Nós trabalhamos não apenas com produtos, nós trabalhamos com tendências.

7) Quais são as tendências para o mercado fashion em 2016?

Em termos de e-commerce, a gente tem visto um crescimento muito rápido do mobile, que já corresponde a uma grande porcentagem do nosso tráfego total aqui da Stylight. Outra tendência bem interessante é que as empresas passaram a investir mais em conteúdo corporativo.

Não só a Stylight, como também outros e-business, começaram a enxergar um potencial muito maior nos blogs empresariais, do que há alguns anos atrás. Quando se trata de fashion e-commerce, o fortalecimento do mercado plus size (e da diversidade na moda de forma geral, representando padrões de beleza diferentes), pode ser apontada como uma das tendências.

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O Brasil é o único país da América Latina a figurar no ranking dos dez maiores mercados de e-commerce. O fim da desconfiança por parte do consumidor assim como os avanços do setor são os temas centrais da entrevista do jornalista Adalberto Piotto comigo.

Conheça um pouco mais sobre a história dos 20 anos de e-commerce no país. Assista o vídeo com a entrevista completa:

Esta imagem acima não é uma propaganda, muito menos estamos recebendo do Itaú por este post. Na verdade é uma propaganda, mas a ideia aqui é mostrar o case de uma comunicação conceitual e “responsável”. Parte do posicionamento com unidade dos canais de comunicação do Itaú.

Conteúdo MUITO relevante para todos interessados em Marketing de Conteúdo. O Cassio Politi, do excelente blog da Tracto Content Marketing entrevistou o Superintendente de Marketing do Itaú. O profissional contou a estratégia muito interessante do Itaú que tem trabalhado a relação com seu público através de conteúdo.

A marca pode ser considerada uma verdadeira referência em Content Marketing no Brasil hoje. Case dos bons de marca grande brasileira investindo forte no conceito. Um bom exemplo? Coisas simples e relevantes como este infográfico com 10 dicas para uma compra online segura.


Por Cassio Politi para o Blog da Tracto. Transformar qualquer marca numa empresa de mídia é o desafio de empresas que se aventuram em content marketing. O Itaú é um exemplo tipicamente brasileiro de como uma empresa grande pode assimilar essa cultura e, por isso, a entrevista desta semana é com o Superintendente de Marketing Eduardo Tracanella.

Um erro comum de content marketing é a comunicação em silos. Ou seja, o conteúdo de marca tem abordagem distinta da campanha publicitária, que por sua vez diverge da comunicação institucional e por aí vai. A comunicação do Itaú faz o oposto disso: segue a mesma linha em redes sociais mais populares, YouTube, revista impressa e canais e ações pontuais. E faz uma combinação balanceada entre a construção de audiência própria e mídia paga.

O que talvez torne o Itaú um exemplo a ser observado não é exatamente a escolha de canais — que nem é tão grande —, mas a consistência da mensagem que os permeia. A mensagem “Isso Muda O Mundo” faz com que um banco, cuja natureza da atividade sugere uma relação fria com o público naturalmente, consiga criar vínculos emocionais. Como?

Sendo útil a partir do momento em que educa o público; e sendo consistente ao aplicar a técnica de storytelling de marca (falamos disso num podcast neste ano), que começa a ganhar força no Brasil.

Entrevista com Eduardo Tracanella do Itaú. Ouça

A entrevista na íntegra com Tracanella, com duração de 19 minutos, está disponível abaixo.


Cassio é autor do livro Content Marketing – O Conteúdo que Gera Resultados e é o único jurado brasileiro do Content Marketing Awards, principal prêmio do mundo relacionado a essa atividade. Já prestou consultoria e ministrou cursos em 25 estados. Twitter: @tractoBR.

Entrevista. Nesta segunda-feira, o Mundo do Marketing publicou uma entrevista com Pedro Guasti falando sobre investidores e o mercado de E-commerce. Destaque para o fechamento das atividades do Carrefour Online (Por que o Carrefour fechou?) e da Shoes4You, clube de assinaturas de sapatos.

Tudo indica que o mercado não está muito amigável para as startups digitais. Fato é que os investidores estão mais rigorosos atrás de resultados. A euforia não passou, porém o mercado parece amadurecido, e mais do que isso, a necessidade é que o negócio rentabilize à curto prazo. Cade o ROI?

Pedro Guasti: Investidores estão mais rigorosos“O Brasil já esteve nesta onda, quando muitas empresas queriam apostar no país para crescer. Hoje muitos entenderam a realidade do nosso mercado, que é extremamente complexo, tem muita interferência do governo, problemas legais, fiscais, e quando se pega uma empresa internacional, o custo Brasil, problemas de infraestrutura e questões tributárias realmente são um obstáculo”

Pedro Guasti é Diretor Geral da E-bit
e Vice Presidente de Inteligência de Mercado do Buscapé Company.

Confira a entrevista completa com Guasti:

Mundo do Marketing: No caso da Shoes4You, os investidores subestimaram realmente o cenário brasileiro ou o e-commerce vai passar por um novo momento no país?
Pedro Guasti: O mercado de e-commerce pode ser separado em empresas que estão testando novos modelos e outras que atuam no varejo mais amplo. No primeiro grupo, enfrenta-se a questão de mudança de hábito do consumidor e também se vai haver aderência do público ao negócio proposto. Isso aconteceu com clubes de compras e compras coletivas.

O modelo da Shoes4You era bastante arrojado, pois envolvia também teste de conceito e teste de produtos. Não é como, por exemplo, uma assinatura de ração de cachorro. Com sapatos, a relação com o consumidor é um pouco diferente, principalmente no caso do público feminino. A mulher quer ver, tocar e experimentar o produto. Era uma aposta e talvez o investidor tenha cansado de colocar dinheiro nesta aposta. Talvez eles não tenham conseguido atingir um número razoável de assinantes ou a rentabilidade estivesse baixa.

Mundo do Marketing: A justificativa para o fechamento é de que uma parcela de 25% dos assinantes não estavam pagando a assinatura, mas por uma questão de falha de comunicação, estas pessoas continuavam a receber os sapatos.
Pedro Guasti: É muito estranho. Talvez eles tenham subestimado a questão do cancelamento, mas o problema operacional é de responsabilidade de quem está à frente desta gestão. É preciso prever este tipo de cancelamento e isso faz parte do modelo de negócios. É assim em qualquer empresa. Não posso afirmar que esta foi a causa, mas é uma possibilidade. Falando de varejo, isso vem acontecendo principalmente para os grandes varejistas que nasceram no offline, mas estão com canais no online. Eles entraram no digital com estratégias muito fortes de aquisição de clientes. O objetivo é trazê-los para a base oferendo parcelamento, frete grátis, compras sem juros e depois se resolve como melhorar a margem.

Este modelo funcionou bem até 2010, 2011, mas a partir daí o mercado entrou em um novo nível de cobrança. A questão era: temos base, temos cliente, mas e o dinheiro? Então podemos dizer que desde 2012, o mercado ficou mais racional com relação a investimentos. Se não há ROI, estes investimentos não são aprovados. Algumas lojas abriram mão de continuar crescendo acima do mercado e passaram a buscar rentabilidade. Crescimento sem rentabilidade não é mais uma alternativa.

Mundo do Marketing: Por conta deste cenário, teremos mais lojas fechando?
Pedro Guasti: Não devemos colocar no mesmo grupo as startups e o varejo tradicional. Para as startups que estão testando novos modelos, é sempre possível um maior índice de fechamento. Mas para as lojas que estão trabalhando com o conceito de omnichannel, a situação é outra. Acho pouco provável que isso aconteça com elas.

Mundo do Marketing: O caso do Carrefour foi isolado?
Pedro Guasti: Sim, este foi um caso a parte. Ele tem um momento internacional de buscar rentabilizar os ativos, aumentar suas margens, lá fora venderam operações e, provavelmente, o seu e-commerce não era rentável ainda. Se olharmos tendências internacionais, o varejo busca a sinergia entre canais.

Mundo do Marketing: A questão do ROI realmente faz com que os investimentos estejam menores devido à situação internacional?
Pedro Guasti: Sim. O dinheiro de fundos e de venture capital está muito mais seletivo. O Brasil já esteve nesta onda, quando muitas empresas queriam apostar no país para crescer. Hoje percebemos que muitos entenderam a realidade do nosso mercado, que é extremamente complexo, tem muita interferência do governo, problemas legais, fiscais e, quando se pega uma empresa internacional, o custo Brasil, problemas de infraestrutura e questões tributárias realmente são um obstáculo.

Mundo do Marketing: Lá fora se consegue operar um e-commerce com uma estrutura menor que no Brasil. Isso procede?
Pedro Guasti: De fato, porque lá há escala. Se pegarmos a Amazon, por exemplo, quase todos os seus processos são automatizados. Mas o investimento se paga porque lá existe escala.

Mundo do Marketing: Em 2011 havia uma euforia no e-commerce. Esta euforia acabou?
Pedro Guasti: Não acabou, mas reduziu a temperatura. Continuam existindo investidores querendo colocar dinheiro em novos negócios, mas a questão é que os fundos buscam negócios mais sustentáveis, diminuiu-se a velocidade destes investimentos e estão mais seletivos e conscientes.

Entrevista realizada por Por Bruno Mello e Bruno Garcia para o Mundo do Marketing.