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Estados Unidos

Por Renann Mendes e Keine Monteiro. A liderança do e-commerce mundial está em novas mãos. Os resultados de 2013 oficializaram pela primeira vez os Estados Unidos em segundo lugar no ranking mundial de vendas do e-commerce. E levando em consideração os números de 2014 e suas projeções, esta parece ser a nova realidade. Esta realidade se chama China.

Os números de crescimento da China são impressionantes. Segundo dados do eMarketer, chegou à 47% de crescimento em 2013 e 426,26 bilhões de dólares em vendas em 2014.

Conforme a projeção para 2018, os números devem superar assustadores 1 trilhão de dólares (U$ 1.011.280.000.000,00), quase o total de vendas do E-commerce mundial de hoje (1,221 trilhões segundo o eMarketer). Para se ter ideia, os Estados Unidos em 2014 registrou U$305,65 bilhões de dólares em vendas e a projeção para 2018 registra “apenas” U$493,89 bilhões. Mais que isso, os Estados Unidos devem superar os números de 2014 da China apenas em 2017!

A líder China - Vendas da China no E-commerce

Neste ranking do e-commerce mundial o Brasil está bem colocado. Um honroso 10º lugar à frente de qualquer país da América Latina. Porém, quando comparados com os líderes, em faturamento ainda somos mais de 20 vezes menores do que a China. Veja mais sobre os números gerais do e-commerce no Brasil.

A líder China - China vs. Estados Unidos vs. Brasil

Quando comparados à outros grandes com crescimento significativo (como Estados Unidos, Alemanha e Brasil), a China também fica bem à frente, mesmo nas estimativas. É possível verificar que a tendência é que a liderança aumente. Veja:

A líder China - Crescimento de vendas no e-commerce

Cross-border

Se pensarmos que o e-commerce representa hoje apenas 10% de todo o varejo chinês, é possível entender o potencial deste mercado. O grande ponto é que a China não se limita ao seu gigantesco território e população. O crescimento conta com uma boa parcela de exportações. A área de Cross-border é o foco por permitir um rápido crescimento.

“Impulsionada por novas tecnologias e modelos de negócio inovadores, a indústria de e-commerce tornou-se um dos novos motores para o desenvolvimento econômico na China e ajuda as empresas chinesas à explorar o mercado internacional”. Explicou Li Jinqi, diretor do bureau do e-commerce no Ministério do Comércio da China no China Conference 2014.

O governo chinês já tem feito sua parte. Têm incentivado as vendas online internacionais, diminuindo impostos e fornecendo linhas de crédito atraentes para promover a expansão das lojas.

Segundo o The Paypers, hoje 17,2% das vendas chinesas são para os Estados Unidos, 16,3% para o Reino Unido e 15,8% para Hong Kong. O país ainda exporta para Brasil, Índia, Alemanha, França, Rússia, Japão e Coreia do Sul.

Não é à toa que, segundo a ComScore,  a Alibaba.com já é a sétima loja virtual mais acessada pelos brasileiros. O site, assim como muitos outros já conta com versão em português. No Brasil, de 2011 para 2012, o crescimento de encomendas vindas da China, cresceu 47%, de 2013 para 2014 o salto foi ainda maior, 87%! Vendas “capitaneadas” pela gigante Alibaba.com.

Este cenário é registrado principalmente pelos preços dos produtos bem abaixo dos registrados no Brasil. O governo brasileiro já sentiu com este crescimento e reagiu aumentando a tributação destes produtos importados. Porém seria esta a melhor estratégia?

Você, por exemplo, já comprou da China? Entende que o Brasil poderia prosperar com um incentivo maior do governo? Dificultar as transações vindas da China ou facilitar os empresários que trabalham no Brasil? Compartilhe sua opinião!

A Black Friday é a principal ação de vendas do ano nos Estados Unidos, acontece sempre na sexta-feira precedida pelo feriado de Ação de Graças. Segundo a Wikipedia, o termo surgiu quando a polícia da Philadelphia denominou Black Friday o caos gerado com filas e congestionamentos pelos altos descontos e início de compras de Natal após o dia de Ação de Graças. Porém, outras fontes dizem que na Economia a cor preta significava um período de conforto financeiro para lojistas, e a vermelha valores negativos.

Fato é que diante do sucesso da ação de altos descontos nos Estados Unidos, outros países também adotaram a data. Hoje no mesmo dia do ano, Canadá, Austrália, Reino Unido, Portugal, Paraguai e o Brasil já colhem os frutos da tradição importada.

Muito se fala que no Brasil, a data nada mais é do que uma grande fraude. Encontra-se facilmente inúmeras piadas com a Black Fraude, fruto de ações mal feitas de lojistas no passado. Porém, analisando os números podemos concluir que não é bem assim.

Em 2014, a Black Friday nos Estados Unidos cresceu mais 26% em relação ao mesmo dia de 2013, enquanto a brasileira registrou um crescimento de mais 51% neste ano. Números expressivos e que registram pela primeira vez mais de 1 bilhão de reais em vendas em um único dia (R1,16 bi).

No gráfico comparativo abaixo produzido em parceria com a Universidade Buscapé Company (dados de E-bit, Statista e ComScore), podemos ter uma visão mais precisa dos números significativos que a Black Friday no Brasil conquistou. No demonstrativo, convertemos os valores de faturamento dos Estados Unidos para a média do valor anual do Dólar em Reais. Para assim, termos a noção exata da relevância dos números gerados pelas lojas virtuais do Brasil.

Os números do E-commerce na Black Friday do Brasil são realmente bons?

Note que os valores atingidos pelas vendas dos E-commerces no Brasil em 2014 já se aproximam dos resultados obtidos pelo mercado americano em 2011. Se levarmos em consideração que os números há dois anos atrás eram totalmente inexpressivos (comparando com o mercado dos Estados Unidos), a expectativa de crescimento para os próximos anos é animadora.

Ainda destaco que nos Estados Unidos a participação do m-commerce (vendas realizadas através de dispositivos móveis) representou quase 1/3 (30,3%) do total das vendas. No Brasil a participação do m-commerce foi de 7%. Lembro que em junho de 2013 a participação foi de apenas 3,6% (conforme divulgado na época pelo Relatório WebShoppers 30).

Um indicador negativo importante, até então inesperado pelos americanos foi o retorno obtido através das mídias sociais, apesar da Black Friday ter sido muito mencionado em Facebook, Twitter, Instagram e Pinterest o retorno foi extremamente baixo: apenas 1,7% das vendas.

Levando em consideração toda esta estatística é muito simples concluir que a Black Friday já é a mais importante data para nosso Comércio Eletrônico com números excepcionais. A resistência de alguns tende a diminuir com o comprovado sucesso de vendas. E você? Acha que ainda falta alguma coisa para a nossa Black Friday?

Obs.: A Forbes divulgou um crescimento de 20,6%, já a Statista.com, que utiliza dados da ComScore divulgou o crescimento de 26% nos Estados Unidos.

Fontes de informações: E-bitStatista, Forbes, Bloomberg e Mashable.