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Marketing digital pode ser crucial para alavancar negócios, mas é preciso cuidado na hora de planejar; evite deslizes

Com o aumento dos usuários de internet e a maior interação entre eles, o marketing digital tornou-se a principal aposta das empresas para potencializar negócios e tornar a marca mais conhecida. Através de um planejamento, a empresa define quais as metas que quer alcançar para atingir seus consumidores e, com isso, divulgar uma determinada marca, serviço ou produto.

Segundo a pesquisa Media Trends 2017, realizada pela RockContent, 92,1% das empresas estão presentes nas redes sociais, sendo a intenção da maior parte delas divulgar suas marcas (77,4%), seguida por engajar sua audiência (63,2%).

O marketing digital é capaz de transformar negócios que não faturam muito em negócios milionários, desde que seja dada a devida atenção a cada tipo de mídia e canal. Por mais que diversas mídias conversem entre si, cada uma precisa de uma estratégia específica.

Embora existam muitas estratégias e diferentes possibilidades para conectar-se com seu público, a sobrecarga de mensagens pode impedir que se chegue aos resultados desejados.

Não há um momento exato para saber a hora certa de abandonar uma estratégia de marketing, mas usando as métricas corretas, é possível saber quando o desempenho é inferior ao esperado, e, a partir daí, definir qual será a ação a ser tomada: abandoná-la ou aprimorá-la.

Veja a lista com os cinco maiores erros na hora da empresa traçar sua estratégia de marketing, e saiba como evitá-los:

Não saber quem são seus clientes

Tentar vender para todos ou para as pessoas erradas não trará os resultados almejados.

É preciso conhecer seus clientes, segmentá-los e entender se essas pessoas são ou não são os clientes certos para sua empresa ou marca. Coletar dados como padrões comportamentais, motivações, objetivos, renda e área ocupacional são muito importantes para saber a buyer persona do seu segmento.

Não pesquisar o suficiente

Após descobrir qual é a buyer persona do seu negócio, é necessário pesquisar se a campanha que será trabalhada atingirá os canais e o público corretos.

É comum uma empresa errar o alvo e irritar seu público, e que às vezes as melhores ideias podem não atingir as pessoas da forma esperada. É fundamental completar as informações sobre a persona com pesquisas de mercado que mostrem que sua mensagem e o canal que utilizará são adequados.

Utilizar métricas de sucesso erradas ou irreais

Há muitos indicadores para o marketing digital: aumentar o reconhecimento da marca; elevar as vendas; conversões aprimoradas; maior engajamento do cliente. Mas cada métrica deve estar alinhada ao objetivo, para que não haja erro nos dados.

A escolha inadequada da métrica pode criar percepções confusas e irreais. O melhor a fazer é pesquisar qual é a mais apropriada e utilizá-la em campanhas individuais.

Transmitir mensagem errada

Quanto maior o público para o qual será transmitido um conceito ou uma ideia, mais elaborada deve ser a mensagem.

Uma mensagem mal interpretada pode gerar erros catastróficos para uma marca. É difícil se recuperar de uma mensagem errada, especialmente quando você irrita o seu público.

Divulgar conteúdo na hora errada

É preciso entender a atividade do público-alvo da empresa, e como ela muda ao longo dos dias, semanas e meses. É possível criar uma campanha perfeita, mas que não trará tantos resultados tanto se fosse lançada em outro momento.

Um conteúdo eficaz, divulgado no tempo certo, pode resolver os principais pontos que você tem a melhorar em suas métricas. Para isso, existem muitas ferramentas que podem ser utilizadas, que indicam os melhores horários para enviar e-mails, tweets ou fazer posts no Facebook.

Com a recém-chegada da Amazon ao mercado de marketplace brasileiro, muito especulou-se sobre o futuro do e-commerce nacional, tendo em vista a força da companhia no setor em mercados estrangeiros. Porém, será que ela está realmente preparada para aplicar o seu modelo comercial ao Brasil, país que possui diversas particularidades em vários quesitos?

A tecnologia de ponta – um dos motivos do crescimento exponencial da empresa no exterior – precisará passar por um processo de “tropicalização” para se adequar ao Brasil, e isso demanda tempo.

É natural que com o seu tamanho e tecnologia, a essa multinacional de comércio eletrônico conseguirá transformar suas ferramentas, usadas em países da Europa e nos Estados Unidos, para a realidade nacional.

Porém, para isso, precisará conhecer nosso país e as particularidades do seu mercado, criando o tempo necessário para que os outros varejistas do setor consigam equilibrar a balança em relação a experiência que ela vai proporcionar aos brasileiros.

Dessa forma, semelhante ao que acontece na rua Santa Ifigênia, em São Paulo – conhecida pela grande quantidade de lojas que se especializaram na venda de artigos eletrônicos –, existe espaço para todos.

Da mesma forma que as companhias precisarão atualizar o seu modelo de negócio para oferecer um serviço de maior qualidade, a Amazon precisará se adaptar as diferenças culturais do consumidor brasileiro, principalmente no que tange a questão do transporte e da logística para entregas em alguns pontos isolados ou perigosos.

No mais, o preço dinâmico, que foi uma das inovações propostas pela companhia nos EUA, já é utilizado no Brasil, criando mais oportunidades para os consumidores e comerciantes. E sua plataforma, apesar de muito boa, não é uma novidade no mercado.

Diante da ameaça que a chegada dessa empresa norte-americana representava ao setor, os varejistas digitais não estão medindo esforços no investimento em estratégias de marketing para conseguir superar as expectativas da gigante do varejo eletrônico.

Diferentemente do que se podia esperar, a chegada dessa multinacional não irá atrapalhar o faturamento dos varejistas nacionais nas datas importantes, como a Black Friday e o Natal, por exemplo, mas trará mais amadurecimento, oportunidades de venda e crescimento dos marketplaces brasileiros.

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Já não é de hoje que o e-commerce passou a ganhar os holofotes no segmento de vendas e tem muito a ensinar no varejo. Números da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) mostram que o segmento obteve a receita de R$ 53,5 bilhões em 2016. Para 2017, a expectativa é que o aumento seja de 12% em relação ao ano anterior e o faturamento de aproximadamente R$ 59,9 bilhões.

O modelo de gestão adotado pelas empresas no ambiente físico continua seguindo processos habituais: venda para grandes distribuidores, showroom e apresentação de produtos, features e atributos novos, investimento no treinamento de key accounts (gestão de contas-chave), vendedores e representantes que são responsáveis hoje pela maior fatia no faturamento.

Mas muitas indústrias não estão atuando no convencimento do ponto crítico e fundamental na sustentação em longo prazo do negócio como um todo, independentemente do canal. Estou falando do consumidor, que é (ou pelo menos deveria ser) foco central de qualquer negócio que envolva consumo, sejam bens duráveis, de nicho ou supérfluos.

Enquanto isso, as vendas on-line passam pelo momento de crise de forma menos dolorosa, com lições importantíssimas que podem ser levadas ao varejo físico, de modo a não impactar nos resultados dos negócios, com o maior número de conversões possível.

No ambiente virtual, o consumidor precisa ser ‘fisgado’ nos pequenos detalhes, um deles é a apresentação dos produtos na página, que seria a vitrine ou gôndola na loja física. Comece pelo layout do site, que pode favorecer ou prejudicar a percepção do consumidor.

A navegação rápida, simples e clara é primordial. Imagine caminhar em um corredor de supermercado abarrotado de mercadorias colocadas de forma aleatória? O caos é tudo que o seu cliente não precisa.

No e-commerce, lançamentos e promoções são ótimas pedidas para uma vitrine de sucesso. Os produtos precisam ter informações detalhadas, com especificações técnicas, dimensões, cores disponíveis, entre outros. As imagens precisam ter qualidade.

A página do produto deve conquistar o consumidor e não pode ser negligenciada, da mesma forma que o vendedor no varejo físico necessita estar com todas as funcionalidades dos itens na ponta da língua, pois ninguém compra algo sem saber exatamente ao que se refere.

Detalhes como tags padronizadas de descontos ou de condições de parcelamento exclusivas chamam a atenção do consumidor.

A principal teoria de Jerome McCarthy, renomado professor de marketing, que foi difundida por Philip Kotler, um dos papas dessa área, é chamada de 4Ps – produto, preço, praça e promoção, que devem ser os pilares básicos de toda e qualquer estratégia de venda.

O trabalho de fortalecimento de uma marca e consequentemente o aumento de conversões consiste no equilíbrio dos setores, ou seja, possuir boas mercadorias (produto), um valor competitivo (preço), com uma boa logística e distribuição (praça) e bom um bom trabalho de marketing (promoção).

Com uma eficiente busca de produtos, por exemplo, o usuário consegue fazer comparações dos itens e levar em consideração suas características, para fazer no fim a escolha que mais lhe agradar. E afinal, o que o mais o empreendedor poderia querer se não a satisfação de seu cliente? Com certeza não há melhor resultado para conversões e fidelização do que esse!

Publicado anteriormente no E-commerce News.

Saber como cobrar por produtos e serviços é fundamental para a saúde financeira de qualquer empresa, inclusive no e-commerce. No entanto, ainda há varejistas que têm dificuldade para definir quanto vale um determinado item ou serviço, o que pode desencadear sérios riscos para a sobrevivência da loja virtual.

Isso porque, ao errar na precificação, o empreendedor pode acabar até mesmo diminuindo a satisfação dos seus clientes – por considerarem o valor elevado -, fortalecendo os concorrentes e chegando a prejudicar seu caixa e o faturamento.

Sendo assim, é indispensável definir bem cada preço, e, pensando nisso, listei algumas dicas práticas e eficazes, que costumo utilizar em meus próprios negócios:

1- Analise seus concorrentes

Se você não tem ideia de por onde começar, recomendo que você faça isso através de uma cuidadosa análise dos preços praticados pela concorrência. Esse é um ótimo parâmetro inicial, principalmente na internet, onde o consumidor leva apenas alguns segundos para pesquisar preços em dezenas de lojas. Sendo assim, é preciso considerar o que já está sendo feito por outros players do mesmo segmento.

Caso os preços estejam mais altos do que você imaginou, existe uma oportunidade de se diferenciar ou aumentar um pouco a sua margem de lucro. Já se estiverem muito baixos, tenha cautela, pois pode se tratar de uma oferta temporária. Se não for o caso, procure descobrir qual é o fator que possibilita os preços menores da concorrência.

2- Conheça os seus custos

Sem uma boa precificação de produtos, o seu e-commerce pode acabar falindo mesmo que as vendas estejam crescendo. Isso acontece por um motivo simples: margens de lucros estreitas demais muitas vezes não são o suficiente para cobrir os gastos da operação. Quando o empreendedor se dá conta, já é tarde.

Para evitar problemas graves como esse, você precisa ter familiaridade com todos os custos da empresa. Desde o pagamento de fornecedores até a conta de telefone, nada pode estar fora do radar.

É através da identificação dos custos que chegamos ao segundo fator crucial para uma boa precificação de produtos.

3- Defina uma margem de lucro

Depois de considerar os preços praticados pela concorrência e os custos da sua operação, você terá uma melhor noção sobre qual é a margem de lucro ideal para cada um dos seus produtos.

Nesse momento, lembre-se de que você montou o negócio com objetivos financeiros em mente: se a operação está funcionando somente para “se pagar”, alguma coisa provavelmente está errada… É hora de fazer alterações e mudar a estratégia.

4- Faça monitoramentos constantes

Por último, um adendo importante: a precificação não é uma tarefa a ser feita apenas uma vez e pronto. Depois de precificar produtos ou serviços, faça monitoramentos constantes em busca de variações.

Qualquer alteração no mercado, como a falta de uma matéria-prima ou a proximidade de um feriado, pode fazer com que os preços da concorrência mudem. Ficar de olho nisso não só irá aumentar as suas vendas como também fará a sua margem multiplicar-se em diversas oportunidades.

Mais sobre como definir o preço de venda:

Como definir o preço de venda de um produto

Como todos sabemos, Amazon é a criadora do marketplace, está presente em vários países do mundo e com muito êxito. Mas, aqui no Brasil, talvez por algum motivo estratégico que fez com que lançassem rapidamente a categoria de Eletrônicos e logo depois a de Casa. As vendas não corresponderam ao esperado, pelo menos, para pessoas como eu, que vendemos em vários marketplace locais há alguns anos.

Vou mencionar alguns dos motivos, que humildemente, acho que estão atrapalhando as vendas em Amazon.br.

É um fato que para a maioria dos consumidores brasileiros, Amazon não é um site de compras conhecido, apesar de estar na liderança globalmente. Me chamou muita atenção que na própria sexta-feira da Black Friday, em horário nobre (novela e Jornal Nacional) na Globo por exemplo, todos os marketplaces publicitavam suas ofertas, e Amazon, zero. Até Google Adwords deu uma caída violenta. Falta publicidade massiva.

Frete

Incrivelmente não é possível subir uma simples planilha dos Correios, transportadora ou integrar com algum hub de logística e dessa forma ter um frete competitivo. Pelo contrário, o seller deve criar sua própria tabela no mesmo site.

Obviamente não está pensado para Brasil. O comprador brasileiro quando procura por um produto, a primeira coisa que deseja saber é, “quanto irá pagar de frete”. Pois bem, isso ele ficará sabendo na etapa final somente antes de concluir o pedido, ou seja, deve previamente fazer o login na conta ou efetuar o cadastro na Amazon.

Seria muito mais simples, e como na maioria dos e-commerces, na mesma página do produto, calcular o frete colocando o CEP correspondente.

Descrição do Produto

Contrariamente ao site americano, é simplesmente um TXT difícil até de ler. Isso acontece mesmo enviando dados até com fotos na descrição, como é o meu caso, igual ao site americano.

Boleto bancário

Todos sabemos que apesar de ser uma pedra no sapato para nós sellers, é um mal necessário, já que uma porcentagem grande de compradores (no meu caso 35%) utilizam este meio de pagamento. Pois bem, a Amazon não tem.

Frete Grátis

Não apresenta relevância na página do produto. Também não tem como filtrar para saber qual dos sellers ofertam determinado produto com frete grátis. Novamente, para o comprador brasileiro é muito importante o valor não só do produto.

Catalogação de produtos

Este é um ponto extremamente positivo. Subir um produto por integração ou manualmente é muito simples e RÁPIDO, apesar de alguns poucos problemas de matching. Ao contrário, de alguns marketplaces muito conhecidos que até hoje, depois de 3 anos, alguns SKU’s ainda não foram catalogados.

Texto publicado anteriormente no Coratella.com.br

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Definir o produto perfeito para vender na internet nem sempre é uma tarefa fácil. Muitas vezes são tantas as opções que o varejista acaba sem saber muito bem por qual caminho seguir. Você já se sentiu assim?

Essa dúvida sobre a escolha do nicho de mercado é tão comum que costumo receber dezenas de e-mails semanalmente em relação a esse assunto. Já escrevi alguns artigos sobre o tema, mas acho que sempre vale falar a respeito.

Se você vem enfrentando problemas para definir o que irá vender na internet, a lista abaixo será muito útil para você. As dicas são bastante práticas e podem levá-lo a chegar mais rapidamente ao tão sonhado produto perfeito:

1- Investigue os seus hobbies

Se você está na estaca zero e não faz nenhuma ideia do que vender pela internet, sugiro que comece investigando alguns de seus hobbies. Pode ser que você tenha algum hábito ou paixão com potencial para se transformar em um negócio rentável.

Não seria ótimo trabalhar diariamente com aquilo que lhe traz prazer e satisfação?

Musculação, música, automobilismo, decoração, artesanato… Tudo isso pode virar um negócio. Pegue um papel e faça uma pequena lista com algumas das coisas que você gosta de fazer.

2- Esse é um mercado “vendedor”?

Dentre os tópicos que você listou, um ou dois certamente chamarão mais a sua atenção — agora é a hora de conferir se esses nichos estão entre os que mais vendem no ecommerce brasileiro.

Atualmente, o top 10 de segmentos do comércio eletrônico é o seguinte (o critério utilizado é o faturamento):

1º – Telefonia/Celulares
2º – Eletrodomésticos
3º – Eletrônicos
4º – Informática
5º – Casa e decoração
6º – Moda e acessórios
7º – Saúde, cosméticos e perfumaria
8º – Esporte e lazer
9º – Alimentos e bebidas
10º – Acessórios automotivos

Seu nicho está entre esses? Excelente. Se não estiver, também não é motivo para desistir. Vamos continuar investigando.

Mais sobre os números de vendas do e-commerce no Brasil:

Os números do mercado de E-commerce

3- Encontrando um micro nicho

Perceba que, na lista acima, os tópicos são mercados (e não micro nichos). Mas o que isso quer dizer?

Quer dizer que você precisa ser mais específico. De nada adianta criar um negócio para vender “Moda e acessórios”… Quais tipos de roupas serão comercializadas? Mais caras ou mais baratas? Para homens ou mulheres? Para crianças ou adultos?

Dentro de cada um desses nichos, existem diversos micro nichos, e é fundamental identificar o seu. Quanto mais segmentado for o seu negócio, mais fácil será a comunicação com os seus clientes. Pense nisso.

Alguns exemplos de micro nichos:

Nicho: Alimentos e Bebidas
Micro nicho: Cervejas artesanais

Nicho: Esportes e Lazer
Micro nicho: Produtos para quem pratica surf

Nicho: Casa e Decoração
Micro nicho: Móveis para home office

4- Existe demanda para esses produtos?

Olhando tudo de uma ótica mais comercial, precisamos entender agora se os produtos desse micro nicho possuem demanda. Para fazer isso, comece acessando o planejador de palavras-chave do Google.

Através dele você consegue fazer, gratuitamente, pesquisas sobre diversos termos que são buscados no Google. A partir disso você entenderá melhor se os seus produtos já são buscados na internet (ou seja, se existe demanda real para eles).

Uma vez aberto o planejador, comece a buscar por termos do seu mercado. Por exemplo: “cerveja artesanal colorado”, “camisa social masculina”, “guitarra fender”, “marmitas congeladas em Campinas” etc.

Em relação ao volume de buscas, não existe um número ideal que estamos procurando — um produto com mais de 500 buscas mensais já mostra que tem boa demanda e talvez possa ser explorado!

5- Algumas características que facilitariam a sua vida…

Se todos os tópicos anteriores vêm confirmando a ideia de que o seu produto é um bom produto para o e-commerce, não se anime ainda… Antes você precisa ter certeza de que não terá complicações logísticas.

Você sabia que os Correios, transportadora utilizada por quase todos os e-commerces que estão começando, tem uma lista de produtos proibidos?

Pois é, se o seu produto for tóxico, perecível, volumoso ou pesado demais, ou ainda apresentar qualquer característica que é vetada pelos Correios, sua vida vai ficar bem complicada. Isso porque, se quiser continuar com a ideia, terá que ir atrás de uma transportadora especializada, e isso geralmente tem um custo considerável.

Além de atributos físicos, como tamanho e peso favoráveis, também temos outras características de mercado que sempre caem muito bem em um negócio do varejo:

• Recorrência (o cliente sempre precisa estar comprando novamente);
• Concorrência equilibrada (nem muita e nem pouca);
• Alto valor agregado;
• Exclusividade.

6- Esse produto é escalável?

Por último, quero que você pare um pouco para refletir: esse produto tem poder de escala?

Estou perguntando isso porque de nada adianta ter uma demanda incrível para um produto incrível se, no final das contas, você só conseguir produzir uma peça por semana.

Isso pode acontecer se o seu produto for de fabricação própria, mas também pode ser um problema caso os seus fornecedores tenham dificuldade para manter esses produtos em estoque.

No primeiro caso, avalie a sua capacidade de produção e entenda quais recursos seriam necessários para aumentar esse volume caso a demanda cresça. Já na segunda situação, busque sempre estar em contato com mais de um fornecedor. Não se torne um “refém” de nenhuma empresa de fornecimento.

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A taxa de crescimento de dispositivos conectados à Internet, especialmente computadores e celulares, vem evoluindo desenfreadamente. Com a Internet das Coisas (IoT – Internet of Things), é ainda maior a quantidade de dados gerados. Os itens conectados à Internet estão produzindo uma série de informações e esse fluxo constante fornece insights e conteúdos sobre os clientes em tempo real.

Associado a esse significativo avanço da tecnologia, o termo “inteligente” é usado para se referir aos dispositivos que coletam dados e, assim, proporcionam uma experiência mais confortável ao usuário. O termo Big Data foi criado justamente para tratar a grande quantidade de bytes gerados por esses dispositivos.

Mas a revolução da Internet das Coisas refere-se principalmente aos dispositivos que estão ao nosso redor, conectados à Internet e coletando dados, desde um relógio até os sensores em carros e turbinas de aeronaves. É isso que mudará a maneira como vivemos, viajamos e fazemos negócios.

Pesquisas mostram que, em 2020, existirão 26 bilhões de dispositivos conectados à Internet. É esse rápido crescimento global da IoT que faz da Gestão de Dados Mestres (MDM – Master Data Management) um fator extremamente relevante para garantir sentido a essa grande quantidade de informação.

As soluções de MDM são fundamentais para promover iniciativas de análise e previsão que permitam melhorias significativas para usuários, fabricantes e investidores. Dentro desse cenário, elas fornecem o perfil comercial dos ativos, histórico de serviços e informações do cliente, ampliando a visão do consumidor.

O uso de MDM se reflete ainda na conservação do dispositivo, de forma a aperfeiçoar o desempenho, evitar falhas de manutenção, contribuir para economias significativas e aumentar a produtividade. Essa combinação de IoT e MDM nos permitirá criar uma imagem completa porém compacta dos dados. Os dispositivos que usamos e sua interação com os usuários se transformarão em benefícios, como redução de custos, consumo de energia e melhor eficiência.

A maior parte dessa sobrecarga de informações são dados de alta qualidade que não foram usados para propósitos analíticos e incluem histórico de compras, níveis de satisfação, informações demográficas, entre outras. O potencial desses dados é incalculável quando eles são usados seletivamente, como para atender melhor os clientes, e permitem que as empresas tenham percepções adicionais de maneira eficiente.

Conforme a Internet das Coisas cresce, a preocupação com a governança dos dados dentro das organizações também aumenta. O MDM gerencia tudo isso, revela tendências e padrões. O acúmulo de informações normalmente distrai os negócios e atrapalha até mesmo a análise de dados básica. No entanto, com a ajuda do MDM, os negócios podem descobrir um enorme potencial e obter vantagem competitiva no mercado.

Quais são os tópicos relacionados ao seu nicho que geram mais interação com o público? Quais são as marcas do seu setor que têm a voz mais alta nas redes sociais?

Analisar a atividade de seus concorrentes nas redes sociais permitirá que você veja detalhadamente o que eles estão fazendo para avaliar suas estratégias e determinar seus pontos fortes e fracos.

Para entender seus concorrentes e saber o que eles estão fazendo no social, você precisará saber quem eles são, reunir informações sobre eles e dividir esses dados em algo que você possa entender.

Embora você possa contratar serviços de análise e marketing em redes sociais, existem quatro ferramentas que o ajudarão a fazer isso por conta própria.

Dê uma olhada:

LikeAlyzer

Este aplicativo executa uma verificação rápida do estado geral de qualquer página do Facebook, sem sequer exigir a conexão com a rede social.

O aplicativo atribui a cada página uma pontuação de 1 a 100 pontos, com base em seu próprio sistema de pontuação, bem como métricas relacionadas ao crescimento, a taxa de engajamento e os valores de PTAT (People Talking About This). Cada métrica é acompanhada por uma marca de seleção que indica se o valor é forte ou fraco.

Como uma característica adicional, o LikeAlyzer analisa outros elementos da página, como a taxa de resposta de seus seguidores e o horário de mais visitas, fazendo desta uma excelente ferramenta para comparações entre diferentes concorrentes.

Twitonomy

Esta é uma aplicação poderosa que permite, com sua versão gratuita, uma análise abrangente de perfis no Twitter, gerando métricas como a média de tweets por dia, número total de retweets, hashtags, favoritos, menções, respostas, número de tweets contendo links e até mesmo um breakdown de usuários e seguidores mais ativos ou freqüentes.

A maior vantagem da Twitonomy é como mostra de forma clara, concisa e eficiente todas as informações necessárias para avaliar rapidamente a estratégia de redes sociais de uma conta específica.

Com a conta premium, os benefícios são multiplicados, permitindo que você mesmo baixe todos os tweets de qualquer conta em um período de tempo designado, o que é muito útil se desejar personalizar sua análise de dados.

Fanpage Karma

Embora a força desta aplicação resida principalmente na análise de contas do Facebook, o Fanpage Karma também analisa as contas do Twitter, Google+, Instagram, Youtube e Pinterest.

A versão gratuita oferece uma análise detalhada de 90 dias para uma página e um painel comparativo para qualquer número de concorrentes e a possibilidade de subscrever alertas e relatórios semanais, bem como analisar métricas, como crescimento, taxa de engajamento da audiência, conteúdo mais utilizado fontes, palavras-chave, tipo de publicações, número de postagens por dia, duração média de postagens, seguidores e muito mais.

Tudo em modo gráfico para que você possa avaliar de forma rápida e visual o comportamento da rede social de seus concorrentes e para poder ajustar sua estratégia.

Klear

Você precisa descobrir quem são os influenciadores mais importantes do seu setor de mercado? Então, você precisa começar a usar o Klear: esta aplicação permitirá pesquisar influenciadores de acordo com sua atividade ou localização, permitindo que você analise o comportamento de seus perfis em termos de capacidade de resposta, perfis com interação aumentada, níveis de atividade etc.

Outro importante função é a capacidade de segregar demografia de acordo com a idade, localização, gênero e interesses, embora com uma conta gratuita este recurso seja de uso limitado.

O painel analítico da Klear é muito visual e fácil de ler, e ferramentas de análise de seguidores irão ajudá-lo a avaliar não só o tamanho, mas também a qualidade do público que cada perfil consegue.

Agora que você já está equipado com ferramentas sólidas para avaliar o comportamento de seus concorrentes através das redes sociais, você pode usar esses recursos para orientar sua própria estratégia social de forma efetiva, ajudando seu negócio a se destacar contra seus adversários aos olhos de seus clientes.

O consumidor atual tem uma realidade bem diferente de um passado ainda próximo. Agora ele é omnichannel, sua concorrência não se resume mais à sua região de alcance físico, e pode estar até do outro lado de um mundo totalmente digital, na China. Seus futuros clientes estão saturados por inúmeras interações não solicitadas e seu grande desafio é como não ser apenas mais um.

Seu e-commerce precisa ter consciência de que as motivações e preocupações de quem está comprando são diferentes. Hoje o consumidor está exposto a conteúdo todo tempo com um dispositivo completo às mãos, é alvo de centenas de marcas fazendo um marketing intrusivo. Kotler, Oráculo do Marketing, definiu em um de seus livros mais recentes como a Era do Marketing 4.0.

Contextualizando: Marketing 1.0 centro apenas no produto, 2.0 nas puras necessidades do consumidor, 3.0 em valores sustentáveis e agora o 4.0, no Digital. Marketing que visa este consumidor, que não tem tempo, que busca as recomendações de conhecidos, que está imerso na Cultura Digital e busca sobretudo relevância.

O consumidor moderno não deseja ser interrompido, e sim encontrar sempre exatamente o que está procurando e necessita. O consumidor busca sempre, sem saber, pelo Marketing de Conteúdo.

Conteúdo personalizado para as necessidades dele, que ao ter o desejo de compra despertado, vai avaliar a reputação online da sua marca relacionada diretamente com a experiência que ela têm proporcionado a outros consumidores. O consumidor moderno busca o que você têm para oferecer, só que personalizado para ele.

Esta é a essência do Marketing de Conteúdo definida pelo Content Marketing Institute:

É a técnica de criar e distribuir conteúdo relevante para atrair, adquirir e/ou engajar uma determinada audiência conhecida – com o objetivo de lucrar futuramente com esta audiência.”

Note que a audiência precisa ser “conhecida”,  para sempre entender o que busca e oferecer o produto correto. Para uma estratégia de Marketing de Conteúdo, mesmo dentro de uma ação específica (como a Black Friday), é recomendado seguir algumas etapas que potencializam sucesso:

Desenhe buyer personas

É preciso entender sobre seu público-alvo, mais do que simples perfis demográficos, desenhar representações fictícias destes clientes e simular situações:

  • Qual problema o consumidor precisa resolver e como sua marca ajudaria?
  • Como ele procura por isso? Buscadores? Quais palavras/termos?
  • Qual o comportamento de navegação? Quais sites e redes sociais ele está? Quais horários?
  • Quais são os tipos de conteúdo que ele interage?
  • Quais produtos consome? Com qual frequência?

Defina cada característica, nomeie suas personas (geralmente terá mais que uma) e aumente significativamente as probabilidades de engajamento/venda.

Entenda como fazer suas buyer personas:

Superpersona: A ferramenta para criar uma Buyer Persona

Defina suas táticas e meios

Como vai conquistar a venda? Você pode, por exemplo, ter uma estratégia de Inbound Marketing, pensando em conquistar o lead (contato) do consumidor, para entender seus problemas e aumentar as chances de oferecer o produto adequado. É preciso ter o “caminho” até a venda muito bem desenhado.

Se a estratégia definida for inbound, o ideal é montar uma landing page com uma recompensa digital em troca do contato do consumidor interessado:

A Landing Page perfeita: Como deixar suas páginas de captura matadoras

Para finalizar sua tática, é preciso entender quais meios elas utilizarão. Um blog é sempre a opção mais robusta pensando em uma estratégia forte de SEO. Porém, não pode ser só isso.

As mídias sociais são fundamentais, YouTube, Instagram, Facebook, Twitter e até o LinkedIn precisam ser consideradas. E nunca deixe de lado as páginas do próprio e-commerce. Sobretudo as páginas de categoria, de produto e landing pages precisam estar otimizadas com muito conteúdo relevante (e multimídia) e SEO.

Pense bem na sua postura em cada uma das redes sociais. Elas demandam um contexto diferente. Sua postura é a mesma na reunião da empresa e em um churrasco com amigos próximos? Não deveria…

Qual Rede Social usar: dois contextos, dois mindsets

Gere conteúdo pensando no funil de vendas

É fundamental entender cada momento do consumidor: Descoberta, Exploração, Escolha e Defesa.

E o conteúdo (que não é só texto) deve ser gerado orientado para cada um destes momentos. Então, se você já conhece o cliente potencial, já sabe qual é este momento e qual tipo de conteúdo é mais adequado para conquistar a venda.

Alguns pontos importantes precisam ser pensados ao criar sua cultura de conteúdo. Como montar sua equipe, por exemplo, leia mais no link abaixo:

Como criar o melhor conteúdo possível

Extremamente válido também, ressaltar duas simples teorias para desenvolvimento de conteúdo (Wow Factor e Sweet Spot) com algumas dicas extras para potencializar suas chances de engajamento:

Como criar conteúdo fácil de consumir e valioso de compartilhar

Lembre-se sempre que esta atuação deve ter uma estratégia omnichannel. A atuação precisa estar integrada e ter uma única “voz”. Seu site, blog, mídias sociais, mídias pagas e campanhas de e-mail precisam falar a mesma língua e dar continuidade à experiência.

Para entender melhor… Não devemos apenas replicar o mesmo conteúdo. Não recomendaria também uma estratégia totalmente diferente de um canal para outro. Salvando exceções de grandes marcas e grupos de empresas, vejo os canais digitais como complementares.

Analise e comece de novo

Estamos na internet, e uma das belezas do nosso meio é que tudo é mensurável. Toda ação realizada precisa ser medida e analisada para o planejamento da seguinte. Não termina na Black Friday, por exemplo.

Lembre-se que a frequência é fundamental para manter presença e lembrança, sendo assim, programe suas próximas interações sempre pensando em melhorar as anteriores.

Um resumo deste conteúdo fez parte do capítulo 8 do Guia para arrasar na Black Friday, que fez uma seleção de 14 profissionais de diferentes áreas com dicas para a atuação dos e-commerces para a data mais importante do ano. Vale o download.