Tags Posts tagged with "finanças"

finanças

Todos nós sabemos que o Brasil não se encontra em seu melhor momento econômico. A taxa de crescimento do país foi consideravelmente reduzida e as expectativas para os próximos anos não estão entre as melhores. Por isso, quem possui uma empresa para cuidar pode (e deveria!) se organizar financeiramente, para evitar problemas inesperados.

A grande maioria dos brasileiros, aliás, não controla totalmente suas despesas pessoais e questões relacionadas a gastos passam longe da rotina, então por que seria diferente no ambiente empresarial?

Para administrar bem seu negócio é preciso manter a questão financeira em situação saudável, com responsabilidade e disciplina. Em primeiro lugar, reserve um tempo para organizar todas as despesas e receitas em um planejamento financeiro, pois isso te ajudará a visualizar melhor para onde seu orçamento está sendo direcionado (é importante que todos os gastos sejam registrados para que a análise seja realmente efetiva).

Faça um comparativo entre o que foi previamente incluído no orçamento e o que foi de fato realizado e guarde essas informações em um histórico, que será muito útil para futuras análises, projeções e adequações de estratégias.

Aproveite o momento de crise para fazer o que mais parece óbvio: economizar. É importante poupar para comprar o que já estava estabelecido como meta, para realizar investimentos e também para manter em reserva em casos de imprevisto – o que é importante para qualquer época, pois uma empresa está sujeita a diversos tipos de contratempos. Saiba também como controlar as compras, investindo apenas no que for realmente necessário no momento.

É imprescindível ter objetivos e metas a seguir para que o empresário não perca o foco de como conduzir os negócios e também para que a equipe não se sinta desmotivada.

Uma boa forma de fazer isso é organizar tudo em um planejamento, que deverá ser conhecido por todos os membros da empresa, diagnosticando as necessidades reais e as deficiências que precisarão ser superadas. As metas podem ser definidas a curto e em longo prazo, depende dos objetivos e das características de cada empresa. Encontre a melhor forma de organizar a sua!

Perceba que, caso exista organização, não é difícil manter as finanças de sua empresa em dia. Caso você ainda não tenha feito isso pelo seu negócio, não perca mais tempo e veja como pode fazer diferença.

Texto publicado anteriormente no E-commerce Brasil.

Por que elaborar o planejamento financeiro do seu e-commerce

Os números do mercado de e-commerce são animadores para quem pretende iniciar ou já tem a sua própria loja virtual, no entanto, o crescente aumento das vendas tem gerado grande competitividade nos negócios, exigindo do empreendedor estratégias cada vez mais assertivas para estruturar um modelo de plano de negócios, conseguir se destacar na internet e aumentar a captação e fidelização de clientes.

Como o planejamento financeiro é determinante para o sucesso ou derrocada do e-commerce, neste conteúdo que desenvolvemos você encontrará todos os passos necessários não só para planejar o lançamento de um empreendimento, mas também para geri-lo no seu dia a dia.

Meu primeiro conselho para quem não têm muito conhecimento financeiro é: não fique obcecado por números perfeitos. O segundo: utilize premissas conservadoras.

Além disso, seguir um modelo pode ser viciante e fazer você gastar horas modelando cada detalhe da sua operação. Isso pode ajudar no entendimento da sua empresa – que é fundamental -, mas esse tempo tende a seguir a lei dos rendimentos decrescentes: em algum momento, o seu tempo pode ser melhor aproveitado se você focar em outras atividades.

Aproveite essas dicas de planejamento financeiro para e-commerce e aprimore cada vez mais o seu negócio. Lembre-se: minha intenção é ajudar você!

Premissas do planejamento financeiro para e-commerce

1. O primeiro mês do modelo é o primeiro mês de vendas.
2. Geralmente há três categorias de produtos.

Trabalhando com o modelo financeiro para e-commerce

post_ebook_1

Vendas

A aba “Vendas” é onde você vai modelar como pretende gerar vendas no seu e-commerce.

post_ebook_imagem2

Tráfego

O faturamento de um e-commerce ocorre em função do número de pessoas que visitam o seu site e da taxa de conversão dos visitantes que efetuam uma compra.

Tráfego orgânico

Tráfego orgânico é o tráfego que vem para um site por links não pagos de outros sites, como motores de busca, diretorias e outros. Ao longo do tempo, o tráfego orgânico tende a crescer conforme a quantidade de conteúdo relevante no seu site e o número de outros sites que linkam para o conteúdo no seu site (backlinks), ajudando no ranking dos motores de busca.

Para esse modelo é preciso consolidar pesquisa, SEO, SEM e tráfego direto dentro do tráfego orgânico, pois é provável que esse tráfego seja gerado por um usuário que tem a intenção de comprar.

O termo “tráfego orgânico” é frequentemente usado para significar todo o tráfego que não seja pago (ao contrário de PPC, CPM, CPA e outros modos pagos). Um site vai gerar tráfego orgânico como resultado da sua qualidade, avaliada pelos motores de busca e usuários da internet. É considerado a forma de tráfego mais valiosa porque é gratuito e por ser provável que os visitantes tenham mais interesse no assunto do seu site.

Como o tráfego orgânico é natural, normalmente o volume desse tipo de tráfego não pode ser construído muito rapidamente. Apesar de ser possível gerar um grande número de tráfego através de backlinking, a construção de parceiros de qualidade que linkariam para o seu site também pode demorar. Tráfego orgánico é:

• Grátis
• Natural
• De boa qualidade
• Durável
• Demora para gerar
• Sustentável

Quanto mais tempo uma loja de e-commerce opera, ganha clientes e se promove, mais o número de visitantes aumenta ao longo do tempo. Tráfego orgânico descreve visitantes que:

• Navegaram para o seu site digitando a URL diretamente no browser.
• Buscaram palavras-chaves diretas nos motores de busca.

Para projetar o crescimento do tráfego orgânico no modelo, uma simples taxa de crescimento mensal é suficiente.

Taxa de crescimento orgânico

É a projeção do percentual de crescimento mês a mês que o seu site vai gerar. Você pode alterar essa premissa conforme for necessário.

1. Visitantes orgânicos

O número de visitantes orgânicos mensais está registrado no Google Analytics (você consegue exportar esse número). O modelo aplica a Taxa de Crescimento Orgânico sobre o número de visitantes orgânicos do mês anterior para calcular o número do mês atual.

Por exemplo: se o número de visitantes orgânicos no mês 1 for 2.000 e a Taxa de Crescimento – Orgânico for 5%, o número de visitantes orgânicos no mês 2 será 2.100 [2.000*(1+5%)=2.100].

Planejamento financeiro: e-commerce deve investir em Marketing & Promocional

O modelo de plano de negócios deve incluir um item fundamental: empresas precisam promover seus produtos para que clientes em potencial fiquem sabendo da sua existência e como seus produtos/serviços solucionam seus problemas ou satisfazem uma necessidade.

No mundo do e-commerce, a forma mais comum de divulgar e promover a sua loja é contatar blogs e publicações relevantes ao seu público. O objetivo é fazer blogueiros escreverem ou publicarem informações sobre o seu produto/serviço para que esse conteúdo atinja o seu público, a fim de que queiram comprar seus produtos. Veja três exemplos para demonstrar como isso funciona:

1. Premium

“Premium” representa um canal com publicações que têm um base de leitores enorme. Exemplo: o site Pequenas Empresas Grandes Negócios.

2. Moderado

Esse canal é caracterizado por blogs e outros sites com uma base razoavelmente grande e relevante de leitores. Por exemplo, o site “Projeto Draft” escreve muito sobre startups, e-commerce e empreendedorismo.

3. Nicho

Canais de nicho tendem a ser os mais relevantes e engajados. Embora o público possa ser pequeno, é muito mais provável que seja o mais relevante para o seu e-commerce. Se você vende bonecas para crianças, por exemplo, mamães blogueiras podem ser um canal muito forte.

Próximas etapas, guia para download e modelo de planilha financeira

Vamos às fases 2, 3 e 4 (Conversões, Vendas e Faturamento)? Clique no link abaixo e faça do download gratuito em PDF do Guia para montar o Modelo financeiro para o seu e-commerce, que ainda conta com um modelo de planilha financeira em Excel para acelerar seu trabalho. Boa leitura e bom trabalho!

MODELO FINANCEIRO PARA O SEU E-COMMERCE

A emissão de notas fiscais, ainda é um assunto que gera grandes dúvidas por parte das pessoas. Seja um microempreendedor ou um futuro empresário, este tema ainda precisa ser mais esclarecido. Pensando neste assunto, separamos algumas dicas para quem pretende emitir nota fiscal.

Para a emissão de notas fiscais, deve-se ter em mente em qual categoria a empresa ou a pessoa física se enquadra, para posteriormente buscar a emissão das notas com os departamentos corretos.

Leia também:

Simples Nacional ou MEI? Qual é o modelo ideal para quem vende online

Para isto, veja abaixo os tipos de notas fiscais e a quem cada uma se destina:

Nota Fiscal Avulsa

É a maneira mais simplificada para microempreendedores emitirem suas notas, porém vale ressaltar que não são todos os estados que aceitam esta modalidade. Para emiti-la basta comparecer a prefeitura de sua cidade, caso esta opção não esteja disponível online no site do órgão.

Deste modo, o microempreendedor será informado sobre a existência desta modalidade de nota fiscal em seu estado e havendo a possibilidade, será informado sobre os documentos necessários.

Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e)

Com o mesmo princípio da nota fiscal avulsa, porém eletrônica. Para emissão desta modalidade de nota, devem-se realizar os mesmos passos para a nota avulsa. Também vale ressaltar que somente alguns estados disponibilizam este tipo de serviço até o momento.

Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e)

Apesar de não obrigatórias, as notas fiscais eletrônicas podem ser emitidas por microempreendedores (MEI). Porém, caso estes decidam emiti-las, devem ter em mente que irão cumprir os mesmos requisitos de empresas em que o processo é obrigatório pelo Simples Nacional.

No geral, para a emissão de notas fiscais eletrônicas, deve-se ter autorização na secretaria da fazenda de seu estado (SEFAZ) e adquirir um certificado digital para assiná-las. Além disso, é necessário adquirir o emissor de notas que é basicamente um programa para este fim. Este emissor pode ser adquirido por empresas privadas que o comercializam ou ainda é possível realizar download gratuito de emissor no site da SEFAZ.

Observação: Os valores de certificados digitais variam de acordo com a modalidade e empresa que o comercializa.

Nova regra do ICMS para NF-es

As novas regras tem como objetivo repartir o imposto recolhido referente a estas transações entre os estados envolvidos. Até então, eram adotadas apenas as alíquotas internas do estado de destino do produto e, a partir do começo de 2016, é realizada uma mudança progressiva das alíquotas até o estado de destino da mercadoria recebe-la integralmente.

O impacto do ICMS sobre o comércio eletrônico em face à Emenda Constitucional nº 87/2015

Qual a diferença na prática?

Vamos adotar um exemplo para ilustrar a mudança. Um produto foi comprado por um consumidor que está em Pernambuco. A loja virtual está sediada em São Paulo, da onde o produto sairá para o seu destino final. A alíquota do ICMS em São Paulo é de 18%, enquanto em Pernambuco é de 17%. A alíquota interestadual de São Paulo para o Nordeste é de 7%.

O estado de origem do produto (São Paulo) ficará com a alíquota interestadual, ou seja, 7%. Já o estado de destino, Pernambuco, receberá a diferença entre a alíquota do estado de origem (os 18% de São Paulo) e a alíquota interestadual (os 7%), totalizando 10%.

Feito isso, ainda é preciso dividir o total dessa diferença de alíquotas, os 10% deste exemplo, entre os dois estados. Para isso, o governo criou uma tabela progressiva que começou a ser praticada em 2016 e vai até 2019, quanto o estado de destino receberá 100% da alíquota.

2016: 40% para o estado de destino e 60% para o estado de origem;
2017: 60% para o estado de destino e 40% para o estado de origem;
2018: 80% para o estado de destino e 20% para o estado de origem;
2019: 100% para o estado de destino e 0% para o estado de origem.

Quais empresas que precisam se adaptar?

A nova regra de recolhimento do ICMS vale apenas para empresas que vendem para o consumidor final. As pessoas físicas e prestadoras de serviços não precisarão se adequar.

As empresas enquadradas no Simples Nacional também estão incluídas nessa nova regra. Antes, o ICMS era embutido no Simples, mas agora, será necessário calcular a diferença de alíquotas entre o estado de origem e o estado de destino para que o imposto seja pago no ato de emissão da nota.

Como a regra impacta no processo de venda?

Até então, um e-commerce que realizasse a venda para outro estado passava por um processo simples de emissão de nota fiscal eletrônica e recolhimento de impostos. Quando a venda era realizada, o empreendedor gerava a NF-e, imprimia duas vias e anexava uma delas ao produto para envio. No final do mês, era feito o pagamento do imposto Simples.

A partir de janeiro de 2016, o processo tornou-se mais complexo. Feita a venda do produto e, após imprimir duas vias da NF-e, a loja virtual deve checar a tabela de alíquota interna e interestadual entre os dois estados envolvidos na transação. Com os valores em mãos, é preciso fazer o cálculo que explicamos mais acima entre a alíquota interna do estado de origem e a alíquota interestadual; a diferença resultante deverá ser repartida na proporção de 40% para o estado de destino da mercadoria e 60% para o estado de origem.

Após os cálculos, o empreendedor deve acessar o site do SEFAZ e emitir a guia de pagamento das alíquotas. O site é diferente para cada estado e as informações solicitadas devem ser preenchidas manualmente para a emissão do GNRE (Guia Nacional de Tributos Interestaduais).

O GNRE precisa ser impresso e pago (o comprovante de pagamento também precisa ser impresso). Todos esses documentos devem ser enviados para o consumidor final, juntamente com a NF-e. No final do mês, ainda é necessário realizar o pagamento do Simples.

Nota Fiscal para Pessoa Física

Esta modalidade de nota é indicada para pessoas físicas que não pretendem ou não abriram suas empresas ainda. Sendo assim, o interessado deve comparecer à prefeitura de sua cidade e realizar a inscrição como prestador de serviços autônomo. Com a emissão da nota, a pessoa física irá pagar somente o imposto Municipal, porém cabe a esta verificar se sua atividade irá reter valores de INSS e IR.

Alguns estados já disponibilizam o recurso online para emissão de notas fiscais avulsas para pessoa física. Deste modo, é necessário acessar o site da Secretaria da Fazenda de onde você mora e verificar se esta opção está online.

Quando emitir

O microempreendedor Individual (MEI), fica isento de emitir notas fiscais de vendas de produtos ou prestação de serviços para consumidores finais (pessoas físicas), exceto se o consumidor solicitar a emissão.
• Para casos onde o MEI realiza vendas ou prestação de serviços para outras empresas, a emissão de nota fiscal torna-se obrigatória.
• Mesmo não sendo obrigatória a emissão de notas fiscais em certas ocasiões, torna-se obrigatório a aquisição de mercadorias e serviços com notas fiscais.
A emissão de notas fiscais eletrônicas não é obrigatória para o MEI mesmo que este realize vendas fora do estado em que atua.
• Para casos em que o MEI adquirir mercadorias usadas de pessoas físicas, no qual normalmente não possuem nota fiscal, o empresário deverá emitir uma nota de entrada utilizando seu próprio talão de notas, ou ainda solicitar a emissão de uma nota avulsa.
Ao utilizar transportadoras para envio de mercadorias, seja para fora do estado ou internamente, o MEI deverá obrigatoriamente emitir nota fiscal para pessoa física ou jurídica.
• Para os demais casos, a emissão de notas fiscais é obrigatória.

Outros cuidados:

Para a emissão de notas fiscais, alguns cuidados devem ser tomados:

Guardar sempre as notas fiscais de compra de produtos e serviços e apresentá-las junto com as notas emitidas ao contador responsável quando o serviço contábil for terceirizado. Caso o MEI não possua um contador particular, este deverá emitir o encerramento da escrituração online no site da prefeitura de sua cidade mensalmente.
Especificar nas notas emitidas o regime em que a empresa se encontra para que haja ou não a retenção de impostos conforme previstos em lei.

Com base nos conhecimentos aqui adquiridos, torna-se mais fácil o empresário se orientar sobre a emissão de notas fiscais.

Vale ressaltar ainda, que as obrigações fiscais devem ser administradas com total atenção, visto que problemas como a omissão de notas podem gerar multas para o empresário de acordo com cada caso.

Deste modo, seja pessoa física ou jurídica, recomenda-se seguir as leis de fiscalização à risca de modo a evitar que pequenas ações se transformem em grandes problemas futuros.

Já sabe como emitir nota fiscal das suas vendas de artesanato? Compartilhe conosco a sua decisão!

Texto publicado anteriormente no Blog da Olist.

O Brasil possui um dos sistemas financeiros mais avançados do mundo. Somos referência quando o assunto é automação bancária e devemos isso, em grande parte, aos tempos de inflação nas alturas que vivíamos até o início da década de 90.

Mas por que, ao contrário dos bancos, nossas empresas até hoje ainda têm dificuldade em lidar com as questões relacionadas à gestão financeira?

Atualmente, é difícil encontrar uma empresa que não possua um mínimo de controle sobre suas finanças. Incluo nesta afirmação desde a simples planilha eletrônica até o sistema de gestão integrada.

É como se o papel de um sistema de gestão terminasse no momento da emissão da nota fiscal, esquecendo-se que entre o momento da venda e o recebimento efetivo do dinheiro, que normalmente acontece em uma conta bancária, existe um intervalo que pode variar de alguns dias até anos.

Para conviver com a burocracia e não perder dinheiro neste cenário altamente dinâmico, as empresas precisam definir processos e métodos para controlar suas carteiras de recebíveis de cartões de modo que consigam responder desde se as vendas foram confirmadas até qual o valor pago pela rede adquirente.

Para auxiliar as empresas, todas as grandes adquirentes oferecem meios que disponibilizam de forma automática as informações sobre suas vendas. Estas informações, chamadas de extratos eletrônicos, são essenciais para qualquer empresa que deseja adotar um processo eficiente em sua gestão das vendas com cartões.

Como cada rede adquirente possui seu modelo próprio de extrato eletrônico, realizar a gestão e conciliação das vendas por conta própria não é muito recomendado.

Hoje em dia existem empresas que são especializadas em oferecer ferramentas para gestão e conciliação das vendas com cartões. Como atendem a diversos clientes, essas empresas conseguem oferecer soluções completas com custo/benefício adequado ao orçamento de pequenas, médias e grandes empresas.

Uma boa ferramenta de conciliação de vendas com cartões deve ser capaz de colaborar com a produtividade do departamento financeiro, permitindo que tarefas até então que demandavam muito tempo e esforços passem a ser realizadas de maneira rápida e simplificadas:

Administração das despesas financeiras

Possibilitar a visualização das vendas realizadas apurando se a taxa cobrada pela adquirente, bom como às tarifas de locação de terminais POS estão sendo praticadas conforme acordo entre a empresa e a rede adquirente.

Controle de cancelamentos chargebacks

Permitir o controle sobre quais solicitações de documentos para comprovação de venda já foram atendidas, evitando-se assim débitos indevidos por chargeback, e também a apuração de cada cancelamento de venda recebido.

Gestão das operações de antecipações

Possibilizar a visualização das operações de antecipações realizadas junto às redes adquirentes, bem como o impacto das mesmas no fluxo de recebimento futuro.

Contabilização e baixa das liquidações

Integrar automaticamente com o sistema de gestão, enviando as informações de liquidação e demais movimentos financeiros, permitindo assim que as vendas sejam baixadas e contabilizadas de forma correta.

Ao implantar todos esses controles e processos, normalmente o departamento financeiro reduz em até 70% do tempo gasto para conciliar as vendas com cartões, isso sem contar nos benefícios de se ter informações confiáveis e em tempo real dos recebíveis de cartões.

Não deixe a crise da economia brasileira deter você. Empresários estão preocupados em relação à expansão de seus negócios, mas o fato é que é possível manter (e até aumentar) o faturamento das empresas.

Trabalhe para que seu e-commerce consiga prosperar e atravessar essa fase da melhor forma possível. Acredite: mesmo neste momento, existem maneiras de crescer.

Quer saber como? Siga nossas dicas e veja por si mesmo!

Afaste ao máximo sua empresa da crise

O setor empresarial continua crescendo no Brasil e muitos empreendedores estão estudando novas formas de entrar no mercado. É importante estar informado a respeito dos obstáculos e dificuldades em momentos de crise, porém é necessário deixar as discussões a respeito do fenômeno um pouco de lado, caso contrário todos acabam desmotivados e com medo de investir em um novo negócio.

Um empreendedor, que administra pessoas e precisa trabalhar com outras variáveis que não as macroeconômicas, pode participar das discussões, mas não deve levar a crise para a empresa.

Aproveite as áreas que ainda têm baixa competitividade

O mercado brasileiro ainda conta com muitas oportunidades em diversas áreas e, ao contrário do que possa parecer, uma empresa menor pode ser mais eficiente do que as maiores, principalmente em questões econômicas.

Já que este seria um momento delicado para investir, que seja em um ambiente menos movimentado. Seja criativo e pense em atingir diferentes mercados.

Invista em um certificado de segurança

O ambiente online precisa ser seguro, principalmente em um momento de crise. O Certificado SSL acaba funcionando também como uma ferramenta de marketing digital, além de garantir transações seguras para clientes e empresários, já que auxilia no posicionamento da loja em buscadores, como o Google.

Além disso, quando uma empresa adquire um SSL é concedido a ela o direito de inserir o Selo de Segurança em sua página, para que o usuário se sinta mais confiante a efetivar a compra. Faz toda a diferença e o retorno desse investimento é garantido.

Economize e guarde recursos

Nesse momento, é importante que o empresário se preocupe com a questão de seu caixa. Está seguro para ultrapassar qualquer aperto? Caso a resposta seja positiva, basta apostar em medidas mais seguras, tomando atitudes conscientes em relação a investimentos, para que não seja necessário parar de crescer.

Os recursos que precisam ser guardados aqui se tratem de pessoas e de dinheiro, estabelecendo objetivos voltados ao público e contando com disponibilidade financeira para executá-los.

Permita que todos tomem decisões e sugiram novos rumos para a empresa

Qualquer empresário precisa ter consciência de que não é possível ser insubstituível o tempo todo. É importante contar com o auxílio de alguém que possa tomar decisões e executar tarefas com a mesma eficiência, pois todos possuem limitações.

Quando o funcionário não tem a oportunidade de colocar o que aprende em prática, a empresa corre o risco de não evoluir como poderia. Permita inovações e faça com que sua equipe saiba o que é esperado de cada funcionário, tornando-o mais motivados e mais dispostos a tentar.

Sua empresa pode crescer muito mais do que se imagina durante um período de crise. Vale a pena aproveitar esse momento para focar em outras prioridades, como vimos. Portanto, não desanime! Motive sua equipe, confie em sua capacidade e vá em frente. Bom trabalho!

Texto anteriormente publicado no E-commerce Brasil.

Em rodas de bar, costumo dizer que o “E-commerce nasceu errado…” No início dos anos 2000, quando as primeiras lojas virtuais surgiram e tudo era novidade. Para conquistar um consumidor desconfiado em comprar online os empreendedores padronizaram um conceito: toda compra pela internet seguia a regra que você recebia o produto desejado em casa sem custo nenhum.

Era só clicar, escolher a forma de pagamento e o cliente recebia o produto em sua casa sem custo adicional. Nascia um perigoso conceito de estratégia comercial na qual intitulo de “comodidade irracional”.

Por um longo tempo, os profissionais de e-commerce vendiam sob este conceito de comodidade pela experiência de compra sem atrelar necessariamente o custo financeiro para viabilizar esta operação.

Todos tinham uma noção que naquele momento o mais importante era enraizar o conceito de compra online. Seja pelo mercado, clientes, marcas ou fornecedores… A conta ia chegar e mais para frente todos teriam que rever esta bolha, a conta à longo prazo não fecharia.

Passados 15 anos, e ainda notamos que alguns continuam por adotar estas mesmas estratégias. Agora mais que nunca digo: é hora de rever e viver o momento da realidade administrativa no e-commerce.

Existem inúmeras variáveis à estudar para que um negócio dê lucratividade no e-commerce, mas por muitas vezes não se foge de duas regras para ter elasticidade de venda: constantemente abrimos mão da margem nos preços dos produtos ou oferecemos um frete mais em conta ao cliente, sempre visando aumentar transações.

Se bem aproveitados, estes dois fatores em datas sazonais ou por comportamento de mercado, é possível sim obter grandes resultados. Agora, trabalhar condições agressivas como estas por longos períodos é caminhar para a quebra do seu negócio.

O grande desafio de qualquer empreendedor é gerenciar a questão logística no ponto de equilíbrio do seu mercado. A questão de frete perante seu concorrente é sim relevante, mas não determinante.

Se você cobra mais caro e entrega com competência ao seu cliente, certamente “roubará” clientes de um concorrente que oferece frete grátis (ou mais barato) e, por exemplo, perde o prazo estipulado. Normalmente este tipo de concorrente estará amarrado a fornecedores que cobram mais barato e tem menor qualidade de serviço. Pense nisso.

Qual a conta e premissa comercial ideal para se trabalhar com frete dentro da loja virtual?

Eu diria que frete grátis durante o mês todo é suicídio. Frete grátis para acompanhar o mercado sazonalmente, frete grátis como ação pontual e unilateral uma vez no mês está mais próximo de ideal saudável.

Mas atenção, isto está correto desde que você tenha outros indicadores comerciais controlados e tenha estrutura para absorver a demanda de expedição do aumento de volume de pedidos no período.

Especialistas dizem que a conta aceitável é frete líquido na ordem -3% do que arrecada. E-commerces varejistas que dão lucro hoje, possuem receita de frete na mesma proporção que despesa de frete! Mágica? Não, pura gestão!

O mercado logístico ainda é de certa forma monopolizado conforme região do pais. Ainda é “refém” das mesmas transportadoras, poucas empresas que atendem diversos varejos. Como a procura é alta e a necessidade de demanda se faz presente, entrega da qualidade de serviço é colocada em segundo, terceiro plano.

A saída que grandes varejistas têm adotado é montar um Centro de Distribuição local e com gestão própria. O mais importante é continuar fazendo a conta fechar. #Choquedegestão agora!

De acordo com a E-bit, mais de 50 milhões de pessoas realizaram compras online no último ano, o que corresponde à metade dos internautas do país. Os números no e-commerce do Brasil são excelentes, porém, a área também possui um ponto fraco que ameaça seu crescimento saudável: o alto custo do fluxo de caixa.

A fonte deste problema é a popularidade do pagamento em “12 vezes sem juros”, um dos principais argumentos promocionais utilizados na venda online no Brasil. A prática já está disseminada no país: ainda de acordo com a E-bit, cerca de 70% das transações no comércio eletrônico nacional são feitas com o cartão de crédito e 60% das compras são parceladas.

Parcelar compras faz toda a diferença para o consumidor em itens de alto valor, como na aquisição de uma geladeira de última geração. Para os estabelecimentos, significa alavancar a quantidade de compradores ao integrar aqueles que não conseguiriam pagar à vista, sendo uma ampla fonte de faturamento adicional.

Porém, com a taxa Selic subindo aos maiores níveis em quatro anos, o “aluguel do dinheiro” está ficando mais caro no país e o fluxo de caixa das lojas virtuais mais difícil de financiar. Ao vender em doze parcelas, o empresário online precisa se desdobrar para honrar as faturas dos fornecedores enquanto os recebíveis chegam parcelados. Caso contrário, o caixa quebra e faz as lojas procurarem crédito caríssimo e que podem levar à falência.

Uma ferramenta disponível no mercado há pouco tempo e capaz de melhorar a gestão do fluxo é o pagamento por cartão de débito. Ele está se popularizando progressivamente porque a cobrança por este meio de pagamento significa um recebimento à vista para o estabelecimento.

Para acelerar o uso pelos consumidores de seus cartões de débito no consumo online, é preciso trazer a lógica dos estabelecimentos offline: fazer a mesma pergunta que pessoa no caixa faz – “bom dia, débito ou crédito?”. Dessa foram, o consumidor tem a escolha de concluir a compra como bem entender. Boa parte da população prefere gastar no débito para ter um melhor controle de suas despesas no dia a dia. Não é preciso impor o cartão de débito: apenas deixe a opção para o cliente.

Esse meio de pagamento já ganha força e adeptos em todos os setores por quatro motivos principais. Primeiro porque no cartão de débito o pagamento é à vista mesmo, enquanto que no crédito a venda à vista significa receber o dinheiro em trinta dias.

Depois, o e-commerce elimina o risco de fraude, uma vez que lança um processo de autenticação do portador pelo próprio banco emissor do cartão. Além disso, a conciliação é agilizada com eliminação das diferentes datas de vencimentos. Por fim, a comissão do cartão de débito é significativamente menor do que no crédito.

O consumidor seguirá sempre com o direito de escolher a melhor forma de pagamento para suas compras. Mas se os varejistas oferecerem descontos nas compras de débito da mesma forma que já fazem com os boletos, as vendas serão maiores e melhoraram seu fluxo de caixa. Em um contexto econômico de incertezas, aumentar seus recebíveis à vista pode ser mais do que uma questão de rentabilidade. Pode representar a sobrevivência.

Por Fabio Jorge Celeguim para a Endeavor. Por mais que gestão financeira não deva ser a preocupação principal do empreendedor, alguns pontos não podem ficar sem sua atenção.

Todas as empresas, mesmo sem assim denominar, têm um modelo de gestão financeira implementado. Os modelos podem ir do mais simples – onde baseiam-se na constituição de um fluxo de processos, visando o pagamento de uma despesa, folha de pagamento ou compra de insumos – até chegar a modelos mais avançados, onde a área financeira passa a ser um elemento fundamental para formulação e operacionalização do planejamento estratégico da empresa.

Os caminhos para aprimorar a gestão financeira passam, inicialmente, por um repensar a respeito do posicionamento da área. É fundamental que o empreendedor deixe de enxergar a área financeira como ponto final da gestão de processos e passe a enxergá-la como uma área que precisa estar próxima do negócio percebendo o que acontece da porta para fora, ou seja, junto a clientes, fornecedores, mercado financeiro, percebendo o momento econômico do país e retroalimentando a empresa com os insumos colhidos.

Após esse repensar, o aprimoramento do modelo deve ser gradual e contínuo, porém, desde o primeiro passo nessa evolução, o gestor financeiro deve garantir ao empreendedor alguns controles e informações e zelar pelas boas práticas de gestão de governança.

Controle do caixa

É fundamental que o empreendedor tenha plena ciência que a demonstração de resultados ou Lucros e Perdas não refletem a posição de caixa da empresa. Partindo desse princípio, é imprescindível o controle cotidiano do fluxo de pagamentos e recebimentos, do valor do “contas a receber” em atraso por parte dos clientes, da política de crédito e consequente exposição ao risco.

Dentro desse contexto, a projeção de fluxo de caixa (mensal, semestral e anual) é a ferramenta mais importante para determinar a origem (interna ou externa) do capital necessário para colocar a operação e projetos no ar.

Gestão de custos

É muito comum o descontrole na gestão de custos em empresas onde o nível de crescimento é muito acentuado. O descontrole é normalmente justificado pela dedicação extra dos recursos da área financeira para darem vazão aos processos, em função do aumento repentino e não estruturado de trabalho, oriundo do tal crescimento nas vendas.

Cabe ao empreendedor estar de olhos abertos para esse cenário e promover a criação de processos mais estruturados e políticas mais rígidas, de forma a minimizar esse descontrole.

Movimentos do mercado que impactem o negócio

Inflação. Câmbio. Juros. Emprego. Consumo. Endividamento.

Cabe ao modelo de gestão financeira garantir não só o acompanhamento e monitoramento dos drivers do cenário macro e microeconômico, como também os estudos de impacto de tais drivers no negócio da empresa.

Atendimento às exigências legais e fiscais

Mais do que simplesmente atender as atuais exigências legais e fiscais dos complexos sistemas tributário e legal do país, o empreendedor tem que estar atento, para que seu modelo de gestão financeira tenha os controles suficientes para acompanhar as constantes mudanças em tais sistemas e a agilidade para ajustar a operação em função de tais mudanças.

Transparência

O empreendedor deve zelar para que seu sistema de gestão financeira tenha a capacidade de prover as informações necessárias para que todos os níveis organizacionais (da gerência aos sócios) da empresa tenham condições de cumprir seu papel e possam efetivamente acompanhar o desempenho e as perspectivas da empresa.

Texto publicado no Endeavor Brasil.