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Os chargebacks – contestações de vendas com cartões de crédito – são mais comuns do que se pensa. Em lojas físicas do varejo o impacto do problema pode ser controlado à medida que os estabelecimentos possuem o tíquete de papel e podem usá-lo como comprovante da operação. Entretanto, em relação às vendas on-line, é mais difícil atestar a legitimidade das transações quando não são reconhecidas pelo titular do cartão.

Isso ocorre porque, ao não solicitar a confirmação mediante à digitação da senha, as lojas virtuais permitem brechas para ações fraudulentas, que podem ocorrer tanto pelo próprio dono do cartão, que pode comprar e depois negar a operação, quanto por terceiros, que só necessitam ter acesso aos números gravados no cartão para adquirir mercadorias sem dificuldades.

Em ambas as situações, os vendedores raramente conseguem identificar o verdadeiro responsável pelo delito, restando-lhes se resignar com o problema, assumi-lo como parte da rotina de vendas e realizar o controle para que as ocorrências de cada chargeback sejam sempre contabilizadas corretamente pelas operadoras e gateways de pagamento.

Como garantir os direitos do consumidor e do lojista

Quando as contestações acontecem

Juntamente aos casos de fraudes, os principais motivos que fazem com que o consumidor solicite o cancelamento e estorno de uma operação com cartão de crédito são:

• insatisfação com a mercadoria;
• o não reconhecimento da compra, incluindo situações em que o consumidor se esquece de uma aquisição;
• erros de processamento, quando o cliente não confere o comprovante;
• e a transação é efetuada com algum valor indevido, por erro de digitação do vendedor.

Muito além do chargeback: quais outros problemas a fraude pode causar ao e-commerce?

A melhor alternativa é o acompanhamento inteligente

Os equívocos cometidos no registro pelas operadoras e gateways podem implicar em cobranças incorretas ou múltiplas de um mesmo evento.

Para evitar que isso ocorra e gere perdas significativas de receita, o ideal é que as empresas vendedoras realizem um acompanhamento criterioso dos chargebacks, utilizando ferramentas de conciliação automática juntamente com sua gestão de vendas com cartões.

As soluções mais eficientes são capazes de aumentar a produtividade da equipe financeira em mais de 70%. Além de identificar as improcedências no confronto entre informações dos vendedores e das operadoras, algumas são capazes de rastrear os chargebacks, verificando se o que foi registrado corresponde à ocorrência da transação, se apontam duplicidades e se informam sobre os prazos para que os usuários recorram das solicitações.

Leia mais:

Chargeback: o mal, o remédio e a esperança de cura!

Entenda quais são os itens que devem constar no holerite a ser entregue para os funcionários

Mais do que um comprovante de pagamento, a folha de pagamento entregue para um funcionário reúne o descritivo com todos os valores pagos pela empresa ao colaborador bem como lista quais descontos foram aplicados em um determinado período. A lista de itens que podem ser descontados é grande e vai desde aqueles que são obrigatórios até os opcionais.

Por se tratar de um documento de extrema relevância, é fundamental que ele seja feito com a maior atenção possível e que os profissionais responsáveis pela sua confecção fiquem atentos a cada detalhe para evitar o pagamento de multas ou questionamentos posteriores por via judicial.

Por isso, listamos aqui os descontos obrigatórios que devem constar na folha de pagamento de forma que você possa cumprir as regras estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e pelo Governo Federal.

Recolhimento do INSS

O INSS é uma sigla para Instituto Nacional da Seguridade Social. Todo trabalhador com carteira assinada precisa, obrigatoriamente, recolher esses tributos, que correspondem a uma parcela sobre o valor do salário bruto. O que pode confundir as pessoas é o fato de que esse valor de cálculo é relativo, ou seja, não é o mesmo para todos os colaboradores.

As regras vigentes no Brasil hoje indicam que o desconto na folha de pagamento deve ser feito respeitando-se os seguintes percentuais:

  • 8% para aqueles cuja remuneração bruta seja igual ou inferior a R$ 1.556,94;
  • 9% para aqueles cuja remuneração bruta seja superior R$ 1.556,94 e igual ou inferior a R$ 2.594,92;
  • 11% para aqueles cuja remuneração bruta seja superior a R$ 2.594,92 e igual ou inferior a R$ 5.189,82.

Depósito do FGTS

Esse é outro item que deve constar obrigatoriamente na folha de pagamento. A sigla FGTS diz respeito ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e, diferente do que ocorre com o INSS, esse valor deve ser pago pela empresa. Assim, o percentual de pagamento é de 8% sobre o valor do salário bruto.

Esse valor deve ser depositado na conta do FGTS do trabalhador mensalmente. Para o trabalhador, o valor só pode ser retirado em caso de demissão sem justa causa ou para a compra de um imóvel, além de outros casos excepcionais.

As regras da Nova Reforma Trabalhista preveem ainda que o trabalhador poderá retirar 80% do valor disponível em conta quando for demitido sem justa causa e houver acordo diretamente com a empresa. Nesse caso, no entanto ele abre mão do recebimento do seguro-desemprego.

Imposto de Renda Retido na Fonte

Esse é outro valor que precisa ser recolhido na folha de pagamento e que varia de acordo com o salário bruto de cada colaborador. A sigla IRRF significa Imposto de Renda Retido na Fonte. A base de cálculo deve levar em consideração a remuneração bruta menos o valor do INSS apurado.

Portanto, levando-se em consideração o valor de cada uma das faixas, deve ser descontado o percentual correspondente do INSS. S quatro faixas são as seguintes:

  • 1ª faixa: desconto de 7,5% sobre o salário bruto entre R$ 1.903,99 e R$ 2.826,65;
  • 2ª faixa: desconto de 15% sobre o salário bruto entre R$ 2.826,66 e R$ 3.751,05;
  • 3ª faixa: desconto de 22,5% sobre o salário bruto entre R$ 3.751,06 e R$ 4.664,68;
  • 4ª faixa: desconto de 27,5% sobre salários brutos iguais a R$ 4.664,69 ou acima desse número.

Demais itens não são obrigatórios

Os três itens que mencionamos acima são obrigatórios e devem constar na folha de pagamento do funcionário. Entretanto, existe um grande número de itens que podem estar vinculados ao holerite, embora não haja previsão em lei de sua obrigatoriedade. É o caso dos descontos relacionados a vale-transporte, vale-alimentação ou planos de saúde, por exemplo.

Esses valores variam de colaborador para colaborador de forma que não há uma regra clara com relação a isso. O que deve haver, até por uma questão de bom senso, é a clara indicação para o funcionário de quais valores estão sendo descontados e referente ao que cada um diz respeito. A ideia é que o documento não deixe nenhuma dúvida e evite margens para interpretações dúbias.

Uso de telefonia pode ser descontado?

De acordo com a legislação trabalhista, todo e qualquer desconto no salário de um trabalhador, que não seja INSS, IRRF, FGTS ou contribuição sindical anual obrigatória, deve ser expressamente autorizado pelo trabalhador. Isso significa que você não pode incluir um seguro ou um plano de saúde em forma de desconto, por exemplo, caso o trabalhador não tenha feito a opção de recebê-lo.

Da mesma forma, o mesmo item pode se aplicar às contas telefônicas e ao uso de serviços e telefonia para fins pessoais. É preciso, antes de tudo, que a empresa tenha políticas claras do uso de telefonia, amplamente divulgadas e assinadas pelos seus funcionários. Feito isso, a empresa precisa ter um sistema tarifador telefônico instalado ou qualquer outra ferramenta de gestão de telecom que comprove que uma determinada ligação foi originada por um colaborador.

Ainda assim, caso exista divergência no uso e a empresa tenha a intenção de cobrar por essa ligação, isso só poderá ocorrer se o funcionário autorizar o desconto em folha. A recomendação nesse caso é evitar o repasse desse tipo de cobrança para os colaboradores, uma vez que esse é um ponto controverso e que pode ser interpretado em um tribunal em favor do trabalhador, parte mais fraca em uma negociação como essa.

Em contrapartida, a adoção de um sistema tarifador telefônico é válida, pois inibe o mal uso das ferramentas de comunicação e permite aos responsáveis pela área de gestão de telecom buscar soluções mais inteligentes e menos dispendiosas com relação ao uso dos serviços de telefonia empresariais. Entenda mais sobre o assunto que pode significar economia para sua empresa:

Como reduzir custos diários com um tarifador telefônico

Com informações da Sumus.

Saiba por que adotar essa metodologia pode representar uma economia significativa para a sua empresa

Que tal reduzir pela metade o valor que você paga na sua conta telefônica? Parece bom demais para ser verdade, não é mesmo?

Entretanto, sistemas de gestão de telecom que incluam um tarifador telefônico podem ser capazes de proporcionar economias desse porte na sua conta telefônica.

A medida é apenas uma entre as muitas que você pode adotar para combater o desperdício e fazer com que as ferramentas de comunicação funcionem ao seu favor, gerando mais receita a partir de cada real gasto. Neste artigo, listamos 7 motivos pelos quais você deve investir em um tarifador telefônico para o seu negócio.  

1- Diminuir ligações desnecessárias

Pense da seguinte forma: se não há regras para serem seguidas, cada um faz as suas próprias regras. É justamente isso que acontece quando não há uma política clara com relação ao que é permitido e ao que é proibido no uso do telefone. Assim, ligações pessoais continuam sendo realizadas e não há uma consciência para que as pessoas evitem usar o telefone se for possível.

A adoção de uma política de gestão de telecom é o primeiro passo a ser implantado antes mesmo do uso de um sistema tarifador telefônico. Educar é sempre mais importante do que punir, mas quando há regras claras os excessos podem ser combatidos.

2- Entender como cada setor usa o telefone

Com a inclusão de um sistema tarifador telefônico na sua empresa outro ponto positivo é o fato de que você passa a saber quais são os setores que mais demandam os serviços de telefonia. Não é raro encontrar empresas que fornecem celulares para os seus funcionários que, muitas vezes, sequer chegam a utilizar essas linhas.

Por outro lado, setores que realmente precisam de um telefone acabam se vendo com planos de dados e franquias limitadas de minutos que acabam fazendo falta nos últimos dias do mês. Conhecer como a sua empresa usa o telefone é uma das possibilidades do uso de sistemas como esses.

3- Controle em tempo real

Quando você tem mais informações para tomar decisões, é bem provável que elas sejam sempre as mais acertadas. Uma das possibilidades que um sistema tarifador telefônico apresenta é a de que as pessoas responsáveis pela gestão de telecom tenham acesso m tempo real a tudo aquilo que está acontecendo na telefonia da empresa.

Em outras palavras, se você acabou de fazer uma campanha educativa, por exemplo, é possível mensurar o resultado nos dias seguintes. Ou, ainda, caso as coisas estejam saindo dos índices planejados, é possível assumir o controle antes mesmo que o mês chegue ao fim.

4- Auditoria nas contas

Você sabia que a maioria das empresas paga uma conta telefônica com valor maior do que deveria? Isso acontece por duas razões: a primeira dela é que os sistemas de cobrança das operadoras não são muito precisos e cometem uma série de falhas, que resultam em cobranças indevidas.

Some a isso o fato de que manualmente é praticamente impossível questionar esses valores, pois certamente esse trabalho não teria seu custo justificado. Com o sistema tarifador telefônico, você não apenas passa a ter noção desses valores como também pode questionar a sua operadora. Em alguns casos, a economia pode chegar a mais de 30%.

5- Rever seu plano de telefonia

Você sabe quanto paga por cada um dos itens que estão presentes em sua conta telefônica? Provavelmente não. Ao adotar um sistema de gestão de telecom você descobre que muitas das promoções que foram oferecidas a você – e que você aceitou pois pareciam ser um bom negócio – na prática não são muito úteis se você não as utiliza.

É comum, por exemplo, que as empresas paguem em seu plano de telefonia pela possibilidade de ter TV a cabo quando elas nem sequer têm uma TV ou alguma razão para assistir à programação. As operadoras de telefonia são abertas a esse tipo de renegociação e você verá que há planos mais adequados para as suas necessidades.

6- Reduzir custos em até 30%

Se você tivesse a oportunidade de reduzir os custos da sua conta de telefone em pelo menos 30%, você iria em frente? Pois é justamente isso que vai acontecer ao adotar um sistema de tarifador telefônico. Com mais controle e ações mais efetivas, é questão de tempo para que você reduza de forma significativa os valores que está pagando.

Em alguns casos, a combinação de uma série de fatores pode levar a reduções nos gastos de até 60% do valor. Em outras palavras, isso significa que esse é um setor da sua empresa que deve ser olhado com muito carinho, pois há muitas oportunidades de economia por ali.

7- Adotar ligações VoIP

Por fim, o último item da nossa lista diz respeito ao uso de sistemas VoIP para ligações. Ele é especialmente válido se a sua companhia tem um volume maior de ligações interurbanas e internacionais. Dessa forma, em alguns casos, é possível reduzir em até 90% os gastos com ligações como essas.

Uma preocupação do passado dizia respeito à qualidade, uma vez que eventualmente esses sistemas apresentavam ruídos e muitas falhas. Hoje, esse problema praticamente deixou de existir e todas as ligações podem ser integradas sem maiores problemas no sistema de gestão de telecom que você utiliza.


Com informações da Sumus.

Saiba como usar as ferramentas de gestão de contas a seu favor

Em uma empresa, todas as funções são igualmente importantes. Além de produzir um bem ou entregar um serviço com qualidade, é preciso contar para as pessoas que ele existe.

É preciso vender do jeito certo. Para diminuir os custos, é preciso comprar matéria-prima de boa qualidade ao menor custo possível. Estamos falando de uma corrente cujos elos estão todos interligados, visando sempre proporcionar os melhores resultados possíveis.

Contudo, ainda assim é grande o número de empresas que acaba delegando para segundo plano a interação entre os departamentos, especialmente no que diz respeito aos setores de gestão de contas e de planejamento.

Cada vez mais os gestores contábeis assumem um papel de fundamental importância na empresa, que vai muito além do simples registro de entrada e saída de valores.

Mas como planejar os custos de sua companhia de forma inteligente, visando encontrar as melhores relações custo-benefício e fazendo com que os fluxos de caixa trabalhem sempre a seu favor.

Para onde estão indo os gastos

Planejar os custos de uma empresa é algo fundamental para qualquer gestor que tenha mente obter bons resultados. Como acabamos de mencionar, não se trata apenas de organizar as contas de tal modo que todos os registros de entradas e saídas de valores estejam em dia.

É preciso entender os fluxos de caixa e fazer com que contratos e operações financeiras possam trabalhar a seu favor. O primeiro aspecto a ser considerado em um planejamento de custos é entender para onde cada centavo gasto está indo. Dividir os gastos da empresa dos gastos pessoais é uma tarefa obrigatória.

O ideal é que o gestor estabeleça para si um pró-labore, um valor fixo mensal cuja retirada será feita em um dia específico. Não misturar as contas pessoais com os valores gastos pela empresa é o primeiro passo para colocar ordem nas coisas.

Planejar custos e organizar pagamentos

Planejar e organizar. Em qualquer livro sobre gestão financeira esses dois verbos estarão sempre presentes e com muitas citações.

É fundamental em qualquer trabalho financeiro que os dados relativos a entradas e saída de dinheiro estejam sempre registrados de forma clara e padronizada, de forma que qualquer pessoa consiga ter acesso a relatórios a partir deles.

Essa tarefa até é possível de ser realizada sem o auxílio da tecnologia, mas você vai perder um tempo precioso que poderia ser dedicado à sua produtividade.

Por isso, a melhor opção é recorrer a um software de gestão de contas e contratos. A Sumus, por exemplo, conta com soluções customizáveis, voltadas tanto para empreendedores de pequeno porte quanto para gestores de companhias maiores.

Graças a recursos como esse, é possível ter acesso em tempo real ao panorama mensal da sua empresa, tanto em termos de faturamento quanto em relação aos gastos, o que ajuda a planejar custos para os meses seguintes de forma mais objetiva.

Avalie sempre o seu orçamento

A partir do momento que você começa a olhar mais de perto os dados financeiros produzidos pela sua empresa, então é possível entender com maior precisão onde exatamente está indo o seu dinheiro.

Esse é o momento de fazer uma análise individual de cada item do orçamento, visando readequar os valores ou até mesmo suprimir eles por completo nos meses seguintes se houver essa possibilidade.

Aqui, há um caso bastante frequente e que pode servir de exemplo para muitas empresas. É bem comum que alguns contratos celebrados há uma longa data sejam mantidos sem o questionamento dos preços ou que novos orçamentos sejam feitos.

Acontece que o mercado é muito dinâmico e passar um ano inteiro confiando que aquele orçamento de um ano atrás, que na época era o mais interessante, continua sendo o melhor não é uma boa escolha.

Trabalhe acima do ponto de equilíbrio

Toda empresa para funcionar precisa encontrar o seu ponto de equilíbrio. Esse é o valor alcançado quando o total de recebíveis é igual ao total que precisa ser gasto, proporcionando dessa forma zero de lucro ou de prejuízo.

Entretanto, ninguém tem interesse em trabalhar para chegar a um resultado zero no final do mês, não é mesmo?

Um grande erro na gestão de custos é não incluir um salário para si mesmo entre os valores a serem obtidos no ponto de equilíbrio. Se no final das contas o valor que você recebeu pagou todas as contas, mas não sobrou um valor pré-estabelecido para você é sinal que a sua gestão não está sendo feita da maneira correta.

Essa, aliás, é uma das grandes razões pelas quais muitos empreendedores abandonam as suas empresas no meio do caminho. Por não terem condições de pagarem a si mesmos, essa “conta” vai sendo deixada de lado, o que prolonga um pouco mais a vida útil da empresa, mas certamente vai minando as suas reservas financeiras pessoais.

A gestão é uma questão de hábito

Ser responsável por uma empresa vai muito além de fazer um bom trabalho ou ter um bom relacionamento com os seus clientes. O sucesso de gestão depende do fato de que as suas contas estejam sempre em dia, que todos os colaboradores recebam salários e que exista lucro no final de um determinado período.

Assim, atuar de forma incisiva na gestão de custos é apenas uma das formas de fazer com que a sua companhia se desenvolva. Ignorar conselhos como esses pode significar o fim prematuro da sua empresa, algo que infelizmente é uma rotina no mercado brasileiro.

Fonte: Sumus.

Como organizar as contas? Saiba como fazer a gestão de contas para que não seja preciso pagar multas por atraso e fazer sobrar um pouco mais de dinheiro no seu bolso

Para quem não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve. Esse é um ditado popular que se aplica a muitas coisas e, inclusive, ao planejamento financeiro. Organizar as contas a pagar, sejam elas pessoais ou da sua empresa, é um dos princípios fundamentais para uma boa gestão de contas. A falta de atenção ou de planejamento pode fazer com que você acabe gastando mais do que precisa.

Mas como organizar as contas de forma que você nunca mais precise se preocupar em pagar multas por atraso ou juros em razão de compras feitas com parcelas em longo prazo, mas que aumentaram consideravelmente o valor final do produto? Siga o nosso passo a passo com dicas valiosas para não errar e garantir uns trocados a mais no seu bolso.

Primeiro passo: o dia do orçamento

Você consegue lembrar de cabeça todas as contas que tem para pagar no próximo mês, com as datas e valores exatos? A menos que o número de contas seja pequeno ou que você tenha uma memória exemplar, é bem provável que alguma coisa fique de fora na sua lista. Por isso, antes de qualquer coisa, é preciso se organizar as contas a pagar em um só lugar.

O ideal é que você use algum recurso eletrônico para isso. Pode ser uma planilha do Excel ou um software especializado, não importa. O primeiro passo é tirar um dia para fazer a gestão de contas, organizando o calendário de pagamentos e atribuindo os valores para cada uma das dívidas em questão. Isso vai fazer também com que você tenha uma noção geral de quanto vai gastar ao longo do mês.

Segundo passo: prioridade e planejamento

Agora que você já sabe quais são e quando terá que pagar suas contas, é hora de comparar os valores que serão gastos com os valores que você tem a receber. Os gastos são maiores que os ganhos? Então você vai precisar definir prioridades e fazer cortes para os próximos meses até que você consiga equilibrar as contas novamente. É hora de fazer o seu planejamento.

A sua gestão de contas deve levar em consideração ainda as datas para pagamentos e também as multas que incidem em caso de atraso. Por exemplo, deixar de pagar o cartão de crédito na data certa ou pagar um valor menor do que o total da fatura pode representar o pagamento de juros de até 20% de um mês para o outro – é muita coisa. Se for para atrasar uma conta, é melhor atrasar aquelas cujas multas são menores.

Terceiro passo: disciplina para o pagamento

Uma das maneiras de garantir que o pagamento vai ser feito na data correta é deixar as contas em débito automático. Alguns bancos oferecem vantagens para os correntistas que pagam as contas dessa forma, como descontos nas tarifas mensais e até isenção da anuidade do cartão de crédito. Se informe no seu banco sobre essa possibilidade que pode fazer você economizar uns trocados a mais.

Se você estiver com problemas financeiros, fuja do dinheiro fácil que é oferecido em empréstimos. É melhor renegociar individualmente cada uma das dívidas do que quitar todas de uma só vez, mas pagar muitas vezes até 50% a mais por isso em médio e longo prazo. Serviços essenciais, como água, luz, telefone e internet devem ser priorizados. Os demais devem ser reavaliados para que possam se adequar melhor à sua realidade financeira.

Quarto passo: estabeleça objetivos claros

Lembra da frase que dissemos lá no início do texto? Agora que você já tem uma visão geral do todo das suas finanças, é hora de estabelecer metas claras de onde você quer chegar. Sua meta é economizar mil reais por mês? Então comece a planejar quais dívidas serão cortadas com o passar do tempo, de forma que a cada mês você fique mais próximo do seu objetivo.

É importante lembrar que muito provavelmente os resultados não virão da noite para o dia. Será preciso alguns meses para colocar tudo em dia, caso suas contas estejam no vermelho. Entretanto, o hábito de fazer o planejamento financeiro é a lição mais importante que você vai carregar para a sua vida depois de organizar as contas.

Quinto passo: fazendo o seu dinheiro render

Somente quando você estiver de acordo com os itens que listamos acima é que vai chegar a hora de colocar em prática o quarto passo. Ele é destinado a aqueles que já se organizam e se planejam muito bem e, por isso, conseguiram sair do vermelho nas contas e estão conseguindo poupar algum dinheiro todos os meses. É hora de adquirir mais conhecimento financeiro e conhecer as opções que podem fazer seu dinheiro render.

Não basta apenas poupar e deixar o seu dinheiro parado. Mês a mês, sobre os valores que temos guardados, incide a taxa de inflação. Em outras palavras, a mesma quantia passa a comprar menos coisas com o passar do tempo. Para evitar que isso aconteça, você deve investir o seu dinheiro em aplicações que possam render mais do que o crescimento da inflação. Poupança, CDBs, LCA, LCI e fundos de investimento são algumas alternativas. Nesse caso, o ideal é conversar com o gerente do seu banco e ver quais opções se adequam melhor ao seu perfil.

Fonte: Sumus.

Todos nós sabemos que o Brasil não se encontra em seu melhor momento econômico. A taxa de crescimento do país foi consideravelmente reduzida e as expectativas para os próximos anos não estão entre as melhores. Por isso, quem possui uma empresa para cuidar pode (e deveria!) se organizar financeiramente, para evitar problemas inesperados.

A grande maioria dos brasileiros, aliás, não controla totalmente suas despesas pessoais e questões relacionadas a gastos passam longe da rotina, então por que seria diferente no ambiente empresarial?

Para administrar bem seu negócio é preciso manter a questão financeira em situação saudável, com responsabilidade e disciplina. Em primeiro lugar, reserve um tempo para organizar todas as despesas e receitas em um planejamento financeiro, pois isso te ajudará a visualizar melhor para onde seu orçamento está sendo direcionado (é importante que todos os gastos sejam registrados para que a análise seja realmente efetiva).

Faça um comparativo entre o que foi previamente incluído no orçamento e o que foi de fato realizado e guarde essas informações em um histórico, que será muito útil para futuras análises, projeções e adequações de estratégias.

Aproveite o momento de crise para fazer o que mais parece óbvio: economizar. É importante poupar para comprar o que já estava estabelecido como meta, para realizar investimentos e também para manter em reserva em casos de imprevisto – o que é importante para qualquer época, pois uma empresa está sujeita a diversos tipos de contratempos. Saiba também como controlar as compras, investindo apenas no que for realmente necessário no momento.

É imprescindível ter objetivos e metas a seguir para que o empresário não perca o foco de como conduzir os negócios e também para que a equipe não se sinta desmotivada.

Uma boa forma de fazer isso é organizar tudo em um planejamento, que deverá ser conhecido por todos os membros da empresa, diagnosticando as necessidades reais e as deficiências que precisarão ser superadas. As metas podem ser definidas a curto e em longo prazo, depende dos objetivos e das características de cada empresa. Encontre a melhor forma de organizar a sua!

Perceba que, caso exista organização, não é difícil manter as finanças de sua empresa em dia. Caso você ainda não tenha feito isso pelo seu negócio, não perca mais tempo e veja como pode fazer diferença.

Texto publicado anteriormente no E-commerce Brasil.

Por que elaborar o planejamento financeiro do seu e-commerce

Os números do mercado de e-commerce são animadores para quem pretende iniciar ou já tem a sua própria loja virtual, no entanto, o crescente aumento das vendas tem gerado grande competitividade nos negócios, exigindo do empreendedor estratégias cada vez mais assertivas para estruturar um modelo de plano de negócios, conseguir se destacar na internet e aumentar a captação e fidelização de clientes.

Como o planejamento financeiro é determinante para o sucesso ou derrocada do e-commerce, neste conteúdo que desenvolvemos você encontrará todos os passos necessários não só para planejar o lançamento de um empreendimento, mas também para geri-lo no seu dia a dia.

Meu primeiro conselho para quem não têm muito conhecimento financeiro é: não fique obcecado por números perfeitos. O segundo: utilize premissas conservadoras.

Além disso, seguir um modelo pode ser viciante e fazer você gastar horas modelando cada detalhe da sua operação. Isso pode ajudar no entendimento da sua empresa – que é fundamental -, mas esse tempo tende a seguir a lei dos rendimentos decrescentes: em algum momento, o seu tempo pode ser melhor aproveitado se você focar em outras atividades.

Aproveite essas dicas de planejamento financeiro para e-commerce e aprimore cada vez mais o seu negócio. Lembre-se: minha intenção é ajudar você!

Premissas do planejamento financeiro para e-commerce

1. O primeiro mês do modelo é o primeiro mês de vendas.
2. Geralmente há três categorias de produtos.

Trabalhando com o modelo financeiro para e-commerce

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Vendas

A aba “Vendas” é onde você vai modelar como pretende gerar vendas no seu e-commerce.

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Tráfego

O faturamento de um e-commerce ocorre em função do número de pessoas que visitam o seu site e da taxa de conversão dos visitantes que efetuam uma compra.

Tráfego orgânico

Tráfego orgânico é o tráfego que vem para um site por links não pagos de outros sites, como motores de busca, diretorias e outros. Ao longo do tempo, o tráfego orgânico tende a crescer conforme a quantidade de conteúdo relevante no seu site e o número de outros sites que linkam para o conteúdo no seu site (backlinks), ajudando no ranking dos motores de busca.

Para esse modelo é preciso consolidar pesquisa, SEO, SEM e tráfego direto dentro do tráfego orgânico, pois é provável que esse tráfego seja gerado por um usuário que tem a intenção de comprar.

O termo “tráfego orgânico” é frequentemente usado para significar todo o tráfego que não seja pago (ao contrário de PPC, CPM, CPA e outros modos pagos). Um site vai gerar tráfego orgânico como resultado da sua qualidade, avaliada pelos motores de busca e usuários da internet. É considerado a forma de tráfego mais valiosa porque é gratuito e por ser provável que os visitantes tenham mais interesse no assunto do seu site.

Como o tráfego orgânico é natural, normalmente o volume desse tipo de tráfego não pode ser construído muito rapidamente. Apesar de ser possível gerar um grande número de tráfego através de backlinking, a construção de parceiros de qualidade que linkariam para o seu site também pode demorar. Tráfego orgánico é:

• Grátis
• Natural
• De boa qualidade
• Durável
• Demora para gerar
• Sustentável

Quanto mais tempo uma loja de e-commerce opera, ganha clientes e se promove, mais o número de visitantes aumenta ao longo do tempo. Tráfego orgânico descreve visitantes que:

• Navegaram para o seu site digitando a URL diretamente no browser.
• Buscaram palavras-chaves diretas nos motores de busca.

Para projetar o crescimento do tráfego orgânico no modelo, uma simples taxa de crescimento mensal é suficiente.

Taxa de crescimento orgânico

É a projeção do percentual de crescimento mês a mês que o seu site vai gerar. Você pode alterar essa premissa conforme for necessário.

1. Visitantes orgânicos

O número de visitantes orgânicos mensais está registrado no Google Analytics (você consegue exportar esse número). O modelo aplica a Taxa de Crescimento Orgânico sobre o número de visitantes orgânicos do mês anterior para calcular o número do mês atual.

Por exemplo: se o número de visitantes orgânicos no mês 1 for 2.000 e a Taxa de Crescimento – Orgânico for 5%, o número de visitantes orgânicos no mês 2 será 2.100 [2.000*(1+5%)=2.100].

Planejamento financeiro: e-commerce deve investir em Marketing & Promocional

O modelo de plano de negócios deve incluir um item fundamental: empresas precisam promover seus produtos para que clientes em potencial fiquem sabendo da sua existência e como seus produtos/serviços solucionam seus problemas ou satisfazem uma necessidade.

No mundo do e-commerce, a forma mais comum de divulgar e promover a sua loja é contatar blogs e publicações relevantes ao seu público. O objetivo é fazer blogueiros escreverem ou publicarem informações sobre o seu produto/serviço para que esse conteúdo atinja o seu público, a fim de que queiram comprar seus produtos. Veja três exemplos para demonstrar como isso funciona:

1. Premium

“Premium” representa um canal com publicações que têm um base de leitores enorme. Exemplo: o site Pequenas Empresas Grandes Negócios.

2. Moderado

Esse canal é caracterizado por blogs e outros sites com uma base razoavelmente grande e relevante de leitores. Por exemplo, o site “Projeto Draft” escreve muito sobre startups, e-commerce e empreendedorismo.

3. Nicho

Canais de nicho tendem a ser os mais relevantes e engajados. Embora o público possa ser pequeno, é muito mais provável que seja o mais relevante para o seu e-commerce. Se você vende bonecas para crianças, por exemplo, mamães blogueiras podem ser um canal muito forte.

Próximas etapas, guia para download e modelo de planilha financeira

Vamos às fases 2, 3 e 4 (Conversões, Vendas e Faturamento)? Clique no link abaixo e faça do download gratuito em PDF do Guia para montar o Modelo financeiro para o seu e-commerce, que ainda conta com um modelo de planilha financeira em Excel para acelerar seu trabalho. Boa leitura e bom trabalho!

MODELO FINANCEIRO PARA O SEU E-COMMERCE

A emissão de notas fiscais, ainda é um assunto que gera grandes dúvidas por parte das pessoas. Seja um microempreendedor ou um futuro empresário, este tema ainda precisa ser mais esclarecido. Pensando neste assunto, separamos algumas dicas para quem pretende emitir nota fiscal.

Para a emissão de notas fiscais, deve-se ter em mente em qual categoria a empresa ou a pessoa física se enquadra, para posteriormente buscar a emissão das notas com os departamentos corretos.

Leia também:

Simples Nacional ou MEI? Qual é o modelo ideal para quem vende online

Para isto, veja abaixo os tipos de notas fiscais e a quem cada uma se destina:

Nota Fiscal Avulsa

É a maneira mais simplificada para microempreendedores emitirem suas notas, porém vale ressaltar que não são todos os estados que aceitam esta modalidade. Para emiti-la basta comparecer a prefeitura de sua cidade, caso esta opção não esteja disponível online no site do órgão.

Deste modo, o microempreendedor será informado sobre a existência desta modalidade de nota fiscal em seu estado e havendo a possibilidade, será informado sobre os documentos necessários.

Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e)

Com o mesmo princípio da nota fiscal avulsa, porém eletrônica. Para emissão desta modalidade de nota, devem-se realizar os mesmos passos para a nota avulsa. Também vale ressaltar que somente alguns estados disponibilizam este tipo de serviço até o momento.

Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e)

Apesar de não obrigatórias, as notas fiscais eletrônicas podem ser emitidas por microempreendedores (MEI). Porém, caso estes decidam emiti-las, devem ter em mente que irão cumprir os mesmos requisitos de empresas em que o processo é obrigatório pelo Simples Nacional.

No geral, para a emissão de notas fiscais eletrônicas, deve-se ter autorização na secretaria da fazenda de seu estado (SEFAZ) e adquirir um certificado digital para assiná-las. Além disso, é necessário adquirir o emissor de notas que é basicamente um programa para este fim. Este emissor pode ser adquirido por empresas privadas que o comercializam ou ainda é possível realizar download gratuito de emissor no site da SEFAZ.

Observação: Os valores de certificados digitais variam de acordo com a modalidade e empresa que o comercializa.

Nova regra do ICMS para NF-es

As novas regras tem como objetivo repartir o imposto recolhido referente a estas transações entre os estados envolvidos. Até então, eram adotadas apenas as alíquotas internas do estado de destino do produto e, a partir do começo de 2016, é realizada uma mudança progressiva das alíquotas até o estado de destino da mercadoria recebe-la integralmente.

O impacto do ICMS sobre o comércio eletrônico em face à Emenda Constitucional nº 87/2015

Qual a diferença na prática?

Vamos adotar um exemplo para ilustrar a mudança. Um produto foi comprado por um consumidor que está em Pernambuco. A loja virtual está sediada em São Paulo, da onde o produto sairá para o seu destino final. A alíquota do ICMS em São Paulo é de 18%, enquanto em Pernambuco é de 17%. A alíquota interestadual de São Paulo para o Nordeste é de 7%.

O estado de origem do produto (São Paulo) ficará com a alíquota interestadual, ou seja, 7%. Já o estado de destino, Pernambuco, receberá a diferença entre a alíquota do estado de origem (os 18% de São Paulo) e a alíquota interestadual (os 7%), totalizando 10%.

Feito isso, ainda é preciso dividir o total dessa diferença de alíquotas, os 10% deste exemplo, entre os dois estados. Para isso, o governo criou uma tabela progressiva que começou a ser praticada em 2016 e vai até 2019, quanto o estado de destino receberá 100% da alíquota.

2016: 40% para o estado de destino e 60% para o estado de origem;
2017: 60% para o estado de destino e 40% para o estado de origem;
2018: 80% para o estado de destino e 20% para o estado de origem;
2019: 100% para o estado de destino e 0% para o estado de origem.

Quais empresas que precisam se adaptar?

A nova regra de recolhimento do ICMS vale apenas para empresas que vendem para o consumidor final. As pessoas físicas e prestadoras de serviços não precisarão se adequar.

As empresas enquadradas no Simples Nacional também estão incluídas nessa nova regra. Antes, o ICMS era embutido no Simples, mas agora, será necessário calcular a diferença de alíquotas entre o estado de origem e o estado de destino para que o imposto seja pago no ato de emissão da nota.

Como a regra impacta no processo de venda?

Até então, um e-commerce que realizasse a venda para outro estado passava por um processo simples de emissão de nota fiscal eletrônica e recolhimento de impostos. Quando a venda era realizada, o empreendedor gerava a NF-e, imprimia duas vias e anexava uma delas ao produto para envio. No final do mês, era feito o pagamento do imposto Simples.

A partir de janeiro de 2016, o processo tornou-se mais complexo. Feita a venda do produto e, após imprimir duas vias da NF-e, a loja virtual deve checar a tabela de alíquota interna e interestadual entre os dois estados envolvidos na transação. Com os valores em mãos, é preciso fazer o cálculo que explicamos mais acima entre a alíquota interna do estado de origem e a alíquota interestadual; a diferença resultante deverá ser repartida na proporção de 40% para o estado de destino da mercadoria e 60% para o estado de origem.

Após os cálculos, o empreendedor deve acessar o site do SEFAZ e emitir a guia de pagamento das alíquotas. O site é diferente para cada estado e as informações solicitadas devem ser preenchidas manualmente para a emissão do GNRE (Guia Nacional de Tributos Interestaduais).

O GNRE precisa ser impresso e pago (o comprovante de pagamento também precisa ser impresso). Todos esses documentos devem ser enviados para o consumidor final, juntamente com a NF-e. No final do mês, ainda é necessário realizar o pagamento do Simples.

Nota Fiscal para Pessoa Física

Esta modalidade de nota é indicada para pessoas físicas que não pretendem ou não abriram suas empresas ainda. Sendo assim, o interessado deve comparecer à prefeitura de sua cidade e realizar a inscrição como prestador de serviços autônomo. Com a emissão da nota, a pessoa física irá pagar somente o imposto Municipal, porém cabe a esta verificar se sua atividade irá reter valores de INSS e IR.

Alguns estados já disponibilizam o recurso online para emissão de notas fiscais avulsas para pessoa física. Deste modo, é necessário acessar o site da Secretaria da Fazenda de onde você mora e verificar se esta opção está online.

Quando emitir

O microempreendedor Individual (MEI), fica isento de emitir notas fiscais de vendas de produtos ou prestação de serviços para consumidores finais (pessoas físicas), exceto se o consumidor solicitar a emissão.
• Para casos onde o MEI realiza vendas ou prestação de serviços para outras empresas, a emissão de nota fiscal torna-se obrigatória.
• Mesmo não sendo obrigatória a emissão de notas fiscais em certas ocasiões, torna-se obrigatório a aquisição de mercadorias e serviços com notas fiscais.
A emissão de notas fiscais eletrônicas não é obrigatória para o MEI mesmo que este realize vendas fora do estado em que atua.
• Para casos em que o MEI adquirir mercadorias usadas de pessoas físicas, no qual normalmente não possuem nota fiscal, o empresário deverá emitir uma nota de entrada utilizando seu próprio talão de notas, ou ainda solicitar a emissão de uma nota avulsa.
Ao utilizar transportadoras para envio de mercadorias, seja para fora do estado ou internamente, o MEI deverá obrigatoriamente emitir nota fiscal para pessoa física ou jurídica.
• Para os demais casos, a emissão de notas fiscais é obrigatória.

Outros cuidados:

Para a emissão de notas fiscais, alguns cuidados devem ser tomados:

Guardar sempre as notas fiscais de compra de produtos e serviços e apresentá-las junto com as notas emitidas ao contador responsável quando o serviço contábil for terceirizado. Caso o MEI não possua um contador particular, este deverá emitir o encerramento da escrituração online no site da prefeitura de sua cidade mensalmente.
Especificar nas notas emitidas o regime em que a empresa se encontra para que haja ou não a retenção de impostos conforme previstos em lei.

Com base nos conhecimentos aqui adquiridos, torna-se mais fácil o empresário se orientar sobre a emissão de notas fiscais.

Vale ressaltar ainda, que as obrigações fiscais devem ser administradas com total atenção, visto que problemas como a omissão de notas podem gerar multas para o empresário de acordo com cada caso.

Deste modo, seja pessoa física ou jurídica, recomenda-se seguir as leis de fiscalização à risca de modo a evitar que pequenas ações se transformem em grandes problemas futuros.

Já sabe como emitir nota fiscal das suas vendas de artesanato? Compartilhe conosco a sua decisão!

Texto publicado anteriormente no Blog da Olist.

O Brasil possui um dos sistemas financeiros mais avançados do mundo. Somos referência quando o assunto é automação bancária e devemos isso, em grande parte, aos tempos de inflação nas alturas que vivíamos até o início da década de 90.

Mas por que, ao contrário dos bancos, nossas empresas até hoje ainda têm dificuldade em lidar com as questões relacionadas à gestão financeira?

Atualmente, é difícil encontrar uma empresa que não possua um mínimo de controle sobre suas finanças. Incluo nesta afirmação desde a simples planilha eletrônica até o sistema de gestão integrada.

É como se o papel de um sistema de gestão terminasse no momento da emissão da nota fiscal, esquecendo-se que entre o momento da venda e o recebimento efetivo do dinheiro, que normalmente acontece em uma conta bancária, existe um intervalo que pode variar de alguns dias até anos.

Para conviver com a burocracia e não perder dinheiro neste cenário altamente dinâmico, as empresas precisam definir processos e métodos para controlar suas carteiras de recebíveis de cartões de modo que consigam responder desde se as vendas foram confirmadas até qual o valor pago pela rede adquirente.

Para auxiliar as empresas, todas as grandes adquirentes oferecem meios que disponibilizam de forma automática as informações sobre suas vendas. Estas informações, chamadas de extratos eletrônicos, são essenciais para qualquer empresa que deseja adotar um processo eficiente em sua gestão das vendas com cartões.

Como cada rede adquirente possui seu modelo próprio de extrato eletrônico, realizar a gestão e conciliação das vendas por conta própria não é muito recomendado.

Hoje em dia existem empresas que são especializadas em oferecer ferramentas para gestão e conciliação das vendas com cartões. Como atendem a diversos clientes, essas empresas conseguem oferecer soluções completas com custo/benefício adequado ao orçamento de pequenas, médias e grandes empresas.

Uma boa ferramenta de conciliação de vendas com cartões deve ser capaz de colaborar com a produtividade do departamento financeiro, permitindo que tarefas até então que demandavam muito tempo e esforços passem a ser realizadas de maneira rápida e simplificadas:

Administração das despesas financeiras

Possibilitar a visualização das vendas realizadas apurando se a taxa cobrada pela adquirente, bom como às tarifas de locação de terminais POS estão sendo praticadas conforme acordo entre a empresa e a rede adquirente.

Controle de cancelamentos chargebacks

Permitir o controle sobre quais solicitações de documentos para comprovação de venda já foram atendidas, evitando-se assim débitos indevidos por chargeback, e também a apuração de cada cancelamento de venda recebido.

Gestão das operações de antecipações

Possibilizar a visualização das operações de antecipações realizadas junto às redes adquirentes, bem como o impacto das mesmas no fluxo de recebimento futuro.

Contabilização e baixa das liquidações

Integrar automaticamente com o sistema de gestão, enviando as informações de liquidação e demais movimentos financeiros, permitindo assim que as vendas sejam baixadas e contabilizadas de forma correta.

Ao implantar todos esses controles e processos, normalmente o departamento financeiro reduz em até 70% do tempo gasto para conciliar as vendas com cartões, isso sem contar nos benefícios de se ter informações confiáveis e em tempo real dos recebíveis de cartões.

Não deixe a crise da economia brasileira deter você. Empresários estão preocupados em relação à expansão de seus negócios, mas o fato é que é possível manter (e até aumentar) o faturamento das empresas.

Trabalhe para que seu e-commerce consiga prosperar e atravessar essa fase da melhor forma possível. Acredite: mesmo neste momento, existem maneiras de crescer.

Quer saber como? Siga nossas dicas e veja por si mesmo!

Afaste ao máximo sua empresa da crise

O setor empresarial continua crescendo no Brasil e muitos empreendedores estão estudando novas formas de entrar no mercado. É importante estar informado a respeito dos obstáculos e dificuldades em momentos de crise, porém é necessário deixar as discussões a respeito do fenômeno um pouco de lado, caso contrário todos acabam desmotivados e com medo de investir em um novo negócio.

Um empreendedor, que administra pessoas e precisa trabalhar com outras variáveis que não as macroeconômicas, pode participar das discussões, mas não deve levar a crise para a empresa.

Aproveite as áreas que ainda têm baixa competitividade

O mercado brasileiro ainda conta com muitas oportunidades em diversas áreas e, ao contrário do que possa parecer, uma empresa menor pode ser mais eficiente do que as maiores, principalmente em questões econômicas.

Já que este seria um momento delicado para investir, que seja em um ambiente menos movimentado. Seja criativo e pense em atingir diferentes mercados.

Invista em um certificado de segurança

O ambiente online precisa ser seguro, principalmente em um momento de crise. O Certificado SSL acaba funcionando também como uma ferramenta de marketing digital, além de garantir transações seguras para clientes e empresários, já que auxilia no posicionamento da loja em buscadores, como o Google.

Além disso, quando uma empresa adquire um SSL é concedido a ela o direito de inserir o Selo de Segurança em sua página, para que o usuário se sinta mais confiante a efetivar a compra. Faz toda a diferença e o retorno desse investimento é garantido.

Economize e guarde recursos

Nesse momento, é importante que o empresário se preocupe com a questão de seu caixa. Está seguro para ultrapassar qualquer aperto? Caso a resposta seja positiva, basta apostar em medidas mais seguras, tomando atitudes conscientes em relação a investimentos, para que não seja necessário parar de crescer.

Os recursos que precisam ser guardados aqui se tratem de pessoas e de dinheiro, estabelecendo objetivos voltados ao público e contando com disponibilidade financeira para executá-los.

Permita que todos tomem decisões e sugiram novos rumos para a empresa

Qualquer empresário precisa ter consciência de que não é possível ser insubstituível o tempo todo. É importante contar com o auxílio de alguém que possa tomar decisões e executar tarefas com a mesma eficiência, pois todos possuem limitações.

Quando o funcionário não tem a oportunidade de colocar o que aprende em prática, a empresa corre o risco de não evoluir como poderia. Permita inovações e faça com que sua equipe saiba o que é esperado de cada funcionário, tornando-o mais motivados e mais dispostos a tentar.

Sua empresa pode crescer muito mais do que se imagina durante um período de crise. Vale a pena aproveitar esse momento para focar em outras prioridades, como vimos. Portanto, não desanime! Motive sua equipe, confie em sua capacidade e vá em frente. Bom trabalho!

Texto anteriormente publicado no E-commerce Brasil.