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Financiamento coletivo

De olho no avanço dos sites de financiamento coletivo, um grupo de empresários de São Paulo resolveu se inspirar no modelo para lançar nesta terça-feira (15/4) uma loja virtual com foco em coleções de estilistas novatos. Batizado como The Stylist, eles investiram R$ 500 mil na ideia, que tem como inspiração o site americano Betabrand – startup que faturou US$ 3 milhões em 2013.

Financiamento coletivo inspira e-commerce de moda.
O E-COMMERCE THE STYLIST QUER DAR ESPAÇO A PEÇAS FABRICADAS POR ESTILISTAS NOVATOS (FOTO: DIVULGAÇÃO).

A operação funciona assim: para cada projeto de nova peça disponível no site há uma meta de encomendas que precisa ser alcançada em determinado prazo (por exemplo, 10 unidades em 30 dias). Nesse período de pré-venda, quem gostar da peça se cadastra, fornece as informações de pagamento, o endereço para entrega e pode acompanhar o status das vendas numa espécie de marcador dentro do site. Ao fim do prazo, os clientes recebem um e-mail informando se o produto será produzido ou não. A confecção e a remessa da peça ficam por conta da startup, que remunera os estilistas com 20% dos royalties da venda. A empresa novata espera faturar R$ 1 milhão no primeiro ano de operação.

A fabricação, conta Bruno Amaro, sócio e diretor executivo do site, será três vezes maior do que a demanda diretamente gerada durante a campanha de divulgação. A ideia com isso é criar um excedente de produção que permanecerá à venda no site, passando a integrar o portfólio da loja virtual enquanto perdurarem os estoques.

“Neste primeiro momento, vamos começar a operação com seis estilistas e 30 ofertas de produtos. Mas queremos chegar a 30 estilistas em seis meses”, conta Amaro, que procurou profissionais da área de moda interessados em integrar a plataforma em universidades de São Paulo, Rio e Florianópolis. “Conversamos com professores e recebemos muitas indicações de estilistas já formados”, diz o empresário, que estima um desembolso médio de R$ 150 para quem apoiar o estilista quando o produto estiver na fase do projeto e cerca de R$ 300 para as peças excedentes, aquelas que já foram confeccionadas.

Para Miriam Levinbook, coordenadora do curso de Negócios da Moda da Universidade Anhembi Morumbi, a ideia é interessante, tanto para o consumidor final, quanto para os estilistas novatos. O ponto de atenção, no entanto, vai para o controle da qualidade da produção, detalhe sensível nesse ramo. “É fundamental que o prometido seja entregue ao cliente.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Publicação do site Época Negócios.