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O e-commerce continua sendo cada vez mais dominado pelos smartphones no mundo inteiro. Segundo pesquisa do eMarketer, enquanto no desktop o tráfego de comércio eletrônico teve uma queda de 67,2% para 61,1%, do segundo trimestre de 2014 até o segundo semestre de 2015, as compras feitas através de smartphones aumentaram consideravelmente. Durante o mesmo período, o e-commerce através de smartphones aumentou de 16,2% até 22,7%.

A tendência é que, estando no mesmo lugar, comércio eletrônico e publicidade mobile se conectem, gerando uma série de facilidades para os possíveis clientes. A publicidade deve ser construída do público para o anúncio e jamais o contrário. Ou seja, o ponto de partida é entender o que o público quer ver e, consequentemente, de que maneira isso pode gerar resultados de compras.

Campanhas com clicktoaction são ideais por incentivarem a compra instantânea, além de tornarem o processo mais prático para os usuários. Um caso hipotético, de um anúncio de loja de roupas, teria um retorno muito maior se fosse direcionado para o setor de compras do site da marca. O clicktoaction
evita que o produto seja logo esquecido, já que a decisão de adquirir o produto torna-se instantânea.

Um case de sucesso desenvolvido para um site de anúncios classificados possuiu como objetivo o download do app de compras e vendas. Utilizando a lógica de atrair o consumidor a desenvolver relações comerciais não somente através do site, mas também do aplicativo, a empresa apostou em anúncios geolocalizados com clicktoaction para o download.

A segmentação foi feita considerando lojas de produtos específicos, como artigos para bebês, para casa, lojas de carro e de celulares e impulsionando, no celular, o anúncio adequado ao local em que o consumidor estivesse. Como exemplo, é possível imaginar um anúncio sobre berço sendo impulsionado para alguém que está em uma loja de artigos para bebês.

O foco desse tipo de mobile ads é, portanto, a conversão. A estratégia deve partir de uma dada inspiração, que define o alcance pretendido, seguida da visualização do conteúdo pelo cliente, adequada ao produto, para conquistar o objetivo pretendido, ou seja, número elevado de compras realizadas pelo público impactado pelo anúncio.

A relação entre e-commerce e mobile ads facilita essa conversão, otimizando o anúncio para pessoas com maior probabilidade de adquirir um determinado produto. Tem um e-commerce e não sabe como anunciar mobile? Deixe um comentário.

A pauta que não escapa dos jornais atualmente é a crise financeira que o país está vivenciando. Não foge também das mesas de bar, rodas de amigos e reuniões empresariais nas quais soluções para cortes de gastos estão começando a ser tomadas.

As estratégias de comunicação e marketing na maioria das vezes são o maior alvo de dispensa quando, na realidade, deveriam ser as maiores aliadas durante o gerenciamento de crise.

Ninguém pode deixar de vender, portanto, ninguém pode deixar de falar do seu produto através da publicidade, ainda que na crise. O momento torna maior a necessidade de otimizar os investimentos no que gera maior retorno, evitando gastos desnecessários.

É dentro desse contexto que a publicidade mobile vem crescendo por possuir uma maior assertividade, principalmente se ligada à localização indoor.

Marketing mobile: aumente a receita do seu negócio

Milena Zanini, gerente de operações da In Loco Media, aponta para uma pesquisa da Forbes que diz que 87% das vendas onlines serão feitas por um dispositivo mobile até 2017.

“O uso do mobile marketing é essencial para aumento de receita de qualquer organização, principalmente num ano de crise, pois ajuda a reduzir custos operacionais e diferencia a marca em relação a concorrência que pode ser tímida nesse momento de atenção geral”, acrescenta.

O que esperar daqui para frente?

Não à toa 2015 já era considerado o ano do mercado digital no Brasil mesmo em 2014, com o cenário de crise se desenhando.

Um levantamento da IDC aponta, ainda, que até 2016, o Brasil será o quarto maior mercado mundial de smartphones, confirmando a explosão digital no país e tornando clara a necessidade de voltar as atenções da publicidade muito mais para a mídia digital do que para setores mais tradicionais.

Com o crescimento e consolidação do mobile como a maior mídia disponível, a localização é um dos mecanismos que mais estão em alta ultimamente. O crescimento do mobile fez também com que o uso de mobile Apps ultrapassasse o uso da internet via browser.

Hoje em dia, com o consumo de internet concentrado nos Apps, o uso de mecanismos de busca se tornou menor, abrindo caminho para a localização se posicionar como a nova maneira de entender o interesse do consumidor com alta precisão.

A possibilidade de mapear aparelhos celulares e, a partir deles, traçar perfis de consumidores torna a experiência publicitária muito mais completa e precisa. Apesar da busca fornecer muitos dados sobre interesse do público, localizar permite saber quais lugares as pessoas frequentam, de que elas gostam e até como se locomovem.

Essas informações são base para que uma campanha seja, antes de tudo, bem desenvolvida e, logo após, totalmente bem direcionada.

Apesar de ser a melhor alternativa para compreender interesse de compra e perfis de usuários, a localização precisa ser antes de tudo confiável.

Segundo o eMarketer, companhia independente de pesquisa sobre marketing, estudos de caso demonstram que mobile ads que utilizam geolocalização geram um aumento de 2,5x de visitas às lojas físicas. Além do relacionamento direto entre marketing mobile e estabelecimentos físicos, o e-commerce também permite ações através da união entre dispositivos móveis e tecnologia de localização.

Um caso ilustrativo seria o de uma ação que, assim que o cliente passasse por uma loja física, exibisse o anúncio de uma loja e-commerce que fornecesse o mesmo produto a um preço promocional.

A tendência geral é, portanto, cada vez mais buscar informações ligadas à localização, além de comprovar que os resultados provocados pelo uso de geolocalização em campanhas publicitárias vão além da taxa de cliques, impressões e do buzz por si só.

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A geolocalização é um dado muito poderoso, mas pede um planejamento estratégico que possibilite ações com bons resultados. O benefício de obter mais informações sobre o consumidor traz consigo a responsabilidade de manter a atenção aos detalhes que envolvem as campanhas.

Neste guia, vamos apresentar os pontos de atenção que devem ser considerados quando se utiliza geolocalização na publicidade.

Qual a precisão do dado?

Existem dados mais gerais, como as informações de localização implícita, que apenas inferem se o usuário tem a possibilidade de estar em um determinado local, assim como as informações sobre tráfego de Internet, que, a partir do endereço de IP, identificam o país do usuário.

Entre os mais precisos, estão os serviços de localização baseados no dispositivo, que incluem sinais de GPS, sensores do dispositivo, pontos de acesso Wi-Fi, IDs de torre celular e localização indoor. A exatidão desses tipos de dado varia, a exemplo do GPS, que chega a uma precisão de 100 metros, enquanto a indoor consegue chegar a 1 metro.

Como usar o dado de localização?

Sozinho, esse dado não tem muita utilidade. É importante saber o que aquela localização significa e o que extrair de relevante para o relatório final de uma campanha mobile.

geolocalizaocao-dados

Depois de verificados esses pontos, existem questões a serem evitadas:

Planejamento estratégico

Tiago Santos, analista de tráfego da In Loco Media, citou o click-to-map como algo que precisa receber uma atenção especial ao planejar uma campanha mobile. Após definir bem o endereço com o cliente, é preciso basear a precisão da localização de acordo com o contexto da ação, definindo, inclusive, se a campanha será indoor ou outdoor.

Não faria sentido, por exemplo, desenvolver para um restaurante uma campanha com targeting de 5 km de raio, porque o cliente não se interessaria em se dirigir ao estabelecimento localizado a uma distância tão longa.

Tiago recomenda, ainda, que não se trabalhe com segmentações isoladas. “O resultado da campanha pode atingir o cliente de maneira mais efetiva se utilizadas as segmentações – pretargeting, in loco e retargeting – de maneira mais integrada.”, concluiu.

Ignorar o horário

A partir da consciência de qual categoria pertence o anunciante, é possível evitar anunciar em momentos inoportunos. Não faria muito sentido, por exemplo, um anúncio de cerveja às 8h de um dia útil, já que a maioria dos bares estão fechados.

Quantidade não é tudo

Não adianta querer que o anúncio seja visto por todas as pessoas. Geolocalização é sobre qualidade: atingir as pessoas certas ao invés de mirar em um todo heterogêneo.

Localização do usuário

Alguns usuários podem se sentir incomodados ao serem impactados com um anúncio que diga “você, que está na farmácia x, confira nosso novo produto”. Atenção ao uso do contexto na publicidade mobile para evitar esses tipos de frases.