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Mais uma vez a ideia desse artigo veio em função de experiências vividas, repetidas vezes.

Recentemente um cliente comentou “…contratei um cara muito bom para trabalhar as nossas redes sociais, mas tive que demitir… ele não sabe escrever. Eu escrevo melhor que ele.”

O portal UOL Educação publicou no ano passado “No Brasil, apenas 8% têm plenas condições de compreender e se expressar…”[i], onde comenta alguns resultados sobre o aumento do analfabetismo funcional em nosso país.

Pois é, a maioria dos brasileiros, sem exagero, não tem capacidade de expressar-se. O que é ótimo para um ambiente político-social excludente e péssimo para os negócios.

O ser humano é um ser social, ou seja, ele se reconhece plenamente quando em interação com o outro. Alguns dizem que homem é um produto do meio, outros que ele é o criador do seu ambiente. Não querendo entrar nessa discussão agora, em qualquer um dos casos a comunicação tem um papel fundamental.

A internet nos possibilitou coisas inimagináveis até então, a socialização do conhecimento, em função da redução do limite imposto pelas barreiras geográficas e da conexão com os fatos em tempo real, é apenas uma dessas facilidades. E uma das consequências mais visível foi o aumento da nossa pressa, do nosso imediatismo. Isso nos levou a criar um “idioma” paralelo, repleto de figuras, expressões, analogias, reduções etc. (blz, vc, bj, abs… :-D, <3, K, J…). Para quem se comunica bem, ótimo, é mais uma ferramenta disponível. Mas para quem já não sabia o básico, resta apenas virar número de estatísticas desalentadoras.

Por vários aspectos (logística, abrangência, mensuração, custo, resultados…), hoje o Inboud Marketing tornou-se uma alternativa muito mais atrativa, face ao marketing tradicional (Outbound). Porém, ao contrário deste, sua premissa é a atração do cliente, o que implica a criação e disponibilização de conteúdo relevante para o seu público. E é aí que a coisa complica.

Tecnicamente falando, tem muita gente fantástica no domínio de ferramentas digitais e afins, mas sem a menor capacidade de produzir conteúdo. Aí, nas conversas com alguns colegas, professores de faculdade, fica fácil entender a dificuldade, ainda maior, de uma geração habituada ao Ctrl+C/Ctrl+V.

A produção de conteúdo realmente relevante pressupõe a compreensão dos fatos, da vida, do mundo… e supõe comparação, análise, crítica, posicionamento, conclusão, enfim, uma real contribuição.  

A falta de domínio da língua causa prejuízos de forma democrática, tanto ao emissor quanto ao receptor. Certa vez, participava de uma banca responsável por fazer a avaliação dos “cases” empresariais concorrentes a um prêmio de gestão bastante conhecido. Um dos finalistas quase foi desclassificado por ter usado em seu relato um termo de forma equivocada e que mudava todo o sentido da mensagem.

Deslizes gramaticais no dia a dia, licença poética, informalidade com quem se conhece ou na língua falada, tudo bem, é perfeitamente aceitável. Guardadas as devidas proporções, de uma fala adequada a cada público-alvo, e apesar de saber-se que a língua é algo vivo e, por isso, evolui, o idioma deve ser conhecido e preservado.  

Por exemplo, temos algumas ocorrências tão corriqueiras que acabaram quase se institucionalizando. É bastante comum vermos anúncios de grandes empresas, fala de profissionais conhecidos e até em mídias de massa, coisas como “maiores informações”, “a nível de”, “assertivo” usado como sinônimo de acertado, baixa estima, quando quer se referir à “baixa autoestima”, e por aí vai.

A solução?

Não tem saída, é estudar e exercitar!

Como?

Uma das melhores formas que conheço é a leitura. E se for uma leitura crítica, melhor ainda. Pois, podemos usar a tecnologia a nosso favor, usar o corretor, elaborar processos ou criar novos aplicativos, para quase tudo, mas automatizar a nossa expressão é algo que ainda não foi inventado.

Então mãos à obra.

Boa leitura!


[i] Referência: UOL Educação

Link para a publicação original no LinkedIn.

Entenda quais variáveis devem ser levadas em consideração na hora de calcular a folha de pagamento

Fazer cálculos tributários no Brasil não é uma tarefa fácil. O país conta hoje com um dos sistemas mais complicados do mundo, repleto de cobranças e particularidades, de forma que as empresas precisam estar atentas a isso, contratando profissionais especializados para gerir esse tipo de trabalho. Além disso, é importante ficar de olho em softwares que possam automatizar parte desse trabalho.

Apesar de a tecnologia dar uma grande força hoje em dia, é importante que o gestor tenha uma visão geral do processo, sabendo exatamente como operacionalizar esses pagamentos de forma que os seus colaboradores destinem o menor tempo possível a essas tarefas.

Quer saber mais sobre como calcular a folha de pagamento da sua empresa? Nesse artigo, listamos algumas dicas para você não errar na hora de fazer as contas.

O cálculo do INSS

O INSS é uma sigla para Instituto Nacional da Seguridade Social. Todo trabalhador com carteira assinada precisa, obrigatoriamente, recolher esses tributos, que correspondem a uma parcela sobre o valor do salário bruto. O que pode confundir as pessoas é o fato de que esse valor de cálculo é relativo, ou seja, não é o mesmo para todos os colaboradores.

As regras vigentes no Brasil hoje indicam que o desconto na folha de pagamento deve ser feito respeitando-se os seguintes percentuais:

  • 8% para aqueles cuja remuneração bruta seja igual ou inferior a R$ 1.556,94;
  • 9% para aqueles cuja remuneração bruta seja superior R$ 1.556,94 e igual ou inferior a R$ 2.594,92;
  • 11% para aqueles cuja remuneração bruta seja superior a R$ 2.594,92 e igual ou inferior a R$ 5.189,82.

FGTS

Esse é outro item que deve constar na folha de pagamento. A sigla FGTS diz respeito ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e, diferente do que ocorre com o INSS, esse valor deve ser pago pela empresa. Assim, o percentual de pagamento é de 8% sobre o valor do salário bruto.

Esse valor deve ser depositado na conta do FGTS do trabalhador mensalmente. Para o trabalhador, o valor só pode ser retirado em caso de demissão sem justa causa ou para a compra de um imóvel, além de outros casos excepcionais.

IRRF

Esse é outro valor que precisa ser recolhido na folha de pagamento e que varia de acordo com o salário bruto de cada colaborador. A sigla IRRF significa Imposto de Renda Retido na Fonte.

A base de cálculo deve levar em consideração a remuneração bruta menos o valor do INSS apurado. Portanto, levando-se em consideração o valor de cada uma das faixas, deve ser descontado o percentual correspondente do INSS. As quatro faixas são as seguintes:

  • 1ª faixa: desconto de 7,5% sobre o salário bruto entre R$ 1.903,99 e R$ 2.826,65;
  • 2ª faixa: desconto de 15% sobre o salário bruto entre R$ 2.826,66 e R$ 3.751,05;
  • 3ª faixa: desconto de 22,5% sobre o salário bruto entre R$ 3.751,06 e R$ 4.664,68;
  • 4ª faixa: desconto de 27,5% sobre salários brutos iguais a R$ 4.664,69 ou acima desse número.

Vale-transporte

Caso o empregado faça o requerimento para ter auxílio no transporte, é obrigação do empregador proporcionar acesso ao transporte público para os seus funcionários.

Nesse caso, o valor total do desconto não pode ser maior do que 6% sobre os vencimentos, ficando a empresa responsável por arcar com o restante dos custos. Outra alternativa é a própria empresa disponibilizar o serviço de transporte.

Vale-refeição

Diferente do que acontece com o vale-transporte, o vale-refeição não é um benefício obrigatório por lei. Entretanto, por se tratar de algo extremamente cobrado pelos funcionários, a maioria das empresas concede esse benefício para os seus colaboradores.

Em casos como esse, o desconto máximo sobre o valor fornecido deve ser de 20%.

Calculando a folha de pagamento

Como você já pôde perceber são vários os descontos e impostos que incidem sobre uma folha de pagamento. Além dos que mencionamos acima, que estão na lista das obrigatoriedades e dos mais comuns, existem também outros valores que podem ser incluídos na lista, de acordo com cada empresa.

Estamos falando de descontos como seguros, planos de saúde, planos odontológicos ou benefícios como vale-creche, vale-cultura, comissões de venda e outras formas de bonificação.

O trabalho não é dos mais simples e quanto maior o número de colaboradores, maiores serão também as particularidades das folhas de pagamento com as quais você vai se deparar. Por isso, não há melhor maneira de se programar quanto a isso se não for por meio da utilização de um software de gestão de folha de pagamento.

Ele é a garantia de que você poderá fazer mais tarefas em um tempo menor e com menos chances de erro.

Softwares de gestão devem estar sempre presentes

Não é apenas a folha de pagamento que merece atenção especial por parte dos gestores. Outras áreas da empresa certamente terão um melhor desempenho se puderem contar com o apoio de softwares específicos. 

Por meio deles é possível detalhar todos os gastos da empresa relacionados à telefonia, permitindo que os gestores possam identificar quais são as áreas com maior demanda e de que maneira pode ser feita algum tipo de economia.

É grande o número de empresas hoje que pagam em suas contas de telefone mais do que utilizam e na maioria dos casos não há como identificar o desperdício se não for por meio de um software de gestão.

Fonte: Sumus, gestão de telecom.

Desde a popularização das mídias sociais digitais no início dos anos 2000, as formas de trabalho começaram a funcionar em modelos diferentes dos tradicionais. Muitas empresas oferecem a seus funcionários maior flexibilidade na rotina de trabalho, como home office ou rotina intermitente – em que o funcionário visita seu local de trabalho eventualmente.

Apesar disso, nem sempre a liberdade é o melhor caminho para a produtividade. É comum que muitas pessoas não consigam, de forma alguma, se concentrar no trabalho feito em casa. Trabalhar em casa gera muitas distrações.

As cafeterias entram como uma alternativa, mas não são espaços com privacidade e silêncio garantidos. Muita gente depende disso para se concentrar. Como alternativa a tudo isso, surgem os coworkings.

Coworking: espaço de trabalho compartilhado

Sem a pressão do trabalho em grandes companhias, ou a distração do home office e ainda a falta de privacidade das cafeterias, surge o coworking – uma alternativa para empresas, empreendedores, freelancers e startups que buscam produtividade em espaços que estimulam isso.

Os coworkings no Brasil são espaços que possuem diferentes formatos, normalmente compostos por mesas compartilhadas ou individuais, salas individuais e ainda salas de reunião.

Coworking: diferenciais atrativos para todos os tipos de negócio

Uma das maiores vantagens dos espaços de trabalho compartilhados é seu custo, normalmente variável em planos mensais ou semanais (os preços também variam de acordo com o tipo de mesa que você contrata) ou ainda individuais, que você paga pelo dia que usa.

Os valores podem variar entre R$250 e R$1000 – entre planos que oferecem apenas algumas horas de trabalho até planos que oferecem espaços 24/7 disponíveis. O acesso a rede de internet é de praxe, incluso no valor contratado.

Alguns oferecem até cafeterias e lounges recreativos. O diferencial é a possibilidade de ajustar a tudo o que você ou sua equipe precisam.

Você é responsável por gestão de contas? Descubra as melhores maneiras de planejar os seus custos

Coworking: uma oportunidade para uma nação empreendedora

O Brasil se destaca quando o assunto é empreender: sendo considerada uma das nações mais empreendedoras do mundo, o número de pessoas que deixam seus empregos para arriscar num negócio próprio é muito grande, principalmente em meio à crise econômica.

O número de empreendedores independentes no Brasil chega perto de 5 milhões, segundo dados do IBGE em 2015, o maior índice desde 2002. O coworking é a realidade de muitas dessas pessoas, e pode salvar muitos negócios que estão perto da falência, seja por questões financeiras ou sistêmicas.

Em suma, os coworkings tendem a ajudar muitas pessoas tanto na parte financeira quanto nas questões de produtividade e, acima de tudo, em networking: empreendedores inspiram uns aos outros, freelancers podem colaborar com ideias para pequenas empresas e startups dão passos maiores e mais certeiros no mercado.

A tendência não parece ser passageira, uma vez que produtividade, networking e criatividade são fundamentos básicos de um bom trabalho no século XXI. E isso é tudo o que um coworking oferece.

Há alguns destaques em São Paulo. Confira a seguir:

  • Coworking Consolação: com workstations individuais e salas privativas, o Coworking Consolação é um espaço clean com diferenciais como copa com micro-ondas e geladeira e ainda os lockers – armários individuais. O plano mais rentável é o de workstation individual.
  • WeWork Paulista: a rede WeWork está na Ásia, na Europa e na América, e seus preços são compatíveis com o restante do mercado. Diferenciais como bicicletário, água aromatizada e materiais de escritório e sua localização privilegiada o tornam um espaço de destaque.
  • Merkaz: no interior do Clube Hebraica de São Paulo, o coworking do Merkaz oferece planos com preços compatíveis aos do mercado e ainda a possibilidade de associar-se ao clube para usufruir dos espaços de atividade física, de lazer e gastronomia.
  • Fazedoria: no bairro do Brooklin, o Fazedoria possui preços atrativos e competitivos com o mercado de coworkings, e conta com espaços de descompressão, comunidade criativa e suporte de informática, além de um projeto colaborativo de troca de livros.

Saiba como usar as ferramentas de gestão de contas a seu favor

Em uma empresa, todas as funções são igualmente importantes. Além de produzir um bem ou entregar um serviço com qualidade, é preciso contar para as pessoas que ele existe.

É preciso vender do jeito certo. Para diminuir os custos, é preciso comprar matéria-prima de boa qualidade ao menor custo possível. Estamos falando de uma corrente cujos elos estão todos interligados, visando sempre proporcionar os melhores resultados possíveis.

Contudo, ainda assim é grande o número de empresas que acaba delegando para segundo plano a interação entre os departamentos, especialmente no que diz respeito aos setores de gestão de contas e de planejamento.

Cada vez mais os gestores contábeis assumem um papel de fundamental importância na empresa, que vai muito além do simples registro de entrada e saída de valores.

Mas como planejar os custos de sua companhia de forma inteligente, visando encontrar as melhores relações custo-benefício e fazendo com que os fluxos de caixa trabalhem sempre a seu favor.

Para onde estão indo os gastos

Planejar os custos de uma empresa é algo fundamental para qualquer gestor que tenha mente obter bons resultados. Como acabamos de mencionar, não se trata apenas de organizar as contas de tal modo que todos os registros de entradas e saídas de valores estejam em dia.

É preciso entender os fluxos de caixa e fazer com que contratos e operações financeiras possam trabalhar a seu favor. O primeiro aspecto a ser considerado em um planejamento de custos é entender para onde cada centavo gasto está indo. Dividir os gastos da empresa dos gastos pessoais é uma tarefa obrigatória.

O ideal é que o gestor estabeleça para si um pró-labore, um valor fixo mensal cuja retirada será feita em um dia específico. Não misturar as contas pessoais com os valores gastos pela empresa é o primeiro passo para colocar ordem nas coisas.

Planejar custos e organizar pagamentos

Planejar e organizar. Em qualquer livro sobre gestão financeira esses dois verbos estarão sempre presentes e com muitas citações.

É fundamental em qualquer trabalho financeiro que os dados relativos a entradas e saída de dinheiro estejam sempre registrados de forma clara e padronizada, de forma que qualquer pessoa consiga ter acesso a relatórios a partir deles.

Essa tarefa até é possível de ser realizada sem o auxílio da tecnologia, mas você vai perder um tempo precioso que poderia ser dedicado à sua produtividade.

Por isso, a melhor opção é recorrer a um software de gestão de contas e contratos. A Sumus, por exemplo, conta com soluções customizáveis, voltadas tanto para empreendedores de pequeno porte quanto para gestores de companhias maiores.

Graças a recursos como esse, é possível ter acesso em tempo real ao panorama mensal da sua empresa, tanto em termos de faturamento quanto em relação aos gastos, o que ajuda a planejar custos para os meses seguintes de forma mais objetiva.

Avalie sempre o seu orçamento

A partir do momento que você começa a olhar mais de perto os dados financeiros produzidos pela sua empresa, então é possível entender com maior precisão onde exatamente está indo o seu dinheiro.

Esse é o momento de fazer uma análise individual de cada item do orçamento, visando readequar os valores ou até mesmo suprimir eles por completo nos meses seguintes se houver essa possibilidade.

Aqui, há um caso bastante frequente e que pode servir de exemplo para muitas empresas. É bem comum que alguns contratos celebrados há uma longa data sejam mantidos sem o questionamento dos preços ou que novos orçamentos sejam feitos.

Acontece que o mercado é muito dinâmico e passar um ano inteiro confiando que aquele orçamento de um ano atrás, que na época era o mais interessante, continua sendo o melhor não é uma boa escolha.

Trabalhe acima do ponto de equilíbrio

Toda empresa para funcionar precisa encontrar o seu ponto de equilíbrio. Esse é o valor alcançado quando o total de recebíveis é igual ao total que precisa ser gasto, proporcionando dessa forma zero de lucro ou de prejuízo.

Entretanto, ninguém tem interesse em trabalhar para chegar a um resultado zero no final do mês, não é mesmo?

Um grande erro na gestão de custos é não incluir um salário para si mesmo entre os valores a serem obtidos no ponto de equilíbrio. Se no final das contas o valor que você recebeu pagou todas as contas, mas não sobrou um valor pré-estabelecido para você é sinal que a sua gestão não está sendo feita da maneira correta.

Essa, aliás, é uma das grandes razões pelas quais muitos empreendedores abandonam as suas empresas no meio do caminho. Por não terem condições de pagarem a si mesmos, essa “conta” vai sendo deixada de lado, o que prolonga um pouco mais a vida útil da empresa, mas certamente vai minando as suas reservas financeiras pessoais.

A gestão é uma questão de hábito

Ser responsável por uma empresa vai muito além de fazer um bom trabalho ou ter um bom relacionamento com os seus clientes. O sucesso de gestão depende do fato de que as suas contas estejam sempre em dia, que todos os colaboradores recebam salários e que exista lucro no final de um determinado período.

Assim, atuar de forma incisiva na gestão de custos é apenas uma das formas de fazer com que a sua companhia se desenvolva. Ignorar conselhos como esses pode significar o fim prematuro da sua empresa, algo que infelizmente é uma rotina no mercado brasileiro.

Fonte: Sumus.

Empreender não é fácil: requer muita responsabilidade para gerenciar as demandas, disposição para lidar com os problemas, atenção para acompanhar as tendências de mercado e a concorrência. Mas, uma vez que você opta por esse caminho, vale a pena continuar.

Para inspirá-lo, trouxemos hoje alguns pensamentos de Bill Gates, simplesmente o homem mais rico do mundo segundo a revista Forbes. A fortuna não é por acaso: sua empresa, a Microsoft, foi a responsável por desenvolver e popularizar o computador pessoal (PC) da maneira como conhecemos hoje, e o sucesso foi exponencial.

1. O tamanho trabalha contra a excelência

A primeira lição de Bill pode parecer óbvia, mas é frequentemente deixada de lado. Muitos empreendedores, ao se empolgarem com o sucesso inicial do empreendimento, investem mundos e fundos para ampliar o negócio sem ter muita clareza de qual será o próximo passo.

Se você tem uma loja virtual que vende para todo o Brasil e deseja levá-la para o resto do mundo, por exemplo, tenha em mente que será preciso adaptar toda a sua logística para essa nova realidade. Com o atendimento é a mesma coisa: quer passar a responder consultas de clientes também pelas redes sociais? Considere que não será possível utilizar os mesmos procedimentos do telefone e do e-mail.

O objetivo principal do seu negócio deve ser continuar crescendo, claro. Mas talvez seja melhor fazer isso horizontalmente (infraestrutura, equipe, linha de produtos) antes de verticalmente (regiões de atuação, nichos específicos do segmento, entre outros).

2. Seus clientes menos satisfeitos são sua maior fonte de aprendizado

Já falamos no nosso blog que a melhor propaganda é feita por um cliente satisfeito, pois poucas iniciativas de marketing são mais poderosas do que o boca a boca. Por outro lado, os consumidores que não estiverem tão contentes com o produto ou serviço do seu negócio também têm um grande valor.

Eles demandam uma atenção extra da parte da sua equipe, pois possuem informações diferenciadas a respeito dos seus erros e acertos. Tente realizar algumas interações via e-mail ou mesmo uma ligação curta para entender os motivos que os fizeram desistir da sua marca. Será o preço? Uma oferta melhor da concorrência? Ou eles simplesmente não tinham nenhuma ligação afetiva? Você pode utilizar o modelo de Aaker para direcionar as perguntas.

Além dos insights estratégicos que suas experiências promovem, clientes insatisfeitos podem ser um desafio para o seu suporte. Querem uma compensação, precisam ser monitorados para evitar crises de imagem, requerem um esforço extra para serem fidelizados novamente. Veja-os como uma excelente oportunidade de evolução.

3. Os líderes do futuro serão os que empoderam os outros

O que diferencia um chefe de um líder? Enquanto o primeiro simplesmente dá ordens e cobra resultados dos subordinados, o segundo sabe orientá-los em tomadas de decisões, explorar seus pontos fortes e ajudá-los a evoluir.

Outras comparações podem ser feitas: o líder, ao contrário do chefe, mantém a equipe motivada e faz um planejamento a médio e longo prazo, em vez de pensar apenas no quadro imediato. Tais conceitos vão diretamente de encontro com a crença de Bill Gates: ele defende que a principal habilidade de liderança é o empoderamento dos colegas de trabalho.

O segredo, portanto, é entender quais as principais habilidades de cada pessoa da equipe e oferecer a ela todos os recursos necessários para que possa desenvolvê-las. Trata-se de dar aos subordinados o poder de crescerem e superarem suas próprias dificuldades e dúvidas. Nas palavras do próprio fundador da Microsoft: “se você mostrar às pessoas os problemas e as soluções, elas estarão dispostas a agir.”

4. A maneira como você gerencia as informações determina se você vai vencer ou perder

Você não quer tomar decisões de negócio baseadas apenas em suposições, e sim em números concretos ou estatísticas confiáveis. Por isso, é importante saber coletar os dados certos a respeito do seu público e aproveitá-los da melhor maneira.

Pense em seu funil de vendas e faça uma lista de todas as variáveis do processo de compra, tentando identificar quais fatores levam seus clientes a fazerem suas escolhas. Se você tem um e-commerce ou um site, por exemplo, pode experimentar o Google Analytics para medir conversões e entender o comportamento dos usuários em cada página.

A inteligência de informações (ou business Intelligence, em inglês) tem um impacto tão positivo na estratégia das empresas que, em algumas delas, tem sua própria equipe dedicada. Não dispense a oportunidade de avaliar o material que você já possui e utilizá-lo para planejar suas próximas ações.

5. A inovação realmente vira o jogo

A história da Microsoft começou com o lançamento do computador pessoal (PC), passando pela venda do primeiro sistema operacional e atingindo seu clímax com o Windows 95 (que possibilitou, entre outras coisas, o acesso dos usuários domésticos à internet). Bill defende a inovação como essencial para o sucesso, e não parece estar errado.

Afinal, para que serve um produto igual a dez outros? Ou um serviço que não traz nenhuma vantagem para quem o utiliza? Seu empreendimento precisa de diferenciais, tanto na proposta quanto no que oferece. E essas diferenciações devem ser constantes, ou eventualmente a concorrência as tornarão obsoletas.

Lembre-se do conselho de um outro grande nome do mundo business (Seth Godin): “não procure clientes para o seu produto – encontre produtos para os seus clientes”. Tenha bem claro o público que você deseja conquistar e fidelizar, e procure identificar as necessidades mais básicas e cotidianas para entender como atendê-las de uma forma que ninguém fez.

Espero que este artigo tenha inspirado você a começar a empreender ou continuar investindo em seu próprio negócio. Finalizo com um último conselho de Bill Gates: “nunca se compare com ninguém neste mundo. Caso o faça, entenda que você estará insultando a si mesmo.”

Na contramão da crise que atinge diversos setores do país, o e-commerce vem apresentando crescimento em relação aos outros segmentos do varejo. Apesar das boas estimativas para este ano, quem deseja começar a trabalhar ou já está nessa área, precisa ter em mente que o planejamento deve ser o principal aliado para o aumento das vendas online.

Muitas vezes, com ajustes simples e algumas inovações é possível realizar grandes transformações no negócio, com resultados altamente positivos.

Confira a seguir algumas dicas de como se planejar melhor, implementar essas mudanças e, claro, vender mais.

Faça uma avaliação do portfólio de produtos

O mercado de vendas online é altamente dinâmico, com alterações constantes nos padrões de consumo e nos tipos de produtos mais comprados.

Assim, é sempre interessante realizar uma análise crítica do negócio, de modo a identificar se o portfólio de produtos atual é condizente com o comportamento dos consumidores.

Essa análise pode revelar a necessidade de modificações no tipo, marca ou quantidade de produtos que são anunciados.

Reforce o estoque e otimize a logística

Depois de revisar o portfólio de produtos, é interessante fazer uma avaliação do preço de venda. Vale a pena monitorar os valores praticados por concorrentes, tanto no varejo físico quanto nas lojas online.

Em alguns casos pode ser interessante ampliar a quantidade de produtos em estoque para reduzir o valor médio pago pelo produto.

Além gerar maior competitividade ao negócio, isso também permite otimizar a logística de entrega dos produtos.

Um ponto relevante é calcular as despesas com preparo e envio dos produtos, verificando se existem soluções mais baratas sem reduzir a qualidade das entregas.

Nesse aspecto, além de fazer envios mais rápidos, é interessante avaliar a viabilidade de práticas como o overdelivering, visando ampliar a fidelização de clientes.

Qual modelo de gestão de estoque é ideal para seu e-commerce?

Investigue a jornada de compra do consumidor

Se a loja online já é eficiente em termos de produtos anunciados e preço de venda, vale a pena avaliar e otimizar a jornada de compra do consumidor.

Com isso é possível identificar possíveis gargalos na concretização das vendas, como má experiência de navegação, layout pouco convincente ou ambiente que não transmita segurança para a compra.

O uso de ferramentas para mapeamento da jornada pode ser um importante aliado nessa etapa.

O ciclo de compra e as práticas do Marketing Digital em um projeto de e-commerce

Otimize os resultados oriundos de buscas orgânicas

Para que um site gere vendas, é importante que ele receba muitos acessos diários, esteja bem posicionado nos buscadores e registre uma boa taxa de conversões.

Sendo assim é interessante investir em estratégias de otimização dos resultados para os buscadores (SEO).

Aposte no marketing de conteúdo, produza descrições ricas em detalhes, capriche nas fotos e títulos e realize um trabalho focado na otimização de palavras-chave relevantes ao negócio.

O incrível poder das buscas em uma loja virtual

Invista no storytelling

Para a maioria dos consumidores, tão importante quanto o produto adquirido é a experiência no processo de compra. Um dos melhores caminhos para otimizar essa experiência é investir no storytelling.

Se você não conhece esse conceito, trata-se da capacidade de uma empresa ou marca contar histórias relevantes, que cativem o público.

Uma narrativa interessante pode revelar a história da empresa ou mesmo detalhes sobre o produto ou o fornecedor do item anunciado. Assim, as chances de conversão também podem ser ampliadas.

Como destacar seu conteúdo com técnicas de storytelling

Reforce a segurança nas transações

Mostrar para os clientes que o site é um lugar seguro pode ser um fator decisivo para ampliar as conversões. Para isso vale a pena investir em certificados de segurança e deixar isso evidente para os consumidores.

O mesmo vale para os pagamentos, com a utilização de gateways que garantam a preservação dos dados e todo o suporte necessário em caso de problemas.

Anuncie nos marketplaces

Além de otimizar os aspectos já mencionados, uma medida que pode gerar resultados positivos e rápidos é diversificar os canais de venda.

Nesse contexto, comercializar seus produtos nos marketplaces é uma das melhores opções para ampliar o faturamento e assegurar mais vendas.

5 razões para colocar seu e-commerce em um marketplace

Para isso, existem no mercado soluções descomplicadoras que tornam o processo ainda mais fácil, garantindo agilidade sem burlar qualquer regra ou prejudicar seu próprio negócio.

Em resumo, e para concluir, o sucesso no comércio eletrônico exige melhorias constantes de gestão. Quanto mais rápidas elas forem identificadas e colocadas em práticas, mais velozes serão os resultados.

Por essa razão, um bom desempenho no varejo online em 2017 precisa ser construído agora mesmo.

Como organizar as contas? Saiba como fazer a gestão de contas para que não seja preciso pagar multas por atraso e fazer sobrar um pouco mais de dinheiro no seu bolso

Para quem não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve. Esse é um ditado popular que se aplica a muitas coisas e, inclusive, ao planejamento financeiro. Organizar as contas a pagar, sejam elas pessoais ou da sua empresa, é um dos princípios fundamentais para uma boa gestão de contas. A falta de atenção ou de planejamento pode fazer com que você acabe gastando mais do que precisa.

Mas como organizar as contas de forma que você nunca mais precise se preocupar em pagar multas por atraso ou juros em razão de compras feitas com parcelas em longo prazo, mas que aumentaram consideravelmente o valor final do produto? Siga o nosso passo a passo com dicas valiosas para não errar e garantir uns trocados a mais no seu bolso.

Primeiro passo: o dia do orçamento

Você consegue lembrar de cabeça todas as contas que tem para pagar no próximo mês, com as datas e valores exatos? A menos que o número de contas seja pequeno ou que você tenha uma memória exemplar, é bem provável que alguma coisa fique de fora na sua lista. Por isso, antes de qualquer coisa, é preciso se organizar as contas a pagar em um só lugar.

O ideal é que você use algum recurso eletrônico para isso. Pode ser uma planilha do Excel ou um software especializado, não importa. O primeiro passo é tirar um dia para fazer a gestão de contas, organizando o calendário de pagamentos e atribuindo os valores para cada uma das dívidas em questão. Isso vai fazer também com que você tenha uma noção geral de quanto vai gastar ao longo do mês.

Segundo passo: prioridade e planejamento

Agora que você já sabe quais são e quando terá que pagar suas contas, é hora de comparar os valores que serão gastos com os valores que você tem a receber. Os gastos são maiores que os ganhos? Então você vai precisar definir prioridades e fazer cortes para os próximos meses até que você consiga equilibrar as contas novamente. É hora de fazer o seu planejamento.

A sua gestão de contas deve levar em consideração ainda as datas para pagamentos e também as multas que incidem em caso de atraso. Por exemplo, deixar de pagar o cartão de crédito na data certa ou pagar um valor menor do que o total da fatura pode representar o pagamento de juros de até 20% de um mês para o outro – é muita coisa. Se for para atrasar uma conta, é melhor atrasar aquelas cujas multas são menores.

Terceiro passo: disciplina para o pagamento

Uma das maneiras de garantir que o pagamento vai ser feito na data correta é deixar as contas em débito automático. Alguns bancos oferecem vantagens para os correntistas que pagam as contas dessa forma, como descontos nas tarifas mensais e até isenção da anuidade do cartão de crédito. Se informe no seu banco sobre essa possibilidade que pode fazer você economizar uns trocados a mais.

Se você estiver com problemas financeiros, fuja do dinheiro fácil que é oferecido em empréstimos. É melhor renegociar individualmente cada uma das dívidas do que quitar todas de uma só vez, mas pagar muitas vezes até 50% a mais por isso em médio e longo prazo. Serviços essenciais, como água, luz, telefone e internet devem ser priorizados. Os demais devem ser reavaliados para que possam se adequar melhor à sua realidade financeira.

Quarto passo: estabeleça objetivos claros

Lembra da frase que dissemos lá no início do texto? Agora que você já tem uma visão geral do todo das suas finanças, é hora de estabelecer metas claras de onde você quer chegar. Sua meta é economizar mil reais por mês? Então comece a planejar quais dívidas serão cortadas com o passar do tempo, de forma que a cada mês você fique mais próximo do seu objetivo.

É importante lembrar que muito provavelmente os resultados não virão da noite para o dia. Será preciso alguns meses para colocar tudo em dia, caso suas contas estejam no vermelho. Entretanto, o hábito de fazer o planejamento financeiro é a lição mais importante que você vai carregar para a sua vida depois de organizar as contas.

Quinto passo: fazendo o seu dinheiro render

Somente quando você estiver de acordo com os itens que listamos acima é que vai chegar a hora de colocar em prática o quarto passo. Ele é destinado a aqueles que já se organizam e se planejam muito bem e, por isso, conseguiram sair do vermelho nas contas e estão conseguindo poupar algum dinheiro todos os meses. É hora de adquirir mais conhecimento financeiro e conhecer as opções que podem fazer seu dinheiro render.

Não basta apenas poupar e deixar o seu dinheiro parado. Mês a mês, sobre os valores que temos guardados, incide a taxa de inflação. Em outras palavras, a mesma quantia passa a comprar menos coisas com o passar do tempo. Para evitar que isso aconteça, você deve investir o seu dinheiro em aplicações que possam render mais do que o crescimento da inflação. Poupança, CDBs, LCA, LCI e fundos de investimento são algumas alternativas. Nesse caso, o ideal é conversar com o gerente do seu banco e ver quais opções se adequam melhor ao seu perfil.

Fonte: Sumus.

Os diretores de marketing precisam incorporar os princípios do growth hacking. Aqui estão algumas lições úteis para isso

Se você busca novidades em tecnologia, você pode ter lido alguma coisa sobre growth hackers. Eles são designers de produtos e experiência do usuário que se especializam no crescimento.

Considerando-se que o growth hacking parece representar uma ameaça para as técnicas de marketing mais tradicionais, você pode esperar que os diretores de marketing fiquem céticos sobre isso.

E alguns deles, presumivelmente, estão cautelosos com toda a atenção que vem sendo dedicada aos growth hackers recentemente.

Então, o que os diretores de marketing podem aprender com os growth hackers? Vamos dar uma olhada em 3 lições específicas.

Lição 1: Os dados devem ser colocados em prática rapidamente

Os growth hackers entendem que a tecnologia torna possível, não só acumular enormes quantidades de dados, mas agir sobre os dados quase que imediatamente.

Para os diretores de marketing, a lição não é apenas que você precisa entregar mensagens altamente segmentadas com base em dados demográficos e dados comportamentais.

Em vez disso, a lição é que essas informações podem ser aproveitadas em tempo real. Colocar dados para serem usados imediatamente torna possível quebrar o ciclo de adoção do produto tradicional, concentrando-se em táticas de curto prazo.

Os growth hackers esperam resultados baseados em dados imediatos, assim deveriam ser também os diretores de marketing.

Lição 2: O fracasso pode ser construtivo

Diretores de marketing também podem aprender muito com os growth hackers com as iterações. Afinal, eles não têm medo de tentar, falhar e, tentar novamente.

Tudo que eles fazem é examinado por seu potencial impacto sobre o crescimento escalável. Isso não quer dizer que profissionais de marketing tradicionais não fazem qualquer teste. Há uma abundância de experimentação e testes acontecendo nas melhores campanhas de hoje.

Mas, uma vez que a abordagem ou a mensagem é resolvida por uma determinada campanha, as coisas param por aí. A campanha tradicional, uma vez colocada em movimento, funciona como um trem que não pode ser interrompido.

Como Andy Johns, que trabalhou como growth hacker no Facebook, Twitter e Quora, disse a Forbes, “a maioria das pessoas não percebe o que está acontecendo nos bastidores dessas empresas. A maioria foi a realização de vários experimentos por dia para determinar a melhor forma de influenciar as pessoas a fazer o que elas queriam que eles fizessem“.

O diretor de marketing que pensa como um growth hacker executa várias campanhas em milhares de sites para ver o que pega e o que não funciona, então volta para o poder da publicidade programática para otimizar todas estas campanhas.

O fracasso ou erro pode nos ensinar muitas coisas e, mostrar novos caminhos.

Lição 3: O poder da atração

A lição para os diretores de marketing é simples: as melhores mensagens de marketing envolvem a vida e os pensamentos de um usuário.

No mundo da exibição, isso significa usar dados para interpretar a intenção do usuário. Quando você está entregando a mensagem certa, na hora certa, você não está se intrometendo na vida do usuário, mas prestando um serviço que pode ser tão útil e interessante como todos os outros conteúdos que o usuário está interagindo online.

Isso é onde a publicidade programática oferece uma tremenda oportunidade para os diretores de marketing pensarem como growth hackers.

Nada disso quer dizer que growth hackers acertam sempre. Os diretores de marketing ainda precisam olhar para os ganhos de curto prazo no contexto das relações de longo prazo com os consumidores.

E marcas que esperam ter relações de longo prazo com os consumidores precisam contar suas histórias de forma consistente.

Mas para os diretores de marketing, olhar para o panorama geral não significa virar as costas para o growth hacking. Significa ter certeza que você tem o hack certo para crescer.

Os principais profissionais de marketing do futuro serão amantes de dados que pensam como engenheiros e conhecem o mercado de uma maneira única.


Este artigo foi adaptado do original, “3 Lessons CMOs Can Learn From Growth Hackers”, do CMO.

Texto publicado anteriormente no Jornal do Empreendedor.

Muito se fala sobre o potencial do comércio eletrônico no Brasil, mas você sabe quais documentos são necessários para abrir uma loja virtual?

Essa é uma dúvida muito comum para empreendedores que estão começando a se aventurar nesse mercado. Investir um pouco de tempo e dinheiro nessa etapa gera benefícios que serão colhidos no longo prazo pelo negócio.

Estar com toda a documentação regularizada e possuir uma empresa formalizada é o primeiro passo para transmitir credibilidade e segurança aos consumidores.

A formalização também abre as portas para a divulgação em outros canais de venda, como os marketplaces.

Embora envolva algumas etapas, a formalização é mais fácil do que parece. Caso o seu negócio não siga o regime de Microempreendedor Individual, será preciso cumprir estas etapas:

Consulta de concorrentes e pré-requisitos

Após definir um nome para seu negócio, é necessário fazer uma consulta pública para verificar se já existem empresas com nomes iguais ou semelhantes ao da sua loja.

Caso o nome já esteja sendo adotado, será preciso buscar outra denominação para o negócio.

Outro ponto importante é verificar quais os critérios existentes para a concessão de Alvará de Funcionamento pela administração municipal.

Empresas que atuam no ramo de alimentação necessitam de uma licença sanitária, por exemplo.  No caso de atividades industriais, a exigência pode ser de uma licença ambiental.

Definição da natureza jurídica 

Após realizar a pesquisa inicial, é hora de iniciar efetivamente a formalização. Caso você possua um sócio, será preciso estabelecer um contrato social.

Esse documento estabelece três premissas básicas:

  • Interesse das partes;
  • Objetivo da empresa;
  • Distribuição das cotas societárias;
  • Regras gerais de conduta e gestão do negócio.

À exceção das microempresas e empresas de pequeno porte, esse contrato social precisará ser assinado por um advogado para ter validade.

Com esse contrato em mãos, é possível avançar para a etapa seguinte.

Registro na Junta Comercial

As exigências para o registro na Junta Comercial variam conforme o estado, portanto é necessário realizar uma consulta conforme a região. Independente disso, alguns documentos serão exigidos:

  • Contrato Social;
  • Documentos pessoais dos sócios;
  • Capa da Junta Comercial preenchida;
  • Comprovante de quitação das taxas cadastrais.

Com a aprovação do processo será gerada o Número de Identificação do Registro de Empresa (NIRE), que permite o avanço para o nível seguinte.

Criação do CNPJ e Inscrição Estadual

O Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) é o número único de identificação da empresa, sendo equivalente ao CPF para as pessoas físicas.

A solicitação é feita apenas pela Internet, na página da Receita Federal. Será necessário apresentar alguns documentos e também definir o segmento de atuação da empresa.

A Inscrição Estadual dependerá dos serviços de um contador, que também vai informar os documentos necessários. Esse documento permite que a loja obtenha a inscrição no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A conclusão dessa etapa vai permitir a solicitação do alvará de funcionamento.

Obtenção do Alvará de Funcionamento e licenças especiais

Com o registro da empresa oficializado, é chegada a hora de formalizar o espaço físico do negócio. É fundamental verificar se o local almejado atende as leis de zoneamento e planos diretores da cidade.

Além da apresentação de documentos, pode ser necessário agendar uma vistoria do imóvel e licenças complementares, como foi citado acima.

Cadastro na Previdência Social

Após realizar todo o processo de formalização, resta uma última etapa: o cadastro na Previdência Social. Ele é obrigatório mesmo se a empresa não possuir funcionários. Esse cadastro precisa ser feito em, no máximo, 30 dias após o início das atividades.

Conclusão

Mesmo exigindo vários documentos e uma sequência de etapas, a formalização é um esforço que vale a pena para qualquer empreendedor.

Os consumidores estão cada vez mais atentos aos detalhes das empresas, e muitos já pesquisam os dados cadastrais antes de efetivar uma compra.

Após seguir toda a sequência acima, basta ao lojista apenas manter a empresa dentro da formalidade, realizando o pagamento adequado de todos os tributos.

Com isso, seu negócio ganha lastro para crescer dentro da lei, sem qualquer risco.

Texto publicado anteriormente no Blog da Olist.

Eu não queria começar este artigo falando sobre como a experiência do consumidor e o relacionamento com clientes são fundamentais para o crescimento (e até sobrevivência) de qualquer negócio no século 21. Mas os números me obrigam a bater nessa tecla.

A Gartner fez uma previsão definitiva: o principal campo competitivo dos negócios vai ser a experiência do consumidor. E isso poderia ser apenas mais uma previsão entre tantas se não fossem as confirmações dessa tendência se espalhando pelos mais variados negócios (ou quebrando outros deles).

Podemos encarar isso como uma boa notícia para o consumidor, mas seria injusto colocá-lo em um papel tão passivo. Na verdade, foi ele quem virou o jogo e trouxe uma má notícia para as empresas, ou marcas e operações de atendimento e relacionamento se reinventam ou vão morrer nos próximos anos.

Isso já deixou de ser uma previsão caótica para se tornar uma realidade. O que nos leva a um ponto crucial: qual o principal indicador de sucesso quando se trata de experiência do consumidor? Se você respondeu satisfação dos clientes, você acertou.

Muitas empresas tomam como sua principal missão um indicador vago como “melhorar a experiência do consumidor” e se esquecem de ser efetivas no momento de atender seus clientes e resolver problemas, dúvidas e entregar informações.

Do que adianta criar campanhas incríveis e emocionantes, além de prometer a melhor experiência, se não conseguimos sequer resolver os problemas mais simples ou dar a devida atenção aos complexos?

Essa visão discrepante é o que normalmente derruba os índices de satisfação de clientes das operações e deixam gerentes e diretores enlouquecidos tentando encontrar soluções de curto prazo.

Neste artigo, quero te alertar, com alguns dados, sobre o quanto o consumidor está insatisfeito e o quanto estamos indo para o caminho errado na busca por encantá-lo ao invés de resolver os seus problemas.

O consumidor está insatisfeito

Se tem uma coisa errada na busca pelo aumento dos índices de satisfação, que eu posso apontar de cara, são as operações de relacionamento que entenderam tudo errado sobre encantar clientes.

Quando você tem um case incrível como o da Disney, que vem sendo usado como exemplo de atendimento e relacionamento com clientes em todo o mundo, é muito fácil confundir o que precisa ser feito com a situação ideal (aquela alcançada após uma execução bem feita).

Antes de pensarmos em encantar clientes, é preciso ser eficiente. Mas será que nós estamos sendo eficientes?

Encantamento vs Eficiência

Pesquisa realizada pela Harvard Business Review (HBR) revelou algo alarmante: 89% dos gerentes de Call Centers respondentes disseram ter como meta encantar seus clientes.

Um ano depois, o mesmo instituto de pesquisa foi atrás para saber a opinião dos consumidores que se relacionaram com esses Call Centers. O resultado? 84% dos respondentes disseram que nunca foram encantados pelo SAC.

Esse contraste é fruto de uma busca que não vai ter sucesso, a não ser que os gestores e diretores passem a entender o caminho que deve ser trilhado bem antes do encantamento: o caminho da eficiência.

Alcançar a satisfação de seus clientes deve ser, antes de tudo, atendê-los no que precisam. Seja na compra de um produto ou serviço ou atendendo-os em suas demandas, informações e dúvidas, o que eles querem é eficiência – que resolvam rápido e sem esforços.

O descaso com o consumidor no atendimento

A tecnologia avançou, o consumidor mudou. É claro que as empresas entenderam que é preciso atendê-lo melhor, certo?

Infelizmente, ainda não estamos lá.

Aqui na Neo, gostamos muito de um estudo chamado Customer Rage, que existe desde 2003. A edição de 2015 revelou mais alguns dados chocantes.

O aumento dos problemas

Os consumidores continuam experienciando problemas com as empresas, o que gera cada vez mais demanda para as centrais de relacionamento.

De 2003 a 2007, o Customer Rage apontou que 39% dos consumidores registravam problemas. Esse número saltou para 54% em 2015.

Com tanta tecnologia e criação de processos mais otimizados em todas as áreas, o que estamos fazendo de errado?

Calma. Ainda pode ficar pior.

A queda da satisfação

O estudo vai ainda mais longe e revela que, embora os problemas tenham aumentado, a satisfação caiu gradativamente conforme o passar dos anos.

Em 1976, estudo da Casa Branca revelou que 23% dos consumidores se sentiam completamente satisfeitos ou receberam mais do que esperavam. Esse número caiu para 17% em 2015.

Embora a queda tenha sido a uma taxa baixa, conforme o passar dos anos, é inadmissível que, com a evolução da tecnologia e dos processos, ela tenha caído.

De novo, o que estamos fazendo errado?

Consumidores não recebem nada em troca

O Customer Rage também revela um comportamento interessante entre os consumidores: um aumento no percentual daqueles que sentiram que não receberam nada em troca quando entraram em contato com um SAC. Isso significa: não tiveram seu problema resolvido e sequer foram posicionados sobre uma solução.

De 2004 a 2013, 52% demonstraram essa sensação. Em 2015, o percentual saltou para 63%.

As seis frases que os consumidores odeiam ouvir

Uma ideia para começar a mudar essa realidade é começar a entender o que os consumidores querem ou não. De fato, algumas frases os irritam profundamente, de acordo com a pesquisa.

  1. Sua ligação é muito importante para nós. Por favor, continue na linha (80%)*;

  2. Por favor, dê a sua maior nota no questionário ao fim deste atendimento (80%);

  3. Posso pedir suas informações novamente? (77%);

  4. Infelizmente, essa é a nossa política (75%);

  5. Você responderia uma rápida pesquisa após esta chamada? (75%);

  6. No momento, todos os nossos atendentes estão ocupados. Você será atendido na ordem de chegada desta chamada (74%)*;

* 15% ou mais dos respondentes disseram que estas frases deveriam ser banidas.

O que os consumidores esperam

As seis principais demandas dos consumidores quando são atendidos mostram a discrepância entre aquilo que esperam e aquilo que recebem. Veja:

  1. Segurança de que o problema não vai acontecer de novo (66%);

  2. Que a companhia se coloque no lugar do consumidor (64%);

  3. Uma explicação sobre o porquê o problema está acontecendo (62%);

  4. Ser tratado com dignidade (61%);

  5. Reparar ou resolver o problema do produto ou serviço (55%);

  6. Que seja atendido em uma linguagem cotidiana e informal, sem scripts (50%).

Conclusão

Minha intenção com este artigo era mostrar o quanto estamos distantes de atender aos anseios dos consumidores e o quanto eles estão esperando que isto mude. O pior, porém, é que, quanto mais o consumidor espera por um bom serviço, mais o atendimento ao cliente o vem decepcionando.

Acredito que seja a hora de as empresas se unirem para mudar esta realidade. O atendimento precisa ser uma experiência menos traumática e os meios para que isto aconteça já existem. Falta, agora, o despertar do mercado para que o sonho de um mundo com mais relacionamentos fortes entre empresas e consumidores se torne real.