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Como organizar as contas? Saiba como fazer a gestão de contas para que não seja preciso pagar multas por atraso e fazer sobrar um pouco mais de dinheiro no seu bolso

Para quem não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve. Esse é um ditado popular que se aplica a muitas coisas e, inclusive, ao planejamento financeiro. Organizar as contas a pagar, sejam elas pessoais ou da sua empresa, é um dos princípios fundamentais para uma boa gestão de contas. A falta de atenção ou de planejamento pode fazer com que você acabe gastando mais do que precisa.

Mas como organizar as contas de forma que você nunca mais precise se preocupar em pagar multas por atraso ou juros em razão de compras feitas com parcelas em longo prazo, mas que aumentaram consideravelmente o valor final do produto? Siga o nosso passo a passo com dicas valiosas para não errar e garantir uns trocados a mais no seu bolso.

Primeiro passo: o dia do orçamento

Você consegue lembrar de cabeça todas as contas que tem para pagar no próximo mês, com as datas e valores exatos? A menos que o número de contas seja pequeno ou que você tenha uma memória exemplar, é bem provável que alguma coisa fique de fora na sua lista. Por isso, antes de qualquer coisa, é preciso se organizar as contas a pagar em um só lugar.

O ideal é que você use algum recurso eletrônico para isso. Pode ser uma planilha do Excel ou um software especializado, não importa. O primeiro passo é tirar um dia para fazer a gestão de contas, organizando o calendário de pagamentos e atribuindo os valores para cada uma das dívidas em questão. Isso vai fazer também com que você tenha uma noção geral de quanto vai gastar ao longo do mês.

Segundo passo: prioridade e planejamento

Agora que você já sabe quais são e quando terá que pagar suas contas, é hora de comparar os valores que serão gastos com os valores que você tem a receber. Os gastos são maiores que os ganhos? Então você vai precisar definir prioridades e fazer cortes para os próximos meses até que você consiga equilibrar as contas novamente. É hora de fazer o seu planejamento.

A sua gestão de contas deve levar em consideração ainda as datas para pagamentos e também as multas que incidem em caso de atraso. Por exemplo, deixar de pagar o cartão de crédito na data certa ou pagar um valor menor do que o total da fatura pode representar o pagamento de juros de até 20% de um mês para o outro – é muita coisa. Se for para atrasar uma conta, é melhor atrasar aquelas cujas multas são menores.

Terceiro passo: disciplina para o pagamento

Uma das maneiras de garantir que o pagamento vai ser feito na data correta é deixar as contas em débito automático. Alguns bancos oferecem vantagens para os correntistas que pagam as contas dessa forma, como descontos nas tarifas mensais e até isenção da anuidade do cartão de crédito. Se informe no seu banco sobre essa possibilidade que pode fazer você economizar uns trocados a mais.

Se você estiver com problemas financeiros, fuja do dinheiro fácil que é oferecido em empréstimos. É melhor renegociar individualmente cada uma das dívidas do que quitar todas de uma só vez, mas pagar muitas vezes até 50% a mais por isso em médio e longo prazo. Serviços essenciais, como água, luz, telefone e internet devem ser priorizados. Os demais devem ser reavaliados para que possam se adequar melhor à sua realidade financeira.

Quarto passo: estabeleça objetivos claros

Lembra da frase que dissemos lá no início do texto? Agora que você já tem uma visão geral do todo das suas finanças, é hora de estabelecer metas claras de onde você quer chegar. Sua meta é economizar mil reais por mês? Então comece a planejar quais dívidas serão cortadas com o passar do tempo, de forma que a cada mês você fique mais próximo do seu objetivo.

É importante lembrar que muito provavelmente os resultados não virão da noite para o dia. Será preciso alguns meses para colocar tudo em dia, caso suas contas estejam no vermelho. Entretanto, o hábito de fazer o planejamento financeiro é a lição mais importante que você vai carregar para a sua vida depois de organizar as contas.

Quinto passo: fazendo o seu dinheiro render

Somente quando você estiver de acordo com os itens que listamos acima é que vai chegar a hora de colocar em prática o quarto passo. Ele é destinado a aqueles que já se organizam e se planejam muito bem e, por isso, conseguiram sair do vermelho nas contas e estão conseguindo poupar algum dinheiro todos os meses. É hora de adquirir mais conhecimento financeiro e conhecer as opções que podem fazer seu dinheiro render.

Não basta apenas poupar e deixar o seu dinheiro parado. Mês a mês, sobre os valores que temos guardados, incide a taxa de inflação. Em outras palavras, a mesma quantia passa a comprar menos coisas com o passar do tempo. Para evitar que isso aconteça, você deve investir o seu dinheiro em aplicações que possam render mais do que o crescimento da inflação. Poupança, CDBs, LCA, LCI e fundos de investimento são algumas alternativas. Nesse caso, o ideal é conversar com o gerente do seu banco e ver quais opções se adequam melhor ao seu perfil.

Fonte: Sumus.

Os diretores de marketing precisam incorporar os princípios do growth hacking. Aqui estão algumas lições úteis para isso

Se você busca novidades em tecnologia, você pode ter lido alguma coisa sobre growth hackers. Eles são designers de produtos e experiência do usuário que se especializam no crescimento.

Considerando-se que o growth hacking parece representar uma ameaça para as técnicas de marketing mais tradicionais, você pode esperar que os diretores de marketing fiquem céticos sobre isso.

E alguns deles, presumivelmente, estão cautelosos com toda a atenção que vem sendo dedicada aos growth hackers recentemente.

Então, o que os diretores de marketing podem aprender com os growth hackers? Vamos dar uma olhada em 3 lições específicas.

Lição 1: Os dados devem ser colocados em prática rapidamente

Os growth hackers entendem que a tecnologia torna possível, não só acumular enormes quantidades de dados, mas agir sobre os dados quase que imediatamente.

Para os diretores de marketing, a lição não é apenas que você precisa entregar mensagens altamente segmentadas com base em dados demográficos e dados comportamentais.

Em vez disso, a lição é que essas informações podem ser aproveitadas em tempo real. Colocar dados para serem usados imediatamente torna possível quebrar o ciclo de adoção do produto tradicional, concentrando-se em táticas de curto prazo.

Os growth hackers esperam resultados baseados em dados imediatos, assim deveriam ser também os diretores de marketing.

Lição 2: O fracasso pode ser construtivo

Diretores de marketing também podem aprender muito com os growth hackers com as iterações. Afinal, eles não têm medo de tentar, falhar e, tentar novamente.

Tudo que eles fazem é examinado por seu potencial impacto sobre o crescimento escalável. Isso não quer dizer que profissionais de marketing tradicionais não fazem qualquer teste. Há uma abundância de experimentação e testes acontecendo nas melhores campanhas de hoje.

Mas, uma vez que a abordagem ou a mensagem é resolvida por uma determinada campanha, as coisas param por aí. A campanha tradicional, uma vez colocada em movimento, funciona como um trem que não pode ser interrompido.

Como Andy Johns, que trabalhou como growth hacker no Facebook, Twitter e Quora, disse a Forbes, “a maioria das pessoas não percebe o que está acontecendo nos bastidores dessas empresas. A maioria foi a realização de vários experimentos por dia para determinar a melhor forma de influenciar as pessoas a fazer o que elas queriam que eles fizessem“.

O diretor de marketing que pensa como um growth hacker executa várias campanhas em milhares de sites para ver o que pega e o que não funciona, então volta para o poder da publicidade programática para otimizar todas estas campanhas.

O fracasso ou erro pode nos ensinar muitas coisas e, mostrar novos caminhos.

Lição 3: O poder da atração

A lição para os diretores de marketing é simples: as melhores mensagens de marketing envolvem a vida e os pensamentos de um usuário.

No mundo da exibição, isso significa usar dados para interpretar a intenção do usuário. Quando você está entregando a mensagem certa, na hora certa, você não está se intrometendo na vida do usuário, mas prestando um serviço que pode ser tão útil e interessante como todos os outros conteúdos que o usuário está interagindo online.

Isso é onde a publicidade programática oferece uma tremenda oportunidade para os diretores de marketing pensarem como growth hackers.

Nada disso quer dizer que growth hackers acertam sempre. Os diretores de marketing ainda precisam olhar para os ganhos de curto prazo no contexto das relações de longo prazo com os consumidores.

E marcas que esperam ter relações de longo prazo com os consumidores precisam contar suas histórias de forma consistente.

Mas para os diretores de marketing, olhar para o panorama geral não significa virar as costas para o growth hacking. Significa ter certeza que você tem o hack certo para crescer.

Os principais profissionais de marketing do futuro serão amantes de dados que pensam como engenheiros e conhecem o mercado de uma maneira única.


Este artigo foi adaptado do original, “3 Lessons CMOs Can Learn From Growth Hackers”, do CMO.

Texto publicado anteriormente no Jornal do Empreendedor.

Muito se fala sobre o potencial do comércio eletrônico no Brasil, mas você sabe quais documentos são necessários para abrir uma loja virtual?

Essa é uma dúvida muito comum para empreendedores que estão começando a se aventurar nesse mercado. Investir um pouco de tempo e dinheiro nessa etapa gera benefícios que serão colhidos no longo prazo pelo negócio.

Estar com toda a documentação regularizada e possuir uma empresa formalizada é o primeiro passo para transmitir credibilidade e segurança aos consumidores.

A formalização também abre as portas para a divulgação em outros canais de venda, como os marketplaces.

Embora envolva algumas etapas, a formalização é mais fácil do que parece. Caso o seu negócio não siga o regime de Microempreendedor Individual, será preciso cumprir estas etapas:

Consulta de concorrentes e pré-requisitos

Após definir um nome para seu negócio, é necessário fazer uma consulta pública para verificar se já existem empresas com nomes iguais ou semelhantes ao da sua loja.

Caso o nome já esteja sendo adotado, será preciso buscar outra denominação para o negócio.

Outro ponto importante é verificar quais os critérios existentes para a concessão de Alvará de Funcionamento pela administração municipal.

Empresas que atuam no ramo de alimentação necessitam de uma licença sanitária, por exemplo.  No caso de atividades industriais, a exigência pode ser de uma licença ambiental.

Definição da natureza jurídica 

Após realizar a pesquisa inicial, é hora de iniciar efetivamente a formalização. Caso você possua um sócio, será preciso estabelecer um contrato social.

Esse documento estabelece três premissas básicas:

  • Interesse das partes;
  • Objetivo da empresa;
  • Distribuição das cotas societárias;
  • Regras gerais de conduta e gestão do negócio.

À exceção das microempresas e empresas de pequeno porte, esse contrato social precisará ser assinado por um advogado para ter validade.

Com esse contrato em mãos, é possível avançar para a etapa seguinte.

Registro na Junta Comercial

As exigências para o registro na Junta Comercial variam conforme o estado, portanto é necessário realizar uma consulta conforme a região. Independente disso, alguns documentos serão exigidos:

  • Contrato Social;
  • Documentos pessoais dos sócios;
  • Capa da Junta Comercial preenchida;
  • Comprovante de quitação das taxas cadastrais.

Com a aprovação do processo será gerada o Número de Identificação do Registro de Empresa (NIRE), que permite o avanço para o nível seguinte.

Criação do CNPJ e Inscrição Estadual

O Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) é o número único de identificação da empresa, sendo equivalente ao CPF para as pessoas físicas.

A solicitação é feita apenas pela Internet, na página da Receita Federal. Será necessário apresentar alguns documentos e também definir o segmento de atuação da empresa.

A Inscrição Estadual dependerá dos serviços de um contador, que também vai informar os documentos necessários. Esse documento permite que a loja obtenha a inscrição no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A conclusão dessa etapa vai permitir a solicitação do alvará de funcionamento.

Obtenção do Alvará de Funcionamento e licenças especiais

Com o registro da empresa oficializado, é chegada a hora de formalizar o espaço físico do negócio. É fundamental verificar se o local almejado atende as leis de zoneamento e planos diretores da cidade.

Além da apresentação de documentos, pode ser necessário agendar uma vistoria do imóvel e licenças complementares, como foi citado acima.

Cadastro na Previdência Social

Após realizar todo o processo de formalização, resta uma última etapa: o cadastro na Previdência Social. Ele é obrigatório mesmo se a empresa não possuir funcionários. Esse cadastro precisa ser feito em, no máximo, 30 dias após o início das atividades.

Conclusão

Mesmo exigindo vários documentos e uma sequência de etapas, a formalização é um esforço que vale a pena para qualquer empreendedor.

Os consumidores estão cada vez mais atentos aos detalhes das empresas, e muitos já pesquisam os dados cadastrais antes de efetivar uma compra.

Após seguir toda a sequência acima, basta ao lojista apenas manter a empresa dentro da formalidade, realizando o pagamento adequado de todos os tributos.

Com isso, seu negócio ganha lastro para crescer dentro da lei, sem qualquer risco.

Texto publicado anteriormente no Blog da Olist.

Eu não queria começar este artigo falando sobre como a experiência do consumidor e o relacionamento com clientes são fundamentais para o crescimento (e até sobrevivência) de qualquer negócio no século 21. Mas os números me obrigam a bater nessa tecla.

A Gartner fez uma previsão definitiva: o principal campo competitivo dos negócios vai ser a experiência do consumidor. E isso poderia ser apenas mais uma previsão entre tantas se não fossem as confirmações dessa tendência se espalhando pelos mais variados negócios (ou quebrando outros deles).

Podemos encarar isso como uma boa notícia para o consumidor, mas seria injusto colocá-lo em um papel tão passivo. Na verdade, foi ele quem virou o jogo e trouxe uma má notícia para as empresas, ou marcas e operações de atendimento e relacionamento se reinventam ou vão morrer nos próximos anos.

Isso já deixou de ser uma previsão caótica para se tornar uma realidade. O que nos leva a um ponto crucial: qual o principal indicador de sucesso quando se trata de experiência do consumidor? Se você respondeu satisfação dos clientes, você acertou.

Muitas empresas tomam como sua principal missão um indicador vago como “melhorar a experiência do consumidor” e se esquecem de ser efetivas no momento de atender seus clientes e resolver problemas, dúvidas e entregar informações.

Do que adianta criar campanhas incríveis e emocionantes, além de prometer a melhor experiência, se não conseguimos sequer resolver os problemas mais simples ou dar a devida atenção aos complexos?

Essa visão discrepante é o que normalmente derruba os índices de satisfação de clientes das operações e deixam gerentes e diretores enlouquecidos tentando encontrar soluções de curto prazo.

Neste artigo, quero te alertar, com alguns dados, sobre o quanto o consumidor está insatisfeito e o quanto estamos indo para o caminho errado na busca por encantá-lo ao invés de resolver os seus problemas.

O consumidor está insatisfeito

Se tem uma coisa errada na busca pelo aumento dos índices de satisfação, que eu posso apontar de cara, são as operações de relacionamento que entenderam tudo errado sobre encantar clientes.

Quando você tem um case incrível como o da Disney, que vem sendo usado como exemplo de atendimento e relacionamento com clientes em todo o mundo, é muito fácil confundir o que precisa ser feito com a situação ideal (aquela alcançada após uma execução bem feita).

Antes de pensarmos em encantar clientes, é preciso ser eficiente. Mas será que nós estamos sendo eficientes?

Encantamento vs Eficiência

Pesquisa realizada pela Harvard Business Review (HBR) revelou algo alarmante: 89% dos gerentes de Call Centers respondentes disseram ter como meta encantar seus clientes.

Um ano depois, o mesmo instituto de pesquisa foi atrás para saber a opinião dos consumidores que se relacionaram com esses Call Centers. O resultado? 84% dos respondentes disseram que nunca foram encantados pelo SAC.

Esse contraste é fruto de uma busca que não vai ter sucesso, a não ser que os gestores e diretores passem a entender o caminho que deve ser trilhado bem antes do encantamento: o caminho da eficiência.

Alcançar a satisfação de seus clientes deve ser, antes de tudo, atendê-los no que precisam. Seja na compra de um produto ou serviço ou atendendo-os em suas demandas, informações e dúvidas, o que eles querem é eficiência – que resolvam rápido e sem esforços.

O descaso com o consumidor no atendimento

A tecnologia avançou, o consumidor mudou. É claro que as empresas entenderam que é preciso atendê-lo melhor, certo?

Infelizmente, ainda não estamos lá.

Aqui na Neo, gostamos muito de um estudo chamado Customer Rage, que existe desde 2003. A edição de 2015 revelou mais alguns dados chocantes.

O aumento dos problemas

Os consumidores continuam experienciando problemas com as empresas, o que gera cada vez mais demanda para as centrais de relacionamento.

De 2003 a 2007, o Customer Rage apontou que 39% dos consumidores registravam problemas. Esse número saltou para 54% em 2015.

Com tanta tecnologia e criação de processos mais otimizados em todas as áreas, o que estamos fazendo de errado?

Calma. Ainda pode ficar pior.

A queda da satisfação

O estudo vai ainda mais longe e revela que, embora os problemas tenham aumentado, a satisfação caiu gradativamente conforme o passar dos anos.

Em 1976, estudo da Casa Branca revelou que 23% dos consumidores se sentiam completamente satisfeitos ou receberam mais do que esperavam. Esse número caiu para 17% em 2015.

Embora a queda tenha sido a uma taxa baixa, conforme o passar dos anos, é inadmissível que, com a evolução da tecnologia e dos processos, ela tenha caído.

De novo, o que estamos fazendo errado?

Consumidores não recebem nada em troca

O Customer Rage também revela um comportamento interessante entre os consumidores: um aumento no percentual daqueles que sentiram que não receberam nada em troca quando entraram em contato com um SAC. Isso significa: não tiveram seu problema resolvido e sequer foram posicionados sobre uma solução.

De 2004 a 2013, 52% demonstraram essa sensação. Em 2015, o percentual saltou para 63%.

As seis frases que os consumidores odeiam ouvir

Uma ideia para começar a mudar essa realidade é começar a entender o que os consumidores querem ou não. De fato, algumas frases os irritam profundamente, de acordo com a pesquisa.

  1. Sua ligação é muito importante para nós. Por favor, continue na linha (80%)*;

  2. Por favor, dê a sua maior nota no questionário ao fim deste atendimento (80%);

  3. Posso pedir suas informações novamente? (77%);

  4. Infelizmente, essa é a nossa política (75%);

  5. Você responderia uma rápida pesquisa após esta chamada? (75%);

  6. No momento, todos os nossos atendentes estão ocupados. Você será atendido na ordem de chegada desta chamada (74%)*;

* 15% ou mais dos respondentes disseram que estas frases deveriam ser banidas.

O que os consumidores esperam

As seis principais demandas dos consumidores quando são atendidos mostram a discrepância entre aquilo que esperam e aquilo que recebem. Veja:

  1. Segurança de que o problema não vai acontecer de novo (66%);

  2. Que a companhia se coloque no lugar do consumidor (64%);

  3. Uma explicação sobre o porquê o problema está acontecendo (62%);

  4. Ser tratado com dignidade (61%);

  5. Reparar ou resolver o problema do produto ou serviço (55%);

  6. Que seja atendido em uma linguagem cotidiana e informal, sem scripts (50%).

Conclusão

Minha intenção com este artigo era mostrar o quanto estamos distantes de atender aos anseios dos consumidores e o quanto eles estão esperando que isto mude. O pior, porém, é que, quanto mais o consumidor espera por um bom serviço, mais o atendimento ao cliente o vem decepcionando.

Acredito que seja a hora de as empresas se unirem para mudar esta realidade. O atendimento precisa ser uma experiência menos traumática e os meios para que isto aconteça já existem. Falta, agora, o despertar do mercado para que o sonho de um mundo com mais relacionamentos fortes entre empresas e consumidores se torne real.

Muito se diz sobre a Geração Y no mercado de trabalho. Entre análises e estudos, destacam-se alguns preconceitos, como a ideia de que os Millennials, como também são chamados, não gostam de trabalhar. Na verdade, a Geração Y adora trabalhar, mas precisa de motivos que vão além do salário para realizá-lo bem e se sentir satisfeita.

Existem alguns cuidados importantes que devem ser tomados ao tratar com a Geração Y. Muitas pessoas caracterizam essa geração como formada por jovens que alternam muito o emprego, mas isso só é um fato quando as empresas tratam os funcionários de maneira antiquada.

Uma empresa jovem desde o princípio, não se baseia unicamente no tempo de permanência dos colaboradores. Uma pessoa que começou a trabalhar há pouco tempo pode se destacar mais do que alguém mais antigo, desde que dê mais resultados.

No entanto, não é só valorizar o resultado que faz com que os Millennials se sintam satisfeitos.

Satisfação em mudar o mundo

Enquanto muitas pessoas criticam a Geração Y por ser mais egocêntrica, o fato é que trata-se de um grupo de pessoas que geralmente está muito voltado à autorrealização. No entanto, essa vontade de fazer algo que dê satisfação pessoal também está relacionada à vontade de mudar o mundo.

Quando o trabalho promove alguma transformação positiva nas pessoas, ele gera satisfação, mas para isso é preciso que eles conheçam o processo no qual estão inseridos.

É por isso que não basta ensinar um único processo aos profissionais da Geração Y. Eles precisam saber de tudo o que é feito e de como o trabalho deles influencia no resultado final.

Tecnológica e baseada nas interações pela internet desde sua fundação, nossa empresa não viu dificuldades em trabalhar de forma integrada à internet. Mesmo assim, uma dica importante aos outros empresários:

Em vez de impedir o uso das redes sociais ou encarar o celular como um vilão da produtividade, você pode usar tudo isso a seu favor, com aplicativos que ajudam nas tarefas e maior entrosamento da equipe pela internet. Em nossa empresa temos um grupo no Facebook onde sempre trocamos ideias, insights e notícias importantes do segmento.

Mudando o tempo todo

Por fim, a área de Marketing Digital combina com muitos profissionais da Geração Y. Além de permitir levar mensagens positivas às pessoas por meio das redes sociais, como mensagem transformadora dos clientes, por exemplo, é um segmento que está em constante mudança.

É importante estar sempre antenado às novidades e aberto para o novo. Os Millennials são pessoas que não conseguem ficar muito quietas no mesmo lugar, e essa possibilidade de mudança faz com que o trabalho seja ainda mais desafiador e, consequentemente, mais prazeroso.

De que adianta seu site ser líder em visitas se isso não se traduz em vendas para você? Tão importante quanto a visibilidade, a taxa de rejeição é um índice primordial quando você precisa avaliar o desempenho do seu e-commerce. Contudo, pode não ser tão simples medir este indicativo, já que os motivos que levam um potencial cliente a abandonar seu site são os mais variados possíveis.

Entender a taxa de rejeição provê informações valiosas sobre seu público-alvo, a qualidade do seu conteúdo e que estratégias de marketing adotar para ter o melhor resultado possível. Desta maneira, preparamos 10 dicas de boas práticas que podem impulsionar seu negócio e reduzir a taxa de rejeição. Confira:

1- Capriche no conteúdo

Procure sempre ter conteúdos de valor para seu público-alvo, seja na sua landing page, blogs ou perfis nas redes sociais. Também é importante manter as informações atualizadas, mostrando aos mecanismos de busca e clientes que você acompanha o mercado e as suas novidades;

Cadastro de produtos: como convencer o cliente a comprar

2- Preste atenção no layout

Não adianta ter o melhor e mais atual conteúdo na sua página se você entrega isso de uma forma esteticamente negativa. O layout deve sempre ser limpo e agradável, sem usar cores muito chamativas – reserve-as para os botões de Call To Action e outros elementos de destaques. Prefira também fontes sem serifas e que facilitem a leitura;

6 dicas de design para loja virtual

3- Navegabilidade é preciso

Menus escondidos, imagens e páginas que demoram muito para carregar. Os fatores que podem afetar a navegabilidade se apresentam de inúmeras formas e evita-los é de suma importância para reduzir a taxa de rejeição do seu e-commerce. Prefira plataformas leves e intuitivas para capturar a atenção do seu público;

3 bons motivos para pensar em reformular o layout da sua loja virtual

4- Utilize práticas de SEO

O Search Engine Optimization (SEO) é uma poderosa ferramenta que pode coloca-lo à frente dos seus concorrentes. Sempre crie conteúdos otimizados para aumentar as chances da sua página aparecer em primeiro lugar nos sites de busca e capturar a atenção de clientes em potencial;

4 maneiras de aproveitar SEO de conversão para e-commerce

5- Mantenha o tráfego internamente

Sempre que possível, faça links internos que direcionam o internauta a outras páginas e conteúdos dentro do seu site. Desta forma, você mantém os visitantes por mais tempo dentro do seu e-commerce, aumentando as chances de convertê-los em clientes.

6- Evite links externos

Complementando a dica anterior, fuja ao máximo dos links que redirecionam para páginas externas. Obviamente, há momentos em que é necessário citar alguma informação de fonte externa, apenas se certifique de que o link seja aberto em uma nova aba.

7- Sugira produtos e faça comparativos

Outra forma de manter o visitante na sua página é oferecer recomendações e comparativos. Mostrar produtos semelhantes buscados por outros clientes é um método popular de sugerir um novo item e pode agradar quem está em busca de informações antes de efetuar uma compra.

5 estratégias para melhorar o cross selling e upsell do seu e-commerce

8- Seja criativo com seus CTAs

Os Call To Action (CTA) são as chamadas que induzem o visitante a tomar alguma ação. Neste momento, ser criativo ajuda a fisgar a atenção do internauta. Use cores chamativas, botões flutuantes que acompanhem a rolagem da página e abuse dos mapas de calor para descobrir quais partes da sua página são mais visualizadas e saber onde posicionar seus CTAs.

3 pontos-chave para a sua call-to-action

9- Mapeie para facilitar

Seu site pode ter exatamente o que o visitante quer comprar, mas se ele não conseguir chegar até o produto, você perderá a venda.

Por este motivo, é importante ter um mapa do site, que aponte exatamente onde está a informação ou item que ele deseja encontrar. Indexar seu mapa também é uma boa prática para aumentar a visibilidade nos sites de busca.

10- Fique sempre alerta

Mesmo tomando todas as precauções e seguindo essas dicas, influenciar a taxa de rejeição não é um trabalho do dia para a noite. É necessário estar sempre monitorando suas métricas para perceber em quais áreas é preciso focar mais seus esforços e quais ações surtiram efeito positivo.

Configure o Google Analytics no e-commerce corretamente

Para quem está começando um negócio agora e decidiu trabalhar com produtos estrangeiros, importar pode parecer um bicho de sete cabeças à primeira vista. Mas neste artigo vamos te mostrar passo a passo como escolher um fornecedor e negociar um acordo de importação.

Para isso, vamos utilizar o site Alibaba, a maior loja online do mundo e que reúne milhares de fornecedores asiáticos que você pode contatar através do próprio site sem nenhuma burocracia.

1- Começando do princípio: escolhendo o que quer vender

No Alibaba você vai encontrar uma infinidade de produtos e preços. Pense bem no público e segmento que quer atingir para não acabar se perdendo e comprando produtos que ninguém vai se interessar no Brasil.

Escolhidos o público e o segmento (sapatos masculinos, por exemplo), faça uma pesquisa de quais itens disponíveis no site você gostaria de importar: sapatos sociais, botas, chinelos, etc.

A próxima coisa que eu vou falar não é uma regra, mas não custa nada tentar segui-la: escolhidos os tipos de produtos, tente encontrar o máximo de itens que você deseja do mesmo fornecedor. Por que? Bom, porque quanto mais produtos comprar de um mesmo fornecedor, mais chances de conseguir uma negociação melhor você terá, simples assim.

2- Entrando em ação: fazer o contato com o fornecedor através do Alibaba

A melhor parte do Alibaba – e o que o diferencia dos e-commerces tradicionais – é que ele permite que você entre em contato diretamente com o fornecedor.

Você pode fazer isso de duas maneiras: clicando em “Contatar Fornecedor” ou em “Solicitar Cotação”. As duas formas são parecidas, mas a ideia é que ao solicitar uma cotação você receba a informação de valores de várias empresas diferentes, já que a solicitação será enviada para vários fornecedores com perfis semelhantes ao escolhido por você.

Para mandar uma comunicação efetiva ao fornecedor lembre-se de mencionar na mensagem os seguintes pontos:

• Qual a quantidade desse tipo de produto que você gostaria de importar e quantas unidades de cada variação (tamanho, cores, etc);
• Qual a quantidade mínima por produto (QMP) que você pode importar;
• A frequência com a qual você gostaria de fazer essa importação e qual o valor que ele conseguiria te oferecer para ser um fornecedor recorrente;
• Quais as opções para o pagamento do pedido que ele pode te oferecer;
• Existe algum custo para o envio de amostra do produto em questão antes de fechar a negociação?

Essa última pergunta é fundamental para você ter certeza que não está levando gato por lebre e de fato comprando produtos com uma boa qualidade.

Enviada a mensagem, leve em conta que pode demorar alguns dias para que você receba um retorno. Enquanto isso, continue pesquisando outros fornecedores para ganhar tempo caso a primeira opção não atenda às suas necessidades.

3- Acertando os detalhes da negociação

Depois que você já recebeu a amostra do produto e decidiu por continuar o processo de importação, você precisará acertar alguns detalhes com o fornecedor antes que o acordo seja finalizado.

Forma de pagamento do pedido

Existem muitas formas de realizar um pagamento internacional, porém, a maioria delas não oferece nenhuma garantia caso você sofra um golpe.

Tome muito cuidado com esse ponto da negociação; além de só fazer acordo com fornecedores certificados, dê preferência aos que permitem o pagamento do pedido através do PayPal, uma das formas mais fáceis e seguras de se pagar por uma compra internacional.

No que diz respeito às taxas de importação que devem ser pagas, leve em consideração que a maioria das negociações são fechadas no modelo FOB (Free on board), onde o exportador se responsabiliza por todos os custos até o embarque da carga no navio, enquanto o importador se responsabiliza pelos custos do destino, como desembaraço da carga.

Quando o pedido será entregue?

Se você nunca comprou da China ou de qualquer outro país, talvez não saiba que as encomendas geralmente demoram de 40 a 60 dias para serem entregues, mas esse prazo é só uma estimativa.

Na realidade, os pedidos podem demorar mais se a mercadoria precisar passar por um dos chamados canais de inspeção alfandegária ou se o navio precisar mudar a rota por algum motivo, por exemplo.

Portanto, é melhor não fechar a negociação em cima da hora para não correr o risco de ficar literalmente a ver navios.

Será que é seguro comprar desse fornecedor estrangeiro?

Uma coisa é insistir em algo que acredita mesmo que exista uma chance de dar errado, outra é dar um passo maior que a perna e correr riscos desnecessários.

Não feche negócio apostando todas as suas fichas se ainda não estiver totalmente seguro que o fornecedor vai ser capaz de entregar o seu pedido com a mesma qualidade que a amostra. Mesmo que você tenha que atrasar o lançamento da sua loja, nesses casos a pressa costuma ser inimiga da perfeição.

Tire todas as dúvidas para ter certeza de que os dois lados estão falando “a mesma língua” quanto ao que deve ser entregue; isso evitará prejuízos posteriormente. Existem milhares de outros fornecedores seguros e certificados no Alibaba, então não tenha medo de dizer um “não” se estiver desconfiado do acordo.

Se a sua empresa já está com a documentação em dia e você pretende comprar uma leva muito grande de produtos (mais de 20 mil dólares), pergunte ao fornecedor se o pagamento pode ser feito através de uma carta de crédito. Essa é uma forma mais segura (para ambos) de fazer pagamentos de grandes quantias a distância.

Entendido?

É possível começar a importar com sucesso para seu e-commerce mesmo que você nunca tenha tido experiência com isso antes.

Estudar bem o modelo de negócio e as práticas mais comuns, tomar algumas precauções básicas de segurança (principalmente com relação ao seu dinheiro) e desconfiar de qualquer proposta “milagrosa” já são boas dicas para que você consiga importar sem problemas.

Tornar os processos mais eficientes e garantir que os clientes executem suas atividades com segurança. Para que as empresas alcancem esses objetivos, é fundamental diferenciar as transações legítimas dos clientes das atividades fraudulentas dos criminosos. Mas esse processo pode custar caro.

Bancos, cooperativas de crédito, operadoras de cartões de crédito e seguradoras, que estão sob constante pressão para reduzir os custos de suas atividades, têm demonstrado maior entusiasmo para a adoção de processos automatizados.

Depois da migração de agências físicas para plataformas móveis e digitais, a automação será o próximo passo para as instituições financeiras que desejam reduzir os custos e inconvenientes envolvidos a investigação de atividades suspeitas e, ao mesmo tempo, tornar as transações mais seguras e eficientes.

As instituições financeiras que aderirem a essa tendência, com a automatização de processos internos e interorganizacionais, serão percebidas como visionárias pelos clientes, e estarão na dianteira desse mercado altamente competitivo que é o FinTech.

Menos erros humanos

Os próprios usuários podem validar transações que se afastam do seu comportamento regular, em vez de deixar a decisão de bloquear ou autorizar uma transação para um agente de fraude que nem sempre é capaz de entrar em contato com o usuário a tempo.

Uma verificação eficiente da identidade do usuário significa que o fluxo de dinheiro e o comércio não serão interrompidos desnecessariamente.

Maior eficiência

Uma plataforma intuitiva de monitoramento de fraude trabalhando em conjunto com a autenticação automática e sem atritos de usuários, significa:

1) Economia substancial recursos, com menos investigações e menores prejuízos com fraude,
2) Possibilidade de gestão de casos adicionais sem a contratação de pessoal adicional, migração de um modelo reativo de investigação para um modelo proativo,
e 3) A coleta automatizada de dados e geração de relatórios.

Verificação multicanal de usuários em tempo real

A autenticação push, juntamente com outros fatores de autenticação forte, como fatores biométricos e senhas de uso único, pode ser usada para validar automaticamente as transações feitas através de diversos canais.

Alguns destes canais incluem ambientes de cartão não presente e e-commerce, saques sem cartão, pagamentos ou transferências feitas através de dispositivos móveis, laptops ou desktops, saques em caixas eletrônicos, sistemas interativos de resposta de voz (URA) e terminais de ponto de venda.

Redução do risco de fraude

A automação da conexão entre uma plataforma inteligente de detecção de fraude e a autenticação de usuários em tempo real contribui para reduzir a ocorrência de novos tipos sofisticados de fraude.

Resumindo: automação igual a redução de perdas com fraude.

Aumento da sensação de segurança e da satisfação do cliente

Clientes que não têm suas transações bloqueadas, mas sabem que suas instituições financeiras são seguras, são clientes felizes. Quando os clientes autenticam as próprias transações, eles se sentem mais seguros e satisfeitos.

Bancos e operadoras de cartão de crédito têm muito a ganhar com a eficientização e modernização desses processos e da cooperação para integração dos protocolos antifraude, com o máximo de automação possível da investigação da fraude nas duas pontas.

A automação pode reduzir a duração do tratamento de um caso de 20 minutos para até 20 segundos.

Decreto desonera o capital de giro dos contribuintes do ramo de Comércio Eletrônico e reduz custo operacional das empresas

A partir de agora, empresas de e-commerce atuantes em São Paulo passam a ter regime especial de tributação, o mesmo utilizado pelos grandes varejistas que detém centros de distribuição em território paulista.

“Assinamos esse decreto possibilitando que não haja acúmulo de crédito do ICMS, porque a própria empresa ‘ponto com’ será o polo da substituição tributária”, afirmou o governador Geraldo Alckmin. “Isso é importante porque o setor é o campeão de empregos. Além disso, estamos facilitando o comercio eletrônico aqui em São Paulo e evitando que empresas saiam do Estado”.

Com essa medida, as companhias que realizam operações interestaduais via comércio eletrônico poderão adquirir mercadorias sem a aplicação da substituição tributária e recolher o ICMS apenas quando derem a saída dos produtos.

A iniciativa irá desonerar o capital de giro das empresas que atuam com e-commerce e reduzir seu custo operacional.

Como funcionava

Mesmo em uma operação interestadual, esses contribuintes eram obrigados a recolher o imposto por substituição tributária para, posteriormente, solicitar o ressarcimento do valor à Secretaria da Fazenda.

Esta medida altera o DECRETO Nº 57.608, publicado em 12/12/2011.

Fonte: Portal do Governo do Estado

Igual a um empreendimento, os primeiros anos de vida de um bebê são incríveis. Maravilhosos? Claro! Muiiiito trabalhosos? Também! Mas algo assombroso acontece durante esse período: as crianças são a principal prova de como é possível crescer diariamente e se desenvolver a cada novo acontecimento. Como disse, igualzinho a um empreendimento.

Se você tem a oportunidade de estar perto de alguma criança e vê-la crescer, certamente se surpreende com a forma de desenvolvimento dela. Sempre me vem à cabeça a mesma ideia: se um adulto pudesse manter as características de uma criança, o quanto isso ajudaria a percorrer o caminho no mundo empreendedor!
Por isso, fiz uma lista abaixo do que pude aprender das crianças sobre ter um negócio próprio:

1- Ser perseverante

Quando uma criança quer algo, não se cansa de tentar até conseguir. Sem se importar com quantas vezes a neguem, ela insiste, volta a insistir e continua insistindo até conseguir. Não há (quase) nada que a detenha e não se dão por vencidas facilmente.

No mundo empreendedor, a perseverança é chave. Se um empresário desanima nos primeiros problemas, provavelmente não levará o projeto muito mais à frente. É preciso lembrar que nós sempre devemos encarar os desafios de frente e não desistir dos nossos objetivos.

2- Saber negociar

Como dizia antes, “quase” nada as detém. Mas se percebem que há algum obstáculo para chegar à sua meta, começam a próxima etapa: a negociação. A meta? Tentar melhorar a situação para ficar mais perto do objetivo. Uma capacidade natural e incrível das crianças!

Levante a mão o pai/a mãe que nunca disse ao filho alguma dessas frases: “só mais cinco minutos e depois já para a cama”, “guarde seus brinquedos ou não ganhará mais nenhum” ou “coma toda a comida e depois brincamos”.

Quão bom seria poder manter essa capacidade de negociar com as crianças e aplicá-la nos negócios para conseguir melhores condições? Não é agressivo e nem forçado; se trata de não ter medo de pedir o que nos pareça melhor para nosso projeto.

3- Sair da zona de conforto

O medo do fracasso é algo natural nos adultos (alguns mais, outros menos), mas se potencializa quando se trata de um projeto próprio. Quantas vezes você já escutou a frase “precisa sair da sua zona de conforto”?

Creio que uma única tarde cuidando de alguma criança poderá te inspirar. Elas são incríveis: não têm medo do novo e nem de falhar. Não só estão abertas a novas experiências, mas também as encantam testá-las.

4- Desfrutar o momento

Para os pequenos, o caminho é tão importante quanto o destino. Eles desfrutam de cada momento, vivem no presente. Uma viagem de carro para a casa da vovó se converte em uma oportunidade para descobrir um mundo novo pela janela: outros carros, cores do semáforo, pessoas caminhando na calçada, tudo é uma emoção.

Escutei várias vezes de empreendedores (como eu) o seguinte conselho: um projeto só terá chance de sucesso se for algo que realmente te apaixone. Durante o caminho haverá muitas pedras e é necessário paixão para conseguir transpô-las. Caso contrário, você provavelmente irá desistir por achar que não vale tanto a pena assim. O desenvolvimento de um projeto que nos apaixone também pode nos ensinar a desfrutar do caminho e não só do resultado final.

5- Desafiar os limites estabelecidos

No mundo infantil não existe status quo. Desde que adquirem a capacidade de entender que algo “não se pode fazer”, também aprendem a habilidade de desafiar os limites. “Não aperte este botão, ok? Por que não? Olha como eu consigo apertar o botão!”. Soa familiar?

Se não estão de acordo com algo, vão desafiá-lo e mudá-lo. Buscar uma nova maneira e fazer da forma mais “conveniente” (por ser mais divertida ou agradável). Pensemos no mundo dos negócios… quanto demoramos para tomar a decisão de sair do “estabelecido”?

6- Saber pedir ajuda

As crianças não têm medo de pedir ajuda, simples assim. Se percebem que não podem fazer algo por sua conta, não se rendem. Sabem que pedir ajuda irá levá-las mais perto de seu objetivo. E por isso o fazem, sem pensar duas vezes.

Como adultos, às vezes nos custa pedir ajuda. Como empreendedores, então, muitas vezes! Queremos assumir tantas tarefas ao mesmo tempo e sobre temas tão diferentes que relutamos muito na hora de aceitar ajuda.

7- Nunca deixar de aprender

Os pequenos adoram conhecer coisas novas. Ver como um bebê de dois anos aprende palavras novas todos os dias é algo realmente maravilhoso. Se alguém diz alguma palavra nova, eles a repetem da melhor maneira possível e fazem disso uma incansável diversão. Estão realmente desfrutando a experiência.

Como adulto, tenho que admitir que os invejo. Quanto gostaria de poder manter essa capacidade de absorção das coisas e de surpreender-me com cada descoberta.

8- Conhecer o público

O que é melhor para um empreendedor do que conhecer seu público? Ter a possibilidade de saber quem são os compradores dos seus produtos é ter o poder de saber como atuar e comunicar-se com sua audiência.

As crianças têm essa capacidade bem desenvolvida. Conhecem seu “público” e sabem exatamente com quem podem fazer o que. Por exemplo: “mamãe não me deixa comer sem babador e me faz guardar meu brinquedos. Papai é perfeito para brincar pela sala e posso espalhar todos os meus brinquedos sem que eu tenha que recolher depois. Já meus avós me deixam fazer tudo!”

Não deixo de pensar que, conforme crescemos, vamos perdendo essas características que poderiam nos ajudar no mundo adulto. Mas também me parece que um negócio próprio é como o “bebê” de cada empreendedor, não? Então, só me resta usar essa mesma paixão que cada um põe em seu projeto para evitar que essas coisas tão presentes e naturais das crianças não se percam no dia a dia.