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Todos sabemos o quanto a gestão financeira pode impactar diretamente em nosso negócio. Acompanhar de perto, analisar no detalhe as contas pode parecer complexo, chato e até impossível para algumas pessoas, mas lhe digo uma coisa amigo leitor, pretendo com este artigo deixar esta tarefa um pouco leve com uma linguagem simples e direta.

Bem, vamos aos números…. ainda não, vamos com calma, vamos entender cada coisa, vamos passo a passo.

Se você está montando a sua empresa ou uma loja virtual, você tem de levar em consideração os custos pré-operacionais, esses carinhas são os custos antes de iniciar propriamente as atividades, nestes custos temos, a reforma do local ou da sala alugada, contratar os serviços de  internet, telefone, alarme, não podemos esquecer dos custos de pintura, alvenaria além dos custos das mesas, cadeiras, quadros, micro-ondas, máquina de café e todos os outros custos.

Agora que sabemos o nosso custo pré-operacional, vamos analisar os custos fixos, estes carinhas são os valores que vamos pagar de uma forma ou de outra se faturarmos uma boa grana ou não faturarmos nadinha… eles não estão ligados a venda..ok?

Vamos dar alguns exemplos de custos fixo, telefone, água, luz, iptu, contador, advogado, salários dos funcionários, seguros, licenças de software, aluguéis, tudo o que for fixo? né por isso o nome custos fixos… sacou a relação, fixo com fixo… 😉

Agora vamos para os custos variáveis, aqui também o negócio é a mesma coisa,  você como é uma pessoa esperta já sacou que os custos variáveis, vão… o que? isso mesmo, vão variar de acordo com o seu faturamento.

Estamos bem? Entendendo até aqui? Então vamos em frente, aqui tem um detalhe muito importante, os custos variáveis podem ser divididos em custos variáveis que estão intimamente ligados a venda do produto e os custos variáveis intimamente ligados a operação como um todo…

Xii já está ficando complicado

Calma vamos lá é simples, sério. Os custos variáveis  ligados a venda do produto são as caixas de papelão, as fitas adesivas, plástico bolha, caixas de presente e folhas de sulfite, tinta ou tonner para impressora que vai imprimir os pedidos, notas fiscais.

Agora os custos variáveis ligados a operação são o valores que investimos em marketing, divulgação paga no google ads, instagram, facebook, o custo da agência, pagamento de taxas de boleto, cartão de crédito, custos com frete grátis, aqui entra também o percentual da plataforma e tudo que variar de acordo com o seu faturamento mas sem relação direta ao produto, ficou claro? Operação é uma coisa e produto é outra coisa? os custos são calculados separadamente..blz?

Agora que sabemos os nossos custos pré-operacionais, custos fixos, custos variáveis vamos colocar toda essa gente bonita em um local chamado de fluxo de caixa.  Somamos todos esses carinhas e subtraímos do nosso faturamento, assim começamos a entender como o dinheiro está se movimentando dentro da nossa operação de comércio eletrônico.

O fluxo de caixa é um cara legal e serve para auxiliar a tomar decisões antecipadas sobre a falta ou sobra de dinheiro além de controlar as entradas e saídas, como nome diz é o fluxo de dinheiro que entra ou entrará (vendas parceladas) ou saiu ou sairá (pagamentos futuros de fornecedores, boletos, parcelamentos) ficou claro?

Está clareando? concordo que no começo as coisas parecem nebulosas, complicadas e até um pouco sinistras, é assim para todos, blz?

Vamos construindo o conhecimento passo a passo, sem pressa. Agora vamos falar de markup, esse carinha é o nosso melhor amigo ele nos ajudará a definir o preço de venda do produto levando em consideração todos os custos da nossa operação.

Para calcular o preço de venda de um produto, temos de levar em consideração os impostos (icms, pis, cofins) as comissões dos vendedores e os custos fixos além do nosso querido lucro, quando você for fazer as contas, deixe todo mundo em percentual (%)

Vamos levar em consideração que o preço do produto é 100% (valor cheio para qualquer tipo ou produto) somamos o ICMS que em São Paulo é a bagatela de 18% (na maioria das vezes) o Pis e Cofins que somados totalizam (3,65%) comissões dos nossos queridos vendedores, neste caso é 0% (não temos vendedores) e os custos fixos 13,33% (exemplo)  e desejamos fortemente que o nosso lucro seja de 20% (vintão)

Custo total de vendas é a soma de toda essa gente bonita = ICMS + PIS + Cofins + Comissões dos vendedores + Custos fixos + Lucro = 54,98%

Então chegamos a fórmula mágica de 100% (valor do produto) – 54,98 = 0,4502,  em posse desse numero do poder, vamos aplicá-lo no valor de custo de um produto…

Nossa loja virtual vende (pausa enquanto penso em um exemplo), sim nós vendemos produtos para gestante e bebê

Preço de custo do mijão (calça com pezinhos, para você que não está familiarizado com o termo 🙂 = R$ 6,82

Fazendo as contas = R$ 6,82 / 0,4502 (lembre-se é para dividir, ok)

Preço de venda do mijão = R$ 15,14

Desta forma levamos em consideração os principais custos para chegarmos ao preço correto de venda dos produtos.

Tenho uma dúvida? 
E se o meu preço de venda for maior que o dos meus concorrentes? humm, excelente pergunta leitor atento..

A resposta é bem simples, você deverá rever os seus custos, tente diminuí-los, comprar de outro fornecedor, negociar descontos (requer comprar mais volume ou negociar prazo menor de pagamento) em alguns casos reduzir os lucro. Estude e enxugue os custos até que o seu preço seja compatível ou melhor que a concorrência.

Se a sua loja virtual já está no ar, faça uma pesquisa de mercado, estude a concorrência, veja os prazos de entrega, os valores de frete, quais e quantas são as categorias e principalmente crie vantagens, pense no seguinte, por qual motivo um cliente deixaria de comprar no concorrente para comprar comigo?

Agora se você ainda não montou, excelente faça um plano de negócio e na calma do seu lar ou na loucura do escritório coloque no papel todos estes custos, pesquise a concorrência, faça a lição de casa antes de montar efetivamente o negócio… Olha eu sei que, quando temos uma ideia ou vemos uma oportunidade de mercado ficamos loucos e muitas vezes cegos para aproveitar antes de todo mundo.

Faça o lindo e maravilhoso plano de negócio, gaste uma semana, um mês levantando tudo, absolutamente tudo, falando com potenciais clientes, agora é a hora de fazer tudo direito, neste momento você não tem dezenas de boletos para pagar, alguns funcionários que vão depender o sustento de suas famílias, o voraz governo… calma faça direito e faça para o resto da vida, o seu único custo neste maravilhoso momento de planejamento é o seu tempo, um papel e uma caneta…pense nisso com muito carinho!

Para pensar no almoço ou enquanto estamos tomando aquele cafezinho. Existe uma lacuna no mercado, mas lhe pergunto existe um mercado nesta lacuna?

 

O Brasil possui um dos sistemas financeiros mais avançados do mundo. Somos referência quando o assunto é automação bancária e devemos isso, em grande parte, aos tempos de inflação nas alturas que vivíamos até o início da década de 90.

Mas por que, ao contrário dos bancos, nossas empresas até hoje ainda têm dificuldade em lidar com as questões relacionadas à gestão financeira?

Atualmente, é difícil encontrar uma empresa que não possua um mínimo de controle sobre suas finanças. Incluo nesta afirmação desde a simples planilha eletrônica até o sistema de gestão integrada.

É como se o papel de um sistema de gestão terminasse no momento da emissão da nota fiscal, esquecendo-se que entre o momento da venda e o recebimento efetivo do dinheiro, que normalmente acontece em uma conta bancária, existe um intervalo que pode variar de alguns dias até anos.

Para conviver com a burocracia e não perder dinheiro neste cenário altamente dinâmico, as empresas precisam definir processos e métodos para controlar suas carteiras de recebíveis de cartões de modo que consigam responder desde se as vendas foram confirmadas até qual o valor pago pela rede adquirente.

Para auxiliar as empresas, todas as grandes adquirentes oferecem meios que disponibilizam de forma automática as informações sobre suas vendas. Estas informações, chamadas de extratos eletrônicos, são essenciais para qualquer empresa que deseja adotar um processo eficiente em sua gestão das vendas com cartões.

Como cada rede adquirente possui seu modelo próprio de extrato eletrônico, realizar a gestão e conciliação das vendas por conta própria não é muito recomendado.

Hoje em dia existem empresas que são especializadas em oferecer ferramentas para gestão e conciliação das vendas com cartões. Como atendem a diversos clientes, essas empresas conseguem oferecer soluções completas com custo/benefício adequado ao orçamento de pequenas, médias e grandes empresas.

Uma boa ferramenta de conciliação de vendas com cartões deve ser capaz de colaborar com a produtividade do departamento financeiro, permitindo que tarefas até então que demandavam muito tempo e esforços passem a ser realizadas de maneira rápida e simplificadas:

Administração das despesas financeiras

Possibilitar a visualização das vendas realizadas apurando se a taxa cobrada pela adquirente, bom como às tarifas de locação de terminais POS estão sendo praticadas conforme acordo entre a empresa e a rede adquirente.

Controle de cancelamentos chargebacks

Permitir o controle sobre quais solicitações de documentos para comprovação de venda já foram atendidas, evitando-se assim débitos indevidos por chargeback, e também a apuração de cada cancelamento de venda recebido.

Gestão das operações de antecipações

Possibilizar a visualização das operações de antecipações realizadas junto às redes adquirentes, bem como o impacto das mesmas no fluxo de recebimento futuro.

Contabilização e baixa das liquidações

Integrar automaticamente com o sistema de gestão, enviando as informações de liquidação e demais movimentos financeiros, permitindo assim que as vendas sejam baixadas e contabilizadas de forma correta.

Ao implantar todos esses controles e processos, normalmente o departamento financeiro reduz em até 70% do tempo gasto para conciliar as vendas com cartões, isso sem contar nos benefícios de se ter informações confiáveis e em tempo real dos recebíveis de cartões.