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Muitas empresas já realizam alguma coisa de Growth Hacking ou Inbound Marketing em suas estratégias sem sequer saber destes termos. De acordo com uma pesquisa da empresa Opinion Box, dentre todos os entrevistados, 61% não sabem o que é Inbound Marketing, e 71% nunca ouviram falar de Growth Hacking.

Provavelmente por este motivo, ainda são poucas empresas que utilizam estas estratégias plenamente. Para tratar deste assunto, preciso explicar a diferença entre estes termos no Marketing Digital.

Growth Hacking é uma forma de maximizar a aquisição de clientes por meio de técnicas do Marketing Digital, como captação de e-mails, anúncios no Google e Facebook, melhorias em conteúdo, entre outras estratégias que normalmente são chamadas de Hacks, e que costumam ser um pouco mais incisivas na busca por impactar os usuários e torná-los clientes da forma mais eficiente possível.

O que é growth hacking? O que isso pode contribuir para o desenvolvimento de negócios?

O Inbound Marketing é o encapsulamento de várias técnicas do marketing digital baseadas no relacionamento com o cliente, com o objetivo de trazer o lead ou contato até o produto ou serviço, solidificando esta relação até que o lead se torne cliente.

5 dicas de Inbound Marketing para E-commerce

Em resumo, podemos dizer que o Inbound Marketing é uma base para a aquisição de clientes através de relacionamento, e o Growth Hacking é uma amplificação de canais para melhorar a performance da geração de novos clientes. Ambos consistem em aumentar o número de clientes, seja vender diretamente ou capturar leads, e o ideal é sempre investir nestes dois caminhos, especialmente porque o Inbound Marketing tem resultados de médio e longo prazo.

Muitas empresas já utilizam algumas estratégias semelhantes sem saber da terminologia correta. Mesmo assim, quanto mais se conhece dos termos, mais fácil será para descobrir pesquisas e notícias da área, especialmente cases da área, que serão apresentados com os termos que já fazem parte do mercado. Quem quer ser avançado na área será muito beneficiado ao pesquisar por estes termos.

Quanto investir em Marketing Digital?

Sempre me perguntam qual valor deve-se colocar nestas estratégias, mas o fato é que não há um número exato. Mesmo assim, diante da realidade que vejo, acredito que as empresas devem investir de 15% a 30% do faturamento em Marketing Digital, variando entre as duas estratégias.

O mais importante é calcular detalhadamente o retorno em relação ao que foi investido, o que é o grande segredo de qualquer estratégia de marketing digital: você sabe exatamente qual o retorno.

Investir nestas estratégias é essencial para as empresas nos dias de hoje, independente da área de atuação. Sei que no e-commerce, por exemplo, o tempo de resposta é mais rápido, mas toda empresa pode se beneficiar destas técnicas se fizer com profissionais preparados.

Sou um curioso por natureza e adoro pesquisar novas ferramentas que possam otimizar processos e tarefas relacionados à gestão de uma loja virtual (ou qualquer outro negócio online) e coincidentemente, este é um dos assuntos mais requisitados pelos meus alunos e clientes. Diante disso reservei este espaço para listar algumas das principais ferramentas que eu experimento, utilizo e recomendo.

É uma bela lista, são mais de 60. 65 até o momento para ser exato!

Espero que elas também possam ajudá-los como ajudam a mim no meu negócio e com meus clientes. Não esqueça de salvar o endereço desta página nos favoritos e retornar sempre para verificar que se há alguma novidade ou basta se cadastrar no final deste artigo que sempre que houver uma novidade, farei questão de te avisar.

Vale ressaltar que para entrar nesta lista, as ferramentas deverão seguir alguns critérios básicos como:

• Relevância
• Facilidade de Uso
• 
Custo x Benefício

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Google Analytics
Gratuita e bem completa, o Google Analytics é referência no mercado quando se trata de métricas para seu website ou loja virtual.

Google Analytics Mobile
Acompanhe as métricas do seu Google Analytics em seu celular.

Gecko Board
Excelente ferramenta de dashboard. Integra múltiplas origens de dados em um painel único, com interface elegante e de fácil leitura. A versão mobile é tão boa quanto a desktop.

Mixpanel
Acompanhe as ações/eventos de seus visitantes em seu site. Veja a jornada dos seus clientes dentro de seu funil de conversão.

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Mailchimp
Excelente ferramenta de e-mail marketing. Interface intuitiva, templates (modelos) de ótima qualidade e funcionalidades avançadas fazem do Maichimp uma das minhas ferramentas preferidas.

Active Campaign
Uma ferramenta de e-maill marketing focada na automação. Fácil interface para criar processos automatizados complexos. É a ferramenta que uso em minha empresa para fazer e-mail marketing e automação em marketing.

Mail Tester
Uma boa ferramenta para avaliar a qualidade de sua peça de e-mail. Saiba se ela está dentro das boas práticas ou se ela irá para a caixa de spam de seus remetentes.

E-mail Hunter
Uma das melhores ferramentas para descobrir o e-mail de uma determinada pessoa.

E-mail Generator
Mais uma ferramenta para descobrir o e-mail de uma pessoa na internet. Ela gera múltiplas sugestões (as vezes mais de 50) para depois serem testados por outras ferramentas, como a Sideckick da Hubspot. Neste webinar eu ensino como uso este tipo de ferramenta.

CartStack
Ferramenta para recuperar carrinhos abandonados. Fácil de ativar, gerando ótimos resultados. Em meus clientes vejo um aumento de 5% a 10% ao ativar este tipo de ferramenta. Fundamental para todas operações de e-commerce.

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SumoMe
Além de heatmaps o SumoMe também é uma simples e poderosa ferramenta para capturar mais e-mails em seu site. Pop-ups, welcome mats e widgets são só algumas possibilidades. Recomendo.

GetSite Control
Ferramenta de pop-ups de chegada e saída. Uma das mais acessíveis e flexíveis do mercado. Você pode ver um exemplo prático nesta página aqui, ao movimentar o mouse para fora do navegador. Um pop-up de saída.

WisePops
Mais uma ferramenta de pop-ups.

PopUp Domination
Mais uma!

Hello Bar
Barra de captura, pop-ups de captura entre outras formas de obter o email de seu visitante.

Bounce Exchange
Uma das ferramentas de captura mais caras do mercado. Não é barata, mas vale cada centavo.

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Google Page Speed Insights
Ferramenta de Google para avaliar não só a velocidade de carregamento de seu site, mas também como melhorar o seu site para ser mais rápido. Não se esqueça, o Google adora sites rápidos!

Google Webmaster Tools
Monitore o resultado de seu site na pesquisa do Google e encontre possíveis erros em seu site que possam estar impactando nos resultados do Google.

SEO Analyzer
Ferramenta para testar sites do ótimo Neil Patel. Compare a performance das estratégias de SEO de seu site com seus concorrentes.

SEMrush
Referência no mercado para análise de SEO e SEM. Uma das mais completas ferramentas para esta finalidade. Recomendo e tenho orgulho em dizer que eles apoiam formalmente minhas iniciativas como meu curso.

MOZ Bar
Plugin do Chrome e Firefox que mostra de uma maneira fácil e simples os indicadores de DA (domain authority) e PA (page authority) dos sites que visita.

OpenSEO Stats
Plugin do Chrome para visualizar diretamente em seu browser informações de SEO e perfomance do site visitado no momento.

Planejador de Palavras Chave do Google
Descubra o volume de buscas mensal de qualquer palavra chave no Google.

SEO Monitor
Monitore a posição das suas palavras chave mais importantes no Google.

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Google Adwords
Plataforma de publicidade oficial do Google. Pesquise as palavras chave mais relevantes para seu negócio e monte sua campanha se posicionando da melhor maneira nos resultados de busca.

Facebook Ads
Plataforma de publicidade oficial do Facebook. Crie sua peça, segmente seu público alvo e crie suas campanhas de anúncios na maior rede social do mundo.

Google Trends
Ferramenta de pesquisa de tendências de busca do Google. Importante para verificar se as palavras chave que utiliza estão com buscas crescentes ou decrescentes.

Criteo
Plataforma de anúncios PPC com foco em retargeting dinâmico. As campanhas de display feitas usando a plataforma Criteo são bastante eficientes gerando alto ROI.

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Typeform
Minha ferramenta de pesquisas e formulários preferida. Possibilita a criação de formulário de pesquisa belissimos e amigáveis em dispositivos móveis. Quer ver um exemplo? Clique aqui 😉

Survey Monkey
Mais uma boa ferramenta para criação de formulários e pesquisas gratuitas. Eu a usava antes de conhecer o Typeform acima.

Google Forms
Plataforma de pesquisas e formulários do Google. 100% gratuita é uma das mais usadas no mercado.

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Dropbox
Uma das maneiras mais simples de salvar e compartilhar arquivos na nuvem. Indispensável.

Sidekick para Gmail
Saiba se seus e-mails foram abertos e os links clicados. Muito útil para assuntos mais sensíveis ou para quem trabalha com vendas. Aqui eu ensino como eu uso em meus negócios.

Boomerang para Gmail
Mais um plugin indispensável para Gmail. Ele possibilita o agendamento de mensagens além de reenviar o email caso o remetente não o tenha aberto ou clicado. Nesse webinar eu ensino como usar.

Asana
Plataforma de gestão colaborativa de tarefas e projetos. Indicada para projetos com equipes remotas.

Trello
Mais uma ótima ferramenta para gerenciar tarefas e projetos. Concorre diretamente com o Asana no coração dos gestores de equipes.

Google Calendar
Ferramenta de calendário do Google. Nada como um bom calendário para ajudar em seu planejamento de suas campanhas.

Gantter
Plataforma gratuita baseada no formato Gantt de cronograma de tarefas.

Feedly
Leitor RSS e agregador de conteúdo para leitura posterior. Na verdade eu tenho saudades do finado Google Reader 🙁

Pocket
Minha escolha como ferramenta para salvar links e agregar conteúdo. A sua extensão para Chrome torna o processo de salvar e organizar conteúdo rápido e fácil.

Hubsport CRM
CRM gratuito da Hubspot. O uso para para gerenciar meu funil de vendas e ajudar no relacionamento com meus clientes. Não é o mais completo e complexo, mas me atende perfeitamente.

Buffer
Ferramenta para agendar suas publicações as redes sociais. Faça seu planejamento mensal e deixe suas publicações agendadas. Ganhe tempo e otimize o gerenciamento de suas redes sociais.

OneTab
Se você é como eu que deixa diversas abas de seu navegador abertas prejudicando a performance de seu computador e sua produtividade, esta ferramenta é para você. Ela fecha todas as abas abertas e consolida tudo como uma lista de links em uma aba única. Rápido e prático.

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Pluga.co
Uma das poucas ferramentas brasileiras desta lista a Pluga é uma ótima solução para integrar múltiplas ferramenta sem a necessidade de programação. Até escrevi um artigo bem interessante sobre o assunto que eles publicaram em seu blog.

IFTTT
Ferramenta pioneira que popularizou as plataformas de integração. Integra dezenas de ferramentas, plataformas e redes sociais. Ótima para automatizar posts, salvar imagens publicadas nas redes sociais, buscar assuntos nas redes sociais entre outras inúmeras possibilidades.

Zapier
Uma das plataformas de integração mais completas do mercado. Utilizo para integrar diversos sistemas que uso. Com ele integro meu CRM a minha plataforma de email corporativo, minhas pesquisas de opinião com minha ferramenta de email marketing entre outras integrações.

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Crazy Egg
Ótima ferramenta para analisar a navegação dos visitantes em seu site na forma de heatmaps, clickmaps e scrollmaps.

Shoppimon
Ferramenta exclusiva para as lojas virtuais Magento. Ela pode gravar as sessões em seu site para posterior análise. Você verá o que o seu visitante viu ao acessar seu site.

Hotjar
Sou fã do Hotjar. Uma ótima ferramenta para entender como seus visitantes interagem com o seu site. Gravação de sessões, heatmaps, clickmaps além de analisar a conversão de seu funil de vendas. Uso e recomendo.

SumoMe
Heatmaps, clicksmaps e scrollmaps gratuitos para seu site, o que mais você poderia querer?

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Pingdom
Ferramenta para monitorar o uptime e a integridade de seu site. Com ela você poderá criar rotinas de monitoramento, como navegar no seu site, realizar uma busca ou fazer uma compra. Se algo der errado, o Pingdom te avisa.

Shoppimon
Que tal ter um robô tomando conta de sua loja Magento? É isso que o Shoppimon faz. Esse robô simula diversas ações no seu e-commerce como visitar um produto, colocar no carrinho e realizar uma compra. Se algo de errado acontecer ele tira uma foto do erro e te manda por email. Indispensável para quem tem e-commerce Magento.

Status Cake
Monitore o uptime de seu site e seja avisado quando ele sair do ar ou ficar lento demais. A versão gratuita é bem completa.

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Iconfinder
Ache aqui aquele ícone gratuito que você precisa para o seu projeto.

Canva
Uma das minhas ferramentas preferidas desta lista. Uso regularmente para produzir imagens rápidas e infográficos de alta qualidade para compartilhar nas redes sociais. Alguns exemplos de como eu uso aqui.

ColorZilla
Extensão do Chrome para descobrir a cor de qualquer elemento de um website. (color picker)

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SocialMiner
Ferramenta que transforma dados de navegação e perfis sociais em ações personalizadas via notificações do Facebook.

Chaordic
Plataforma de recomendação e personalização de conteúdo e campanhas de forma automatizada e altamente eficiente. Ajuda a oferecer o produto certo para cada consumidor.

Neemu
Plataforma de otimização de busca, personalização e recomendação de produtos.

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BuzzSumo
Ferramenta de busca de acordo com o nível de interação do conteúdo e identificação de influenciadores. Indispensável para quem trabalha com inbound e produção de conteúdo. Uso regularmente pesquisas ideias de conteúdo e encontrar influenciadores. Aqui você pode ver como eu as uso.

Canva
Já citado nesta lista é uma ótima ferramenta para produção de imagens rápidas e de alta qualidade.

Google Hangout
Ferramenta gratuita de transmissão de vídeos do Google. Indicada para transmissão de webinars. Aqui você pode ver um exemplo de uso.

WebinarJam
Plataforma para automatizar a produção, publicação e distribuição de um webinar.

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Instapage
Plataforma de produção de landing pages. Minha ferramenta preferida para esta tarefa.

Unbounce
Uma outra ótima alternativa para criação de landing pages.


Texto publicado anteriormente no RaphaelLassance.com.br.

Growth Hacking para E-commerce

Em 2007, os designers Brian Chesky e Joe Gebbia estavam com dificuldades para pagar o aluguel de seu apartamento em São Francisco e para resolver esta questão tiveram a ideia de o transformar em um local para hospedar viajantes, mas nas palavras do próprio Gebbia:

“Não queria publicar no Craigslist *pois achava muito impessoal. Nosso instinto empreendedor falou mais alto e disse – construa seu próprio site – e foi o que fizemos.” [1]
* (A Craigslist é uma rede de comunidades online centralizadas que disponibiliza anúncios gratuitos aos usuários. São anúncios de diversos tipos, desde ofertas de empregos até conteúdo erótico. Wikipédia)

Nessa mesma época estava acontecendo uma conferência de design na cidade e a disponibilidade de quartos nos hotéis locais estava escassa, então rapidamente montaram este site com fotos do apartamento, já transformado em hostel, com colchões de ar no chão e promessa de café da manhã caseiro.

Rapidamente eles conseguiram seus 3 primeiros hóspedes, cada um pagando $80 (Oitenta dólares), e já na primeira semana eles começaram a receber e-mails de pessoas ao redor do mundo perguntando se o site estaria disponível para destinos como Buenos Aires, Londres e Japão. Gebbia explica: 

“Nesse momento começamos a pensar como uma versão internacional do site seria. E esse foi, em resumo, a nossa pesquisa de mercado. As pessoas nos disseram o que queriam e nos estruturamos para criar o produto certo para elas. No fundo, estávamos resolvendo não só o nosso problema, mas o de outras pessoas também.

Estávamos em um momento profissional em que nos considerávamos preparados para seguirmos atrás de nossas próprias ideias. Estávamos ansiosos, parecia que estávamos na fila para andar em uma montanha russa. Não sabíamos o que iria acontecer mas estávamos dispostos a pagar para ver.” [1]

Na primavera seguinte eles chamaram um antigo colega de quarto e engenheiro (Nathan Blecharczyk) para ajudar a tirar o projeto Airbed & Breakfast do papel. O plano era lançar na época da Convenção Democrata Nacional e aproveitar o alto volume de pessoas e a pouca disponibilidade de quartos nos hotéis.

Adiante 7 anos e o Airbed & Breakfast é agora o Airbnb – um nome tão importante na indústria que superou a cadeia de hotéis Hilton em números de noites reservadas.

Na primavera de 2014  a plataforma tinha 10 milhões de usuários e 550 mil propriedades listadas em todo mundo, além de um valor de mercado de mais de 10 bilhões de dólares, fazendo o Airbnb valer mais que players tradicionais como Wyndham e Hyatt. [2]

A companhia recebeu mais de $776.4M de investidores de peso como Y Combinator, Sequoia Capital, Keith Rabois, Andreessen Horowitz, Ashton Kutcher, Founders Fund e TPG Growth totalizando sete rodadas de investimentos – em volumes que chegaram individualmente a $500M. [3]

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Imagem via AirBnb.
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Imagem via Venturebeat.
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Imagem via Venturebeat.

Agora, como um apartamento em São Francisco com alguns colchões no chão se tornou um dos maiores cases de growth hacking do mundo? 

Respondo com a lista abaixo.

1- The Cereal Hack

“Pura e intocável raça!”

No verão de 2008, os fundadores precisavam levantar capital para estruturar o negócio. O que eles fizeram? Compraram uma grande quantidade de cereais e desenharam caixas temáticas das eleições presidenciais daquele ano – Obama O’s e Cap’n McCain’s – que eram vendidas nas convenções dos partidos por $40 cada caixa.

Foram vendidas 500 caixas de cada, gerando aproximadamente $30.000 em capital para ser investido no Airbed & Breakfast.

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Imagem via Tech Crunch.

Entretanto o site não teve muita tração inicial e os fundadores tiveram que viver do resto da receita da venda dos cereais (a versão do Obama chegou a esgotar). Ambos consideram este um dos pontos “mais baixos” de suas carreiras.

Mas este período não durou muito tempo, já que pouco tempo depois eles tiveram um jantar com Paul Graham, que apesar de reconhecer o potencial da startup, estava receoso…

“Eu achei a ideia uma loucura! As pessoas irão mesmo alugar suas próprias casas?
Eu nunca faria isso.” [4]

Mesmo assim eles conseguiram entrar na Y Combinator no inverno de 2009, recebendo mais $20.000 em investimentos. Foi nesse momento que o nome mudou para Airbnb, logo depois recebendo mais $600.000 em uma rodada feita pelo Sequoia Capital e Y Ventures.

Mas nem todos estavam tão animados assim com o modelo de negócios do Airbnb, a startup foi rejeitada por Fred Wilson, da Union Square Ventures – uma decisão que Wilson se arrepende até hoje. Desde 2011 Wilson mantém uma caixa de cereal do Obama em sua sala de conferência para lembrar todos a não cometer o mesmo erro. Serve também como exemplo da capacidade que startups em estágios iniciais têm para fazer as coisas acontecerem. Como ele mesmo diz:

“Sempre que alguém me fala que não sabe como levantar os primeiros $25.000 para iniciar os seus negócios eu levanto, pego a caixa de cereal e conto esta história. De pura e intocável raça. E eu adoro fazer isso.” [5]

Mas não era apenas o modelo de negócios do Airbnb que gerava motivo de receio aos potenciais investidores. O fato de ambos fundadores serem designers também deixava os fundos com o pé atrás.

Faltava experiência em negócios e tecnologia. Chesky conta que muitos no Vale do Silício não viam potencial na empresa, pois achavam que sua única capacidade era “fazer as coisas bem bonitas.[4]

Mas no fundo, foi o background em design de seus fundadores que ajudou o Airbnb encontrar soluções tão inusitadas quanto inovadoras, como a criação do cereal temático, para enfrentar as dificuldades iniciais que toda startup se depara. É essa habilidade em inovar que em grande parte motiva a sua estratégia de crescimento.

2- A “integração” com o Craigslist

Não é muito claro quando o Airbnb implementou o que hoje é considerado um dos mais famosos hacks (O que é growth hacking?) já vistos, mas evidências do Craiglist sinalizam que ele ocorreu no início de 2010. [6]

Apesar da startup trabalhar duro para se diferenciar do impessoal Craigslist, ele tinha algo que o Airbnb não tinha, uma enorme base de usuários. O Airbnb sabia por pesquisas de mercado e por experiência própria que o Craigslist era o principal site para pessoas que estavam a procura de experiências diferentes das fornecidas pelos hotéis tradicionais. Em outras palavras, o público-alvo do Airbnb.

Para entrar nesse mercado o Airbnb ofereceu aos usuários que ao listar suas propriedades no site, também seriam inseridos no Craigslist, mesmo não havendo uma integração formal e autorizada entre as partes. Apesar de avançada em seu conceito a tática era simples, como explica Andrew Chen, escritor e empreendedor.

“Como o Craigslist salva suas listagens usando uma url única e não cookies, o Airbnb foi capaz de criar um bot (robô) que visitava o site Craigslist, gerava essa url única com os dados dos seus anúncios e enviava um e-mail para os clientes publicarem o anúncio por lá.” Como documentado por Risi Shah no print abaixo.

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Imagem via Getting More Awesome

Mas isso era apena o começo. O bot também auto-completava uma série de informações adicionais como categorias e região geográfica. Como Chen explica:

“Esta não é uma integração trivial… Eu não me surpreenderia se na integração inicial teve participação de gente muito, muito inteligente. Um profissional comum de marketing não chegaria nem perto de imaginar esta possibilidade – são muitos detalhes técnicos para que funcione corretamente. Certamente veio da mente de um engenheiro com uma tarefa específica, ganhar os clientes do Craigslist.” [7]


Os benefícios decorrentes desta integração eram inúmeros. Não só eles estavam diante do volume de usuários do Craigslist como as listagens feitas pelo bot do Airbnb tinham qualidade muito superior do que as tradicionalmente veiculadas – mais pessoais, com melhores descrições e fotos – se tornando mais atrativas para os visitantes procurando por propriedades.

Com isso, logo que o usuário do Craigslist trocava de plataforma (passando a usar o Airbnb) dificilmente ele retornava ao antigo serviço, já que a qualidade oferecida pelo Airbnb era superior e isso gerava melhores resultados para os que ofereciam suas propriedades por lá. [7]

3- Atacando o Craigslist

Se na primeira integração o Airbnb conseguiu o tão necessário tráfego para suas ofertas, o Craigslist poderia ajudar ainda mais. Trazendo novos anunciantes para o Airbnb.

Dave Gooden, que trabalha no setor de aluguéis de imóveis, começou no final de 2009 a analisar o crescimento inesperado e exponencial do Airbnb, como ele mesmo fala:

“Quando um novo player aparece no radar eu sempre faço minha auditoria. No caso do Airbnb eu não encontrei resultados significativos em relação ao SEO, número de seguidores nas redes sociais ou indícios de gastos com publicidade no Google e Facebook. Olhei em todos os lugares, mas não havia explicação racional para tamanho crescimento. Blogs de tecnologia? Boca a boca? Não achei viável. Após um ou dois dias só havia uma resposta possível: eles estavam fazendo Black Hat!” (táticas consideradas antiéticas) [50]

Para testar sua teoria, Gooden montou uma armadilha publicando algumas ofertas no Craigslist. Em algumas horas ele recebeu um e-mail de uma “senhora” que havia gostado muito de sua propriedade, recomendando anunciar o imóvel no Airbnb. Em sua opinião este e-mail já seria uma grande evidência que o Airbnb de alguma maneira estava tendo acesso aos dados dos anunciantes do Craigslist. Mesmo assim ele quis ter certeza disso e decidiu cavar um pouco mais.

Durante o final de semana Gooden criou um site que vasculhava o Craigslist atrás de e-mails e enviava mensagens em massa sobre ofertas de propriedades. Como resultado ele teve mais de 1.000 cadastros em seu site. Ele cadastrou novamente uma destas propriedades no Craigslist e recebeu o seguinte e-mail:

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Imagem via Dave Gooden.

Na semana seguinte ele cadastrou mais duas propriedades e novamente recebeu mais dois e-mails. O mesmo se repetindo nas semanas seguintes de testes. Como o próprio Gooden explica: 

“Operações de black hat como essas podem impactar dezenas de milhares de pessoas altamente segmentadas por dia… Ganhando rapidamente 60.000 membros anunciantes, que normalmente é uma das partes mais difíceis para crescer qualquer marketplace. Certamente o Airbnb não é a única empresa a fazer este tipo de coisa, mas acredito que eles sejam a primeira que conseguiu transformar $100MM de investimentos em $1B de valor de mercado usando este tipo de estratégia.” [50]  

Essa tática, apesar de ser menos complexa conceitualmente que a integração mostrada anteriormente – e enquadrada como spam – certamente ajudou o Airbnb a crescer rapidamente a quantidade de imóveis disponíveis com baixo investimento.

4- O poder de boas imagens

Como descrito na introdução, após receber os 3 primeiros hóspedes em seu apartamento em São Francisco, Gebbie e Chesky começaram a receber e-mails de pessoas ao redor do mundo pedido a presença do Airbnb em suas cidades. Como Gebbia disse:

“As pessoas nos disseram o que queriam, então fomos lá e fizemos para elas”.

Por isso muito do crescimento do Airbnb pode ser atribuído ao fato que as pessoas efetivamente queriam o serviço oferecido, apesar do receio dos investidores.

No verão de 2009 a empresa estava à procura de um novo local para montar seu escritório e Chesky fez questão de se hospedar apenas em propriedades oferecidas no Airbnb para coletar informações sobre a experiência de uso do serviço. [2]

Neste verão a operação de Nova Iorque não estava tracionando como deveria, diante disso Gebbia e Chesk foram para lá e reservaram 24 propriedades para tentar identificar o que poderia estar acontecendo.

O resultado? Identificaram que os anunciantes não estavam fazendo um bom trabalho na qualidade da apresentação de suas propriedades. De acordo com Gebbia,

“As imagens eram muito ruins. As pessoas estavam usando seus celulares e tirando fotos com a qualidade do Craigslist. Descobrimos! Ninguém estava reservando porque ninguém sabia exatamente pelo quê estava pagando.”

A solução foi de baixa complexidade, mas muito eficiente. De acordo com Chesky,

“Uma startup comum iria enviar e-mails aos anunciantes ensinando como tirar fotos mais profissionais e depois avaliar os resultados. Nós dissemos ‘que nada!’ [4], vamos alugar uma câmera profissional de $5.000 e vamos de porta em porta tirando fotos de alta qualidade na maior quantidade de ofertas que conseguirmos.”

Esta tática aumentou quase 3 vezes a quantidade de reservas em Nova Iorque [2] e no final do mês a receita do Airbnb na cidade havia dobrado. O melhor de tudo é que estes mesmos resultados incríveis foram vistos em Paris, Londres, Vancouver e Miami. [4]

Esta iniciativa levou ao Programa de Fotografia do Airbnb, lançado oficialmente no verão de 2010. A partir deste momento o anunciante poderia agendar a visita de um fotógrafo profissional para fazer os registros fotográficos de seu espaço.

Apesar de apenas 20 fotógrafos terem sido contratados em um primeiro momento, o serviço se tornou um sucesso imediato. [2] Apesar de não ser um serviço barato em termos de custos, os fundadores tinham certeza que o ganho no longo prazo justificaria o investimento e foi o que ocorreu.

Ofertas com imagens feitas pelos fotógrafos do Airbnb tinham 2,5 mais chances de serem reservadas. Em 2012 a companhia já possuía mais de 2.000 fotógrafos independentes para fotografar as mais de 13.000 ofertas em 6 continentes.[4] 

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Imagem via Analytics Lessons Learned.

Como Chesky explica:

“Partimos da experiência perfeita e depois vemos um jeito de fazer. Dessa forma continuaremos com nosso sucesso.” [4]

Isso não se aplica só na forma que eles apresentam as imagens, mas também como destacam características valorizadas pelos usuários.

Conclusão

Como visto nas táticas apresentadas, responsáveis por tornar o Airbnb uma das maiores potências no mercado de turismo mundial, o pensamento fora da caixa, criativo mas ao mesmo tempo técnico e as vezes até nebuloso em termos éticos, foi fundamental para o crescimento constante de suas operações.

Até hoje este tipo de iniciativa é aplicada de forma constante na companhia, que se tornou referência no assunto e um dos cases mais famosos de growth hacking dentro e fora do mundo das startups. Até hoje os experimentos prosseguem: projetos focados na experiência mobile, geo localização, social connections, além de serviços complementares como limpeza e transporte.

Growth hacking faz parte da cultura do Airbnb e todos estes experimentos e incríveis resultados refletem este pensamento.


Artigo publicado originalmente no site GrowthHackers.com | Traduzido e adaptado por Raphael Lassance para o Pulse do LinkedIn.

Growth Hacking para E-commerce

Quem está no topo hoje em dia deve ter passado por isso:

1. “Quebrei a cara pelo menos um milhão de vezes”;
2. “Muitas pessoas fecharam as portas enquanto eu mais precisava de ajuda”.

Você é um cara esperto o bastante pra saber:

O sucesso NUNCA chega da noite para o dia. É por isso que neste post eu vou te mostrar 10 técnicas de vendas (Growth Hacking) para melhorar o tráfego e a conversão do seu e-commerce.

Se você já é empreendedor, tenho certeza de que está pensando em como vender mais e como trazer leads qualificados para o seu negócio (traduzindo: potenciais clientes que ainda não te geram receita).

E se ainda é um futuro empreendedor, sei muito bem que você vai querer cortar caminho pra não apanhar tanto quando o seu negócio estiver acontecendo.

Mas como posso vender mais?

Direto eu recebo solicitações de pessoas querendo saber:

“O que fazer para trazer mais tráfego qualificado?”, ou “Poderia me dar algumas dicas para melhorar minha conversão de vendas?, ou simplesmente “Como vender mais?”

Isso vale pra e-commerces, empresas B2B e até para pequenos negócios físicos de bairro.

No fundo, meu caro, o que todo empreendedor quer é obter clientes (geralmente recorrentes) para manter a sua roda dos sonhos girando. E isso é tão simples quanto a antiga máxima do varejo: “para se obter sucesso é preciso comprar bem e revender bem”.

Por que antigo? Bem, hoje em dia você não precisa nem de estoque pra ser um varejista. Enfim, e depois de aprender sobre marketing digital e as melhores técnicas para trazer os clientes certos, você percebe:

Fazer sozinho ou com uma equipe enxuta é realmente difícil, porque você precisa se dedicar MUITO para prosperar.

Sem contar que se você está no mundo das tech startups e já leu a metodologia The Lean Startup do Eric Ries, devemos entender que o nosso PRODUTO é uma metamorfose eternamente ambulante, onde empregamos quase toda a energia para construí-lo de maneira decente.

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Afinal, dizem que quando você constrói um produto que as pessoas realmente querem, você não precisa fazer força para divulga-lo.

Mas pra mim, de novo, o sucesso não acontece da noite para o dia. Nem pro Uber, nem pro Facebook e nem mesmo pro “vovô” Hotmail lá em 1996.

Então vamos lá entender mais sobre técnicas de vendas matadoras.

Mas antes, “e esse tal de growth hacking, Pimenta”?

Pois bem, todas as empresas que saíram do nada para se tornarem “unicórnios”, ou seja, os gigantes que foram vendidos por bilhões de dólares, empregaram técnicas agressivas de crescimento.

Imagine: você começou um startup, construiu um produto mínimo viável (MVP) e tem pouco ou nenhum dinheiro para investir em marketing. O que resta? Eu digo: ser extremamente criativo para crescer!

E o growth hacking trata exatamente disso, sem rodeios, conforme eu já descrevi neste post.

Mas só pra retomar:

Growth Hacking, em uma tradução bem livre, significa “adotar técnicas ultra criativas para você crescer um negócio”.

E isso vale para qualquer tipo de negócio, seja lá qual for o nicho. Mas aqui nós vamos explorar melhor o universo do e-commerce. Eu utilizo em meus negócios e também para meus clientes.

Uma das empresas que o empregamos foi vendida para um grande banco. Por algumas dezenas de milhões de dólares. Em outra cheguei a vender em um único dia alguns milhares de pendrives Sandisk pelo Twitter.

Curiosidades sobre o Growth Hacking:

• Esse termo foi dito pela primeira vez em 2010 por Sean Ellis, um americano que trabalha no Vale do Silício e é fundador do Qualaroo;
• Você certamente vai gostar do conceito porque aborda economia de dinheiro pra obtenção de resultados incríveis de crescimento;
• Os Growth Hackers trabalham exclusivamente com métricas eficientes e testam o tempo todo;
• No Brasil ainda é um termo novo, com somente cerca de 720 buscas por mês:

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• Um cara chamado Andrew Chen disse que os Growth Hackers são os novos VPs de marketing:

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• Você pode conhecer muito mais técnicas de vendas (e Growth Hacking) por este link;

E por que o Growth Hacking aumenta minhas vendas?

Simples!

1- São métodos embasados em dados que você observa no dia a dia do seu negócio;
2- Através desses dados você analisa o cenário e implementa rapidamente. E o melhor:somente naquilo que importa;
3- Vai depender só do seu esforço e de algum conhecimento de tecnologia;

Mas vamos logo às 10 dicas para aumentar suas vendas usando o Growth Hacking:

1. Lacre o seu carrinho de compras

O problema: preciso diminuir o abandono do meu carrinho de compras. Você vê isso direto em seus relatórios do Analytics: o usuário fica perambulando pelo seu funil de vendas e, de repente, sai fora sem dar a menor explicação.

Isso é muito comum. Na verdade, o menor percentual de abandono de carrinhos no e-commerce é estimado em 69,1%.

A solução pra isso é: lacre o seu carrinho de compras. Vai por mim. Esse growth hack vai aumentar a sua taxa de conversão.

Sugestão:
1. Arranque todos os menus e botões do topo de seu e-commerce;
2. Deixe somente o logo da sua empresa;
3. Faça seu usuário focar em somente uma atividade: fechar a compra!

Isso te lembra algo? Sim, uma landing page!

Seu carrinho de compras é a landing page mais lucrativa do seu negócio.

É claro que no rodapé você deverá manter todos aqueles links (política de privacidade, opções de entrega e parcelamento, etc), mas faça com que todos eles abram na mesma página (como div ou lightbox).

Permita que os usuários naveguem por breadcrumbs no processo de compra, caso necessitem alterar alguma informação (afinal, isso evita o “voltar” do navegador).

Aqui você pode inserir também algum botão de chat (atendimento instantâneo), tipo o Zopim ou Olark.

2. Usar pop ups anti fuga de visitantes

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O problema: como implementar pop ups anti fuga de visitantes sem investir muito dinheiro?

Afinal, seus usuários andam fugindo e você não faz ideia das razões. Isso é normal em todo tipo de negócio online, mas a sorte é que existe um pequeno truque que pode aumentar as suas conversões.

Algumas situações possíveis:

Por exemplo, percebeu que um usuário está no meio do checkout e de repente vai passando o mouse pra cima. Surpresa: Pop up de oferta especial!

Viu outro visitante chegando com o mouse perto do botão de voltar enquanto lia seu blog? Pop up de assinatura de e-mails nele! Isso é sensacional!

O único problema nesses aplicativos “anti fuga” que estão no mercado é preço. Alguns chegam a custar até 9,000 dólares por mês.

Veja você mesmo aqui: www.bounceexchange.com

Mas como bons growth hackers, queremos soluções grátis. E aqui vão algumas dicas:

1. O fabuloso Ouibounce;
2. E o bem recomendado Exit Intent Plugin

Os dois exemplos requerem um certo nível de codificação, mas depois de implementados, a diferença é que você não vai pagar um centavo por isso.

Então realmente vale a pena. E se você ainda estiver na dúvida, leia essa comparação entre o Ouibounce e o Bounce Exchange em inglês.

Caro leitor, isso é pensar como um verdadeiro growth hacker. Olha a economia!

3. Lance um blog hoje!

Blog

O problema: não ter lançado o blog corporativo da sua empresa é um grande problema.
“Espera aí, Pimenta, me dê dicas de verdade”, você pode estar pensando. Na verdade eu estou falando muito sério sobre isso. O blog é uma ferramenta mandatória no kit de um growth hacker.

Mas não deixe que a palavra “blog” tire todo o encanto da sua cabeça. Eu estou falando de uma verdadeira arma de destruição em massa. E te falo mais. Em 2008, quando pouquíssimos varejistas pensavam em blogs ou redes sociais, (e eu trabalhava no MagazineLuiza.com) nós lançamos o Blog da Lu.

O tráfego da empresa quintuplicou em 2 anos e hoje o rankeamento da maioria dos produtos que você procura é favorável para eles em buscas orgânicas. O growth hacking roda no motor do conteúdo.
Por isso vou repetir até cansar: o conteúdo é o rei. Seja qual for o método que você usa – blog, Instagram, Slideshare ou infográficos, o conteúdo realmente importa.

Quanto melhor você se torna na criação, na promoção e na sustentação de seu conteúdo, mais fácil fica criar a sua base para técnicas de venda e growth hacking. Os clientes de hoje em dia – incluindo os seus – querem conteúdo. Eles lêem conteúdo e o utilizam para converter. E isso deve ser muito básico na sua cabeça.

4. Guest post (ou Post convidado)

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O problema: como marketeiro você deve saber que o linkbuilding tradicional já era, né?

Acabou-se o tempo em que você conquistava alguns linkbacks aqui e ali depois de mandar alguns e-mails para influenciadores. Sendo assim, sabe qual é uma ótima ideia para você gerar bons links apontando para o seu site?

A minha preferida é o guest post (artigos que você publica em sites relevantes do seu nicho). Mesmo que haja algumas contradições por aí, isso ainda funciona bem. Contanto que você esteja criando conteúdo de alta qualidade em sites de alto nível, você irá crescer conforme você merece.

Aqui vai uma sugestão: identifique os sites mais importantes do seu nicho e solicite uma postagem de artigos extremamente relevantes.

O truque por trás dessa técnica vai fazer você repensar o seu negócio. E o número de visitas orgânicas vai crescer de uma forma inesperada.

5. Coletar o maior número de e-mails que puder

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O problema: talvez você ou seu sócio tenham medo de colocar um “captador de e-mail” na home do e-commerce. Por favor, largue esse medo!

E-mail é a técnica de geração de leads número um, com três vezes mais usuários ativos do que todos os seus usuários de redes sociais juntos. É 40 vezes mais eficiente que o Facebook e o Twitter.

Tem 3 vezes o potencial de compras das redes sociais e traz um ticket médio 17% mais alto (em média). Mesmo que seja uma das armas mais antigas do marketing digital, ainda é a melhor. E continua crescendo.

Este é um canal de growth hacking muito grande para ser ignorado. E outra, os growth hackers podem até ser discretos, mas todos eles trazem uma lista gigantesca de e-mails, pois sabem do seu potencial de retorno.

Se o seu objetivo é crescer, então vocêprecisa aumentar a sua lista de e-mails.

Sugestão: existe um jeito bem agressivo de aumentar a sua lista. Simplesmente implemente um formulário de captação de emails opt-in na home do seu site.

Você pode fazer isso com alguns serviços que eu recomendo:

1. Many Contacts www.manycontacts.com
2. Hellobar www.hellobar.com
3. LeadIn http://leadin.com
4. Sumome http://sumome.com/
5. GetDrip https://www.getdrip.com/tour
6. OptinMonster http://optinmonster.com/

Ou então você pode implementar um pop up próprio, mas já adianto que isso é perda de tempo com tantas opções já prontas.

6. Faça um estrago com seus próprios dados

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Só porque o growth hacking tem a palavra hack, não significa que seja uma atividade desleixada ou simplista. Pelo contrário, ele é extremamente obcecado por dados.

Os dados lideram os caminhos do growth hacking.

O problema: você deve ter um monte de dados à sua disposição, certo? Mas os dados, por si só, não significam nada.

Você precisa entender o seu mercado e definir as suas métricas principais. No e-commerce ainda existem algumas empresas que se preocupam com o número de visitantes, número de pageviews, número de fãs no Facebook e outras métricas que não levam a nada.

Nos Estados Unidos, essas métricas irrelvantes são chamadas de Vanity Metrics, ou “métricas vaidosas”.

Por isso vou te dar uma dica: é crucial que você fique cada vez mais concentrado em seus próprios indicadores de sucesso (KPIs): custo de aquisição de clientes, taxa de conversão de leads e de clientes, lifetime value de clientes, além dos seus coeficientes virais, testes A/B para melhorias e outras métricas importantíssimas.

Cada vez mais empresas de dados vem surgindo para facilitar o seu trabalho analítico.

O Google Analytics sozinho já não faz milagres.

É preciso entender quem são os seus clientes e o que eles estão fazendo em seu e-commerce.
Outras ferramentas que você pode usar são:

1. Kissmetrics
2. Mixpanel
3. Optimizely
4. Colibri.io

7. Compre palavras ao redor de eventos para promover produtos

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Quantos eventos seriam fantásticos para promover o seu e-commerce?

O problema: normalmente custa caro ser um expositor e, muitas vezes, não há verba para participar de nenhum um deles. Mas isso não é motivo para você não “hackear” a sua entrada nos maiores encontros do ano.

Seja o Lollapalooza ou qualquer feira B2B do seu mercado. Se você já tem uma estratégia de conteúdo sólida, com certeza o seu calendário promocional já terá a maioria dos acontecimentos relevantes do seu segmento.

Mas nem tudo precisa ser somente “post-zinho na sua fanpage”. Você também pode usar publicidade paga durante esses eventos para aproveitar o buzz.

O Google Adwords é perfeito para isso. Basta escolher o evento e seguir essas sugestões:

1. Desenvolva seu calendário promocional para entender em que tipo de evento o seu público está;
2. Uma vez que você já sabe que eventos explorar, faça uma pesquisa e brainstormings para entender com quais palavras o seu público vai buscar esses eventos;
3. Se tratar de um novo evento (sem muitas palavras disponíveis), faça algumas suposições.
Um bom ponto de partida é testar diferentes variações do próprio nome do evento;
4. Tenha em mente que as pessoas começam a buscar sobre os eventos com antecedência, então você deverá executar diferentes campanhas incluindo até mesmo os preparativos para o evento – depois enquanto ele estiver acontecendo e, então, até mesmo depois de seu término.

8. E-mails de reabastecimento

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O problema: pessoas são ocupadas e possivelmente precisam de um “empurrãozinho” para comprar algo de você.

O que é um e-mail de reabastecimento?

É aquela mensagem que simplesmente lembra as pessoas a comprar novamente aqueles itens que acabaram.

E-mails de reposição são projetados para gerar receita recorrente. São exemplos perfeitos de e-mail marketing comportamental. Alimentos para cães é um grande exemplo. Quando um cliente compra comida de cachorro, tome nota do ciclo de compra.

Por exemplo:
• Dia 1 – Cliente compra comida de cachorro;
• Dia 20 – Lembre o cliente de que em breve vai acabar;
• Dia 27 – Lembre cliente para executar a nova compra (se é que ele já não o fez no anterior);
• Dia 30 – Ciclo começa novamente

Essa estratégia funciona porque você já conhece a necessidade do cliente. É um ponto de dor muito fácil de aliviar.

Se o seu e-commerce vende produtos que podem ser comprados com frequência, por favor,automatize esse tipo de e-mail. O modelo de assinaturas é um exemplo claro disso.

Gerar receita recorrente é o sonho de qualquer negócio, porque você faz muito menos esforço para rentabilizar um cliente que já está na base do que para adquirir um novo.

O mundo está se movendo nessa direção. Veja o novo serviço da Amazon, o Dash (o exemplo da foto acima).
Tudo que ele faz é repor itens de maneira simples. Você pode fazer isso com a sua lista de compradores. Em vez de botões físicos, automatize sua venda por e-mail marketing.

9. “Pré-targeting” da sua lista de e-mails

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O problema: muitas vezes você já tem uma agradável lista de e-mails opt-in e deseja utiliza-la para crescer o seu negócio. Talvez essa lista pode nem ser opt-in, mas não estou aqui para julgar.

O ponto é: você quer que os e-mails enviados para essa lista tenham a maior taxa de engajamento possível.

Neste caso, não fique só no sonho. Existe uma maneira de colocá-los nas caixas de entrada e aumentar taxas de abertura. Trata-se de uma técnica de venda conhecida como “pré-targeting” de e-mails.

Se você sabe o que é retargeting, então esse truque é exatamente o contrário. O retargeting é retroativo, enquanto no growth hacking todos os esforços envolvem “abraçar o futuro”. Assim funciona no pré-targeting, que lhe permite servir anúncios segmentados exclusivamente para essa base de e-mails.

Mas isso acontece antes de você enviar a primeira peça na caixa de entrada deles.

O resultado? Bem, você aumenta a possibilidade desse seu público já ter visto alguma comunicação sua antes do envio de um suposto e-mail frio. E um e-mail enviado do nada tem uma taxa de resposta muito menor do que se fosse “pré-aquecido”.

Veja como fazer o pré-targeting:

1. Existe uma série de plataformas disponíveis para você criar essas campanhas: Facebook, Twitter, Google Adwords e outras;
2. Cada uma tem a sua nomenclatura, mas a lógica é a mesma: você faz o upload da lista e logo depois os anúncios são servidos especificamente para este mailing – o Facebook chama deCustom Audiences e o Twitter chama de Tailored Audiences;
3. Faça o upload seguindo as instruções do Facebook e do Twitter;

4. Não se preocupe com o call-to-action, já que seu objetivo é esquentar a sua lista;

Pronto! Espero que depois de iniciar a campanha, suas taxas de abertura nos e-mails aumentem consideravelmente.

10. Incentivos para obter descontos

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O problema: mais uma vez, o seu carrinho de compras pode ser abandonado sem dó, isso é normal.

Mas o que podemos entregar a nossos prospects para convertê-los em clientes? Com certeza você ouve direto que “não existe almoço grátis”. E isso vale para o seu e-commerce, é claro.

Por isso sugiro fortemente que você pense em novas formas de ativar seus leads. Por exemplo, dando a eles algum incentivo para prosseguir em seu funil de vendas. Mas quando digo “algum incentivo”, não significa que você precisa oferecer tantos benefícios.

É possível usar pequenas promoções para causar o efeito desejado.

Sugestões:

1. No final do processo de compra, antes do cartão de crédito, implemente um botão de Curtir  para que ele receba um desconto nessa mesma compra. Faça as contas, pode ser R$1 dependendo do seu ticket médio. Ele vai “Curtir” e você ganhará o cliente e ainda a possibilidade de trazer outros clientes da lista de amigos dele.

2. Você pode utilizar esse mesmo conceito de forma mais agressiva. Ofereça um belo desconto quando ele entrar para a sua lista de e-mails, somente para a primeira compra (lembre que citei sobre a importância do e-mail mais acima).

Essa técnica de venda (ou growth hack) serve dois propósitos:

1. Oferecer ao usuário um benefício em troca de uma ação que requer pouquíssimo esforço;
2. Aumentar consideravelmente a sua chance de fechar a venda pra esse suposto prospect.

Conclusão

Para se obter sucesso investindo muito pouco em marketing é preciso testar. Mas é preciso testar de olho em sua própria realidade de negócio, com as informações que já estão disponíveis.

Todas as técnicas de vendas que você aplicar, com foco em vender mais, serão sempre muito válidas.

Aliás, recentemente o colega Marco Gomes (fundador da Boo-Box) publicou um vídeo dizendo que “vendas é o aspecto mais importante para a sua empresa”. E ele gostaria de ter aprendido isso muito antes, assista:

Às vezes simples mudanças em sua home e seu checkout, analisando os dados que estão à sua disposição, valem mais do que comprar mídia para levar tráfego não qualificado e dispersão.

Caso você queira boas dicas úteis sobre o Google Adwords, leia o artigo que escrevi aqui.

E você, conhece outras técnicas de vendas (ou growth hacks) para compartilhar com a nossa comunidade? Seu comentário poderá ser publicado a seguir!

Texto publicado no Business Ideas.

Adotar o estilo growth hacking pode trazer benefícios aos negócios. Entenda como levar o growth hacking para a cultura da sua organização.

Fazer mais com menos. Isso lhe soa familiar? Esta é uma declaração que podemos escutar em todas as reuniões de estratégia e planejamento.

Sim, há momentos em que, quando você puder, deve fazer mais com menos. Mas, fazer mais com menos não é um mantra em si. É uma forma de administração que tenta aumentar a produtividade e otimizar os processos para se ter mais eficiência. Esta é a maneira pela qual as empresas competem hoje em dia, sem necessariamente pensar como isso vai posicioná-los no futuro.

inovação e o risco, muitas vezes carregam um custo muito alto para que algumas empresas possam suportar. Isso é mais do que apenas dinheiro ou finanças. Explorar novas situações também apresenta um custo de oportunidade significativo que pode de fato significar fazer mais com mais, ao invés de fazer mais com menos.

O modelo hacker

O hacker way é a ideologia que Mark Zuckerberg há muito emprega no Facebook. É também o nome da estrada que leva ao campus da sede do Facebook em Menlo Park, na California. Para se ter sucesso nos negócios hoje, você de fato precisa ser um hacker, já que…

Tudo começa com uma mudança de perspectiva e cultura. Às vezes é preciso aprender com uma pequena empresa enxuta (lean startup), para poder colocar a sua empresa de volta nos trilhos.

As lean startups são as queridinhas atuais da indústria. Twitter, Foursquare, Instagram, Pinterest, Uber, AirBnB são empresas que estão inovando em mercados com modelos de negócios antigos, enquanto criam mercados inteiramente novos.

O que é growth hacking? O que isso pode contribuir para o desenvolvimento de negócios?

No mundo das startups, ao contrário das grandes organizações, os funcionários não apenas usam vários ‘chapéus’, como estão sendo exigidos a se destacarem em cada frente para ajudar a empresa a ganhar impulso e, finalmente crescer.

Esse é o clássico intraempreendedorismo.

Os intraempreendedores são os novos empreendedores

Intraempreendedores repensam e promovem a inovação em processos, desenvolvimento de produtos, marketing, colaboração e em qualquer lugar e em todos os lugares que forem possíveis.

Na comunidade startup, uma das coisas que mais se fala sobre intraempreendedorismo é o papel do hacker de crescimento ou growth hacker. Para ser um growth hacker, você precisa ser justamente a pessoa encarregada de fazer mais com menos.

O que é growth hacking? O que isso pode contribuir para o desenvolvimento de negócios?

O que é growth hacking?

Growth hacking é a arte e a ciência de criar a consciência, a tração, adoção com a utilização de meios não ortodoxos. É literalmente um hacker dos processos tradicionais para acelerar os negócios.

Em 2010 Sean Ellis apresentou o conceito no seu artigo “Find a Growth Hacker for Your Startup”. Em seu artigo, Ellis reconhece a diferença entre o marketing tradicional e o growth hacking no desenvolvimento dos negócios.

O problema é que a maioria das startups tenta contratar para as habilidades e experiências que são irrelevantes, deixando de se concentrar nas competências essenciais.

As típicas descrições de trabalho muitas vezes estão carregadas de requisitos genéricos, mas aparentemente necessários, como a capacidade de estabelecer um plano estratégico de marketing para atingir objetivos corporativos, construir e gerenciar a equipe de marketing, gerir vendedores externos e etc.

A melhor definição sobre growth hacking vem através do Quora, e é dada por Andy Johns:

Growth hacking é a ideia de que um empreendedor precisa ter uma abordagem inteligente ou não-tradicional para aumentar a taxa de crescimento/adoção de seu produto ao hackear processos específicos para fins de crescimento.

O que é conhecido por hackear hoje, será a definição mais comum do mundo da tecnologia no futuro, porque as pessoas estão acordando para o fato de que o crescimento não se limita a um bom produto.

É claro que, quando você ouve a palavra hacker, provavelmente você a entende como invadir redes, ou roubar ideias e invadir redes para acessar computadores e suas informações. Mas, hacking ainda é um método de contornar tarefas tradicionais para se conseguir atingir uma meta. Para competir com relevância no futuro, os tecnólogos e líderes acreditam que o futuro do marketing se resume à tecnologia.

Growth hacking parece algo intrigante mas, na sua essência, representa uma homenagem à programação e o respeito à cultura das comunidades online, mídias sociais e mobile a fim de influenciar um comportamento diferente.

Em 2012, Andrew Chen, um empreendedor e blogueiro do Vale do Silício descreveu o conjunto de habilidades que serve a corrente growth hacking. Você pode ler a nossa versão desse artigo no “O growth hacker é o novo diretor de marketing”.

Essa é a peça definitiva do que se espera, descrevendo a importância, as habilidades, as responsabilidades e os resultados em potencial de crescimento, quando os hackers assumem o papel do marketing.

Este não é apenas uma única função – toda a equipe de marketing acaba sendo influenciada. Ao invés de um vice-presidente de marketing, com um conjunto grupo de não-marqueteiros se reportando a eles, os growth hackers são engenheiros liderando equipes de engenheiros.

O que é growth hacking? O que isso pode contribuir para o desenvolvimento de negócios?

As pessoas são o quinto P do marketing e a fonte de crescimento do growth hacking

A metodologia growth hacking é usada por pessoas de tecnologia para impactar um público afim de se atingir os desejados cliques, conversões e resultados.

the growth hacker hero

Isso está certo. Mas está incorreto com relação as pessoas. As pessoas representam o quinto P do marketing e é através da empatia em se compreender os desafios do mundo real que abrimos as portas para novas oportunidades. Para ter sucesso nos negócios e continuamente competir no futuro você precisa ter a cultura de intraempreendedorismo para desencadear a inovação dentro da sua empresa.

Lembre-se que isso tem muito menos a ver com fazer mais com menos e muito mais com encontrar ou criar soluções quando os recursos e oportunidades são pequenos e modestos.

Hackear o crescimento não é apenas sobre encontrar novos meios para o crescimento e pegar um atalho, mas sim, sobre a descoberta de um meio para um fim, quando os outros caminhos para chegar ao resultado são vazios, medíocres e sem brilho.

Texto para o TheGrowthhacker.com.br