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A mais recente novidade no que tange ao mundo Pokémon foi anunciada neste mês de julho. Trata-se do game Pokémon GO, um jogo (app) para smartphones que permite que qualquer pessoa que tenha o aplicativo capture monstrinhos na vida real.

Ou seja, se você estiver com seu aplicativo do Pokémon GO ligado, poder capturar pokémons aleatórios que aparecerem pela rua. Veja o trailer oficial do game:

Lembra nos jogos antigos quando você passeava com o Ash pelas graminhas de Pallet e do nada aparecia uma Kakuna ou um Rattata? Pois é, isso poderá acontecer com qualquer pessoa que andar pela cidade (uma cidade real!) com o app ligado – só espero que no seu caminho passem pokémons mais legais que Kakunas e Rattatas. 

Mas que tem a ver o comércio eletrônico  com Pokémon GO? Nada, a princípio, mas lojistas que estiverem antenados podem aproveitar a febre do momento para tentar alavancar suas vendas. Veja aqui algumas dicas de como você pode fazer isso na sua loja a seguir:

Potencial mina de ouro para lojas físicas?

Pra começo de conversa, Pokémon Go é um aplicativo gratuito. Para jogá-lo, depois de baixar o app você terá que escolher seu personagem e fazer algumas configurações básicas, como sexo, cor do cabelo e roupas do personagem, entre outras pequenas coisas.

O sistema de jogo, como expliquei brevemente acima, é bem simples e funciona de forma parecida com os primeiros joguinhos de Game Boy. Ou seja, você caminha pelas cidades, encontra pokémons e pode capturá-los se desejar.

Lojas físicas entram nesse cenário da seguinte forma: uma pessoa pode comprar itens chamados Lure Modules dentro do próprio aplicativo. Esses itens atraem pokémons para um PokeStop (seu espaço físico, por exemplo) por 30 minutos. Nos Estados Unidos, um pacote com oito Lure Modules custa 680 pokécoins, lembrando que cada 100 pokécoins saem por 99 centavos de dólar, o que dá pouco mais do que três reais.

Bem, essa é a hora que você entra com toda a sua criatividade para atrair clientes até o seu negócio. Vou compartilhar duas ideias que pensei agora, mas espero que você também compartilhe as suas nos comentários abaixo. 

Programe ações nas redes sociais

Sua loja possui FacebookInstagramSnapchat? As redes sociais serão suas maiores aliadas durante a saga PokémonUse esses canais de amplo alcance para divulgar promoções relacionadas ao game. Você poderá, por exemplo, dar um desconto específico para os mestres que visitarem sua loja física à procura dos monstrinhos.

Lembre-se, no entanto, de avisar seus seguidores com antecedência, pois nunca é demais recordar que cada Pokémon só ficará dando sopa no PokeStop, ou seja, sua loja, por 30 minutos. Desta forma, faça postagens ou vídeos falando sobre a iniciativa e deixe claro quando  a ação irá ocorrer – mencione também que as eventuais ofertas serão válidas apenas em determinado dia ou durante o período de 30 minutos.

Oferecer descontos? Fica a critério da casa

Fazer ou não uma promoção vai ser um critério de cada lojista. Eu particularmente acho que ofertas podem tornar a ação muito mais rica, mas você já sairá ganhando só de atrair dezenas de pessoas que talvez nunca tenham visitado seu negócio na vida.

Faça um gancho para sua loja online

comércio eletrônico não tem fronteiras. Você vende para toda a cidade, todo o estado, todo o país e se quiser para todo o mundo. Portanto, se você vai aderir à onda Pokémon, aproveite o gancho para fazer uma boa propaganda da sua loja virtual.

Em primeiro lugar, lembre-se que a ação possivelmente direcionará ao seu negócio pessoas que talvez nunca tenham ouvido falar dele na vida. Sendo assim, use esta oportunidade para mostrar que você também vende pela internet. Você pode fazer isso através de um banner legal dentro da loja, adesivos na vitrine ou avisos espalhados pelo local.

O mais importante é fazer com que esses potenciais consumidores que eventualmente venham de outras regiões da cidade saibam que você tem um site e não precisem se deslocar grandes distâncias para comprar novamente, pois saberão que também podem adquirir seus produtos pelo computador.

Uma outra estratégia, essa mais focada em aquisição, é dar um cupom de desconto para a loja virtual aos visitantes que fizeram uma compra na loja física. Isso permitirá que você consiga uma dupla venda por diferentes canais, maximizando assim os lucros e o alcance da sua marca.

E o que fazer se eu não tenho uma loja física?

Ótima pergunta. Se você só vende pela internet, como é o caso de muitos microempreendedores, uma alternativa é abrir o que os americanos chamam de pop-up shop, ou seja, um espaço físico temporário com alguns artigos da sua loja virtual.

Falando o português claro, seria uma barraquinha/quiosque na rua contendo os seus principais produtos. Da mesma forma que os exemplos anteriores, você pode comprar Lure Modules e levar os monstrinhos até o seu “novo” endereço físico, atraindo assim potenciais consumidores para o seu negócio.

Pronto para começar?

Pokémon GO ainda não está disponível no Brasil, mas deverá ser lançado por aqui nos próximos dias. Enquanto o novo game não chega, vá amadurecendo suas ideias para colocá-las em prática assim que ele desembarcar por aqui.

Por Steve Case. Estamos chegando a um ponto de inflexão na história econômica: a Terceira Onda da Internet. De acordo com uma pesquisa de 2015 pelo Centro Global para a Transformação dos Negócios Digitais, líderes empresariais disseram que quase metade das empresas mais bem posicionadas em suas indústrias terão desaparecido até 2020.

A presença crescente da conectividade com a Internet em todos os aspectos de nossas vidas deu aos empreendedores ferramentas para transformar as maiores indústrias do mundo – Saúde, Educação, Alimentação, Serviços financeiros, Energia – e a própria maneira como vivemos nossas vidas. Essa é a boa notícia.

A notícia não tão emocionante é que, depois de passar alguns anos conversando com centenas de empresários, CEOs das empresas, investidores e líderes do governo, estou convencido de que a maioria das pessoas não perceberam o que está por vir. É por isso que eu escrevi o livro chamado Third Wave.

Eu já vi esse filme antes: durante a Primeira Onda da Internet – quando empresas como a AOL, Cisco e outros estavam construindo a infra-estrutura para o mundo online, houve um atraso entre reconhecer o surgimento do novo meio e se preparar para responder. Grande parte dessas indústrias de comunicações e de computação ficaram para trás.

Em seguida, a Segunda Onda, com novos players criados no topo da infra-estrutura de Internet ganhando escala no social, search, e-commerce, e, eventualmente, na economia dos apps foram alavancados através da revolução dos smartphones.

Hoje, com todo o potencial da “Internet of Everything – IoE” tornando possível a Terceira Onda, uma nova cartilha é necessária. Se você é um CEO, empresário, funcionário ou dirigente política pública – prosperar e até mesmo sobreviver será mais difícil.

Abaixo estão minhas cinco estratégias para garantir o sucesso na Terceira Onda:

1. Seja curioso, ser paranóico

Como muitos têm apontado: a maior editora da atualidade não produz conteúdo (Facebook), mais de um milhão de pessoas se hospedaram com a maior empresa de hospitalidade do mundo (Airbnb) no Ano Novo de 2016, mesmo que essa empresa não possua nenhum quarto de hotel e a maior serviço de táxi não é dono de nenhum carro (Uber).

Esta é a ponta do iceberg. Se você está apenas começando, ou sua empresa tem sobrevivido por décadas, não tenho nenhuma dúvida: os objetos no espelho retrovisor estão mais próximos do que parecem. Os CEOs, empresários e funcionários precisam abraçar uma visão de mundo de que uma mudança está chegando – e então precisa articular essa visão de mundo, interna e externamente.

Cada membro de sua equipe terá de ser curioso sobre hoje e o que está vindo amanhã, com a atenção focada para o que está acontecendo nas bordas de sua indústria com um olho para o que pode acontecer a seguir.

2. Conheça o seu lugar

Nunca foi tão fácil de se abrir e ganhar escala da cidade que chama de lar – não é mais necessário mudar suas operações para Londres ou São Francisco. Estamos descobrindo que a autenticidade local é fundamental.

As empresas que utilizam o DNA local de uma cidade estão melhor posicionadas do que nunca para terem sucesso. Descubra o que sua cidade local faz bem e use isso. E alavanque utilizando novas ferramentas como crowdfunding para levantar o capital que você precisa para iniciar ou escalar.

3. Seja um atacante, não um defensor

Como CEO da Amazon, Jeff Bezos observou recentemente, a questão não é SE a Amazon será substituída, mas quando será.

No mundo dos negócios, há atacantes e defensores. Start-ups estão no ataque e jogam na ofensiva porque eles não têm uma escolha. A mentalidade corporativa, por outro lado, é muitas vezes para proteger o status quo.

Os atacantes são apaixonados sobre maximizar oportunidades. Com demasiada frequência, os defensores estão focados em minimizar os riscos. Mas em uma economia que está mudando rapidamente, a inação ou incrementalismo é muitas vezes o maior risco de todos.

A Kodak sabia que a revolução da câmera digital estava chegando em 1975, quando um de seus engenheiros a inventou. Eles sabiam que a fotografia digital poderia interromper o seu negócio principal de filmes, a longo prazo, mas os executivos estavam mais preocupados com a curto prazo e não fizeram os investimentos certos em R & D. A Kodak declarou falência em 2012.

É fundamental que as organizações inclinem-se para o futuro, e tenham um viés para a ação e inovação. Fazer mais experimentos – sabendo que muitos falharão – permitirá que as empresas estabelecidas se tornem mais ágeis, mais inovadoras e mais empreendedoras.

4. Envolva-se com o governo

Os governos vão ser mais centrais na Terceira Onda do que foram na Segunda Onda. Você pode não gostar mas é verdade. Se você não consegue descobrir como trabalhar com o governo – e como conseguir que governo trabalhe com você – você não será capaz de sobreviver, ou transformar setores como saúde, educação, energia, serviços financeiros, ou alimentação.

Eles têm regimes regulatórios complicados e políticas complexas. Não fuja deles, corra em direção a eles, e você estará bem posicionado para a Terceira Onda.

5. “Se você quiser ir longe, vá junto”

Há um provérbio africano que eu vim a apreciar:

“Se você quiser ir rápido, vá sozinho. Se você quiser ir longe, vá junto.”

Nos últimos anos, se você teve uma grande ideia para um aplicativo, você pode ir sozinho – era tudo sobre como obter o produto certo e impulsioná-lo via adoção viral. Mas na Terceira Onda, as parcerias serão fundamentais.

Start-ups precisam fazer parcerias com empresas para escalar. E corporações precisam fazer parceria com start-ups para que eles possam se beneficiar de inovações na periferia, e estarem bem posicionadas para terem um pedaço do futuro.


Steve Case, co-fundador da AOL, é o presidente e CEO da Revolução LLC, uma empresa de investimento com sede em Washington, DC Seu novo livro, “The Third Wave: Visão de um empreendedor do Futuro”, foi lançado essa semana pela Simon & Schuster.

Texto publicado anteriormente no Jornal do Empreendedor.

Por Jacqueline Lafloufa. Em breve, o processo de decisão de compra de produtos em uma loja não será mais como antes. Dentro de alguns anos, os consumidores serão reconhecidos por pequenos objetos conectados à web, afixados dentro das próprias lojas, que poderão oferecer ofertas, informações ou até mesmo mapear o percurso dos clientes dentro da loja física.

Conhecidos como beacons, esses aparelhinhos já estão no mercado há algum tempo – a Estimote apresentou em setembro os seus Nearables, beacons autoadesivos que poderiam ser responsáveis pelo monitoramento e notificação de diversas atividades.

Aos poucos, essa conectividade vai chegando também ao varejo, e o mercado brasileiro poderá ser impactado por essas inovações logo no ano que vem. Para demonstrar como a tecnologia dos beacons funciona, a YDreams instalou em São Paulo, na Vila Madalena, uma espécie de showroom da novidade.

Na Loja Ao Vivo TV, os visitantes poderão experimentar uma exposição de produtos equipados com beacons, que são pequenos dispositivos rádio transmissores, que usam conectividade via Bluetooth Low-Energy, para enviar informações contextualizadas aos smartphones habilitados.

beacons-oculos

Além dessas informações enviadas aos smartphones dos clientes, os beacons também permitem mapear o movimento dos consumidores dentro da loja, um tipo de big data bem interessante, que pode ser utilizado pela equipe de marketing em um momento posterior.

Ações promocionais ou de degustação também podem ser programadas de acordo com o interesse do cliente, e até mesmo museus, centros culturais e exposições podem implementar a tecnologia, que passaria a funcionar como um guia do local.

Quem quiser conhecer a tecnologia pode passar na Loja Ao Vivo TV, que fica na rua da Harmonia, 661, na Vila Madalena, em SP. A exposição dos beacons e do seu uso no varejo vai até o dia 21 de dezembro.

Texto publicado no Brainstorm 9.

Ao se pensar em inovação logística, os drones estão entre as primeiras coisas que vem à cabeça nos dias de hoje. Este equipamento, também conhecido como VANTS – Veículo Aéreo Não Tripulado ou VARP – Veículo Aéreo Remotamente Pilotado, tem chamado atenção do mercado nos últimos anos.

Apesar de não ser uma criação recente e já ser utilizada para determinadas necessidades como na produção de imagens, limpeza, segurança e a militar, por exemplo. A expectativa proveniente da aplicação como uma nova forma de transporte de cargas é alta, pois figura como uma solução a muitos problemas logísticos.

Entregar produtos com drones seria a melhor solução para o E-commerce?

Dentre as principais dificuldades no transporte estão: prazo, infraestrutura, custo, acesso a regiões hostis e segurança. Os quais podem ser solucionados com os drones, considerando que o transporte aéreo é mais rápido, não demanda grandes infraestruturas, custa menos, o equipamento sobrevoa áreas remotas como ilhas, sem grandes dificuldades e o risco de acidentes e assaltos são remotos.

Veja também: Dubai testa entrega com drones com identificação de retina e impressões digitais

Embora muito se falar sobre o assunto, ainda existem diversas questões a serem definidas, como por exemplo as regras de trafego aéreo, segurança e energia. Por estas e outras razões a utilização atual desta tecnologia no segmento de Logística ainda é restrita. Empresas como DHL estão realizando testes em determinadas regiões na Europa com a movimentação de remédios para locais mais isolados e com maiores complicações na entrega através dos meios convencionais. A Amazon nos Estados Unidos e a Google na Austrália também fazem seus experimentos para entregas de compras pela internet. Existem ainda notícias de que o Facebook planeja utilizar drones para distribuir internet pelo mundo.

De um modo geral os drones tendem a se popularizar e continuar sendo solução alternativa interessante para muitas atividades. Como será com a Logística? Podemos imaginar andar pelas ruas e se deparar com drones aterrissando e levantando voo nas residências e centros de distribuição para entregar pacotes comprados no e-commerce. Outra possível realidade serão áreas fechadas com estes dispositivos movimentando materiais, eliminando atividades operacionais realizadas por pessoas. Será que as entregas urbanas deixarão de serem realizadas por pequenos veículos de carga e motocicletas?

Independente das respostas para as perguntas temos que lembrar que ainda existe muito trabalho pela frente. Viabilizar a utilização de drones nas entregas não será uma tarefa fácil no âmbito operacional e financeiro!

Assista o vídeo do voo teste da DHL:

Texto publicado no Blog da Asaplog.

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Logística. Mercado, tendências e inovações

Este e-book logística apresenta uma visão da Logística e seu contexto no mercado global. O impacto das inovações da indústria e varejo na logística e vice e versa, além de algumas tendências. É preciso entender a dinâmica empresarial e estar preparado para rápidas mudanças!

Baixe gratuitamente e boa leitura!

Em setembro de 1979, o Governo Federal criou o Ministério da Desburocratização. Comandado por um Ministro Extraordinário, conforme o nome oficial do cargo, o órgão tinha a missão de reduzir a interferência governamental na “atividade do cidadão e do empresário e abreviar a solução dos casos em que essa interferência é necessária, mediante a descentralização das decisões, a simplificação do trabalho administrativo e a eliminação de formalidades e exigências cujo custo econômico ou social seja superior ao risco”.

Entre as medidas executadas pelo Ministério estão, por exemplo, o fim da exigência de atestados de vida, residência, dependência econômica, antecedentes, idoneidade moral e pobreza. Os documentos foram substituídos por declarações ou certidões, que eram expedidos de modo mais ágil. Além disso, eliminou o reconhecimento de firmas nos documentos pedidos pelas repartições federais, o que reduziu em até 50% o movimento nos cartórios, e criou o Juizado de Pequenas Causas.

Como se vê, houve alguns avanços importantes, embora seja visível que, 35 anos depois, o excesso de burocracia na administração pública ainda atormente a toda a sociedade.

Relembro aqui o Ministério da Desburocratização, que foi extinto em 1986, porque tenho pensado muito na contribuição que a tecnologia pode dar para o aperfeiçoamento da relação entre os governos e o cidadão. A gestão dos serviços públicos – de ordem tributária, administrativa, atendimento etc – precisa passar por um choque de inovação. De verdade, não só discurso.

Governo eletrônico

Antes de explicar melhor esse ponto, é preciso dizer que é inegável o avanço do Brasil nesse aspecto. Existem ótimos exemplos de utilização do digital nessa área, como a declaração de Imposto de Renda via Internet, licenciamento de veículos e pagamento de IPVA e o registro de Boletins de Ocorrência via web. Mas é preciso ir mais fundo.

A visão moderna de gestão pública passa diretamente pelo uso das novas tecnologias no aumento da interação entre Estado, cidadão e empresas. E isso não se resume à automação de processos e serviços pela Internet, mas abrange principalmente a transformação da maneira com que o Governo, por meio da tecnologia da informação, cumpre seu papel de Estado. Percebo que, nesse ponto, ainda temos um longo caminho a percorrer.

Vamos analisar, por exemplo, o ambiente de negócios. É inconcebível que se demore tanto tempo para abrir uma empresa no Brasil. Além de lento, o processo é burocrático e custoso. Ainda que em algumas regiões seja possível abrir uma empresa em dez dias, essa não é a realidade do País inteiro.

Nessa jornada, o empresário precisa cumprir uma série de procedimentos e vencer várias etapas que envolvem diferentes níveis de governo sem que haja uma padronização de processos. Só para dar um exemplo, não há um cadastro nacional de Juntas Comerciais – cada Estado tem um. Diminuiria muito a burocracia se houvesse um cadastro único, pois assim não seria necessário repetir o mesmo procedimento em diferentes lugares.

Sistema kafkiano

A questão tributária é outro problema. Não apenas pela carga excessiva, mas também pelo emaranhado de normas e dispositivos, pela alma kafkiana que rege o sistema tributário brasileiro. As empresas precisam manter equipes e destinar dinheiro especificamente para decifrar os nós legais – recursos que, com processos simplificados, poderiam ser direcionados para a produção.

Agora vamos pensar nos microempreendedores individuais e nos profissionais liberais, aqueles que têm um CNPJ e emitem nota fiscal para seus trabalhos. A digitalização dos serviços contábeis seria de extrema valia para eles e para os contadores.

Num momento em que muito se discute como melhorar a competitividade da economia brasileira, é necessário estudar a fundo as diferentes soluções para reduzir a burocracia. E a tecnologia está aí para ajudar nesse processo. O mais importante, porém, não é a ferramenta. É mudar a mentalidade da gestão pública. O ambiente de negócios seria facilitado. E o empreendedor agradeceria.

Texto publicado no Blog do Romero Rodrigues

O Grupo de Investidores Pictet, de Genebra, divulgou os setores mais atraentes para o futuro e as empresas de sucesso em nove cidades europeias.

Por Jack London. A solicitação que mais recebo dos leitores é: “Por favor, me dê uma dica do que fazer na internet”. Quase sempre nossa fonte de informação sobre as novidades na área de tecnologia são estudos e publicações americanas, afinal, entre os 20 sites mais acessados no Brasil, 14 têm suas sedes lá, e se espalham pelo mundo.

100 dicas de startups de sucesso na Europa.
Imagem do Corbis Images.

Apesar da forte influência americana, temos uma presença importante de grandes investidores europeus operando aqui, e que estão dispostos a apostar em projetos inspirados nos que deram certo por lá.

O Grupo de Investidores Pictet, criado em Genebra em 1805, divulgou uma pesquisa sobre os setores que julga mais atraentes para o futuro e relacionou 100 startups de sucesso em nove grandes cidades do Velho Continente e em Israel. Primeiro vamos aos setores que, segundo eles, merecem mais atenção:

1. Comunicação digital:

Em 2020, 4 bilhões de humanos estarão online. Essa é uma comunidade nunca antes existente, que supera a população ativa de todos os países do mundo juntos em 2014.

2. Soluções energéticas tecnológicas:

Água e energia para 9 bilhões de pessoas – a população da terra em 2050 – serão uma urgência inadiável. Basta olhar para São Paulo e verificar que a palavra colapso já pode ser colocada em circulação, sem medo de exageros. Sem soluções tecnológicas inovadoras para o fornecimento de água e energia, apenas mantendo o padrão atual de comportamento, o filme Mad Max em breve será um clássico visionário.

3. Segurança digital:

A pobre da Wikipédia virou o alvo da vez, mas a segurança de todos o sistemas de operação e a sobrevivência dos países estão em jogo. Não estamos falando de transações bancárias, estamos falando da autonomia e da autogestão de cidades e países.

4. As ciências da vida:

Estamos no limiar de uma disrupção na área da medicina e dos métodos de tratamento com fármacos e cirurgias invasivas. Nessa área se avolumam hoje os maiores recursos de bancos e investidores, em busca de soluções inovadoras.

5. Roupas idiotas:

Calças que servem apenas para esconder as pernas e o traseiro são uma relíquia da Idade Média. Objetos inteligentes já fazem parte de nossa vida, mas em breve as roupas também o serão. Imagine um cinto que o avisa que sua pressão está alta, uma camisa que acompanha seus batimentos cardíacos e roupas de baixo que medem sua urina regularmente, emitindo relatórios diretamente para seu Centro Tecnológico de Bem-Estar, novo nome que será dado para os atuais hospitais e clínicas.

Vamos agora a lista das cidades e de suas startups mais bem sucedidas. Pesquise cada uma delas e veja qual a que pode ou deve merecer sua atenção:

#1. LondresLyst; AffectCity MapperBlazeAppear HereJust YoyoTrasferwise e Spacious App

#2. AmsterdamHumanThe Cloak roomAceantateElastic searchAliveshoesCasengoFashiolistaBlendle e Wercker

#3. IstambulHemenkiralikOnedioVivenseLyzico; Ininal; Armut e Buldumbuldum 

#4. EstocolmoTeenageneeringBehaviosec13thlab; PeoplepeopleTruecallerSafello e Lifesum

#5. BerlimResearchgateAuctionataImprovementsEyeemGet yout guideOne footballSociomanticHello clube e Delivery hero

#6. BarcelonaCatchoomSocial and beyoundOmnidroneCognicorMarfeelWalla popCl3verScytlTypeformAudiosnaps

#7. Paris: AlgoliaLeetchiWithingsVestiaire collectivePretty simple gamesEbuzzingDeezerBlablacarCapitain e trainMention

#8. MoscouGitoonOmetriaTimeraGrow the very month penxy10tracksWay rayGames lopperChoister e Robocv

#9. HelsinkiNano technologiesSumoingBedditDiktamenPlay ravenNexstimNext gamesBitbarOnomastic e 5thwavebrands

#10. Tel AvivFiverrSpacellPeblles interfaceAdallomRavello systemsYear e Plarium

Se nesta lista você não encontrar nenhuma inspiração criativa, mude-se para Marte, Saturno ou para uma praia distante, compre um barquinho, teça suas redes e boa sorte com a pescaria.

Se você encontrar um caminho promissor e positivo, o site da Pictet é: www.pictet.com.

Texto publicado no site da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Por Wagner Andrade. Vivemos um momento onde o GPS se consolidou como a tecnologia padrão de localização mas — como você já deve ter descoberto — não funciona dentro de casa, do mercado, do shopping, da academia e nem do banheiro.

Essa lacuna se chama indoor location, que nada mais é do que localização dentro de lugares que o GPS não funciona. Esse segmento ainda dá seus primeiros passos, principalmente no Brasil, e não possui uma tecnologia padrão. Existem várias frentes, cada uma com seus prós e contras, nenhuma ainda que tenha preenchido todos os requisitos de custo/beneficio.

Para que precisamos de indoor location?

Você usa o GPS para se achar dentro dos complexos mapas de cidades desconhecidas e, de quebra, ainda pode encontrar bares, restaurantes, farmácias, escolas, hotéis e muito outros serviços. Essa informação é obtida em tempo real, desde sua origem até seu destino, cruzando dados de apoio como transito, transporte, meteorologia e até interação entre usuários.

Tudo isso é fantástico! E nos ajuda a sobreviver durante alguns dias de folga naquela praia que você nunca esteve antes — desde que tenha sinal 3G. Aliás, como as pessoas visitavam locais desconhecidos antes?

Ok, ótimo… mas sabe qual é o problema dessa tecnologia toda? Essa interação termina quando você entra em algum lugar onde não pega GPS. Ou seja, qualquer lugar coberto. Putz!

Acabamos de responder a pergunta lá de cima: para que precisamos de indoor location? Para ter toda essa interação dentro de lugares cobertos. Agora, vamos à próxima pergunta…

Para que precisamos de toda essa interação dentro de lugares cobertos?

Por que indoor location vai mudar sua vida?As possibilidades são muitas, mais possibilidades que nos locais externos, acredite. Vamos divagar em algumas:

Imagine que, ao chegar no shopping, você pode pesquisar por um produto, ver os preços, escolher dentre as opções e, por fim, ser guiado até a loja e o local onde o produto se encontra;
Ao entrar em uma loja você pode receber as principais promoções no seu celular;
Em um hospital você pode ser guiado até o quarto do paciente que foi visitar;
No estádio, ou no cinema, poderemos saber exatamente o local do nosso assento, onde encontrar pipoca, cachorro-quente, banheiros.

Assim como acontece com serviços externos, podemos nesses casos cruzar dados de outras fontes, como consultar suas preferencias para aprimorar sugestões:

Imagine chegar no mercado, passar por um corredor e seu celular avisar que o M&Ms está em promoção, porque ele sabe que você curtiu a página desses deliciosos doces no Facebook;
Ao chegar em casa e passar pela sua sala de estar, as luzes podem acender automaticamente, assim como o som ambiente com sua música favorita;
Ou até ligar a TV no canal de fofocas porque você acabou de postar no twitter sobre a morte daquela sub-celebridade ex-bbb (não faça isso, por favor).

Podemos ficar aqui até amanhã falando sobre as possibilidades, são infinitas. A tecnologia está caminhando para esse fim e novas portas estão se abrindo, logo será uma realidade. Em outros artigos vou entrar em mais detalhes técnicos de como isso funciona.

Talvez você esteja se perguntando sobre o impacto disso tudo na sua privacidade. Em tempos de internet, redes sociais e espionagem sugiro que você pergunte sobre privacidade para um ex-BBB.

Texto do Wagner Andrade publicado no site imasters.

Como fazer a equipe ter mais e melhores ideias. Criatividade e inovação têm sido dois pré-requisitos fundamentais para a sobrevivência de empresas no cenário atual. No entanto, nem todo o dia é dia de grandes ideias e inspirações.

Algumas técnicas podem ser alternativas rápidas, práticas e baratas para extrair o melhor da capacidade criativa das equipes. “São poucas organizações que usam de fato essas técnicas e isso ajuda a organizar a geração de ideias”, diz Valter Pieracciani, sócio-diretor da Pieracciani Desenvolvimento de Empresas, especialista em inovação.

1 Seis chapéus

Uma das práticas que mais impressiona é a técnica dos “Seis chapéus”. “Os gestores gostam muito dessa prática especialmente pela eficácia dela nas quatro direções da inovação [produtos, processo, gestão e inovação do modelo de negócios]”, diz Pieracciani.

Seis chapéus - Como fazer a equipe ter mais e melhores ideias

Criada por Edward de Bono, a técnica ajuda a desenvolver o chamado “pensamento paralelo”. Todos os envolvidos no processo são convidados a vestir os seis chapéus da criatividade em uma sequência lógica.

Primeiramente, vestem o branco, que avalia os dados e fatos da solução que precisa ser criada. Na sequência, o vermelho serve para lembrar das circunstâncias emocionais que envolverão a criação.

O chapéu preto é convidado para lembrar dos pontos negativos e obstáculos que podem ser enfrentados durante o percurso. O pessimismo é sobreposto pela luminosidade do chapéu amarelo, que deve sinalizar as oportunidades e os indicativos de prosperidade.

Por fim, o verde aponta para as possibilidades de expansão das ideias originais e o azul indica o planejamento tático da operação. “Todos deverão vestir todos os chapéus para pensarem juntos de forma mais completa”, afirma.

2 World Café

World Café - Como fazer a equipe ter mais e melhores ideiasO método World Café prevê diálogos colaborativos para compartilhamento do conhecimento e, assim, descobrir novas saídas para problemas da empresa.

Criada por Juanita Brown, a técnica preconiza uma espécie de “polinização cruzada”. Os funcionários são colocados em diversas mesas para debater temas relevantes para a empresa, como em um café.

De tempos em tempos, um dos componentes troca de mesa, de forma a compartilhar com os novos parceiros de café o que vinha sendo debatido pela sua mesa anterior. A cada nova rodada, o assunto ganha profundidade e abrangência.

3 Disney’s Storyboard

Disney's Storyboard - Como fazer a equipe ter mais e melhores ideiasO storyboard de Walt Disney era o local em que todos os desenhos eram reunidos e reordenados, para criação de uma sequencia lógica bem sucedida. Dentro da empresa, ele terá exatamente a mesma função: tornar mais fácil o planejamento e edição do desenho animado – no caso, do produto final. “Essa é uma ferramenta clássica para criar espaços futuros”, afirma Pieracciani.

Sob o título de assunto, os envolvidos fixam lembretes com os problemas e questões a se resolver.

Em “propósito” vêm os motivos que levam a equipe a explorar o assunto e, por fim, sob o cabeçalho miscelânea estarão papeis com todas outras possíveis ideias que não se encaixam em nenhuma das duas categorias, mas são relevantes e devem ser lembradas. Com ideias organizadas, a eficiência da estratégia é muito mais notável.

4 Mapa mental

O mapa mental talvez seja a mais simples das técnicas propostas pelo especialista. Mais conhecido por seu nome em inglês, o Mindmap foi elaborado por Tony Buzan, autoridade mundial em aprendizagem e utilização da capacidade mental. Até hoje a ferramenta, que revolucionou sua época, funciona muito bem na organização de ideias.

A partir de um único centro, todas as ideias e informações relacionadas são espalhadas pela folha. A principal vantagem dos mapas mentais está na simplicidade de execução e aplicabilidade da estratégia – em qualquer aspecto, seja tarefa profissional, atividade pessoal ou de lazer, é possível irradiar ideias de um centro comum.

Mapa mental - Como fazer a equipe ter mais e melhores ideias

4 técnicas para fazer a equipe ter mais (e melhores) ideias – Texto da Bárbara Ladeia, Publicado na Exame.

Storytelling e Transmídia: afinal, o que é e para que serve?

Depois de alguns anos trabalhando com publicidade, e sempre ansioso pela próxima tendência que iria revolucionar tudo, comecei a perceber que, uma a uma, todas elas iam ficando pelo caminho. Isso e minha paixão por cinema me levaram a parar de correr atrás do próprio rabo e estudar melhor a essência da comunicação humana.

Há pelo menos quatro anos venho pesquisando bastante sobre como a arte de contar histórias pode ser aplicada para vender produtos, serviços e ideias, aproximando as pessoas das empresas. Em 2008 co-fundei o primeiro escritório brasileiro especializado em criar histórias ficcionais para empresas (os cases continuam no ar) e isso acabou gerando conhecimento prático e outros projetos legais.

De uns tempos para cá muitas pessoas têm se interessado por esse assunto, mas com a falta de boas referências e também por causa do buzz, acaba se falando muita besteira e se confundindo alhos com bugalhos. Por isso resolvi escrever um guia rápido para desmistificar conceitos e abrir portas para aqueles que queiram se aprofundar, ou pelo menos entender do que se trata. Vamos lá.

O que é Storytelling?

Storytelling pode ser definido de várias maneiras, mas a que importa nesse caso é que se trata de uma poderosa ferramenta para compartilhar conhecimento, utilizada pelo Homem muito antes do que qualquer mídia social. Para ser mais exato, há algo em torno de 30 a 100 mil anos, quando acredita-se que o Homo Sapiens Sapiens desenvolveu a linguagem.

Para entender essa ferramenta é preciso saber a diferença entre duas palavras da língua inglesa: “history” e “story”. A primeira está relacionado com fatos reais, como a queda do Império Romano ou alguma coisa que aconteceu na sua vida, rotina ou não. A segunda é uma estrutura narrativa, geralmente ligada à ficção, mas não necessariamente. Na língua portuguesa o correto é escrever “história” para ambos os casos, por isso, a partir de agora, entendam que sempre estarei me referindo à “story” ok?

Contar uma história é encadear eventos de maneira lógica, dentro de uma estrutura com certos padrões que, de forma muito resumida, são:

• Uma quebra de rotina. Histórias são sempre sobre eventos extraordinários. A não ser em “filmes de arte”, não há motivo para contar uma história sobre o cotidiano.
• Pelo menos um protagonista, que é o personagem com o qual as pessoas devem se identificar. Ele sempre deve estar buscando algo.
• Pelo menos um antagonista, que pode ser desde um super-vilão estereotipado até uma sociedade inteira, uma doença, o tempo etc. O importante é criar obstáculos para o protagonista.
• Conflito, ou seja, a tensão desse embate entre os elementos opostos. É isso que segura a atenção do público.
• Uma sequência de eventos com começo, meio e fim, passando por pelo menos um climax. O famoso “plot“, essencial para que a história faça sentido para as pessoas.

Por incrível que pareça essa estrutura narrativa é utilizada desde quando nossos ancentrais se sentavam em torno das fogueiras e contavam sobre caçadas. Dessa forma, além de entreter a tribo, eles conseguiam “viralizar” e perpetuar suas aventuras, onde estavam contidos conhecimentos necessários para sua sobrevivência, desde coisas práticas até expectativas da conduta dentro daquele grupo, passando por tentativas de explicar os mistérios da vida e do universo.

No melhor espírito “quem conta um conto aumenta um ponto”, essas histórias vão se modificando e daí nascem as mitologias, dando forma às culturas locais. Depois temos a invenção da literatura, teatro, cinema, quadrinhos, videogames e uma infinidade de meios e estilos cujos objetivos do ponto de vista da sociedade são exatamente os mesmo desde sempre.

Storytelling e Transmídia: afinal, o que é e para que serve?

Se isso te interessa, aí vai uma dica: O Poder do Mito, série de entrevistas com o mitologista Joseph Campbell. Tem em livro ou DVD.

Po que utilizar Storytelling?

Storytelling e Transmídia: afinal, o que é e para que serve?

Guardamos uma informação mais facilmente quando ela está envelopada nesse tipo de estrutura. O segredo está em atribuir significados emocionais à elementos técnicos por meio de um contexto. Se você assistiu O Náufrago, sua percepção sobre uma bola de vôlei da Wilson é completamente diferente da percepção de uma pessoa que não viu o filme, ou então em relação à uma bola tecnicamente idêntica, só que de outra marca.

Se você gosta de dados, o renomado psicólogo Jerome Bruner descobriu que um fato tem 20 vezes mais chance de ser lembrado se estiver ancorado em uma história. Em outras palavras, tendemos a achar que nossa memória funciona como um álbum de fotos, mas na verdade ela está mais para uma coleção de filmes. Se você gosta de neurociência, dá uma olhada nos neurônios espelhos.

Como posso utilizar Storytelling?

Há uma infinidade de formas, com maiores ou menores graus de dificuldade e eficiência. A mais básica seria pegar a história real da sua marca, ou seja lá o que estiver querendo vender, e reorganizar os fatos de forma que estejam dispostos em uma estrutura de história. Mais ou menos como um filme “baseado em histórias reais“. O problema é que nem sempre dá para garantir que a marca tenha uma “history” legal o bastante para render uma boa “story”. Teoricamente você pode fazer um filme baseado em qualquer coisa, mas daí para ser um sucesso de bilheteria é um gap enorme. Um filme sobre o Steve Jobs e a Apple provavelmente seria bom, mas no mundo corporativo isso é exceção.

Na outra ponta tem a ficção, que permite um controle muito maior dos personagens e do plot, aumentando as possibilidades de engajamento e também de desdobramentos. Dois exemplos de como isso pode ser feito:

•  Popeye, o herói marinheiro criado em 1929, originalmente não precisava comer espinafre para ganhar força. Esse elemento da história só foi introduzido algum tempo depois, quando houve as primeiras adaptações dos quadrinhos para o cinema. Dizem que isso teria sido um product placement de uma empresa de espinafre. Verdade ou não, o fato é que o desenho aumentou o consumo de espinafre nos EUA em 30% nos anos subsequentes, salvando esse segmento de uma crise.
• Coca-Cola Happiness Factory, famoso case da W+K, é um exemplo mais moderno de como um universo ficcional pode ser criado para uma marca. Trata-se um mundo que se passa dentro da vending machine, com personagens e regras próprias. Teria sido melhor ainda se o universo e personagens funcionassem suficientemente bem fora do ambiente de comunicação da Coca-Cola, por exemplo, sustentando um longa metragem ou uma série de quadrinhos. Não chegou lá, mas quase.
• No meio do caminho entre esses dois extremos, dá para, por exemplo, pegar carona com product placement em uma outra história.
• Nessa apresentação você pode encontrar outros exemplos.

Storytelling e Transmídia: afinal, o que é e para que serve?

O que é Transmídia?

Não compre uma coisa antiga pelo preço de uma novidade, transmídia, no contexto do mercado publicitário, é só um termo repaginado para os antigos “comunicação 360º” ou “comunicação integrada”.

Já transmídia storytelling é contar uma história (“story”) por meio de diferentes mídias, tendo consciência de que cada uma exige uma narrativa específica e atinge públicos diferentes. O primeiro universo ficcional criado desde o início com esse propósito provavelmente foi o de Matrix, tendo a trilogia de filmes como o núcleo desse universo, e depois uma série de produtos que aprofundavam a história em outros meios, para uma parte mais engajada do público: animação, quadrinhos, videogame etc. Em cada um desses casos era contada uma outra parte da história, ligada ao núcleo, porém diferente dele.

É possível dizer que Star Wars foi a franquia que deu o pontapé inicial desse movimento, comercialmente falando, embora originalmente esse universo não tenha sido concebido para esse propósito.

Storytelling e Transmídia: afinal, o que é e para que serve?

No âmbito da comunicação de marcas, as técnicas de transmídia storytelling podem ser utilizadas para fazer uma amarração contextual mais elaborada e potencialmente mais engajadora entre as diferentes mídias de uma campanha. A própria Coca-Cola Happiness Factory é um exemplo disso. O problema é que se presta muita atenção nas mídias e novas tecnologias, mas esquecem que sem uma boa história o resto não funciona.

Publicação do Bruno Scartozzoni original do Update or Die!

A tecnologia de reconhecimento de imagem mobile identifica objetos como sapatos, bolsas e tacos de golfe nas imagens, vídeos ou diretamente através de um tablet ou sensor de imagem do smartphone. A tecnologia pode proporcionar uma nova forma de Mobile Commerce (possível apenas nos próximos anos), permitindo aos clientes ver um produto em uso ou em outra pessoa, comprar de imediato a partir de um aplicativo.

Publicação traduzida: Original do Practical Ecommerce | Mobile Image Recognition to Revolutionize Ecommerce?

Imagine andar em uma rua movimentada em São Francisco ou Boston. Você vê uma pessoa elegante vestindo um terno atraente ou carregando uma bolsa linda que você gostaria de ter. Você retira seu iPhone 7 – esta tecnologia pode levar alguns anos – e um aplicativo de reconhecimento de imagem (MIR – Mobile Image Recognition) identifica instantaneamente o terno ou a bolsa, oferece preços a partir de três ou quatro varejistas online, e fornece um botão “comprar” que com um único toque você possa finalizar a compra.

Este tipo de “Compra relâmpago” é viável, dado o estágio atual da tecnologia MIR e a crescente onipresença dos dispositivos móveis, incluindo tablets, smartphones e até mesmo Google Glass.

O Estágio atual da Tecnologia de Reconhecimento de Imagem Mobile

Hoje, a tecnologia MIR pode já ser utilizada em aplicações móveis para identificar determinados anúncios ou produtos específicos mesmo em um contexto conhecido.

Por exemplo, a iTraff Tecnology oferece uma interface de programação de aplicativo que permite que um desenvolvedor de aplicativo móvel faça upload de imagens conhecidas de produtos ou um anúncio de outdoor. As imagens são reconhecidas quando o usuário tira uma foto com um dispositivo móvel.

A solução é limitada, mas é também precursora para fornecer aos clientes potenciais uma visão muito mais interativa do mundo ao seu redor, incluindo a possibilidade de tornar tudo o que você vê, comprável. Pense nisso como “Showrooming” em todos os lugares.

Da mesma forma,a Kooaba tem tecnologia que pode tornar a publicidade – mesmo na mídia impressa – interativa. No conceito do próximo passo para o reconhecimento dos objetos vistos, pode ser apenas uma questão de pequenas melhorias em tecnologia e um banco de dados de imagem grande.

A LTU Technologies, fundada por cientistas e pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, da Universidade de Oxford, e a INRIA órgão de pesquisa francês, também está fazendo soluções MIR que poderiam ser aplicadas ao comércio móvel.

“A  busca visual mobile já está sendo usada por varejistas na Ásia e Europa para aplicações de m-commerce, dentro de três anos, vamos ver a rápida adoção dessa tecnologia pelos varejistas dos Estados Unidos”, disse Stephen Shepherd, Gerente Geral da LTU Technologies em entrevista com a Revista Forbes no início deste ano.

Adicione à lista de exemplos de tecnologia MIR, o Google Goggles, que já está disponível há quase três anos. Ele reconhece os itens do mundo real, incluindo produtos que podem ser comprados online.

MIR pode oferecer resultados limitados

Preocupações significativas para pequenas ou médias lojas virtuais pode incluir quem vai fornecer os aplicativos MIR mais populares e quantos resultados de busca um aplicativo MIR pode mostrar em resposta a uma consulta visual.

Quando um cliente vai ao Bing ou ao Google em um computador desktop e procura por tênis de corrida, ambos os mecanismos de busca retornam uma lista quase interminável de resultados, de modo que mesmo uma pequena loja especializada acaba aparecendo. Estas páginas também têm longas listas de  anunciantes CPC (Links Patrocinados), para as pequenas empresas, a solução é investir em link patrocinado caso a competição por resultados orgânicos seja muito forte.

Em um dispositivo móvel, há relativamente poucas listagens visíveis quando uma página de resultados de pesquisa do mecanismo de busca, mas outras empresas ainda podem ser encontradas com um golpe ou dois. No entanto, com a MIR, é possível que apenas um a quatro lojistas sejam mostrados em resposta à uma consulta de imagem, o que limita potencialmente a performance de pequenas empresas.

Da mesma forma, se as aplicações MIR mais abrangentes e populares de Mobile Commerce estiverem dominadas por lojas individuais, é possível se tornem muito restritas. Um aplicativo MIR da Amazon ou Walmart iria retornar apenas resultados de Amazon ou Walmart e não de todos os varejistas disponíveis.

Alguns sugeriram também que as pessoas que utilizam aplicações MIR de Mobile Commerce escolham suas lojas preferenciais. Para que os resultados das consultas visuais favoreçam determinados sites ou vendedores. Se este fosse o caso, as lojas online que precisariam promover serviços e preços, incentivando a inclusão de uma maneira similar à que algumas empresas buscam “curtir” no Facebook.

Futuro: Reconhecimento de Imagem Mobile pode revolucionar sua loja virtual?

Como pequenos varejistas online podem competir por MIR no M-Commerce

Se, de fato, o reconhecimento de imagem não conduzir uma nova geração de comércio móvel, as pequenas empresas podem ter pelo menos três opções para ser competitivas.

Primeiro, pequenas lojas poderiam trabalhar juntas para oferecer uma aplicação de Mobile Commmerce baseada em MIR, que retorne bastantes resultados de todas as empresas participantes. Essas lojas podem ser organizadas em torno de associações industriais, grupos de compras, ou mesmo uma plataforma de software. Como exemplo, Volusion, Shopify, LemonStand ou Magento podem oferecer uma aplicação MIR compartilhada. Clientes potenciais usando o app veriam resultados à partir do grupo de pequenos e médios lojistas que utilizam a plataforma associada.

Pequenas e médias empresas, em particular os segmentos de indústria de nicho, poderiam produzir suas próprias aplicações de comércio móvel MIR-powered. Ou um varejista online de produtos automotivos pode oferecer uma aplicação MIR-based que reconheceu as marcas e modelos de veículos para que os clientes possam encomendar peças do automóvel, ou mesmo ver tutoriais de manutenção.

Pequenos varejistas online também podem ser capazes de competir para consultas visuais, com uma abordagem E-commerce Multicanal, oferecendo produtos em mercados como a Amazon, Ebay, Sears, ou Newegg ou publicidade em sites de comparação de preços. Supondo-se que um ou mais desses mercados ou sites de comparação de preços comecem a oferecer uma aplicação de reconhecimento de imagem, o comerciante poderá desfrutar de algumas vendas através de esforços de desenvolvimento do mercado. 

Leia também: Case Mobile Commerce: Netshoes oferece um aplicativo de reconhecimento de produtos

Problemas com a Tecnologia MIR

Para a tecnologia MIR realmente decolar e permitir um novo tipo de Mobile Commerce, empresas de reconhecimento de imagem enfrentam três problemas importantes.

Fornecedores de soluções MIR terão que lidar com os desafios técnicos de armazenar centenas de milhares (senão milhões) de imagens de referência, em alguns casos retornando rapidamente resultados precisos a partir de um banco de dados de imagem de referência.

Essas empresas vão precisar gerenciar questões de privacidade, uma vez que muitas pessoas não ficarão satisfeitas com pessoas aleatórias tirando fotos delas, independentemente do motivo.

Futuro: Reconhecimento de Imagem Mobile pode revolucionar sua loja virtual?

Ainda na preocupação com a privacidade, os provedores de soluções MIR precisarão redefinir ou ajustar as normas sociais para que o ato de tirar um dispositivo móvel e sair tirando fotos ou até mesmo a gravação de vídeo de indivíduos de alguma forma pareça menos assustador.