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Por Revista PEGN. Voc√™ √© do tipo que sua frio e passa noites em claro se precisa encarar uma apresenta√ß√£o em p√ļblico? Saiba que n√£o est√° sozinho.

Vender bem uma ideia é um desafio permanente para qualquer empreendedor, ainda mais quando se está em busca de recursos financeiros para tirar um projeto do papel.

Uma das m√°ximas √© a regra 10/20/30 de Guy Kawasaki, que j√° foi colaborador e ‚Äúchefe evangelizador‚ÄĚ da Apple (uma esp√©cie de mission√°rio da marca). Hoje, ele dirige um fundo de venture capital ‚Äď o Garage Technology Ventures ‚Äď e est√° acostumado a ver muitas apresenta√ß√Ķes ruins.

Em um post muito engra√ßado em seu blog ‚ÄúHow to Change the World‚ÄĚ, ele explica que chegou a essa regra depois de ouvir centenas de apresenta√ß√Ķes de startups em busca de capital ‚Äď e se entediar muito com isso. A f√≥rmula √© simples:

10 slides

Para Kawasaki, 10 √© um excelente n√ļmero de slides para uma apresenta√ß√£o em PowerPoint. A explica√ß√£o dele √© que um ser humano normal n√£o consegue compreender mais de dez conceitos diferentes em um s√≥ encontro.

‚ÄúSe voc√™ precisa de mais de dez slides para apresentar seu neg√≥cio, voc√™ provavelmente n√£o tem um neg√≥cio‚ÄĚ, diz. Ele tamb√©m lista os dez t√≥picos que um investidor de venture capital leva em conta em uma apresenta√ß√£o:

1. O problema
2. Qual a solução
3. Qual o modelo de negócios
4. Valorize a m√°gica/tecnologia
5. Marketing e vendas
6. Competição
7. Equipe
8. Proje√ß√Ķes e conquistas
9. Status atual e cronologia
10. Recapitule e chame para a ação

20 minutos

Voc√™ deve apresentar os 10 slides em 20 minutos. Kawazaki recomenda o tempo reduzido para aproveitar os 40 minutos restantes para discuss√£o e d√ļvidas ‚Äď isso se n√£o houver nenhum problema t√©cnico para colocar a apresenta√ß√£o no Data Show ou se os investidores n√£o tiverem de sair mais cedo, al√©m de terem chegado atrasados.

Fonte tamanho 30

Use uma fonte grande ‚Äď tamanho 30 ‚Äď nos slides. A experi√™ncia de Kawazaki √© que a maioria prefere usar uma letra menor para poder acumular mais informa√ß√Ķes em cada tela.

Leia tamb√©m:¬†Como criar conte√ļdo f√°cil de consumir e valioso de compartilhar

Na opini√£o dele, isso n√£o funciona. ‚ÄúA maioria das apresenta√ß√Ķes que eu vejo est√£o com um texto de tamanho 10. O m√°ximo de texto poss√≠vel √© colocado em um slide, e ent√£o o apresentador l√™ o que est√° escrito. No entanto, assim que a audi√™ncia percebe que voc√™ est√° lendo, ela avan√ßa na sua frente, j√° que consegue fazer isso mais r√°pido do que voc√™ fala. O resultado √© que o palestrante e o espectador ficam sem sincronia‚ÄĚ, diz.

Texto publicado no site da Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios.

Assista abaixo a explica√ß√£o do pr√≥prio Guy Kawasaki, na palestra “The Art of Start” (A Arte do Come√ßo) ele explica a regra¬†10/20/30 a partir do minuto 24, dura um pouco mais de 3 minutos. Eu recomendo ver a palestra¬†inteira…

Veja tamb√©m:¬†Curso gratuito: T√©cnicas para falar em p√ļblico

Acessar recursos externos também é uma questão de timing, saiba quando é o momento certo de procurar bancos ou buscar capital de investidores externos para sua empresa

Se voc√™ tem uma empresa e quer crescer agressivamente, estas d√ļvidas j√° devem ter lhe ocorrido. Quando √© a hora certa de levantar investimento ou captar recursos externos? Eu realmente preciso levantar investimento? Um empr√©stimo pode ser uma boa alternativa para mim? Quais os benef√≠cios e os problemas trazidos pelo capital de risco?

O capital externo, muitas vezes √© algo que ajuda as empresas a crescer mais r√°pido, mas tamb√©m pode trazer algumas complica√ß√Ķes. Cabe a voc√™, empreendedor, descobrir a hora certa e as condi√ß√Ķes ideias para ir atr√°s de uma capta√ß√£o de recursos. Neste artigo vamos falar um pouco do¬†timing para buscar recursos externos.

N√£o basta uma ideia

√Č extremamente raro o caso de investidores/financiadores de empresas apostarem em uma ideia apenas. Se voc√™ ainda est√° neste est√°gio, uma boa alternativa √© seguir pelo caminho do bootstrap, ou seja, voc√™ mesmo financia seu neg√≥cio at√© chegar a hora correta de buscar o capital.

Segundo este artigo da revista Forbes, o empreendedor tem que se mover e provar que já percorreu um longo caminho com a sua empresa. Não no sentido de tempo, mas no sentido de resultados alcançados. Chegue o mais longe possível sem investimento e faça as contas.

Quanto me custou para chegar até aqui? Qual o retorno que tive? Se você tivesse mais capital, você chegaria mais longe? Um investidor quer ver seu mercado se movimentando, um time formado e os primeiros sinais de que seu negócio vai ser um estouro. Se este não for o caso, é melhor aguardar.

Você tem tração?

Se você não tem destaque no mercado, clientes importantes, volume de clientes ou faturamento, provavelmente você não tem muita tração. Pouca tração significa muita diluição em um cenário de investimento e muitos investidores sequer olham empresas sem sinais de tração. Se você busca recursos no banco, como um empréstimo ou programas de acesso a capital do governo, ainda assim precisa provar que tem crescido rápido para conseguir o melhor custo de capital possível.

Se voc√™ ainda n√£o tem n√ļmeros e resultados expressivos no seu mercado √© melhor fazer o dever de casa antes de captar recursos. Este artigo da aceleradora 500 startups √© um bom lugar para come√ßar a aprender como gerar tra√ß√£o para sua empresa.

Apenas para ilustrar, existem dezenas de indicadores de tra√ß√£o para empresas. Tra√ß√£o pode ser um n√ļmero grande de usu√°rios do produto, faturamento, alta capacidade de gera√ß√£o de leads, entre outras coisas. No caso do Facebook, quando a empresa levantou sua primeira rodada de investimentos, no valor de U$500.000 do empreendedor Peter Thiel, a empresa j√° possu√≠a quase 1 milh√£o de usu√°rios. Posteriormente, este investimento chegou a valer mais de U$ 1.1 bilh√Ķes, quando Peter Thiel vendeu a maior parte das suas a√ß√Ķes.

Você consegue captar o volume de recursos suficiente para atingir seus objetivos sem comprometer a gestão e a sua participação no negócio?

Se você precisa do capital, tem também que saber o quanto está disposto a pagar por ele. Quanto você quer diluir do seu negócio. Quanto de juros você está disposto a pagar. Qual a contrapartida você dará no caso de recursos governamentais.

Se você está disposto e tem a maturidade para lidar com sócios externos. Se sim vá adiante. Caso contrário, analise profundamente sua situação e repense seus conceitos.

Seu negócio está indo bem e você não precisa captar para continuar crescendo?

Se esse é o caso, você está na melhor posição. Afinal você não tem pressão e o dinheiro é apenas uma opção de aceleração do crescimento. Os investidores vão fazer ofertas, aumentar seu valuation e fazer de tudo para serem seus sócios.

Os bancos vão lhe oferecer as melhores linhas de crédito. Use isso a seu favor. Neste cenário se você for captar recursos, você terá os melhores termos possíveis.

Texto publicado pela Endeavor Brasil.

Rodadas de financiamento para startups diferem de acordo com o estágio alcançado. Quando estas rodadas são alocadas mediante investidores profissionais, são chamadas internacionalmente de Series. Veja quais são.

Por Rodney de Castro Peixoto. Segundo a Associação Brasileira de Startups, uma startup é:

‚ÄúUma empresa de base tecnol√≥gica, com um modelo de neg√≥cios repet√≠vel e escal√°vel, que possui elementos de inova√ß√£o e trabalha em condi√ß√Ķes de extrema incerteza.‚ÄĚ

Ao estabelecer elementos de inova√ß√£o e operar em condi√ß√Ķes de incerteza, o fundador de uma startup necessita de capital para testar e modelar seu servi√ßo/produto para poder alcan√ßar seus objetivos.

Por conta dessa condição de extrema incerteza, startups são capitalizadas, de forma genérica, por investidores de risco, chamados Venture Capitalists.

O chamado lifecycle (ou ciclo de vida) de uma startup se desenvolve atrav√©s das chamadas rodadas de investimento. Como o capital √© globalizado, os jarg√Ķes internacionais s√£o utilizados em qualquer pa√≠s, e embora os valores n√£o sejam padronizados, normalmente as rodadas de investimento em startups seguem algum par√Ęmetros.

Após o fundador iniciar seu plano de negócios, necessita levantar recursos para testar e por em prática suas ideias comerciais. Daí, o capital se faz necessário e o fundador precisa se preparar para o pitch, a apresentação de seu negócio para o mundo capitalista.

Muito comum em startups as primeiras rodadas de investimento serem aportadas por familiares e amigos. Um exemplo clássico ocorreu com a Amazon, cujos pais e irmãos de seu fundador, Jeff Bezos, foram os primeiros a acreditar no negócio e hoje são acionistas de um negócio bilionário.

Rodadas de investimento diferem de acordo com o estágio alcançado pela startup. Quando estas rodadas são alocadas mediante investidores profissionais, são chamadas internacionalmente de Series.

De forma geral, temos:

1. Series Seed

Tipicamente, uma Series Seed (Investimento Semente) se dá nos estágios iniciais das startups, para definir as bases do negócio, formalizar sua atividade, iniciar produção e auxiliar na contratação de colaboradores.

Aqui j√° se tem uma defini√ß√£o do servi√ßo/produto, e se busca conquistar mercado e criar uma base inicial de usu√°rios que validem a ideia. Os montantes de aporte de capital variam, normalmente chegando a 2 milh√Ķes de d√≥lares, e quem investe s√£o Angel Investors (investidores anjo) e tamb√©m podemos ter fundos de Venture Capital nesse est√°gio, dependendo de qu√£o atrativo e consistente o neg√≥cio pode ser a estes fundos. Tamb√©m √© comum a entrada da startup numa aceleradora ou incubadora, empresas que oferecem consultoria, mentoria e investimento em troca de participa√ß√£o nas a√ß√Ķes.

2. Series A

Aqui a startup já definiu e aprimorou seu modelo de negócios, alcançou um mercado e base de consumidores, e seu serviço/produto já está consolidado. Essas startups buscam então uma Series A Round (Rodada Serie A).

A Series A Round visa proporcionar uma escala de produ√ß√£o, otimizar os caminhos de distribui√ß√£o, adaptar o servi√ßo/produto para outros mercados e tamb√©m refinar seu modelo de neg√≥cios. Os valores envolvidos em uma Serie A podem ir de 2 milh√Ķes de d√≥lares at√© 15 ou 20 milh√Ķes. Como exemplo recente temos o investimento do fundo Benchmark no Uber.com. Fundos de Venture Capital normalmente est√£o por tr√°s de Series A Rounds.

3. Series B

Ap√≥s uma startup se consolidar, uma Serie B Round pode trazer escala ao neg√≥cio. Aprimoramento de processos, contrata√ß√Ķes nas √°reas de vendas e marketing, cria√ß√£o de novos departamentos, buscar novos mercados, e mesmo adquirir outras empresas para agregar valor ao neg√≥cio s√£o os principais prop√≥sitos de uma Serie B Round. Os valores podem chegar √†s dezenas de milh√Ķes, e como exemplo, temos o fundo Accel aplicando 40 milh√Ķes de d√≥lares no Angry Birds.

O investidores de Series B Rounds normalmente s√£o os mesmos das Series A.

4. Series C

Tipicamente uma Series C Round acontece para acelerar uma startup em tudo que for poss√≠vel ap√≥s uma Serie B. Adquirir outras companhias, lan√ßar o servi√ßo/produto em mercados internacionais, e acelerar o crescimento s√£o os principais prop√≥sitos buscados nesse est√°gio de uma startup. Os montantes de uma Serie C podem chegar a centenas de milh√Ķes de d√≥lares. Quem investe s√£o ainda fundos de Venture Capital, e tamb√©m empresas de Private Equity, fundos de Hedge, bra√ßos de investimento de bancos como Morgan Stanley, ou grandes empresas de fundos, como a Tiger Global.

Fundadores de startups necessitam obter o máximo de informação antes de sentar do outro lado da mesa em que está seu potencial investidor. O entendimento dos detalhes de uma rodada de investimento faz parte da lição de casa de qualquer empreendedor que tenha a intenção de fazer sua ideia virar realidade.

Texto publicado no Webinsider.