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Você opera uma loja física há anos e agora não quer ou não consegue mais mantê-la aberta. Ao mesmo tempo, não quer perder sua fonte de renda. Vender seus produtos numa loja virtual parece ser uma boa opção. Mas aí vem a dúvida: Qual a melhor maneira de colocar seus produtos na internet?

Confira a seguir algumas dicas sobre esse assunto…

Venda seus produtos em marketplaces

Lojas físicas contam com despesas altas, como aluguéis, luz, telefone, IPTU entre outros gastos atrelados ao endereço. Nas lojas virtuais o investimento mensal certamente é menor do que os envolvidos em lojas de cimento e tijolo, mas ainda existem custos, por exemplo, com hospedagem de site, plataforma de e-commerce, SAC, entre outras atividades inerentes a e-commerces tradicionais.

Uma saída mais simples e eficaz para quem busca vender pela internet são os marketplaces – grandes sites especializados em e-commerce, que contam com a estrutura adequada e altíssimo tráfego diário.

Talvez você já tenha ouvido ou lido sobre isso em algum lugar, ou até mesmo já tenha comprado um produto ou visitado um marketplace recentemente e não tenha se dado conta disso.

A palavra “marketplace” vem do idioma inglês, resultante da junção das palavras market (mercado) e place (local). Um Marketplace Online nada mais é do que uma comunidade ou um local onde pessoas e/ou empresas se encontram para realizar negócios, comprar e vender alguma coisa.

Portanto, diferente de uma loja virtual, em que você é um único lojista vendendo seus produtos para múltiplos clientes, no marketplace você anunciará seus produtos juntamente com outros lojistas que concorrem por múltiplos clientes. Qual a grande vantagem deste modelo? A resposta é o tráfego. Grandes marketplaces possuem o tráfego que você não tem e, provavelmente, nunca terá sozinho.

No Brasil, temos vários marketplaces focados em vendas de produtos, como o Mercado Livre, marketplace mais tradicional da América Latina, que realiza milhões de transações todos os anos e processa bilhões de dólares de milhões de vendedores para milhões de compradores.

Outro exemplo é o B2W, que engloba os canais Submarino, Americanas e Shoptime. Além do Walmart, um dos maiores e-commerces do Brasil, e o CNOVA, que integra os e-commerces Extra, Casas Bahia e Ponto Frio.

Com os marketplaces, seu produto é exposto nos sites desses grandes e-commerces, mas seu estoque continua com você.

Utilize um descomplicador

Entrar nos marketplaces, entretanto, é uma tarefa que pode levar tempo e exigir dedicação. Além disso, no Brasil existem diversos sites que operam com esta opção. Uma alternativa para a entrada em vários marketplaces ao mesmo tempo é contar com a ajuda de serviços “descomplicadores” que prestam consultoria no assunto.

Com o auxílio desse serviço, basta um cadastro para os produtos aparecerem nos principais marketplaces automaticamente. Feito isso, uma equipe irá revisar as informações do item e enviar ao canal selecionado. Em geral, um produto pode levar entre 5 e 30 dias úteis para ser publicado nos sites, dependendo da qualidade do seu conteúdo (título, descrição e imagem).

Após publicado, você começará a receber seus primeiros pedidos, e será comunicado, tanto por e-mail, quanto pela própria plataforma do serviço. Em seguida, você emite a Nota Fiscal Eletrônica do Pedido e cadastra o XML ou PDF da NFe no sistema. Neste momento, é liberada uma etiqueta de envio pré-paga dos Correios (PLP) para ser impressa e colada na caixa do seu pedido.

Depois é só entregar em qualquer agência dos Correios ou solicitar a coleta (caso você tenha acordo com alguma agência própria). Você não terá que pagar nada pelo frete.

Uma vez enviado o pedido, é feita a atualização automática do status direto dos Correios e tanto você, quanto seu cliente e o canal de vendas são informados. Este será o gatilho para liberar seu pagamento.

Em 2016, o e-commerce Beleza na Web registrou faturamento perto dos R$ 200 milhões, o que representou crescimento de 50% sobre o ano anterior, segundo seu CEO e fundador Alexandre Serodio. Em março deste ano (2017), a empresa inaugurou oficialmente uma loja física no bairro de Moema, em São Paulo. O local já funcionava há alguns meses no sistema “soft opening”. Mas se o desempenho da empresa que se intitula “o maior e-commerce de beleza da América Latina” é tão bom na web, por que abrir uma loja física?

“Com esse espaço queremos reforçar a marca. Enxergamos que a loja física é uma extensão do Beleza na Web, onde conectamos, profissionais do porte de Celso Kamura, Wanderley Nunes, e Julio Crepaldi às pessoas. A loja serve para expandir o conceito de conteúdo e educação para as clientes”, explica Serodio.

O executivo não divulga o investimento na loja, que possui dentro dela um salão de beleza W Basic (a versão menor da rede Studio W, do cabelereiro Wanderley Nunes), além de um visual merchandising muito interativo e tecnológico. “O que subirmos no online estará na loja ao mesmo tempo”, garante o CEO do Beleza na Web, que possui mais de 278 marcas e 15 mil itens no portfolio e também abriu ano passado um estúdio de 800 metros quadrados para influenciadoras digitais gerarem conteúdo.

A intenção é que, após um processo de maturação dessa primeira experiência em loja física, outros pontos sejam inaugurados. Mas o objetivo principal é reforço de branding aliado a serviços, já que o crescimento online, segundo Serodio, é muito agressivo em relação ao físico e a receita numa loja física, mesmo quando se está vendendo acima do esperado – caso da unidade de Moema – ainda fica aquém do e-commerce. Ele afirma, ainda, que há muito o que aprender em termos mesmo de desenvolvimento de tecnologia, gestão de estoques e inovação, antes de se começar a investir numa expansão.

 

Sobre o contexto de mercado retraído, em consequência da situação econômica do País, Serodio já se mostra mais ousado. “Crise existe para quem olha para ela, ou você vende lenço ou chora. Enquanto outros têm receio de investir, nós investimos bastante. Temos obrigação de ampliar a penetração do mercado de beleza no digital, que é irrisória, no Brasil”, afirma. O que ele chama de irrisório é uma penetração de 1%, enquanto em países mais desenvolvidos o índice é de 10%.

Para o executivo, no entanto, o desempenho do mercado nacional significa apenas que existe muito potencial a ser explorado e ele, ainda que ressaltando os desafios tributários e logísticos do País, não delega a ninguém a culpa pela baixa penetração: “Nosso maior inimigo hoje somos nós mesmos, que queremos fazer muita coisa ao mesmo tempo. Execução é o maior desafio”, afirma.

Apesar de tudo isso, ele ainda espera elevar para R$ 300 milhões o faturamento do Beleza na Web em 2017.


Texto da Roseani Rocha para o Meio e Mensagem.

Você conhece o termo showrooming? Essa tendência, que está apenas chegando ao Brasil, é uma reação ao comportamento natural dos consumidores. Afinal, a internet mudou a forma como jovens e adultos pesquisam e compram os produtos, possibilitando a busca pela melhor oferta, menor preço, maior rapidez da entrega e sempre levando em conta a opinião de outros consumidores.

O showrooming acontece a partir do momento que os consumidores se dirigem até a loja física para experimentar os produtos, tocando, medindo, testando e vestindo, por exemplo. Esse cliente, uma vez que tirou suas dúvidas e decidiu concluir a compra, sai da loja de mãos vazias e realiza essa compra pela internet, buscando por ofertas e outras vantagens não oferecidas na loja física.

Inserir-se nesse fluxo de vendas é essencial, e é possível fazer isso incentivando o comportamento. Uma das formas mais promissoras é criando um e-commerce próprio da loja física ou da marca. Isso vai fazer com você ainda esteja na jogada, uma vez que seu cliente saia da loja.

Você pode, por exemplo, criar diferentes vantagens para quem quiser comprar pela internet, como emitir cupons de desconto exclusivos para quem visitar a loja física, específicos para os vendedores, assim eles não se sentem ofendidos por esse novo modelo de negócio.

É importante ressaltar que também existe um movimento contrário a esse: o dos clientes que pesquisam os produtos online mas decidem ir até a loja física para finalizar a compra. É importante, portanto, estar pronto para essas situações e ter algumas unidade dos produtos na loja.

O showrooming também pode ser considerado um dos passos da omnicanalidade, que se define pela integração do comércio físico, comércio online e comércio móvel de modo a oferecer ao cliente uma experiência de compra persuasiva e diferenciada.

Estamos falando bastante sobre o conceito multicanal, com a popularização dos smartphones, o acesso à informação e às compras foi exponenciado. Nos Estados Unidos, o Walmart já começou a ditar as tendências, no Walmart.com hoje é possível, por exemplo, comprar na loja virtual e retirar em alguma loja física (conhecido como pickup in store). É exatamente daí que surge o questionamento: Comprar na loja ou no site?

O Jornal do Commercio Online procurou os maiores especialistas em Comércio Eletrônico no Brasil, a E-bit. Pedro Guasti explicou que antes da escolha, o consumidor deve avaliar concretamente as vantagens de cada canal:

“O estabelecimento físico e os sites não são canais que se substituem. Tudo depende da necessidade do consumidor, que deve avaliar quando vale a pena comprar em um ou outro. Se precisa de um produto com urgência e não pode aguardar o prazo de entrega, ele vai até a loja física. Antes, pesquisa na internet e já vai ao lugar com melhor preço. Ou faz o caminho inverso, indo até a loja para ver o produto, tocar, experimentar e depois volta para casa para comprar pelo site, se o preço for mais atrativo” (…) “Também não adianta comprar um produto que está mais barato em um site se o frete é muito caro”, alerta Pedro.

Para esta etapa de tomada de decisão, o consumidor tem hoje à mão uma série de facilidades, pelo computador ou pelo smartphone, por exemplo, o Buscapé oferece comparação de preços, informações e reviews de produtos com uma simples digitalização do código de barras do produto.

“Os smartphones também são aliados do consumidor, que pode se munir de informações quando está em uma loja e negociar melhores preços diretamente com os vendedores”.

“Se o consumidor compra um produto no site e escolhe retirar no estabelecimento físico, economiza no frete. Mas também deve pensar em outros gastos que terá no deslocamento, no gasto com estacionamento e também na possibilidade de gastar mais indo até a loja, se deparando com outros produtos que acaba comprando por impulso”, completa.

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A era do consumidor multicanal

Pickup in Store no Brasil

Quando comprar na loja ou no siteA rede varejista Eletro Shopping é um bom exemplo nacional deste conceito multicanal apostando em dois canais de venda. O diretor comercial Cristiano Vilar diz que o site e a loja não concorrem entre si:

“Há três anos, a gente gerenciava o site junto com a loja física, mas observamos que essa estratégia não era rentável, até porque a loja virtual nunca vai concorrer com a física e sim com outros sites”, conta Cristiano.

O diretor enfatiza que o mix de produtos do site da Eletro Shopping chega a ser bem mais amplo que o das lojas, pois tem custos são menores.

“Vendemos de panelas, livros e calçados a CDs. Ainda este ano vamos lançar até sex shop no site, coisa que nunca imaginamos nas unidades físicas”, explicou o diretor ao Jornal do Commercio Online. A Eletro Shopping também estuda aderir ao pickup in store.

Segundo Cristiano, o faturamento do site cresce quase 50% ao ano. “Não divulgamos o faturamento das lojas, mas se considerarmos o site como uma loja, ela é a que tem o maior faturamento disparado, até porque a base era menor. Mas é o segmento que mais cresce”, reforça o diretor.

O gerente da Livraria Saraiva do RioMar Shopping, Rafael Procópio, diz que o preço de um livro na loja física não tem como ser o mesmo do site, por conta de custos como energia, aluguel, funcionários. “Os custos impactam cerca de 20% sobre o valor do produto. Mas isso pode ser mais vantajoso dependendo do que o cliente pagaria pelo frete”. A livraria já adota o pickup in store. “Essa estratégia é boa para o site, que vende, e para o cliente, que adquire o produto por um menor preço. E ainda para a loja física, pois o cliente acaba se interessando por algo mais e faz outra compra”, diz Rafael.

Fonte: Jornal do Commercio Online