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Sem dúvida um dos assuntos que mais suscitam dúvidas quando se fala em uma operação de comércio eletrônico é o sistema da loja virtual comumente chamado de plataforma e-commerce. Minha intenção com este post é elencar uma série de fatores e considerações que ajudem o empresário ou profissional de TI que te dirão como escolher a melhor plataforma para sua operação.

Nos cursos de e-commerce a pergunta padrão  é “Qual é a melhor plataforma?” e a resposta correta apesar de frustrante é o famoso “Depende”. Isto por que a escolha envolve fatores específicos a serem considerados para cada empresa/negócio que irá contratar.

Antes de escolher a plataforma, confira estes 12 requisitos

A meu ver, podemos afirmar que a melhor plataforma está diretamente ligada a melhor relação custo-benefício levando-se em conta a seguinte metodologia:

Custo x Fase da loja x Funcionalidade x Suporte

Neste post não vou entrar no mérito se a plataforma mais adequada é: plataforma SaaS, customizada ou código-livre. É claro que as vantagens de cada uma delas deverão ser consideradas e pesadas na balança, mas o ponto principal é ver qual delas se ajusta melhor ao custo-benefício citado. Vamos agora analisar mais detalhadamente como cada um destes fatores agem na decisão:

Custo

Por mais óbvio que possa parecer, este fator às vezes pode ser um dos principais vilões na primeira etapa de uma loja.  É importantíssimo olhar para a verba total  que se tem no projeto e definir claramente o quanto será destinado ao Marketing Digital.

Isto por que  na maioria das vezes é possível começar com uma plataforma mais simples mantendo um investimento de marketing constante e eficiente. Quando esta plataforma der indicações de que não é mais adequada, é sinal de que a loja já se provou um bom negócio e valerá um investimento maior.

Quanto se gasta para abrir uma loja virtual

Empresas como a Netshoes começaram suas operações em plataformas muito simples para mais para frente mudar para outras mais complexas e “parrudas”. Por outro lado, de nada adiantará você ter uma plataforma dos sonhos se isso sacrificar a sua verba de marketing e por consequência não conseguir chegar no faturamento de vendas esperado.

A boa notícia é que hoje as plataformas estão muito mais em conta e os facilitadores de pagamento permitem que mesmo uma operação muito pequena consiga ter a mesma credibilidade e opções de pagamento que os grandes varejistas. Resumindo, é recomendável que o investimento de na plataforma esteja na faixa de 20 à 30% do investimento que será feito em Marketing Digital.

Fase da loja

É importante compreender que pode se definir a fase da loja principalmente por duas medidas: nível de conhecimento da equipe na operação de e-commerce e rentabilidade da loja.

Se você está iniciando sua loja virtual, ainda tem uma longa “curva de conhecimento” (que aliás nunca acaba), e ainda não tem uma loja rentável. Porém se já abriu um e-commerce e está querendo mudar para uma plataforma mais adequada ao novo tamanho da operação a sua visão é completamente diferente.

É importante ter consciência que para aqueles que estão na primeira fase, devem dar preferência a plataformas mais simples, mais intuitivas e é claro se possível mais barata. Este é um típico caso que o “bom” é inimigo do “ótimo” e como eu costumo dizer, às vezes: “ótimo é amigo do  ‘nunca'”.

Se a sua empresa vai implantar um sistema de gestão ou já possui um, avalie se será necessário já começar com uma plataforma integrada ao ERP. Esta integração deixa o projeto muito mais complexo e as vezes acaba demorando tanto para ser feito que pode inviabilizar a operação.

Da mesma forma, quando você inicia, a sua visitação é baixa, e existem algumas plataformas no modelo Saas muito boas no mercado podem ter custos mensais atraentes para quem está iniciando. A recomendação é ficar atento aos modelos de cobrança com custos atrelados a Pageviews da  loja. Isto deverá estar muito bem alinhado com as campanhas de marketing e considerados no custo do projeto.

Funcionalidade da loja

Este item deve ter um peso importante na escolha. É fato comum o lojista depois de contratar a plataforma, descobrir que tem uma série de funcionalidades que ela não possui, ou se possui deve ser cobrada à parte, encarecendo o projeto. Meu conselho padrão é  faça um Benchmarking de mercado. Navegue na loja de seus concorrentes, faça compra (ou simule), em cada uma delas. Avalie as funcionalidades básicas e avançadas que cada uma oferece.

Uma boa forma de escolher estas lojas é entrar no site da Ebit, veja a seção “Reputação de Lojas” e filtre por categorias e medalhas. Escolha a medalha “Diamante” para a categoria correspondente ao seu segmento. Essas lojas são comprovadamente de ótima qualidade e podem ser excelentes referências. No rodapé das páginas destas lojas muitas vezes é exibido o link “desenvolvido por XXX” ou “tecnologia XXX” onde XXX é o nome da plataforma ou agência digital.

Outro conselho importantíssimo: não contrate uma plataforma sem antes navegar no Painel de Controle. Verifique a facilidade de cadastrar produtos, se a plataforma permite importação de dados para o caso de ter milhares de produtos cadastrados.

Veja com atenção os Relatórios Gerenciais (vistas, vendas, status de pedidos) que ela fornece, pois serão de vital importância no dia-a-dia da loja. Outro ponto importante, verifique se ela possui funcionalidades que ajudem a loja a ter um bom posicionamento nos sites de busca (SEO), como por exemplo URL amigável, cadastro de meta tags, meta keywords, etc (Essa fonte de tráfego é muito valiosa para loja).  Enfim, faça uma lista de funcionalidades de cada plataforma a ser orçada e avalie qual está mais adequada as suas necessidades.

Suporte

Loja Virtual: Como escolher a melhor plataforma para sua operação.OK! Você encontrou um prestador de serviço que é um verdadeiro gênio da informática e que rapidamente colocou sua loja no ar por ótimo custo, com as funcionalidades que você desejava. A pergunta é:

Qual a disponibilidade deste profissional quando a loja passar por problemas ou precisar de atualizações simples?

Muitas vezes a “lua-de-mel” com a empresa ou prestador de serviço pode acabar neste momento. Não é simples fazer a manutenção de plataformas de e-commerce e prestar um bom atendimento aos clientes exige infra-estrutura, e não raramente o barato sai caro. Minha recomendação é :

Antes de contratar a plataforma, peça referências de clientes e dê preferência para empresas que estão há mais de 3 anos no mercado.

Ligue para clientes atendidos pela empresa a ser contratada. Se você for integrar sua loja no ERP, essa recomendação é obrigatória. E se a empresa disser que não pode passar referências de clientes por questão de confidencialidade, desconfie, pois essa prática é padrão em empresas de tecnologia.

Questione quais os SLAs de atendimento e os mesmo deverão estar definidos de forma clara na contratação do serviço. Uma questão importante principalmente para aqueles que vão utilizar lojas de código-aberto é saber como a empresa ou prestador de serviço protege a loja de uma possível invasão de hackers e como é feito o backup dos dados da loja. O ideal é que esta loja esteja de alguma forma avaliada por instituições especializadas como por exemplo Site Blindado.

Outro ponto que deve ser colocado é o suporte que essa empresa dará quando você, por ventura, desejar sair da plataforma. Como serão exportados os dados cadastrais e histórico de compras dos seus clientes, transações da loja, entre outras informações? Muitos lojistas só ficam sabendo no momento em que desejam sair que poderão perder uma série de informações importantes da loja, portanto cheque isto com antecedência.

Leia também:

Qual plataforma de e-commerce vocês me recomendariam?

Tomando estes pequenos cuidados suas chances de fazer uma escolha bem sucedida aumentam muito. E mesmo que você tenha que trocar de plataforma mais para frente, as mesmas recomendações continuam valendo porém o seu conhecimento no assunto até lá o ajudará a ser ainda mais assertivo.

Guia Plataformas de E-commerce

Motivados muitas vezes por uma falsa sensação de facilidade/simplicidade, diversos empreendedores optam por começar seus negócios na Internet.

Entretanto, na hora de montar uma loja virtual, muitos deles acabam aliando altos investimentos e expertise sobre o negócio à falta de conhecimento sobre segmento de e-commerce, o que acaba não satisfazendo as expectativas e tendo consequências complicadas.

As melhores áreas para empreender no e-commerce

Você escolheu uma área promissora? Bem, não para por aí. Listamos cinco erros fatais que podem ser evitados na hora de criar uma loja virtual.

Não escolher a plataforma de vendas apropriada

Muitos empreendedores pecam nesta etapa do planejamento, pois não avaliam minuciosamente as funcionalidades e limitações de cada plataforma de vendas online.

Existem diversas no mercado, as simples e as robustas, para pequenas, médias ou grandes empresas, portanto, é essencial estudar uma a uma para não acabar optando por uma que não satisfaça as requisições do seu negócio e te obrigue a trocar mais tarde. Tenha em mente também que você precisará pensar nas etapas posteriores para o esperado crescimento do seu negócio.

Qual plataforma de e-commerce vocês me recomendariam?

Falta de atenção ao relacionamento com o consumidor

Atender bem o cliente é FUNDAMENTAL para o sucesso de qualquer negócio. Um bom plano de CRM compreende tanto o pré quanto o pós-venda, ambos importantíssimos para fidelizar o cliente (fidelização deve constar sempre entre seus objetivos).

Enviar ao cliente, por exemplo, um e-mail newsletter com produtos comprovadamente de interesse do usuário, e-mail marketing com cupom para um produto abandonado durante o processo do checkout, acompanhamento de status de pedido e de entrega e questionamentos sobre satisfação com a compra (seja no processo de escolha, de pagamento ou com o produto em si).

São prática essenciais que demonstram preocupação com quem compra com você. Seu consumidor tem a sensação de que se qualquer coisa der errado ele está seguro, sempre terá alguém para ajudar/resolver.

Atrair ou Fidelizar clientes: qual deve ser sua prioridade?

Problemas na apresentação dos produtos

Por mais baratos que sejam o seu produto e o frete, o fato é que estes prós vão por água abaixo em detrimento de um único fator: a dúvida.

Entre pagar barato por algo que não se tem certeza do que é, o cliente vai optar pela concorrência. Invista em uma fotografia da qualidade, abrangendo todos os ângulos do produto, bem como em uma descrição rica em detalhes de forma que o cliente tenha total certeza sobre o que vai comprar.

Como fazer boas fotografias de produtos e aumentar suas vendas

Não pensar o processo logístico

Este é um dos pilares da operação do e-commerce e deve ter muita atenção. Contar com um processo de fidelização eficiente, um estoque com produtos para pronta entrega e uma equipe ágil não adiantam se a logística for descoordenada.

Como gerenciar o estoque de sua loja virtual em tempos de crise

Aqui a dica é trabalhar com mais de um operador logístico e usar gateway de fretes, de forma a oferecer mais opções de frete ao cliente. Não esqueça da logística reversa, afinal, devoluções e políticas de atuação fazem parte da rotina de todo e-commerce.

Sua loja virtual já tem uma política bem definida?

Não se adaptar ao mobile

É inegável que vivemos em uma geração de mobilidade. Os smartphones fazem parte muito presente na vida de todos, inclusive na hora das compras.

Tentar comprar em uma interface não amigável e desestruturada é um verdadeiro teste de nervos. É essencial que você esteja preparado. O design responsivo não é mais um diferencial, mas sim pré-requisito.

Sites e e-commerces que não possuem versão mobile perderão performance

Problemas de planejamento

O e-commerce oferece diversas oportunidades, entretanto, em um mercado cada vez mais concorrido, é necessário planejar minuciosamente para, além de não enfrentar problemas financeiros, também conseguir sobreviver e se destacar frente aos concorrentes e se tornar autoridade no negócio.

Para atingir este objetivo ao criar uma loja virtual, é necessário planejar todas as etapas do processo, ou seja, escolher uma área promissora. entender quem é e o que precisa seu cliente, a estrutura tecnológica, a experiência do cliente com a sua loja virtual, o controle de estoque, a logística e todos os outros e, não se limitando somente a isso, gerir todos os processos a fim de otimizá-los constantemente.

Recomendamos o donwload do nosso checklist para o empreendedor que está começando no e-commerce:

Como abrir uma loja virtual? Lembre-se de fazer o checklist!

O E-commerce faz parte dos seus sonhos de sucesso empreendedor? Está preparado para muito trabalho? Mãos à obra e boa sorte! Se ficou alguma dúvida, mande nos comentários e conversamos. 😉

As pessoas gostam de sites rápidos. O Google também.

De acordo com o maior buscador do mundo, a velocidade de seu site é um dos diversos fatores levados em consideração para o rankeamento nos resultados de busca.

A velocidade de carregamento de seu site é um ponto crítico – mas muitas vezes ignorado – na estratégia de otimização para mecanismos de buscas (SEO) e na busca pela melhor experiência de navegação.

Sites lentos proporcionam péssimas experiências para o visitante e o Google não gosta disso. Não mesmo.

Sites com problemas de performance (levando 10 segundos ou mais para carregar) são impactados negativamente de acordo com os próprios Googlers:

“Sim, as páginas muito lentas são levadas em consideração.” John Mueller, Google

De forma prática, o robô (crawler) do Google leva mais tempo para indexar sites lentos. Isso prejudica o número de páginas indexadas pelo buscador e pode ter certeza que isso não é uma boa estratégia de SEO – especialmente ao se editar ou adicionar novos conteúdos, ações que todos os sites deveriam fazer regularmente.

“Temos visto um tempo de resposta extremamente alto em alguns sites (maiores que 2 segundos por uma única url). Isso ocasiona limitações no número de urls indexadas.” John Mueller, Google

John disse especificamente que após 2 segundos sem resposta a indexação de uma url é interrompida.

Experimentos recentes (2016) feitos pela Forbes concluíram que:

“Durante o período de testes os usuários leram menos artigos por dia quando as páginas estavam carregando mais lentamente.”

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“Ficou claro em nossos testes que a velocidade de nosso site afeta nossas fontes de receita, centenas de milhares de libras no curto prazo e milhões no longo prazo. A velocidade do site impacta de forma negativa a profundidade da navegação mesmo que a lentidão seja pequena. Sites lentos prejudicam a quantidade de artigos lidos. Quanto mais lento o site for, maior o impacto. 

Os dados sugerem, tanto na experiência de navegação como no aspecto financeiro, que os sites devem ser cada vez mais rápidos. Por causa desta pesquisa decidimos investir cada vez mais em fazer o novo site FT.com ainda mais rápido.”

Os sites de e-commerce são os que mais sofrem com problemas de performance e abandonos no processo de compra. Uma pesquisa de 2013 mostrou o quanto a velocidade de um site impacta negativamente nas vendas.

Cada segundo conta.

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Maile Ohye, do Google, é categórico, “2 segundos é o tempo aceitável para um site de e-commerce. No Google, esperamos que todos fiquem abaixo de meio segundo.

O Walmart também fez uma análise do impacto da velocidade em sua taxa de conversão e chegou a seguinte conclusão:

google3 Este estudo de 2012 descobriu que:

67% dos consumidores britânicos afirmam que o tempo de carregamento é o principal fator para abandonarem uma compra on-line.

google4 A Akamai, juntamente com a Forrester Consulting fez uma pesquisa com 1.048 consumidores on-line e obteve os seguintes resultados:

  • 47% dos consumidores esperam que a página carregue em 2 segundos ou menos.
  • 40% dos consumidores não irão esperar mais do que 3 segundos pelo carregamento de uma página. Depois disso eles irão abandonar o site.
  • 52% dos consumidores afirmam que a velocidade está diretamente associada com a fidelidade a um determinado site.

Outro fator relevante é o quanto uma página lenta tem o poder de distrair os consumidores, tirando o foco do processo de venda. Isso acarreta alguns problemas sérios.

  • 14% irão visitar outro site.
  • 23% irão interromper a navegação e sairão de seus computadores.

Como falado anteriormente, as lojas virtuais são um dos segmentos mais impactados no caso de lentidão de seus sites. Isso acarreta o seguinte:

  • 79% dos visitantes destes sites desistirão de comprar novamente no site.
  • 64% irão imediatamente procurar outro site mais rápido.

Informações indicam que o tempo de carregamento é fator chave na lealdade de um consumidor on-line, especialmente aqueles que gastam mais. (os chamados heavy users ou heavy spenders no caso de e-commerce.)

  • 79% dos heavy users afirmam que não comprarão mais on-line no site ele for muito lento.
  • 27% disseram que não irão comprar na loja física da marca, deixando claro que o impacto não é apenas on-line influenciando também de forma negativa as lojas físicas.

A mesma Akamai, em pesquisa realizada uma década atras, sinalizou que a maioria dos visitantes abandonam sites que levam “mais de 4 segundos para carregar”. A mesma pesquisa, em sua versão mais recente sinalizou que o nível de tolerância caiu para “2 segundos ou menos”.

Sendo realista, o tempo de carregamento é o segundo maior causador de abandono, ficando atrás de “preços altos e frete caro”. 

O pior é que quase a metade dos 500 maiores site de e-commerce dos EUA demoram mais de 4 segundos para carregar. (os brasileiros não ficam muito longe, pelo contrário – veja mais adiante).

Se levarmos em consideração que parte destas pesquisas foram feitas há alguns anos, tenho certeza que atualmente, com a internet cada vez mais rápida, este impacto se torne ainda maior.

Fato: em 2016 a velocidade de um site é um fator crítico para aumentar a taxa de conversão de um e-commerce.

No infográfico abaixo estão alguns dos impactos causados pela lentidão em um e-commerce:

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Existem diversas ferramentas para analisar a velocidade do seu site. Para falar a verdade, considero este indicador tão importante que criei minha própria ferramenta de análise de sites. O Page Speed Test. Ele se conecta diretamente na API do Google e traz como resultado o diagnóstico do próprio buscador. O resultado é um índice geral de performance e uma série de recomendações de melhorias. Bem simples e objetivo.

Os resultados do teste são classificados pelo Google de 0 a 100. Abaixo uma graduação estimada de acordo com os resultados.

  • 0 a 25 – Seu site precisa de ajuda imediatamente. 
  • 25 a 50 – Seu site precisa de ajuda.
  • 50 a 75 – Seu site pode melhorar. 
  • 75 a 100 – Parabéns. O Google gosta do seu site 😉

Minha recomendação é fazer o quanto antes os ajustes recomendados no teste de velocidade. Principalmente os ajustes sinalizados com o alerta “seu site precisa fazer!”.

Serei sincero e vou confessar que meu site não é o melhor neste quesito. Ele foi feito há algum tempo (final de 2014) e fui eu que fiz tudo sozinho, não dando muito atenção a estes detalhes naquele momento, admito culpa(!), mas nos sites do meu curso e da consultoria fui um pouco mais cuidadoso. O próprio site do Page Speed Test, por ser simples e leve teve um ótimo resultado.

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Qual a velocidade dos principais sites de e-commerce no Brasil?

Foi exatamente esta pergunta que me fiz quando estava escrevendo este artigo. Diante da curiosidade aproveitei para testar com o Page Speed Test cada um dos “maiores sites de e-commerce do Brasil” como apresentado neste artigo “Os 20 maiores sites de e-commerce do país” do Olhar Digital. O resultado ordenado pela performance foi o seguinte:

  Site  Resultado   Link 
 eBay  88  http://www.ebay.com/
 Aliexpress  86  http://pt.aliexpress.com/br_home.htm
 Dafiti  79  http://www.dafiti.com.br/
 Hotel Urbano  75  https://www.hotelurbano.com
 Kanui  75  http://www.kanui.com.br/
 Walmart  73  https://www.walmart.com.br/
 Saraiva  69  http://www.saraiva.com.br/
 Netshoes  68  http://www.netshoes.com.br/
 Extra  67  http://www.extra.com.br/
 Ricardo Eletro  66  http://www.ricardoeletro.com.br/
 Amazon  66  https://www.amazon.com
 Casas Bahia  63  http://www.casasbahia.com.br/
 Centauro  63  http://www.centauro.com.br/
 Shoptime  61  http://www.shoptime.com.br/
 Ponto Frio  60  http://www.pontofrio.com.br/
 Submarino  57  http://www.submarino.com.br/
 Passarela  55  http://www.passarela.com.br/
 Americanas  52  http://www.americanas.com.br/
 Fast Shop  52  http://www.fastshop.com.br/
 Magazine Luiza  45  http://www.magazineluiza.com.br/

 

Como podemos ver grandes sites estão na parte mais baixa do ranking. No fundo eles possuem tanta autoridade de domínio junto ao Google que a velocidade acaba não sendo tão impactante em sua estratégia de SEO, MAS a baixa performance piora a experiência de navegação no site e diminui a conversão, pesadelo de todos os gestores de e-commerce.

A Dafiti foi a única empresa brasileira do ranking a entrar na faixa verde, onde estão os sites mais otimizados de acordo com o Google.

Isso mostra uma ótima oportunidade para sites menores, que podem ser otimizados mais facilmente e oferecer uma melhor experiência de navegação mais rápida do que a dos maiores sites do mercado. Fica a dica.

Proporção entre as faixas de resultado

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E em relação ao resto do mundo, como estamos?

Vamos olhar os números. Para efeito comparativo, montei uma lista com os maiores sites de e-commerce do mundo (referência lá embaixo) e fiz o mesmo teste do Page Speed Test em cada um deles. Os resultados mostram que, em linhas gerais, os sites internacionais são mais rápidos do que os brasileiros. Nestes sites a concentração de resultados “ótimo” é bem maior e não há nenhum registro abaixo de 60 de pontuação.

 Site  Resultado   Link 
 eBay  88  http://www.ebay.com
 Best Buy  86  http://bestbuy.com
 Jabong  84  http://www.jabong.com
 Snapdeal  84  https://www.snapdeal.com
 Alibaba  80  http://www.alibaba.com
 Tmall  77  https://www.tmall.com
 Target  73  http://www.target.com
 Taobao  72  http://www.taobao.com
 Asos  71  http://www.asos.com
 Tesco  70  http://www.tesco.com
 JD.com  70  http://www.jd.com
 Walmart  69  http://www.walmart.com
 Flipkart  67  http://www.flipkart.com
 Amazon  66  http://www.amazon.com
 Otto Group  63  http://www.otto.de
 Rakuten  60  http://www.rakuten.com

Proporção entre as faixas de resultado

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Ótimo. Agora sei que preciso melhorar a velocidade de meu site, mas como fazer?

Para começar, faça o teste Page Speed Test. Os resultados normalmente citam os pontos de aprimoramento descritos abaixo.

Infra Estrutura

Uma boa infra estrutura de hospedagem garante menores tempos de resposta do servidor, menor latência e carregamento de página mais rápidos.

Faça o teste de performance e verifique se há necessidade de melhorar nesta questão. Ele também faz diagnóstico deste tipo de problema.

Use compressão

Utilize ferramentas como o Gzip em seu servidor. Elas comprimem o HTML, JS e CSS de seu site antes de enviar para o browser do visitante reduzindo em até 50% o volume de dados transferidos.

Minifique Javascript e CSS

Mais uma maneira de reduzir, diretamente no servidor o tamanho de seu código fonte, neste caso os Javascripts e CSS contidos em sua página. Normalmente se usa o módulo UglifyJS diretamente no servidor ou ferramentas on-line como a JScompress.

Otimize o HTML

Um HTML limpo é mais leve e consequentemente carrega mais rápido. Espaços, comentários e até aspas podem ser removidos do seu código fonte. A ferramenta HTML Compressor pode ajudar.

Otimize e comprima todas as imagens

Um dos pontos mais importantes e mais fáceis de resolver. Para começar não reduza as imagens direto no HTML e CSS. Reduza as dimensões diretamente no arquivo da imagem deixando-a no tamanho exato.

Antes de subir (upload) qualquer imagem para seu site, utilize programas de compressão avançada. Eles retiram informações desnecessárias dos arquivos sem a perda de qualidade. Estes programas costumam reduzir até 30% o tamanho das imagens, mesmo após “Salvar pela web” no Photoshop. Eu uso o ImageOptim (para Mac) e recomendo. Para Windows o FileOptimizer é uma boa opção.

Use CDN e cache

CDNs são redes de distribuição de conteúdo (content delivery networks) que otimizam o carregamento de um site de acordo com a região geográfica mais próxima. Você irá receber os arquivos de um site (principalmente imagens) do servidor mais próximo, diminuindo o tempo de resposta e consequentemente de carregamento.

O uso de cache também ajuda, pois ele “salva” as páginas mais visitadas não havendo a necessidade de outra requisição para um novo carregamento. O plugin W3 Total Cache é muito usado nos sites em WordPress/WooCommerce.

Para concluir, diminuir o tempo de carregamento de seu e-commerce apenas como estratégia de SEO não é a forma de se encarar o problema, sendo o foco a experiência de navegação do usuário.

Quanto mais rápido seu site for, mais facilmente o visitante irá encontrar o que procura e mais rapidamente poderá efetuar o seu pedido, aumentando as vendas e deixando seu cliente mais satisfeito.

Use o Page Speed Test e faça os ajustes recomendados pelo Google, esse é o melhor caminho para ter um site otimizado. O Google preza por uma internet melhor e mais eficiente e seu site precisa fazer parte deste movimento.


Artigo traduzido e adaptado de Hobo por Raphael Lassance. Publicado no LinkedIn.

Growth Hacking para E-commerce

Pesquisas comprovam que a velocidade da loja virtual está diretamente relacionada à taxa de conversão.

Três segundos. Esse é o tempo desejado pelo consumidor para o carregamento de um site, de acordo com pesquisas, que apontam também que sites lentos dispersam a atenção das pessoas. Já uma pesquisa disponibilizada pela Kissmetrics fala em menos tempo: 2 segundos é o que 47% dos consumidores esperam para que uma página carregue.

Ou seja, e-commerce mais rápido é uma necessidade para garantir uma boa experiência ao usuário e, consequentemente, uma boa taxa de conversão – leia-se “vender mais”.

Uma loja online rápida é sinônimo de mais vendas. A velocidade do site impacta diretamente em dois pontos: melhora a taxa de conversão e de avaliação no ranking do Google, ou seja, favorece o posicionamento da página nas buscas orgânicas.

Estamos falando de segundos, por isso toda ação que deixe a página mais rápida, deve ser feita. Confira os principais itens a serem avaliados:

1- Otimize as imagens

Acusadas de serem as principais responsáveis pelo tempo de carregamento das páginas, elas devem ser otimizadas para a web, em tamanho pequeno, mas sem perder a qualidade.

Especificar a altura e a largura para imagens também é importante, pois fará com que a página e as imagens carreguem simultaneamente.

Dica: O TinyPNG “limpa” suas imagens sem que se perda a qualidade. Basta enviar a imagem original e baixar a imagem muitas vezes com um tamanho mais de 90% menor. Funciona com arquivos PNG e JPG: Tinypng.com

2- Reduza o tamanho da página

Atenção com os elementos da página, em especial com arquivos Java Script, CSS e imagens. Evite incorporar grandes objetos ou imagens em uma página e assim você diminui o kb (unidade de medida).

Para verificar o tamanho do seu site, salve a página no computador como uma pasta de arquivo de web, a partir do browser, e veja o tamanho da pasta.

3- Utilize CDN

A Content Delivery Network (CDN) ou Rede de Distribuição de Conteúdo garante que você ofereça ao seu usuário conteúdo com agilidade e estabilidade.

Como o próprio nome diz, possibilita a distribuição do conteúdo por meio de armazenamento em cache em diversos servidores. Essencial, principalmente, para quem tem clientes em todo o mundo.

4- Escolha servidores rápidos para a hospedagem

Opte por um fornecedor para hospedar o seu site que combine servidores, tecnologia, seja rápido e, consequentemente, atenda às necessidades de tráfego do seu e-commerce.

5- Use sistema de cache

Certifique-se de que o cache está habilitado para garantir o armazenamento de dados ou processos. Assim, o navegador salva a estrutura básica das páginas diminuindo o tempo de download delas em exibições futuras.

6- Reduza o número de requisições

Facilite a comunicação dentro da sua página fazendo com que o browser e o servidor conversem e encontrem rapidamente a informação solicitada pelo usuário.

Para isso, diminua o número de request (requisições), assim o browser não precisar ir e voltar muitas vezes até encontrar a informação. Deixe as requisições que bloqueiam o carregamento da página por último.

7- Evite redirecionamentos

Cada direcionamento incluído no site é como um pedido separado para o servidor o que aumenta o tempo de carregamento da página. Portanto, evite redirecionamento em excesso.

8- Acompanhe a performance do site

Por meio de uma ferramenta de análise, como o Google Analytics, analise o passo a passo do cliente e verifique os possíveis erros da página.

Aproveite também para acompanhar a velocidade do seu e-commerce e melhorar, se necessário. Entre as ferramentas possíveis para isso estão Pingdom, YSlow do Yahoo, e Insights PageSpeed do Google.

É uma cena comum para os pequenos varejistas no Brasil: o consumidor adquire um produto que custa R$ 3,20, tenta pagar com uma nota de R$ 10, mas a falta de moedas para troco faz o comerciante reduzir a R$ 3 para não perder a venda.

A tática, inclusive, foi adotada recentemente pelo Metrô de São Paulo para resolver a dificuldade em não ter moedas suficientes para devolver aos passageiros. Chamado de preço flutuante, o recurso é cada vez mais praticado no varejo online brasileiro, não pela falta de moedas, mas pela regulação da oferta e procura.

Assim, ao invés de um valor único para o produto, o varejista determina uma margem mínima e máxima, permitindo que o preço sofra alterações neste intervalo de acordo com a estratégia da empresa.

A necessidade de queimar o estoque, por exemplo, pode fazer com que a loja atue com uma margem mínima para estimular a venda. Em contrapartida, um item que está sendo ofertado exclusivamente por sua loja no mercado pode elevar a margem de lucro.

A prática do preço flutuante depende do prévio conhecimento do mercado e hábitos do consumidor – o que, nos dias atuais, passa pela adoção de soluções tecnológicas. A popularização destas ferramentas oferece uma série de informações importantes para a estratégia operacional dos negócios.

Sobre o preço, os lojistas têm em mãos relatórios que detalham a política praticada pelos principais concorrentes, o estoque e até as categorias de produtos que são mais trabalhadas em seu segmento. Assim, é possível se antecipar e criar uma estratégia de preço sempre competitivo.

Nos EUA, por exemplo, é comum os pedágios ficarem mais caros quando o tráfego nas estradas é maior. Já os parques de diversões cobram preços diferentes nos dias da semana e finais de semana de acordo com o fluxo de turistas.

Aqui no Brasil, contudo, a ideia foi abraçada pelo e-commerce e incorporada a outro conceito também importado do mercado norte-americano: a precificação dinâmica e inteligente. Não basta fazer o preço flutuar dentro de uma margem; é preciso alterá-lo com frequência para que ele fique em destaque na maior parte do dia.

Foi-se o tempo em que manter o preço congelado era sinal de segurança e confiança para o consumidor. Hoje, com opções disponíveis, as pessoas buscam itens cujos valores estejam condizentes com o que desejam pagar naquele momento – seja de dia, de noite ou de madrugada. A loja virtual que não acompanha este movimento para manter seu preço atrativo, certamente ficará pelo caminho.

Em meio à crise, é muito importante planejar-se. Descubra quanto custa montar uma loja virtual frente uma loja física

Com a crise, não está fácil ser um empreendedor. E mais difícil ainda vai ser abrir o próprio negócio com o cenário brasileiro da maneira que está. Então, trazemos um infográfico com um balanço dos gastos a serem considerados para abrir uma loja virtual.

Leia também:

Quanto se gasta para abrir uma loja virtual

Tanto física, quanto online. Afinal, a loja virtual conquista cada vez mais espaço, porquê é uma solução prática, econômica e que dá a chance de driblar a crise.

Fuja da Crise, Monte um e-commerce – Que tal empreender sem gastar muito?

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Infográfico do Shopify.

De manhã, o consumidor acessa uma loja virtual e encontra o produto que tanto procura, mas acha o preço um pouco acima do que esperava. No início da tarde, ele confere em seu smartphone uma oferta deste item com 20% de desconto no mesmo site, mas decide finalizar a compra à noite. Porém, no momento de fechar o pedido, surpresa: o valor está mais caro do que a primeira consulta.

Este é um exemplo clássico da precificação dinâmica, termo que invadiu os e-commerces nos últimos dois anos e se tornou importante ferramenta comercial. Porém, o próprio conceito traz consigo uma das premissas mais básicas do capitalismo: a lei da oferta e da procura.

O termo foi desenvolvido pelo filósofo Adam Smith, ainda no século 18, para explicar a teoria da “mão invisível” que orienta a economia: um produto com grande oferta, mas pouca procura, terá o preço reduzido, enquanto o contrário (pouca oferta e muita procura) tende a elevar os valores dos bens. Assim, é possível buscar um equilíbrio saudável, beneficiando empresários que dependem do lucro e a sociedade que requer itens mais baratos.

No caso do varejo físico, é possível até prever um aumento da demanda e descobrir quando os preços sobem. Produtos natalinos, por exemplo, sempre são mais caros no fim de ano e aparelhos tecnológicos custam mais nos primeiros meses após seus lançamentos, aproveitando o interesse dos consumidores.

Entretanto, no comércio virtual, além destes cenários já conhecidos, a demanda muda constantemente e o uso de algoritmos permite descobrir praticamente em tempo real qual é a disponibilidade de determinados itens e a procura dos consumidores. Dessa forma, a estratégia de precificação passa a ser diária e não mais por um período específico, como tradicionalmente ocorre no varejo físico.

Isso explica, portanto, porque os preços mudam várias vezes ao longo do dia – e a tendência é que essa tática se fortaleça cada vez mais nos próximos anos. Os e-commerces já conseguem monitorar seus concorrentes e descobrir quando tem um produto exclusivo para aumentar a margem de lucro, ou até encontrar os melhores momentos para realizar promoções de itens do seu portfólio.

O químico Antoine Lavoisier, contemporâneo de Adam Smith, cunhou a célebre frase de que na natureza “nada se cria, tudo se transforma”. É justamente o que ocorre agora, com o conceito de precificação dinâmica. Nada mais é do que uma representação moderna e extrema da lei da oferta e da procura, proposta há três séculos, mas inteiramente atual.

Quando estou analisando um novo cliente em minha consultoria, um dos indicadores que considero mais importantes é a taxa de conversão, que é a quantidade de pedidos em relação ao volume de acessos. Com uma baixa taxa de conversão, todos investimentos para acelerar o crescimento de uma operação ficam prejudicados já que há muita perda de tráfego no processo.

Diante de uma baixa taxa de conversão, preparo um diagnóstico para identificar possíveis erros ou gargalos no processo de compra e em outros processos que a impactam diretamente. É uma lista longa de táticas, mas vou apresentar aqui 11 que considero bem importantes, são elas:

1- Otimize seus formulários.
2- Pergunte ao visitante porque ele não comprou.
3- Recupere os carrinhos abandonados.
4- Tenha uma loja estável.
5- Tenha uma loja rápida.
6- Seja mobile friendly.
7- Veja como seu visitante se comporta.
8- Otimize suas páginas de categorias.
9- Limpe seu checkout.
10- Use reforços de segurança.
11- Chat pró ativo e seletivo.

Vale ressaltar que o foco deste artigo é mostrar como faço otimizar a taxa de conversão de uma operação de e-commerce ou negócio online, mas muitas vezes o problema de uma loja virtual pode ser diferente como baixo tráfego ou limitações de plataforma. Não entrarei neste mérito por aqui, eles serão abordados em artigos futuros.

Com os pontos do checklist mapeados iremos fazer uma análise de cada um deles para identificar a necessidade de otimização ou não. Irei detalhar aqui como faço esta análise e como otimizo cada um deles.

Otimize seus formulários

Um formulário bem planejado reduz o esforço cognitivo para seu preenchimento e faz com que o seu visitante se sinta mais confortável a converter.

As informações do formulário devem ser alinhadas de uma maneira que exija o menor esforço possível. Textos acima ou alinhados à direita dos campos reduzem o esforço de atenção em até 50%.

OTIMIZE SEUS FORMULÁRIOS
Vejam no exemplo à esquerda como a quantidade de visualizações para o preenchimento do formulário é maior. Isso dificulta seu preenchimento e diminui a conversão.

Outro ponto muito importante em relação aos formulários são os alertas de erros. Eles devem ser próximos ao campo com o devido erro, como pode ser visto nas imagens abaixo.

OTIMIZE SEUS FORMULÁRIOS
Na esquerda como não se deve fazer e na direito um exemplo de como devem ser os alertas de erros em um formulário.

Pergunte ao visitante porque ele não comprou

Algumas vezes as soluções mais simples são as mais subestimadas e esta é uma delas.

Uma das melhores maneiras de saber porque seu visitante não comprou é perguntar para ele!

Para realizar esta tarefa da melhor maneira possível vamos utilizar 2 ferramentas. Uma de pop-ups de intenção de saída e a outra para captar o feedback dos usuários, uma ferramenta de formulário basicamente.

Colocamos o gatilho do pop-up no momento de saída da página de checkout (quando o visitante direciona o mouse para fora da tela do navegador) e neste pop-up vai a pesquisa de opinião.

Jogo rápido, afinal seu visitante está querendo sair do site por isso ser objetivo neste momento é fundamental. Use apenas 2 questões abertas. Não use múltiplas escolhas pois neste contexto normalmente o visitante escolhe a primeira opção, enviesando os resultados da pesquisa. Deixe o visitante escrever o que ele quiser. Quanto mais, melhor. Mais informação você terá para melhorar sua operação.

Recomendo as seguintes perguntas:

Por que não concluiu seu pedido em nossa loja?
Alguma sugestão para melhorarmos o nosso serviço?

Pronto. Não precisa muito mais que isso para ter um bom insight do que está ocorrendo.

Pesquisa Zappos
Pesquisa de intenção de saída no e-commerce da Zappos. Este exemplo junta múltipla escolha com pergunta aberta.
Pesquisa Pop-up
Exemplo de pesquisa com pop-up de saída e Typeform que uso em meus clientes.

Para realizar esta tática você pode usar as ferramentas abaixo:

Pop-ups de saída

WisePops
OuiBounce (gratuito, mas necessita algum desenvolvimento para ativar e customizar)
Bounce Exchange

Ferramentas de Pesquisa / Formulários

Typeform (meu preferido)
Survey Monkey
Google Forms

Recupere carrinhos abandonados

Historicamente no Brasil de 70% a 80% dos carrinhos de compras iniciados nas lojas virtuais são abandonados antes da compra ser realizada com sucesso. Não é pouco. Pelo contrário. A cada 100 possíveis pedidos, apenas 30 se concretizam.

O uso de e-mails de recuperação de carrinhos abandonados é uma das mais eficientes formas de rever em parte estes números.

Posso afirmar por experiência prática que o seu uso converte de 15% a 30% dos carrinhos que seriam abandonados. Apenas esta campanha (podemos chamar desta maneira), pode representar até 10% do faturamento total de um e-commerce.

Para ativar este tipo de automação em sua operação você pode utilizar extensões ou ferramentas externas. Costumo usar a Cartstack, que é fácil de ativar (basta colocar um script no site), tem um custo justo e funciona perfeitamente para o que se propõe.

Tela do Cartstack
Tela do Cartstack

Tenha uma loja estável

Confiança é tudo no processo de conversão. Seu visitante precisa confiar que sua loja é segura para converter. Para isso é fundamental que a loja funcione perfeitamente. Na prática isso quer dizer: livre de bugs, imagens quebradas, links que não funcionam, erros na navegação e erros na busca.

O melhor de tudo é que monitorar a integridade de sua loja pode ser mais fácil do que você imagina. Existem ferramentas online que fazem este trabalho de forma muito eficiente e o melhor, pró ativa. É como ter um robô tomando conta da integridade de seu negócio online.

Basta configurar quais rotinas você quer que o robô execute e pronto. Ele irá realizar estas tarefas de forma recorrente e automática, lhe avisando quando encontrar algo de errado.

Normalmente eu programo o robô para realizar as seguintes tarefas:

Tela de Status Check do Shoppimon
Tela de Status Check do Shoppimon

Navegar
Realizar uma busca
Fazer login
Fazer um pedido

Para realizar este monitoramento recomendo duas ferramentas:

Shoppimon (para plataforma Magento)
Pingdom (para qualquer plataforma)

Tenha uma loja rápida

Você sabia que a velocidade de sua loja virtual tem impacto no rankeamento de seu site no Google?

Dito isso, afirmo, site rápido não é bom apenas para o visitante ter uma boa experiência de navegação, mas também como forma de SEO já que influencia diretamente nos resultados orgânicos do buscador mais utilizado no mundo.

O próprio Google disponibiliza uma ferramenta de testes – Google PageSpeed Insights – para que todos possam avaliar seus sites e realizar os ajustes recomendados na própria ferramenta. Esse que é o ponto mais importante. O próprio Google diz quais elementos de seu e-commerce precisam ser otimizados. Basta fazer tudo que o Google pede. Simples assim.

Considero uma avaliação entre 70 e 90 um bom parâmetro, mas quanto mais alto o valor, mais rápida a sua loja.

Teste do site Netshoes que pode ser visto aqui.
Teste do site Netshoes que pode ser visto aqui. Ela obteve nota 70 de 100.

Uma outra dica relacionada a performance de um e-commerce é otimizar TODAS as imagens. Existem ferramenta de compressão que reduzem o tamanho de imagens sem diminuir sua qualidade. Portanto sempre que for subir novas imagens a sua loja virtual (banners, produtos, elementos gráficos, ícones), as otimize antes. Recomendo o programa ImageOptim, que é gratuito e muito fácil de usar.

Seja mobile friendly

Dá mesmo forma que a velocidade, explicado anteriormente, a facilidade de navegação de seu site em dispositivos móveis também influencia nos resultados de busca do Google. Isso quer dizer que otimizar um e-commerce para ele ser mobile friendly também é uma tática de SEO, além de melhorar a conversão.

A penetração dos dispositivos móveis nos pedidos ainda é baixa em grande parte devido a péssima experiência de navegação, não otimizada para este tipo de acesso como pode ser visto nos dados do Webshoppers 32.

Origem de pedidos por tipo de dispositivo. Webshoppers
Origem de pedidos por tipo de dispositivo. Webshoppers

Por estes motivos é fundamental ter um e-commerce que permita uma boa experiência independente da resolução do dispositivo utilizado.

Você pode testar aqui, no Teste de Compatibilidade com Dispositivos Móveis do Google. Faça o teste e verifique quais ajustes você deverá fazer.

Veja como o visitante se comporta em sua loja virtual

Já imaginou se sentar ao lado do seu visitante e ver exatamente como ele navega em sua loja? Será que ele navega como você gostaria? Clica nos links certos?

Existem ferramentas que fazem exatamente isso. Elas gravam a navegações dos visitantes e depois você pode assistir tudo, vendo possíveis erros que seriam dificilmente identificáveis olhando apenas no Google Analytics.

Vou contar um caso de uso real.

Percebi que a taxa de conversão de um cliente estava baixa e após instalar a ferramenta de gravação de sessões, vi que um botão de seleção de cor de alguns produtos não estava funcionando corretamente, fazendo o visitante clicar diversas vezes sem sucesso, gerando insegurança aos visitantes – será que esse site está “quebrado”? – e derrubando a conversão.

Após identificarmos esta ocorrência auditamos todos os botões de todos os produtos, garantindo que todos estivessem funcionando como deveria. O resultado foi um incremento de 40% na taxa média de conversão.

Ferramentas recomendadas para gravar as sessões de seu e-commerce.

Hotjar
Shoppimon (para Magento)
Clicktale

Exemplo de gravação de sessão no Hotjar.
Exemplo de gravação de sessão no Hotjar.

Otimize as páginas de categoria

Um dos papéis dos gestores de e-commerce é utilizar todos os recursos disponíveis para facilitar a navegação de seus visitantes, mas poucas vezes as páginas de categoria são otimizadas. Deveriam ser. Devemos colocar em destaque nestas páginas os produtos com maior taxa de conversão.

Veja no Google Analytics quais são estes produtos e os coloque nas primeiras posições em suas respectivas categorias. Se estes produtos são os que vendem mais, quanto menor for o esforço dos visitantes para encontrá-los, melhor.

Abaixo segue um pequeno exemplo, feita pelo Ometria e disponível no E-book “Ecommerce Conversion Hacking“.

Simulação de estudo e otimização de uma página de categoria feita pela Ometria.
Simulação de estudo e otimização de uma página de categoria feita pela Ometria.

Limpe seu checkout

Quando um visitante coloca um ou mais produtos em seu carrinho e se direciona para o checkout a intenção dele é clara, comprar, mas muitas vezes este processo é interrompido. Para falar a verdade quase 80% dos checkouts iniciados são interrompidos. Isso quer dizer que a cada 100 pedidos iniciados, apenas 20 são efetivamente fechados.

Os motivos podem ser inúmeros, mas os principais são:

Valor alto do frete
Prazo de entrega longo
Formulários complexos
Distrações no momento da compra

No caso aqui, estamos falando do último ponto “Distrações no momento da compra”.

Na prática, devemos remover toda e qualquer distração existente na loja virtual neste momento. Isso inclui:

Menu de navegação
Links de internos
Botões e banners desnecessários

Um dos melhores exemplos é a Amazon. Ao entrar no processo de checkout, a interface fica inteira limpa, contendo apenas informações necessárias para que o visitante realize uma única tarefa, fechar o pedido.

Até a logo da Amazon no topo da página não tem link para a home. Com isso o visitante fica livre de distrações e se foca apenas no processo de fechamento do pedido.

Analise o processo de checkout de seu e-commerce e, se necessário faça os devidos ajustes removendo qualquer distração do caminho do seu visitante.

Tela do início do processo de checkout da Amazon. Nenhuma distração, apenas links de suporte.
Tela do início do processo de checkout da Amazon. Nenhuma distração, apenas links de suporte.

Use reforços de segurança

O e-commerce é uma compra remota, sem a presença física do cliente e do produto, só este fato já torna o processo de venda regado a ansiedade e incertezas do lado do consumidor. Será que o produto vai chegar no tempo certo? Vai chegar inteiro? Será que a qualidade é boa? Será que esta loja é segura? Essas são apenas algumas das perguntas que o visitante faz a si mesmo antes de apertar o botão comprar de sua loja virtual.

Por este motivo, é obrigação do todas as lojas virtuais passarem o máximo de segurança ao visitante, evitando assim que ele faça este tipo de perguntas em sua cabeça e acabe desistindo de sua compra por pura insegurança.

Estes reforços podem (e devem) vir de algumas formas:

Uso de certificado de segurança (o famoso cadeado na barra de endereço do navegador)
• Labels de segurança e compra segura. Aqueles que normalmente ficam no rodapé ou logo abaixo da navegação principal.
• Áreas de Atendimento e Perguntas Frequentes

Chat pró ativo e seletivo

Ferramentas de chat são muito eficientes para deixar seu visitante mais seguro para converter, mas ao mesmo tempo são soluções que oneram bastante as equipes de atendimentos das lojas virtuais.

Por este motivo, parto do princípio que devemos sim ajudar os visitantes, mas apenas nos momentos certos, quando efetivamente ele estiver próximo de uma conversão. Considero as páginas de produto e checkout estes momentos.

Se um visitante fica muito tempo na página de um produto específico, isso pode sinalizar que ele está com alguma dúvida sobre este produto, neste momento o chat pró ativo aparece e sinaliza “está com alguma dúvida sobre este produto? Podemos lhe ajudar?”.

O mesmo pode ser dito das paginas de carrinho e checkout. Caso o visitante demore nestas etapas o chat aparece e oferece suporte.

Desta maneira os atendimentos serão feitos apenas nos momentos certos o que aumentará a conversão, além de reduzir a necessidade de recursos necessários para operar estes atendimentos.

De acordo com a Intuit, chat pro ativo no checkout pode aumentar até 20% a conversão e 43% o ticket médio.

Chat de suporte ao processo de check out.
Chat de suporte ao processo de check out.
Chat para tirar dúvidas sobre um determinado produto.
Chat para tirar dúvidas sobre um determinado produto.

Conclusão

Gerenciar uma operação de e-commerce é lidar com múltiplos desafios. As táticas descritas acima certamente irão ajudar a sua loja virtual a melhorar a conversão. Se aplicadas corretamente, elas podem até dobrar este importante indicador, eu já vi isso acontecer algumas vezes em clientes meus.

Não é pouca coisa a ser feita, mas o esforço certamente será recompensado.


Texto publicado anteriormente no RaphaelLassance.com.br.

Growth Hacking para E-commerce

Tenho visto muita gente perguntando sobre custos de se criar uma loja virtual. Ao mesmo tempo que encontramos muitos artigos falando a respeito disso, nenhum deles diz exatamente o que as pessoas buscam. Percebi que as pessoas querem valores, referências, ideias de quanto aproximadamente custa criar um e-commerce.

É bem verdade que é impossível ser assertivo na resposta sem ter mais informações sobre o negócio, em especial porque existem muitas variáveis, desde o tipo de produto que o lojista irá vender até a disponibilidade de investimento que ele tem.

Diante disso, quero compartilhar com vocês os custos básicos de um e-commerce. Importante lembrar que esse meu artigo não esgota o assunto e nem tem a pretensão de cobrir todos os custos de um e-commerce, apenas listar quanto se gasta para abrir uma loja virtual e iniciar a operação.

quanto-custa-abrir-um-ecommerce

Os custos básicos para montar uma loja virtual

Quando se fala em custos de e-commerce muita gente pensa logo nos custos da plataforma, mas há que se considerar a existência de vários outros serviços periféricos que são igualmente importantes.

Parto do pressuposto que você já conhece o negócio que irá abrir ou migrar para o mercado digital, bem como já fez o seu plano de negócios e sabe exatamente como funciona o mercado que está ingressando, por isso, considero aqui única e exclusivamente a implementação e operação de e-commerce.

Plataformas

Hoje existem inúmeras plataformas no mercado, para todos os gostos, necessidades e bolsos. Plataformas com mensalidades a partir de R$ 120,00 com funcionalidades razoáveis (algumas limitadas), até plataformas totalmente customizadas com licenças de uso que passam dos R$ 500.000,00.

Você precisa entender a sua necessidade antes de escolher a plataforma e olhar quais funcionalidades são necessárias para o seu negócio.

Plataformas SaaS (Software as a Service), que são plataformas alugadas, variam no modelo de remuneração; algumas cobram apenas mensalidade, outras cobram mensalidade por faixa de faturamento, outras cobram mensalidade fixa mais um percentual sobre os pedidos confirmados, existem ainda outras que cobram apenas o percentual sobre pedidos confirmados.

Outro modelo é o Open Source, que você lerá em muitos artigos como sendo plataformas “gratuitas”, mas na verdade é uma plataforma de código aberto, em que você não paga para usá-la, mas tem que contratar agências ou desenvolvedores para trabalhar o layout e as conexões. Além disso, todo o custo de infraestrutura também fica por conta do lojista.

Para o pequeno lojista que busca uma plataforma um pouco mais simples e apenas para B2C, certamente encontrará soluções mais acessíveis.

NOTA: Não tem modelo melhor ou pior, existe sim o modelo mais adequado ao seu negócio.

Além da plataforma você ainda precisará das seguintes soluções:

Certificado Digital

Item de segurança de extrema importância, tem a finalidade de criptografar os dados trocados entre o usuário e o servidor da loja virtual, dando ao consumidor a segurança para efetuar a transação naquela loja. O custo desse serviço é anual e fica entre 1.500,00 e R$ 3.800,00.

Como o Certificado Digital SSL pode contribuir com o SEO do seu negócio

Algumas plataformas já oferecem o serviço incluso na mensalidade e hospedagem por R$ 420,00 anual. Redução de 72%. Uau!!!

Importante comentar que alguns leitores indicaram conhecer certificados bem mais em conta. Eu apesar de procurar não os encontrei com a finalidade de Certificado SSL indicado para lojas de E-Commerce. Encontrei sim opções mais baratas, mas que são indicadas para websites sem transações financeiras.

Blindagem de site

Esse é um serviço que encontrei poucos prestadores de serviços, tive que cotar serviços com empresas estrangeiras. É um serviço caro para quem está iniciando, mas também muito importante, porque ele faz auditoria de segurança semanalmente (dependendo do plano) e simula a invasão do seu site por um hacker para encontrar vulnerabilidade gerando relatórios, etc.

O custo é muito diferente de prestador para prestador, vi valores de R$ 3.600,00 a R$ 12.000,00 anuais. (Os valores das empresas estrangeiras já estão convertidos de dólar ou euro para reais).

Considerei a blindagem mais completa e eficiente do mercado, indicado para grandes players com alto volume de transação e produtos de alto risco (alta liquidez no mercado). Em uma nova cotação, busquei serviços básicos que atendam o pequeno lojista de maneira satisfatória.

Cheguei em 780,00 ao ano (R$ 65,00 mês). Uma queda de mais de 78% já comparando com o menor preço encontrado anteriormente… Uau! 🙂

Marketing digital

Esse investimento, a maioria dos empreendedores não considera quando estuda lançar um comércio eletrônico. Aqui é realmente difícil falar um valor porque as variáveis são inúmeras.

Tenho visto alguns especialistas dizendo que o investimento razoável em marketing digital ficaria entre 3% e 7% do seu faturamento. Importante lembrar que no início de uma loja virtual o investimento em Marketing digital deve ser pensado com muito critério para ser assertivo, pois isso irá determinar o sucesso do seu e-commerce.

Como contratar seu primeiro profissional de marketing digital

O último relatório da E-bit, 33ª edição do webshoppers, apontou que os investimentos em Marketing Digital em 2015 foram na casa de 13%.

Soluções de pagamentos

Antes de falar sobre as soluções de pagamento, quero apenas esclarecer que estou considerando aqui a utilização de gateway e conexão direta com o adquirente (Cielo, Rede, Elavon, GetNet, Stone, FirstData, etc). Não estou considerando a opção com um intermediador (que é o responsável por toda transação de pagamento, desde a oferta de meio de pagamento até o recebimento e repasse para o lojista).

Alguns especialistas dizem que para o lojista iniciante, faz sentido usar um intermediador. O custo percentual por pedido confirmado é um pouco mais alto, mas a transação é garantida pelo intermediador (pelo que vi no mercado, o percentual fica em torno de 5%, mas você elimina outros custos e faz contrato com um único fornecedor). Vamos então as soluções de pagamento que considero aqui.

Gateway

Simplificando, esse é o responsável por conectar você com a empresa de cartão de crédito (adquirente). Na média o custo de set-up fica em torno de R$ 1.500,00 mais o custo por transação, que na média ficam em R$ 0,73. O mais barato que vi foi R$ 0,40 e o mais caro foi R$ 1,20.

Alguns gateways podem te isentar desse setup dependendo da plataforma contratada. R$ 0,67 custo médio por transação e média de R$ 730,00 de setup.

Antifraude

Não imagine que seu negócio não terá fraude, espero que não tenha, mas é melhor prevenir. Os investimentos nessa solução giram em torno de R$ 900,00 de set-up mais o custo por transação. Que na média fica em R$ 0,80 para analises eletrônicas e se houver necessidade de avaliação “manual”.

Onde um operador entra no circuito para fazer a análise da suspeita de fraude custa de R$ 3,50 (o mais barato) a R$ 12,33 (o mais caro) por transação. É também importante lembrar que dependendo da plataforma contratada não há taxa de setup.

Como proteger minha loja virtual das fraudes?

Adquirentes

É importante dizer que a conexão com o adquirente vai depender do gateway, então essas duas soluções precisam ser pensadas em conjunto.

Aqui os custos são percentuais sobre a transação e vai depender do contrato que você fizer com o Adquirente, da forma de pagamento e das parcelas. As transações a vista ficam na média de 3,5% da transação e as parceladas ficam em média 4,5% (2 a 6 parcelas) e 5,10% (7 a 12 parcelas).

Conciliação

Este é um serviço que é oferecido para que você saiba exatamente quais transações estão sendo pagas, quais estão com problemas, se existe chargeback, etc. Esse serviço custa em média R$ 0,50 por transação.

Conclusão

Vale a pena mencionar que os custos que tem seus valores por transação, tem uma franquia que geralmente gira em torno de 200 transações. Assim, se o valor por transação de um determinado serviço for R$ 1,00, você pagaria mensalmente o mínimo de R$ 200,00.

Além desses custos, é importante considerar ainda os custos com logística (incluindo logística reversa), custo com pessoal (gestor, SAC, marketing digital, jurídico, contador, especialistas de conteúdo, analistas, monitoramento, etc). Alguns desses custos como jurídico e contador você pode terceirizar, aliás, dependendo do seu negócio é aconselhável que faça isso, assim você foca no seu core business.

30 ferramentas gratuitas para e-commerce

Espero que esse artigo contribua com o seu entendimento sobre os custos básicos de um e-commerce iniciante. De qualquer forma, considere o roteiro apresentado, mas faça você mesmo suas pesquisas e negocie muito, peça referências, consulte as redes sociais.

O bom lojista, antes de ser um bom vendedor, precisa ser um ótimo comprador.

Obrigado pela leitura, pelas críticas, questionamentos e argumentações! Isso realmente nos faz crescer!

Sucesso e boa decisão!

Eu acho bem legal a forma que o mundo acompanha as mudanças de algoritmo na engine de busca do Google. Me lembra a final do Super Bowl ou da novela das 9. Começa a pipocar pessoas falando sobre o assunto em blogs, posts em Facebook, podcastsvideocasts, na fila do pão e no meio da rua com cartazes anunciando o fim dos tempos.

Desde 2012 o Google roda de tempos em tempos um algoritmo conhecido como Panda Update, que tem a missão de varrer resultados de busca e melhorar ou remover a importância que o Google dá às páginas baseado na qualidade do conteúdo.

Logo, o Google começou a dar mais autoridade para sites com bom conteúdo e ao mesmo tempo mandar pro saco (baixando relevância ou banindo) sites com conteúdo ruim, o que deixou bastante gente chateada.

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Por mais cruel que pareça, o motivo para isso é bem justo: o Google quer dar a você – e às pessoas que visitam seu site/e-commerce – o melhor conteúdo possível.

Como criar o melhor conteúdo possível

Há vários fatores usados para remover a relevância de alguém, mas o pior de todos para quem tem e-commerce são os conteúdos duplicados.

Entendendo melhor

Convenhamos, não seria nada legal você procurar por avaliações sobre aquela Smart TV LG 42″ que você quer dar para sua sogra e todos os resultados do Google, apesar de serem sites diferentes, trazerem o mesmo conteúdo copiado e colado.

“Mas eu não tenho intenção de copiar conteúdo de ninguém, vou criar meu próprio. Vou parar de ler este post.”

Calma lá!

Conteúdo duplicado não é uma prática exclusiva de malfeitores que têm preguiça de escrever seu próprio texto. Você pode ter conteúdo duplicado e nem sabe.

Vou explicar os tipos mais comuns e como resolvê-los.

Cadastro de produtos com variação

Se você tem produtos muito parecidos com uma mínima variação, é provável que a descrição deles sejam iguais.

Captura-de-Tela-2015-09-10-às-12.55.20

Na imagem acima eu mostro o mesmo exemplo que usei neste texto sobre cadastro de produtos.

Preste atenção como se tratam do mesmo produto, com as mesmas características e qualidades, com uma única variação: o peso (poderia ser o sabor também).

A descrição, tabela nutricional, modo de preparo, recomendações de uso, tudo é igual!

Conteúdo Duplicado DETECTED.

Para resolver isso só recadastrando o produto em forma de grade – ou Produto Configurável, ou qualquer outro nome que sua plataforma dê a esse tipo de cadastro. Olha como foi feito em outra loja.

Captura-de-Tela-2015-09-10-às-13.07.53

Múltiplos domínios

Logo quando abrimos a Bleez compramos vários domínios para garantir que o cliente nos encontre independente do domínio que talvez – por motivos ocultos – ele possa imaginar e digitar no navegador sem ir ao Google.

Por causa disso bleez.com.br e agenciableez.com.br existem.

O vacilo que não cometemos (ufa), mas muita gente comete, é de deixar todos os domínios “navegáveis” quando o correto seria escolher um domínio para ser o principal e mandar os demais redirecionarem para ele. No nosso caso agenciableez.com.br redireciona para bleez.com.br.

Um detalhe técnico importante: o redirecionamento deve ser do tipo 301.

www e sem www

Um dos casos mais comuns. Ele é bem parecido com o problema anterior, basicamente teriamos bleez.com.br e www.bleez.com.br. Se ambos forem “navegáveis” teremos os mesmos problemas já discutidos.

Redirecionamento 301 neles!

URL’s diferentes apontando para o mesmo produto

Isso acontece quando temos várias URL’s que apontam para o mesmo produto, por exemplo:

http://adegafree.com/vinho-carmin-de-peumo-carmenere-2009-750ml.html

http://adegafree.com/vinhos/vinho-carmin-de-peumo-carmenere-2009-750ml.html

Aqui no blog tem um post falando sobre URL’s amigáveis e a tags canonical, que é a solução para esse problema.

Por mais fácil que seja de resolver, você precisará contar com o suporte da sua plataforma.

Resultados de busca

Os resultados da busca interna da sua loja (que podem ser indexados) também são considerados como conteúdo duplicado, pois eles estão trazendo os mesmos textos com poucas variações dependendo do filtro utilizado.

Também é comum nas pesquisas que não retornam nada aparecer um texto padrão informando que não houve nenhum resultado. Se várias pessoas começarem a criar links para uma busca no seu site, que um dia trouxe resultados e hoje não traz mais, você terá mais um monte de conteúdo duplicado.

Para não ter problemas, você deve adicionar a tag noindex nas páginas de resultados. Assim o Google pode até ler a página, mas não indexará e nem irá usá-la como fator de relevância.

Meta tags

Captura-de-Tela-2015-09-14-às-13.52.40

Os Rich Snippets são os textos que aparecem nos resultados do Google. Eles são lidos pelo buscador através de duas meta tags chamadas title e description.

Pode ocorrer momentos que essas tags informam ao Google as mesmas informações, por exemplo em uma categoria onde há paginação. Se no title e na description não houver a informação de qual página o usuário está, as meta tags serão exatamente iguais nas páginas 1, 2, 3, etc. O mesmo vale para as ordenações (por preço, por ordem alfabética, por relevância, etc).

Isso é duplamente ruim, pois além de ser considerado conteúdo duplicado as páginas competem entre si pela atenção do Google.

Conclusão

Talvez eu esteja falando grego para você, mas eu tenho certeza que seu desenvolvedor vai entender o que deve ser feito. Dê importância a esses pontos e não se esqueça da fúria do Panda.

panda

Publiquei este texto anteriormente no Blog da Bleez.

Mais sobre conteúdo duplicado:

3 Mitos sobre Conteúdo Duplicado