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Será que a sua marca é realmente valiosa para o público? Como as pessoas percebem seus produtos? Você está conseguindo criar a imagem esperada? Essas são questões atribuídas a um conceito de marketing conhecido como Brand Equity.

O que é Brand Equity?

Traduzido como “equidade da marca”, o Brand Equity é, em palavras simples, o valor agregado ao seu produto ou serviço, que vai além do material ou das ações em si. Kevin Keller, um especialista da área, tem uma definição bem específica: “são os efeitos de marketing atribuíveis unicamente à presença de uma marca”.

O que isso significa? Que a sua marca representa todas as sensações causadas no consumidor, como ele entende a proposta e quais elementos associa a ela. O Brand Equity é composto pelos fatores que guiarão a decisão de compra do seu potencial cliente e por que ele escolherá o seu produto em vez de um similar da concorrência. É, basicamente, a obra maior do branding.

Como usar o modelo de Aaker

Embora esse valor de marca não possa ser mensurado em números e de forma absoluta, é possível entender quais fatores são mais fortes e quais têm menor impacto na construção da imagem. Para isso, podemos aplicar o modelo proposto por David Aaker (outro especialista).

Esse modelo defende quatro características de valor que você precisa levar em conta na hora de analisar o seu branding. Você pode abordá-las de forma direta com o público, simplesmente fazendo as perguntas certas em momentos de feedback ou convidando os clientes em potencial a preencherem questionários.

Outra alternativa mais “superficial” é acompanhar o que as pessoas andam falando da sua marca nas redes sociais, por exemplo.

Qualidade

Comecemos pelo ponto mais simples de ser avaliado e, ao mesmo tempo, um dos mais subjetivos por parte dos clientes. Trata-se qualidade percebida: baixa, média ou alta? É presente em todos os serviços? É a melhor?

Depois, consideramos também a liderança da marca em seu nicho: ela está ganhando popularidade? É inovadora? Sua proposta parece mais evoluída e atrativa que a dos concorrentes?

Lealdade

Outro fator importante para o Brand Equity é a lealdade do público. Para isso, analisamos o preço premium e a satisfação do consumidor. Quanto o seu cliente estaria disposto a pagar a mais pelo seu produto? Suas expectativas foram atendidas? Ele compraria novamente e recomendaria aos conhecidos?

Essas questões estão diretamente relacionadas à fidelização, uma parte importante do marketing que muitas vezes acaba sendo deixada de lado quando as empresas priorizam apenas a aquisição de novos consumidores.

Associações com a marca

Saindo um pouco da questão “produto”, é preciso observar também como o público enxerga o valor(custo x benefício) e a personalidade da marca (a proposta e os princípios culturais definidos anteriormente). Assim entendemos se as suas comunicações e campanhas estão sendo interessantes e se as pessoas de fato se identificam com elas.

Podemos considerar também as associações organizacionais (se o consumidor confia na empresa fabricante e nos parceiros) e a diferenciação (quão única é a marca e até que ponto ela se parece com a concorrência).

Conhecimento da marca

Por fim, o último conceito mensurado para o Brand Equity é conhecido como Brand awareness. Trata-se, basicamente, da proporção de pessoas que realmente conhecem a sua marca e sabem o que ela vende.

Ela é top of mind (a primeira em que as pessoas pensam ao procurarem uma categoria de produtos)? Seus princípios e valores são facilmente identificáveis? Ouça a opinião pessoal de cada consumidor em relação à sua empresa e chegue a uma “média geral”.


Leia também:

A psicologia por trás da Percepção de valor

Em meio a uma época que vem sendo marcada pelo crescimento do número de empreendedores no marketing digital, conseguir autoridade na internet e aumentar a relevância da sua marca vem se tornando, como já se podia prever, um ponto cada vez mais crucial.

Vários fatores levam a isso. Entre eles está o crescimento de estratégias eficazes, tanto no marketing de conteúdo em si quanto nas práticas de SEO, fazendo valer aquela antiga máxima de que a alta concorrência implica em serviços mais bem prestados ao consumidor final.

Como para os empreendedores o trabalho de conquistar autoridade na internet é árduo, é preciso saber alguns truques. Neste post, você aprenderá alguns passos importantes para construir uma imagem influente na internet, através de estratégias que não são tão difíceis de aplicar. Confira!

Seja uma autêntica “fonte de conhecimento”

Publicar conteúdo online é como escrever uma obra a ser constantemente referenciada em trabalhos acadêmicos. Quando o autor produz um grande trabalho, cuja consistência é tão grande que suas ideologias contribuem para o aprendizado de várias gerações seguintes, a autoridade conquistada é algo que nada e nem ninguém apagará.

E é exatamente isso que os maiores vencedores do mundo digital conseguem ao fornecer conteúdos autênticos, ricos e informativos. Se você possui o conhecimento, não hesite em deixá-lo disponível para quem necessitar dele futuramente. Deixe o seu legado ao público.

Com o tempo existirão muitos concorrentes procurando fazer conteúdos parecidos com o seu, mas o conteúdo que sempre será amplamente consultado e compartilhado é o original. De forma mais poética, podemos dizer que ser semeado é melhor do que ser simplesmente lembrado.

Ensine primeiro e venda depois

Ofertar uma promessa é algo a ser evitado. Além de não passar credibilidade, estratégias dessa natureza estão próximas de ser extintas do marketing digital — a própria concorrência trata de derrubar essas táticas.

Siga os princípios de inbound marketing, que consistem em fornecer conteúdos ricos e educativos para o público. Sem desembolsar nada os leitores passarão a reconhecer você como uma referência no assunto e então se aproximarão, por conta própria, da sua marca.

Lembre-se de que toda autoridade é construída por valores, portanto esse deve ser o seu foco.

Como criar o melhor conteúdo possível

Produza conteúdos específicos sobre determinado tema

Deixemos de lado um pouco o conceito de funil de vendas — que é imprescindível para o planejamento. Você, caro leitor, já parou pra pensar em como deve ser o conteúdo ideal? Muita gente pode supor que as melhores produções textuais priorizam a quantidade de informações, ou seja, textos que sejam o mais informativo possível.

Porém, por mais informações que você tente colocar em um post, sempre faltará alguma coisa. Fora que um tópico sempre leva a outro, e, por fim, o conteúdo se torna complexo e de difícil compreensão. O que fazer então?

A solução é simples: escolha um tema como base e produza uma série de posts relacionados a ele. Isso comprovará o seu nível de conhecimento acerca do assunto e promoverá um aprendizado ainda maior aos seguidores, dois fatores-chave da autoridade na internet.

Lembre-se de não escrever demais: os textos para internet precisam seguir a dinâmica do resto da rede.

Por que o conteúdo autoral é mais importante que o SEO

Trate o networking como algo fundamental

Ampliar a sua rede de contatos profissionais e marcar presença em eventos importantes — você tem ideia do quanto isso reflete no ganho de autoridade na internet? 80% dos grandes executivos do mercado reconhece o networking como estratégia determinante — segundo pesquisa realizada em 2013 pelo Instituto de Desenvolvimento de Conteúdo para Executivos (IDCE) —, e os seus benefícios são nítidos para as empresas de menor porte.

Entre as várias posturas a serem adotadas para ter sucesso com networking, uma delas em especial tem muito a ver com ganho de autoridade e também de notoriedade. Trata-se de ser uma “engrenagem” num círculo social, aquele que apresenta as pessoas umas às outras, o ponto a que a maioria recorrerá em situações diversas. Ou seja, ser um influenciador!

Quando você desempenha um papel de influência entre profissionais e empreendedores de uma mesma área, muitas boas oportunidades surgem. Seu nome passa a ter maior credibilidade, outros influenciadores vão citá-lo e recomendar seus conteúdos, e isso vai refletir significativamente no crescimento de autoridade e notoriedade de sua marca.

Considere o SEO como uma prática relevante

As tendências podem acarretar em algumas mudanças no marketing digital, porém, é certo que durante os próximos anos as estratégias de otimização para motores de busca (SEO) continuarão sendo fundamentais para o engajamento de novos leitores.

Se o seu website não estiver bem posicionado nos resultados do Google, será difícil reforçar o peso de sua marca ao público. Deve-se compreender que o ponto de vista do usuário do Google não é igual ao de quem trabalha com marketing e web. Geralmente, as pessoas consideram as páginas posteriores do Google uma colocação entre os sites menos acessados, o que dá a entender que seu conteúdo não é dos mais qualificados.

Portanto, é altamente recomendável continuar desenvolvendo e aprimorando os aspectos SEO de sua página, até porque somente benefícios serão recolhidos.

Como produzir blog posts e descrições de produtos pensando em SEO?

Invista no design

Um ótimo design gera muito mais do que um bom aspecto ao site. Ao investir em design de bom gosto, que seja responsivo e também funcional para o usuário, sua marca demonstrará, acima de tudo, que se importa em oferecer a melhor experiência possível.

Todo mundo — sem exceção — gosta de sites que carregam rapidamente, que tenham uma navegação simplificada (acessar conteúdos em poucos cliques), compatível com qualquer dispositivo e navegador, e, é claro, com um visual atrativo. Vale lembrar que o público se tornará cada vez mais exigente e aqueles que ignoram a importância disso ficarão para trás.

Tenha uma variedade de materiais em diferentes formatos

Em vez de se basear em pesquisas sobre “qual o formato de mídia preferido dos internautas”, procure ser mais abrangente com relação a isso. Faça dos seus conteúdos algo acessível para todos os gostos e necessidades.

Muitas pessoas têm maior facilidade de compreensão assistindo a vídeos, enquanto outras gostam mais de ler arquivos em PDF (como e-books, pesquisas, tutoriais, etc.). Há também o público que prefira webinars por conta da interação em tempo real, assim como os que acham infográficos mais interessantes.

Funil de vendas: Como escolher o tipo de conteúdo correto para seus objetivos

Em suma e sem ressalvas: conquistar maior autoridade na internet significa se tornar uma referência consolidada, o que só vai acontecer se o maior número possível de gente interessada no assunto tiver acesso aos conteúdos que o seu site promove.

Entre as diversas redes sociais que fazem sucesso ao redor do mundo, o Facebook é uma das que mais se dedica a oferecer serviços diferenciados para usuários comuns e empresas. Com inovações e aprimoramentos constantes, atende a um público muito grande e variado e parece ter plena consciência disso.

Se você usa a plataforma ou pretende fazê-lo para fins pessoais, acompanhando as novidades da sua rede, o ideal é criar um perfil. Contudo, se pretende fazer marketing digital através da mídia e promover seu negócio online por lá, é melhor criar uma página ou fanpage.

Como é um perfil no Facebook

O perfil é a versão da plataforma para pessoas físicas, a princípio seu público principal. Funciona como uma “ficha” dentro do Facebook: contém informações pessoais como locais de estudo e trabalho, rede de amigos (limitada) e uma linha do tempo com fotos, vídeos e notas atrelados unicamente à pessoa identificada.

Conta também com lembrete de aniversários, agenda de eventos, jogos e muitas outras ferramentas também de uso pessoal. O que é publicado através de um perfil aparece como “assinado” pelo autor da postagem e busca um engajamento mais individual.

Como é uma página no Facebook

A página, por si só, já possui um objetivo diferente. Nela, a proposta não é alimentar interesses e compartilhar seu cotidiano com amigos e conhecidos, mas apresentar conteúdo de uma forma mais profissional e comprometida.

Também conhecida como fanpage, entre seus recursos destacam-se a programação de publicações, a possibilidade de adicionar um local físico, múltiplos administradores e, consequentemente, assinatura em nome da marca, e não diretamente do autor.

Minha empresa tem um perfil, e agora?

Fique tranquilo! Se por engano você criou um perfil em vez de uma página para o seu negócio, basta conferir este tutorial e fazer a mudança. Além de melhorar a sua presença na rede social, essa medida é necessária para cumprir com os termos e condições do Facebook e manter sua conta em segurança.

E se eu não tiver nenhum dos dois?

A própria página inicial do serviço oferece a opção de criar um perfil pessoal ou uma página de empresa.

Quer investir em um banner eficiente para divulgar a sua marca na internet? Saiba tudo o que você precisa considerar na hora de montar o seu.

Os banners são um dos mais populares recursos de marketing digital, e podem trazer resultados impressionantes. Elaborando um bom banner com o aspecto visual ideal e a mensagem certa, você poderá conquistar maior engajamento da sua audiência, atrair um novo público para o seu site e até concretizar mais vendas e conversões.

Para não se esquecer de nenhum ponto importante e fazer um trabalho atrativo e completo, tenha em mente as melhores práticas:

Otimize o tamanho e o formato

Em geral, os layouts dos sites possuem tamanhos padronizados para a inclusão de banners. Criando o seu na proporção exata do espaço (ou em todas as variações, para maior flexibilidade), as chances de aceitação e harmonia com o conjunto da página são maiores.

Portanto, prefira os tamanhos recomendados pelo Google AdSense:

• 300×250 pixels (Retângulo médio): ideal para ser incluído em meio a textos ou no final da página;
• 336×280 pixels (Retângulo grande): também perfeito para incorporação em textos ou rodapés;
• 728×90 pixels (Painel líder): indicado para inclusão no cabeçalho da página ou em fóruns;
• 300×600 pixels (Meia página): mais usado para anúncios de alto impacto;
• 320×100 pixels (Banner grande mobile): especial para dispositivos móveis.

Lembre-se também de utilizar a extensão de imagem mais apropriada: .jpeg, .png (para preservar fundos transparentes) ou .gif (para gerar animações). Você pode experimentar outras, é claro, mas certifique-se de que elas poderão ser visualizadas por todos os navegadores. Assim, você garante que sua criação será exibida da maneira certa.

Saiba quando apresentar seu logo

Existem algumas controvérsias a respeito da inclusão do logo da marca em um banner publicitário. Enquanto alguns profissionais de marketing o consideram elemento indispensável, outros sequer consideram utilizá-lo nesse contexto.

Basicamente, tudo depende da finalidade do seu banner. Se for divulgar uma campanha social, apoiar uma causa ou apresentar algum tipo de concurso, por exemplo, vale a pena adicionar o logo para que a identidade da empresa seja associada ao conceito que está sendo transmitido.

Caso sua intenção seja divulgar um novo produto ou serviço, contudo, tenha cuidado. Muitas vezes, as pessoas deixam de procurar mais informações sobre um produto porque acreditam já saber tudo a respeito da marca, formando um “prejulgamento”. Avalie atenciosamente seu caso e sua reputação geral para ponderar os prós e contras e tomar a melhor decisão.

Capriche no design

Chegamos então ao aspecto mais importante do seu banner: a aparência. É preciso considerar que nenhum usuário o visualizará por iniciativa própria, ou seja, as pessoas não foram até a página em questão para conferir banners. Elas procuram por conteúdo, e é isso que sua criação deve oferecer.

Transmita uma ideia atrativa, com imagens de alta resolução e cores que estejam de acordo com sua proposta. Em geral o melhor é evitar fotografias, mas se você optar por utilizá-las, dê preferência para as tiradas pela sua própria equipe ou livres de direitos autorais.

E, para evitar a poluição visual causada pelo excesso de informação, utilize no máximo duas fontes diferentes e aproveite toda a leveza do espaço em branco – sim, ele mesmo. Faça bom uso de espaçamentos e margens entre os elementos que compõem seu banner, priorizando sempre o alinhamento e a distância adequada entre cada um deles. Às vezes, “menos é mais”.

Seja objetivo

Por fim, depois de chamar a atenção do usuário, é hora de sugerir a próxima ação dele. Inclua, em uma posição de destaque dentro do conjunto, um botão com cor diferente que contenha a sua call-to-action em linguagem clara e simples.

Ao clicar no botão (e, consequentemente, no banner), o cliente em potencial deve ser direcionado para a página da sua marca relacionada à proposta anterior – se possível, uma landing page que já contenha todas as informações adicionais e o formulário ou recurso de conversão.

Uma boa ferramenta para a montagem de banners é o Canva. Criando sua conta por lá, você tem acesso a diversos modelos de layout (alguns gratuitos, outros pagos) com fotografias, ícones, tipografias e outros recursos gráficos.

Use toda a sua criatividade, construa credibilidade para a sua empresa, posicione seu banner em lugares estratégicos e boas vendas!

“As pessoas não compram produtos por causa do valor real dos produtos – elas compram produtos porque seu preço corresponde ao valor percebido do produto.”

A psicologia por trás de nossas percepções pode nos indicar alguns fatores, observando tendências, práticas de marketing e atitudes de diferentes gerações, entre outros.

Um dos fatores que influencia a nossa percepção de valor é a exclusividade, muito usada pelo segmento de produtos de luxo. Ao longo da história houve alterações na disponibilidade de alguns produtos, que passaram de muito abundantes a escassos.

Nos Estados Unidos da América, no séc. XVII, a lagosta era servida como alimento de presídio e da criadagem por ser abundante. No séc. XX a sobre pesca transforma a lagosta num alimento escasso e este passa a ser servido a classes superiores, associado a cozinha refinada. Esta mudança de percepção de valor fez com que o preço aumentasse ao longo dos tempos de $0,24/kg para $17,49/kg.

O preço é um outro fator que influencia a nossa percepção de um produto. Um exemplo estudado é a possibilidade de transformar a percepção sobre um vinho apenas por informar que é mais caro.

Uma vez que o preço influencia positivamente percepções de qualidade e, inversamente, influencia percepções de valor, os vendedores de produtos banais usam história, estória, exclusividade e escassez implícita para mudar nossa Percepção de Valor.

A Vouchercloud criou este infográfico com o intuito de apresentar a psicologia por trás de nossas percepções. Veja:

Percepção de Valor – Um infográfico pela equipe do Vouchercloud.

Por Daniel Silva. Se a sua resposta para o título desse texto for não, então aí vai uma outra pergunta: está esperando o que? Lembro até hoje a primeira vez que ouvi falar sobre o INPI. À época estagiava em uma siderúrgica de grande porte e as idas de uma colega de trabalho ao mencionado órgão eram frequentes.

O INPI ou Instituto Nacional de Propriedade Industrial é, basicamente, um autarquia federal localizada no Rio de Janeiro onde são feitos registros de marcas, patentes etc. Ou seja, regula as normas relacionadas à propriedade industrial.

Se você está se perguntando o que o seu e-commerce tem a ver com isso, continue lendo.

Partindo da premissa de que a sua loja online possui um nome como qualquer outro negócio, se tratando de uma marca, o registro no INPI é visto por muitos como condição sine qua non (“sem a/o qual não pode ser”).

A sua marca é um dos ativos mais valorosos do seu e-commerce e talvez, até o momento, esse detalhe tenha passado despercebido. É o chamado ativo intangível. Uma sugestão de leitura sobre o tema é o livro do autor José Roberto Martins chamado Capital Intangível – Guia de melhores práticas para a avaliação de ativos intangíveis.

No que se refere ao escopo legal, estou restringindo esse artigo aos trâmites atinentes ao órgão INPI sem estender a nossa conversa ao campo contábil com influência direta no balanço da sua empresa. Algo muito mais complexo e carente de explicações profundas. Quem sabe não vira matéria para um outro artigo.

Mas porque registrar a marca do seu e-commerce no INPI?

Indo direto ao ponto: você já imaginou daqui a algum tempo quando a marca da sua loja virtual estiver na boca do seu público-alvo e alguma entidade simplesmente dá o grito dizendo que você não tem qualquer direito sobre a marca, pois não há registro no INPI que lhe assegure esse direito, sendo que o primeiro a ter feito pedido de registro sob a marca foi ele/ela?

Ou seja, ter o desgosto imensurável de ter que trocar de marca por um lapso que poderia ter sido evitado logo no início, não é nada fácil. Você constrói com muito suor a sua marca, taca-lhe pau no branding com toda a sua energia e aí, subitamente: com licença, gostaria de discutir os direitos econômicos sob a minha marca que a sua loja vêm usando há tempos. Funciona como “àquele interessado que primeiro protocolar o pedido junto ao INPI…

De toda sorte, há um aspecto que sinto me na obrigação de alertá-los. Não que seja a minha intenção jogar um banho de água fria, porém, é imperioso adverti-los.

Há casos de marcas que, mesmo efetuando pedidos de registros e inclusive atingir a fase de pós-conclusão dos processos associados no INPI, acabam enfrentando um cenário de disputa judicial.

Você muito provavelmente ouviu falar da batalha travada entre Gradiente e a galinha dos ovos de ouro de Steve Jobs – Apple. Se não ouviu, sintetizando, a Gradiente ganhou o direito de usar a marca Iphone, após finalização do seu pedido de registro, decisão oriunda da autarquia federal.

A Apple buscou a justiça brasileira para reverter o quadro a seu favor e, baseando-se em argumentação cheia de excertos como “empresa revolucionária e pioneira”, “mundialmente conhecida”, “líder das líderes”, foi exitosa perante os juízes que analisaram o caso segundo notícia do jornal Folha de São Paulo. E olha que nesse caso o INPI se posicionou no sentido de defender que o seu ato fosse respeitado – o que fatalmente beneficiaria a Gradiente.

Esse não é o primeiro caso. Recentemente, uma guerra envolvendo os personagens United Airlines, INPI e empresa de transporte rodoviário (Urubupungá) também foi parar na justiça.

Para que fique ainda mais clara a percepção de que o registro do seu e-commerce (logo no início das operações) sela o começo de tudo, tornando ainda mais legítimo o direito que você possui sob a sua marca, ainda que seja contestável na justiça qualquer ato emitido pelo INPI, veja mais um exemplo e dessa vez, envolvendo uma marca detentora de um e-commerce.

A Mary Confecções é dona da marca VIP Reserva focada em camisas masculinas. Inconformada com as operações da marca Reserva pertencente à empresa Tiferet, sem hesitar, munida do seu registro junto ao INPI, entrou na justiça contra a Reserva – desprovida da formalização junto ao INPI.

É que passados 7 anos desde quando a Tiferet começou a explorar a marca Reserva, a empresa foi pega em calças curtas quando o INPI declinou seus pedidos de registro em função do já existente solicitado previamente pela VIP Reserva.

Então, como dizemos nas redes sociais, fica a dica. E você? Acha importante e/ou imprescindível fazer esse tipo de registro junto ao órgão federal?

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Daniel Silva é CEO na Mony Mony, e-commerce de moda feminina.

Texto publicado no E-commerce Brasil.

Você já trabalha sua marca no Instagram? Talvez você esteja olhando para a rede social errada. Dados publicados agora em janeiro de 2015 pelo Pew Research Center mostram que o Instagram superou o Twitter em popularidade entre os adultos dos Estados Unidos em 2014.

O relatório do Pew afirma que 26% dos adultos online nos Estados Unidos usaram Instagram em 2014. Em 2013 o número era de 17% e em 2012, metade: 13%. Em comparação, 23% dos adultos online usaram o Twitter em 2014.

Kevin Systrom, co-fundador e CEO do Instagram contou ao TechCrunch“o que começou como dois amigos com um sonho tornou-se uma comunidade global.” De fato, veja abaixo os dados da pesquisa do Pew Research Center:

Sem filtro: 14 estatísticas para investir em sua marca no Instagram

Os números do Instragram chamam atenção, e olhando como um todo, a ultrapassagem frente ao Twitter parece apenas consequência. Em destaque, mais 14 estatísticas do Instagram melhores que qualquer filtro:

1# O Instagram conta hoje com 300 milhões de usuários ativos mensais (Instagram).
2# Os executivos Instagram miram um número: 1 bilhão de usuários ativos mensais (Business Insider).
3# O Instagram é o 8º aplicativo móvel mais popular dos Estados Unidos (comScore).
4# A projeção é que o Instagram conquiste 45,8 milhões de usuários nos EUA em 2015 e 50,6 milhões em 2016 (Statista).
5# Mais de 30 bilhões de fotos foram compartilhadas no Instagram desde que foi lançado em 2010 (Instagram).
6# Uma média de 70 milhões de fotos são compartilhadas através do aplicativo a cada dia (Instagram).
7# O engajamento no Instagram é 15 vezes maior que o do Facebook (Fast Company).
8# 53% dos adultos com idade entre 18 e 29 anos estão no Instagram (Pew Research Center). Este número era de 37% em 2013.
9# 76% dos adolescentes americanos usam Instagram, sua rede social favorita (CBS News).
10# 49% de todos os usuários do Instagram usam o aplicativo diariamente (Pew Research Center).
11# 94% dos usuários do Instagram estão no Facebook (Pew Research Center). O Facebook também possui Instagram.
12# 58% dos usuários do Twitter também usam Instagram (Pew Research Center).
13# 52% dos usuários do Instagram também usam Twitter (Pew Research Center ).
14# A Nike é a marca mais popular no Instagram com quase 3 vezes mais seguidores que a Adidas, segunda colocada e 4 vezes a terceira, Starbucks (Totens Lista).

Sem filtro: 14 estatísticas para investir em sua marca no Instagram“Um dos aspectos mais interessantes do Instagram é que ele não é realmente um ‘site’, vive quase exclusivamente nos celulares”, Jeff Peters, especialista em mídia social do Halo Groupem um release à imprensa.

“Embora seja possível para praticamente qualquer marca de usar Instagram, a própria plataforma é mais atraente para as marcas e indústrias que conseguem ter um apelo visual”, acrescenta Peters.“O Instagram ajuda a criar uma ligação visual entre uma marca e um consumidor ou cliente potencial.”

A relações públicas Natasha Koifman conta ainda que praticamente qualquer marca pode capitalizar sobre Instagram, contanto que sejam “criativas e autênticas.”

“A chave é como você aproveitá-lo. Para nós, ser autêntico é a regra número um”, escreveu Koifman no blog Cision.

Texto traduzido do John Egan para o Entrepreneur.com.

Guia prático do Instagram para lojas virtuais

Por Mauricio de Souza Tavares. Quando uma empresa inicia suas atividades, normalmente cria uma marca para identificá-la ou para identificar o seu produto ou serviço junto ao seu público consumidor. Esta marca será importante para que o consumidor faça uma ligação direta entre o produto ou o serviço ofertado e a própria empresa, para que seja estabelecido um elo de fidelidade entre os dois lados.

Dentro deste pensamento, seria lógico que esta empresa que inicia suas atividades tomasse um certo cuidado para evitar problemas no futuro, ou seja, que ela fizesse uma verificação da marca pretendida, se existe alguma empresa já utilizando-a, ou se ele corre algum risco em relação a este assunto no futuro.

Como proteger uma marca?

Entretanto, a grande maioria das empresas que iniciam suas atividades deixa para depois este tipo de cuidado. Isso, quando ela resolve tomar alguma atitude em relação à sua marca e a proteção da mesma.

Segundo a Serasa Experian, em 2013, foram abertas 1.840.187 empresas no Brasil. Entretanto, segundo o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), tivemos 163.587 marcas depositadas naquele órgão. Se pensarmos que, historicamente, 20% destes pedidos de marca são depositados por empresas estrangeiras, chegaremos a um número próximo de 131.000 marcas depositadas por empresas brasileiras por ano.

A disparidade entre a quantidade de marcas depositadas e a quantidade de empresas abertas é uma monstruosidade. Se, ainda formos pensar que uma boa parte destas marcas depositadas por empresas brasileiras foram depositadas por empresas já existentes e não empresas recém criadas, a disparidade aumenta ainda mais.

Uma decisão que não deve ser adiada

Nos contatos que tenho com empresas iniciantes, startups, empresas individuais, ou qualquer outro tipo de empreendedor, a resposta é quase sempre padrão. A desculpa para tal atitude (ou falta dela) é quase sempre que, neste momento, isso demandaria um investimento que ele não possui, mas que, futuramente, ele tomará os procedimentos necessários.

É bem verdade, que a empresa que inicia tem vários tipos de gastos, tais como contadores para abertura de empresa, profissionais até mesmo para a criação do nome ou da logo, investimento em estoque, na reforma de um ponto, na compra de equipamentos, compra de móveis, entre outros.

Entretanto, na verdade, tudo indica que não é uma questão financeira, mas, sim, de cultura, e mais, de cultura de desinformação.

E, sendo viável de utilização, o empreendedor poderá fazer uso dela e protegê-la, tornando-se exclusivo no mercado, o que sempre facilita a fidelidade do consumidor. A proteção da marca, por sua vez, também não envolve valores extremamente altos.

A taxa governamental envolvida para isso gira em torno de R$ 142 para microempresas. O custo de um profissional especializado também irá variar muito (como no caso da busca), mas, em média, ficará em torno de R$ 1.000 ou até menos. Tudo dependerá do profissional escolhido. Como exemplo deste raciocínio, é fácil demonstrar que esta análise inicial não é tão cara como se imagina.

Uma análise de viabilidade de uso de uma marca (o que chamamos de busca de marca no mercado) custa de R$ 100 a R$ 1.000, dependendo do profissional ou escritório especializado envolvido (lembrando que o mais caro nem sempre tem uma qualidade melhor), mas, em média, podemos dizer que fica mais próximo da parte de baixo do que da parte de cima.

Este investimento não é alto, se pensarmos que esta busca e o depósito da marca darão uma tranquilidade ao empreendedor para que ele invista em sua marca e na conquista do seu consumidor potencial. Muitas vezes, nestas conversas com empreendedores, questiono quanto se gasta com a criação de um letreiro que identifique sua loja, ou uma embalagem para acondicionar o seu produto.

Evitando problemas futuros

Muitas vezes, comparo o registro de uma marca, com o seguro de um carro. Provavelmente, o seguro de um carro custa bem mais caro do que a proteção da sua marca, ainda mais se pensarmos que o seu carro só perde valor, enquanto que sua marca tende a criar cada vez mais valor.

Sendo assim, fica claro para o empreendedor que, na verdade, o momento de proteger uma marca é exatamente no início de tudo. Posteriormente, existe o risco (até grande) de ter que mudar a sua marca, e avisar os seus consumidores da mudança, o que, na minha opinião, geraria um custo muito maior, fora a perda de receita pela confusão e o desconhecimento da nova marca em questão.

Portanto, fica aqui a dica. Antes de abrir o seu negócio, tome também cuidado com a sua marca. Assim, você evita problemas e trabalha tranquilo.

Mauricio de Souza Tavares da Lext Intellectual Property

Texto publicado no EmpreendedoresWeb.com.br