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Cada vez o marketing digital vem se tornando uma estratégia de grande importância para as empresas, porém poucas empresas veem o potencial do viral para impulsionar a conversão para o negócio.

Segundo a pesquisa realizada pela empresa Bain & Company no final de 2016, apenas 18% do investimento em publicidade das empresas brasileiras é direcionado para mídias digitais. Em 2015 esse investimento chegou a 8 bilhões, sendo a expectativa chegar a 16 bilhões até 2020.

O conceito de viral em vídeos e seus benefícios é pouco explorado pelas empresas e quem ainda não buscou investir nesse formato estratégico está ficando para trás. Isso porque os vídeos virais estão deixando de ser uma tendência e estão se tornando uma realidade dentro do marketing e comunicação digital das empresas.

Por outro lado, mesmo enxergando essa mudança de comportamento, ainda existem empresas que não estão usando da forma correta esse conceito e com isso não atingindo uma conversão da forma desejada. Esse é um principal gargalo de muitas PMEs que não enxergam o verdadeiro potencial de criar esses conteúdos bem elaborado e com as características necessárias que não irá interferir no resultado almejado.

Pensando em como auxiliar as empresas que querem se inserir nessa nova realidade, listei quatro pontos que projetam um vídeo nas redes sociais na rota da viralização:

Roteirização

A maioria dos vídeos viralizados por pessoas é em alguma situação cotidiana que foi filmado por acaso. É a típica frase: pessoa certa no local e horário certos.

Muitas marcas, acreditam que vídeos podem ser viralizados desta forma e acabam forçando uma situação. O internauta dificilmente irá acreditar no conteúdo, por este motivo, é necessário seguir um roteiro, com ideias pré definidas, e um conteúdo atraente que gere curiosidade no outro lado.

Protagonizar o conhecimento

A falta de empatia ou entendimento com quem segue a marca nas redes sociais, faz com que sejam criados vídeos que sirvam apenas para destacar o institucional da empresa, enaltecendo durante minutos a excelência nos serviços que são prestados.

Esse erro é muito comum, pois ninguém quer saber o que a marca diz sobre ela mesma. Para isso, existem outras formas de medir a reputação de uma empresa.

O protagonismo da marca em um vídeo acontecerá quando ela mostrar que entende do assunto, posicionando-se como um especialista de um determinado assunto/tema.

Narrativa

Não basta ter um conteúdo intelectual e informativo para ter uma grande audiência nos vídeos. É necessário que a narrativa seja construída de acordo com o perfil do público que quer engajar.

Além disso, para deixa-lo ainda mais atraente é necessário ter dosagens de perfis, com um pouco de humor e emoção, para envolver ainda mais as pessoas, além de expressões faciais e corporais.

Investimento Técnico

Já ouviu falar da expressão “Comer com os olhos”? Pois é, nos vídeos para redes sociais, também deve-se ter o mesmo pensamento.

Quando um vídeo tem um investimento em iluminação, áudio e edição, as chances dele chamar a atenção do seguidor, aumentam ainda mais.

Já não é de hoje que o e-commerce passou a ganhar os holofotes no segmento de vendas e tem muito a ensinar no varejo. Números da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) mostram que o segmento obteve a receita de R$ 53,5 bilhões em 2016. Para 2017, a expectativa é que o aumento seja de 12% em relação ao ano anterior e o faturamento de aproximadamente R$ 59,9 bilhões.

O modelo de gestão adotado pelas empresas no ambiente físico continua seguindo processos habituais: venda para grandes distribuidores, showroom e apresentação de produtos, features e atributos novos, investimento no treinamento de key accounts (gestão de contas-chave), vendedores e representantes que são responsáveis hoje pela maior fatia no faturamento.

Mas muitas indústrias não estão atuando no convencimento do ponto crítico e fundamental na sustentação em longo prazo do negócio como um todo, independentemente do canal. Estou falando do consumidor, que é (ou pelo menos deveria ser) foco central de qualquer negócio que envolva consumo, sejam bens duráveis, de nicho ou supérfluos.

Enquanto isso, as vendas on-line passam pelo momento de crise de forma menos dolorosa, com lições importantíssimas que podem ser levadas ao varejo físico, de modo a não impactar nos resultados dos negócios, com o maior número de conversões possível.

No ambiente virtual, o consumidor precisa ser ‘fisgado’ nos pequenos detalhes, um deles é a apresentação dos produtos na página, que seria a vitrine ou gôndola na loja física. Comece pelo layout do site, que pode favorecer ou prejudicar a percepção do consumidor.

A navegação rápida, simples e clara é primordial. Imagine caminhar em um corredor de supermercado abarrotado de mercadorias colocadas de forma aleatória? O caos é tudo que o seu cliente não precisa.

No e-commerce, lançamentos e promoções são ótimas pedidas para uma vitrine de sucesso. Os produtos precisam ter informações detalhadas, com especificações técnicas, dimensões, cores disponíveis, entre outros. As imagens precisam ter qualidade.

A página do produto deve conquistar o consumidor e não pode ser negligenciada, da mesma forma que o vendedor no varejo físico necessita estar com todas as funcionalidades dos itens na ponta da língua, pois ninguém compra algo sem saber exatamente ao que se refere.

Detalhes como tags padronizadas de descontos ou de condições de parcelamento exclusivas chamam a atenção do consumidor.

A principal teoria de Jerome McCarthy, renomado professor de marketing, que foi difundida por Philip Kotler, um dos papas dessa área, é chamada de 4Ps – produto, preço, praça e promoção, que devem ser os pilares básicos de toda e qualquer estratégia de venda.

O trabalho de fortalecimento de uma marca e consequentemente o aumento de conversões consiste no equilíbrio dos setores, ou seja, possuir boas mercadorias (produto), um valor competitivo (preço), com uma boa logística e distribuição (praça) e bom um bom trabalho de marketing (promoção).

Com uma eficiente busca de produtos, por exemplo, o usuário consegue fazer comparações dos itens e levar em consideração suas características, para fazer no fim a escolha que mais lhe agradar. E afinal, o que o mais o empreendedor poderia querer se não a satisfação de seu cliente? Com certeza não há melhor resultado para conversões e fidelização do que esse!

Publicado anteriormente no E-commerce News.

marca é um aspecto fundamental para quem deseja atuar no varejo online. Seja por meio de um e-commerce independente ou com a venda de uma linha própria de produtos, consolidar um nome no mercado é um caminho natural e desejado. Para isso, é preciso contar com segurança jurídica para evitar cópias e garantir a exclusividade ao negócio.

Mas qual o momento certo para se registrar uma marca? E como fazer isso corretamente, de modo a garantir que não haverá qualquer vulnerabilidade ou falha? Essas são dúvidas comuns para quem está interessado no tema.

Embora o assunto exija atenção e o apoio de profissionais especializados, é importante buscar informações prévias para evitar erros comuns ou desperdício de dinheiro. Este post vai apresentar o passo a passo para registrar uma marca própria no e-commerce.

1) Entenda o registro de marcas 

No Brasil o registro de marcas é realizado pelo governo, por meio do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A essência da legislação está presente na Lei de Propriedade Industrial (9279/96).

O pedido pode ser feito eletronicamente, por meio do sistema e-Marcas ou de forma física, com o preenchimento de formulários e a apresentação de documentos para a entidade.

Qualquer pessoa física ou jurídica que exerça uma atividade legalizada e efetiva pode depositar o pedido de uma marca. O INPI faz uma avaliação da solicitação e então define se a patente será concedida ou não.

O registro tem duração inicial de dez anos, podendo ser prorrogado por outros dez. Ele garante a seu proprietário o direito de exclusividade do uso da marca em seu ramo de atividade econômica em todo o Brasil.

2) Conheça os pré-requisitos para o registro de marca 

O primeiro passo para realizar o registro de uma marca é entender como funciona a legislação, os tipos e naturezas de marcas e o processo de requisição junto ao INPI. 

Tipos de marcas

As marcas se dividem nos seguintes formatos:

  • Nominativa: esse registro contempla marcas formadas por palavras, números, neologismos e combinações.
  • Figurativa: esse formato corresponde a marcas como desenhos, imagens, símbolos, formas, palavras oriundas de alfabetos estrangeiros e ideogramas.
  • Mista: esse tipo de marca representa a combinação de imagens e palavras ou letras ou algarismos estilizados.
  • Tridimensional: esse registro vale para a definição da forma de um produto, como uma embalagem.

Natureza da marca

As marcas podem assumir as seguintes naturezas:

  • Marca de produto: se aplica para distinguir um produto de outros iguais, semelhantes ou afins, de qualquer origem.
  • Marca de serviço: se aplica para distinguir um serviço de outros iguais, semelhantes ou afins, de qualquer origem.
  • Marca coletiva: serve para indicar ao consumidor que determinado produto ou serviço é fornecido por uma entidade específica (associação, cooperativa, sindicato, consórcio, federação, confederação, entre outros).
  • Marca de certificação: serve para informar que determinado produto ou serviço responde a normas ou padrões técnicos específicos (como qualidade, natureza, material utilizado e metodologia empregada).

3) Realize uma busca por outros registros 

Uma vez compreendida a legislação, é hora de avançar para o registro. Nessa etapa, deve-se realizar uma busca no site do INPI para identificar se há algum registro pré-existente.

O INPI possui um sistema próprio de buscas para realização dessa consulta. É importante atentar ao fato de que uma mesma marca pode ser registrada em diferentes setores de atividade.

Caso a busca não apresente resultados, é possível avançar para a etapa seguinte com a efetiva solicitação de registro. 

4) Faça um cadastro no site do INPI 

Para realizar o registro por conta própria, é necessário acessar o site de cadastro do INPI e informar todos os dados exigidos.

Também é interessante reunir todos os documentos necessários para efetivar o registro, pois eles podem ser solicitados posteriormente. As exigências variam conforme a natureza do solicitante.

Documentos exigidos para o registro de marca

Pessoa jurídica:

  • Cópia de Requerimento de Empresário, Certificado de Microempreendedor Individual, Contrato Social, Estatuto Social e aditivos, se for o caso;
  • Cópia do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) atualizado;
  • Cópia da Declaração de Microempresa, se for o caso.

Pessoa física:

  • Cópia do CPF e RG;
  • Cópia da comprovação de Atividade Profissional Autônoma, reconhecida pelo órgão fiscalizador.

5) Emita a GRU e realize o pagamento 

Após fazer o cadastro, o passo seguinte é emitir e pagar a Guia de Recolhimento da União (GRU). O código da GRU deve ser guardado, pois ele será exigido posteriormente.

O INPI possui uma tabela de preços para a realização do registro de marca. A entidade oferece um desconto para microempresas, microempreendedores individuais, pessoas físicas e cooperativas.

6) Realize a solicitação de registro 

Com o pagamento da GRU confirmado, a etapa seguinte é a solicitação de registro junto ao INPI. Acesse o sistema e-Marcas, informe o número da GRU e forneça todos os dados solicitados. Nesta etapa, também será possível anexar os documentos e a representação visual da marca (se houver).

Caso o objetivo seja registrar a marca de um e-commerce, a opção mais recomendada é Marca de Serviço, já que se trata de um serviço varejista. Caso o registro contemple um produto e o e-commerce, pode ser interessante realizar dois registros: um como Marca de Serviço e outro como Marca de Produto.

Ao protocolar o pedido de marca já é possível contar com direito à proteção legal, sendo concedido o direito de uso exclusivo no território nacional dentro do ramo de atividade econômica solicitado.

7) Acompanhe o progresso do pedido

Após a realização do pedido, o INPI realiza uma série de análises internas até a efetiva concessão da patente. O órgão pode exigir documentos complementares ou comprobatórios para deferir a solicitação.

Entre 30 e 60 dias após o depósito inicial será realizada a primeira publicação, na qual qualquer pessoa ou organização contrária ao registro poderá se manifestar.

Caso não haja manifestação contrária e o pedido seja deferido pelo INPI, será necessário pagar as taxas de proteção dos primeiros dez anos da marca. Feito o pagamento, o INPI vai emitir o certificado de registro da marca. Caso o pagamento não seja efetivado, o processo é arquivado e terá que ser retomado do zero.

Conclusão: segurança jurídica para a marca

Embora possua particularidades, o processo de registro de uma marca não precisa gerar temores para o empreendedor. Trata-se de uma ação fundamental para garantir segurança jurídica ao negócio, seja na forma de serviço ou produto.

As dicas apresentadas aqui são um bom ponto de partida, mas não dispensam o apoio de um advogado ou um especialista no registro de marcas para condução do processo.

O site do INPI também disponibiliza informações complementares sobre o tema, sobretudo no Manual de Marcas da Instituição.

Encontrou alguma dificuldade para registrar sua marca? Compartilhe com a gente nos comentários!

Texto publicado anteriormente no Blog da Olist.

A necessidade de um bom planejamento de alocação de produtos e a garantia de execução podem ser fatores que trarão o sucesso ou fracasso a uma marca, seja no varejo físico quanto on-line.

A mudança do comportamento do consumidor, que interage cada vez mais em múltiplos canais, além de questões relativas à quantidade de tempo gasto nas lojas, necessidade de grandes estoques e dispensas para armazenamento de produtos, entre outros fatores, são agentes transformadores da evolução dos processos não só no varejo, mas também na indústria.

Com isso em mente é importante buscar novos formatos de exibição, para garantir a sobrevivência e a competitividade em espaços cada vez mais reduzidos.

A exibitécnica – termo utilizado para descrever o modo que o produto vai ser exposto de acordo com as estratégias de Trade Marketing formuladas pela indústria para garantir a melhor visualização dos produtos no ponto de venda – é responsável pelo desenvolvimento de tarefas como comunicação, exibição e mão-de-obra (do profissional de marketing responsável pelo planejamento ao funcionário alocado no ponto de venda exclusivamente para garantir a boa apresentação dos produtos).

Mesmo com essa ferramenta à mão, um dos maiores erros das empresas ainda é a falta de inovação derivada do receio em não conseguir aplicar no e-commerce variações das exibitécnicas consolidadas do mercado físico. Um exemplo é a parreira de ovos de Páscoa, case dos anos 1980 usado ainda hoje como estratégia nos supermercados e lojas de departamento. Como replicar experiências como essa nas lojas virtuais? A resposta é o Digital Trade Marketing.

Quando falamos na questão exibitécnica, temos alguns desafios. O primeiro deles é o tipo de público que vamos atingir. Em segundo lugar, a capacidade e mão-de-obra necessárias para a execução do planejamento. A realização de um bom plano estratégico para colaborar com os varejistas e garantir uma exibitécnica qualificada é fundamental para gerar um incremento de venda. 

Exibir de forma adequada os atributos dos produtos

No estabelecimento físico, cada espaço tem um papel importante, dependendo do momento, ciclo de vida do produto e campanhas de divulgação. Por exemplo, no lançamento de uma bolacha recheada, utilizar uma disposição em ilha no supermercado gera menos resultado do que a exposição na gôndola junto com outras ofertas do mesmo produto, pois é nesse momento de decisão, tendo em base a comparação com os demais concorrentes, que o consumidor decidirá se vai experimentar a novidade ou não.

Já no e-commerce vale o velho ditado: a primeira impressão é a que fica. Passa a ser fundamental a exibição dos produtos de acordo com parâmetros predefinidos pela marca. É preciso dar atenção ao cadastro do produto, exposição das informações, qualidade dos textos. As fotos devem estar nítidas e as descrições cada vez mais completas. Os vídeos institucionais também são uma boa aposta.

É importante focar em como expor melhor o artigo, garantindo o destaque dos mesmos em um ambiente competitivo.

Algumas dicas na hora de criar a estratégia para apresentar os atributos: o cliente precisa ter total compreensão do que é o produto, e quem produziu; a proposta de valor deve estar clara (exemplo: shampoo cachos macios).

No varejo físico o benefício ou diferencial de cada item devem estar não só na embalagem, mas em aplicações como banners, catálogos, etc.; no on-line, o descritivo precisa estar com o maior número de detalhes possível.

Todos os exemplos citados mostram que não é possível ignorar a experiência do consumidor. A fidelização, experiência, estímulo e todos os processos trade marketing – tanto no e-commerce quanto no varejo físico – são necessários para garantir que o produto continue sendo adquirido pelos distribuidores e varejistas.

Esses fatores estão atrelados à capacidade da indústria em garantir a vitória frente a seus concorrentes no ponto de venda, no momento de pesquisa e consulta da sua necessidade ou desejo de consumir aquela categoria.

Mais sobre como melhorar sua página de produtos:

Cadastro de produtos: como convencer o cliente a comprar

Em 2016, o e-commerce Beleza na Web registrou faturamento perto dos R$ 200 milhões, o que representou crescimento de 50% sobre o ano anterior, segundo seu CEO e fundador Alexandre Serodio. Em março deste ano (2017), a empresa inaugurou oficialmente uma loja física no bairro de Moema, em São Paulo. O local já funcionava há alguns meses no sistema “soft opening”. Mas se o desempenho da empresa que se intitula “o maior e-commerce de beleza da América Latina” é tão bom na web, por que abrir uma loja física?

“Com esse espaço queremos reforçar a marca. Enxergamos que a loja física é uma extensão do Beleza na Web, onde conectamos, profissionais do porte de Celso Kamura, Wanderley Nunes, e Julio Crepaldi às pessoas. A loja serve para expandir o conceito de conteúdo e educação para as clientes”, explica Serodio.

O executivo não divulga o investimento na loja, que possui dentro dela um salão de beleza W Basic (a versão menor da rede Studio W, do cabelereiro Wanderley Nunes), além de um visual merchandising muito interativo e tecnológico. “O que subirmos no online estará na loja ao mesmo tempo”, garante o CEO do Beleza na Web, que possui mais de 278 marcas e 15 mil itens no portfolio e também abriu ano passado um estúdio de 800 metros quadrados para influenciadoras digitais gerarem conteúdo.

A intenção é que, após um processo de maturação dessa primeira experiência em loja física, outros pontos sejam inaugurados. Mas o objetivo principal é reforço de branding aliado a serviços, já que o crescimento online, segundo Serodio, é muito agressivo em relação ao físico e a receita numa loja física, mesmo quando se está vendendo acima do esperado – caso da unidade de Moema – ainda fica aquém do e-commerce. Ele afirma, ainda, que há muito o que aprender em termos mesmo de desenvolvimento de tecnologia, gestão de estoques e inovação, antes de se começar a investir numa expansão.

 

Sobre o contexto de mercado retraído, em consequência da situação econômica do País, Serodio já se mostra mais ousado. “Crise existe para quem olha para ela, ou você vende lenço ou chora. Enquanto outros têm receio de investir, nós investimos bastante. Temos obrigação de ampliar a penetração do mercado de beleza no digital, que é irrisória, no Brasil”, afirma. O que ele chama de irrisório é uma penetração de 1%, enquanto em países mais desenvolvidos o índice é de 10%.

Para o executivo, no entanto, o desempenho do mercado nacional significa apenas que existe muito potencial a ser explorado e ele, ainda que ressaltando os desafios tributários e logísticos do País, não delega a ninguém a culpa pela baixa penetração: “Nosso maior inimigo hoje somos nós mesmos, que queremos fazer muita coisa ao mesmo tempo. Execução é o maior desafio”, afirma.

Apesar de tudo isso, ele ainda espera elevar para R$ 300 milhões o faturamento do Beleza na Web em 2017.


Texto da Roseani Rocha para o Meio e Mensagem.

Será que a sua marca é realmente valiosa para o público? Como as pessoas percebem seus produtos? Você está conseguindo criar a imagem esperada? Essas são questões atribuídas a um conceito de marketing conhecido como Brand Equity.

O que é Brand Equity?

Traduzido como “equidade da marca”, o Brand Equity é, em palavras simples, o valor agregado ao seu produto ou serviço, que vai além do material ou das ações em si. Kevin Keller, um especialista da área, tem uma definição bem específica: “são os efeitos de marketing atribuíveis unicamente à presença de uma marca”.

O que isso significa? Que a sua marca representa todas as sensações causadas no consumidor, como ele entende a proposta e quais elementos associa a ela. O Brand Equity é composto pelos fatores que guiarão a decisão de compra do seu potencial cliente e por que ele escolherá o seu produto em vez de um similar da concorrência. É, basicamente, a obra maior do branding.

Como usar o modelo de Aaker

Embora esse valor de marca não possa ser mensurado em números e de forma absoluta, é possível entender quais fatores são mais fortes e quais têm menor impacto na construção da imagem. Para isso, podemos aplicar o modelo proposto por David Aaker (outro especialista).

Esse modelo defende quatro características de valor que você precisa levar em conta na hora de analisar o seu branding. Você pode abordá-las de forma direta com o público, simplesmente fazendo as perguntas certas em momentos de feedback ou convidando os clientes em potencial a preencherem questionários.

Outra alternativa mais “superficial” é acompanhar o que as pessoas andam falando da sua marca nas redes sociais, por exemplo.

Qualidade

Comecemos pelo ponto mais simples de ser avaliado e, ao mesmo tempo, um dos mais subjetivos por parte dos clientes. Trata-se qualidade percebida: baixa, média ou alta? É presente em todos os serviços? É a melhor?

Depois, consideramos também a liderança da marca em seu nicho: ela está ganhando popularidade? É inovadora? Sua proposta parece mais evoluída e atrativa que a dos concorrentes?

Lealdade

Outro fator importante para o Brand Equity é a lealdade do público. Para isso, analisamos o preço premium e a satisfação do consumidor. Quanto o seu cliente estaria disposto a pagar a mais pelo seu produto? Suas expectativas foram atendidas? Ele compraria novamente e recomendaria aos conhecidos?

Essas questões estão diretamente relacionadas à fidelização, uma parte importante do marketing que muitas vezes acaba sendo deixada de lado quando as empresas priorizam apenas a aquisição de novos consumidores.

Associações com a marca

Saindo um pouco da questão “produto”, é preciso observar também como o público enxerga o valor(custo x benefício) e a personalidade da marca (a proposta e os princípios culturais definidos anteriormente). Assim entendemos se as suas comunicações e campanhas estão sendo interessantes e se as pessoas de fato se identificam com elas.

Podemos considerar também as associações organizacionais (se o consumidor confia na empresa fabricante e nos parceiros) e a diferenciação (quão única é a marca e até que ponto ela se parece com a concorrência).

Conhecimento da marca

Por fim, o último conceito mensurado para o Brand Equity é conhecido como Brand awareness. Trata-se, basicamente, da proporção de pessoas que realmente conhecem a sua marca e sabem o que ela vende.

Ela é top of mind (a primeira em que as pessoas pensam ao procurarem uma categoria de produtos)? Seus princípios e valores são facilmente identificáveis? Ouça a opinião pessoal de cada consumidor em relação à sua empresa e chegue a uma “média geral”.


Leia também:

A psicologia por trás da Percepção de valor

Em meio a uma época que vem sendo marcada pelo crescimento do número de empreendedores no marketing digital, conseguir autoridade na internet e aumentar a relevância da sua marca vem se tornando, como já se podia prever, um ponto cada vez mais crucial.

Vários fatores levam a isso. Entre eles está o crescimento de estratégias eficazes, tanto no marketing de conteúdo em si quanto nas práticas de SEO, fazendo valer aquela antiga máxima de que a alta concorrência implica em serviços mais bem prestados ao consumidor final.

Como para os empreendedores o trabalho de conquistar autoridade na internet é árduo, é preciso saber alguns truques. Neste post, você aprenderá alguns passos importantes para construir uma imagem influente na internet, através de estratégias que não são tão difíceis de aplicar. Confira!

Seja uma autêntica “fonte de conhecimento”

Publicar conteúdo online é como escrever uma obra a ser constantemente referenciada em trabalhos acadêmicos. Quando o autor produz um grande trabalho, cuja consistência é tão grande que suas ideologias contribuem para o aprendizado de várias gerações seguintes, a autoridade conquistada é algo que nada e nem ninguém apagará.

E é exatamente isso que os maiores vencedores do mundo digital conseguem ao fornecer conteúdos autênticos, ricos e informativos. Se você possui o conhecimento, não hesite em deixá-lo disponível para quem necessitar dele futuramente. Deixe o seu legado ao público.

Com o tempo existirão muitos concorrentes procurando fazer conteúdos parecidos com o seu, mas o conteúdo que sempre será amplamente consultado e compartilhado é o original. De forma mais poética, podemos dizer que ser semeado é melhor do que ser simplesmente lembrado.

Ensine primeiro e venda depois

Ofertar uma promessa é algo a ser evitado. Além de não passar credibilidade, estratégias dessa natureza estão próximas de ser extintas do marketing digital — a própria concorrência trata de derrubar essas táticas.

Siga os princípios de inbound marketing, que consistem em fornecer conteúdos ricos e educativos para o público. Sem desembolsar nada os leitores passarão a reconhecer você como uma referência no assunto e então se aproximarão, por conta própria, da sua marca.

Lembre-se de que toda autoridade é construída por valores, portanto esse deve ser o seu foco.

Como criar o melhor conteúdo possível

Produza conteúdos específicos sobre determinado tema

Deixemos de lado um pouco o conceito de funil de vendas — que é imprescindível para o planejamento. Você, caro leitor, já parou pra pensar em como deve ser o conteúdo ideal? Muita gente pode supor que as melhores produções textuais priorizam a quantidade de informações, ou seja, textos que sejam o mais informativo possível.

Porém, por mais informações que você tente colocar em um post, sempre faltará alguma coisa. Fora que um tópico sempre leva a outro, e, por fim, o conteúdo se torna complexo e de difícil compreensão. O que fazer então?

A solução é simples: escolha um tema como base e produza uma série de posts relacionados a ele. Isso comprovará o seu nível de conhecimento acerca do assunto e promoverá um aprendizado ainda maior aos seguidores, dois fatores-chave da autoridade na internet.

Lembre-se de não escrever demais: os textos para internet precisam seguir a dinâmica do resto da rede.

Por que o conteúdo autoral é mais importante que o SEO

Trate o networking como algo fundamental

Ampliar a sua rede de contatos profissionais e marcar presença em eventos importantes — você tem ideia do quanto isso reflete no ganho de autoridade na internet? 80% dos grandes executivos do mercado reconhece o networking como estratégia determinante — segundo pesquisa realizada em 2013 pelo Instituto de Desenvolvimento de Conteúdo para Executivos (IDCE) —, e os seus benefícios são nítidos para as empresas de menor porte.

Entre as várias posturas a serem adotadas para ter sucesso com networking, uma delas em especial tem muito a ver com ganho de autoridade e também de notoriedade. Trata-se de ser uma “engrenagem” num círculo social, aquele que apresenta as pessoas umas às outras, o ponto a que a maioria recorrerá em situações diversas. Ou seja, ser um influenciador!

Quando você desempenha um papel de influência entre profissionais e empreendedores de uma mesma área, muitas boas oportunidades surgem. Seu nome passa a ter maior credibilidade, outros influenciadores vão citá-lo e recomendar seus conteúdos, e isso vai refletir significativamente no crescimento de autoridade e notoriedade de sua marca.

Considere o SEO como uma prática relevante

As tendências podem acarretar em algumas mudanças no marketing digital, porém, é certo que durante os próximos anos as estratégias de otimização para motores de busca (SEO) continuarão sendo fundamentais para o engajamento de novos leitores.

Se o seu website não estiver bem posicionado nos resultados do Google, será difícil reforçar o peso de sua marca ao público. Deve-se compreender que o ponto de vista do usuário do Google não é igual ao de quem trabalha com marketing e web. Geralmente, as pessoas consideram as páginas posteriores do Google uma colocação entre os sites menos acessados, o que dá a entender que seu conteúdo não é dos mais qualificados.

Portanto, é altamente recomendável continuar desenvolvendo e aprimorando os aspectos SEO de sua página, até porque somente benefícios serão recolhidos.

Como produzir blog posts e descrições de produtos pensando em SEO?

Invista no design

Um ótimo design gera muito mais do que um bom aspecto ao site. Ao investir em design de bom gosto, que seja responsivo e também funcional para o usuário, sua marca demonstrará, acima de tudo, que se importa em oferecer a melhor experiência possível.

Todo mundo — sem exceção — gosta de sites que carregam rapidamente, que tenham uma navegação simplificada (acessar conteúdos em poucos cliques), compatível com qualquer dispositivo e navegador, e, é claro, com um visual atrativo. Vale lembrar que o público se tornará cada vez mais exigente e aqueles que ignoram a importância disso ficarão para trás.

Tenha uma variedade de materiais em diferentes formatos

Em vez de se basear em pesquisas sobre “qual o formato de mídia preferido dos internautas”, procure ser mais abrangente com relação a isso. Faça dos seus conteúdos algo acessível para todos os gostos e necessidades.

Muitas pessoas têm maior facilidade de compreensão assistindo a vídeos, enquanto outras gostam mais de ler arquivos em PDF (como e-books, pesquisas, tutoriais, etc.). Há também o público que prefira webinars por conta da interação em tempo real, assim como os que acham infográficos mais interessantes.

Funil de vendas: Como escolher o tipo de conteúdo correto para seus objetivos

Em suma e sem ressalvas: conquistar maior autoridade na internet significa se tornar uma referência consolidada, o que só vai acontecer se o maior número possível de gente interessada no assunto tiver acesso aos conteúdos que o seu site promove.

Entre as diversas redes sociais que fazem sucesso ao redor do mundo, o Facebook é uma das que mais se dedica a oferecer serviços diferenciados para usuários comuns e empresas. Com inovações e aprimoramentos constantes, atende a um público muito grande e variado e parece ter plena consciência disso.

Se você usa a plataforma ou pretende fazê-lo para fins pessoais, acompanhando as novidades da sua rede, o ideal é criar um perfil. Contudo, se pretende fazer marketing digital através da mídia e promover seu negócio online por lá, é melhor criar uma página ou fanpage.

Como é um perfil no Facebook

O perfil é a versão da plataforma para pessoas físicas, a princípio seu público principal. Funciona como uma “ficha” dentro do Facebook: contém informações pessoais como locais de estudo e trabalho, rede de amigos (limitada) e uma linha do tempo com fotos, vídeos e notas atrelados unicamente à pessoa identificada.

Conta também com lembrete de aniversários, agenda de eventos, jogos e muitas outras ferramentas também de uso pessoal. O que é publicado através de um perfil aparece como “assinado” pelo autor da postagem e busca um engajamento mais individual.

Como é uma página no Facebook

A página, por si só, já possui um objetivo diferente. Nela, a proposta não é alimentar interesses e compartilhar seu cotidiano com amigos e conhecidos, mas apresentar conteúdo de uma forma mais profissional e comprometida.

Também conhecida como fanpage, entre seus recursos destacam-se a programação de publicações, a possibilidade de adicionar um local físico, múltiplos administradores e, consequentemente, assinatura em nome da marca, e não diretamente do autor.

Minha empresa tem um perfil, e agora?

Fique tranquilo! Se por engano você criou um perfil em vez de uma página para o seu negócio, basta conferir este tutorial e fazer a mudança. Além de melhorar a sua presença na rede social, essa medida é necessária para cumprir com os termos e condições do Facebook e manter sua conta em segurança.

E se eu não tiver nenhum dos dois?

A própria página inicial do serviço oferece a opção de criar um perfil pessoal ou uma página de empresa.