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Ano após ano o comércio eletrônico tem se tornado mais democrático no mercado brasileiro, apresentando números sólidos de crescimento (12% em 2017) e evidenciando um consumidor cada vez mais habituado com a compra online. Mas ao passo que temos um número maior de shoppers circulando neste meio, precisamos ser transparentes em relação ao desafio que ainda temos de reduzir a barreira de entrada e buscar sempre promover experiências mais próximas da realidade do mundo físico.

Entre outros fatores que contribuem para uma boa experiência como a Tecnologia, Logística, Atendimento, vale lembrar que no e-commerce temos também cada vez mais oportunidades de formatos de comunicação, informação e conteúdo, para fazer a vez do vendedor físico e dar ao consumidor o poder de conhecer os produtos no detalhe e fazer um processo de compra assistido.

Se você atua no e-commerce, já deve ter se deparado com as planilhas de cadastro ou com a necessidade de produzir fotografia de seus produtos para alimentar a galeria das lojas, certo? Pois então, podemos dizer que o trabalho de produção de conteúdo de um produto acompanha o início do seu ciclo de vida sendo essencial para a venda no meio digital.

Leia também:

Como fazer boas fotografias de produtos e aumentar suas vendas

Este pode ser um trabalho amplo, em especial quando falamos de empresas com um volume grande de skus, ou aquelas que comercializam seus produtos no varejo online. Exemplo: Faça a conta da quantidade de produtos X a quantidade de varejistas. O total deve gerar a quantidade de páginas (URL). Vale lembrar que o número pode ser enorme e aumentar muito a responsabilidade da indústria em relação a estas informações.

Ou seja, o desafio vai além de produzir o conteúdo, mas de fazer com que ele seja utilizado corretamente pelos varejistas onde seu produto será comercializado.

Hoje, é necessário que tudo esteja interligado. É preciso usar a tecnologia a favor da sua operação e começar a abrir mão de métodos convencionais de distribuição de conteúdo, que demandam tempo das equipes e geram inconsistências nas informações.

Para começar a virar esta chave, listamos os três principais pecados na distribuição de conteúdo:

1- Gestão das Informações

Gerenciar todas as informações dos produtos com os varejistas sempre foi um grande problema para a indústria. Normalmente, com a distribuição em larga escala, os itens chegavam ao ponto de venda sem o descritivo correto devido a problemas ocasionados por falhas em logística ou comunicação.

Hoje, com o auxílio da tecnologias de Gestão de Informação de Produtos ou Catálogos Online, os dados podem ser gerenciados digitalmente e disponibilizados de maneira mais organizada ao players da sua cadeia.

2- Integridade do Conteúdo

Hoje existe um gap entre os conteúdos produzidos pela indústria e aquilo que será efetivamente utilizado nas páginas dos varejistas. Portanto, sem uma boa visibilidade sobre seus conteúdos produzidos e os pontos de venda (varejistas) que precisam utilizar, estes últimos acabam por não utilizar as informações da maneira correta, colocando determinado item ao lado do concorrente e com uma descrição insuficiente.

Isso dá margem para que o consumidor opte pelo artigo de outro fabricante por conta de pequenos detalhes que poderiam ser facilmente corrigidos.

3- Auditoria e Visibilidade

Gerenciar inúmeros varejistas para entregar de forma correta os conteúdos produzidos e ainda assegurar a integridade das suas informações para fechar o ciclo da venda on-line não é uma tarefa fácil.

Hoje, com a quantidade de players no mercado virtual, a indústria precisa de ferramentas que sejam capazes de analisar constantemente as páginas de venda dos clientes, verificando se as informações chegaram e se estão sendo utilizadas da maneira correta.

Para reduzir essas situações, os gestores precisam contar com empresas capazes de garantir a entrega e a usabilidade de plataformas integradoras, relacionando os varejistas com o e-commerce. Assim, seu conteúdo será distribuído para o varejo on-line de forma imediata, garantindo a unidade da informação e, consequentemente, aumentando a chance de converter com seu consumidor.

O ano de 2018 já está aí, junto com aqueles pensamentos de ano novo que quase sempre estão na sua cabeça, entre eles, arrebentar nos rankings do Google. Se você é um aficcionado em SEO, é bem provável que um dos pedidos na virada do ano, junto com os já recorrentes “ter mais prosperidade, paz, amor e saúde”, seja alcançar a primeira página durante o ano inteiro.

Esse é um ótimo pedido, sem sombra de dúvidas, mas como alcançar esse resultado? Com certeza, ele não cairá do céu: você precisa fazer a sua parte.

Para isso, é preciso que você recorra a boas técnicas de SEO, aquelas que realmente trazem bons resultados e podem fazer com que você deixe todos os seus concorrentes para trás (ou melhor, para baixo).

Então, para começar, não tem sugestão melhor: comece agora mesmo. Veja as dicas que o consultor Kadu Carvalho preparou para você:

 

1- Mobile, Mobile, Mobile

O Google anunciou que, em breve, passará a adotar o mobile-first indexing, ou seja, vai usar como base nos resultados de suas pesquisas a versão mobile do seu site, e não mais a desktop.

Ainda não se sabe exatamente quando ele vai começar a efetivamente funcionar, mas como já diz aquele velho ditado, cautela e canja de galinha não fazem mal à ninguém. Então, comece hoje mesmo!

Verifique se o seu site apresenta uma navegação perfeita no mobile, sem limitações ou travamentos. Todo o conteúdo deve ser de fácil acesso e, de preferência, sem aqueles botões “leia mais”, já que sua presença pode dificultar o escaneamento do crawler do Google.

Como muita gente que está bem ranqueada hoje vai demorar para adaptar o seu site, essa é uma boa chance de ganhar posições valiosas nos resultados de pesquisa do Google. Este assunto vem lá de 2014:

Google planeja priorizar sites mobile nos resultados de busca

2- Invista nos vídeos (de preferência, no YouTube)

Você deve ter assistido a mais vídeos durante esse ano do que fez no ano passado, certo? Pois bem, essa também é uma tendência de todo o mundo: o tráfego de vídeos não para de crescer.

Isso não é uma previsão não: o próprio Google anunciou isso na Pesquisa Video Viewers 2017, que entre vários insights, mostrou que o consumo de vídeos online em 2017 foi de 15,4 horas por semana. Isso é bastante coisa.

Também não é para menos, já que a quantidade de plataformas disponíveis atualmente é muito grande: YouTube, Vimeo, Instagram e Facebook, só para citar algumas.

Se você quer escolher uma para começar a melhorar o seu SEO, então fique com o YouTube, por um motivo óbvio: ele é do Google!

Então, em um resultado de pesquisa no Google, caso você tenha um vídeo interessante sobre o assunto, o buscador pode te colocar na primeira página. Só o fato de aparecer um snippet com uma miniatura do vídeo já aumenta bastante o interesse do usuário.

Se você ainda não está convencido, mais um ponto importante: mais da metade das pesquisas feitas no Google hoje contam com pelo menos 1 vídeo na primeira página. Faça o teste você mesmo: na maioria das pesquisas, você receberá recomendações de vídeos.

Você pode até ter um pouco de vergonha de gravar vídeos, o que é normal, mas um ponto positivo para você é que muita gente também é assim. Então, essa é mais uma brecha para você subir nos resultados de pesquisa.

Faça um esforço para superar esse medo. Com certeza, os resultados obtidos compensarão muito, e quem assistir ao vídeo poderá ir para o seu site e, depois, se converter em um lead, um cliente e um defensor da marca. Tem coisa melhor?

3- Responda às perguntas da sua audiência

Quem abre o Google dificilmente procura por algo que não seja a resposta a uma solicitação, seja ela uma receita de coxinha de frango com requeijão, qual médico procurar quando tiver dor de cabeça ou quais são os profissionais referência no SEO mundial.

Por isso, nunca se esqueça de que quem procura o Google quer saber de alguma coisa, e se você oferecer a melhor resposta, as pessoas acessarão a sua página! Consequentemente, mais tráfego, menos taxa de rejeição, mais posições no ranking.

A resposta para as perguntas de sua audiência deve ser feita de uma forma bem explicadinha, para que ninguém precise entrar em outra página e complementar a explicação.

Esse é um caminho não tão simples, mas se você se esforçar em dar a melhor resposta possível, os usuários visitarão o seu site e o Google recompensará por isso, com a ascensão de várias posições nos resultados de pesquisa.

Para pensar na melhor forma de fazer isso, se coloque no lugar da audiência: será que você respondeu a todas as perguntas? Esclareceu todos os assuntos? Se a resposta for sim, então você pode subir bastante na SERP.

4- O conteúdo ainda é rei, mas a palavra-chave é rainha

SEOs de todo o mundo já ouviram e até repetiram essa frase: “o conteúdo é rei”. E isso é verdade, afinal de contas, sem conteúdo não é possível indexar uma página e nem dar aquilo que o usuário procura.

Porém, todo rei precisa de uma rainha, e a rainha do conteúdo é a palavra-chave. Afinal de contas, de nada adianta criar conteúdos apenas por criar, sem escolher um termo matador para trabalhar na página.

Existem diversas ferramentas que podem ser usadas para a pesquisa de palavras-chave, como SEMrushMoz Keyword Explorer, apenas para citar alguns.

Porém, você também pode contar com uma alternativa gratuita, que não conta com tantos recursos mas pode quebrar um galho para quem ainda está no início dessa vida de SEO: o Keyword Planner, do Google AdWords!

Todo mundo tem uma conta no Google (e se não tem, deve ter). Esse é o requisito para começar a usar o planejador do AdWords, que também pode te dar bons insights, inclusive de quais termos possuem um maior fluxo de buscas.

Ainda assim, para quem queira ter dados mais profundos e correlacionados, a melhor escolha fica a critério dos softwares pagos mesmo. Com certeza, o investimento valerá a pena.

5- Conteúdos longos, parágrafos curtos

Conteúdos longos são ótimos para reunir todas as informações que os visitantes querem ver, assim como nós vimos no item 3, mas a forma com a qual eles são organizados pesa bastante.Você deve preferir, sempre, fazer parágrafos curtos, e isso não é apenas um gosto pessoal: é uma ciência, já comprovada e que traz resultados efetivos.

Existe um conceito conhecido como escaneabilidade (crawlability, em inglês), que consiste em definir a facilidade que uma pessoa tem de ler o seu conteúdo (ou de escaneá-lo visualmente).

Pense em duas páginas com o mesmo conteúdo, mas em uma os parágrafos são enormes, com 10 linhas ou mais, enquanto a outra conta com parágrafos de 3 linhas. Qual é mais fácil de ler? Sim, a segunda.

Nisso, também entra outro conceito, que é o de espaço em branco (blank space, também em inglês), que é exatamente o que o nome sugere: espaço em branco. Espaços vazios são agradáveis para o cérebro, pois as informações podem ser lidas mais facilmente, sem dar aquela impressão de cansaço ou de preguiça de ter que ler um parágrafo que parece um artigo do Código Penal.

Invista nessas técnicas: conteúdos longos,as parágrafos curtos. Você vai se agradar quando bater o olho no resultado, e todo mundo que acessar a sua página também. Num efeito dominó, menos rejeição, mais posições no ranking.

6- Imagens são ótimos conteúdos

Lembra daquela história de que o conteúdo é rei? Então, ela realmente é verdade, mas o que é conteúdo para você?

Muita gente associa conteúdo apenas a textos, mas não é bem assim que funciona, ainda mais nos dias de hoje, com tantas redes sociais que prezam conteúdos visuais (Pinterest e Instagram são os melhores exemplos).

Isso, porém, também pode ser utilizado no seu site. Quem não gosta de ver uma imagem com conteúdos bem interessantes, como infográficos ou até mesmo imagens menores, mas interessantes e que agregam valor?

Além de tornar a leitura mais fluida e menos cansativa, imagens interessantes podem gerar bons backlinks, desde que elas ajudem a solucionar as dúvidas ou necessidades de outras pessoas. E, um bom backlink nunca é demais, não é mesmo?

Então, tire essa ideia de que conteúdo é só texto. Os avanços do consumo de conteúdo provam que isso não é mais uma verdade absoluta, e quem se adaptar antes, colherá melhores resultados antes.

7- Sai “m.seusite.com”, entra “seusite.com” responsivo

Antigamente, era comum ver muitos sites com versões desenvolvidas exclusivamente para o mobile, com aquele famoso “m.” antes do endereço da página.

Hoje em dia, essa não é uma técnica recomendável: o próprio Google já disse isso. E, cá entre nós, se o “Big G” falou, quem somos nós para contestar?

O ideal é que o seu site seja responsivo, que o mesmo conteúdo visto no desktop também apareça no mobile, mas na mesma página. Assim, você concentra todos os seus esforços na mesma página, o que é muito mais prático.

Ah, você se lembra do mobile-first indexing, que nós falamos anteriormente? A versão mobile do seu site será a com maior peso para o Google, então faça tudo o que for necessário para que a navegação seja fluida e que tudo funcione como deveria.

A responsividade é uma tendência que já começou a ser implementada, mas sempre têm aquelas pessoas que só correm atrás do prejuízo quando não tem mais jeito. Não espere chegar nesse ponto: comece agora mesmo.

8- Foco: ganhar links naturalmente

Desde os primórdios do Google, ter links (de boa qualidade) que apontam para o seu site é muito bom. E se você acha que isso mudou, está bastante errado. Os links são indicações de que aquilo é bom, tanto os links internos quanto os externos. Porém, aqui cabe uma observação que pode mudar a forma com a qual você olha para o assunto.

Imagine que a sua irmã Bruna faz bolos maravilhosos, daqueles que ninguém consegue comer só um pedaço. A partir de então, você, seu pai e sua mãe começam a dizer que os bolos da Bruna são deliciosos.

Então, chega a Júlia, de outra família e te pergunta se os bolos da Bruna são bons, você diz que sim e, inclusive, sua família toda concorda. Então, a pessoa retruca: “mas e as pessoas de fora, o que elas dizem?”.

Você pode não ter entendido, mas calma, vamos explicar: é como se as indicações da sua família fossem os links internos, as indicações de outras pessoas fossem os links externos e a Júlia fosse o Google.

Ainda está meio confuso, mas vamos lá: o Google valoriza os links internos, pois você mostra, dentro do seu domínio, que determinada página é boa, mas uma opinião imparcial, da Júlia, que está de fora, tem um valor maior nesse caso.

Então, quando outro site aponta para o seu, ele reconhece que aquele conteúdo é bom de verdade, é isso é excelente. Quanto mais backlinks de sites importantes você obter, mais o Google saberá que aquela página é boa e, consequentemente, a posicionará lá no topo das pesquisas.

Por isso, sempre se esforce para criar conteúdos únicos, seja com textos, vídeos, infográficos ou o que você tiver à sua disposição. O resultado será excelente, pode confiar.

9- Foque em UX (Experiência do Usuário)

O Google sempre foi muito esperto, disso ninguém duvida. Mas, com o passar do tempo, ele passou a ser mais humanizado, ou seja, a não pensar apenas como um algoritmo de computador.

Por isso, a UX, ou experiência do usuário, é mais importante do que nunca nos dias de hoje. Afinal, se o usuário interage bem com o seu site, então ele é um site de boa qualidade e que merece posições melhores.

Você já pode ter se perguntado se a experiência do usuário é um fator de ranqueamento. A resposta? Sim, mas não apenas diretamente.

Se alguém entra no seu site e não consegue navegar direito, então essa pessoa sairá do site, sem ter ficado muito tempo ali. Então, dois fatores já conhecidos para o SEO estão envolvidos: tempo de navegação baixo e taxa de rejeição.

Esses dois fatores podem, sim, fazer com que o seu site seja punido e caia nos resultados de pesquisa. Além disso, com a importância cada vez mais que a responsividade apresenta nos dias de hoje, os cuidados devem ser ainda maiores.

Então, você deve sempre pensar que o seu site deve ser totalmente acessível, com botões em um tamanho confortável para mobile e desktop, com fácil navegação e baixo tempo de carregamento.

Fazer tudo isso vai dar um certo trabalho, mas você não vai se arrepender, e o Google te dará, com orgulho e merecimento, uma posição melhor em suas páginas de resultados, graças à User Experience, ou UX, para os mais íntimos.

10- Prazer, RankBrain

Você já ouviu falar em RankBrain? Se não, deveria. O RankBrain é um recurso que foi implementado no algoritmo do Google, cuja função é realmente como se fosse a de um cérebro para ranqueamento: entender qual é o melhor resultado de uma pesquisa.

Bem, é isso o que o Google faz há bastante tempo, nós sabemos. Porém, agora essa avaliação está ainda mais complexa e precisa, já que o objetivo é de realmente entender, como se fosse um humano, e não apenas uma máquina.

Os dois fatores mais importantes para o RankBrain são o tempo de navegação e o CTR (Click Through Rate), ou seja, a relação do número de vezes que um site apareceu nos resultados de pesquisa para quantas vezes a página foi clicada.

Tais fatores trabalham juntos para que o buscador mostre exatamente o que o usuário quer encontrar. Mas aí, você se pergunta: como o RankBrain pode influenciar no SEO?

É uma correlação simples: se foram mostrados 10 resultados, o usuário escolheu o 3º, ficou mais de 3 minutos naquela página e saiu, então o algoritmo entende que a página é boa para aquela pesquisa.

Em contrapartida, outro usuário acessou o 2º resultado, mas o conteúdo era muito ruim. Então, ele saiu rapidinho da página e foi justamente para o 3º, onde achou tudo o que ele queria.

Então, o RankBrain vai aprender que o 2º resultado não é bom (e consequentemente vai puní-lo em sua posição) e o 3º é muito bom (e merece subir nas posições).

Quanto mais tempo os usuários gastarem em sua página, melhor. Assim, ela ganhará posições, e mais pessoas clicarão nela e navegarão por bastante tempo. Isso se torna um ciclo virtuoso.

Basicamente, o RankBrain pegou dois fatores já conhecidos do SEO e os tornou ainda mais importantes. Então, mantenha os olhos abertos nisso e busque encantar todos que entrarem nas páginas de seu site!

Mais sobre o RankBrain:

FAQ: Tudo sobre RankBrain, o novo algoritmo do Google

11- Conheça os 3 fatores de ranqueamento mais importantes para o Google

Você já deve ter ouvido falar que existem mais ou menos 200 fatores de ranqueamento que são levados em consideração para o SEO de uma página. Já pensou como seria incrível conhecer o Top 3?

Felizmente, hoje, nós sabemos quais são os 3 fatores mais importantes!

Os fatores que ocupam as duas primeiras posições quanto à relevância que o Google dá para uma página são o conteúdo e os links. Ambos são relacionados, já que bons conteúdos geram links, e links apontam para bons conteúdos.

Já o terceiro fator mais importante é o RankBrain, que nós vimos acima e depende diretamente do tempo de navegação e também do CTR.

Os mais importantes fatores do Google, que antes eram secretos, agora não são mais. Com isso em mãos, você já tem informações suficientes para saber em que deve focar no SEO.

Porém, por mais que tais informações já estejam disponíveis, poucos são os que a colocam em prática de verdade. Seja um desses poucos e faça com que seu site suba constantemente nos rankings.

12- Prazer, LSI

Mais uma apresentação: você já conhece o LSI? Se não, então também deveria.

A sigla LSI significa Latent Semantic Indexing, que em português fica algo como “Indexação Semântica Latente”. Afinal de contas, o que isso significa?

A semântica trata da relação entre significados, o que pode ajudar a entender o conceito. Já conseguiu captar como isso pode ajudar a catapultar o seu site com o SEO?

Quando você cria um conteúdo, seleciona uma palavra-chave principal e, eventualmente, palavras-chave complementares, certo? Então, com a técnica de LSI, você passará a utilizar termos similares aos que serão trabalhados.

Por exemplo, se você for falar sobre a seleção brasileira de futebol, você também pode falar sobre uniforme, bola, troféus, capitão, conquistas, artilheiros, goleiros, entre uma infinidade de outros assuntos relacionados.

Além de tornar o seu conteúdo mais interessante, o Google vai entender que sua página realmente trata daquele assunto, já que também aborda outros temas que fazem parte do mesmo universo.

O LSI Graph é uma excelente ferramenta para isso: basta digitar o termo que você trabalhará no seu conteúdo e ele pesquisará outros assuntos semanticamente relacionados.

O Keyword Planner, do Google AdWords, também pode te ajudar: é só você inserir um termo, clicar em “obter ideias” e ver quais são as outras opções que aparecem. Tudo isso tornará seu texto semanticamente mais forte.

Ao saber quais são outros termos relacionados ao seu conteúdo, utilize-os durante a construção do texto e tenha chances muito melhores de ocupar as valiosas primeiras posições do ranking!

13- Posição #1? Agora, o foco é a posição #0 (Featured Snippet)

Sempre foi assim: todo mundo batalhava para alcançar a primeira posição do Google. Esse era o sonho de todo profissional ou amante de SEO, e já pode ter sido o seu, por muitos anos.

Porém, hoje, o resultado #1 não é mais o sonho de consumo. Hoje, todo mundo quer chegar no resultado #0.

Você pode nunca ter ouvido falar disso, mas é bem provável que já tenha presenciado. O resultado #0, também chamado de featured snippet ou snippet em destaque, é justamente aquele que aparece destacado quando você pesquisa algo.

Esse resultado fará com que o conteúdo da sua página seja visto por ainda mais pessoas, já que elas nem precisarão abrir o link para acessá-lo. E isso é excelente para o SEO do seu site, além de gerar um branding fenomenal.

Grande parte dos conteúdos que aparecem nessa posição de destaque são aqueles que respondem a uma pergunta que foi feita pelo usuário, assim como nós vimos no item 3.

Por exemplo, se você digitar “quanto custa a transferência de um carro”, o Google provavelmente vai exibir um resultado destacado com a resposta para essa pergunta. E já pensou que ótimo se for a sua página que está lá?

Para alcançar essa posição, você pode utilizar uma técnica: colocar a pergunta que você quer responder no meio do seu conteúdo, bem como a resposta para ela, de forma sucinta e direta.

Assim, o Google perceberá que a pergunta também está na sua página, bem como a resposta, e identificará que essa é uma boa opção para atender à necessidade do usuário.

Portanto, não almeje mais a posição #1, e sim a #0. Pode dar trabalho, mas assim que você alcançá-la, estará tão feliz que vai até tirar um print da página e guardar para a posteridade.

14- Pesquisas por voz? Se prepare

Você já parou para pensar nas pesquisas por voz? Talvez não, mas provavelmente já fez uma. E é aí que está o ponto.

As pesquisas por voz crescem a cada dia que passa, já que a pressa é tão grande no dia a dia que muitas vezes falta tempo para digitar. E você também pode ser beneficiado por isso.

Faça o teste agora: pegue o seu celular (ou notebook, ou computador com microfone) e faça uma pesquisa por voz no Google. Você verá que ela funciona tão bem quanto uma pesquisa convencional.

A grande questão está em fazer com que a sua página seja a resposta para a solicitação do usuário. Ao fazer uma pesquisa assim, é provável que o Google leia uma resposta, e essa pode ser a sua.

Porém, para que isso dê certo, não existe mágica: é preciso otimizar para a pesquisa por voz, aplicar todas as técnicas de SEO e fazer com que a sua página esteja no topo das pesquisas, de preferência no featured snippet, que geralmente é o que o Google lê.

O processo para alcançar isso demanda um passo a passo bastante complexo, bem como muita persistência, mas será difícil evitar as lágrimas de felicidade rolando quando você pesquisar alguma coisa por voz e ouvir seu conteúdo sendo recitado pelo Google.

15- Não esqueça das técnicas de sempre

As técnicas citadas anteriormente são relativamente recentes e podem impulsionar bem o seu site. Mas, você não deve abandonar as técnicas antigas!

Colocar a palavra-chave no título da página, na URL, no H1, na meta-descrição e no alt da imagem ainda é muito importante. Ao fazer isso, você indica que o seu conteúdo é relevante.

Não plagiar outros conteúdos também é essencial, e isso ainda está no radar do Google. Então, não se esqueça da originalidade, que é essencial para um conteúdo de qualidade.

Use o Search Console, indexe as suas páginas, faça a marcação de dados estruturados e acompanhe seu desempenho no Google Analytics. Isso fará com que você tenha mais chances de ranquear bem e de mudar o que for necessário para isso.

Compartilhe seus conteúdos nas redes sociais, parametrize os links para poder contabilizar os acessos com precisão, envie e-mails para sua base de contatos e nutra seus leads.

Tudo isso ainda tem o seu devido valor, então não deixe essas técnicas de SEO mais clássicas para trás.

Escale posições na página de resultados do Google!

Cada uma dessas dicas valiosas de SEO para 2018 vão fazer com que seu site tenha muito mais chances de alcançar as primeiras posições (ou a posição #0) do Google.

Você terá que fazer a sua parte, não desistir e aplicá-las da forma correta, de acordo com as melhores recomendações e práticas do mundo de SEO, mas tenha certeza de que todas elas ajudarão a empurrar seu site para o topo das pesquisas.

Por isso, não perca mais tempo: se você quer colher bons frutos de SEO em 2018, comece agora mesmo!

O consumidor atual tem uma realidade bem diferente de um passado ainda próximo. Agora ele é omnichannel, sua concorrência não se resume mais à sua região de alcance físico, e pode estar até do outro lado de um mundo totalmente digital, na China. Seus futuros clientes estão saturados por inúmeras interações não solicitadas e seu grande desafio é como não ser apenas mais um.

Seu e-commerce precisa ter consciência de que as motivações e preocupações de quem está comprando são diferentes. Hoje o consumidor está exposto a conteúdo todo tempo com um dispositivo completo às mãos, é alvo de centenas de marcas fazendo um marketing intrusivo. Kotler, Oráculo do Marketing, definiu em um de seus livros mais recentes como a Era do Marketing 4.0.

Contextualizando: Marketing 1.0 centro apenas no produto, 2.0 nas puras necessidades do consumidor, 3.0 em valores sustentáveis e agora o 4.0, no Digital. Marketing que visa este consumidor, que não tem tempo, que busca as recomendações de conhecidos, que está imerso na Cultura Digital e busca sobretudo relevância.

O consumidor moderno não deseja ser interrompido, e sim encontrar sempre exatamente o que está procurando e necessita. O consumidor busca sempre, sem saber, pelo Marketing de Conteúdo.

Conteúdo personalizado para as necessidades dele, que ao ter o desejo de compra despertado, vai avaliar a reputação online da sua marca relacionada diretamente com a experiência que ela têm proporcionado a outros consumidores. O consumidor moderno busca o que você têm para oferecer, só que personalizado para ele.

Esta é a essência do Marketing de Conteúdo definida pelo Content Marketing Institute:

É a técnica de criar e distribuir conteúdo relevante para atrair, adquirir e/ou engajar uma determinada audiência conhecida – com o objetivo de lucrar futuramente com esta audiência.”

Note que a audiência precisa ser “conhecida”,  para sempre entender o que busca e oferecer o produto correto. Para uma estratégia de Marketing de Conteúdo, mesmo dentro de uma ação específica (como a Black Friday), é recomendado seguir algumas etapas que potencializam sucesso:

Desenhe buyer personas

É preciso entender sobre seu público-alvo, mais do que simples perfis demográficos, desenhar representações fictícias destes clientes e simular situações:

  • Qual problema o consumidor precisa resolver e como sua marca ajudaria?
  • Como ele procura por isso? Buscadores? Quais palavras/termos?
  • Qual o comportamento de navegação? Quais sites e redes sociais ele está? Quais horários?
  • Quais são os tipos de conteúdo que ele interage?
  • Quais produtos consome? Com qual frequência?

Defina cada característica, nomeie suas personas (geralmente terá mais que uma) e aumente significativamente as probabilidades de engajamento/venda.

Entenda como fazer suas buyer personas:

Superpersona: A ferramenta para criar uma Buyer Persona

Defina suas táticas e meios

Como vai conquistar a venda? Você pode, por exemplo, ter uma estratégia de Inbound Marketing, pensando em conquistar o lead (contato) do consumidor, para entender seus problemas e aumentar as chances de oferecer o produto adequado. É preciso ter o “caminho” até a venda muito bem desenhado.

Se a estratégia definida for inbound, o ideal é montar uma landing page com uma recompensa digital em troca do contato do consumidor interessado:

A Landing Page perfeita: Como deixar suas páginas de captura matadoras

Para finalizar sua tática, é preciso entender quais meios elas utilizarão. Um blog é sempre a opção mais robusta pensando em uma estratégia forte de SEO. Porém, não pode ser só isso.

As mídias sociais são fundamentais, YouTube, Instagram, Facebook, Twitter e até o LinkedIn precisam ser consideradas. E nunca deixe de lado as páginas do próprio e-commerce. Sobretudo as páginas de categoria, de produto e landing pages precisam estar otimizadas com muito conteúdo relevante (e multimídia) e SEO.

Pense bem na sua postura em cada uma das redes sociais. Elas demandam um contexto diferente. Sua postura é a mesma na reunião da empresa e em um churrasco com amigos próximos? Não deveria…

Qual Rede Social usar: dois contextos, dois mindsets

Gere conteúdo pensando no funil de vendas

É fundamental entender cada momento do consumidor: Descoberta, Exploração, Escolha e Defesa.

E o conteúdo (que não é só texto) deve ser gerado orientado para cada um destes momentos. Então, se você já conhece o cliente potencial, já sabe qual é este momento e qual tipo de conteúdo é mais adequado para conquistar a venda.

Alguns pontos importantes precisam ser pensados ao criar sua cultura de conteúdo. Como montar sua equipe, por exemplo, leia mais no link abaixo:

Como criar o melhor conteúdo possível

Extremamente válido também, ressaltar duas simples teorias para desenvolvimento de conteúdo (Wow Factor e Sweet Spot) com algumas dicas extras para potencializar suas chances de engajamento:

Como criar conteúdo fácil de consumir e valioso de compartilhar

Lembre-se sempre que esta atuação deve ter uma estratégia omnichannel. A atuação precisa estar integrada e ter uma única “voz”. Seu site, blog, mídias sociais, mídias pagas e campanhas de e-mail precisam falar a mesma língua e dar continuidade à experiência.

Para entender melhor… Não devemos apenas replicar o mesmo conteúdo. Não recomendaria também uma estratégia totalmente diferente de um canal para outro. Salvando exceções de grandes marcas e grupos de empresas, vejo os canais digitais como complementares.

Analise e comece de novo

Estamos na internet, e uma das belezas do nosso meio é que tudo é mensurável. Toda ação realizada precisa ser medida e analisada para o planejamento da seguinte. Não termina na Black Friday, por exemplo.

Lembre-se que a frequência é fundamental para manter presença e lembrança, sendo assim, programe suas próximas interações sempre pensando em melhorar as anteriores.

Um resumo deste conteúdo fez parte do capítulo 8 do Guia para arrasar na Black Friday, que fez uma seleção de 14 profissionais de diferentes áreas com dicas para a atuação dos e-commerces para a data mais importante do ano. Vale o download.

Ter um e-commerce é praticamente obrigatório para qualquer empresa de varejo, afinal, o alcance que a internet pode oferecer não deve ser subestimado. Porém, mesmo que essa loja esteja funcionando, ainda é necessário investir nela de alguma forma. E uma maneira de fazer isso é integrar o blog e a loja virtual.

A 1ª pergunta que você está pensando deve ser “por que deveria ter um blog?”. Simples: é uma forma barata e muito eficiente de contribuir para o rendimento do seu e-commerce.

Muitas ações podem ser realizadas por meio de um blog, o que proporciona maior taxa de conversão e fidelização de clientes — e todos esses benefícios se refletem diretamente no seu faturamento.

Ainda está em dúvida sobre como fazer isso dar certo? Então veja 7 dicas de como integrar blog e loja virtual nas suas campanhas:

Produza conteúdo relevante para o seu público

O marketing de conteúdo é uma das melhores maneiras de engajar o seu público e de adquirir mais compradores.

Normalmente, você teria que buscar um canal de produção de conteúdo voltado para o seu público e pagar para que façam anúncios. Porém, nem todos os espectadores daquele canal são o seu público ideal. Isso significa que você pagará por uma audiência com baixa taxa de conversão.

Porém, ao criar um blog, você também criará esse canal ideal, voltado exclusivamente para o seu público-alvo. Dessa forma, você garantirá que a sua taxa de conversão seja mais alta, pois a maior parte da sua audiência é composta por pessoas interessadas nos seus produtos.

Insira links e chamadas para a sua loja

A forma mais direta de unir blog e loja virtual em uma campanha é inserir um link que leve o cliente para a página de um produto relacionado ao conteúdo da postagem. Essa é uma técnica simples e muito mais eficiente do que aparenta.

Digamos que você escreva um conteúdo sobre manutenção correta do motor de um carro. Ao final, você pode direcionar o leitor para um produto relacionado, como uma ferramenta.

Da mesma forma, você pode fazer o caminho reverso: se um cliente chega à sua loja diretamente e não sabe se aquele produto é o mais adequado para resolver o seu problema, ele pode ler um artigo sobre o assunto e verificar se essa é a compra que ele precisa. E, caso não seja, ele poderá descobrir qual é.

Crie anúncios relacionados no próprio blog

Da mesma maneira que você poderia anunciar os seus produtos em outro site, por meio de um pop-up ou de um banner, é possível criar um site para anunciá-los no seu próprio blog.

É muito fácil colocar pequenos materiais de propaganda nas laterais ou ao final de um artigo, permitindo que o leitor veja e relacione o conteúdo do texto com o do anúncio.

Pense nesses anúncios como chamadas secundárias. O segredo para extrair o máximo de rendimento dessa estratégia é garantir que o anúncio inserido esteja de acordo com o texto. Assim você terá chances bem melhores de levar aquele leitor para a sua loja.

Ensine como usar melhor as suas mercadorias

Uma das primeiras dificuldades ao tentar integrar blog e loja virtual é não saber que tipo de conteúdo se encaixa bem com os seus produtos. Que tipo de informação você pode oferecer para manter os seus clientes engajados e garantir mais vendas? A resposta mais simples é: tutoriais de uso.

Pense em uma loja que venda acessórios para carros. Muitos clientes têm interesse em trocar um aparelho secundário — como o rádio — ou instalar caixas de som internas. Nem sempre é necessário ajuda profissional para fazer instalações mais simples, mas o cliente pode não saber como completá-la.

Ao oferecer instruções detalhadas, o leitor estará ainda mais inclinado a fazer a compra.

Contribua para o SEO do seu e-commerce

A otimização de motores de busca (Search Engine Optimization ou SEO) é um conjunto de técnicas com o objetivo de aumentar a classificação de uma página nas pesquisas do Google e, consequentemente, o tráfego de visitantes. E mais visualizações significam mais leads para se tornarem clientes.

Um dos fatores que contribui para o SEO de uma página é a quantidade de outros links que apontam para ela. Considerando que uma das principais tarefas do seu blog é redirecionar o leitor para sua loja virtual, você já deve imaginar que o seu e-commerce passará a ter uma classificação muito melhor graças ao blog.

Mantenha a atenção do seu público

Já mencionamos como o conteúdo relevante é uma das chaves para integrar blog e loja virtual de forma eficiente. Mas outra característica importante é a continuidade e regularidade desse conteúdo.

Se um blog passa períodos longos e irregulares sem atualizações, a maior parte dos seus leitores apenas migrará para outras fontes de conteúdo.

Uma forma de garantir essa regularidade e de manter a atenção do público é criar uma agenda de postagens. Em vez de entregar uma grande quantidade de textos em pouco tempo, tome nota dos principais temas que devem ser abordados regularmente e de qualquer nova ideia que possa surgir.

Busque também assuntos que estão em alta no momento. Eles sempre possuem maior volume de procura.

Divulgue eventos e temas relacionados ao seu produto

Você não precisa falar apenas da sua loja e dos seus produtos no seu blog. Na verdade, é interessante que você se mantenha relevante ao participar e ao divulgar eventos relacionados ao seu setor.

Se você possui um e-commerce de roupas, pode ser interessante participar de eventos relacionados à moda; já uma loja de acessórios deve ir a eventos sobre automóveis; e por aí vai, isso pode ser um bom negócio.

Além de adquirir mais assuntos para postagens, você também oferece aos seus clientes a oportunidade de conhecer a sua marca mais de perto. Dependendo do índice de fidelização do seu público, isso pode levar a uma relação muito mais duradoura — o que é sempre útil para qualquer negócio.

Agora que você entende um pouco melhor como fazer a integração entre blog e loja virtual, é hora de investir e alavancar o seu e-commerce.

Ainda tem alguma dúvida sobre o tema? Então deixe um comentário com a sua pergunta. Seja estratégico, conecte-se.

Mais sobre o assunto:

Qual a melhor plataforma de blog?

Pensa em manter um bom relacionamento com seu cliente, conquistando a simpatia ao oferecer além do produto um conteúdo de qualidade? A newsletter é o modelo de comunicação bastante eficaz e de baixo custo, com maiores taxas de retorno, ideal para ajudar na fidelização de clientes e converter leads. Quer saber como?

Primeiro entenda o que é uma newsletter. Também conhecida como boletim informativo, trata-se de uma publicação com conteúdo, periodicidade, linha editorial e comunicação visual atrativa. Possui muitos elementos de jornais e revistas, pode ser também impressa, mas atualmente é mais utilizada na forma eletrônica, enviada por e-mail.

Conteúdo relevante é a cereja do bolo

O marketing tem evoluído e o consumidor está cada vez mais exigente. Cada vez mais as pessoas estão abertas a se comunicarem via mídias online, através de seus smartphones, redes sociais, sites, blogs, etc, e isso tudo se torna um tanto invasivo. De acordo com pesquisa da organização We Are Social, o Brasil está no topo do ranking quando o assunto é o tempo utilizado na internet. O brasileiro gasta em torno de 5 horas por dia conectado a computadores e 3 horas 55 minutos em dispositivos móveis, em média.

Além de recursos online, muitas empresas bombardeiam seus clientes em potencial ou fidelizados com chamadas de vendas via SMS. O consumidor dos dias de hoje está cansado de tanta falta de privacidade e não mais tolera contato de empresas com explícita intenção de venda. Ele precisa sentir que seus interesses são valorizados.

Para isso, o marketing de conteúdo é um ótimo caminho para sedimentar um relacionamento mais duradouro. E a newsletter enviada via plataforma de e-mail marketing é uma das ferramentas mais simples e com alta taxa de retorno para se fazer isso.

E como a newsletter ajuda na conversão de leads?

Agora você já entendeu que conteúdo é tudo, e que a newsletter é um ótimo caminho para levar informações com assuntos relacionados à empresa que despertem o interesse do público em questão. Não de forma aleatória e/ou massificada, mas entregue para pessoas que escolheram receber determinados tipos de conteúdos da empresa. E é possível descobrir isso quando preenchem seu cadastro fornecido via formulário online.

Aí está o pulo do gato para não se tornar um spam: clientes e leads só vão receber conteúdo que concordaram em receber e que realmente os interessa. Portanto, as taxas de abertura e conversão vão ser muito maiores do que em uma comunicação simplesmente massificada.

Segmentar é a chave

Faça abordagens interessantes sem alongar o assunto. O conteúdo precisa ser objetivo, criativo e segmentado. Crie nichos dentro do universo da marca. Trabalhe com temas específicos e únicos em cada newsletter.

Por exemplo, se trabalha com artigos esportivos, procure saber para quais times e tipos de esportes seus clientes gostam. Ou se tem uma empresa de cosméticos, que tipo de pele e/ou cabelo seu lead informa ter e dar dicas sobre cuidados específicos e assim por diante. Crie uma base de e-mails detalhada, dividida por temas e utilize uma boa ferramenta de e-mail marketing com serviço de automação.

Depois que seu lead se interessou pelo assunto o estimule a acessar seu site, ou ir direto para a compra do produto ao qual o conteúdo possa estar relacionado. Também é importante deixar um canal para que o cliente faça contato direto e de forma simples ao responder ao seu e-mail para sanar dúvidas. O processo precisa ser o mais ágil e dinâmico possível para que seu lead se sinta valorizado e conclua a compra.

De olho na periodicidade

Faça com o que seu cliente ao pensar em determinado tema lembre-se do seu negócio como solução. Para fixar o nome da sua empresa como a número um em determinado segmento na mente dele é importante que o envio da newsletter seja periódico, e que tenha uma estrutura gráfica e de conteúdo minimamente pré-definida.

A partir do momento que seu leitor recebe conteúdo que o interessa cria expectativa e segurança sobre os próximos e-mails que serão enviados, o que faz aumentar o interesse e também indicá-lo para outras pessoas.

Monitorar para evoluir sempre

Observar taxas de abertura e conversão ajuda a dar um panorama geral de cada campanha. Mas estar atento na forma como alguns clientes se comportam, e quais palavras-chaves relacionadas ao seu negócio geram mais engajamento, pode dar bons insights sobre o que mais interessa ao seu público alvo.  Mantenha o foco nos padrões e mudanças de comportamento das pessoas que almeja atingir.

Lembre-se sempre: conteúdo, segmentação, periodicidade e monitoramento fazem da sua newsletter o sucesso na comunicação do seu negócio.

Mais sobre newsletter como estratégia:

O que é uma newsletter e como ela pode ajudar no Marketing de Conteúdo?

Com o comércio eletrônico crescendo dois dígitos ao ano, oportunidades de promoção e publicidade surgem diariamente em contextos que fazem sentido ao anunciante, veículo e principalmente ao consumidor, que hoje é quem literalmente possui o poder nas mãos.

Os anunciantes buscam na publicidade digital uma alternativa efetiva para geração de performance e vendas de seus produtos e serviços, mas muitos ainda acreditam que o volume e insistência serão suficientes para entregar resultado. O mercado virtual é um ambiente democrático, com trocas frequentes nas cadeiras do poder, ocupadas sempre por quem investe no engajamento e interesse do usuário, que é quem realmente manda no jogo.

O maior problema nessa corrida em busca da preferência do cliente é a conjuntura, somada à maturidade das empresas. Em um mundo com mil possibilidades de personalização, fica fácil uma marca perder a medida e faltar com as boas práticas, tornando-se inconveniente aos olhos do consumidor.

Para garantir que isso não aconteça, é necessário que grandes marcas, anunciantes de produtos e promoções em sites de varejo busquem alternativas e metodologias para executar o papel do marketing sem prejudicar a experiência do público. Na era do e-commerce, é responsabilidade também do fabricante auxiliar um potencial consumidor a ter uma melhor visualização do item.

Um bom exemplo é a utilização de “hero Images”, as “imagens heroicas” que ajudam o usuário ao exibir características e benefícios do produto estampados de forma clara e principalmente adaptadas às telas de smartphones.

É sempre importante ter em mente que, mesmo em um período em que as lojas virtuais investem em chatbots para emularem o papel do atendente, além das ações de retargeting, ainda não existe a figura do vendedor para sugerir produtos mais adequados às necessidades do comprador ou para esclarecer dúvidas de uma forma mais humanizada. Portanto, o fabricante deve fazer a sua parte ao garantir que a exposição dos itens seja a melhor possível: chamativa, descritiva e com imagens em alta resolução que deem a devida noção do que é o produto.

Ao comunicar o consumidor com informações relevantes, indústria e comércio acabam contribuindo exponencialmente para a aceleração do processo de decisão de compra diminuindo atritos, alcançando o grande objetivo em comum: aprimorar a experiência de compra para aumentar as conversões.

Leia também:

3 coisas que vão acontecer com empresas que não usarem Inbound Marketing

Como profissionais de marketing de desempenho, nossa tarefa mais desafiadora é garantir que nossos ativos de marketing se destaquem. Todos os dias, há uma enorme quantidade de novas mensagens lançadas no universo on-line. E então, há o desafio de se certificar de que sua mensagem não só se destaca, mas também atinge a audiência mais relevante…

Ao iniciar sua jornada no mundo da descoberta, queremos compartilhar nossas melhores práticas para que sua campanha tenha destaque e sucesso dentro das plataformas de recomendação e descoberta. Seguir estas melhores práticas colocará a sua campanha um passo mais perto do sucesso.

1- Defina metas claras para sua campanha

Você pode ter uma ótima ideia para uma campanha de descoberta, mas você definiu metas?

É importante estabelecer os objetivos da sua campanha na fase inicial. Quer seja para gerar leads, vender produtos, downloads de aplicativos ou gerar conhecimento de marca, o KPI precisa ser claro e mensurável.

Ao estabelecer metas específicas, mensuráveis, claras e com limite de tempo, você saberá exatamente o que está trabalhando. É sempre uma boa ideia associar os objetivos da sua campanha aos seus objetivos de negócios. 

2- Pense nos seus ativos de marketing que melhor se encaixam nesses objetivos

Ao escolher seus recursos, não se conforme apenas com o tráfego. Gerar ações específicas para seu público-alvo deve ser o seu foco. E lembre-se, sua mensagem está chegando à sua audiência em um momento de descoberta.

Como qualquer outro usuário da internet, eles provavelmente terão pouca paciência. Seja curto e conciso e chegue ao ponto rapidamente.

Aqui estão algumas boas dicas:

• Certifique-se de que a página de destino tenha uma mensagem que promova uma ação;
• Headline, subheadline, imagens e design devem representar a mensagem da página;
• Garanta que a chamada promova claramente a ação desejada (certifique-se de colocá-la em uma seção diferente da sua página de destino).

3- Headlines e imagens: a chave para CTR

Se você não conseguir que seu público-alvo clique em seus anúncios, todos os esforços que você investiu na etapa um e dois foram à toa.

Certifique-se de mencionar a sua audiência em sua manchete e lembre-se de que imagens de close funcionam melhor do que imagens vagas. Neste Infográfico, você pode aprender tudo sobre as melhores práticas de Outbrain Amplify para headlines e imagens.

4- Segmente a audiência

Você tem seus objetivos, recursos de marketing e CTRs – agora é hora de pensar em segmentar seu público. Ter a audiência certa com a mensagem certa, no lugar certo, no momento certo, é uma grande parte de todas as campanhas de marketing bem sucedidas.

E a descoberta não é diferente. Pense por meio de qual dispositivo você deseja conhecer o seu público e onde. Certifique-se de ter os recursos de marketing corretos que atendam ao mindset da audiência. 

5- Estruture a campanha

Nós sabemos que você provavelmente tem sua preferência de como estruturar sua campanha. No entanto, cada plataforma de marketing tem sua própria estrutura de campanha. Aqui estão algumas das melhores práticas que aprendemos com o gerenciamento de nossas próprias campanhas de descoberta.

• Separar campanhas móveis e de desktop. Existem dois motivos principais para fazer isso: CPCs e experiências de usuário diferentes.

• Comece sua campanha com pelo menos 10 variações de título e imagens. Você vai querer ver quais anúncios performam melhor e, para fazer isso, você deve fornecer ao nosso algoritmo alguns materiais para trabalhar e testar.

• Considere seus lances. Pessoalmente, eu prefiro começar alto. Dessa forma, estou me certificando de que minha campanha comece a ter entregas em seus estágios iniciais, obtenha alto volume de impressões e que eu possa otimizar de acordo com os resultados.

Conclusão

Agora você está pronto para começar a sua nova campanha de descoberta. Lembre-se que, nos primeiros dias da sua campanha, você precisará otimizar o CTR. Uma vez que sua campanha esteja sendo executada por algumas semanas e você tem quantidade suficiente de dados, pode-se começar a otimizar para conversões. 

Como a Red Bull se tornou referência em Marketing de Conteúdo

Nunca fui muito fã de dar aulas, sempre tive problemas com a timidez e fico tenso (dias antes) com a preocupação em trazer conteúdos que realmente sejam interessantes e agreguem valor aos presentes. Entendo que no caso de uma aula de Marketing de Conteúdo (o meu) cria-se uma expectativa maior por isso, ou pelo menos entendo que deveria.

Com o o tempo aprendi a lidar com a situação e hoje é algo até prazeroso (ou quase). Um dos segredos que encontrei para tornar a aula interessante foram os cases. De nada adianta a boa teoria se não mostrarmos uma aplicação prática sobre o tema. E de fato este é o momento que as pessoas mais interagem com perguntas e troca de experiências.

Além disso, o case de uma marca conhecida por todos traz mais que uma aplicação prática, temos neste caso uma amigável familiaridade da plateia. Que empresta suas próprias experiências com aquela marca para um entendimento mais adequado da teoria em questão.

Nesta busca constante por exemplos interessantes estava perdendo um que estava ao meu lado o tempo todo. Explico: como um verdadeiro “ritual” para as aulas, encontrei um item que me ajuda a sentir-se mais seguro, minutos antes do início, bebo uma latinha de Red Bull. Com mais energia e bem disposto, entendo que o discurso fica mais interessante e a performance melhora. Não tenho a noção exata que faz de fato diferença, mas se tornou quase uma superstição.

E era isso mesmo. Estava ali o tempo todo, naquela amigável e simpática latinha de energético…

A história resumida da Red Bull

Ao contrário do que muitos pensam, a Red Bull não é 100% austríaca, pelo menos a origem do produto tem mais história. A bebida foi criada na Tailândia. Diante de uma potencial demanda grande por bebidas na região, o xarope energético que antes era uma quase exclusividade da elite, foi popularizado em uma nova fórmula baseada na hoje já famosa substância taurina.

Porém, o desafio era fazer essa bebida (ainda no formato xarope) chegar ao grande público (trabalhadores rurais, taxistas, etc), quem de fato precisaria de “mais energia” segundo seu criador. Foi então que surgiu a grande ideia de patrocinar o esporte mais popular do país, o Muay Thai, arte marcial local – o futebol deles.

Krating Daeng, vendido na Tailândia.

O sucesso absoluto em seu país chamou a atenção do empresário austríaco Dietrich Mateschitz, com problemas de fuso horário em uma viagem à Tailândia conheceu a bebida Krating Daeng, gostou muito, investiu ($$$) na fórmula do autor Chaleo Yoovidhya e levou para a ideia para a Áustria.

No entanto, alguns ajustes precisavam ser realizados, a marca precisava ser mundial e foi traduzida do tailandês para a hoje conhecida Red Bull. Além da marca, era preciso transformar o xarope, o produto em algo mais fácil e convidativo de ser consumido. Só então foi transformado no modelo “refrigerante”. Mais sobre a história da Red Bull neste vídeo.

A estratégia de Marketing para a operação na Europa

A estratégia de entrada do produto no mercado foi agressiva e com público-alvo bem definido: adolescentes. Já associando o produto à energia, latinhas eram distribuídas em baladas, carros adesivados com latas gigantes, um grande poder de distribuição e a contratação de universitários para representar a marca.

Carro da Red Bull.

Mais do que isso, a bebida entrou no contexto das baladas, virou drink. Foi misturada com inúmeras outras bebidas para se tornar imprescindível em qualquer festa. Movimento semelhante temos hoje à estratégia da Oreo, bolacha (sim, sou de São Paulo) que se tornou ingrediente de várias outras receitas.

Mas cadê o Marketing de Conteúdo?

Em todo lugar com criação de contexto. Como estratégia de branding hoje a associação da marca Red Bull é quase automática: a palavra ENERGIA vêm à mente. Essa associação é simples e direta com os esportes radicais de alta performance. Pense em qualquer esporte maluco ou não, o campeonato será patrocinado pela Red Bull (Motocross, Mergulho, Snowboarding, Skate, Parkour…).

Mas o conceito, aquele mesmo do Muay Thai cresceu, e o apoio ao esporte entrou na cultura da organização. Onde mais estaria esta alta performance? Corridas de carros, claro! Alta velocidade, demanda atenção no nível máximo, altos índices de energia. Eles montaram uma equipe de Fórmula 1.

Leia mais sobre cultura de organização:

Zappos e a Cultura de Atendimento ao Consumidor

O modelo chegou também aos clubes de futebol, o Red Bull Leipzig incomodou o gigante Bayern de Munique e foi vice-campeão da Bundesliga 2016-2017 (Campeonato Alemão), o New York Red Bulls já teve até o lendário jogador francês Thierry Henry como astro e o Red Bull Salzburg é hoje o maior time de futebol da Áustria (venceram 8, das últimas 11 temporadas do país). O Red Bull Brasil, de Campinas/SP, já figura há alguns anos na elite do Campeonato Paulista de futebol. Veja todos os esportes patrocinados pela marca.

Porém, isso tudo é mais do que simples patrocínios. A marca hoje é sinônimo de esportes radicais e atletas de alto desempenho. Através da Red Bull TV e da revista The Red Bulletin gera conteúdo constante sobre o tema. É um novo produto em forma de conteúdo entregue aos seus potenciais consumidores bem diferentes de suas latas de energético.

Os produtos de conteúdo são da Red Bull Media House, outra empresa do grupo, com foco em esportes, cultura e estilo de vida. Conteúdo que virou até filme, abaixo o trailer de The Art of FLIGHT:

Site oficial do filme The Art of FLIGHT

Onde estão as latinhas?

Sem a aparente intenção constante de vender o produto. A marca entrou na rotina e até mesmo no inconsciente das pessoas com a simples associação: alta performance. A Red Bull hoje é conceito puro, traz valor agregado à marca, e o produto em si em muitos momentos é apenas um detalhe. Quando alguém pensa em alta performance, em mais atenção para o trabalho, em energia para um grande projeto, em TCC, praticar esportes, uma única bebida vem à mente… Café Red Bull.

E é exatamente essa uma das melhores definições/associações do conceito do Marketing de Conteúdo:

Segundo o Content Marketing Institute “Marketing de Conteúdo é a técnica de distribuir conteúdo relevante para atrair, adquirir e/ou engajar determinada audiência conhecida com o objetivo de lucrar futuramente com esta audiência”. 

Sim, o conceito habitualmente trata de conteúdo online (não apenas texto, importante destacar), gerado para criar autoridade de marca (credibilidade), para que a marca seja encontrada por consumidores potenciais que já estejam interessados no conteúdo gerado, e que não por acaso conta com exatamente o que a empresa tem à oferecer

Assim, o contato do consumidor com a marca será estimulado por ele próprio, e a empresa aparece como a solução do problema procurado e não como um agente de interrupção de experiência. O relacionamento de negócio, a experiência inicia-se muito mais amigável e sobretudo relevante.

Entende a relação? É exatamente este o conceito da Red Bull, tira do objetivo final (vender bebidas energéticas) e cria um contexto de modo que o público-alvo procure o produto da empresa quando tiver a necessidade que ele se propõe resolver: a alta performance.

E agora a bebida mágica que me traz confiança para falar ganhou um merecido slide da minha aula, o slide que aplica e empresta familiaridade ao conceito principal do Marketing de Conteúdo. Em um case que igualmente merece ser contado repetidamente, como em mais este conteúdo espontâneo gerado por mim para a marca deles. 🤔

Trabalho exige atenção redobrada por parte dos tradutores, de forma que você deve se certificar de contratar sempre profissionais capacitados

Traduzir algum tipo de material não é uma tarefa simples. Além de ser necessário o domínio total de um idioma estrangeiro, é preciso perceber algumas nuances de contexto, algo que apenas a prática é capaz de trazer. Por isso, é mais do fundamental ficar atento na hora de buscar uma empresa de tradução.

É preciso que a companhia em questão tenha em seu quadro de colaboradores profissionais com capacidade comprovada. Em outras palavras, isso significa que estamos falando de uma tarefa que não pode ir parar nas mãos de qualquer um. Porém, além das traduções mais comuns e das traduções juramentadas, existe outro tipo de trabalho que merece atenção redobrada: a chamada tradução técnica.

O que é a tradução técnica?

Uma coisa é a tradução de um texto comum, onde o contexto ou a exatidão das palavras vertidas para o nosso, embora seja importante, não é absolutamente necessária. Em alguns momentos, pode se permitir uma mudança de palavra para que ela faça mais sentido em um determinado contexto ou cultura.

Já a tradução técnica exige que o tradutor tenha mais do que conhecimentos sobre um idioma. É preciso ir além e recorrer a dicionários técnicos, que tratam sobre termos específicos de uma determinada profissão, ou ainda a buscar a informação in loco, com profissionais que sejam referência em uma determinada área.

Quando você vai precisar de uma tradução técnica?

São várias as circunstâncias em que uma tradução técnica pode se mostrar necessária. Por exemplo: se um tradutor for converter para o português um texto de outro idioma na área de medicina, precisará ficar atento à forma exata como são grafados aqui alguns termos técnicos da área.

Em alguns casos, é possível que a palavra em questão não exista, mas levando-se em consideração a maneira como o termo foi criado em outro idioma é possível encontrar uma forma aproximada de se transcrever uma palavra de forma a manter a fidelidade do conteúdo. Assim como citamos um exemplo da área de medicina, os campos da tecnologia e do Direito também são bastante propícios a gerarem demanda por traduções técnicas.

Que tipos de documentos podem requerer tradução técnica?

Agora que você já tem uma ideia do que é uma tradução técnica e em quais áreas é utilizada, é importante saber em quais momentos o tradutor pode ter que correr atrás de informações extras para compor uma tradução como essa. Em alguns casos, inclusive, pode ser interessante ter a participação de um consultor técnico, de forma a garantir um resultado mais preciso.

Manuais de produtos, guias de usuário, fichas técnicas de produtos, requerimentos de patente, orçamentos técnicos, laudos periciais e processos judiciais são alguns dos exemplos onde o conhecimento do tradutor será colocado à prova, de forma que esses trabalhos demandam maio atenção e mais experiência por parte do tradutor.

Conhecimento sobre o tema é essencial

Embora não seja um pré-requisito obrigatório, podemos dizer que se trata de um grande diferencial encontrar um tradutor que seja especialista também em outras áreas. Por exemplo: um advogado tradutor muito provavelmente terá mais familiaridade com o tema na hora de traduzir um processo escrito em outro idioma para o português do que alguém formado apenas em Letras, por exemplo.

Se por um lado o fato de não ter uma graduação na área em questão não é um impeditivo para a realização de um bom trabalho, por outro lado a especialização pode garantir resultados ainda mais precisos. Portanto, caso seja necessário solicitar uma tradução técnica, é importante conversar diretamente com a empresa de tradução e explicar as suas necessidades.

Algumas dicas para uma boa tradução técnica

Para quem é tradutor, vale a pena ficar de olho em alguns conselhos para tornar as traduções técnicas mais precisas. O primeiro passo é compreender bem o contexto no qual o texto inserido. Muitas vezes, um termo específico pode ter uma conotação dentro de uma área e outra em um campo distinto. Portanto, compreender exatamente tudo aquilo que cerca o universo sobre o qual o texto versa é importante.

Para evitar erros, é importante estar munido dos documentos corretos antes de começar o trabalho. Quanto mais você estudar uma área, maiores são as chances de você se tornar um especialista nela. Isso vai garantir a você um trabalho de melhor qualidade e, possivelmente, entregue em um tempo menor – o que pode ser um diferencial importante para o seu cliente.

É preciso tomar muito cuidado com siglas e acrônimos. Algumas áreas de conhecimento contam com termos abreviados que fazem total sentido para quem os escreve, mas que podem não ter uma explicação lógica para quem os lê. Dessa forma, conhecer as convenções de escrita de um termo – como letras maiúsculas e minúsculas ou o uso ou não de pontuação – podem ser decisivos na hora de se produzir um conteúdo fiel ao texto original.

Por fim, dê uma atenção às conversões de números ou unidades de medida. Pode ser que uma determina unidade de medida, como milhas por hora ou graus Fahrenheit, não sejam compreensíveis para leitores brasileiros, uma vez que esse não é o padrão adotado por aqui. Nesses casos, para maior clareza, pode ser que seja necessário fazer a conversão dos valores para que a informação seja transmitida com maior propriedade.

Fonte: Fidelity Translations

Mais uma vez a ideia desse artigo veio em função de experiências vividas, repetidas vezes.

Recentemente um cliente comentou “…contratei um cara muito bom para trabalhar as nossas redes sociais, mas tive que demitir… ele não sabe escrever. Eu escrevo melhor que ele.”

O portal UOL Educação publicou no ano passado “No Brasil, apenas 8% têm plenas condições de compreender e se expressar…”[i], onde comenta alguns resultados sobre o aumento do analfabetismo funcional em nosso país.

Pois é, a maioria dos brasileiros, sem exagero, não tem capacidade de expressar-se. O que é ótimo para um ambiente político-social excludente e péssimo para os negócios.

O ser humano é um ser social, ou seja, ele se reconhece plenamente quando em interação com o outro. Alguns dizem que homem é um produto do meio, outros que ele é o criador do seu ambiente. Não querendo entrar nessa discussão agora, em qualquer um dos casos a comunicação tem um papel fundamental.

A internet nos possibilitou coisas inimagináveis até então, a socialização do conhecimento, em função da redução do limite imposto pelas barreiras geográficas e da conexão com os fatos em tempo real, é apenas uma dessas facilidades. E uma das consequências mais visível foi o aumento da nossa pressa, do nosso imediatismo. Isso nos levou a criar um “idioma” paralelo, repleto de figuras, expressões, analogias, reduções etc. (blz, vc, bj, abs… :-D, <3, K, J…). Para quem se comunica bem, ótimo, é mais uma ferramenta disponível. Mas para quem já não sabia o básico, resta apenas virar número de estatísticas desalentadoras.

Por vários aspectos (logística, abrangência, mensuração, custo, resultados…), hoje o Inboud Marketing tornou-se uma alternativa muito mais atrativa, face ao marketing tradicional (Outbound). Porém, ao contrário deste, sua premissa é a atração do cliente, o que implica a criação e disponibilização de conteúdo relevante para o seu público. E é aí que a coisa complica.

Tecnicamente falando, tem muita gente fantástica no domínio de ferramentas digitais e afins, mas sem a menor capacidade de produzir conteúdo. Aí, nas conversas com alguns colegas, professores de faculdade, fica fácil entender a dificuldade, ainda maior, de uma geração habituada ao Ctrl+C/Ctrl+V.

A produção de conteúdo realmente relevante pressupõe a compreensão dos fatos, da vida, do mundo… e supõe comparação, análise, crítica, posicionamento, conclusão, enfim, uma real contribuição.  

A falta de domínio da língua causa prejuízos de forma democrática, tanto ao emissor quanto ao receptor. Certa vez, participava de uma banca responsável por fazer a avaliação dos “cases” empresariais concorrentes a um prêmio de gestão bastante conhecido. Um dos finalistas quase foi desclassificado por ter usado em seu relato um termo de forma equivocada e que mudava todo o sentido da mensagem.

Deslizes gramaticais no dia a dia, licença poética, informalidade com quem se conhece ou na língua falada, tudo bem, é perfeitamente aceitável. Guardadas as devidas proporções, de uma fala adequada a cada público-alvo, e apesar de saber-se que a língua é algo vivo e, por isso, evolui, o idioma deve ser conhecido e preservado.  

Por exemplo, temos algumas ocorrências tão corriqueiras que acabaram quase se institucionalizando. É bastante comum vermos anúncios de grandes empresas, fala de profissionais conhecidos e até em mídias de massa, coisas como “maiores informações”, “a nível de”, “assertivo” usado como sinônimo de acertado, baixa estima, quando quer se referir à “baixa autoestima”, e por aí vai.

A solução?

Não tem saída, é estudar e exercitar!

Como?

Uma das melhores formas que conheço é a leitura. E se for uma leitura crítica, melhor ainda. Pois, podemos usar a tecnologia a nosso favor, usar o corretor, elaborar processos ou criar novos aplicativos, para quase tudo, mas automatizar a nossa expressão é algo que ainda não foi inventado.

Então mãos à obra.

Boa leitura!


[i] Referência: UOL Educação

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