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Como a Red Bull se tornou referência em Marketing de Conteúdo

Nunca fui muito fã de dar aulas, sempre tive problemas com a timidez e fico tenso (dias antes) com a preocupação em trazer conteúdos que realmente sejam interessantes e agreguem valor aos presentes. Entendo que no caso de uma aula de Marketing de Conteúdo (o meu) cria-se uma expectativa maior por isso, ou pelo menos entendo que deveria.

Com o o tempo aprendi a lidar com a situação e hoje é algo até prazeroso (ou quase). Um dos segredos que encontrei para tornar a aula interessante foram os cases. De nada adianta a boa teoria se não mostrarmos uma aplicação prática sobre o tema. E de fato este é o momento que as pessoas mais interagem com perguntas e troca de experiências.

Além disso, o case de uma marca conhecida por todos traz mais que uma aplicação prática, temos neste caso uma amigável familiaridade da plateia. Que empresta suas próprias experiências com aquela marca para um entendimento mais adequado da teoria em questão.

Nesta busca constante por exemplos interessantes estava perdendo um que estava ao meu lado o tempo todo. Explico: como um verdadeiro “ritual” para as aulas, encontrei um item que me ajuda a sentir-se mais seguro, minutos antes do início, bebo uma latinha de Red Bull. Com mais energia e bem disposto, entendo que o discurso fica mais interessante e a performance melhora. Não tenho a noção exata que faz de fato diferença, mas se tornou quase uma superstição.

E era isso mesmo. Estava ali o tempo todo, naquela amigável e simpática latinha de energético…

A história resumida da Red Bull

Ao contrário do que muitos pensam, a Red Bull não é 100% austríaca, pelo menos a origem do produto tem mais história. A bebida foi criada na Tailândia. Diante de uma potencial demanda grande por bebidas na região, o xarope energético que antes era uma quase exclusividade da elite, foi popularizado em uma nova fórmula baseada na hoje já famosa substância taurina.

Porém, o desafio era fazer essa bebida (ainda no formato xarope) chegar ao grande público (trabalhadores rurais, taxistas, etc), quem de fato precisaria de “mais energia” segundo seu criador. Foi então que surgiu a grande ideia de patrocinar o esporte mais popular do país, o Muay Thai, arte marcial local – o futebol deles.

Krating Daeng, vendido na Tailândia.

O sucesso absoluto em seu país chamou a atenção do empresário austríaco Dietrich Mateschitz, com problemas de fuso horário em uma viagem à Tailândia conheceu a bebida Krating Daeng, gostou muito, investiu ($$$) na fórmula do autor Chaleo Yoovidhya e levou para a ideia para a Áustria.

No entanto, alguns ajustes precisavam ser realizados, a marca precisava ser mundial e foi traduzida do tailandês para a hoje conhecida Red Bull. Além da marca, era preciso transformar o xarope, o produto em algo mais fácil e convidativo de ser consumido. Só então foi transformado no modelo “refrigerante”. Mais sobre a história da Red Bull neste vídeo.

A estratégia de Marketing para a operação na Europa

A estratégia de entrada do produto no mercado foi agressiva e com público-alvo bem definido: adolescentes. Já associando o produto à energia, latinhas eram distribuídas em baladas, carros adesivados com latas gigantes, um grande poder de distribuição e a contratação de universitários para representar a marca.

Carro da Red Bull.

Mais do que isso, a bebida entrou no contexto das baladas, virou drink. Foi misturada com inúmeras outras bebidas para se tornar imprescindível em qualquer festa. Movimento semelhante temos hoje à estratégia da Oreo, bolacha (sim, sou de São Paulo) que se tornou ingrediente de várias outras receitas.

Mas cadê o Marketing de Conteúdo?

Em todo lugar com criação de contexto. Como estratégia de branding hoje a associação da marca Red Bull é quase automática: a palavra ENERGIA vêm à mente. Essa associação é simples e direta com os esportes radicais de alta performance. Pense em qualquer esporte maluco ou não, o campeonato será patrocinado pela Red Bull (Motocross, Mergulho, Snowboarding, Skate, Parkour…).

Mas o conceito, aquele mesmo do Muay Thai cresceu, e o apoio ao esporte entrou na cultura da organização. Onde mais estaria esta alta performance? Corridas de carros, claro! Alta velocidade, demanda atenção no nível máximo, altos índices de energia. Eles montaram uma equipe de Fórmula 1.

Leia mais sobre cultura de organização:

Zappos e a Cultura de Atendimento ao Consumidor

O modelo chegou também aos clubes de futebol, o Red Bull Leipzig incomodou o gigante Bayern de Munique e foi vice-campeão da Bundesliga 2016-2017 (Campeonato Alemão), o New York Red Bulls já teve até o lendário jogador francês Thierry Henry como astro e o Red Bull Salzburg é hoje o maior time de futebol da Áustria (venceram 8, das últimas 11 temporadas do país). O Red Bull Brasil, de Campinas/SP, já figura há alguns anos na elite do Campeonato Paulista de futebol. Veja todos os esportes patrocinados pela marca.

Porém, isso tudo é mais do que simples patrocínios. A marca hoje é sinônimo de esportes radicais e atletas de alto desempenho. Através da Red Bull TV e da revista The Red Bulletin gera conteúdo constante sobre o tema. É um novo produto em forma de conteúdo entregue aos seus potenciais consumidores bem diferentes de suas latas de energético.

Os produtos de conteúdo são da Red Bull Media House, outra empresa do grupo, com foco em esportes, cultura e estilo de vida. Conteúdo que virou até filme, abaixo o trailer de The Art of FLIGHT:

Site oficial do filme The Art of FLIGHT

Onde estão as latinhas?

Sem a aparente intenção constante de vender o produto. A marca entrou na rotina e até mesmo no inconsciente das pessoas com a simples associação: alta performance. A Red Bull hoje é conceito puro, traz valor agregado à marca, e o produto em si em muitos momentos é apenas um detalhe. Quando alguém pensa em alta performance, em mais atenção para o trabalho, em energia para um grande projeto, em TCC, praticar esportes, uma única bebida vem à mente… Café Red Bull.

E é exatamente essa uma das melhores definições/associações do conceito do Marketing de Conteúdo:

Segundo o Content Marketing Institute “Marketing de Conteúdo é a técnica de distribuir conteúdo relevante para atrair, adquirir e/ou engajar determinada audiência conhecida com o objetivo de lucrar futuramente com esta audiência”. 

Sim, o conceito habitualmente trata de conteúdo online (não apenas texto, importante destacar), gerado para criar autoridade de marca (credibilidade), para que a marca seja encontrada por consumidores potenciais que já estejam interessados no conteúdo gerado, e que não por acaso conta com exatamente o que a empresa tem à oferecer

Assim, o contato do consumidor com a marca será estimulado por ele próprio, e a empresa aparece como a solução do problema procurado e não como um agente de interrupção de experiência. O relacionamento de negócio, a experiência inicia-se muito mais amigável e sobretudo relevante.

Entende a relação? É exatamente este o conceito da Red Bull, tira do objetivo final (vender bebidas energéticas) e cria um contexto de modo que o público-alvo procure o produto da empresa quando tiver a necessidade que ele se propõe resolver: a alta performance.

E agora a bebida mágica que me traz confiança para falar ganhou um merecido slide da minha aula, o slide que aplica e empresta familiaridade ao conceito principal do Marketing de Conteúdo. Em um case que igualmente merece ser contado repetidamente, como em mais este conteúdo espontâneo gerado por mim para a marca deles. 🤔

Trabalho exige atenção redobrada por parte dos tradutores, de forma que você deve se certificar de contratar sempre profissionais capacitados

Traduzir algum tipo de material não é uma tarefa simples. Além de ser necessário o domínio total de um idioma estrangeiro, é preciso perceber algumas nuances de contexto, algo que apenas a prática é capaz de trazer. Por isso, é mais do fundamental ficar atento na hora de buscar uma empresa de tradução.

É preciso que a companhia em questão tenha em seu quadro de colaboradores profissionais com capacidade comprovada. Em outras palavras, isso significa que estamos falando de uma tarefa que não pode ir parar nas mãos de qualquer um. Porém, além das traduções mais comuns e das traduções juramentadas, existe outro tipo de trabalho que merece atenção redobrada: a chamada tradução técnica.

O que é a tradução técnica?

Uma coisa é a tradução de um texto comum, onde o contexto ou a exatidão das palavras vertidas para o nosso, embora seja importante, não é absolutamente necessária. Em alguns momentos, pode se permitir uma mudança de palavra para que ela faça mais sentido em um determinado contexto ou cultura.

Já a tradução técnica exige que o tradutor tenha mais do que conhecimentos sobre um idioma. É preciso ir além e recorrer a dicionários técnicos, que tratam sobre termos específicos de uma determinada profissão, ou ainda a buscar a informação in loco, com profissionais que sejam referência em uma determinada área.

Quando você vai precisar de uma tradução técnica?

São várias as circunstâncias em que uma tradução técnica pode se mostrar necessária. Por exemplo: se um tradutor for converter para o português um texto de outro idioma na área de medicina, precisará ficar atento à forma exata como são grafados aqui alguns termos técnicos da área.

Em alguns casos, é possível que a palavra em questão não exista, mas levando-se em consideração a maneira como o termo foi criado em outro idioma é possível encontrar uma forma aproximada de se transcrever uma palavra de forma a manter a fidelidade do conteúdo. Assim como citamos um exemplo da área de medicina, os campos da tecnologia e do Direito também são bastante propícios a gerarem demanda por traduções técnicas.

Que tipos de documentos podem requerer tradução técnica?

Agora que você já tem uma ideia do que é uma tradução técnica e em quais áreas é utilizada, é importante saber em quais momentos o tradutor pode ter que correr atrás de informações extras para compor uma tradução como essa. Em alguns casos, inclusive, pode ser interessante ter a participação de um consultor técnico, de forma a garantir um resultado mais preciso.

Manuais de produtos, guias de usuário, fichas técnicas de produtos, requerimentos de patente, orçamentos técnicos, laudos periciais e processos judiciais são alguns dos exemplos onde o conhecimento do tradutor será colocado à prova, de forma que esses trabalhos demandam maio atenção e mais experiência por parte do tradutor.

Conhecimento sobre o tema é essencial

Embora não seja um pré-requisito obrigatório, podemos dizer que se trata de um grande diferencial encontrar um tradutor que seja especialista também em outras áreas. Por exemplo: um advogado tradutor muito provavelmente terá mais familiaridade com o tema na hora de traduzir um processo escrito em outro idioma para o português do que alguém formado apenas em Letras, por exemplo.

Se por um lado o fato de não ter uma graduação na área em questão não é um impeditivo para a realização de um bom trabalho, por outro lado a especialização pode garantir resultados ainda mais precisos. Portanto, caso seja necessário solicitar uma tradução técnica, é importante conversar diretamente com a empresa de tradução e explicar as suas necessidades.

Algumas dicas para uma boa tradução técnica

Para quem é tradutor, vale a pena ficar de olho em alguns conselhos para tornar as traduções técnicas mais precisas. O primeiro passo é compreender bem o contexto no qual o texto inserido. Muitas vezes, um termo específico pode ter uma conotação dentro de uma área e outra em um campo distinto. Portanto, compreender exatamente tudo aquilo que cerca o universo sobre o qual o texto versa é importante.

Para evitar erros, é importante estar munido dos documentos corretos antes de começar o trabalho. Quanto mais você estudar uma área, maiores são as chances de você se tornar um especialista nela. Isso vai garantir a você um trabalho de melhor qualidade e, possivelmente, entregue em um tempo menor – o que pode ser um diferencial importante para o seu cliente.

É preciso tomar muito cuidado com siglas e acrônimos. Algumas áreas de conhecimento contam com termos abreviados que fazem total sentido para quem os escreve, mas que podem não ter uma explicação lógica para quem os lê. Dessa forma, conhecer as convenções de escrita de um termo – como letras maiúsculas e minúsculas ou o uso ou não de pontuação – podem ser decisivos na hora de se produzir um conteúdo fiel ao texto original.

Por fim, dê uma atenção às conversões de números ou unidades de medida. Pode ser que uma determina unidade de medida, como milhas por hora ou graus Fahrenheit, não sejam compreensíveis para leitores brasileiros, uma vez que esse não é o padrão adotado por aqui. Nesses casos, para maior clareza, pode ser que seja necessário fazer a conversão dos valores para que a informação seja transmitida com maior propriedade.

Fonte: Fidelity Translations

Mais uma vez a ideia desse artigo veio em função de experiências vividas, repetidas vezes.

Recentemente um cliente comentou “…contratei um cara muito bom para trabalhar as nossas redes sociais, mas tive que demitir… ele não sabe escrever. Eu escrevo melhor que ele.”

O portal UOL Educação publicou no ano passado “No Brasil, apenas 8% têm plenas condições de compreender e se expressar…”[i], onde comenta alguns resultados sobre o aumento do analfabetismo funcional em nosso país.

Pois é, a maioria dos brasileiros, sem exagero, não tem capacidade de expressar-se. O que é ótimo para um ambiente político-social excludente e péssimo para os negócios.

O ser humano é um ser social, ou seja, ele se reconhece plenamente quando em interação com o outro. Alguns dizem que homem é um produto do meio, outros que ele é o criador do seu ambiente. Não querendo entrar nessa discussão agora, em qualquer um dos casos a comunicação tem um papel fundamental.

A internet nos possibilitou coisas inimagináveis até então, a socialização do conhecimento, em função da redução do limite imposto pelas barreiras geográficas e da conexão com os fatos em tempo real, é apenas uma dessas facilidades. E uma das consequências mais visível foi o aumento da nossa pressa, do nosso imediatismo. Isso nos levou a criar um “idioma” paralelo, repleto de figuras, expressões, analogias, reduções etc. (blz, vc, bj, abs… :-D, <3, K, J…). Para quem se comunica bem, ótimo, é mais uma ferramenta disponível. Mas para quem já não sabia o básico, resta apenas virar número de estatísticas desalentadoras.

Por vários aspectos (logística, abrangência, mensuração, custo, resultados…), hoje o Inboud Marketing tornou-se uma alternativa muito mais atrativa, face ao marketing tradicional (Outbound). Porém, ao contrário deste, sua premissa é a atração do cliente, o que implica a criação e disponibilização de conteúdo relevante para o seu público. E é aí que a coisa complica.

Tecnicamente falando, tem muita gente fantástica no domínio de ferramentas digitais e afins, mas sem a menor capacidade de produzir conteúdo. Aí, nas conversas com alguns colegas, professores de faculdade, fica fácil entender a dificuldade, ainda maior, de uma geração habituada ao Ctrl+C/Ctrl+V.

A produção de conteúdo realmente relevante pressupõe a compreensão dos fatos, da vida, do mundo… e supõe comparação, análise, crítica, posicionamento, conclusão, enfim, uma real contribuição.  

A falta de domínio da língua causa prejuízos de forma democrática, tanto ao emissor quanto ao receptor. Certa vez, participava de uma banca responsável por fazer a avaliação dos “cases” empresariais concorrentes a um prêmio de gestão bastante conhecido. Um dos finalistas quase foi desclassificado por ter usado em seu relato um termo de forma equivocada e que mudava todo o sentido da mensagem.

Deslizes gramaticais no dia a dia, licença poética, informalidade com quem se conhece ou na língua falada, tudo bem, é perfeitamente aceitável. Guardadas as devidas proporções, de uma fala adequada a cada público-alvo, e apesar de saber-se que a língua é algo vivo e, por isso, evolui, o idioma deve ser conhecido e preservado.  

Por exemplo, temos algumas ocorrências tão corriqueiras que acabaram quase se institucionalizando. É bastante comum vermos anúncios de grandes empresas, fala de profissionais conhecidos e até em mídias de massa, coisas como “maiores informações”, “a nível de”, “assertivo” usado como sinônimo de acertado, baixa estima, quando quer se referir à “baixa autoestima”, e por aí vai.

A solução?

Não tem saída, é estudar e exercitar!

Como?

Uma das melhores formas que conheço é a leitura. E se for uma leitura crítica, melhor ainda. Pois, podemos usar a tecnologia a nosso favor, usar o corretor, elaborar processos ou criar novos aplicativos, para quase tudo, mas automatizar a nossa expressão é algo que ainda não foi inventado.

Então mãos à obra.

Boa leitura!


[i] Referência: UOL Educação

Link para a publicação original no LinkedIn.

Investir em Inbound Marketing não é mais uma questão de estar à frente dos concorrentes: é uma obrigação para um negócio se manter. O Inbound Marketing é um conceito que envolve diversas ações de marketing, sempre focando a comunicação do produto e a construção de um relacionamento com os usuários que chegam até a sua marca.

Utilizar a estratégia de Inbound Marketing permite enxergar todas as pessoas que podem vir a se tornar clientes e se comunicar com cada uma delas de maneira diferente. Com isso, você vai saber exatamente o que oferecer de acordo com o momento, para que o público veja a marca como referência, já que ela consegue suprir as necessidades dele.

Lembrando que são necessárias algumas ferramentas para gerenciar os leads – que são os contatos qualificados de uma pessoa (ou empresa) que demonstra interesse através de algum meio em algum produto ou serviço. Para alertar as empresas, destaco 3 consequências que acredito que vão ocorrer com as empresas que não investirem nestas estratégias.

1- Perda de espaço na internet

Como as técnicas de Inbound Marketing são responsáveis por manter a marca presente na internet e sendo vista por aqueles que importam, que são as pessoas interessadas na área, a falta de investimento vai fazer com que a marca pare de ser vista.

Além de não ser encontrada pelos termos de busca, ela vai perder espaço para os concorrentes que fizerem o investimento primeiro, a concorrência é cada vez maior. Além disso, esse investimento permite destacar-se em nichos específicos, o que permite uma diferenciação dos concorrentes.

Ao perder espaço na internet, e considerando que estar presente no ambiente online é imprescindível, a marca perde sua força em todos os ambientes.

2- Queda no valor da marca

Já se foi o tempo em que o valor da marca era dado apenas pelas estratégias de publicidade. Vivemos na era em que o conteúdo dita as regras. Assim, as marcas precisam oferecer informação e experiência aos usuários, e isso só é possível com o investimento em Inbound Marketing.

Mais do que tudo, as marcas precisam entender que as pessoas não querem saber apenas sobre os produtos ou serviços. Essas pessoas precisam de ajuda, com conteúdo simples e objetivo, que agregue valor de verdade no dia a dia.

Caso contrário, ele explica que a percepção de valor da marca passa a ser menor e pode perder para a concorrência.

3- Estagnação

O Inbound Marketing é o grande responsável pelo crescimento de qualquer empresa, seja qual for o segmento e o foco dela. A empresa que não estiver voltada a nutrir os leads tende à estagnação, e no mercado atual, estar estagnado é o primeiro passo para a crise. Não é só o faturamento e o crescimento da empresa que estão em jogo, mas o valor da marca e o posicionamento da empresa.

Não se trata mais de sair na frente. Com as mudanças rápidas do mercado, já é uma questão de não ficar para trás.

Você já sabe o que é SEO, ok. Mas como iniciar a aplicação dessas técnicas no meu site?

É uma dúvida comum que enfrento em meu dia a dia. São diversos clientes perguntando como funciona na prática e o que pode ser feito internamente para acelerar os resultados. Bom, se fosse fácil, não haveria tantas startups e ecommerces investindo cada vez mais em Inbound Marketing e Marketing de Conteúdo, duas metodologias baseadas em SEO.

A questão é que não basta querer ser um site otimizado. É preciso saber fazer.

E há alguns pormenores que devem ser observados para que os resultados sejam atingidos dentro do prazo e sem aumentar ainda mais os custos. Se você está disposto a fazer a otimização do seu site, esse é um guia completo com tudo o que você precisa fazer para montar uma lista de ações completa.

Como quero ser prático, nem vou me alongar mais. Vamos direto ao ponto. Aos pontos, aliás. Nesse artigo citarei as melhores práticas e estratégias de SEO On-page e Off-page para você dar os primeiros passos.

Fiz com muito cuidado e baseado nas dúvidas mais comuns de clientes.

Espero que gostem, de verdade!

SEO On-page

SEO On-page é tudo aquilo que pode ser feito internamente para otimizar seu site.

Isso quer dizer: estrutura HTML, conteúdo, tags, imagens, landing pages, listas de palavras-chave, otimização, meta description, etc.

Você deve estar atento a muitas coisas para não deixar nada passar. Por isso, nesse conteúdo, irei direto ao ponto, citando todos os fatores que você deve por em seu checklist para ter um site totalmente otimizado em SEO.

Vamos lá!

1. Pesquisa de palavras-chave

Ranquear nas palavras-chave importantes para suas personas é a primeira etapa do planejamento SEO. É nesse momento em que você delimita seu público e faz com que seu conteúdo seja encontrado apenas por quem potencialmente pode chegar até a outra ponta da jornada de compra. Ou seja: possíveis consumidores da sua empresa.

Mas como fazer essa pesquisa de palavras-chave na prática? Irei explicar!

Primeiro, você vai precisar de uma boa ferramenta de pesquisas. Um lembrete: provavelmente, caso você tenha planos ambiciosos, terá que investir em uma ferramenta paga. Sendo bem sincero, caso você faça um trabalho competente, é um investimento que irá se pagar em menos de um ano.

Continuando.

Encontrando as palavras-chave ideais

Nessa etapa, recomendo sem medo o Keyword Planner, do Google Adwords.

Para sua surpresa, é de graça. Você só precisar ter uma conta do Analytics em seu site para usá-lo.

A pesquisa funciona de forma muito simples. Você digita um termo específico para pesquisar e a ferramenta lista milhares de termos relacionados que usuários do Google costumam utilizar em suas pesquisas.

Por exemplo: digite “pisos de borracha”. Os resultados serão: “pisos emborrachados”, “o que é piso de borracha”, “onde comprar piso de borracha”, “piso de borracha para academia”, etc.

Além das palavras, como ferramenta de SEO que se preze, o pesquisador de palavras-chave do Adwords também indica a concorrência do termo para ranquear bem, o volume médio mensal de buscas e o CPC – custo por clique – para criação de anúncios.

Na imensa maioria dos casos, o Keyword Planner irá quebrar seu galho.

No entanto, caso você não tenha uma ideia de palavra-chave por onde começar, serão necessárias outras ferramentas.

Outra gratuita fornecida pelo Google é o Webmaster Tools ou Google Search Console.

Essa ferramenta faz um raio-x completo do seu site. A grande vantagem, para quem não tem um ponto de partida, é saber por quais palavras-chave os visitantes chegam até sua página.

Ela te dá uma lista completa, das palavras que trazem mais tráfego até os termos que trazem menos.

Obviamente, você deve reforçar seu foco em se posicionar ainda melhor nos termos que lhe trazem mais visitantes. Aproveite para jogar esses termos no Adwords e observar o potencial deles: se uma palavra que tem 1000 buscas por mês atualmente lhe traz 100 acessos, seu primeiro esforço deve ser melhorar seu posicionamento nela, para que consiga até 300 acessos, por exemplo.

Essas duas ferramentas devem bastar para uma listagem inicial de palavras-chave.

Mas para refinar o trabalho e ampliar seus horizontes, não há como abrir mão de ferramentas como SemRush e Moz. O diferencial delas é fornecer dados completos sobre as palavras-chave utilizadas por concorrentes diretos e indicar todos os dados possíveis sobre esses termos.

Dificuldade de indexação, volume de buscas, CPC, concorrência, posicionamento do seu site na palavra-chave, posicionamento dos concorrentes, etc. Quer dizer: o mínimo que você precisa fazer para montar uma lista de palavras-chave a serem trabalhadas nos conteúdos do seu site é indexar em todos os termos que seus concorrentes estão.

Claro que você não precisa focar em todas ao mesmo tempo. Felizmente, ao indicar a url do site concorrente, é possível descobrir as palavras que mais trazem tráfego ao site. Dê prioridade a elas no início do seu planejamento de SEO e depois expanda seu raio de alcance. É sempre importante lembrar que o planejamento de persona é fundamental aqui.

Já aconteceu comigo de me preocupar tanto em ranquear nas mesmas palavras do concorrente, que acabei caindo no mesmo erro deles. Às vezes, o público pesquisa por algo totalmente diferente no Google e nem eu, nem eles, conseguíamos atingir essas pessoas.

Por isso, não siga seus concorrentes cegamente. Copie seus acertos e busque descobrir suas falhas, para transformá-las em uma vantagem do seu negócio.

Faça a pesquisa das palavras-chave que os concorrentes estão bem indexados, sim. Mas depois faça a sua!

2. Crie conteúdo otimizado

Agora que você já tem a lista de palavras-chave, hora de partir para o conteúdo. Isso quer dizer: produzir novos e otimizar os que você já tem.

Como produzir um conteúdo otimizado em SEO? Sendo relevante para o público e o Google. A melhor forma de conseguir um bom posicionamento é produzindo um conteúdo melhor do que os seus concorrentes. Mais informativo. Mais bem escrito. Mais otimizado.

Há alguns anos atrás, era mais fácil “forçar a barra” para conseguir o primeiro lugar do resultado de buscas. Repetir “mil” vezes a palavra-chave no conteúdo era um dos truques que formavam o “black hat SEO”.

No entanto, visando refinar sua pesquisa e oferecer mais qualidade aos usuários, o maior mecanismo de buscas do mundo tratou de sofisticar seus robôs. Há uma série de fatores que são levados em conta, além da utilização das palavras-chave.

Vamos citar os principais.

Crie conteúdo com mais de 1500 palavras

Atualmente, os primeiros resultados para as buscas são conteúdos com entre 1500 e 2000 palavras. É uma forma dos robôs do Google descobrirem se o texto é aprofundado sobre o assunto.

Portanto, sabe aquela estratégia que você já deve ter ouvido falar, de produzir um calhamaço de textos pequenos e curtos, utilizando o maior número de palavras-chave possível?

Ainda dá certo. Em curto prazo. Em longo prazo, pode dizer adeus às suas tentativas de indexação. Mas você pode argumentar? Então basta utilizar um gerador de caracteres para textos longos e pronto? Não!

O fato do texto ser longo permite que você utilize outros headlines – subtítulos – ao longo do texto e termos referentes ao assunto. São justamente esses termos específicos que dizem ao Google sobre o que aquele conteúdo trata.

Quanto mais longo e bem escrito, provavelmente maior a variedade de palavras relacionadas usadas ao longo do texto, certo? É aí que esses materiais se diferenciam. O sistema de avaliação do Google identifica esses termos. Você ganha pontos com isso.

Caso seu conteúdo seja bom, provavelmente as pessoas ficarão mais tempo em sua página, irão comentar e compartilhar seu material.

É a união entre esses dois fatores – a otimização para o Google e a qualidade para o público – que farão seu conteúdo conquistar um bom posicionamento, em conjunto com os outros tópicos que abordaremos a seguir.

3. HTML e formatação

A estrutura do site também é um fator primordial no SEO.

Suas páginas precisam ter tags de títulos (H1, H2, H3, etc), alt text para imagens, meta description, urls inteligentes, compatibilidade para dispositivos móveis, tempo de carregamento rápido e certificados de segurança.

Title tags

As tags de título indicam sobre o que seu conteúdo se trata. É por essa hierarquia que os robôs do Google leem os textos do site.

Por isso é fundamental que o H1 contenha a palavra-chave. Da mesma forma, os headlines (H2, H3, H4, H5, etc) devem ser vários e incluir os principais termos relacionados.

Assim o Google percebe do que o texto se trata e o aprofundamento dele.

Alt text para imagens

O alt text nada mais é do que o texto que aparecerá caso a imagem não carregue. Se para o leitor o que importo é a imagem, para o Google a única forma de lê-la é através do alt text.

Por isso também é fundamental que pelo menos uma das imagens do conteúdo contenha a palavra-chave. No entanto, as outras devem ser o mais descritivas possível.

Exemplo: um blog post sobre “10 dicas de alimentação saudável”. O alt text da imagem capa pode ser “lista de dicas de alimentação saudável”. No entanto, caso o restante sejam fotos de tomates, verduras, alimentos saudáveis e orgânicos, o ideal é você utilizar exatamente essas palavras na descrição.

Assim o Google também saberá que são termos relacionados e seu conteúdo ganhará credibilidade.

Meta description

A meta description é aquele texto que aparece abaixo do título do conteúdo nos resultados das pesquisas. É fundamental que seu meta description seja “vendedor”. É sua chance de conquistar o leitor. A dica é ir direto ao ponto e entregar tudo o que o conteúdo irá comentar.

Caso você não tenha ideia, mais uma vez, recorra à concorrência. Veja as meta descriptions dos primeiros colocados, ofereça tudo o que eles dizem ao leitor e algo a mais. E não esqueça de inserir a palavra-chave sempre!

URLs inteligentes

A URL da página também deve conter a palavra-chave. É essencial.

Não precisa ser muito longa, com o título inteiro do blog post. Simplifique e utilize apenas a palavra-chave, quando possível.

Design responsivo

Bem mais da metade dos acessos à internet são feitos por smartphones. Portanto, cada vez mais o Google considera o desempenho de sites nesses devices para checar se são confiáveis.

O Google Webmaster Tools, que já comentei aqui, também faz um raio x da performance responsiva do seu site. Ele indica os erros, para que você possa corrigi-los. Certifique-se que seu site seja mobile friendly.

PageSpeed

O tempo de carregamento das páginas também é um fator considerado pelo Google para avaliar a qualidade do site.

Utilize a ferramenta gratuita de análise Website Grader para verificar se o page speed do seu portal é aceitável e quais melhorias podem ser feitas. Você só precisa colocar a url da sua página e preencher um formulário bem curtinho.

A análise é bem completa, embora algumas funcionalidades para melhoria imediata só sejam possíveis com a versão paga. No entanto, você consegue fazer isso com sua equipe de desenvolvimento sem problemas.

Imagens pesadas e excesso de código são os motivos mais comuns para deixar a entrada na página muito lenta, o que afasta muitos, muitos mesmo, visitantes.

Certificados de segurança

Recentemente o Google também passou a valorizar sites com certificados SSL ou HTTPS.

São garantias que dão um certo trabalho para conseguir – são pagas também, mas muito bem-vistas pela plataforma. Em uma semana você consegue implementar essa nova url, o que também traz mais segurança para seus usuários, sobretudo no caso de e-commerces.

É muito mais fácil implementar o certificado de segurança em sites que ainda estão sendo construídos, pois a quantidade de urls é bem pequena. Sites grandes também não enfrentam muito problema, então, não se preocupe. Só é preciso garantir que o redirecionamento automático seja feito corretamente, em todas as páginas já existentes.

SEO Off-page

Agora que você melhorou as páginas internas do seu site, é hora de trazer relevância a partir de links externos. Esse é o diferencial de uma boa estratégia de SEO e a forma mais rápida de tornar seu site referência do mercado.

Entenda como!

Conquiste a confiança do Google

O PageRank do Google leva em consideração aspectos não relacionados diretamente ao conteúdo da sua página.

É o caso da autoridade de domínio (Domain Authority) e a autoridade de página (Page Authority). O domain authority é a medida que diz o quanto seu site é relevante. Quanto mais conteúdos bem indexados e mais conteúdos externos que linkam para seu site, maior seu domain authority.

O page authority é referente apenas a uma página específica. Se você indexa um conteúdo em primeiro lugar para uma palavra-chave importante, mais links externos serão direcionados a essa página, que, por sua vez, aumentará o page authority.

Mas não se trata apenas de backlinks.

A autoridade está ligada também ao tempo de existência da página. Sim, o Google leva em conta a idade do seu negócio em território digital, ainda que não seja tão relevante assim.

O fator primordial mesmo é a taxa de rejeição.

Taxa de rejeição

A taxa de rejeição é calculada sobre a quantidade de vezes em que um usuário entrou no seu site em uma determinada página e saiu sem interagir. Isso quer dizer: não clicou em nenhum link, nem abriu qualquer outro conteúdo.

O Google entende que não havia nada mais interessante e que seu site não resolveu o problema desse usuário, tirando pontos seus. Às vezes, como disse anteriormente, o tempo de carregamento e problemas no HTML também são responsáveis por esse tipo de desistência do visitante.

A taxa de rejeição é informada no Google Analytics. Então, dê sempre uma olhada nessa métrica em suas páginas mais acessadas para garantir que nada de errado esteja acontecendo.

Backlinks e link building

Link building é a parte crucial da estratégia de SEO. Por melhor que sejam seus conteúdo e estejam bem ranqueados, há um enorme potencial de tráfego que pode ser alcançado por meio de conteúdos planejados em parceria.

Pense que você oferta um serviço para um público A. Esse público A, além dos seus serviços, pode procurar também por outros tipos de produtos, para resolver outros problemas. Por que não aparecer também em páginas relevantes desses outros produtos que ele pode estar procurando e surgir como uma solução que a persona ainda não despertou?

É disso que se trata uma estratégia de backlinks bem pensada. Estar onde seu público está e atraí-los para sua página, em parceria com sites realmente relevantes.

Como encontrar esses sites?

O ideal é montar uma lista com todos os links que podem ser úteis ao seu negócio. Eventualmente você não conseguirá montar parcerias com todos. Por isso é importante ter um leque de alternativas.

Uma das melhores ferramentas para essa missão é o Ahrefs.

Você pode usá-la gratuitamente para testar suas possibilidades. Aposto que vai querer pagar depois.

Os fatores que você deve levar em conta são:

Qualidade dos links

Utilize o Ahrefs para encontrar as páginas mais relevantes, para o público e o Google, nos assuntos que lhe interessam. O passo seguinte é descobrir autores mais frequentes e tentar entrar em contato. Mande um e-mail e sugirá uma troca de guest posts frequente, talvez de um conteúdo por mês.

Mostre que os dois tem a ganhar, afinal, se você tem um bom site, o convidado também terá um aumento de relevância. Aproveite para deixar comentários nas páginas mais visitadas dos parceiros, com links para seu site também. É uma estratégia antiga, mas que ainda funciona bem!

O material produzido deve ser super compartilhável. Você e o convidado devem divulgá-lo prioritariamente. Assim o alcance torna-se ainda maior, para os dois envolvidos.

Texto âncora

O texto âncora nada mais é do que as palavras utilizadas como hiperlink. Nunca coloque o link em “veja mais aqui” ou “nessa página”.

O ideal é utilizar termos relacionados, sinônimos da palavra-chave ou a keyword específica do conteúdo que está sendo linkado.

Quantidade de links

Obviamente que quantos mais sites usam você como referência – linkam para seus conteúdos -, provavelmente mais confiáveis seus textos são para potenciais usuários.

Isso tem um peso enorme para os mecanismos de busca.

É a principal maneira deles saberem que seu conteúdo é a maior referência no meio digital sobre aquele assunto ou keyword.

Dicas extras

Bom, você leu o material até o final.

Espero que realmente tenha sido útil.

Para ajudar ainda mais, reforçarei as ferramentas que você pode utilizar para montar sua estratégia:

  • Keyword Planner
  • SemRush
  • Moz
  • Google Search Console
  • Website Grader
  • Ahrefs
  • WordPress (com plugin Yoast ou All-In-One SEO).

Queria citar o WordPress como uma última dica. Sabe todas essas dicas que dei sobre formatação, tags, title, meta description e alt text? Então, alguns templates – inclusive gratuitos – do CMS para utilizado para criação de sites no mundo, condensam essas informações em campos para preenchimento.

Tudo isso usando um dos plugins que citei: Yoast ou All-In-One SEO.

Além disso, os templates do WordPress são feitos para serem otimizados e terem uma melhor performance de acordo com os padrões cobrados pelo Google. Portanto, recomendo fortemente que você utilize o WordPress como plataforma do seu site, inclusive recorrendo a uma migração.

É isso pessoal, foi minha última dica nesse artigo. Agora vocês estão prontos para por a mão na massa.

Qualquer dúvida, não deixem de entrar em contato. Somos especialistas em estratégias SEO e não temos problemas em compartilhar nossos conhecimentos.

Obrigado!

Dentre as diversas formas de marketing digital, estratégias de inbound marketing têm se destacado ultimamente por sua efetividade e custo mais acessível.

Pesquisas revelam que o inbound marketing custa 61% menos do que o marketing tradicional, que usa anúncios em TV e revistas, por exemplo.

Além disso, empresas que usam estratégias de inbound marketing bem executadas têm resultados 10 vezes melhores, e apontam um retorno sobre o investimento positivo, na opinião de 79% das empresas que usam um blog em suas ações na internet.

Isso acontece porque o inbound marketing não interrompe as pessoas que buscam entretenimento ou informação com anúncios ou chamadas, mas, ao contrário, atrai seus clientes por meio de conteúdos interessantes e relevantes para o mercado-alvo de seu e-commerce.

Outros dados da mesma fonte comprovam que 80% dos decisores de compras nas empresas preferem receber informações em uma série de artigos do que em um anúncio publicitário.

É por esses e outros motivos que estratégias de inbound marketing devem fazer parte das ações do seu e-commerce.

Aprenda agora como fazer isso e ter excelentes resultados.

Estratégias de inbound marketing no e-commerce

Como você viu, técnicas de inbound marketing estão focadas em conteúdo relevante para atrair clientes potenciais. Mas não apenas nisso.

É preciso destacar mais dois importantes elementos da estratégia de inbound marketing:

  1. SEO: Search Engine Optimization, que consiste (de modo simplificado) em achar as palavras-chave mais usadas nas buscas de seu público na internet e usá-las em seu site e blog para atrair seus clientes potenciais.
  2. Mídias Sociais: usar as plataformas onde seu público-alvo mais interage para apresentar seu conteúdo a eles.

Além disso, as boas-práticas do inbound marketing indicam 4 fases que seu cliente deve percorrer ao entrar em contato com seus conteúdos e seu e-commerce:

  1. Atrair visitantes para seu site
  2. Colher dados dos visitantes (transformá-los em leads)
  3. Transformar leads em clientes (ao converter vendas)
  4. Fidelizar e encantar seus clientes, vendendo cada vez mais

Para cada uma dessas fases, vamos apresentar algumas estratégias de inbound marketing

1- Atraindo visitantes

Se é o conteúdo de qualidade que vai atrair seu público, é preciso conhecê-lo bem para saber o que é relevante para ele.

Para isso, depois de fazer pesquisas, entrevistas e usar ferramentas de BI e analytics na internet, você deve construir a persona (ou personas), de seu público.

Persona é um personagem fictício, com nome, idade, profissão e outras características que vão ajudar você a entender quais os assuntos que interessam a ele, para produzir os conteúdos certos.

Agora que você sabe quais os assuntos para desenvolver os conteúdos, crie um blog ligado ao seu e-commerce para falar sobre eles, sem esquecer de usar as palavras-chave identificadas através de ferramentas de SEO e empregá-las em seus textos.

Além disso, seu próprio site pode usar essas palavras-chave, de forma estratégia. Por fim, use os perfis e páginas de sua empresa nas mídias sociais para atrair ainda mais prospects com os assuntos relevantes para eles.

2- Transformando visitantes em leads

O conceito de lead define aqueles visitantes que demonstram algum interesse em seu produto ou serviço e deixam, espontaneamente, informações de contato para você poder falar com eles.

Assim, crie em seu blog conteúdos mais profundos e ricos, como e-books, infográficos, webinars, acesso a cursos e vídeos etc., e solicite que seus visitantes deixem dados como e-mail e nome, em um pequeno formulário, para poderem ter acesso a esses conteúdos especiais.

3- Convertendo vendas

Conhecendo o e-mail de seu lead, passa-se à fase de nutrição de leads, que consiste em enviar cada vez mais conteúdos relevantes para eles, por meio do disparo de e-mail marketing, com o objetivo de educá-los sobre seus produtos e serviços, mostrar como podem ser uma solução para seus problemas, oferecer mais materiais ricos ou outros conteúdos do interesse deles.

Com ajuda de software de automação de marketing, você descobrirá quais desses leads estão se interessando mais por seus materiais e como eles interagem com seus e-mails, blogs e mídias sociais.

Assim, será possível definir regras de como saber quais deles já estão interessados a ponto de poder receber um telefonema de sua equipe de vendas, por exemplo, no caso de negócios B2B, ou e-mails com links para ofertas em seu e-commerce, no caso de B2C, direcionados para landing pages especialmente criadas para melhorar a conversão, com auxílio de:

  • Boas imagens
  • Um site leve que abre rapidamente
  • Navegação intuitiva
  • Layout atrativo e responsivo
  • Elementos que caracterizam um site seguro
  • Call to Action engajador

4- Fidelizando e encantando seus clientes

Acha que depois da primeira venda, a estratégia de inbound marketing acabou? Pelo contrário, é hora de continuar conhecendo cada vez melhor seu cliente e enviar os conteúdos certos, para que ele compre cada vez mais e divulgue sua marca nas mídias sociais.

Este foi um roteiro rápido das principais estratégias de inbound marketing. Se você quiser saber mais sobre o assunto, sugiro que leia este artigo: Guia prático sobre o que é marketing digital

Recentemente, estive pesquisando algumas alternativas de ferramentas para automação de marketing e envio de e-mail-marketing. Imagino que muitos leitores do Profissional de E-commerce devem ter as mesmas dúvidas.

Se você não estiver familiarizado com o conceito, uma ferramenta de automação de marketing irá ajudá-lo a executar, por exemplo, sua campanha de marketing por e-mail com base no comportamento de seus visitantes.

O conceito de automação de marketing não é uma ideia nova, embora essa terminologia possa soar algo diferente. Aqui está uma breve visão geral:

“A Automação de Marketing é uma plataforma para economizar tempo, eliminar erros e melhorar a eficiência de uma ampla gama de tarefas de marketing em vários canais.”

Os profissionais de marketing modernos reconhecem que a automação simplesmente não é suficiente.
Para fornecer o valor mais relevante para os clientes, e clientes certos em todas as fases do ciclo de vida, é necessária uma nova abordagem.

O Marketing vai além da automação, comunicando-se efetivamente com sistemas em todo o ecossistema de clientes e em toda a sua cadeia de marketing.

Por exemplo, se eu fosse dono desse blog e você tivesse uma conta nele e estivesse lendo essas linhas, eu poderia pedir a essa automação de marketing para enviar um e-mail pré-escrito para sua caixa de e-mail para perguntar: “Precisa de uma mão para melhorar sua automação de marketing?”.

Como você passou algum tempo lendo essas linhas, eu poderia presumir que você está interessado em automação de marketing e poderia lhe oferecer meus serviços. Eu também poderia esperar 2 dias depois que você abriu este e-mail, para lhe enviar uma incrível oferta, apenas para você! E caso não tenha aberto, outra super oferta algum tempo depois.

Se também perceber que você verificou várias vezes algumas páginas no meu blog sobre automação de marketing ou qualquer outro tópico semelhante, eu poderia “marcar” o seu potencial em pontos e depois de uma certa quantidade de pontos, o pessoal de vendas poderia entrar em contato com você diretamente. Maravilha, hein?

Esta é uma prática bastante comum e que está disponível para micro, pequenas e médias empresas, não apenas às grandes, com orçamentos gigantescos.

Embora você pode se sentir “espionado”, este tipo de ferramenta é muito apreciada e usada por profissionais e empresas, pois eles podem economizar uma quantidade significativa de tempo, proporcionando um bom serviço aos seus clientes.

Ótimo para produtividade

Mas espere, este tipo de ferramenta não é apenas para as empresas, ela poderia ser usado de muitas maneiras diferentes, como por exemplo para escolas, associações ou qualquer nicho que possa se beneficiar da automação de e-mail marketing.

Porém, como eu e minha consultoria somos especializados em micro, pequenas e médias empresas, não teria nexo sugerir produtos que poderiam, combinados, ficarem mais caros que meu próprio serviço.

Assim tive de pesquisar muito e acabei encontrando boas ferramenta de automação de marketing, como Mailchimp ou Infusionsoft.

Mas sempre batia no ponto CUSTO, pois nenhuma delas é open source, ou seja, grátis …
Pois bem,  essa espera acabou quando eu conheci a ferramenta chamada Mautic.

Agora que você conhece um pouco mais sobre automação de Marketing vou lhe apresentar o Mautic:

O Mautic é uma plataforma que lhe fornece um alto nível de integração com sua audiência, permitindo que você faça conexões mais significativas com o cliente.
O fato de ser Open Source  (assim como Magento para o e-commerce e o WordPress para CMS), você terá APENAS o custo de hospedar a ferramenta em um provedor. Como esse custo é baixo, R$ 20 a 50,00/mês isso a torna praticamente GRÁTIS se comparada as ferramentas mais conhecidas de mercado como RD Station, LeadLovers, HubSpot, entre outras que cobram de R$150,00 a R$ 2.000,00/Mês . 

Além de tudo isso, tem também um belo design e diversos recursos como:

– Calendário: Para acompanhar todas as campanhas que você está executando;
– Leads: Para acompanhar os leads anônimos e conhecidos com métricas-chave como visualizações de página, tempo gasto no site, etc;
– Campanhas: Construtor de campanha para definir as ações e eventos que seus leads seguirão, de forma automática;
– Formulários: Para criar facilmente suas páginas de destino para coletar informações importantes ao promover sua oferta/serviço.
– Pontos (ou score): Para marcar seus leads com base em quão bem eles responderam às suas campanhas, isso poderia ajudar a desencadear campanhas diferentes depois);
– Relatórios: Para obter uma visão geral do sucesso de suas campanhas e ajudá-lo a aprimorá-las.

Eis abaixo as características mais importantes segundo a própria Mautic:

Design Poderoso

Aumentar sua base de clientes, elevando o nível de comunicação com eles. Da prospecção à fidelização, automatizamos o processo de comunicação para que você possa se concentrar nas coisas importantes – ser criativo e aumentar sua base de clientes.

Marketing Inteligente

Envolva seus contatos e use poderosos relatórios e painéis para analisar as atividades deles. Deixe nossa ferramenta de inteligência de campanha ajudá-lo a enviar comunicações mais oportunas e relevantes para fortalecer ainda mais os relacionamentos com seus clientes potenciais e clientes atuais.

Integrações abertas

Entenda melhor seus clientes potenciais e clientes atuais, olhando todas as informações que você tem sobre eles em um só lugar. Integre sua tecnologia de marketing para obter uma visão de 360 graus de seus contatos.

Ainda segundo a própria Mautic, as soluções principais foram desenvolvidas para atender às demandas de negócios e clientes.

A partir do momento em que um visitante interage com a sua marca on-line, essas soluções irão fornecer-lhe uma variedade de abordagens para reunir informações mais profundas, desenvolver relacionamentos baseados no valor, validando os seus esforços de marketing.

Essas soluções englobam, por exemplo:

1- Gestão de contatos

O aspecto mais importante do seu esforço de automação de marketing começa com as pessoas que você está alcançando.

Sejam visitantes desconhecidos ou contatos conhecidos, cada conexão fornece a inteligência necessária para construir relacionamentos mais profundos e fornecer um valor mais significativo. Exemplos:

  • Contatos: Qualquer visitante anônimo, cliente potencial, cliente potencial ou cliente; Contatos que poderiam estar em qualquer área da viagem de compra.
  • Segmentação: Crie filtros e listas que coloquem contatos em grupos diferentes, permitindo que você envie mensagens mais relevantes e personalizadas.
  • Integrações: As empresas usam inúmeros sistemas e tecnologias para atingir seus objetivos. Controle e gerencie inúmeras integrações para maximizá-los todos.

6 erros que não podem ser cometidos com os leads gerados

2- Gerenciamento do Ciclo de Vida do Cliente

A partir do momento em que a necessidade é reconhecida, até o momento em que a necessidade é atendida,  e além, cada ponto de contato é criticamente importante.

Quando você toma o tempo para entender todo o ciclo de vida do cliente e atribuir suas atividades de marketing a cada segmento da jornada de compra, você terá a oportunidade de criar experiências relevantes e cheias de valor. Exemplos:

  • Planeje: Use o calendário de marketing para agendar comunicações de marketing e acompanhar quais já foram executadas.
  • Execute: Envolva seus contatos imediatamente. Sem semanas de treinamento para desenvolver e lançar uma única campanha.
  • Acompanhe: Use integrações e abordagens de rastreamento avançadas para monitorar a atividade em qualquer lugar em seu site e trazer esses dados de volta à Mautic.

3- Marketing Multicanal

Comunique-se com seu público-alvo enviando mensagens personalizadas que são fáceis de criar, não importa onde elas estejam.

Envolver seus clientes potenciais com conteúdo, dentro do canal certo, irá ajudá-lo a reunir dados mais inteligentes, adicionando maior valor e construindo relacionamentos mais significativos com os clientes. Exemplos:

  • E-Mail: Utilize o editor intuitivo para criar e-mails profissionais em minutos e visualizar relatórios em tempo real sobre métricas-chave.
  • Mídias Sociais: Construir dados para seus contatos, puxando os dados das mídias sociais. Compartilhe as mensagens que você cria no Mautic para os seus canais sociais.
  • Web e SMS: Envie mensagens de texto e multimídia para um dispositivo móvel para contatos conhecidos. Compartilhe conteúdo relevante por meio do seu website no navegador.

4- Relatórios e Painéis

O objetivo de qualquer iniciativa de marketing são os resultados. Resultados para o seu cliente e os resultados para o seu negócio. Reconhecemos que cada empresa, indústria e campanha exige a obtenção de informações exclusivas.

Atribuir a atividade do comprador não é apenas medido pela percepção que você coleta através de relatórios, mas também é medido nas conexões de longa duração que são feitas. Exemplo:

  • Relatórios interativos: Selecione seus conjuntos de dados e adicione os filtros necessários para criar relatórios personalizados. Agora, seu relatório está disponível para toda a equipe.
  • Painel de controle: Acompanhe a atividade de cada campanha, e-mail, contato, página de destino e mais de vários painéis encontrados em toda o Mautic.
  • Multi-instância: Painel personalizado permitirá que você agregue dados e execute campanhas em várias instâncias de Mautic com facilidade.

5- Marcação, Criação e Conversão

Cada iniciativa de marketing é projetada para mover seus clientes e possíveis clientes da descoberta para decisão e à advocacia de marca. Acompanhe cada passo e interação, desencadeando comunicações de uma maneira determinada.

Então, quando sua contagem lhe disser que é o momento certo, criar o apelo perfeito à ação que transformará prospects em clientes. Exemplo:

  • Pontuação: Atribuir pontos com base em dados demográficos, sociográficos ou de atividade. Acionar ações adicionais quando um número específico de pontos for atingido.
  • Nutrição: A interface de arrastar e soltar ajuda a criar campanhas baseadas em tempo ou ativadas por atividade para entregar mensagens via email, SMS, social ou web.
  • Chamada à ação: Fácil de criar formulários que podem ser hospedados em seu site, página de destino ou e-mail para capturar informações adicionais sobre seus contatos.

Ficou interessado ? Tem mais ainda !!

6- Marketing de Mídias Sociais

Envolva suas conexões através de poderoso marketing de mídias sociais. Ouça o seu público-alvo e interaja diretamente com eles em sua plataforma de mídia social. Construa suas listas de Leads através de menções sociais, hashtags, palavras-chave e muito mais.

Isso é ter o Marketing de Redes Sociais ativo e integrado em suas campanhas.

7- Gestão de Contatos

Acompanhe sem esforço contatos anônimos e conhecidos. O Mautic fornece um acompanhamento detalhado, incluindo visualizações de páginas, tempo gasto no site e interesses específicos.

Uma vez que você começou o rastreamento, você pode nutrir esses contatos com uma série de processos poderosos e o Mautic torna isso mais fácil.

8- E-mail Marketing

Envie e-mails personalizados para seus contatos. Use o E-mail marketing em massa sem limites de envio. Ah, o Mautic também se integra com soluções de terceiros existentes.

Assista a abertura de e-mail, clique em cliques e envie follow-ups com base nas decisões dos usuários, tudo isso através do Mautic e do e-mail marketing.

9- Formulários

Crie formulários valiosos à sua campanha para coletar informações, criar segmentos, fornecer conteúdo ou comercializar seu próximo webinar com o construtor de formulários altamente personalizável.

10- Campanhas

Gerenciamento de campanha flexível e fácil de usar. Crie uma campanha e defina as ações e eventos que seus contatos seguirão. Automatize o processo de conexão com contatos e alimente-os ao longo do funil de vendas.

11- Relatórios

Use os dados coletados de cada uma de suas campanhas para melhorar seus esforços de marketing. O feedback detalhado dos relatórios da campanha permite melhorar e aperfeiçoar o seu marketing.

Agora que já sabem o que é automação de marketing e (quase) tudo que o Mautic pode fazer por você, vamos às duas opções de uso que o Mautic lhe dá:

1 – Você pode testar o Mautic na opção hospedada por eles mesmo, que é gratuita (claro, com alguns limites, mas ótima para se familiarizar com o Mautic.

Para saber mais sobre isso, clique aqui => https://mautic.com/pricing/. Claro, existe a versão paga também, e no mesmo link você pode comparar ambas.

2 – Você é um profissional Roots e quer partir pro arregaço? Você pode instalar o Mautic diretamente no seu servidor e começar a dominá-lo imediatamente.

Para isso, clique nesse link => https://www.mautic.org/

Finalizando, e para deixar vocês com água na boca, os próximos posts serão sobre:

Parte II – Instalando o Mautic Corretamente (é, nem tudo são flores).
Parte III – Criando Formulários e Campanhas no Mautic.

PS.: No Post Instalando o Mautic Corretamente, lhe ensinarei também a integrar uma ferramenta de disparo de E-mail que lhe dá 100.000 disparos grátis por mês com limite de até 20.000 por dia.

Para quem já quiser ir se aventurando, estou à disposição e responderei as perguntas pertinentes abaixo. Obs.: Não mandem perguntas por e-mail, redes sociais, etc, pois a sua dúvida pode ser a dúvida de outro, e queremos focar essa discussão aqui no Profissional de E-commerce, ok?

Vivemos a era da especialização. Não temos só ortopedistas, temos ortopedistas especialistas em pé. Mas não é qualquer pé, é no pé direito ou especialistas em pé esquerdo, especialistas em calcâneo e assim vai.

No jornalismo não poderia ser diferente. Temos os especialistas em política, economia, esporte e os especialistas na arte de transformar seus clientes em notícia. Que clientes? Pode ser o Chitãozinho e Xororó, pode ser o CRM -Conselho Regional de Medicina, a OAB ou a KRJ, especializada no desenvolvimento e fabricação de conectores elétricos para redes aéreas.

As necessidades da KRJ são necessariamente diferentes das necessidades do Chitãozinho e Xororó. Dai a necessidade da especialização, especialmente quando levamos em consideração o público alvo de ambas.

Sempre é importante definir porque um conjunto musical, uma entidade de classe, pessoa física ou empresa necessitam de assessoria de imprensa. Qual é a razão pela qual querem ampliar a sua visibilidade? Serem vistas e conhecidas? Criarem e tornar público um novo produto ou um novo conceito? Se tornarem autoridades em um determinado assunto? Ou simplesmente se diferenciarem da concorrência para tentar aumentar o faturamento?

E essa pergunta vai determinar que tipo de empresa de assessoria de imprensa  deve ser contratada, com a ressalva de que a alta especialização do assessor está diretamente relacionada ao tipo de resultado que ele gera.

Eu diria que a especialização na indústria é uma das mais árduas tarefas a que um assessor pode se propor. Se toda a grande imprensa sempre está interessa em assuntos relacionados à música sertaneja ou às grandes celebridades, o mesmo não acontece com novos centros de usinagem lançados no mercado para atender à indústria de base ou novos botões capazes de melhorarem o acionamento de grandes centrais de produção ou sistemas de grande porte.

O Universo industrial é amplo, complexo, mas determinante para o desenvolvimento de qualquer país. É a indústria que gera emprego em massa, que desenvolve regiões quando implantada, causando desenvolvimento e impacto social positivo.

Mas para escrever sobre isso e, mais ainda, transformar essa realidade em notícia é preciso mais do que entender de pautas e horários de fechamento de grandes redações. É preciso uma especialização macro, em business to business e falar a língua e entender a realidade da empresa que contrata o serviço de assessoria de imprensa e da empresa que vai comprar o produto divulgado.

Existem jornalistas especializados , existem veículos mais especializados ainda, cuja pauta gira em torno desses avanços tecnológicos e especificidades de cada área. Temos revistas como Brasil Mineral, Petro& Química, Controle e Instrumentação, Brasil Energia. Blogs que cuidam de reciclagem, logística e sustentabilidade. Não basta conhecer jornalismo, é preciso conhecer a indústria que será assessorado, seus produtos, serviços e diferenciais competitivos.

Para gerar resultados nesse segmento é preciso competência, mas acima de tudo conhecer a linguagem e as necessidades específicas desse segmento que merece destaque na imprensa nacional, não só  pela sua grandeza, mas pela importância no desenvolvimento do País.

As decisões do profissional de marketing passaram a ficar cada vez mais complicadas. Há pouco tempo, o desafio estava em decidir se a verba de mídia iria para TV, mídia impressa ou outro canal offline.

Entretanto, as coisas mudaram bastante nos últimos anos, exigindo do mercado um profissional inserido no contexto de marketing digital e preparado para planejar e justificar as escolhas de sua estratégia, seja ela em AdWords, Social, Display, CRM, Inbound, entre várias outras. Surgiram inclusive novas áreas e títulos para estas funções, como o Business Intelligence, Marketing Technology, Growth Hacking, etc.

Apesar de todo o mix digital disponível, vemos pouquíssimos players enxergando a jornada do consumidor até o final do funil. A estratégia digital de grandes companhias tem se limitado aos objetivos de awareness ou, quando norteado por conversão, se esquecem muitas vezes que no meio destes dois existe um objetivo mais importante, o da experiência do usuário.

Nesta época do ano sempre ouvimos uma série de tendências quando o assunto é e-commerce: Métodos de Pagamentos, Interatividade, Segurança, Atendimento, Mobile First, Big Data, Omnichannel. Considero todas muito importantes, mas muito me chamou a atenção ver que a maioria delas são motivadas pela mudança de comportamento do consumidor.

Sim, nosso consumidor mudou. O mindset mudou. Além do consumidor tradicional e dos Millenials, que podemos dizer que aprenderam a se adaptar ao mundo tecnológico, estamos lidando também com uma Geração Z (nascidos a partir de meados dos anos 90) que hoje representa 20% da população, mas que até 2020 podem representar 40%.

Estamos falando de um grupo com alta habilidade de circular no digital, que apesar dos problemas de distração, costumam ser promotores das experiências boas, ou seja, podem ser grandes advogados das marcas, mas… Desde que a sua marca passe por este crivo de relevância e qualidade, que eles sabem fazer muito bem.

Então, afinal, o que este consumidor quer? Para começar nossa reflexão, vale uma comparação com o mundo físico: você entra em uma loja e vê um produto interessante, mas ele não tem nenhuma informação além do nome, preço e código.

Comparando com o produto do concorrente, também com informações escassas, restam duas coisas: fazer uma aposta e comprar qualquer um deles (onde há um grande risco de devolução e insatisfação) ou sair da loja para procurar mais detalhes (nesta, você perdeu a venda). Mas e se nesta loja alguém chegasse para perguntar: “Posso te ajudar com esse produto? Ele é ideal para você, pois…”. Ótimo, mas até aqui nenhuma novidade, afinal, esta pessoa tem nome: é o vendedor.

Como aqui o assunto aqui é marketing digital, vamos voltar às escolhas feitas na estratégia e retomar o ponto levantado lá em cima: De que valem os investimentos em todas as opções do mix digital quando tudo leva para uma página sem vendedor? Sim, estamos falando da sua página de produto.

Se você vende os seus produtos no varejo online, sabe que as equipes de cadastro ficam responsáveis por números assustadores de cadastros de produtos em suas plataformas, consequentemente se concentrando em um tipo conteúdo básico: Título, Código, Descrição, Especificações e Imagens.

Mas a dúvida que fica é: o consumidor está realmente tendo uma experiência de compra? Lembre da Geração Z que falamos agora pouco e tente imaginar qual das páginas de produto abaixo realmente passaria pelo crivo de qualidade deles:

conteudo_especial_isee

Conteúdo de Produto deve ser visto como uma extensão da Estratégia Digital. Portanto, se você é da indústria, vale a reflexão sobre incluir mais uma linha em seu planejamento digital.

O conteúdo básico que começa no cadastro, pode (e deve) se estender a formatos mais ricos, chamados de Conteúdo Especial. Este é o seu vendedor online, responsável por apresentar seu produto de forma didática, ilustrativa, dinâmica e responder todas as dúvidas do consumidor, antes que este caia na monotonia de textos e tabelas técnicas dos varejistas.

Com informações consistentes o consumidor faz uma compra mais esclarecida, reduzindo o índice de devoluções e reclamações. Mas, muito além disso, com experiência online você posiciona sua marca, cria um relacionamento e se destaca frente a concorrência do varejo online. Resultado: mais conversão.

Para concluir o tópico de hoje, separamos algumas dicas importantes:

  • Estratégia: reveja seu calendário de lançamentos e datas especiais e pondere sobre a necessidade de impulsionar seu produto ou linha. O conteúdo de produto bem elaborado pode ajudar muito nos números de conversão no online.
  • Consistência: seja consistente em todos os canais. O consumidor atual circula com muita facilidade entre o físico e digital (o consumidor brasileiro em especial, devido a algumas barreiras culturais de compra online, ainda pesquisa muito online e compra no físico). Portanto, garanta que está passando todas as informações necessárias e criando uma experiência uniforme com a sua marca, em todos os canais.
  • Seja Transparente e Didático: não tente falar muito ou enganar esta geração de consumidores. Eles são espertos e investigam tudo no seu site, varejistas, comparadores, e, como falamos acima, no ponto de venda físico.
  • Abuse dos Recursos: imagens, vídeos, animações, interações, ajudam muito na explicação do seu produto e na experiência deste consumidor atual. Lembre-se apenas onde e como pretende utilizar este conteúdo para não se surpreender com as limitações de plataformas.
  • Mobile: qualquer conteúdo pode ficar lindo no papel, mas sem utilidade se não for responsivo. Acesso à internet via Smartphones e Tablets já representam 51% no mundo e o com o aumento da disponibilidade de wi-fi e dados este consumidores devem consultar cada vez mais o estoque, reviews e ofertas, via Mobile.

Boa Sorte!

Texto publicado anteriormente no Blog da iSee.

Landing page, ou página de conversão de vendas, é uma página web para onde são direcionados seus clientes e prospects com o objetivo de adquirirem um produto ou serviço que está sendo oferecido.

Estes consumidores, muitas vezes, são atraídos por diversos canais, como mídias sócias, e-mail marketing, blogs e links patrocinados, por exemplo.

Aliás, uma boa ferramenta de BI que mensure de onde vem o tráfico para sua landing page ajudará muito a pensar nas formas de marketing digital mais adequadas para seu negócio.

Nesta postagem, vamos apresentar 10 fatores que não podem faltar em bons exemplos de lading pages.

Mas, antes das dicas, vamos a uma nomenclatura importante, o termo Above the Fold.

O espaço que fica visível para seu usuário, assim que abre sua landing page, sem que tenha que usar a barra de rolagem, é o chamado Above the Fold (algo como “acima da dobra”).

Apesar de variar de computador para computador, em função das especificações determinadas pelo usuário, é possível definir quais são os formatos mais usados pelo seu público.

Esta é a área mais nobre da landing page e deve conter a maior quantidade possível dos elementos citados a seguir, mas sem ficar poluída! Um desafio, claro, em que o segredo é escolher o que é mais importante e construir um layout agradável.

Checklist: os 10 elementos essenciais de uma landing page que converte

Vamos dividir estes 10 itens em 2 partes. Os 3 primeiros se referem a cuidados técnicos, ou mais gerais, sobre a página de conversão, os 7 seguintes, a elementos que devem fazer parte da landing page para converter mais.

1- Leve e com abertura rápida

Este é um detalhe importante: ninguém ficará esperando sua página abrir, as pessoas são ansiosas e têm pressa. Use imagens leves e contrate um web designer que não pense apenas no layout, mas que leve este ponto em consideração também.

2- Esqueça o menu

A landing page, como dissemos, deve ser agradável, sem poluição ou excesso de informações que possam distrair seu usuário. Remova o menu geral de seu site desta página, ele é desnecessário e apenas mais uma “rota de fuga” para seus clientes!

3- Landing page responsiva

Uma pesquisa da empresa Adyen indicou que 15% das transações na internet no Brasil são realizadas em dispositivos móveis. Por isso, além de responsiva, isto é, se adaptar facilmente e sem problemas a dispositivos móveis, suas landing pages devem ter um layout atraente e uma boa usabilidade nesses aparelhos.

4- Headline que funcione

Também chamada de título, ela tem que ser curta, com no máximo 6 palavras, criativa, se possível, e atrair a atenção dos usuários. Além disso, deve informar claramente qual o benefício em adquirir o produto ou serviço. Não foque em características, foque nos benefícios!

5- Subtítulo explicativo

Agora é preciso esclarecer um pouco melhor do que se trata a oferta. Use de persuasão para mostrar de forma ainda mais esclarecedora como sua oferta vai resolver um problema de seu cliente potencial.

6- Call to Action

O velho e bom Call to Action (CTA) é o botão “mágico” que vai direcionar seu cliente para fazer uma compra, baixar um material, assistir um vídeo ou seja qual for o objetivo de sua landing page.

Todo mundo diz que os CTAs devem ser BOB: Big Orange Botons, mas isso é um exagero! A cor do CTA pode até ser mais chamativa, e geralmente é, mas isso vai depender do layout de sua página.

Quanto ao texto do CTA, as boas práticas de marketing dizem que:

  • Deve ter um verbo de ação;
  • Despertar senso de urgência;
  • Indicar o benefício de se clicar naquele link.

7- Formulário para coletar dados de leads

Um pequeno formulário, com poucos campos, preferencialmente nome e e-mail, deve constar de sua landing page para promover a nutrição de leads, posteriormente.

E para estimular o preenchimento deles, você deve criar conteúdos extras e dar de presente a seus clientes que te fornecem essas informações.

8- Conteúdos extras

Pode ser uma planilha, um template, um curso grátis, um e-book, não importa! O que é preciso é que este conteúdo seja tão relevante e útil para seu cliente que ele estará disposto a te entregar o e-mail dele em troca. Capriche nessa criação!

9- Vídeo curto

Um vídeo curto explicando o funcionamento do produto ou as vantagens e benefícios do serviço costuma ter um grande feito de persuasão sobre os leitores de uma landing page, pense nisso.

Este site ajuda a criar vídeos por conta própria e tem um plano gratuito, confira: www.rawshorts.com

10- Depoimentos e avaliações

Mostrar boas avaliações e depoimentos de clientes satisfeitos sempre dá mais credibilidade a sua empresa.

DICA EXTRA: testes A/B

Absolutamente tudo que você usa em uma landing page deve ser testado e melhorado com o uso de testes A/B, com o objetivo de sempre otimizar a taxa de conversão – Conversion Rate Optimization, em inglês. Faça 2 versões de sua landing page e direcione metade dos usuários para cada uma.

Idealmente, cada versão deve ter apenas um elemento diferente da outra, para testar qual dos dois funciona melhor. Por exemplo: teste 2 CTAs, escolha o melhor e depois teste 2 Headlines, e assim por diante, até ter uma landing page perfeita e que converte muitas vendas.

Para exemplificar o potencial desse trabalho, em um dos nossos testes, alterando apenas o conteúdo em uma dobra da nossa home, conseguimos aumentar o número de leads gerados pela página em 40%.

As oportunidades sempre existem. Mas, antes de sair mexendo em tudo que aparecer na sua frente, é importante que você saiba o que está errado em sua landing page. Estude suas ferramentas de Analytics. Entenda como o usuário se comporta na página. Desta forma, você diminui muito as chances de perder tempo fazendo alterações que são irrelevantes para suas conversões.