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Marketing viral

Nos últimos dias as máscaras do Chewbacca sumiram nos maiores varejistas americanos e o preço em vendedores independentes na Amazon explodiu

Tudo causado por uma transmissão pessoal no Facebook Live, a mais vista na rede social até hoje e que mostra na prática como um vídeo inesperado e despretensioso pode viralizar e incrementar as vendas no varejo, principalmente das lojas virtuais.

Se você não entendeu nada até agora, talvez você tenha estado na Lua nos últimos dias. Estou falando do vídeo de Candace Payne, transmitido ao vivo pelo Facebook no estacionamento da loja de departamentos Kohls logo após ela comprar uma “máscara do Chewbacca“. No vídeo, Payne gargalha até não aguentar mais ao abrir e vestir a máscara que imita os sons do Wookiee mais famoso de Guerra na Estrelas.

É bem capaz que você já tenha visto o vídeo, afinal já foram milhões de views desde nas últimas semanas, mas em caso negativo, pare tudo e assista. Agora.

Toda essa atividade social tem sido muito benéfica não só para a Kohls como para outros grandes varejistas online como Walmart.com, Target.comToysRUs.com, todos com seus estoques das máscaras esgotados nos últimos dias.

Busca da máscara no site da Kohls:

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Busca da máscara no site do Walmart:

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Busca da máscara no site da Target:

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Busca da máscara no site da ToysRUs:

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O fato foi confirmado pela própria Kohls poucos dias atrás na CNBC:

“Tivemos um interesse enorme e inesperado pela máscara do Chewbacca desde que a Candace publicou o seu vídeo. Estamos sem estoque da máscara desde então”.

A máscara é o produto “mais popular” na área de Fantasias no site da Target.com e item mais vendido na ToysRUs.com na categoria de Fantasias de Heróis.

O vídeo viral também está fazendo sucesso entre os vendedores independentes na Amazon.com já que o preço original da máscara que era de U$29,99 ficou para trás e agora o produto varia de U$90 a U$213.

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O impacto nas redes sociais

O vídeo de Payne também impactou positivamente as redes sociais da Kohls. Na sexta, um dia após a publicação do vídeo, a marca presenteou a simpática americana com mais máscaras do Chewbacca para o resto da família, diversos outros produtos relacionados a Guerra nas Estrelas e um vale compras de U$2.500.

O tweet oficial da Kohls com esta notícia já teve mais de 6700 curtidas e mais de 2700 retweets.

A Kohls também publicou um vídeo (abaixo) com a entrega dos presentes para Payne e sua família em seu canal do Youtube e o mesmo já teve mais de 190.000 views até o momento.

De acordo com dados da Amobee Brand Intelligence, o engajamento digital do conteúdo relacionado à Kohls cresceu 101% de 18 a 22 de Maio em relação aos cinco dias anteriores. De sábado a domingo mais de 48% do engajamento da marca era relacionado ao evento “máscara Chewbacca”.

De acordo com a Amobee, o vídeo de Payne não foi só positivo para a Kohls já que a Amazon, Walmart e ToysRus também tiveram um aumento de engajamento significativo relacionado ao evento.

Uma análise rápida no Google Trends dos últimos 3 meses, mostra de forma clara o impacto no volume de buscas para as palavras “Chewbacca mask”, “Kohls” e “Chewbacca”.

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Fatos como este deixam claro que os virais, quando relacionados a produtos ou marcas, impactam diretamente no volume de vendas e a Kohls soube muito bem aproveitar esta onda de forma positiva – os comentários entusiasmados sobre a marca no vídeo são unânimes neste sentido.

É por estas e outras que não há como não amar a internet <3


Artigo originalmente publicado em MarketingLand, traduzido e adaptado por Raphael Lassance.

Growth Hacking para E-commerce

Marketing viral. Sexta-feira (15/02), não foi o trânsito e nem a chuva que parou a Avenida Paulista, mas sim a inédita versão brasileira, mais precisamente paulistana, da dança que é sucesso da web, Harlen Shake, gravada pela equipe Lomadee.

A Lomadee, que entende do universo digital e gosta muito de se divertir, resolveu unir o útil ao agradável entrando nessa epidemia. O vídeo já conta com mais de 55 mil visualizações e ressalta o potencial de viralização de conteúdo, e como marcas bem posicionadas e atentas às tendências podem pegar carona, e até ditar, o sucesso de iniciativas digitais.

É claro, antes de sair colocando seu logo no próximo vídeo de papagaio tocando gaita de foles com quase 1 milhão de visualizações, verifique os valores de sua marca casam com o conceito do conteúdo, e se isso faria sentido para seu público-alvo.

Se sim, então vale apena se aventurar e, claro, monitorar que rumo seu viral está tomando, afinal o impacto podem ser virais, algo estrondoso, para o bem ou para o mal, podendo gerar Market share e Share of Mind, ou denegrir a marca.

Portanto, ao utilizar o marketing viral, não subestime seu público tentando disseminar conteúdos que apenas falem sobre si próprio ou, pior, que esconda que você está envolvido nesse conteúdo. Teve marca que já se deu mal fazendo isso, vale a leitura como vacina para que não aconteça com você também.

A fórmula é simples, porém cada passo deve ser dado estrategicamente; esteja antenado, identifique seus públicos, gere conteúdo com potencial viral para eles, compartilhe, monitore e mensure. Se a ideia for boa, o vírus contamina naturalmente, e todos acabam ficando doentes – pela sua marca (tudumpsss).