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A Myntra.com, grande varejista online de moda indiana, está com data marcada para fechar seu site: Dia 1 de maio de 2015. O passo é definitivo para a varejista online concentrar toda a sua operação no aplicativo para dispositivos móveis. As informações são do The Times Of India.

Este é um dos primeiros exemplos de grandes players de e-commerce a migrar todo o modelo de negócio para o mobile. Outra empresa do mesmo grupo, a Flipkart.com (focada em produtos eletrônicos) também deve seguir o mesmo caminho. A Flipkart adquiriu a Myntra em maio de 2014.

A Myntra não deu declarações ao veículo de comunicação indiano e está com todos seus canais de marketing focados na divulgação da migração para o aplicativo. Ainda segundo o site, o player atualmente atrai 80% de todo seu tráfego e 70% das suas vendas a partir do aplicativo. O Flipkart também traz bons números, 60% das suas vendas vem do aplicativo.

Sachin Bansal, co-fundador da Flipkart recentemente declarou que os desktops não estavam dando o retorno sobre investimento esperados em comparação com alguns anos atrás. A ideia dele é que a Flipkart se mantenha atenta à novas aquisições para o mercado mobile.

A dupla aparece entre os top 7 e-commerces da Índia em 2014. Em terceiro lugar, a Flipkart vendeu 17,2 milhões em 2014 e em sexto lugar, a Myntra vendeu 9,2 milhões de dólares. Veja o ranking no gráfico abaixo:

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Gráfico traduzido da eMarketer.com

Segundo relatório recentemente publicado pela Morgan Stanley, a expectativa do mercado indiano de penetração (em porcentagem de usuários de internet) é um aumento significativo: de 9% em 2013 para 36% em 2020 impulsionado principalmente por vendas de M-commerce.

A Associação da Índia de Internet & Celular (The Internet & Mobile Association of India) estima que o total de internautas superaram os 300 milhões em dezembro de 2014, com cerca de 60% através de conexões mobile.

Mais sobre mobile: Mobilegeddon está marcado. A partir de abril sites sem versão mobile perderão performance.

A Índia hoje, segundo país mais populoso do mundo, vendeu “apenas” 5,3 bilhões de dólares no E-commerce em 2014 e a previsão do eMarketer é que o crescimento supere os 45% em 2015 chegando a 7,69 bi. Os números ainda são baixos ao comparar com o varejo indiano como um todo, apenas 0,7% de share. E a projeção de crescimento dessa fatia também é pouco significativa, apenas 1,4% de share para 2018.

No ranking mundial de participação do e-commerce em relação ao varejo, a Índia está na 21ª colocação. Neste mesmo ranking, o Brasil é o 15º com 3,8% de vendas pelo e-commerce. No Brasil, mercado consideravelmente maior, as vendas pelo celular (contando aplicativos e versão mobile de e-commerce) já chegaram à 10% dos 35,8 bilhões vendidos em 2014 segundo os dados da E-bit.

A líder mundial no E-commerce hoje é a vizinha China, com projeção para que o faturamento online supere 1 TRILHÃO de dólares em 2018. O Brasil é o décimo colocado. Veja também: Todos os números do E-commerce no Brasil.

Informações publicadas no The Times Of IndiaE-bit e eMarketer.

Café é uma verdadeira mania no Brasil. De fato nós produzimos alguns dos melhores grãos do mundo e o consumo no dia a dia é gigante, mesmo que a maior parte desses ótimos grãos seja exportada.

Por isso, pra inspirar a sua cabeça empreendedora, vamos falar de café sendo vendido de um jeito diferente nos Estados Unidos, totalmente adaptável pro mercado brasileiro. Trata-se de um mobile commerce integrado ao mundo offline de maneira incrível. Veja mais à frente.

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Direto de San Francisco, CA

Continuando meu tour por San Francisco, CA, em dos milhares de encontros de startups da cidade, tive a chance de conhecer Gilad Rotem, um israelense gente fina que é fundador do aplicativo CUPS (ou xícaras, em português).

Este app nasceu para combater o forte crescimento da Starbucks nos Estados Unidos e funciona de maneira bem simples: você pré-compra uma quantidade que desejar de cafés com desconto, e depois vai consumindo nas centenas de cafeterias associadas em Manhattan, de acordo com sua vizinhança. A cobertura do aplicativo já alcança 200 cafeterias de bairro na Grande Nova York.

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Em uma cidade como Nova York, onde o hábito de levantar cedo e tomar um café na esquina é cultural, criar um serviço desses é uma ideia com forte potencial de crescimento.

Gilad é um dos muitos empreendedores que enfrentam dificuldade para montar um negócio nos Estados Unidos. Ele me contou que fundou sua startup em Telaviv (Israel), através de um bootstrap – dinheiro do próprio bolso – e que bancou advogado de imigração e investimento de capital pra crescer nos EUA. Agora está buscando investidores para apostar na ideia e crescer sua base de usuários.

Seus planos de expansão estão bem agressivos, uma vez que ele planeja deter todas as cafeterias dos Estados Unidos, se tornando uma espécie de “marca de todas as cafeterias independentes”. Pra ele, a principal proposta de valor que o app oferece aos americanos é essa vibe aconchegante de cafeteria local, que a Starbucks nunca conseguiria proporcionar.

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Modelo de Negócio

A CUPS roda com diferentes planos para você comprar os cafés. É possível comprar desde 5 xícaras por US$16; ou 15 + 1 grátis por US$48 e o plano mais interessante na minha opinião: xícaras ilimitadas o mês inteiro por US$120. Essa é boa pra quem é viciado em café.

As cafeterias associadas não pagam taxa alguma para se associar ao serviço. Quando um usuário faz a compra no app, a CUPS faz o repasse financeiro já com sua remuneração descontada (variando de acordo com o consumo em cada cafeteria).

Geralmente a CUPS repassa metade do preço de varejo pelos cafés das cafeterias, o que certamente atrai muitos “novos consumidores” devido a atratividade do custo. Imagino que a esperança dos comerciantes que participam dessa rede é que a CUPS possa gerar muito mais leads e, consequentemente, essas pessoas consumam outros tipos de produtos, aumentando significativamente o tíquete médio.

Se você conhece algum negócio relacionado a cafés no Brasil, deixe seu comentário!

Para conhecer mais do aplicativo, acesse:
Site: Cupsapp.com
Contato: contact@cupsapp.com

Texto publicado no Blog Business Ideas

Por Jacqueline Lafloufa. Em breve, o processo de decisão de compra de produtos em uma loja não será mais como antes. Dentro de alguns anos, os consumidores serão reconhecidos por pequenos objetos conectados à web, afixados dentro das próprias lojas, que poderão oferecer ofertas, informações ou até mesmo mapear o percurso dos clientes dentro da loja física.

Conhecidos como beacons, esses aparelhinhos já estão no mercado há algum tempo – a Estimote apresentou em setembro os seus Nearables, beacons autoadesivos que poderiam ser responsáveis pelo monitoramento e notificação de diversas atividades.

Aos poucos, essa conectividade vai chegando também ao varejo, e o mercado brasileiro poderá ser impactado por essas inovações logo no ano que vem. Para demonstrar como a tecnologia dos beacons funciona, a YDreams instalou em São Paulo, na Vila Madalena, uma espécie de showroom da novidade.

Na Loja Ao Vivo TV, os visitantes poderão experimentar uma exposição de produtos equipados com beacons, que são pequenos dispositivos rádio transmissores, que usam conectividade via Bluetooth Low-Energy, para enviar informações contextualizadas aos smartphones habilitados.

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Além dessas informações enviadas aos smartphones dos clientes, os beacons também permitem mapear o movimento dos consumidores dentro da loja, um tipo de big data bem interessante, que pode ser utilizado pela equipe de marketing em um momento posterior.

Ações promocionais ou de degustação também podem ser programadas de acordo com o interesse do cliente, e até mesmo museus, centros culturais e exposições podem implementar a tecnologia, que passaria a funcionar como um guia do local.

Quem quiser conhecer a tecnologia pode passar na Loja Ao Vivo TV, que fica na rua da Harmonia, 661, na Vila Madalena, em SP. A exposição dos beacons e do seu uso no varejo vai até o dia 21 de dezembro.

Texto publicado no Brainstorm 9.

Por Bill Siwicki. O que esses varejistas têm em comum, além de faturarem bilhões de dólares em seus aplicativos de e-commerce este ano? Eles compartilham quatro estratégias e funcionalidades que ajudam os consumidores a tomarem decisões na hora de comprar seus produtos.

Os cinco maiores varejistas no mobile commerce também compartilham os cinco aplicativos de venda que geram mais conversão. Estima-se que juntos esses cinco aplicativos vão gerar até $ 22.70 bilhões de dólares em vendas em 2014, de acordo com a pesquisa “Mobile 500”, da Internet Retailer publicada recentemente. Só para se ter uma ideia, isso representa quase 20% dos $117.78 bilhões de dólares estimados para as vendas mobile deste ano nos 500 maiores sites e aplicativos do mercado.

Em outras palavras esses cinco varejistas conhecem bem as estratégias de venda por mobile. Veja quais são eles:

• Apple Inc., $11.20 bilhões de dólares.
• Amazon.com Inc., $5.88 bilhões.
• Google Play, $3.52 bilhões.
• Jingdong Mall, $1.45 bilhões.
• QVC, $744 milhões.

O relatório “Mobile 500″ pesquisou as funcionalidades e features – incluindo estratégias e ações de marketing – de 262 varejistas dos 500 que oferecem aplicativos e checou a conclusão que os 5 Varejistas líderes em vendas por aplicativos compartilham quatro práticas comuns, que são: notificações por “push”, imagens alternadas, zoom de imagem e checkouts com 1 ou 2 passos.

Não por coincidência, as quatro features são muito importantes no mundo mobile, com destaque para a imagem (ou foto). Nesse caso, os consumidores que possuem dispositivos móveis precisam visualizar imagens em alta resolução.

O checkout é uma área crítica para esse consumidor mobile que espera que os aplicativos sejam rápidos e fáceis. As notificações por push podem levar muitas vezes os clientes fieis para os aplicativos durante o mês, por exemplo.

“Nós prestamos atenção às formas de engajamento dos clientes através dos dispositivos móveis, plataformas e contextos e então personalizamos a experiência dele para atender suas necessidades”, diz Tood Sprinkle, vice presidente de conteúdo e inovação em plataforma na QVC, varejista de TV e de internet que faz parte do Liberty Interactive Corp.

“O iPhone, por exemplo, é frequentemente usado como forma de fazer um pedido ou como um buscador rápido, para checar as novidades. Com este entendimento nós projetamos nosso aplicativo para iPhone com foco no acesso fácil e experiência em checkout.

A foto (imagem) é essencial em qualquer venda online e particularmente no mobile, acrescenta Sprinkle. “Com o tamanho da tela reduzido, é importante que o consumidor consiga enxergar o produto com clareza suficiente e em detalhes para tomar uma decisão consciente, ele diz.

“E com as notificações por push, nós estamos nos certificando com cuidado que as informações são relevantes e atuais. Nosso negócio é construído com base em relacionamentos, confiança e um amor compartilhado por vendas, então nós procuramos por formas de vender mais acessíveis, informativas e divertidas para o cliente”, acrescentou.

Os maiores desenvolvedores concordam com as features, incluindo notificações por push, imagens alternadas, imagens com zoom e checkouts de 1 ou 2 passos como pontos chave para o mobile commerce.

“Smartphones estão mais abarrotados que nunca com um número gigantesco de aplicativos sendo instalados em cada dispositivo, então consumidores têm muito mais que percorrer antes de chegar ao seu destino final”, diz Imtiaz Jaffer, líder de marketing na Pivotal Labs, onde projeta, desenvolve e gerencia softwares e apps e constrói apps para mobile para varejistas como Best Buy, Fanatics Inc., Karmaloop, Kay Jewelers, Shopzilla and Weight Watchers International Inc.

“As notificações por push possibilitam o acesso com apenas um clique para qualquer oferta importante que um varejista queira mostrar – esta é a razão pela qual Apple e Google têm investido tanto em melhorar a experiência do push. Assim, os varejistas têm a oportunidade de alavancar notificações que possibilitem a última forma de customização: Notificações que são relevantes e estão no tempo certo para o consumidor.

Texto publicado no Ecommerce Brasil.

Por Cristina de Luca. O percentual de pessoas que afirmaram já ter realizado alguma compra por meio de dispositivos móveis cresceu de 2013 para 2014. É o que mostra a segunda pesquisa “Brasileiros e o M-Commerce”, da Pagtel e da Mobi.life.

Realizado entre maio e junho deste ano avaliou também a opinião das pessoas sobre as campanhas de mobile marketing. A pesquisa foi dividida em duas etapas, quantitativa e qualitativa, e, ao todo, foram ouvidas 480 pessoas. Entre os entrevistados 96% possuem smartphones, 54% já tinham seus próprios tablets e 50% possuem os dois aparelhos.

M-commerce já deixou de ser tendência
Imagem do Corbis Images.

De acordo com os resultados, em 2014, quase 67% dos entrevistados já haviam feito alguma compra pelo celular ou tablet. Em 2013 esse percentual era de 57%.

Entre os que já realizaram compras mobile, 60% utilizaram os sites de e-commerce, 37% compraram por meio de serviços intermediários como Paypal, Buscapé e PagSeguro, 32% utilizaram as lojas de app, como Google Play e Apple Store, 24% optaram por aplicativos de compra e 10%, SMS (conteúdo sobre futebol, horóscopo, etc.).

O computador ainda é o dispositivo preferido para compras virtuais – 92% dos entrevistados afirmaram realizar, com alguma frequência, compras por meio de PCs, 26% afirmam fazer o mesmo por meio de celulares e 21% por meio de tablets.

Um dado curioso é que enquanto 79% dos entrevistados utilizam o computador para acessar a internet banking, 54% acessam bancos por meio de smartphones e 22% por meio de tablets.

“As pessoas estão pouco a pouco se acostumando a utilizar o celular para realizar transações financeiras e, da mesma forma que a internet banking ajudou na proliferação do e-commerce, o acesso de bancos por meio de aplicativos móveis irá ajudar na disseminação do m-commerce”, afirma Felipe Lessa, diretor de produtos e marketing da Pagtel.

Por que e o quê comprar por meios móveis?

Enquanto 46% dos entrevistados afirmam que optaram por uma compra através de dispositivos móveis por acharem o meio mais prático, 69% ainda preferem utilizar o computador para compras. Muitos não consideram o m-commerce seguro (43%), ou se queixam de sites despreparados pera uso móvel (32%).

“O número de consumidores que aproveitam a comodidade e já confiam na segurança do mobile vem crescendo gradativamente. O dono de loja online que quiser crescer suas vendas deve se preparar para o m-commerce garantindo a segurança e a configuração adequada do site para uso móvel”, afirma Fernando Hasil, gerente de negócios da Mobi.life.

Entre os produtos considerados mais adequados para compras ou pagamentos móveis estão: ingressos (61%), conteúdos virtuais (55%), eletrônicos (52%), produtos culturais como CD, livro e DVDs (47%), delivery de comida (44%), entre outros.

Segurança

Entre os fatores que fazem os usuários se sentirem mais seguros na hora de uma compra através de dispositivos móveis estão a confiança na marca do site, aplicativo ou loja de aplicativo (80%), as formas de pagamentos aceitas (56%), os termos de segurança publicados no site ou app (47%), comentários de outros usuários (39%), digitação de senha pessoal (37%), reconhecimento biométrico (20%), reconhecimento visual por imagem (15%) e reconhecimento por voz (12%).

Mobile marketing

De uma forma geral, as propagandas mobile são mais criticadas do que elogiadas. Mensagens de voz são as mais rejeitadas (88% não aprovam a mensagem recebida), seguidas por banners em jogos (74% desaprovam) e banner em aplicativo (70% não apreciam o conteúdo).

A rejeição das campanhas mobile está diretamente relacionada à propaganda não autorizada pelo usuário, sobretudo vi SMS, conteúdos desinteressantes, sensação de invasão, alta frequência de recebimento de mensagens, e insegurança em relação a vírus e hackeamento.

O estudo mostra ainda que os banners em sites são o formato de propaganda que mais gera engajamento em dispositivos móveis, com 56% das pessoas já tendo clicado em algum deles, interessadas pelo produto ou serviço (55%), esperando ser redirecionada para o site dos anunciantes (54%) ou obter mais informações sobre os produtos e serviços (50%).

M-commerce já deixou de ser tendência

No mundo, M-commerce representará 21% das vendas online este ano

De acordo com dados da edição 2015 do relatório Internet Retailer Mobile 500, os 500 principais varejistas do mundo, sendo 366 dos Estado Unidos e 134 da China, Reino Unido, Rússia, Brasil, África do Sul e outros 16 países, as vendas móveis chegarão a US$ 83,780 milhões até o final de 2014, um aumento de 79,9% comparado ao ano anterior. As compras realizadas por dispositivos móveis serão responsáveis por 21% das vendas dos principais varejistas de e-commerce do mundo até o fim do ano.

“O Brasil teve um crescimento significativo nos últimos meses e já ocupa o quinto lugar de maior mercado do mundo de m-commerce. Para isso é preciso que as empresas estejam preparadas para atender esse público que está cada vez mais se acostumando a fazer compra por meio de dispositivos móveis. Ferramentas de marketing como, aplicativo próprio para a marca e o site responsivo, com fácil leitura e navegação em todos os dispositivos móveis, podem ser estratégias fundamentais para se diferenciar da concorrência”, explica Luís Felipe Cota, diretor de marketing da Goomark.

Texto e infográfico publicados no IDGNOW.

Podemos falar que mobile é apenas o futuro do E-commerce? Sim e não. O mobile commerce já é uma realidade no Brasil, porém outras novidades continuarão batendo à porta. A popularidade dos smartphones, dispositivos portáteis e que oferecem acesso fácil a aplicativos e redes sociais, tem aumentado exponencialmente, como um vídeo viral. O que podemos dizer então das compras por meio dos gadgets?

Graças aos avanços na segurança neste tipo de transação, a penetração destes dispositivos nas mais diversas classes sociais e nichos de mercado é iminente.

De acordo com a E-bit, as compras efetuadas por smartphones alcançaram 7% de participação de todo E-commerce em junho de 2014. No mesmo período do ano passado, o volume de transações era de 3,8%. É quase o dobro em compras e vendas efetuadas por estes aparelhos.

Entenda mais sobre o assunto com o nosso post de hoje!

O que isto significa?

Este crescimento representa para o Brasil e para o mundo uma nova forma rotineira de vender e comprar, além de agregar às empresas novas possibilidades de explorar o mercado e as propagandas de seus produtos ou serviços.

Isso vem apenas para dizer que o mobile commerce, que já está cada vez mais presente na economia mundial, representará, neste ritmo de crescimento, um futuro próspero para as transações originadas por smartphones. Portanto, nada mais propício do que ficar atento a essa realidade também para o seu negócio, certo? Em pouco tempo, qualquer negócio de internet terá uma regra número 1MOBILE PRIMEIRO.

Mobile: presente e futuro do E-commerce.
Lojas virtuais vendem mais de 16bi no primeiro semestre de 2014.

Todo e-commerce pode ser mobile?

Apesar de ser tentador ter o consumidor com o poder de compra na ponta de seus dedos e onde quer que ele esteja, estruturar um mobile commerce pode não ser tão fácil assim.

Além de um bom planejamento, é necessário também ter conhecimento do seu segmento de atuação e principalmente traçar um perfil dos seus clientes para saber se seus hábitos de compra online já incluem as transações por meio de dispositivos móveis.

Será que estou pronto para esse investimento?

Após verificar se o seu segmento pode ter potencial para transações mobile, agora é preciso cuidar de alguns detalhes fundamentais para iniciar. É preciso destinar um investimento especial para o site mobile, inclusive com orçamento reservado para campanhas de marketing mobile.

Como me preparar?

Em primeiro lugar é fundamental pesquisar, fazer benchmark e buscar cases de sucesso, principalmente dentro da sua área de atuação. Depois, é preciso saber o quanto vai ser necessário investir para obter sucesso com essa nova modalidade de negócio.

Será preciso adaptar o layout do seu site para que ele seja responsivo (se estiver começando, já inclua esta etapa no projeto), ou seja, que possua as mesmas funcionalidades de um site web com uma visualização adequada de acordo com cada dispositivo. Isso significa um arranjo diferente dos elementos do layout em cada uma dessas plataformas para facilitar a visualização e estimular a compra.

O que vem por aí?

Esta semana tivemos o lançamento do iPhone 6, com tecnologia NFC. O fato da Apple também investir (muitos smartphones Android já contam com NFC) na tecnologia deve significar a entrada definitiva e muitas novas oportunidades de negócio, agora a brincadeira começa de verdade. A ideia pode não se limitar apenas pela abolição do cartão de crédito. Podemos ter novos horizontes com integração de lojas físicas com virtuais, por exemplo.

Mobile: presente e futuro do E-commerce.
Imagem do Corbis Images.

Para entender melhor: NFC – Near Field Communication – é uma tecnologia que possibilita a troca de informações entre dispositivos através de uma simples aproximação física. Ela permite que seu device funcione como um documento de identidade, para realizar pagamentos ou carregar seu Bilhete Único (cartão com créditos de passagens de ônibus, metrô e trem de São Paulo).

Assista a playlist a seguir com 5 vídeos (celulares antigos!) para entender melhor sobre a tecnologia:

É importante saber que a qualquer hora será fundamental começar a investir para tornar seu e-commerce em amigável para smartphones, para aproveitar cada vez mais as vantagens e grandes oportunidades que que a vida mobile nos oferece. =)

Você já tem um site responsivo? Como foi seu processo de migração para o mobile? Compartilhe suas experiências conosco e, caso ainda tenha alguma dúvida, conte com a gente para esclarecê-las! Participe da conversa!

À medida que o varejista online busca oferecer uma melhor experiência de compra mobile ao seus clientes se espera um grande número de releituras de Design para Lojas Virtuais em 2014. Estes sites provavelmente serão redesenhados seguindo tendências populares de design que atualmente impactam sites de entretenimento e aplicativos mobile.

Plataformas de e-commerce como Magento, Shopify ou até mesmo WooCommerce (no WordPress) podem ter uma poderosa influência sobre a forma como as lojas virtuais serão projetadas. Para 2014, mesmo quem seguir o mantra “não está quebrado, não conserte” pode ser obrigado a remodelar seu site graças ao crescimento contínuo do tráfego da internet móvel. Muitos projetam que em muito breve o tráfego móvel ultrapasse o uso de internet através de desktops.

Segundo a E-bit, hoje no Brasil, temos 50 milhões de smartphones viabilizando a navegação pela rede. As vendas via mobile também crescem rapidamente. Em junho de 2012, o share em volume transacional da modalidade era 1,3%, passando para 2,5%, em janeiro de 2013, e chegando a 3,6%, no mês de junho. No final de novembro de 2013, esse número já atingiu 4%.

O Practical E-commerce listou 7 fortes tendências do Design para Lojas Virtuais em 2014. Veja:

1- Design Responsivo

Os smartphones ditam as tendências para as atualizações, porém nem pense em abandonar os usuários de Desktop. Exatamente por isso, o Design Responsivo, que já não é mais nenhuma novidade, ganha popularidade. A plena experiência de compra independentemente do dispositivo utilizado pode ser considerada como o ‘mandamento’ mais importante do design atual.

Leia também: O que é Responsive Design?

Uma dica de padrão a ser seguido pelos designers é usar o CSS Flexible Box Layout Module. Esta proposta de padrão World Wide Web Consortium desfruta de um bom suporte à maior parte dos navegadores, incluindo um apoio, pelo menos parcial nos navegadores Chrome 31, Firefox 25, Internet Explorer 10, Safari 7, Opera 18, iOS Safari 7, Android Browser 2.1, Blackberry Browser 10, e IE Mobile 10.

Três recursos ajudarão muito aqueles não familiarizados com o Flexible Box Layout Module:

• CSS-Tricks ‘ “A Complete Guide to Flexbox”;
• Rede dos Desenvolvedores de Mozilla  “Using CSS Flexible Boxes“;
• Philip Walton “Solved by Flexbox”.

2- Finger Friendly Interfaces (Amigável para os dedos)

Como citado o foco é nos celulares, sendo assim os sites devem permitir ser conduzidos literalmente na ponta dos dedos. De um tablet ou smartphone o usuário navegará usando seus dedos ou, no máximo, uma caneta para tablet.

7 Tendências do Design para Lojas Virtuais em 2014.

No contexto das Lojas Virtuais, exitem talvez dois impactos da tendência da ‘simpatia pelos dedos’.

1- Veremos menos sliders de conteúdo (também conhecido como carrossel). Estas barras têm sido muito populares em sites, uma vez que permitem aos lojistas mostrar uma grande quantidade de informações em uma quantidade relativamente pequena de espaço na tela, porém tendem a ter botões de navegação muito pequenos, o que é bem difícil de gerir em smartphones.

2- Fique atento para ter botões maiores de navegação, a ideia sempre vai girar em torno da facilidade de navegação.

3- Flat Design

O Flat Design (Plano) pode ser visto na interface do Windows 8, no iOS 7 da Apple, e em dezenas de sites populares. Essa estética tende a evitar sombras e efeitos em geral, além de focar em cores fortes e interessantes. Entenda melhor o Flat Design neste hotsite genial produzido pela inTacto: A batalha Flat vs. Realism.

Esta tendência do design tem algumas vantagens atuais. A técnica muitas vezes leva a interfaces simples, o que facilita o desenvolvimento do Design Responsivo. A parte visual normalmente proporciona arquivos menores, o que agiliza o carregamento das páginas, o que normalmente se torna um diferencial.

Um ótimo exemplo citado de aplicação de Flat Design para E-commerce é site Canopy, que permite aos usuários compartilhar produtos disponíveis na Amazon.

7 Tendências do Design para Lojas Virtuais em 2014.

4- Mais conteúdo em uma página

Em 2014 esperamos que os designers e desenvolvedores adicionem mais conteúdo para páginas individuais através de duas maneiras:

1- Visualizações rápidas – permite aos consumidores obter informações adicionais sobre o produto sem sair da página. Ideal para consumidores mobile, que não precisam aguardar um novo carregamento de página.
2- A duração do tempo da visita aumenta, alguns usam até uma rolagem infinita, como Tumblr ou Pinterest.

5- Fontes interessantes

A Tipografia online explodiu nos últimos anos, para 2014 a tendência está mantida.  Espere ver sites usando fontes bem diferentes dentro do mesmo site para proporcionar sensações distintas dentro de uma mesma página.

Para ver alguns exemplos deste conceito aplicado em sites de comércio eletrônico, visite Free PeopleDesign by HumansAfends,ou o Yellow Bird Project.

7 Tendências do Design para Lojas Virtuais em 2014.

6- Destaques grandes

Inicialmente pode parecer contra-intuitiva se levarmos em consideração o uso de internet móvel e o conceito de fornecer uma experiência melhor em qualquer dispositivo. Porém, os destaques grandes propõem estar exatamente do tamanho da tela, com um planejamento de qualidade do site, os designers podem entregar destaques grandes e apropriados para os diferentes dispositivos.

7 Tendências do Design para Lojas Virtuais em 2014.

Destaques relativamente maiores que direcionam para produtos, também têm a tendência de facilitar a experiência do usuário que utiliza os dedos. Esta é outra razão para esta tendência crescer.

Bons e GRANDES exemplos: BornHagger, e Tommy Bahama.

7- Vídeos e outros tipos de conteúdo

O consumo de vídeo em dispositivos móveis aumenta constantemente e deve continuar, chegou a aumentar 20% de 2012 para 2013.  Diante disso é correto entender que os consumidores não se importam em assistir vídeos em tablets ou smartphones.

Nesta contexto, o vídeo é uma excelente ferramenta para o varejista oferecer conteúdo útil e informações detalhadas dos produtos. Os varejistas devem começar a incluir mais vídeos e outros conteúdos de mídia ricos em estratégias para Marketing de Conteúdo e na descrição dos produtos.

Conteúdo traduzido e adaptado do Practical E-commerce

A forma como as pessoas compram online vem se sofisticando nos últimos anos. A popularização dos tablets, dos smartphones e da banda larga móvel, fez surgir o mobile commerce, ou m-commerce, que, a cada dia, conquista mais consumidores pela facilidade, agilidade e conveniência. Para se ter ideia, de acordo com a 28ª edição do relatório WebShoppers, da E-bit, em junho de 2012, o share em volume transacional da modalidade era 1,3%, passando para 2,5%, em janeiro de 2013, e chegando a 3,6%, no mês de junho. Isso, dentro de um mercado que, só no primeiro semestre de 2013, movimentou R$ 12,74 bilhões e, ao final do ano, deve alcançar um faturamento de R$ 28 bilhões.

Atualmente, temos 50 milhões de smartphones no Brasil viabilizando a navegação pela web. E é importante considerar, nesse número, um fator de inclusão: pessoas que antes dependiam de lan houses ou de computadores de terceiros para acessar a rede, conseguem agora se conectar através dos celulares. No geral, são consumidores e possíveis consumidores acessando informação, de qualquer lugar, inclusive dentro de lojas físicas. O que implica em mudanças na relação lojista/cliente.

Com um dispositivo móvel em mãos, o comprador consegue comparar valores e vantagens, mesmo que já esteja prestes a fechar um negócio no varejo tradicional. Consegue consultar opiniões de outras pessoas e tem a chance de garantir a melhor oferta. Muitas vezes, o consumidor vai até a loja para conhecer o produto, mas fecha a compra via internet, por causa da conveniência. Nos Estados Unidos, pioneiros do e-commerce, esse fenômeno ganhou o nome de “showrooming”, porque as lojas acabam funcionando como showrooms. Esse novo hábito do consumidor vem trazendo complicações para redes varejistas tradicionais, que perdem mercado principalmente para a Amazon.

No Brasil, essa experiência, abordada com humor na última campanha do Buscapé para televisão, já é possível através do aplicativo da empresa, o Buscapé Mobile, que permite pesquisar preços e finalizar a compra na tela do celular, com poucos cliques. Lançado em outubro de 2012, a ferramenta já foi instalada em mais de 6 milhões de aparelhos, conta com mais de 8,5 mil lojas e mais de 7,5 milhões de ofertas publicadas. Por mês, são mais de R$ 10 milhões de vendas, com tíquete médio elevado: R$ 450. Mas o mais surpreendente é que 70% dos pedidos são feitos por pessoas que estão dentro de uma loja física.

O futuro do comércio eletrônico é mobile

Todos esses dados apontam para um futuro de mobilidade. Ao final de 2013, as compras via mobile deverão representar 12% do total de transações do comércio eletrônico americano. Por aqui, a previsão é de que, até o final de 2015, 10% das vendas sejam fechadas através de dispositivos móveis. Vale destacar que o varejo digital cresce em média 25% ao ano, sendo que, para 2014, esperamos um faturamento em torno de R$ 33,5 bilhões.

Por enquanto, a quantidade de lojas brasileiras preparadas para a mobilidade é pequena. Muitos sites sequer possuem navegação amigável para a tela de smartphone. E esse é um dos maiores desafios para o ano que se aproxima. É preciso estar no ambiente mobile. Quem não estiver, vai ficar para trás.

Publicação do Mobifeed.

A tecnologia de reconhecimento de imagem mobile identifica objetos como sapatos, bolsas e tacos de golfe nas imagens, vídeos ou diretamente através de um tablet ou sensor de imagem do smartphone. A tecnologia pode proporcionar uma nova forma de Mobile Commerce (possível apenas nos próximos anos), permitindo aos clientes ver um produto em uso ou em outra pessoa, comprar de imediato a partir de um aplicativo.

Publicação traduzida: Original do Practical Ecommerce | Mobile Image Recognition to Revolutionize Ecommerce?

Imagine andar em uma rua movimentada em São Francisco ou Boston. Você vê uma pessoa elegante vestindo um terno atraente ou carregando uma bolsa linda que você gostaria de ter. Você retira seu iPhone 7 – esta tecnologia pode levar alguns anos – e um aplicativo de reconhecimento de imagem (MIR – Mobile Image Recognition) identifica instantaneamente o terno ou a bolsa, oferece preços a partir de três ou quatro varejistas online, e fornece um botão “comprar” que com um único toque você possa finalizar a compra.

Este tipo de “Compra relâmpago” é viável, dado o estágio atual da tecnologia MIR e a crescente onipresença dos dispositivos móveis, incluindo tablets, smartphones e até mesmo Google Glass.

O Estágio atual da Tecnologia de Reconhecimento de Imagem Mobile

Hoje, a tecnologia MIR pode já ser utilizada em aplicações móveis para identificar determinados anúncios ou produtos específicos mesmo em um contexto conhecido.

Por exemplo, a iTraff Tecnology oferece uma interface de programação de aplicativo que permite que um desenvolvedor de aplicativo móvel faça upload de imagens conhecidas de produtos ou um anúncio de outdoor. As imagens são reconhecidas quando o usuário tira uma foto com um dispositivo móvel.

A solução é limitada, mas é também precursora para fornecer aos clientes potenciais uma visão muito mais interativa do mundo ao seu redor, incluindo a possibilidade de tornar tudo o que você vê, comprável. Pense nisso como “Showrooming” em todos os lugares.

Da mesma forma,a Kooaba tem tecnologia que pode tornar a publicidade – mesmo na mídia impressa – interativa. No conceito do próximo passo para o reconhecimento dos objetos vistos, pode ser apenas uma questão de pequenas melhorias em tecnologia e um banco de dados de imagem grande.

A LTU Technologies, fundada por cientistas e pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, da Universidade de Oxford, e a INRIA órgão de pesquisa francês, também está fazendo soluções MIR que poderiam ser aplicadas ao comércio móvel.

“A  busca visual mobile já está sendo usada por varejistas na Ásia e Europa para aplicações de m-commerce, dentro de três anos, vamos ver a rápida adoção dessa tecnologia pelos varejistas dos Estados Unidos”, disse Stephen Shepherd, Gerente Geral da LTU Technologies em entrevista com a Revista Forbes no início deste ano.

Adicione à lista de exemplos de tecnologia MIR, o Google Goggles, que já está disponível há quase três anos. Ele reconhece os itens do mundo real, incluindo produtos que podem ser comprados online.

MIR pode oferecer resultados limitados

Preocupações significativas para pequenas ou médias lojas virtuais pode incluir quem vai fornecer os aplicativos MIR mais populares e quantos resultados de busca um aplicativo MIR pode mostrar em resposta a uma consulta visual.

Quando um cliente vai ao Bing ou ao Google em um computador desktop e procura por tênis de corrida, ambos os mecanismos de busca retornam uma lista quase interminável de resultados, de modo que mesmo uma pequena loja especializada acaba aparecendo. Estas páginas também têm longas listas de  anunciantes CPC (Links Patrocinados), para as pequenas empresas, a solução é investir em link patrocinado caso a competição por resultados orgânicos seja muito forte.

Em um dispositivo móvel, há relativamente poucas listagens visíveis quando uma página de resultados de pesquisa do mecanismo de busca, mas outras empresas ainda podem ser encontradas com um golpe ou dois. No entanto, com a MIR, é possível que apenas um a quatro lojistas sejam mostrados em resposta à uma consulta de imagem, o que limita potencialmente a performance de pequenas empresas.

Da mesma forma, se as aplicações MIR mais abrangentes e populares de Mobile Commerce estiverem dominadas por lojas individuais, é possível se tornem muito restritas. Um aplicativo MIR da Amazon ou Walmart iria retornar apenas resultados de Amazon ou Walmart e não de todos os varejistas disponíveis.

Alguns sugeriram também que as pessoas que utilizam aplicações MIR de Mobile Commerce escolham suas lojas preferenciais. Para que os resultados das consultas visuais favoreçam determinados sites ou vendedores. Se este fosse o caso, as lojas online que precisariam promover serviços e preços, incentivando a inclusão de uma maneira similar à que algumas empresas buscam “curtir” no Facebook.

Futuro: Reconhecimento de Imagem Mobile pode revolucionar sua loja virtual?

Como pequenos varejistas online podem competir por MIR no M-Commerce

Se, de fato, o reconhecimento de imagem não conduzir uma nova geração de comércio móvel, as pequenas empresas podem ter pelo menos três opções para ser competitivas.

Primeiro, pequenas lojas poderiam trabalhar juntas para oferecer uma aplicação de Mobile Commmerce baseada em MIR, que retorne bastantes resultados de todas as empresas participantes. Essas lojas podem ser organizadas em torno de associações industriais, grupos de compras, ou mesmo uma plataforma de software. Como exemplo, Volusion, Shopify, LemonStand ou Magento podem oferecer uma aplicação MIR compartilhada. Clientes potenciais usando o app veriam resultados à partir do grupo de pequenos e médios lojistas que utilizam a plataforma associada.

Pequenas e médias empresas, em particular os segmentos de indústria de nicho, poderiam produzir suas próprias aplicações de comércio móvel MIR-powered. Ou um varejista online de produtos automotivos pode oferecer uma aplicação MIR-based que reconheceu as marcas e modelos de veículos para que os clientes possam encomendar peças do automóvel, ou mesmo ver tutoriais de manutenção.

Pequenos varejistas online também podem ser capazes de competir para consultas visuais, com uma abordagem E-commerce Multicanal, oferecendo produtos em mercados como a Amazon, Ebay, Sears, ou Newegg ou publicidade em sites de comparação de preços. Supondo-se que um ou mais desses mercados ou sites de comparação de preços comecem a oferecer uma aplicação de reconhecimento de imagem, o comerciante poderá desfrutar de algumas vendas através de esforços de desenvolvimento do mercado. 

Leia também: Case Mobile Commerce: Netshoes oferece um aplicativo de reconhecimento de produtos

Problemas com a Tecnologia MIR

Para a tecnologia MIR realmente decolar e permitir um novo tipo de Mobile Commerce, empresas de reconhecimento de imagem enfrentam três problemas importantes.

Fornecedores de soluções MIR terão que lidar com os desafios técnicos de armazenar centenas de milhares (senão milhões) de imagens de referência, em alguns casos retornando rapidamente resultados precisos a partir de um banco de dados de imagem de referência.

Essas empresas vão precisar gerenciar questões de privacidade, uma vez que muitas pessoas não ficarão satisfeitas com pessoas aleatórias tirando fotos delas, independentemente do motivo.

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Ainda na preocupação com a privacidade, os provedores de soluções MIR precisarão redefinir ou ajustar as normas sociais para que o ato de tirar um dispositivo móvel e sair tirando fotos ou até mesmo a gravação de vídeo de indivíduos de alguma forma pareça menos assustador.

E-commerce de bolso. O mercado americano de mobile commerce cresceu com taxas superiores a 100% em 2012 – enquanto isso, por aqui comemoramos taxas de crescimentos maiores que 20%. Avaliar as tendências do mercado americano é importante, e é uma obrigação para os brasileiros estarem preparados para as oportunidades que se apresentarem.

E-commerce de bolso

É preciso analisar e ser crítico, de forma para que as lições sirvam de inspiração crítica para o que será feito aqui, para as experiências que estão sendo criadas entre marcas e seus consumidores nas plataformas mobile. Olhar o mercado americano é como olhar para nosso futuro, daqui a um ou dois anos. Mas o que aconteceu em nosso mercado em 2012 e o que vai acontecer em 2013 no Brasil justificam o investimento em soluções mobile?

Hoje o Brasil é o quinto mercado de smartphones – à nossa frente estão apenas chineses, americanos, ingleses e japoneses. Em 2012, chegaram a ser vendidos cerca de 30 smartphones por minuto no Brasil. Esse consumidor tende a contratar, junto com o aparelho, um plano 3G, o que nos levou a ter mais 60,1 milhões de pessoas acessando internet móvel de banda larga em junho de 2012.

No cenário macroeconômico, o Governo, através de incentivos fiscais, desonerou a cadeia produtiva com renúncia fiscal para incentivar a produção nacional de smartphones. Com esse incentivo, os aparelhos ficam 30% mais baratos. E hoje já é possível encontrar aparelhos baratos no mercado, custando cerca de R$ 399.

Podemos olhar para a Apple e a Google com seus iOS e Android como grandes incentivadores do mobile commerce fornecendo hardware e software, e principalmente moldando o modelo mental do usuário de devices, como smartphones e tablets. A Apple Store, da mesma forma que as empresas de compra coletiva trouxeram novos clientes para o e-commerce ano passado, criou uma geração de usuários que estão predispostos a comprar através dos seus iPhones. O Android, com seu foco em smarthphones de baixo custo, abriu um mercado enorme para consumidores que antes apenas aspiravam a esse produto.

As informações acima mais do que provam um cenário superpositivo do mercado brasileiro. Agora, gostaria de acrescentar informações sobre como está aquecido o mercado americano.

Em 2011, foram movimentados US$ 6,03 bilhões entre compra de produto, tíquetes para eventos e passagens aéreas; já em 2012 foram US$12,14 bilhões. Um crescimento de 101,3% para todo o mercado, mas se nos concentrarmos no detalhe encontramos empresas crescendo a mais de 100% anuais. Um grande case é o marketplace do eBay, que em 2011 vendeu US$ 5 bilhões de dólares e em 2012 foram US$ 10 bilhões vindos do m-commerce. Mesmo com essas taxas de crescimento, os varejistas americanos têm sido conservadores nos seus investimentos. O Shop.org conduziu uma pesquisa com 600 lojistas que demonstrou que apenas 60% destes pretendem aumentar seus orçamentos nos canais digitais para tablets e smartphones.

E-commerce de bolsoApesar do baixo investimento nos canais e, às vezes, da falta de uma estratégia clara, os consumidores mostram qual caminho os varejistas devem seguir. Semanalmente, mais de 15 milhões de americanos fecham uma compra via smartphone, e os tablets se destacam cada vez mais nos funis de compra das ferramentas de métricas. Sem dúvida, é um movimento feito pelos consumidores, e as empresas agora buscam as melhores soluções para construir uma experiência de qualidade gerando consumidores fiéis à marca.

Hoje o mercado de m-commerce está concentrado em dois grandes players, a Amazon e o Walmart, que juntos somam 63% de todos os pedidos feitos.

Alguns segmentos despontam na aderência dos seus consumidores à experiência mobile, como moda, eletrônicos e informática; já beleza e saúde não estão tendo o mesmo sucesso.

A tabela abaixo apresenta como os dez principais players tiveram sucesso no último ano, mostrando quais são suas estratégias mobile, taxas de conversão e receita.

E-commerce de bolso

Experiência: tablets versus smartphones versus Aplicativos

Quando falamos sobre mobile, temos duas experiências de navegação que são bem diferentes: smartphones e tablets. Consumidores utilizam os smartphones mais para pesquisar do que para comprar, já os tablets se tornaram substitutos para desktop e laptops nos finais de semana e à noite.

E-commerce de bolsoEntender como o seu cliente se relaciona com os devices é fundamental no processo de planejamento da melhor experiência. Veja como estes usuários têm diferentes modelos mentais: usuários de smartphones fazem buscas e interações rápidas durante o dia, já os clientes de tablets acessam mais à noite, confortavelmente deitados nas suas camas. As métricas de finais de semana também apontam essa tendência; o browser mais usado de segunda à sexta-feira é o Internet Explorer, já nos finais de semana cresce o uso do Safari – seja dos iPads ou dos iPhones.

Hoje sabemos que no mercado americano os consumidores que utilizam smartphones o fazem da seguinte forma: 60,2% para procurar produtos, 50,7% checam endereços e horários das lojas, 34,6% leem resenhas de produtos e 26% fecham pedidos.

Leia também: Tablet Commerce chegou para ficar

Apps são “super cool”, mas na sua maioria não cobrem o custo do investimento para os varejistas de produtos físicos. A principal vantagem que possuem é a utilização de recursos mais avançados, gerando experiências mais interativas, como o uso de câmeras. Porém, segundo a Deloitte LLP, 80% dos apps para smartphones não tiveram sequer mil downloads, ou seja, esse canal dificilmente recupera os investimentos feitos.

Uma pergunta que gestores sempre têm feito é se é necessário ter uma plataforma diferente para desktop e para devices mobile ou fazer um projeto com design responsivo. O planejamento da experiência é quem vai guiar essa resposta. Acredito que, antes de iniciar o desenvolvimento, o lojista deve se perguntar quais são seus objetivos em cada canal – se é gerar base opt-in, ter um localizador de loja baseado em geolocalização, complementar a experiência da loja física, gerar promoções etc.

A principal vantagem do design responsivo é que ele permite pensar a interface dentro do conceito do omminichanel, já prevendo e planejando a experiência do consumidor do mobile à smartv. E a segunda vantagem é que o varejista precisa apenas de uma plataforma para gerenciar seu sortimento, promoções e vendas, e a mediação entre os diferentes devices de acesso do cliente é resolvida na camada de front-end (HTML, CSS e JS).

É visível que em breve todas as lojas terão sua versão mobile, mas será que o mercado brasileiro também segue com a mesma velocidade? Veja na tabela abaixo o resultado:

E-commerce de bolso - * A loja funciona, mas não tem uma interface planejada para este device, e apresenta a mesma interface desenvolvida para desktop.
* A loja funciona, mas não tem uma interface planejada para este device, e apresenta a mesma interface desenvolvida para desktop.

Esse pequeno levantamento mostra que os grandes varejistas ainda não têm metas claras ou estratégias para seu consumidor nesse canal. Tenho certeza de que planejamento e objetivos claros farão os inovadores ganharem vantagens estratégicas e mercado nesses novos ambientes digitais.

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E-commerce de bolso por Pablo CananoPablo Canano é Sócio Fundador e Diretor de Projetos Profite, agência de criação e implantação de E-commerce. Possui especialização em Marketing Digital e Design de Interface, é professor do Curso E-commerce Professional e já passou por empresas como Americanas.com e Jornal do Brasil.
Texto original do E-commerce Brasil