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Bem-me-quer! Malmequer! O triângulo comercial – com prós e contras – entre lojistas e-commerces, operadoras de marketplace e consumidores

Não importa o quanto vai bem o relacionamento de um lojista e-commerce com seus consumidores. Aliás, quanto mais alinhado estiver esse relacionamento, mais breve chegará o momento de pensar em marketplace.

Apesar de um período de atuação ainda relativamente curto no Brasil, o modelo de negócio já firmou espaço e adaptou-se ao mercado nacional, podendo ser encontrado em versões amplas, de múltiplos produtos, ou segmentados, por nichos.

Em tradução literal o termo significa lugar de vendas, mas o significado online – e-marketplace – já agrega a definição de plataforma, canal ou shopping online (operador de marketplace) onde vendedores (lojistas e-commerces) oferecem produtos e serviços a compradores potenciais (consumidores).

O tema é vasto, por isso o gerente de marketplace da Magamobi, Diego Lindner, vai ajudar a compreender pelo ponto de vista do lojista e-commerce, quem é quem nesse triângulo e por que o formato ganha a cada dia, mais e mais adeptos.

“As operadoras de marketplaces são grandes e ótimas vitrines. Não há como negar a força alavancadora de vendas e o quanto o lojista e-commerce tem a ganhar em visibilidade, escalabilidade e desenvolvimento da marca investindo nesta alternativa que atualmente significa muito em questão de números e soluções.”

De um lado o lojista e-commerce: os prós!

O foco do lojista e-commerce é conversão, portanto novas alternativas de vendas são sempre bem-vindas. Com um modelo de negócios onde uma plataforma centraliza o processo de busca, compra e pagamento de vários e-commerces, o e-markekplace – que oferece uma gama maior de serviços e benefícios com um investimento relativamente menor – é uma excelente oportunidade.

“Vale destacar pontos básicos, com o e-marketplace ganha-se grande visibilidade com ações de marketing nacionais viabilizadas pelas operadoras, o fluxo de visitantes é contínuo e composto de públicos diversos. Há soluções antifraudes, variedades de operadoras de cartões, relevância nas buscas SEO e os repasses são feitos à vista, mesmo nas vendas parceladas.

E alguns pontos são de extrema importância, como as possibilidades de ampliação de portfólio e testes de produtos com baixo custo e risco reduzido, as oportunidades para trabalhar estoque de modo estratégico, o conhecimento tanto do perfil dos consumidores como dos concorrentes e a obtenção de dados de buscas e de navegação.

E tudo isso acontece sob o respaldo do guarda-chuva de um nome já conhecido e consolidado no mercado.”

Do outro lado, o operador marketplace: os contras para o lojista e-commerce!

Entre os principais receios do lojista e-commerce está o comprometimento da margem de lucro. E esse com certeza é o ponto mais sensível do relacionamento entre as bases desse triângulo: “o comissionamento cobrado é alto, a taxa pode chegar a 20% sobre o valor do produto.”

Outro ponto crítico é a forma como são feitos os repasses do marketplace para o lojista e-commerce: “Os valores são repassados à vista, mas em ciclos, às vezes quinzenais, às vezes, mensais. E dinheiro parado, dinheiro que não está girando no marketplace, é dinheiro que não está rendendo para o e-commerce.”

E sabe aquele ditado popular: quem não presta assistência, abre espaço pra concorrência? Pois é, ele também serve nesse triangulo. “Se por um lado é positivo estar onde a concorrência está, por outro, é lá também que a concorrência é muito maior. E é lá que o lojista e-commerce se depara com o sistema de ranqueamento de preços.

Explicando melhor, nas operações marketplaces há inúmeras ofertas do mesmo produto, ganha o destaque – o lugar mais alto do sistema de ranqueamento de preços – e consequentemente a venda, o lojista e-commerce que tiver o menor preço no item.” Para ganhar em posicionamento no ranking e em volume de vendas – sem perder margem de lucro – é preciso assistência full-time, monitoramento e atenção. “Quem dorme menos, vende mais!”

Também não adianta criar ilusões, o cliente é do marketplace e é este quem detém o papel principal, a atuação do lojista e-commerce é de coadjuvante. Assim, antes de optar pelo modelo e por um parceiro, muita atenção no posicionamento e nas políticas da operadora.

Outra coisa, a gestão e a logística para a operação marketplace não podem conflitar com as da loja e-commerce: “é fundamental ter processos muito alinhados. O lojista e-commerce precisa ter em mente que a atenção dispensada à operação marketplace é proporcional à dispensada para uma loja e-commerce.

E que é primordial fazer a gestão da operação, e que isso demanda energia e tempo, demanda equipe para atuar em portfólio e feed, indexação de itens, organização de produtos, monitoramento de prazos, atendimentos e protocolos. Acuracidade de estoque e expedição são obrigações básicas e um serviço de monitoramento de postagens é indicado para aferir o cumprimento dos prazos de entrega.”

E lá na ponta do triangulo, o consumidor: uma relação de ganha-ganha!

Enquanto lojistas e-commerces e operadoras de marketplaces ficam nesse bem-me-quer, malmequer, o consumidor fica com o melhor de cada uma das pontas, diversidade de produtos, modelos e fornecedores, todos em um mesmo endereço eletrônico e – claro – preço: “o consumidor pesquisa, compara, compra e paga com uma única transação, em um único ambiente virtual, como se todo o marketplace fosse uma única loja, é fácil, prático e seguro. As entregas são individuais, mas isso não chega a ser um problema para o consumidor”.

Obter os melhores preços em compras asseguradas por um portal de renome e confiança no mercado nacional é bom né? “O consumidor fica no ganha-ganha! A concorrência entre si garante os preços e o marketplace exige o padrão de qualidade, tanto dos produtos quanto dos serviços oferecidos”.

Metendo a Colher, a opinião de Diego Lindner

Para o gerente de marketplace, o modelo de negócio está em alta e deve se manter estável por um bom período ainda, mas peca principalmente quanto à estrutura e suporte ao lojista e-commerce: “É preciso estar atento às equipes de atendimento dos marketplaces, que muitas vezes não têm crescido na mesma proporção das vendas e do modelo de negócio, impondo déficits tanto para o lojista e-commerce como para o cliente.

Sendo assim, sugiro uma equipe exclusiva destinando energia para cuidar da operação, tanto para alinhar os processos com o marketplace como para tratar com o cliente e atender rigorosamente os prazos estabelecidos, eliminando assim os risco de quaisquer problemas e prejuízos à marca”.

Uma última observação ao lojista e-commerce, e de quebra uma dica de quem gerencia as operações marketplaces de uma holding com 5 lojas especialistas em smartphones:

“Estar em um marketplace é viabilizar a oferta da marca em portais com fluxo de visitas de alguns milhões de possíveis novos clientes, então vale a pena apostar, mas isso deve ser feito de maneira segura, com plano de negócios e políticas de preços alinhadas, responsabilidades pré-estabelecidas para cada uma das partes. Quer ser diferencial?

Trabalhe com metas específicas para os canais individuais e os marketplaces distintos. Faça acompanhamentos diários e monitore resultados, informações são base para traçar as melhores estratégias.

Hoje vejo como inevitável operar com marketplaces. Eles são um caminho relativamente mais curto para levar os produtos aos olhos dos clientes, fixar a marca na preferência do consumidor e aumentar de modo considerável o volume de vendas. Os marketplaces são um caminho mais curto, mas não são o único, não devem ser! Minha dica para o lojista e-commerce é: aproveite a onda do marketplace, mas acima de tudo, aumente a confiabilidade da marca e impulsione o crescimento da loja e-commerce, do site da marca. Diego Lindner.