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Com mais de 10 anos de experiência como gestor, também sou consumidor e sei que o atendimento é um dos fatores chave para o sucesso de uma empresa. Buscar fidelizá-lo com um bom atendimento já não é mais um diferencial, e sim obrigação para garantir o destaque de sua empresa no mercado. Conforme já dizia Philip Kotler, um dos principais nomes do marketing, conquistar um novo cliente custa entre 5 e 7 vezes mais do que para mantê-lo. Desenvolver e colocar em prática estratégias que priorizem os consumidores já é realidade e as possibilidades se mostram promissoras.

Considero que a capacidade de se colocar no lugar do público é fundamental para encontrar soluções sustentáveis, já que agora ele está mais seletivo, consome produtos, serviços e não dispensa um bom atendimento. Além de qualidade e empatia, exige rápido retorno da empresa quando algo não sai como esperado, transformando a satisfação do consumidor na diferença entre ser a empresa que vende apenas uma vez ou aquela de confiança procurada com frequência.

Diante desse cenário, destaco alguns pontos que merecem a atenção total dos gestores que desejam aprimorar o atendimento.

Seja Multicanal

Como cada pessoa possui um perfil específico, é fundamental sermos multicanalSer capaz de atender os clientes por meio de chat, telefone, e-mail e redes sociais é um diferencial extremamente valorizado. É um sinal que a empresa demonstra preocupação, também transparece sua vontade de resolver as solicitações de forma ágil e eficiente, transformando os canais de comunicação em um ambiente no qual o cliente se sinta confortável.

Afinal, ao perceber as insatisfações individuais, as companhias podem mudar seu comportamento e melhorar cada vez mais em todos os setores de atuação.

Tenha uma área de retenção

Os clientes nos dão informações o tempo todo. Cabe ao empreendedor saber como lidar com elas, o que representa a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma operação. Entender os motivos de cancelamento e insatisfações, por exemplo, permite maior poder de negociação e capacidade de mudar pontos determinantes para atrair de volta um cliente.

Ao ter uma área de retenção, as empresas podem se utilizar dos feedbacks para oferecer melhorias efetivas em seus produtos e serviços.

Ouvidoria

Arrisco dizer que um dos maiores desafios enfrentados pelos consumidores é conseguir registrar, com sucesso, uma queixa. Entretanto, o que deve ser notado pelos gestores é que possuir canais para que o público possa reclamar pode ser aliado na tarefa de retê-lo. Ao receber, analisar e filtrar reivindicações, as organizações passam a ser capazes de adequar seu modelo de atuação, diminuindo os índices de insatisfação.

Assim, os clientes percebem o valor que possuem para a companhia, priorizando as relações e se mantendo ativos, criando uma via de mão dupla, na qual o consumidor tem voz ativa e sabe que as melhorias serão realizadas.

Área comercial

Atuar com uma área comercial eficiente garante a saúde financeira do seu negócio. Alinhar expectativas com a equipe e fornecer instrumentos que auxiliem diretamente na análise de propostas e no gerenciamento de contas são formas de priorizar o consumidor. Quanto maior for a qualidade das ferramentas disponíveis, menor será o tempo para validar as informações do cliente, fazendo com que o processo seja mais ágil e preciso.

Tenho ciência da quantia de atribuições que os executivos possuem atualmente e que as informações e relatórios são cada vez mais valiosos para medir o desempenho da organização. Possuir uma base de dados atualizada em cada setor permite que as tomadas de decisão sejam mais assertivas e rápidas, possibilitando que as áreas sejam capazes de elaborar diferentes estratégias que permitam a centralização do consumidor.

Em 2016, o e-commerce Beleza na Web registrou faturamento perto dos R$ 200 milhões, o que representou crescimento de 50% sobre o ano anterior, segundo seu CEO e fundador Alexandre Serodio. Em março deste ano (2017), a empresa inaugurou oficialmente uma loja física no bairro de Moema, em São Paulo. O local já funcionava há alguns meses no sistema “soft opening”. Mas se o desempenho da empresa que se intitula “o maior e-commerce de beleza da América Latina” é tão bom na web, por que abrir uma loja física?

“Com esse espaço queremos reforçar a marca. Enxergamos que a loja física é uma extensão do Beleza na Web, onde conectamos, profissionais do porte de Celso Kamura, Wanderley Nunes, e Julio Crepaldi às pessoas. A loja serve para expandir o conceito de conteúdo e educação para as clientes”, explica Serodio.

O executivo não divulga o investimento na loja, que possui dentro dela um salão de beleza W Basic (a versão menor da rede Studio W, do cabelereiro Wanderley Nunes), além de um visual merchandising muito interativo e tecnológico. “O que subirmos no online estará na loja ao mesmo tempo”, garante o CEO do Beleza na Web, que possui mais de 278 marcas e 15 mil itens no portfolio e também abriu ano passado um estúdio de 800 metros quadrados para influenciadoras digitais gerarem conteúdo.

A intenção é que, após um processo de maturação dessa primeira experiência em loja física, outros pontos sejam inaugurados. Mas o objetivo principal é reforço de branding aliado a serviços, já que o crescimento online, segundo Serodio, é muito agressivo em relação ao físico e a receita numa loja física, mesmo quando se está vendendo acima do esperado – caso da unidade de Moema – ainda fica aquém do e-commerce. Ele afirma, ainda, que há muito o que aprender em termos mesmo de desenvolvimento de tecnologia, gestão de estoques e inovação, antes de se começar a investir numa expansão.

 

Sobre o contexto de mercado retraído, em consequência da situação econômica do País, Serodio já se mostra mais ousado. “Crise existe para quem olha para ela, ou você vende lenço ou chora. Enquanto outros têm receio de investir, nós investimos bastante. Temos obrigação de ampliar a penetração do mercado de beleza no digital, que é irrisória, no Brasil”, afirma. O que ele chama de irrisório é uma penetração de 1%, enquanto em países mais desenvolvidos o índice é de 10%.

Para o executivo, no entanto, o desempenho do mercado nacional significa apenas que existe muito potencial a ser explorado e ele, ainda que ressaltando os desafios tributários e logísticos do País, não delega a ninguém a culpa pela baixa penetração: “Nosso maior inimigo hoje somos nós mesmos, que queremos fazer muita coisa ao mesmo tempo. Execução é o maior desafio”, afirma.

Apesar de tudo isso, ele ainda espera elevar para R$ 300 milhões o faturamento do Beleza na Web em 2017.


Texto da Roseani Rocha para o Meio e Mensagem.

O Omnichannel já deixou de ser tendência e tornou-se primordial para o sucesso de qualquer negócio, já que todos sabemos que o consumidor está, cada vez mais, multicanal.

Essa palavrinha, um pouco complicada, significa mais que utilizar vários meios de comunicação para atender o seu cliente. Ela, hoje, tem a ver com oferecer a melhor experiência de compra ao seu público.

Por essa importância, vamos abordar o omnichannel na prática, mostrando cases e sugestões para que você leve a ideia à sua loja virtual independente do tamanho do seu negócio.

Omnichannel: um novo modo de fidelizar seu cliente

A gente acredita muito em trabalhar a fidelização e não focar apenas em vendas. Um cliente satisfeito volta à sua loja virtual sempre. Por isso, tenha em mente que oferecer uma perfeita experiência ao seu público é essencial.

Mas, como o omnichannel pode ajudar nessa questão? Ora! Ele é exatamente isso. Vamos entender melhor.

O que é ser ominichannel?

O prefixo “omni”, em latim, significa tudo, algo que é universal e variável. Por isso, ele é confundido com os termos multichannel e crosschannel. Mas não se engane! O primeiro refere-se a muitos, já o segundo tem a ver com plataformas que se cruzam.

O omnichannel ultrapassa essas barreiras e mostra que para o e-commerce é possível oferecer possibilidades que vão além de ofertar produtos online. Com estratégias que unem os canais on e offline, o usuário encontra todas as informações necessárias, tira dúvidas, compra e troca os produtos independente se está na loja física, aplicativo ou e-commerce.

Abaixo, o exemplo da grife britânica Burberry, onde a pessoa pode comprar os produtos por meio de várias plataformas, além de também conhecer as coleções nas lojas físicas. Outro ponto-chave é propiciar que fãs da marca comprem as roupas e acessórios em locais onde a Burberry não possui pontos de venda.

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Outro caso inspirador de omnichannel é a Sephora, loja de cosméticos. Por vender produtos que exigem testes, como perfumes e maquiagem, as vendas no e-commerce costumam acontecer após uma visita às lojas físicas. Muito esperta, a marca disponibiliza provadores com todos os produtos em seus pontos físicos e deixa as pessoas livres para circular pelo espaço.

Mas, de olho em locais que não têm lojas Sephora, outra ideia foi oferecida às clientes. Por meio da tecnologia, é possível experimentar os produtos e saber qual é o tom ideal para determinada pele.

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Vamos a mais um exemplo? Dessa vez, destacamos o pioneirismo da Amazon ao divulgar o lançamento da Amazon Go que, segundo a empresa, será uma nova maneira de fazer compras, levando a melhor experiência ao usuário junto a mais avançada tecnologia.

Na Amazon Go, o cliente acessa a loja física por meio de um aplicativo, escolhe os produtos desejados e vai para casa, sem filas ou demais burocracias. Podemos dizer que essa é uma verdadeira experiência omnichannel. Realmente inovador! Entenda mais no vídeo:

Agora que você já sabe o que é ser omnichannel e conheceu três cases de sucesso, vamos dar dicas simples para que você aplique a ideia na sua loja virtual, independente do tamanho do seu negócio!

O que o Amazon Go pode nos ensinar sobre experiência do usuário para e-commerce

Omnichannel: como levar a ideia ao seu e-commerce

Se você possui uma loja física, tenha em mente que não importa de onde sairá a venda. O importante é o cliente sentir confiança em você. Então, se uma pessoa entrar em sua loja, olhar um produto e não comprar naquele momento, apresente o seu e-commerce e explique que ela também terá mais essa opção.

Agora, se você está apenas na internet, utilize os chats onlines e fique atento aos demais canais de comunicação como e-mail e redes sociais. Não demore, jamais, nos retornos. Essa falha pode levar esse cliente potencial para o concorrente.

Tanto para quem tem ponto físico + e-commerce, ou quem tem apenas loja virtual, é importante oferecer uma navegação responsiva, que é quando um site funciona perfeitamente no desktop e dispositivos mobile. Lembre-se de que os acessos via smartphones só crescem e a tendência é que tudo seja feito por eles.

Com certeza, focando nesses detalhes essenciais, você irá fidelizar o seu público e oferecer uma satisfatória experiência omnichannel.

Texto publicado anteriormente no Blog da Bertholdo.

Esta semana, a gigante Amazon divulgou o lançamento da Amazon Go que, segundo a própria empresa, é um novo tipo de experiência de compra com a mais avançada tecnologia. Na Amazon Go o consumidor acessa a loja física usando um aplicativo, coloca os produtos desejados numa sacola e simplesmente sai. Sem a necessidade de passar num caixa ou enfrentar filas. Uma verdadeira experiência omnichannel. Parece mágica (ou furto), mas não é!

O que podemos aprender com este exemplo de inovação que pode ser aplicado no mercado de eCommerce? Antes de ler, veja o video abaixo:

“Sem filas. Sem caixas”.

Aqui na agência, temos emoldurado uma frase que Jeff Bezos disse uma vez e que eu gosto muito.

“Se estivermos focados nos nossos concorrentes, ficamos à espera que façam algo. Estarmos concentrados no nosso consumidor permite-nos ser pioneiros”.

Dito e feito! Jeffinho, em vez de ficar procurando o benchmarking perfeito, olhou para seus clientes e entendeu qual seria a melhor experiência de compra que ele poderia oferecer.

As pessoas não deixarão de comprar da maneira convencional mas, se posicionar a frente do mercado e entregar uma excelente e inovadora experiência de compra aumenta o valor da marca e mostra como a Amazon está a frente de seus concorrentes.

Como entender seu público alvo e melhorar a experiência de compra como a Amazon faz?

Oferecendo opções de compra diferenciadas, testando novos modelos de interface (testes A/B) e, principalmente, analisando resultados e colhendo feedbacks! Estas são algumas das principais maneiras utilizadas para otimizar a experiência do usuário e que você pode utilizar no e-commerce.

Assim como a Amazon faz, você também pode descobrir as barreiras que impedem seu consumidor de prosseguir num processo de compra e traçar metas de como derrubá-las.

Todos que acompanham o trabalho excepcional executado pela Amazon sabem que isto é um processo diário e constante dentro da empresa. Sempre em busca de melhorias que impactem positivamente seu público.

Quais são as principais objeções que o seu cliente encontra hoje?

Navegação pouco intuitiva, tempo de resposta, falta de segurança, processo de compra com muitas etapas… estes são problemas frequentes e comuns em muitas lojas virtuais e que influenciam diretamente na desistência durante um processo de decisão de compra.

Conclusão

Podemos aprender com Amazon que:

  • Concentrar-se no seu consumidor te dará insumos para ser pioneiro e inovador.
  • Quebrar barreiras, questionar ações e compreender escolhas dos seus consumidores é o caminho certo a se fazer.
  • Torne isso um processo constante dentro do seu e-commerce e o resultado será um aumento não só de valor da sua marca mas também em vendas.

Abraços e boas vendas!

Publicado anteriormente no blog da Quatro Digital.


Leia também:

Game of Thrones do E-commerce: A Estratégia da Amazon para dominar totalmente o varejo online mundial

Marca de moda feminina online, a AMARO tem como algumas de suas premissas a inovação digital e estratégia omni-channel. Ambos os conceitos acompanham uma produção verticalizada (que vai desde a criação e execução interna das coleções até a logística de entrega da peça ao cliente) e a preocupação com a experiência do consumidor.

Visando potencializar todos esses pontos, o e-commerce inovou ao usar o jogo sensação do momento, o Pokémon GO, como novo ponto de contato para atrair e engajar clientes e admiradores da marca.

Pokémon GO: como relacionar seu negócio à febre do momento

Com uma ação planejada para ativar os Guide Shops (espaço conceito que leva para o ponto de venda físico à experiência de compra do ecommerce) a marca oferece “Lure”, um artifício do jogo colocado em locais específicos para deixar o ambiente mais atrativo para os Pokémons, propondo que os consumidores vão até o shopping, atraiam os monstrinhos para dentro da Guide Shop e postem fotos com eles no cenário especial construído para a ativação.

Ao compartilhar a imagem nas redes sociais marcando a AMARO ou usando a hashtag “MundoAMARO”, o cliente recebe R$30 de desconto em compras acima de R$100.

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A ativação teve início no último sábado, 20, na AMARO Guide Shop do Pátio Higienópolis e conta com uma identidade visual criada especialmente pela equipe criativa da marca. Com um treinamento específico, as vendedoras foram preparadas para auxiliar as clientes durante todo o momento da ação.

A ação foi planejada para incentivar os consumidores a usufruírem do ambiente físico da AMARO, aumentar o engajamento e também apresentar a experiência da marca para novos clientes, em uma combinação inédita de realidade aumentada e gamificação.

“O objetivo de trazer o jogo Pokémon GO para os nossos Guide Shops foi fortalecer junto aos consumidores os valores da AMARO que unem os conceitos de omni-channel, tecnologia, inovação e últimas tendências”, diz Sandra Hayashida, head de physical retail.

Sua marca também conseguiu aproveitar a febre do Pokémon Go? Conte nos comentários. 🙂

Atualmente, o conceito de omnichannel está sendo muito comentado e discutido pelos profissionais do setor varejista. As marcas precisam se reinventar e adaptar para poder atender a todos e não ficar de fora da linha de interesse dos consumidores.

O que se percebe é que essa não é mais uma questão conceitual, mas os novos compradores fazem parte de uma geração que está 100% conectada a todos os canais.

Seu negócio está preparado para o Omnichannel?

A multicanalidade e o omnichannel se complementam e são interligadas com um único objetivo, proporcionar melhorias e excelência no atendimento ao cliente. Uma empresa para se tornar multicanal precisa oferecer aos seus consumidores diferentes canais de vendas e comunicação. Mas, é preciso que eles estejam integrados, planejados, e gerido de forma correta, proporcionando a sensação de uniformidade entre todos os meios.

Devido a isso, toda ação que é feita na loja física precisa estar atualizada no banco de dados da empresa, já que muitos compradores ainda preferem fazer as compras de forma tradicional. Alguns varejistas estão inovando e criando novas estratégias para atrair esse público, como por exemplo, ter a possibilidade de comprar em um ambiente online e poder trocar em uma loja física, é uma facilidade, para aqueles que ainda têm medo de adquirir pelo e-commerce. Dessa forma, as lojas virtuais evitam que o consumidor fique insatisfeito com a aquisição, melhorando o relacionamento entre as duas partes.

Já que essa nova geração está cada vez mais exigente e antenada, as marcas precisam estar presentes em todos os canais de comunicação como e-mail, telefone, canal de atendimento e em todo tipo de rede social, para poder se aproximar do cliente e saber tudo o que está sendo falado a seu respeito. Mas, além de proporcionar uma experiência de compra feita por vários canais, é preciso oferecer comodidade para que ela não se vire contra a marca, pois nas redes sociais, uma reclamação ou opinião negativa pode ser divulgada em poucos minutos e a sua imagem pode ficar fragilizada.

Podemos perceber que não há regra e nem jeito certo de implantar essas ferramentas, pois depende do segmento que a marca atua e para qual público que ela é destinada. Quando o omnichannel e a multicanalidade são feitas sem erro e de forma que o cliente fique satisfeito, a única certeza que temos é que a mesma se torna essencial para fidelizar um cliente antigo, captar novos prospects e parceiros, além de aumentar a taxa de conversão das vendas e alavancar o negócio.

Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE, o varejo registrou a oitava queda consecutiva em vendas, o que resulta em cerca de 6,8% de perdas, a maior sequência de taxas negativas desde 2000. Esse é um dado assustador, que tem preocupado desde os pequenos comerciantes até grande grupos de varejo ultimamente no Brasil.

No entanto, o Mercado Digital é mais otimista e dá impressão de ser menos impactado pela crise que assola nosso país em diversos setores. Será que isso é uma impressão ou uma realidade diferente para o meio digital? De acordo com a Pesquisa Profissional de E-commerce, 48% dos negócios registraram queda nas vendas em 2015 e, segundo a IDC, alguns meses chegaram a apresentar resultado 16% inferior ao mesmo período comparativamente ao ano anterior.

A crise afeta todos os canais, pois a origem dela é no consumidor, que tem seu poder de compra comprometido, independente do canal. Difícil é ainda pensar nesses dois mundos – online e off-line – como separados e quase concorrentes.

As lojas físicas e o e-commerce deveriam ser complementares e dificilmente sobreviverão separadamente; tanto no serviço e atendimento ao cliente quando na gestão interna, estratégia e mensuração. Há raros exemplos remanescentes estruturas 100% online ou 100% físicas – os modelos híbridos já são a maioria.

Mesmo com a explosão de canais; sites, apps, lojas, flagships, venda direta, etc – a grande maioria ainda não adotou um pensamento Omnichannel e mantém uma separação entre as equipes que gerenciam o e-commerce e as lojas em shoppings e ruas. Pode-se dizer que os sistemas já são mais integrados do que as equipes. Se não existe um alinhamento estratégico e um pensamento de articulação interno, a eficiência será comprometida, mesmo com os melhores sistemas e tecnologias mais avançadas.

O conceito de Omnichannel, por enquanto, é quase só aplicado onde o varejista ganha dinheiro, mas ainda não está presente onde ele gasta. Explico: as preocupações mais frequentes são operacionais e comerciais, por exemplo: “Como meu cliente pode comprar online e trocar na loja? Posso ter um terminal do meu e-commerce na minha loja?” Enquanto o alinhamento estratégico de comunicação, precificação, produto, não são trazidos para discussão com a mesma frequência.

O consumidor já está acostumado a transitar entre os diferentes canais; escolher online e comprar na loja e vice-versa. Mas isso não deveria ser imponderável – o varejista pode ter controle sobre isso e dosar a interpenetração dos canais.

Se a crise afeta seus canais de maneira diferente significa que eles não estão integrados de fato. O consumidor é o mesmo e a origem da retração é no potencial de consumo, independente do canal. Sistemas são automáticos, mas dependem de gestão e estratégia humana e as organizações devem permitir e promover esse fator, se desvencilhando de burocracias que inibem inovação e tomada de decisão rápida. Nesse sentido, a crise exige que o varejista se arrisque mais e se reinvente com menos recursos.

Eficiência é a palavra-chave do momento e pode ser entendida como enxugamento de equipes e revisão de gastos. É um momento em que serão discutidas integrações de áreas, acúmulos de função; que podem ser vistas por uma ótica positiva por proporcionar uma gestão horizontal, mais abrangente e menos burocrática.

O momento anterior à crise, de maior abundância de recursos, gerou uma onda de fragmentação, muitas “áreas e subáreas” que agora começam a desaparecer junto com profissionais menos qualificados, menos eficientes.

O mercado de moda foi o tema amplamente debatido no II Fórum Negócios da Moda promovido pelo Estadão e FecomercioSP em Junho de 2015.

Na oportunidade pudemos entender como as empresas estão montando suas estratégias em um momento difícil da economia, principalmente apostando em inovação e diferenciação para atender o novo consumidor Omnichannel.

Este vídeo promovido pela FecomercioSP resume como foi o encontro:

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Uma tendência para o varejo nos próximos anos é o que chamamos de Omnichannel. A palavra resume o conceito de uma integração completa dos canais de compra para atender igualmente o consumidor em todas as plataformas. A ideia surge de uma demanda cada vez maior de onipresença e participação instantânea dos clientes durante todo o processo de compra.

Dessa forma, o futuro nos conduz para uma experiência de compra e venda quase que sinestésica, onde os clientes são estimulados a todo o momento para que fiquem sempre lembrando das marcas e interagindo constantemente com elas. É praticamente uma busca constante e incansável pela aceitação do público e por se mostrar sempre presente.

Leia também:

A era do consumidor multicanal

Para sobreviver nesse ambiente, as empresas precisam estar preparadas e, para isso, dispor de diversas ferramentas que integrem todos esses canais atualizados com informações relevantes, atrativas e coerentes. Além disso, é claro que toda a operação precisa funcionar corretamente para não ter nenhum furo. Agora que você já entendeu o conceito, já parou para pensar se a sua empresa está preparada para essa tendência? Bem, confira o que é necessário para deixar seu negócio pronto para o omnichannel:

Pessoas preparadas

Para funcionar, o seu negócio precisa de pessoas preparadas e engajadas. Essas pessoas produzirão resultados, lidando com um volume considerável de informações.

Elas têm que saber, por exemplo, como atender o público com igualdade de tratamento em todos os canais. Para isso, as informações precisam ser uniformes e claras para todos os consumidores e também para os colaboradores. Estes, precisam estar prontos para instruir os clientes.

Vale dizer, portanto, que, para iniciar com o omnichannel em sua empresa, a mudança de cultura organizacional é um fator crítico para alcançar o sucesso!

Conteúdo adaptado a todas as plataformas

O que funciona no e-mail marketing pode não funcionar no mobile por não se adequar à tela menor do smartphone, por exemplo. Portanto, cada canal precisa ter seu diálogo próprio para interagir corretamente com os públicos de interesse.

Inclusive, se existirem diversos públicos, é bacana mensurar qual público usa o quê na hora de compor sua mensagem – e direcioná-la corretamente.

Operações integradas

Além das mensagens e das informações, é preciso que as operações sejam integradas. Isso deve começar por um sistema que atenda todas as demandas, do planejamento até a ponta, para que o fluxo de informações e de dados seja o mesmo para todas as atividades da empresa.

O sistema precisa abranger e suportar diversas operações, pois elas precisam estar integradas em processos contínuos.

Além disso, é necessário dispor de vários canais de contato para os colaboradores conversarem entre si. Lembre-se que o tempo de resposta precisa ser rápido e com informações claras e precisas.

Tempo de planejamento e preparação

Esse formato de interação e comercialização exige um tempo considerável de planejamento, para aparar todas as possíveis arestas e lidar com alguns problemas inerentes a qualquer negócio.

Dessa forma, é preciso estar mais do que preparado para oferecer ao cliente toda a praticidade que o Omnichannel traz. É preciso agir imediatamente à demanda apontada pelo seu cliente e, para que a ação seja imediata, o planejamento precisa ter sido feito de forma minuciosa e cuidadosa.

É preciso estar preparado para os problemas

Antes de seguir uma tendência como essa, é preciso pensar e se preparar bastante, para não cometer deslizes, principalmente com o cliente final. Toda essa exposição é válida para aumentar as vendas e fidelizar o seu consumidor, mas lembre-se que também traz consigo o lado negativo de ser bombardeado de críticas públicas quando as coisas dão errado.

Mas se isso acontecer, a dica é simples: um bom atendimento, que demonstre interesse e presteza em resolver o problema do cliente valerá bem mais do que uma exposição maravilhosa dos seus produtos e serviços.

Não se preocupe! Nada é um bicho de sete cabeças, nem mesmo esse tal de Omnichanel, quando existe o interesse em fazer acontecer e preparação adequada para isso.

Para não se perder, acompanhe sempre as dicas do nosso blog e fique ainda mais ligado nas tendências do mercado online. Se você ainda tem dúvidas sobre esse conceito e sua aplicação, deixe-as nos comentários que lhe responderemos.

Infográfico: Como será a escola do futuro. O Exame.com publicou semana passada um artigo bastante válido para entender a demanda sobre a educação, tanto do perfil do jovem quanto do futuro das universidades. Assim como já adotamos na Universidade Buscapé Company, a tecnologia não pode mais ser descartada para capacitação profissional, e o conceito multicanal deve estar sempre presente. Além de poder escolher o meio, a relação entre professor e aluno passa a ser colaborativa, com troca de experiências e de preferência práticas.

Apesar de algumas pessoas defenderem que a tecnologia pode privar a criatividade por falta de recursos e esfriar as relações humanas, ela acumula muitas vantagens antes inviáveis: monitorar a evolução de um aluno ou aplicar uma metodologia de ensino totalmente personalizada nunca foi tão acessível. Quando utilizada da maneira correta, torna o processo de conhecimento muito mais amplo e rico.

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“Não adianta apenas dispor de artefatos tecnológicos. Se você não sabe como usá-los, computadores, tablets e smartphones são apenas um monte de ferramentas inúteis. Tecnologia é saber usar as ferramentas de que se dispõe, em busca dos melhores resultados”, ensina Carlos Seabra, consultor em novas mídias da Editora FTD.

O desafio das escolas hoje é combinar metodologia de ensino e tecnologia, com base no tripé competitividade, capacitação dos professores e gestão. Como diz Carlos Seabra, a tecnologia por si só não melhora ou piora a qualidade do ensino. É como um megafone – só amplifica. Nas mãos de um desafinado, não vai gerar nenhum bom resultado.

No ensino superior, os desafios não serão muito diferentes. O infográfico abaixo, produzido pela Porvir, resume o que vai reger a educação superior em um futuro já muito próximo.

[por Mariela Castro]

Infográfico: Como será a escola do futuro

Veja também: A revolução da educação digital, publicado pela Exame.com