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Por Meio & Mensagem. As redes sociais já respondem por quase 8% do faturamento da Netshoes. Esses canais foram responsáveis por mais de R$ 100 milhões do faturamento total de R$ 1,3 bilhão registrado pela loja virtual de artigos esportivos em 2013. Em 2012, esse valor foi de R$ 1,2 bilhão. O resultado marca o aniversário de cinco anos da presença da marca nas redes sociais (veja abaixo um gráfico com o histórico da companhia nas redes).

Mídias Sociais já representam 8% do faturamento da Netshoes.
Netshoes renovou sua marca recentemente.

O projeto começou em junho de 2009 com o atendimento no Twitter. Em novembro do mesmo ano, o lançamento da fan page da Netshoes no Facebook marcou a entrada do departamento de marketing da empresa em ações nas redes sociais relacionadas a branding e a vendas. Os perfis oficiais no Google+ e no Instagram surgiram em janeiro de 2012 e setembro de 2013, respectivamente. Já no LinkedIn, as ações de branding e atração de talentos começaram em maio de 2013.

Para Juliano Tubino, CMO da Netshoes, a empresa encara as redes sociais como uma ferramenta voltada aos negócios. “Seja como um importantíssimo meio de diálogo com nossos clientes de forma transparente, seja para construção de engajamento com os nossos mais de nove milhões de fãs”, aponta. Em 2013, foram, em média, 52 mil interações com os usuários por mês.

Além do quesito vendas, as redes sociais ajudam a empresa no relacionamento com os clientes. Nos últimos 12 meses, 100% das reclamações do site Reclame Aqui foram atendidas e mais de 96% delas solucionadas, sendo que mais de 76% dos clientes afirmaram que voltariam a comprar com a empresa.

Mídias Sociais já representam 8% do faturamento da Netshoes.

Texto publicado no Meio & Mensagem.

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Após o boato que a Netshoes, empresa de e-commerce de artigos esportivos, abriria o capital na bolsa em um futuro próximo, foi publicada mais uma notícia: A Netshoes na verdade está à venda. A empresa está atrás de uma nova injeção de capital e já existem candidatos a compradores, como Amazon e Walmart.

Veja na íntegra a notícia publicada na Exame.com:

A empresa de comércio eletrônico brasileira Netshoes abriu negociações para sua venda. O banco americano Morgan Stanley conduz o processo, que atrai gigantes como as varejistas Walmart e Amazon. O processo foi iniciado porque a Netshoes, que já recebeu aportes de fundos como o americano Tiger e a Temasek, de Singapura, precisa de mais uma injeção de capital. Como está difícil emitir ações em bolsa, a empresa decidiu procurar outros fundos de investimento. Em paralelo, porém, convidou companhias estrangeiras a fazer propostas pelo controle da empresa. As negociações estão em seu início e ainda é impossível dizer se o caminho escolhido pelos donos da Netshoes será a capitalização ou a venda. Procurada, a empresa não comentou.

O e-commerce no Brasil tem crescido muito desde que as classes C e D tiveram acesso ao mercado digital. A questão ainda é primária quando se fala na utilização de um novo canal de comercialização. A principal preocupação é quanto ao número de acessos, pois quanto maior a quantidade de pessoas conectadas maior probabilidade de venda. No Brasil, por exemplo, 83 milhões de pessoas acessam a internet frequentemente e mais de 25 milhões de pessoas já compram segundo pesquisa do jornal Folha de São Paulo.

O aumento do poder de consumo e da importância que tais classes possuem na tomada de decisões das empresas já é uma realidade, porém poucas empresas adotam e programam estratégias para atingirem este público-alvo. Vender pela internet não é uma tarefa fácil, ao contrário do que muitos pensam e pregam por ai. Os grandes varejistas sabem disso, por isso investem seu tempo e dinheiro em pesquisas e ações destinadas ao seu público para que possam cada vez mais conhecê-los e oferecer produtos e ofertas de acordo com suas necessidades.

Como o pequeno varejista pode fazer ações de mobile commerce?
Segundo a e-bit hoje temos cerca de 261 milhões de celulares no Brasil, com um crescimento de 73% de smartphones vendidos em relação à 2011. Em volume de transações de Mobile Commece, o share cresceu de 0,8% em janeiro de 2012 para 2,5% em janeiro de 2013.

E quanto ao pequeno varejista?
Como ingressar nesse mercado de gigantes e dar os primeiros passos?

O pequeno varejo é um mercado muito amplo e rápido, com ocorrências de contratos verbais que sofrem alterações constantemente. A atuação que ocorre em grandes redes de varejo não funciona com este tipo de mercado por falta de estrutura para competir com seus concorrentes maiores. Sendo assim, não existe definição de processos, manual de conduta ou normas para se lidar com seus consumidores, o que dificulta a organização e consequentemente as vendas. O pequeno varejista tem de estar convicto de sua estratégia, pois o inicio do negócio pode ser difícil e custoso, podendo gerar insegurança. Porém, hoje o mercado oferece uma série de oportunidades para o pequeno varejista que quer ingressar no E-commerce. A tecnologia em plataformas de lojas virtuais está cada vez mais avançada e as possibilidades de testar qual a melhor maneira de implantar seu negócio são muitas.

No dia 27 de junho, aconteceu em São Paulo o evento E-commerce Week realizado pela Corpbusiness  no Hotel Golden Tulip Paulista Plaza. O evento contou com palestras excelentes de profissionais de grandes empresas de e-commerce como, Marcel Albuquerque da Netshoes, que falou sobre Mobile Commerce (m-commerce), Fabio Mori, diretor de Market Place do Walmart, que falou sobre canais de vendas, shopping online e clubes de compras. E Maurício Vargas diretor presidente do site Reclame Aqui, que abordou temas como, gerenciamento de crises, atendimento e redes sociais no e-commerce.

No evento, conversamos com Marcel Albuquerque, coordenador de marketing mobile da Netshoes que falou sobre algumas ações mobile que pequenos varejistas podem adotar, pois não exige grandes investimentos e o retorno pode valer muito a pena.

Marcel Albuquerque da Netshoes.
Marcel Albuquerque da Netshoes.

Sabemos que o E-commerce é muito mais do que simplesmente contratar uma plataforma, subir seus produtos e começar a vender, o ideal é tratar o assunto com o máximo de profissionalismo possível, ter um plano de negócios e buscar bons parceiros. Porém, isso ainda está longe para a maioria dos pequenos varejistas. Portanto, o que você sugere em termos de ações mobile para quem quer começar a investir nesse segmento?

Marcel Albuquerque: “Antes de mais nada, é importante verificar se é relevante para o negócio pois, há casos que podem ser irrelevante te um site mobile. Pode ser que o volume de pessoas que acessam o site em questão pelo celular seja mínimo e não vai justificar o investimento em desenvolver uma plataforma nova, ter mais um canal para administrar, mais colaboradores para cuidar da mídia, que deve ser específica para mobile. Por isso, não adianta dar um passo maior que a perna, não é necessário estar a frente do tempo, precisa estar no seu tempo”.

Após diagnosticarmos que o número de pessoas que acessam meu e-commerce pelo celular é relevante como investir e qual caminho seguir quando não há recursos no momento? Como atender meu consumidor mobile neste caso?

Marcel Albuquerque: “Depende muito da estratégia que você quer adotar. Acredito que se ainda não há recursos para investir em um aplicativo ou site mobile, por exemplo, ou se o volume de acesso não justificar tal investimento, o importante é estar presente no mobile. Talvez de uma outra forma como usar o mobile como um canal de divulgação do seu e-commerce mas que a conversão não necessariamente precise ser feita no ambiente mobile. Uma alternativa é criar uma landing Page informando ao seu público quem você é e direcionar o usuário para web, porque esta simples ação mostrará o quanto você esta preocupado em atendê-lo bem e posteriormente pode convertê-lo de alguma forma.

Outra opção interessante, é se afiliar a programas ou firmar parcerias com algumas empresas que fomentam o mercado mobile, como por exemplo, o Buscapé. No aplicativo do Buscapé o usuário busca por produtos, o Buscapé trás a informação do seu e-commerce, ele mesmo faz a transação e depois faz o repasse para você. O Buscapé desenvolveu uma solução de mobile payment para atender esse usuário, então facilita para as lojas pois não necessário ter uma estrutura para receber o usuário ou fazer todo o processo de compra. Portanto, acredito que esta estratégia seja uma das melhores alternativas para pequenos varejistas de e-commerce.”

Conclui-se que, embora o pequeno varejista possa ter muitos desafios pela frente, existem várias opções no mercado que podem ajudá-lo nesta jornada. Definir um objetivo é primordial para tomada de decisões e adotar suas estratégias. E aprendemos que, não é porque todos fazem que precisamos fazer também e não é porque meu concorrente fez que preciso fazer o mesmo. Antes, busquemos saber o que é relevante para o e-commerce segundo o nosso consumidor.

Texto original publicado no Midiatismo.

Mariana LimaMariana Lima – Account Manager
Sirius Publicidade – @siriuspublicity