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nicho de mercado

Como encontrar um nicho de mercado lucrativo? O verbo “empreender” nunca esteve tão em voga como atualmente. A vontade de ter algo próprio, não possuir patrão nem precisar bater o cartão-ponto no final do dia são alguns dos diversos atrativos. Muitas vezes, porém, a vontade sequer sai do papel por não existir uma ideia de negócio.

Ou então ocorre ao contrário: o empreendedor possui muitas ideias e quer colocar todas elas no mesmo projeto. Pode parecer impossível, mas geralmente aquela grande ideia necessária para montar um comércio virtual pode estar muito próxima – e ser mais simples que se pensa. A solução está no foco. E o foco, por sua vez, está nos mercados de nicho.

É possível encontrar diversos exemplos de mercado de nicho na internet. Há quem tenha montado um e-commerce de camisetas com estampas bem humoradas relacionadas ao mundo do futebol, quem venda chás artísticos (isso mesmo, não estou inventando: chás artísticos), ou comercialize enfeites de cabelo inspirados nos anos 20 para garotas descoladas. Ou seja: as opções são infinitas, e encontrar alguma ideia para adentrar no mundo empreendedor não é difícil, exige apenas esforço e pesquisa.

Quem quer ter seu próprio negócio, precisa responder algumas perguntas para si mesmo. Antes de questionar “o que dá dinheiro?”, é preciso elencar primeiramente uma série de perguntas. As principais delas são:

» “Do que eu gosto?”,
» “Qual o assunto que me interessa/tenho experiência/quero aprender mais?”,
» “Como é que eu posso ajudar a resolver o problema de algum grupo específico?”
.

Depois de responder estas perguntas umas três ou quatro vezes, parta para a pesquisa! Verifique o tamanho deste nicho, se existe uma concorrência e como ela funciona.

Procure na internet comunidades, sites e até mesmo lojas que funcionem como referência para este grupo. Ferramentas de busca podem ajudar na empreitada. Procurar por palavras-chave relacionadas ao nicho na ferramenta de palavras-chave do Google Adwords, ajudam a saber o número de pessoas interessadas no negócio, e também a frequência com que estes termos são procurados.

Com estas informações, é possível traçar uma estratégia de como a loja virtual irá se comunicar e se apresentar para os clientes – com uma linguagem formal ou mais descontraída, apelando para um design gráfico repleto de referências ou optando por uma página clean, etc. Encontrar um nicho de mercado é, antes de tudo, descobrir que aquele assunto ou atividade, que antes era pesquisado ou realizado por prazer, pode ser bastante lucrativo.

Por isso que pensar em uma área de interesse é importante. Se o próprio dono considerar o assunto enfadonho, ele logo irá se cansar e não vai seguir adiante. Portanto, é necessário ter muito interesse em aprender e se especializar cada vez mais no foco do empreendimento. Somente com estas perguntas respondidas é possível encontrar um mercado de nicho para atuar, e daí sim poder ir para a próxima pergunta: “como posso ganhar dinheiro com isso?”. Para conseguir responder essa pergunta, é preciso ter feito uma pesquisa profunda referente aos itens anteriores, pois quanto maior for a concorrência do mercado, maior é o investimento em tempo, dinheiro, ou ambos.

Em 2003 Chris Anderson popularizou um termo na revista Weired, a “cauda longa”. Ele defende que muitos produtos incomuns (ou seja, de nicho) vendendo poucas unidades para várias pessoas podem alcançar a mesma fatia de vendas do que poucos produtos comuns (de apelo massivo) vendidos para muitas pessoas. Ou seja, produtos de baixa demanda conseguem atingir uma fatia considerável do mercado quando observadas em um todo. Na época da publicação do artigo, grandes empresas como a Amazon reconheceram que a venda de produtos com pouco apelo no catálogo, quando somadas juntas, representavam uma boa quantia no faturamento.

O conceito tornou-se tendência e diversas empresas passaram a pensar no nicho como um poderoso filão do mercado. A vantagem para pequenos e médios empreendedores está na personalização: como o fluxo de visitantes é menor que em um grande site de varejo, o pequeno lojista virtual pode investir em um atendimento personalizado e com pessoas que entendem do assunto do público escolhido. Grandes players do comércio – e que não possuem um acervo tão vasto quanto da Amazon, Apple (com seu iTunes) e Netflix – costumam se focar apenas nos produtos mais populares, deixando de conseguir atender de forma satisfatória todas as demandas que um grupo específico (e especializado) busca.

Tenhamos como exemplo alguém que seja fã de quadrinhos. Uma livraria ou revistaria padrão pode até entregar algumas publicações desejadas, mas por ter que pensar em diversos estilos e gostos, este consumidor pode não ser bem atendido, e talvez tenha que ir em diversas lojas para conseguir todos os exemplares que precisa. Agora imaginemos que a dificuldade em encontrar determinadas HQ’s não seja só desta pessoa, mas de um grupo imenso que está disperso no meio da grande massa do consumidor-padrão. Já é um bom mercado a considerar, não é mesmo?

Quem se focou em um nicho e acabou se tornando uma grande player no mundo do e-commerce foi a Netshoes. Antes a empresa vendia sapatos femininos e tênis. Vendo que o negócio não andava muito bem, partiram apenas para o segundo produto. Deu no que deu: a empresa cresceu e hoje é uma das maiores lojas de produtos esportivos do país.

Vale lembrar que, quanto mais “nichado” for o empreendimento, menor será a concorrência, e maior a probabilidade da loja ter o produto certo para o cliente em questão. Podemos usar como exemplo o mercado de camisetas. Existem diversos sites que vendam vestimentas com estampas de filmes ou seriados. Ou seja, a concorrência é grande. Mas agora, e se a loja especializar-se ainda mais e vender camisetas com estampas e frases clássicas de filmes de terror? Temos aí um comércio mais nichado e com uma concorrência menor. Especialize-se, pesquise, goste muito do assunto que irá vender. Além de mais prazeroso, o conhecimento torna a empreitada de abrir uma loja virtual especializada menos complicada. E ser dono do próprio negócio e trabalhar no que gosta é o que todo mundo quer, não é mesmo?

Um nicho de mercado ainda pouco explorado no Brasil é o e-commerce gay, que lá fora, cresce a passos largos. Um mercado tão forte e variado como o do universo arco íris oferece inúmeras oportunidades de negócios e o comércio eletrônico voltado para o público gay faz parte deste leque de opções.

Preconceitos e estereótipos a parte, o e-commerce gay vai muito além de um mix de produtos específicos. O comércio eletrônico gay é antes de tudo um conceito e uma postura estratégica da empresa. Iniciativas voltadas para esse público ainda são raras no Brasil, criando assim uma ótima oportunidade de negócio.

E-commerce gay como nicho de mercado – Produto ou Público?

Os nichos de mercado são indiscutivelmente os melhores segmentos de atuação no comércio eletrônico, e sempre indicados para quem deseja entrar em grande estilo no universo do varejo online. O baixo grau de competição entre as empresas, quando ela existe, oferece condições de crescimento rápido e sustentável para novas operações de e-commerce. Neste cenário o e-commerce gay desponta como uma alternativa viável para os novos empresários.

Cuelcinha.com.br é um exemplo de Loja virtual brasileira que aposta neste nicho - E-commerce Gay – O poder GLBT no comércio eletrônico
Cuelcinha.com.br é um exemplo de Loja virtual brasileira que aposta neste nicho de mercado.

O Poder do E-commerce Gay

A abordagem de criação de um e-commerce partindo do conceito de mercado de nicho funciona na grande maioria dos segmentos cobertos atualmente pelo comércio eletrônico, mas no caso específico do e-commerce voltado para o público gay, existe uma diferença conceitual. Não se trata de um produto, mas sim de um público, o que modifica radicalmente o projeto de e-commerce.

Não basta simplesmente montar um mix de produtos que supostamente seriam de interesse do público gay. É necessário dar uma identidade à loja virtual, criar uma personalidade própria e exclusiva que crie um diferencial competitivo neste segmento do varejo online. Criar um e-commerce gay não é uma questão de mix de produtos e sim a compreensão de um estilo de vida.

O e-commerce gay não precisa ser exclusivo

O e-commerce gay não precisa ser exclusivo, ou seja, não é necessário abrir uma loja virtual para atender exclusivamente ao público GLBT. Muitas lojas virtuais já estabelecidas contam com a simpatia do público homossexual em relação aos seus produtos, sem que sejam necessariamente voltadas exclusivamente para esse nicho de mercado.

Nesta situação surge uma nova oportunidade de negócio para o lojista online que é a da criação de um segmento da loja destinado a atender às demandas desse público consumidor diferenciado.

O poder do público GLBT no comércio eletrônico

O público GLBT é sabidamente um dos públicos de maior poder aquisitivo até mesmo em função do seu estilo de vida. Um dos fatores que mais contribuem para isso é o fato de que a maioria dos homossexuais não possui  filhos e acabam direcionando seus gastos à cultura, vestuário, lazer e turismo. O consumo gay é alto e fiel, o que por si só já viabiliza a criação de uma “loja virtual gay”. Outros investimentos online, como a rede social Grindr, já descobriram esse público e estão indo muito bem, obrigado.

O Brasil já é um dos destinos turísticos preferidos do público gay no mundo inteiro, por que então, não transformar o e-commerce gay também em uma referência internacional?

Texto do Alberto Valle para o E-commerce Brasil

Click Bíblias no Buscapé - Comparadores de preço
O site Click Bíblias já tem medalha de prata e-bit.

Até algumas semanas atrás, eu confesso que era um pouco vamos dizer, “desconfiado” em relação aos comparadores de preço. Por possuir um nicho muito segmentado, achava que para o meu negócio, estas ferramentas não iriam funcionar. Eu estava errado…

Na última semana conversei com o pessoal da área de negócios do Buscapé e resolvi testar a ferramenta. Tive uma grande surpresa logo no primeiro dia: fechei muitos negócios em uma única tarde inclusive de itens que não são muito procurados normalmente. Coincidência ou não, nos dias que se seguiram não foi diferente.

Observando os dados no final da semana passada tive uma percepção muito positiva em diversos pontos:

• Aumentei a entrada (e logo a fidelização) de novos clientes em vários estados, mas principalmente em São Paulo;
• Tive um crescimento significativo nos acessos diários;
• Quanto mais público, maior é o efeito viral que ele gera, logo tive mais curtidas no Facebook e seguidores no Twitter;
• Ter um grande site como o Buscapé fazendo apontamentos para sua loja aumenta a relevância e logo uma melhora a busca orgânica;
• Passei a vender mais itens que antes não tinham frequência de saída (a calda longa passou a ser mais significativa);
• Vendendo itens mais caros, aumentei o tíquete médio.

Portanto percebi que os comparadores de preço podem fazer uma grande diferença nas vendas além de contribuir para o crescimento do negócio. E o melhor é que ao longo do mês posso controlar o momento exato de investir. De agora em diante o Buscapé passou a fazer parte do negócio.