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Agora mesmo, enquanto você lê este texto, bilhões de dados estão sendo gerados no mundo todo, nas mais diversas plataformas e em formatos variados. É o tão falado big data, o enorme conjunto de dados que serão garimpados, analisados e processados para fornecerem ideias e insights, gerando estratégias e soluções. Hoje, a maioria das organizações está consciente de que é essencial ter em mãos dados que sejam importantes para o seu negócio. O desafio agora é identificar e usar bem os dados corretos, isto é, os mais adequados para o contexto e as demandas.

O que estou querendo dizer com isso é que, cada vez mais, o valor não reside na informação em si, mas sim na nossa capacidade de tratá-la, analisá-la e, principalmente, contextualizá-la. Porque só assim conseguimos fazer o melhor uso dos dados que vão, efetivamente, enriquecer nossas campanhas, nossas ideias, nossos projetos e trabalhos.

Sabemos que a publicidade tradicional já não funciona, afinal, o mundo mudou, a internet diversificou as fontes de pesquisa e não buscamos mais informação como costumávamos fazer. O tempo em que a propaganda dizia às pessoas o que elas queriam ou do que precisavam já passou. Hoje, a empresa que quiser ser relevante tem que chegar ao consumidor com a solução que ele precisa naquele momento para resolver determinada dúvida ou problema. E, para isso, o uso estratégico do big data, com a coleta eficiente e as análises precisas, deve embasar qualquer plano de atuação ou tomada de decisão.

Mas, então, o que se pode fazer para usar os dados de maneira mais eficaz? A resposta pode ser enganadoramente simples: comece com um dado que mostre um impacto claro nos negócios e siga a partir daí. Um exemplo: você tem uma reunião em que vai apresentar a proposta da sua agência para a empresa X. Você pode chegar com muita informação sobre essa empresa – não terá feito mais do que se espera, certo?

Por outro lado, se você tem na cabeça que “dados por si só não são a solução”, terá estudado, também, o contexto, o mercado da empresa, como ela aparece, como se diferencia (ou não) dos seus competidores, seus pontos fracos e fortes, o que as pessoas comentam sobre a empresa e sobre seus competidores. Enfim, você terá, mais do que dados, informações pertinentes, relevantes, que passaram por uma análise cuidadosa e efetivamente contribuem para mostrar (e gerar insights para mudar) a realidade da empresa cliente. Ou seja, o uso dos dados corretos enriquece a atuação.

Se o conteúdo é rei, a informação relevante é a rainha nesta corte digital. Os melhores dados, analisados e contextualizados, levam à criação de conteúdo mais rico e influente, inspiram produtos, serviços e ofertas que respondem às demandas dos clientes.

É mais do que hora de os profissionais de marketing, além de pensarem no conteúdo como a bateria que superalimenta tudo o que eles fazem, perceberem que, para além dos dados, a utilização das informações corretas e relevantes é o que realmente importa. E, para isso, o uso de plataformas que utilizam a inteligência para coletar e analisar informações é fundamental, reunindo os dados corretos sobre um potencial consumidor e ajudando os times criativos a convertê-los em ações que sejam relevantes, adequadas, efetivas e que tenham mais originalidade e um approach mais direcionado.

À medida que a sua operação digital cresce os gestores de e-commerce e marketing digital passam a ter necessidades diferentes de informação

O Brasil é o país do “puxadinho”. Um lugar onde todo mundo é arquiteto, consultor de investimento, mecânico e, por que não, técnico de futebol.

Nós usamos a estratégia do puxadinho diariamente em um “sem número” de situações cotidianas. Mas isto não acontece só em casa, não senhor.

Uma forma (não tão nova) de puxadinho que está começando a deixar muita gente de cabelo em pé é o puxadinho digital.

Quando algo precisava ser feito

Daniel Kahneman é um psicólogo que ganhou o Prêmio Nobel de Economia em 2002. Entre várias contribuições da sua obra, ele constatou que nossa racionalidade é bem mais limitada do que imaginamos.

Basta considerar que 80% das pessoas afirmam se acharem melhores do que a média. No mínimo, uma incoerência lógica.

Voltando ao ponto: culturalmente nós vivemos e fazemos coisas pensando num curto prazo. É daí (e da falta de recursos) que vem a cultura do “puxadinho”.

O puxadinho digital surge na medida que uma empresa começa a se aventurar pela digitalização dos seus negócios.

Precisa de um e-mail marketing? Cria uma conta agora.

Agora é um chat? Simples, só assinar este aqui.

SMS para o cliente? Agora: este serviço é fácil e não tem fidelidade.

Quando você vê, tem um emaranhado de apps, SaaS, IaaS, XaaS (X = qualquer coisa as a service) que te deixa com mais dúvidas do que certezas.

As tecnologias deveriam servir a um único propósito: habilitar novas competências para aumentar a escala e a produtividade do negócio.

O ponto de inflexão

No meu dia-a-dia converso com gestores de negócios em empresas de vários portes e segmentos. Se um dia e-commerce foi tendência, hoje é mais que uma realidade.

E na medida que as empresas estão superando aquela fase de incredulidade e realmente escalando em vendas, clientes e negócios, o puxadinho digital que lá atrás ajudou a crescer agora começa a atrapalhar.

Veja um exemplo:

• Você cria uma campanha em rede social;
• O cidadão clica e visita seu e-commerce (virou um lead!);
• Ele se cadastra no seu mailing (agora vai!);
• Entra em um produto e coloca no carrinho (isso, falta pouco!);
• Abandona o carrinho (como fazem mais de 30% dos compradores);
• Você toca o cliente com uma oferta de recuperação (aquele desconto camarada);
• Ele volta e não converte de novo (básico);
• Entra na régua de novo com a mesma oferta de recuperação (quem sabe na segunda vai);
• O lead resolve virar cliente e comprar (graças a Deus!);
• Os sistemas de display perseguem o lead até o último dos seus dias ofertando os produtos que ele comprou.

Como gestor do negócio eu gostaria de saber três coisas apenas:

1- Quanto este cliente comprou?
2- Quanto esta venda me custou?
3- Quanto esta campanha me retornou?

Tenho certeza que mesmo um gerente de e-commerce júnior vai conseguir responder a pergunta 1 com relativa facilidade.

Mas dá tanto trabalho reunir as informações necessárias para responder as perguntas 2 e 3 que a maioria dos gestores (em off apenas) acaba não tendo condições “de fato” para respondê-las.

Quando você cresce o desafio muda

O ponto central aqui é que à medida que a sua operação de venda digital cresce o gestor de e-commerce e o gestor do negócio passam a ter necessidades diferentes de informação.

Quando você é pequeno, pode se dar ao luxo de cometer muitos erros. Eles fazem parte do aprendizado do empreendedor e na média são erros pequenos, dos quais você consegue se recuperar.

À medida que o negócio ganha corpo e você flerta com a saída do Simples Nacional, as coisas passam a ter uma dimensão diferente. Ter informações de ponta-a-ponta não só é desejável: é mandatório.

Na real, o puxadinho digital dá a impressão de ser barato porque você paga várias contas pequenas. Mas quando você soma estas contas ao overhead (gente adicional) para unificar e analisar os dados mais o custo de oportunidade das decisões tomadas com base em informações erradas, você constata que, na média, o puxadinho digital é o que parece barato mas sai muito, muito caro.

É melhor não ter mapa algum do que ter um mapa errado.

A resolução de ano novo: integrar, dar inteligência, inovar

Se você chegou até aqui deve estar se perguntando: como eu faço para acabar com meu puxadinho digital?

A minha resposta de consultor é que não há resposta única.

(pausa dramática)

Mas se você quer uma ideia de como começar, me permita sugerir o seguinte:

1. Trace um mapa claro de todos os recursos tecnológicos que sustentam o seu e-commerce (plataforma, automação de marketing, CRM, sistema de atendimento, etc…);

2. Entenda a jornada do seu cliente e entenda quais são os pontos de contato mais importantes e que podem gerar mais impacto no seu resultado (vendas, margem, recompra, NPS, etc…);

3. Com base nesta priorização, estabeleça 1 ou 2 objetivos de melhoria (por exemplo, orquestrar as campanhas em torno do cliente, independente do canal);

4. Avalie fornecedores de tecnologia, que podem te ajudar a analisar e sugerir a adoção de softwares que substituam e simplifiquem o seu mapa de tecnologia.

Tão importante quanto isto é pensar em ciclos contínuos de melhoria. Hoje é perfeitamente possível executar 3 ou 4 projetos ao longo de um ano que permitem fazer um extreme makeover no seu puxadinho digital.

Isto deixa seu negócio mais preparado para alçar voos mais altos, com mais eficiência.

Isto é um processo, ou seja, a cada objetivo cumprido, você deve partir para o próximo. Porque as necessidades do seu negócio e do seu cliente mudam. Sempre há alguma coisa para melhorar.

Espero que você tenha gostado e, se tiver uma crítica, dúvida ou sugestão, comente aqui ou então me mande uma mensagem. Até a próxima!

A jornada do consumidor no ambiente digital torna-se cada vez mais complexa. De acordo com um estudo da Salesforce, pode haver facilmente entre 6 a 8 pontos de contato diferentes antes de uma venda ser concluída no ambiente online. Sendo assim, entender essas etapas e definir quais delas são mais efetivas é fundamental para que os comerciantes focados em performance possam alocar o seu orçamento na fonte de tráfego correta.

Imagine, por exemplo, que um usuário visita seu e-commerce a partir de uma pesquisa paga, visualiza um produto específico, mas não compra nada. Uma semana depois, ele clica em um banner publicado por um de seus retargeters. No mesmo dia, ele clica pela segunda vez em uma de suas campanhas de e-mail. Finalmente, ele volta ao site por outro anúncio e faz a compra.

Qual fornecedor foi o responsável pela venda? Onde você deve investir no longo prazo para garantir o sucesso da sua campanha?

Existem várias maneiras de atribuir o sucesso de cada provedor e, portanto, responder às perguntas acima. Mas vamos analisar inicialmente os modelos mais populares:

Primeiro clique

A atribuição por primeiro clique é um dos modelos mais simples. Ele assume que a primeira fonte que levou o usuário ao site, independentemente do que aconteceu depois, deve ser 100% creditada para a conversão.

Mas supor que o primeiro anúncio clicado é o mais importante, muitas vezes, pode levar a conclusões erradas. Isso porque a jornada digital de um consumidor não começa e termina em um único momento. Pode levar dias ou semanas desde o primeiro contato com a campanha até a compra ser feita.

Último clique

A atribuição por último clique é o modelo mais utilizado no marketing de performance.

Esta regra credita a última fonte de tráfego paga como aquela responsável pela conversão – mesmo que uma fonte não paga tenha ocorrido diretamente antes da conversão, como, por exemplo, o tráfego direto (digitando o endereço da loja no navegador).

Linear

Neste modelo de atribuição todas as fontes de tráfego que foram clicadas antes de uma conversão serão creditadas igualmente.

Porém, imagine que se três ou cinco fontes de tráfego, por exemplo, forem atribuídas a um sucesso, será difícil descobrir qual ferramenta realmente foi a mais eficaz para incentivar aquela compra.

Com base na posição

Este é um modelo de atribuição que leva em conta a ordem ou a posição de cada ponto de contato antes da venda. Nele, ao invés de creditar 100% da conversão à primeira ou à última interação, o crédito será dividido entre elas – normalmente se atribui 40% de conversão ao primeiro e ao último canal, e os 20% restantes são divididos entre os intermediários.

De forma geral, para definir a quem se deve atribuir uma conversão, é sempre importante conhecer toda a jornada do consumidor antes da compra. Isso porque, é perfeitamente comum ocorrer mais de um clique de um mesmo parceiro em uma mesma conversão, por exemplo, o que significa que o usuário ainda pode estar se decidindo.

Vale ressaltar, por fim, que atribuir sucesso a um provedor não trata necessariamente de “escolher o melhor retargeter”, mas sim descobrir como os orçamentos de marketing devem ser alocados, de acordo com os objetivos específicos de cada campanha e a jornada do consumidor envolvido

Isso implica também na escolha por considerar ou não na estratégia os tráfegos direto e orgânico, por exemplo, tendo em vista que esses fluxos não podem ser escalados da mesma forma que as mídias pagas.

No fim do dia, o uso do modelo de atribuição apropriado ajudará a aumentar a eficácia da sua campanha de retargeting, pois ao atribuir cada conversão a uma fonte, você poderá comparar facilmente o resultado final de cada provedor.

Com este método, fica mais fácil otimizar o orçamento de marketing para obter os melhores resultados possíveis.

O processo de tomada de decisão é uma das atividades que mais consomem energia e acaba gerando estresse em nós seres humanos, agora junte um mercado com ambiente hostil no caso do comércio eletrônico. Por isso utilizar mecanismos como KPIs de marketing para seu e-commerce será fundamental para te ajudar nesse processo.

Não é a toa que um recente estudo apontou que o estresse prejudica o cérebro, levando a más decisões e todos sabemos que a escolha de determinados caminhos podem prejudicar um negócio.

Com o objetivo de te ajudar nas estratégias de marketing digital da sua loja, nós separamos alguns indicadores que poderão te auxiliar na escolha dos melhores canais e ações.

KPIs de marketing para seu e-commerce

Embora indicadores possam variar dependendo do modelo operacional da loja, separamos os mais utilizados para verificação e otimização da performance das suas estratégias, sendo eles:

Taxa de conversão

O objetivo dessa métrica é medir a eficiência de um canal ou uma determinada landing page do seu site. Isso ajuda tanto no direcionamento de investimentos para os canais com maior taxa de conversão quanto para o direcionamento de campanhas para páginas do seu site que possuam maior eficiência em conversão.

Existem diversos insights que essa métrica pode te proporcionar, como:

  • Reduzir investimento em canais que não performam;
  • Direcionar campanhas para as melhores páginas;
  • Verificar performance de testes A/B ou multivariáveis;

Mais sobre taxas de conversão:

Dobre sua taxa de conversão com essas 11 táticas

Taxa de crescimento

Saber se os resultados estão evoluindo ou caindo também é muito importante, por isso a utilização da taxa de crescimento para comparar as variações de tráfego, receita, taxa de conversão, ticket médio e outros dados ao longo do ano é muito importante.

Taxa de carrinho abandonado

Avaliar essa métrica é fundamental para saber o quanto de dinheiro está parado no carrinho de compras da sua loja. Estimativas conservadoras têm fixado a taxa de abandono por volta de 60%, sendo que algumas pesquisas independentes tem jogado esses números para a casa dos 80%.

6 dicas para reverter carrinhos abandonados em vendas

CAC (Custo de aquisição de clientes)

Quanto você está pagando para adquirir um novo cliente para o seu negócio? Essa métrica é importante, pois traz insights para sabermos quais são os canais que temos um custo maior ou menor na aquisição de novos clientes.

Ticket médio

Saber  quanto em média os seus clientes estão gastando em sua loja é um dado muito importante para analisar se as suas ofertas de up-selling e cross selling estão sendo feitas corretamente.

Quantidade média de produto

Mensurar a quantidade média de produtos que estão sendo vendidos é importante para desenvolver estratégias mais eficientes na hora de entregar o mix de produto para o seu cliente e fazer com que ele aumente o ticket médio nas compras.

ROI (Retorno sobre o investimento)

Você sabe o quanto cada estratégia ou canal está trazendo de retorno para o seu negócio? Não? Então comece a mensurar o ROI das suas campanhas.

ROI no e-commerce: qual é o número mágico?

A indústria online segue crescendo e o Brasil se consolida como um dos países mais desenvolvidos em termos de e-commerce. Uma pesquisa anual feita pela Real Trends demonstra o crescimento do setor e revela os hábitos do consumidor online em 2017.

O crescimento do e-commerce esteve em ascensão durante o ano de 2017. No primeiro semestre, o setor registrou um crescimento de 7,5%, segundo a Ebit, comparado com o mesmo período do ano anterior e o segundo semestre do ano evidenciou um arranque com crescimento histórico, sobretudo para certas categorias.

Os números completos:

Os números do mercado de E-commerce

Alguns destaques bem relevantes:

Acessórios para veículos foi a categoria com maior volume de vendas;
São Paulo e Rio de Janeiro seguem em primeiro no pódio do consumo online;
• O usuário faz compras mobile antes e depois do trabalho;
• 53% dos usuários utiliza Android;
O Natal se encontra no topo das datas especiais.

Neste sentido as categorias mais compradas e com maior faturamento foram:

1º Acessórios para Veículos
2º Casa, Móveis e Decoração
3º Celulares e Telefones
4º Informática
5º Eletrônicos, Áudio e Vídeo

Por sua vez, no que diz respeito às localidades com maior movimento:

60% do tráfego se concentrou em São Paulo;
• 8% no Rio de Janeiro;
• 32% entre Minas Gerais, Santa Catarina, Goias e Rio Grande do Sul.

O m-commerce e seus horários

Segundo a Pesquisa Profissional de E-commerce 2017, atualmente no Brasil, 41% das lojas virtuais se declaram “bem preparadas” para vender através da opção m-commerce. Por sua vez, as vendas por meio de smartphones representam até 10% das vendas totais para 38,4% de lojistas virtuais no país.

Em concordância com o auge do m-commerce, na Real Trends foi registrado um aumento no uso do mobile.

Os horários de maior tráfego mobile são de 8 às 9 horas, de 12 às 13 horas e de 19 às 23 horas, o que é natural visto que são os horários em que os vendedores se levantam pela manhã e respondem antes de ir ao trabalho, logo durante o almoço e especialmente no horário que deixam o trabalho e continuam respondendo a caminho de casa ou mesmo da cama antes de dormirem.

No que diz respeito ao sistema operacional, 53% dos usuários vendedores responderam do Android versus 47% do iOS (Apple). Os modelos de dispositivos mais populares foram o iPhone, o Samsung Galaxy J5, o Samsung Galaxy S7 Edge e o Motorola Moto G4.

O top das datas especiais

De maio a novembro foi o período com maior movimento no e-commerce. Aqui, se podem ver as datas mais escolhidas pelos brasileiros na hora de comprar:

1. Black Friday – Total de vendas: R$600.000.000
2. Dia das Mães -Total de vendas: R$ 280.000.000
3. Dia das Crianças -Total de vendas: R$330.000.000
4. Dia dos Pais – Total de vendas: R$350.000.000

Conclui-se que, em sua maioria, os “eDay” tais como Black Friday cobram um protagonismo maior, as datas-chave mais “tradicionais” como o Dia das Mães, Dia dos Pais e Dia das Crianças seguem tendo grande relevância.

Resta esperar, como em 2016, que após o final do ano, o Natal (que inclui a Black Friday) seja a grande data em termos de vendas e faturamento. Dezembro se converterá, assim, no mês foco para todo vendedor, podendo duplicar ou mesmo triplicar o faturamento de um mês convencional.

Agora sim, conhecidos os hábitos de consumo online em 2017, como se prepara um vendedor para maximizar as oportunidades no próximo ano?

Tíquete médio crescerá apenas 2% refletindo a deflação da cesta de produtos do setor

O e-commerce deverá faturar R$8,7 bilhões no Natal de 2017, crescimento nominal de 13% ante ao mesmo período do ano anterior, aponta a Ebit. O número de pedidos deve crescer 11%, de 16,6 milhões para 18,4 milhões, enquanto o tíquete médio apresentará uma tímida elevação de 2%, de R$463 para R$471.

Para este levantamento a Ebit considera as vendas estimadas para o e-commerce no período de 15 de novembro a 24 de dezembro, incluindo o período da Black Friday.

“O faturamento da Black Friday deverá corresponder a quase 1/4 do total estimado para o Natal neste ano. A Black Friday vem se consolidando no calendário do varejo ano após ano e, com isso, ganha cada vez mais relevância dentro da estratégia das empresas para o Natal”, afirma Pedro Guasti, CEO da Ebit.

A tímida expansão do tíquete médio, de acordo com Guasti, é um reflexo dos descontos praticados durante a Black Friday e da queda de preços na cesta de produtos do comércio eletrônico, medida pelo Índice FIPE Buscapé.

“Os preços do e-commerce estão registrando deflação há 12 meses consecutivos. Mantida esta tendência em dezembro, o índice deverá fechar 2017 com retração de 2,5%. Para o e-commerce, esse é um dado muito relevante, pois mostra que a alta no faturamento está apoiada no volume de pedidos. O consumidor está vindo cada vez mais para o e-commerce e comprando com mais recorrência”, explica.

O crescimento estimado para o período do Natal está em linha com o previsto pela Ebit para o segundo semestre de 2017.

No Webshoppers 36 apontamos uma alta de 12% a 15% para o segundo semestre, capitaneado pelas três grandes datas do calendário do varejo, Dia das Crianças, Black Friday e Natal. Se o Natal for bom como o mercado está esperando, nosso crescimento deverá voltar a ser de dois dígitos”, disse.

Confira as subcategorias e produtos que devem ser as mais vendidos (em volume de pedidos) neste ano:

  1. Bonecas
  2. Cafeteira
  3. Camisa Esportiva
  4. Camiseta Masculina
  5. Celular e Smartphone
  6. Cobre-Leito
  7. Fogão
  8. Jogo de Cama
  9. Jogo de Panelas
  10. Jogos de Vídeo Game
  11. Livros
  12. Perfume
  13. Pneu de Carro
  14. Relógio de Pulso
  15. Sandálias Femininas

Confira tabela a seguir com levantamento 2016 versus. 2017:

Os números do mercado de E-commerce

 

O final do ano se avizinha. Nesta época, é comum que os brasileiros estejam preocupados com as ceias de Natal e de Ano Novo. Além disso, para os eventos de final de ano, muitos procuram por bares e restaurantes ou ingredientes para preparar um jantar especial. Por fim, com a correria típica desta época é comum preferir solicitar um delivery à cozinhar. Por isso, é importante que empresas desta indústria estejam atentas ao perfil dos brasileiros interessados em comida e bebida.

Na esfera sociodemográfica observamos que a maioria dos brasileiros interessados em comida e bebida é mulher (75%), casada (73%), com idade entre 35 a 59 anos (51%), da classe Alta (50%) e não graduada (63%).

Os três produtos pelos quais este público mais busca são bares e restaurantes, delivery de comida e bebidas alcoolicas. Para realizar tais buscas, utilizam smartphones (60%), em sua maioria.

Quando o assunto é comida e bebida, esse público se interessa por Culinária, Itens Gourmet e Bebidas alcoolicas. Fora deste tema, o interesse é por Entretenimento, Notícias e Família. Além disso, a maioria deles pertence ao cluster Seguidores (24%) do Navegg EveryOne. Ou seja, aqueles que estão preocupados com reputação e luxo daquilo que escolhem para si.

Quando o assunto é comportamento de consumo dentro da indústria de tecnologia, a maioria deles se encaixa no perfil Top Chef (37%) do Navegg EveryBuyer – composto por pessoas que têm uma forte ligação com eventos sociais, seja em família ou amigos, e que prezam pelo custo-benefíco – , seguido do perfil Junk Food (36%) – composto por jovens que buscam por produtos práticos e com preço acessível – e do perfil Saudáveis (27%) – formado pelas pessoas que dedicam-se a manter uma boa alimentação e buscam por ajuda profissional.

Confira o infográfico completo abaixo e saiba mais sobre o perfil dos brasileiros interessados em comida e bebida.

A taxa de crescimento de dispositivos conectados à Internet, especialmente computadores e celulares, vem evoluindo desenfreadamente. Com a Internet das Coisas (IoT – Internet of Things), é ainda maior a quantidade de dados gerados. Os itens conectados à Internet estão produzindo uma série de informações e esse fluxo constante fornece insights e conteúdos sobre os clientes em tempo real.

Associado a esse significativo avanço da tecnologia, o termo “inteligente” é usado para se referir aos dispositivos que coletam dados e, assim, proporcionam uma experiência mais confortável ao usuário. O termo Big Data foi criado justamente para tratar a grande quantidade de bytes gerados por esses dispositivos.

Mas a revolução da Internet das Coisas refere-se principalmente aos dispositivos que estão ao nosso redor, conectados à Internet e coletando dados, desde um relógio até os sensores em carros e turbinas de aeronaves. É isso que mudará a maneira como vivemos, viajamos e fazemos negócios.

Pesquisas mostram que, em 2020, existirão 26 bilhões de dispositivos conectados à Internet. É esse rápido crescimento global da IoT que faz da Gestão de Dados Mestres (MDM – Master Data Management) um fator extremamente relevante para garantir sentido a essa grande quantidade de informação.

As soluções de MDM são fundamentais para promover iniciativas de análise e previsão que permitam melhorias significativas para usuários, fabricantes e investidores. Dentro desse cenário, elas fornecem o perfil comercial dos ativos, histórico de serviços e informações do cliente, ampliando a visão do consumidor.

O uso de MDM se reflete ainda na conservação do dispositivo, de forma a aperfeiçoar o desempenho, evitar falhas de manutenção, contribuir para economias significativas e aumentar a produtividade. Essa combinação de IoT e MDM nos permitirá criar uma imagem completa porém compacta dos dados. Os dispositivos que usamos e sua interação com os usuários se transformarão em benefícios, como redução de custos, consumo de energia e melhor eficiência.

A maior parte dessa sobrecarga de informações são dados de alta qualidade que não foram usados para propósitos analíticos e incluem histórico de compras, níveis de satisfação, informações demográficas, entre outras. O potencial desses dados é incalculável quando eles são usados seletivamente, como para atender melhor os clientes, e permitem que as empresas tenham percepções adicionais de maneira eficiente.

Conforme a Internet das Coisas cresce, a preocupação com a governança dos dados dentro das organizações também aumenta. O MDM gerencia tudo isso, revela tendências e padrões. O acúmulo de informações normalmente distrai os negócios e atrapalha até mesmo a análise de dados básica. No entanto, com a ajuda do MDM, os negócios podem descobrir um enorme potencial e obter vantagem competitiva no mercado.

No próximo dia 24 acontece a Black Friday. A expectativa é que a data seja responsável por movimentar cerca de R$ 2,2 bilhões no Brasil, segundo o estudo Thanks God It’s Black Friday realizado pela Provokers e encomendado pelo Google. Como uma das indústrias que mais se beneficiam da data é a de tecnologia, para atender este crescimento é preciso estar atento ao perfil dos brasileiros interessados em tecnologia.

A Navegg observou toda a sua base de conhecimento sobre o internauta, filtrou apenas aquilo que dizia respeito aos brasileiros interessados em tecnologia e reuniu toda essa informação no infográfico abaixo.

Na esfera sociodemográfica observamos que a maioria dos brasileiros interessados em tecnologia é mulher (61%), casada (67%), com idade entre 35 a 59 anos (51%), da classe Alta (68%) e graduada (51%).

Os três produtos pelos quais este público mais busca são impressoras, artigos de fotografia e software. Para realizar tais buscas, utilizam smartphones (52%), em sua maioria.

Quando o assunto é tecnologia, esse público se interessa por Fotografia, Apple e Gadgets. Fora deste tema, o interesse é por Esportes com motor, Coleccionismo e Museu. Além disso, a maioria deles pertence ao cluster Exploradores (27%) do Navegg EveryOne. Ou seja, aqueles que são altamente conectados, arrojados, curiosos e valorizam a satisfação interna de viver intensamente.

Quando o assunto é comportamento de consumo dentro da indústria de tecnologia, a maioria deles se encaixa no perfil Fascinados (42%) do Navegg EveryBuyer – composto por pessoas antenadas em lançamentos e tendências e, como consumidores compulsivos, estão suscetíveis às facilidades de crédito e promoções -, seguido do perfil Visionários (31%) – composto por jovens que assumem riscos e buscam ser especialistas em tudo que há de novo – e do perfil Profissionais (28%) – formado pelas pessoas que buscam qualidade e segurança na hora de escolher um produto e são fiéis às marcas clássicas.

Confira o infográfico completo abaixo e saiba mais sobre o perfil dos brasileiros interessados em tecnologia.

As táticas não escaláveis são fundamentais para a tração inicial de muitos negócios. Com a minha consultoria de e-commerce não foi muito diferente. Montei uma estratégia zero escalável, mas bastante eficiente para conseguir meus primeiros 25k recorrentes (5 clientes de 5k recorrente cada).

Fiz o seguinte. Escolhi 15 alvos (clientes em potencial) de acordo com meu network (15 anos de experiência facilitam as coisas neste caso). Eram marcas do Rio de Janeiro, de moda de porte médio/pequeno com operações de e-commerce ativas.

Esse era o perfil do meu cliente ideal naquele momento (a definição deste cliente ideal é papo para outro artigo). Depois descobri o nome do decisor desse possível cliente com buscas simples no Google e Linkedin. Poderiam ser dono da marca, CEO, gestor de ecommerce…

Sabendo o nome, descobri o e-mail destas pessoas usando EmailHunter.co, EmailGenerator.io (junto com o Sales da Hubspot), perguntando para amigos em comum e alguns eu até já tinha de contatos anteriores. Consegui facilmente o e-mail de todo mundo desta maneira.

Perdi algumas horas fazendo um diagnóstico de UX/SEO/performance para descobrir os problemas mais evidentes no e-commerce de cada um. Deu um pouco de trabalho, mas hoje em dia com ferramentas como SEMRush, testes do Google e algumas outras este tipo de análise ficou beeeem mais fácil.

Com esse diagnóstico em mãos, criei uma landing page (usando o trial do Instapage) para cada uma das marcas mostrando os problemas de seus e-commerces e como eles poderiam ser resolvidos.

Um detalhe muito importante!

Usei uma ferramenta que mostra, em vídeo – Web Page Test – o tempo de carregamento de um site em relação a seus concorrentes.

Esse detalhe tinha um fator psicológico bem agressivo, pois mostrava na hora, em vídeo, como a marca estava atrás dos concorrentes e precisava de melhorias urgentes.

Matador.

Com tudo isso pronto enviei para cada um dos decisores um e-mail super pessoal explicando que admirava a marca, mas que a operação de e-commerce precisava de ajuda e que eu iria mostrar não só os problemas mais urgentes como também como solucioná-los.

Ao clicar no link do e-mail ela era direcionado para essa LP, super personalizada com o logo da marca, o vídeo comparativo com concorrentes, o diagnóstico de problemas urgentes e um passo a passo de como solucionar os problemas diagnosticados.

Mandei esse e-mail para 15 pessoas. Fechei 5 clientes. Um pouco mais de 30% de taxa de conversão.

Considerei o resultado excelente, superando inclusive minha expectativa que eram 4 clientes fechados.

Considero essa estratégia difícil de escalar pois dá um certo trabalho preparar esse combo todo para cada prospect, mas ela se mostrou extremamente persuasiva, eficiente e adequada para o meu momento.

Com isso gerei meus primeiros 25k recorrentes e pude ter certeza que a consultoria iria funcionar.

Desde então já são quase 3 anos e 52 clientes. 😉

Texto anteriormente publicado no Pulse do LinkedIn.