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Em 2016, o e-commerce Beleza na Web registrou faturamento perto dos R$ 200 milhões, o que representou crescimento de 50% sobre o ano anterior, segundo seu CEO e fundador Alexandre Serodio. Em março deste ano (2017), a empresa inaugurou oficialmente uma loja física no bairro de Moema, em São Paulo. O local já funcionava há alguns meses no sistema “soft opening”. Mas se o desempenho da empresa que se intitula “o maior e-commerce de beleza da América Latina” é tão bom na web, por que abrir uma loja física?

“Com esse espaço queremos reforçar a marca. Enxergamos que a loja física é uma extensão do Beleza na Web, onde conectamos, profissionais do porte de Celso Kamura, Wanderley Nunes, e Julio Crepaldi às pessoas. A loja serve para expandir o conceito de conteúdo e educação para as clientes”, explica Serodio.

O executivo não divulga o investimento na loja, que possui dentro dela um salão de beleza W Basic (a versão menor da rede Studio W, do cabelereiro Wanderley Nunes), além de um visual merchandising muito interativo e tecnológico. “O que subirmos no online estará na loja ao mesmo tempo”, garante o CEO do Beleza na Web, que possui mais de 278 marcas e 15 mil itens no portfolio e também abriu ano passado um estúdio de 800 metros quadrados para influenciadoras digitais gerarem conteúdo.

A intenção é que, após um processo de maturação dessa primeira experiência em loja física, outros pontos sejam inaugurados. Mas o objetivo principal é reforço de branding aliado a serviços, já que o crescimento online, segundo Serodio, é muito agressivo em relação ao físico e a receita numa loja física, mesmo quando se está vendendo acima do esperado – caso da unidade de Moema – ainda fica aquém do e-commerce. Ele afirma, ainda, que há muito o que aprender em termos mesmo de desenvolvimento de tecnologia, gestão de estoques e inovação, antes de se começar a investir numa expansão.

 

Sobre o contexto de mercado retraído, em consequência da situação econômica do País, Serodio já se mostra mais ousado. “Crise existe para quem olha para ela, ou você vende lenço ou chora. Enquanto outros têm receio de investir, nós investimos bastante. Temos obrigação de ampliar a penetração do mercado de beleza no digital, que é irrisória, no Brasil”, afirma. O que ele chama de irrisório é uma penetração de 1%, enquanto em países mais desenvolvidos o índice é de 10%.

Para o executivo, no entanto, o desempenho do mercado nacional significa apenas que existe muito potencial a ser explorado e ele, ainda que ressaltando os desafios tributários e logísticos do País, não delega a ninguém a culpa pela baixa penetração: “Nosso maior inimigo hoje somos nós mesmos, que queremos fazer muita coisa ao mesmo tempo. Execução é o maior desafio”, afirma.

Apesar de tudo isso, ele ainda espera elevar para R$ 300 milhões o faturamento do Beleza na Web em 2017.


Texto da Roseani Rocha para o Meio e Mensagem.

O Omnichannel já deixou de ser tendência e tornou-se primordial para o sucesso de qualquer negócio, já que todos sabemos que o consumidor está, cada vez mais, multicanal.

Essa palavrinha, um pouco complicada, significa mais que utilizar vários meios de comunicação para atender o seu cliente. Ela, hoje, tem a ver com oferecer a melhor experiência de compra ao seu público.

Por essa importância, vamos abordar o omnichannel na prática, mostrando cases e sugestões para que você leve a ideia à sua loja virtual independente do tamanho do seu negócio.

Omnichannel: um novo modo de fidelizar seu cliente

A gente acredita muito em trabalhar a fidelização e não focar apenas em vendas. Um cliente satisfeito volta à sua loja virtual sempre. Por isso, tenha em mente que oferecer uma perfeita experiência ao seu público é essencial.

Mas, como o omnichannel pode ajudar nessa questão? Ora! Ele é exatamente isso. Vamos entender melhor.

O que é ser ominichannel?

O prefixo “omni”, em latim, significa tudo, algo que é universal e variável. Por isso, ele é confundido com os termos multichannel e crosschannel. Mas não se engane! O primeiro refere-se a muitos, já o segundo tem a ver com plataformas que se cruzam.

O omnichannel ultrapassa essas barreiras e mostra que para o e-commerce é possível oferecer possibilidades que vão além de ofertar produtos online. Com estratégias que unem os canais on e offline, o usuário encontra todas as informações necessárias, tira dúvidas, compra e troca os produtos independente se está na loja física, aplicativo ou e-commerce.

Abaixo, o exemplo da grife britânica Burberry, onde a pessoa pode comprar os produtos por meio de várias plataformas, além de também conhecer as coleções nas lojas físicas. Outro ponto-chave é propiciar que fãs da marca comprem as roupas e acessórios em locais onde a Burberry não possui pontos de venda.

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Outro caso inspirador de omnichannel é a Sephora, loja de cosméticos. Por vender produtos que exigem testes, como perfumes e maquiagem, as vendas no e-commerce costumam acontecer após uma visita às lojas físicas. Muito esperta, a marca disponibiliza provadores com todos os produtos em seus pontos físicos e deixa as pessoas livres para circular pelo espaço.

Mas, de olho em locais que não têm lojas Sephora, outra ideia foi oferecida às clientes. Por meio da tecnologia, é possível experimentar os produtos e saber qual é o tom ideal para determinada pele.

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Vamos a mais um exemplo? Dessa vez, destacamos o pioneirismo da Amazon ao divulgar o lançamento da Amazon Go que, segundo a empresa, será uma nova maneira de fazer compras, levando a melhor experiência ao usuário junto a mais avançada tecnologia.

Na Amazon Go, o cliente acessa a loja física por meio de um aplicativo, escolhe os produtos desejados e vai para casa, sem filas ou demais burocracias. Podemos dizer que essa é uma verdadeira experiência omnichannel. Realmente inovador! Entenda mais no vídeo:

Agora que você já sabe o que é ser omnichannel e conheceu três cases de sucesso, vamos dar dicas simples para que você aplique a ideia na sua loja virtual, independente do tamanho do seu negócio!

O que o Amazon Go pode nos ensinar sobre experiência do usuário para e-commerce

Omnichannel: como levar a ideia ao seu e-commerce

Se você possui uma loja física, tenha em mente que não importa de onde sairá a venda. O importante é o cliente sentir confiança em você. Então, se uma pessoa entrar em sua loja, olhar um produto e não comprar naquele momento, apresente o seu e-commerce e explique que ela também terá mais essa opção.

Agora, se você está apenas na internet, utilize os chats onlines e fique atento aos demais canais de comunicação como e-mail e redes sociais. Não demore, jamais, nos retornos. Essa falha pode levar esse cliente potencial para o concorrente.

Tanto para quem tem ponto físico + e-commerce, ou quem tem apenas loja virtual, é importante oferecer uma navegação responsiva, que é quando um site funciona perfeitamente no desktop e dispositivos mobile. Lembre-se de que os acessos via smartphones só crescem e a tendência é que tudo seja feito por eles.

Com certeza, focando nesses detalhes essenciais, você irá fidelizar o seu público e oferecer uma satisfatória experiência omnichannel.

Texto publicado anteriormente no Blog da Bertholdo.

A SEM Rush entrevistou 20 referências em Marketing Digital e trouxe as principais tendências para 2017 nas áreas de Email Marketing, Marketing de Conteúdo, SEO, RP, Social Media e ecommerce. Confira!

Dezembro é sem dúvida o mês de olhar para o ano que está indo embora para tirar conclusões e olhar para o ano que está chegando para fazer planos e previsões. E é justo isso que queremos fazer neste post – olhar para o futuro.

Pedimos aos principais especialistas da área de Marketing Digital para compartilhar conosco as principais tendências de marketing e empreendedorismo digital em 2017 por um simples motivo – acreditamos que se os líderes de opinião da nossa área sentem que essas tendências vão influenciar o mercado no ano que vem, e é melhor você ficar sabendo delas antes de planejar a sua estratégia para 2017!

Preparado? Aqui estão as tendências para as áreas de E-mail Marketing, Marketing de Conteúdo, SEO, RP, Social Media e ecommerce

E-mail Marketing

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O uso do Email Marketing vem crescendo internacionalmente e, com isso, os consumidores também vêm se tornando mais exigentes. Ou seja, eles não querem apenas receber ofertas e afins, eles estão ansiosos por conteúdo. Creio que, no próximo ano, essa tendência venha a se multiplicar inúmeras vezes.

Portanto, se eu pudesse ter uma previsão para 2017, seria que o Email Marketing irá crescer exponencialmente. Sabendo que 9 em cada 10 brasileiros utilizam e-mail, esse ainda é – e será por um bom tempo – o melhor e maior meio de comunicação corporativo do mundo. E afirmo novamente que as empresas que não conquistarem o seu espaço digital irão fracassar, queiram ou não.

A utilização do Email Marketing precisa ser feita de forma assertiva, evitando spam e similares. Sabemos que nem todas as empresas respeitam isso, algumas até compram listas de email (coisa que não é legal) e saem por aí enviando emails de venda. Até os servidores comuns, como Gmail, Hotmail, Yahoo, entre outros, perceberam isso e começaram uma verdadeira campanha contra spamers. Eles criaram e otimizaram algoritmos para evitar esse tipo de email nas caixas de entrada de seus clientes.

Para combater isso, a melhor forma é criar sua própria lista de emails, coisa que já é comum entre empreendedores digitais da atualidade.

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Email Marketing somente focado em promoções está fadado a não performar tão bem quanto nos últimos anos.

Focar em histórias que cativam, que gerem interesse e entreguem algo relevante ao usuário deve gerar muito mais conversões!

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As pessoas não aguentam mais receber tantos emails, mas ainda assim se inscrevem para recebê-los e contam com a sua caixa de entrada para ficarem atualizados sobre alguns assuntos e ofertas.

A dica? Repensar a estratégia de quantidade de emails para focar em qualidade.

Menos é mais, neste caso. Ao trocar 3 envios semanais por 1 diferenciado, o público agradece, fica na expectativa e você garante a leitura do seu conteúdo.

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Em 2017 iremos apostar na segmentação e behavior target para melhorarmos nossos resultados com Email Marketing.

Temos diversas segmentações na nossa base. Por exemplo, se o Lead está no topo, meio ou fundo de funil, se ele veio das nossas ferramentas, se ele veio de uma Landing Page, de um eBook, etc.

Isso já é um avanço, mas longe do ideal, pois não mapeia o comportamento de forma completa.

O que estamos apostando agora é em um ciclo de emails interativos de acordo com seu comportamento no nosso site. Por exemplo, se você se cadastrou em uma Landing Page para comprar um logo, vai receber emails para comprar logo. Se nesse período você entrar em uma outra Landing Page para comprar, por exemplo, um site para médicos, automaticamente você irá parar de receber emails de logo e irá receber emails de site para médicos.

Dessa forma esperamos atingir o usuário no detalhe máximo da sua personalização e com isso aumentarmos o engajamento e receita.

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Você já deve ter percebido que as taxas de abertura e cliques de Email Marketing estão caindo com o passar o tempo, certo? Isso acontece por duas causas principais:

  • 1. A maneira errada de construir a lista de emails (por exemplo, quando o email é conseguido em troca de eBook sem conteúdo, sem direcionamento específico e percebendo isso o Lead não quer mais abrir seus emails);
  • 2. A manutenção errada da lista (envio de emails sem entender qual a hora certa de enviar uma oferta, em qual etapa de conversão aquele Lead está etc).

Eu acredito que somente as empresas que tiverem uma captação e nutrição inteligente de Leads vão ter resultados sólidos, seguindo esses pilares:

  • Entrega de alto valor percebido, e não um e-book descartável para guardar no computador;
  • Inteligência de lista: ter um mapeamento individual dos interesses dos seus Leads baseado em comportamento e não uma sequência genérica para todos;
  • Fazer ofertas no tempo certo e não oferecer produtos errados para pessoas certas no tempo errado, ou pior, oferecer seu produto para pessoas erradas;
  • Campanhas de vendas inteligentes: criar ofertas para as pessoas que dizem não para sua proposta, identificando as objeções e contornando-as.

RP e Social Media

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Com a popularização de conceitos como growth e sales hacking, é cada vez maior a quantidade de empresas que estão conseguindo exposição nos canais de mídia de massa com táticas não convencionais, de forma independente e, o mais importante, sem gastar muito.

As startups ditam o ritmo com suas agressivas táticas na busca por rápida tração, mas acredito que em 2017 estes conceitos se fortaleçam e propaguem para todo os tipos de negócios, on e offline.

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Indexação do Conteúdo Social. Se você pesquisa por uma notícia hoje talvez você encontre um tweet nos resultados, mas acredito que logo mais veremos tweets e outros resultados sociais.

Não tenho dúvida que a indexação do conteúdo nas mídias sociais será um grande avanço do Google, que poderá usufruir dessa quantidade enorme de dados de social media como respostas a muitas pesquisas, podendo também usá-los como fatores de posicionamento.

Os sinais sociais devem crescer substancialmente como fatores de posicionamento orgânico e acredito que nos próximos estudos já teremos indícios de sua evolução. Agora já não basta só otimizar seu site, é necessário engajar e fazer um bom trabalho de mídias sociais.

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Em 2017, o vídeo entra ainda mais em cena como favorito do público das redes sociais. Ele também está mais certo das suas preferências, e você tem que acompanhá-lo, seguindo as regras de cada mídia.

O bom conteúdo, aquele realmente planejado e desenvolvido para o seu público, será cada vez mais consumido em dispositivos móveis. Saia do padrão, faça lives, ofereça conteúdos em novos formatos, com relevância e frequência. Teste seu público até chegar às suas preferências. Depois, continue testando.

A briga entre Google AdWords e Facebook Ads vai aumentar, e espera-se que os anúncios do Facebook encareçam em até 5 vezes em 2017.

Com o aumento de investimento na maior rede social do mundo, os budgets reservados para os links patrocinados do Google estão caindo.

Com isso, o Google AdWords deve ser ainda mais atualizado, com opções de segmentação e outras informações de BI relevantes para atrair os anunciantes.

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Transmissões ao vivo também devem ganhar muita força, levando a experiência de vídeos para um novo patamar, proporcionando a qualquer pessoa trazer o seu ponto de vista sobre eventos, festas e acontecimentos ao redor do mundo.

Nessa estratégia, o Facebook Live é a bola da vez para engajar e impactar nas redes sociais.

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Acredito no machine learning para campanhas em Marketing Digital, podendo ter mais inteligências em dados em base de histórico de clientes e nichos de mercado. Explorar mais resultados com base nesses números, como saber o melhor horário de disparar uma campanha de email, qual melhor horário postar nas redes sociais, tipo de palavras-chaves utilizar, quais campanhas trazem mais vendas etc.

Outra tendência é o web scraping para extrair dados a partir de uma outra fonte, como um outro site ou banco de dados. Dessa forma,você poderá ter mais informações sobre possíveis clientes para prospectar.

SEO

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Google AMP Everywhere:  O projeto AMP (accelerated mobile pages), iniciativa open source do Google para tornar a navegação em dispositivos móveis mais rápida, deve ganhar ainda mais notoriedade em 2017 com a expansão do projeto para além dos portais de conteúdo, foco inicial do projeto.

As páginas em AMP carregam até 4 vezes mais rápido, um ganho importante na experiência do usuário e consequentemente no posicionamento orgânico.

UX:  User experience ou experiência do usuário é a base do sucesso de uma campanha de SEO para 2017 e além. Mobile first, tempo de carregamentos, HTTPS/SSL, Rank Brain entre outras atualizações do Google dos últimos anos tem como foco principal forçar sites a aprimorar o UX.

Quanto mais rápido suas páginas carregarem, quanto mais forte for a encriptação de dados do seu certificado SSL, quanto melhor a experiência do mobile, a navegação, o layout e o conteúdo do seu site, melhor será o desempenho do SEO do seu site. Em outras palavras, quanto melhor for a experiência dos usuários maiores as chances das suas páginas chegaram ao topo dos resultados orgânicos do Google.

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Intenção será mais importante do que as palavras-chave: a capacidade de processamento dos mecanismos de pesquisa cresce de maneira ridícula, e isso proporciona um melhor entendimento da intenção de pesquisa que passa a analisar muitos aspectos, inclusive retornar resultados semânticos.

Imagine que ao pesquisar por uma “bolsa barata” o Google pode exibir uma bolsa usada no brechó mais perto da sua casa… as possibilidades são imensas.

Isso significa que não basta ajustar o meta title com base nas pesquisas, mas fornecer informação e conteúdo suficiente em suas páginas para que o Google consiga entender todas as possibilidades em que pode exibir seus produtos ou posts.

HTTPS neles: menção honrosa à adoção do certificado de segurança, o famoso S no HTTP, que foi uma tendência esse ano mas promete ser dominante no próximo.

Isso deve ocorrer tanto por ser um fator de posicionamento para o Google quanto pela facilidade e possibilidade de se obter um certificado grátis hoje em dia, o que era impensável há alguns anos atrás.

Muitos apps: com a capacidade dos smartphones aumentando assim como a criatividade dos desenvolvedores, estamos vendo um aumento significativo na quantidade de aplicativos, e estar bem posicionado nas Apps Store pode ser determinante para o sucesso de seu app ou negócio.

Também conhecido como ASO (App Store Optimization), é uma variante do SEO destinado a posicionar somente os apps nas lojas online.

Até agora, a dança do posicionamento nas lojas online não era tão complexo (quanto SEO) mas com a quantidade de opções disponíveis acho que em 2017 o bicho vai pegar e o que era basicamente título, descrição, ícone e reviews vai se juntar com links profundos, conteúdo, engajamento, dentre outros.

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As tendências do mercado – transparência de ROI, benchmarking competitivo, aumento de dados disponíveis para análise, análise e uso eficiente de big data – ditam a necessidade de uso de ferramentas adequadas, que permitem economizar tempo e dinheiro ao mesmo tempo providenciando informações confiáveis e consistentes.

Por isso, a estratégia da SEMrush para 2016/2017 é de apostar na criação da ferramenta all-in-one, e por isso acabamos de acrescentar 8 ferramentas novas para a plataforma, atendendo as áreas de PPC, SEO, Marketing de Conteúdo dentre outras.

O futuro está em soluções práticas e compactas. O usuário mais do que nunca quer receber soluções que resolvam vários problemas e atendam várias necessidades pelo preço de uma.

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Sites mobile friendly e performance acima da média não são mais apenas conceitos relacionados à experiência do usuário, agora eles fazem parte do vocabulário dos profissionais de SEO.

A partir do momento que o Google começou a penalizar sites ineficientes e/ou lerdos, essas variáveis se tornaram fundamentais nas estratégias de SEO e isso trará novos desafios (e oportunidades) para os negócios online e agências digitais.

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Para 2017 considero duas áreas essenciais e estratégicas de marketing e empreendedorismo. São elas: mobile e growth hacking.

Os números sobre Mobile no Brasil são expressivos e serão cada vez mais. É importante que os negócios sejam pensados com o conceito de mobile first para ir ao encontro de uma audiência focada na palma da mão.

O conceito e a técnica de growth hacking ganha novos adeptos todos os dias por estar de acordo com a expectativa de todos os negócios, principalmente os iniciantes, de crescer exponencialmente e com baixo investimento.

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Desde 2015 vemos o Google fazendo grandes ações relacionadas à mobile. Não é para menos, visto que os acessos através de smartphones vem aumentando consideravelmente e em diversos nichos já ultrapassa os acessos via desktop.

Então a minha dica de SEO para 2017 é investir em aprimorar os sites para mobile, desde um layout responsivo até o mais recente AMP.

Ter um site otimizado para dispositivos móveis além de colaborar para as buscas pode ser o grande diferencial para fazer o seu site converter muito mais.

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Acredito que o ano de 2017 será de consolidação de diversas tendências em SEO que percebemos nos últimos anos.

O mobile tem grande destaque através do projeto AMP, principalmente com o aumento do uso do AMP para e-commerce.

A busca por voz já é realidade e tende a ser difundida com intensidade durante o ano. Tenho certeza que você vai ouvir falar do Amazon Alexa/Echo, um assistente pessoal com comando de voz que pode controlar (quase) tudo que você deseja.

Por fim, durante 2016 tivemos o Panda e o Penguin incorporados ao núcleo do algoritmo, e este último agora é executado em tempo real. Isso abre um novo horizonte de possibilidades e acredito que em 2017 o Google irá incorporar mais um ou no máximo dois dos seus algoritmos ao núcleo principal e aproveitar as vantagens da execução em tempo real.

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AMP: Em 2016, vimos surgir os sites com tecnologia AMP. Nos últimos dias centenas de sites aderiram à essa tecnologia, motivados pela notícia de que o Google começou a destacar esses sites nos resultados de busca.

A dificuldade na implementação freou a quantidade de sites usando tal recurso, porém há uma tendência de que muitos novos sites já sejam publicados nesse formato; além da necessidade dos sites mais antigos aderirem ao AMP para evitar a perda de tráfego orgânico.

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Vejo que 2017 irá consolidar definitivamente o mobile como foco principal das estratégias digitais. Temos algumas iniciativas importantes que reforçam esse ponto de vista, como a adoção do AMP (Accelerated MobilePages) pelos grandes players como Google, Facebook, Twitter e eBay. É a busca de uma melhor experiência para os usuários, através de uma web mais rápida e com menos interrupções.

O último ponto que destaco e que deve ser a atenção dos profissionais de SEO para 2017 é avaliar e entender o impacto do RankBrain nas buscas. Como utiliza machine learning e os dados vêm sendo colhidos por alguns meses, acredito que o maior impacto dessa atualização do Google será sentido ao longo do próximo ano, privilegiando principalmente quem tem foco em criar conteúdo relevante e de muita qualidade.

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O SEO é uma das “caixas pretas” da internet, ninguém sabe exatamente quais os critérios mais relevantes e sua relação com as demais técnicas.

Uma tendência que já foi muito forte em 2016 são os sites que proporcionam uma melhor experiência de navegação para o usuário. Esses sites ganharão muitos pontos com o Google em 2017 também!

Outra forte tendência, já citada inclusive pelo Google, é que menções em redes sociais exercerão um bom impacto no SEO geral. E, por fim, com o contínuo aumento de acessos via smartphone, o SEO local deve também ganhar uma maior relevância.

Marketing de Conteúdo

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A principal tendência que vejo em 2017 é a de otimização de recursos: ao invés de abrir dezenas de frentes de Marketing Digital e atuar em várias redes sociais, vários canais de relacionamento, várias mídias e fontes de tráfego, os negócios maduros vão se concentrar na Lei de Pareto: otimizar as 20% de fontes de tráfego responsáveis por 80% dos resultados do negócio.

Os canais digitais estão se tornando mais complexos e integrados, mas ao mesmo tempo é mais caro estar em todos os lugares. Por isso, é fundamental medir, gerenciar e otimizar recursos para conseguir ganhar escala e crescer em 2017!

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A metodologia do Inbound Marketing está cada vez mais presente nas estratégias de comunicação das empresas!

O usuário está cansado de receber somente promoções e ofertas e está sedento por informação.

Focar no conteúdo de qualidade, que eduque, que ajude o usuário e seja relevante é um passo sem volta para quem quer se destacar na internet.

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Uma vez mais, 2017 será um ano cheio de conteúdos em todas as áreas do Marketing Digital! Para todos os empreendedores digitais o foco deve ser este mesmo: dar respostas aos seus usuários com bons conteúdos, sejam em texto, vídeo ou outro formato.

Portanto, acho que a criação de bons conteúdos a pensar em dar a devida resposta, ao que o usuário está à procura, será provavelmente a melhor solução e a principal tendência nas diversas áreas do Marketing Digital. Este será o desafio para 2017.

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Conteúdo denso: no começo o conteúdo era rei, mas o rei perdeu a majestade. Aos poucos era necessário criar um conteúdo diferenciado, o famoso conteúdo épico, melhor que todos os outros. Mas agora parece que todos os conteúdos querem ser épicos, então qual a próxima onda?

A verdade é que os usuários estão cansados de encontrar o mesmo conteúdo maquiado com palavras e gráficos diferentes, um atrás do outro. Talvez a próxima grande tendência seja o conteúdo denso, que é aquele que oferece uma grande quantidade de informação de maneira direta e objetiva – em outras palavras, mais eficiente.

O conteúdo denso também pode ser rico em tipos de conteúdo e veremos posts com texto, vídeos, áudios e diversas incorporações. É a volta da multimídia, palavra que encantava o mundo na década de 90.

Vídeo: por falar em conteúdo densos, nada mais denso do que um vídeo, não? Se uma imagem vale por mil palavras, por quantas palavras vale um vídeo?

Os usuários estão cada dia procurando mais por vídeos e esse tipo de conteúdo pode ser diferencial para o seu negócio, principalmente agora com a facilidade para se conectar em uma boa conexão Wi-Fi, seja no trabalho ou em casa.

Também não custa lembrar que o YouTube é o segundo mecanismo de pesquisa com mais buscas e que se você criar conteúdo nesse formato pode ter grandes benefícios por esse canal também.

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Vídeos: nós estamos vivendo hoje o boom dos vídeos, mas ainda não atingimos o auge da mudança.

No próximo ano veremos uma mudança ainda maior no formato em que os vídeos para internet são produzidos.

Hoje nós herdamos o formato horizontal, clássico do cinema e da TV, porém com o domínio dos dispositivos móveis esse formato irá mudar para vertical.

Nós já começamos a ver essa mudança com aplicativos como Snap e a tendência é que ele seja cada vez mais usado em outros aplicativos, redes sociais e sites.

Outro aspecto que prevejo é a qualificação da produção de conteúdo como um todo.

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Nos últimos anos tivemos um boom do Marketing de Conteúdo com uma quantidade enorme de blogs, artigos, listas, e-books e infográficos sendo produzidos, mas grande parte deles feitos com conteúdo de baixa qualidade

Isso terá que mudar já que conteúdo de baixa qualidade não propaga, não traz retorno financeiro. Quando se trata de conteúdo, qualidade é mais importante do que quantidade.

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Personalização de conteúdo: todos os profissionais de marketing sabem que um conteúdo que é personalizado para a sua audiência possui um maior engajamento e traz melhores resultados.

Hoje, mais do que nunca, temos vários recursos à nossa disposição, que nos permitem personalizar o conteúdo entregue para cada segmento de nossa audiência, e acredito que em 2017 eles começarão a ser amplamente usados pelos profissionais de marketing. Logo, se você ainda não personaliza seu conteúdo, é hora de começar. Mas como fazer isso?

Não consigo passar por todas as possibilidades aqui, mas alguns esforços mais simples que já podem dar resultados rápidos são:

  • Segmentar a distribuição nas redes sociais baseado em segmentações avançadas (como promover o mesmo post com títulos diferentes para vários segmentos no Facebook, para aumentar o CTR);
  • Fazer disparos segmentados de emails, com o mesmo email sendo criado em várias versões para segmentos distintos. Para você ter uma ideia, na Rock Content cada email possui em torno de 6 versões distintas, o que triplica nossa taxa de abertura;
  • Usar automação de marketing para entregar conteúdos personalizados de acordo com o momento da jornada de compra do cliente.

Se existe um ponto principal a ser levado sempre em conta é que a personalização de conteúdo requer um trabalho constante de captação e tratamento de dados, por isso sempre que possível use cookies, tags e outros recursos para capturar dados dos visitantes.

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Uma das principais dicas que eu tenho para dar neste ano é: atualize conteúdos antigos do seu blog! Sabe aquele artigo do seu blog que foi publicado há algum tempo e que está estagnado nas páginas de busca? Essa estratégia é exatamente para ter resultados com esses artigos.

Isso significa que você não precisará criar um conteúdo completamente novo. Uma simples atualização naquele artigo antigo já pode fazer uma grande diferença no seu resultado orgânico.

As melhores oportunidades para atualização estão entre a 10ª e a 20ª posições nos motores de busca. Encontre estes artigos do seu blog, identifique as melhores oportunidades e atualize essas peças agora!

Aqui na Rock Content nós tivemos artigos que saíram da 20ª posição e foram para o 6º lugar nas páginas de busca com apenas esse hack!

Ecommerce

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Mesmo com o crescimento do setor, o ano de 2016 foi de diminuição nas vendas para o varejo online no Brasil. Por isso, acredito que em 2017 os lojistas irão aumentar o engajamento dos clientes mais lucrativos e fiéis para diminuir o alto investimento na captação de novos clientes.

Além disso, percebo que o cenário econômico futuro tende a diminuir o poder de compra da classe C, sendo que esta classe foi um dos principais motivos do enorme crescimento do mercado de ecommerce.

Acredito que as lojas virtuais médias serão as principais afetadas e, por isso, precisam direcionar esforços na profissionalização da operação.

Por último, também observo uma tendência de crescimento das lojas virtuais locais de micro e pequenos empresários porque essas lojas tornam-se alternativas de baixo custo inicial para os varejistas offline que estão vendo as vendas diminuindo com o atual momento econômico.

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Uma forte tendência nas redes sociais é uma maior integração diretamente com o ecommerce. Twitter e Facebook já tem seus botões “comprar agora”, porém para aproveitar essas oportunidade, os ecommerces têm que se adaptar ao mobile, pois no Brasil quase 70% dos acesso ao Facebook são feitos a partir de smartphone ou tablets.

Destaque também para o fato de ser uma forte tendência as menções sociais influenciando no SEO dos sites. Torna-se fundamental levar isso em conta e aproveitar essa oportunidade!

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Mobile: segundo a Ebit, no final de 2017, mobile já deve representar 40% de todo o faturamento do e-commerce no Brasil. As dicas que já ouvíamos há dois, três anos para preparar o site para os dispositivos móveis já se transformaram no básico e obrigatório para qualquer loja online. O ano do mobile finalmente chegou.

Omnichannel: uma coisa acaba puxando a outra. Se mobile é o “arroz com feijão”, os conceitos de multicanal ainda podem colocar as lojas à frente da concorrência. Já comum nos Estados Unidos, o pick up in store, que permite comprar online e retirar na loja, já começa a funcionar aos poucos aqui no Brasil com grandes players.

Integrar estoques de lojas online e físicas, permitir pagar online na loja física ou comprar online e retirar na loja física me parecem mais acessíveis. Isso ajuda em um dos pontos que mais mostra diferencial ao consumidor: no preço. Comprar sem frete, por exemplo, hoje mostra boa vantagem.

Personalização: Estamos falando de Internet, e aqui tudo se monitora, cada “passo” que é dado podemos saber e medir. E essas informações cruzadas já nos permitem soluções bem acessíveis para a personalização de ofertas, produtos e linguagens.

A abordagem one-to-one do eccommerce é cada vez mais poderosa e customizada para cada um. Esta vejo ainda um pouco mais distante, porém 2017 já pode mostrar um passo definitivo para esta linguagem personalizada para cada um que acessa seu site.


E você, quais tendências de Marketing Digital para o ano 2017 está prevendo? Compartilhe conosco nos comentários!

Esse post foi escrito por Maria Chizhikova, da SEM Rush.

Texto publicado anteriormente no Blog da Resultados Digitais.

Esta semana, a gigante Amazon divulgou o lançamento da Amazon Go que, segundo a própria empresa, é um novo tipo de experiência de compra com a mais avançada tecnologia. Na Amazon Go o consumidor acessa a loja física usando um aplicativo, coloca os produtos desejados numa sacola e simplesmente sai. Sem a necessidade de passar num caixa ou enfrentar filas. Uma verdadeira experiência omnichannel. Parece mágica (ou furto), mas não é!

O que podemos aprender com este exemplo de inovação que pode ser aplicado no mercado de eCommerce? Antes de ler, veja o video abaixo:

“Sem filas. Sem caixas”.

Aqui na agência, temos emoldurado uma frase que Jeff Bezos disse uma vez e que eu gosto muito.

“Se estivermos focados nos nossos concorrentes, ficamos à espera que façam algo. Estarmos concentrados no nosso consumidor permite-nos ser pioneiros”.

Dito e feito! Jeffinho, em vez de ficar procurando o benchmarking perfeito, olhou para seus clientes e entendeu qual seria a melhor experiência de compra que ele poderia oferecer.

As pessoas não deixarão de comprar da maneira convencional mas, se posicionar a frente do mercado e entregar uma excelente e inovadora experiência de compra aumenta o valor da marca e mostra como a Amazon está a frente de seus concorrentes.

Como entender seu público alvo e melhorar a experiência de compra como a Amazon faz?

Oferecendo opções de compra diferenciadas, testando novos modelos de interface (testes A/B) e, principalmente, analisando resultados e colhendo feedbacks! Estas são algumas das principais maneiras utilizadas para otimizar a experiência do usuário e que você pode utilizar no e-commerce.

Assim como a Amazon faz, você também pode descobrir as barreiras que impedem seu consumidor de prosseguir num processo de compra e traçar metas de como derrubá-las.

Todos que acompanham o trabalho excepcional executado pela Amazon sabem que isto é um processo diário e constante dentro da empresa. Sempre em busca de melhorias que impactem positivamente seu público.

Quais são as principais objeções que o seu cliente encontra hoje?

Navegação pouco intuitiva, tempo de resposta, falta de segurança, processo de compra com muitas etapas… estes são problemas frequentes e comuns em muitas lojas virtuais e que influenciam diretamente na desistência durante um processo de decisão de compra.

Conclusão

Podemos aprender com Amazon que:

  • Concentrar-se no seu consumidor te dará insumos para ser pioneiro e inovador.
  • Quebrar barreiras, questionar ações e compreender escolhas dos seus consumidores é o caminho certo a se fazer.
  • Torne isso um processo constante dentro do seu e-commerce e o resultado será um aumento não só de valor da sua marca mas também em vendas.

Abraços e boas vendas!

Publicado anteriormente no blog da Quatro Digital.


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Se, em negócios, olhar para trás é uma forma de aprender e tirar lições para aplicá-las ao presente, inclinar-se para o futuro é uma maneira de se antecipar às mudanças no mercado e, assim, lançar-se à frente da concorrência.

Seguindo essa recomendação, os profissionais de e-commerce devem ficar de olhos bem abertos para as novas tecnologias que, ao longo de 2016, foram testadas e aprovadas pelos principais canais de venda online e se tornaram referência no mercado digital, bem como as estratégias que se consolidaram na abordagem do público consumidor do varejo moderno.

Que o mercado segue aquecido mesmo diante da crise, disso ninguém mais dúvida. A Ebit, empresa especializada em reunir informações do e-commerce, publicou recentemente dados do mercado referentes ao fechamento do primeiro semestre.  De acordo com o 34º WebShoppers, o principal relatório sobre o setor no País, as vendas pela internet atingiram um faturamento de R$ 19,6 bilhões no primeiro semestre de 2016. O valor representa um crescimento nominal (descontada a inflação) de 5,2% em comparação ao mesmo período no ano passado.

Para não perder a oportunidade de surfar nessa onda, os empresários devem se preparar, desde já, para investir nas melhores práticas e ferramentas de que o mercado dispõe, além de apostar naquilo que, nos próximos anos, irá definir quem segue em frente e quem está condenado a perecer por obsolescência.

Para ajudar o varejista a se adiantar à concorrência e ganhar relevância junto ao consumidor, listei abaixo algumas das possíveis tendências do e-commerce para 2017:

1- Relacionamento é a alma do negócio

Com a maior competitividade no e-commerce, as empresas devem disputar o laço afetivo do consumidor: o foco é na experiência de compra. Mais do que o produto e o serviço adquirido, a tendência é que o consumidor valorize o processo da compra em si, e o relacionamento da marca com o cliente é crucial nesse momento.

Por que preciso de um SAC no meu e-commerce?

Para o cliente valorizar, ele preciso se sentir valorizado. Daí os empresários do ramo precisam entender que não se trata mais de vender algo para uma pessoa, mas de valorizar a relação estabelecida com ela.

Além disso, com as compras mais personalizadas e feitas na palma da mão, o consumidor deve ficar cada vez mais no comando – e esse detalhe é fundamental no momento de abordagem.

2- Omnichannel ampliado

O consumidor moderno é um consumidor multiplataforma. A mesma pessoa que adquire um produto no Shopping Center pode comprá-lo pela internet. O que muda não é o cliente, mas a opção de compra.

Portanto, o varejo deve estar presente em todas esses canais de venda – é o conceito omnichannel, que muito se fala, mas pouco se faz. Em 2017, o mercado deve contar com mais ferramentas que consolidam esse intercâmbio de canais.

Seu negócio está preparado para o Omnichannel?

Um exemplo disso, é o recém-lançado aplicativo iPDV, que, dentre outras funções, sincroniza os estoques da loja física e virtual e mantém o varejista em contato com o cliente pela internet. A integração de canais de venda, com uso de mais tecnologia embarcada, é um futuro inexorável: o consumidor é um só e transita livremente pelos meios físico e digital.

3- Mobile first

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgados este ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o celular é hoje o principal meio de acesso à internet, sendo usado por 80,4% das casas dos brasileiros com acesso à rede. Estes, por sua vez, já representam quase 55% da população.

Pesquisas independentes mostram que o smartphone já virou uma alternativa na hora de fazer compras e já representa mais de 15% dos pedidos online. Com a adaptação das lojas virtuais para o mobile é de se esperar, portanto, um crescimento na participação do mercado varejista online no chamado m-commerce.

Site responsivo, dedicado ou aplicativo: qual a melhor estratégia mobile para e-commerce?

4- Novos meios de pagamento

A tecnologia avançada trouxe conveniência até para o ato de compra. O mercado já oferece novos meios de pagamento com tecnologia embarcada que agilizam o processo e colaboram com a experiência de compra acima mencionada.

Uma dessas novidades é a carteira virtual no e-commerce, que já foi abraçada por grandes redes de varejo. O dispositivo registra os dados dos cartões e é ativado por meio do mecanismo Touch ID, de leitura biométrica, que facilita o pagamento. Dois cases de sucesso no mercado são o Apple Pay e o Samsung Pay.

5- Personalização

Conteúdo (vídeos, textos, redes sociais e anúncios) e ofertas (recomendação de produtos e descontos) tendem a ser cada vez mais personalizados para o consumidor. O intercâmbio de dados junto às redes sociais permitirá ao varejo definir um perfil mais preciso da demanda, e, por consequência, trabalhar uma divulgação mais assertiva de conteúdo e ofertas, além de definir o próprio nicho de mercado atendido pela loja virtual.

Big data: as informações do seu site valem ouro

Na era da big data, o varejista tem a oportunidade de conhecer em detalhes o perfil de compra de seu cliente e entender suas preferências na hora de colocar o produto no carrinho. Como é sabido, o consumidor deixa rastros por onde quer que passe, facilitando o monitoramento de seus hábitos de consumo.

Novas tecnologias vão ajudar a fazer uma “leitura” mais inteligente dessas informações. Com essa riqueza de dados à disposição, o vendedor tem condições de antecipar o comportamento de compra do consumidor e, assim, criar oportunidades de venda.

Marca de moda feminina online, a AMARO tem como algumas de suas premissas a inovação digital e estratégia omni-channel. Ambos os conceitos acompanham uma produção verticalizada (que vai desde a criação e execução interna das coleções até a logística de entrega da peça ao cliente) e a preocupação com a experiência do consumidor.

Visando potencializar todos esses pontos, o e-commerce inovou ao usar o jogo sensação do momento, o Pokémon GO, como novo ponto de contato para atrair e engajar clientes e admiradores da marca.

Pokémon GO: como relacionar seu negócio à febre do momento

Com uma ação planejada para ativar os Guide Shops (espaço conceito que leva para o ponto de venda físico à experiência de compra do ecommerce) a marca oferece “Lure”, um artifício do jogo colocado em locais específicos para deixar o ambiente mais atrativo para os Pokémons, propondo que os consumidores vão até o shopping, atraiam os monstrinhos para dentro da Guide Shop e postem fotos com eles no cenário especial construído para a ativação.

Ao compartilhar a imagem nas redes sociais marcando a AMARO ou usando a hashtag “MundoAMARO”, o cliente recebe R$30 de desconto em compras acima de R$100.

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A ativação teve início no último sábado, 20, na AMARO Guide Shop do Pátio Higienópolis e conta com uma identidade visual criada especialmente pela equipe criativa da marca. Com um treinamento específico, as vendedoras foram preparadas para auxiliar as clientes durante todo o momento da ação.

A ação foi planejada para incentivar os consumidores a usufruírem do ambiente físico da AMARO, aumentar o engajamento e também apresentar a experiência da marca para novos clientes, em uma combinação inédita de realidade aumentada e gamificação.

“O objetivo de trazer o jogo Pokémon GO para os nossos Guide Shops foi fortalecer junto aos consumidores os valores da AMARO que unem os conceitos de omni-channel, tecnologia, inovação e últimas tendências”, diz Sandra Hayashida, head de physical retail.

Sua marca também conseguiu aproveitar a febre do Pokémon Go? Conte nos comentários. 🙂

Atualmente, o conceito de omnichannel está sendo muito comentado e discutido pelos profissionais do setor varejista. As marcas precisam se reinventar e adaptar para poder atender a todos e não ficar de fora da linha de interesse dos consumidores.

O que se percebe é que essa não é mais uma questão conceitual, mas os novos compradores fazem parte de uma geração que está 100% conectada a todos os canais.

Seu negócio está preparado para o Omnichannel?

A multicanalidade e o omnichannel se complementam e são interligadas com um único objetivo, proporcionar melhorias e excelência no atendimento ao cliente. Uma empresa para se tornar multicanal precisa oferecer aos seus consumidores diferentes canais de vendas e comunicação. Mas, é preciso que eles estejam integrados, planejados, e gerido de forma correta, proporcionando a sensação de uniformidade entre todos os meios.

Devido a isso, toda ação que é feita na loja física precisa estar atualizada no banco de dados da empresa, já que muitos compradores ainda preferem fazer as compras de forma tradicional. Alguns varejistas estão inovando e criando novas estratégias para atrair esse público, como por exemplo, ter a possibilidade de comprar em um ambiente online e poder trocar em uma loja física, é uma facilidade, para aqueles que ainda têm medo de adquirir pelo e-commerce. Dessa forma, as lojas virtuais evitam que o consumidor fique insatisfeito com a aquisição, melhorando o relacionamento entre as duas partes.

Já que essa nova geração está cada vez mais exigente e antenada, as marcas precisam estar presentes em todos os canais de comunicação como e-mail, telefone, canal de atendimento e em todo tipo de rede social, para poder se aproximar do cliente e saber tudo o que está sendo falado a seu respeito. Mas, além de proporcionar uma experiência de compra feita por vários canais, é preciso oferecer comodidade para que ela não se vire contra a marca, pois nas redes sociais, uma reclamação ou opinião negativa pode ser divulgada em poucos minutos e a sua imagem pode ficar fragilizada.

Podemos perceber que não há regra e nem jeito certo de implantar essas ferramentas, pois depende do segmento que a marca atua e para qual público que ela é destinada. Quando o omnichannel e a multicanalidade são feitas sem erro e de forma que o cliente fique satisfeito, a única certeza que temos é que a mesma se torna essencial para fidelizar um cliente antigo, captar novos prospects e parceiros, além de aumentar a taxa de conversão das vendas e alavancar o negócio.

Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE, o varejo registrou a oitava queda consecutiva em vendas, o que resulta em cerca de 6,8% de perdas, a maior sequência de taxas negativas desde 2000. Esse é um dado assustador, que tem preocupado desde os pequenos comerciantes até grande grupos de varejo ultimamente no Brasil.

No entanto, o Mercado Digital é mais otimista e dá impressão de ser menos impactado pela crise que assola nosso país em diversos setores. Será que isso é uma impressão ou uma realidade diferente para o meio digital? De acordo com a Pesquisa Profissional de E-commerce, 48% dos negócios registraram queda nas vendas em 2015 e, segundo a IDC, alguns meses chegaram a apresentar resultado 16% inferior ao mesmo período comparativamente ao ano anterior.

A crise afeta todos os canais, pois a origem dela é no consumidor, que tem seu poder de compra comprometido, independente do canal. Difícil é ainda pensar nesses dois mundos – online e off-line – como separados e quase concorrentes.

As lojas físicas e o e-commerce deveriam ser complementares e dificilmente sobreviverão separadamente; tanto no serviço e atendimento ao cliente quando na gestão interna, estratégia e mensuração. Há raros exemplos remanescentes estruturas 100% online ou 100% físicas – os modelos híbridos já são a maioria.

Mesmo com a explosão de canais; sites, apps, lojas, flagships, venda direta, etc – a grande maioria ainda não adotou um pensamento Omnichannel e mantém uma separação entre as equipes que gerenciam o e-commerce e as lojas em shoppings e ruas. Pode-se dizer que os sistemas já são mais integrados do que as equipes. Se não existe um alinhamento estratégico e um pensamento de articulação interno, a eficiência será comprometida, mesmo com os melhores sistemas e tecnologias mais avançadas.

O conceito de Omnichannel, por enquanto, é quase só aplicado onde o varejista ganha dinheiro, mas ainda não está presente onde ele gasta. Explico: as preocupações mais frequentes são operacionais e comerciais, por exemplo: “Como meu cliente pode comprar online e trocar na loja? Posso ter um terminal do meu e-commerce na minha loja?” Enquanto o alinhamento estratégico de comunicação, precificação, produto, não são trazidos para discussão com a mesma frequência.

O consumidor já está acostumado a transitar entre os diferentes canais; escolher online e comprar na loja e vice-versa. Mas isso não deveria ser imponderável – o varejista pode ter controle sobre isso e dosar a interpenetração dos canais.

Se a crise afeta seus canais de maneira diferente significa que eles não estão integrados de fato. O consumidor é o mesmo e a origem da retração é no potencial de consumo, independente do canal. Sistemas são automáticos, mas dependem de gestão e estratégia humana e as organizações devem permitir e promover esse fator, se desvencilhando de burocracias que inibem inovação e tomada de decisão rápida. Nesse sentido, a crise exige que o varejista se arrisque mais e se reinvente com menos recursos.

Eficiência é a palavra-chave do momento e pode ser entendida como enxugamento de equipes e revisão de gastos. É um momento em que serão discutidas integrações de áreas, acúmulos de função; que podem ser vistas por uma ótica positiva por proporcionar uma gestão horizontal, mais abrangente e menos burocrática.

O momento anterior à crise, de maior abundância de recursos, gerou uma onda de fragmentação, muitas “áreas e subáreas” que agora começam a desaparecer junto com profissionais menos qualificados, menos eficientes.

Você conhece o termo showrooming? Essa tendência, que está apenas chegando ao Brasil, é uma reação ao comportamento natural dos consumidores. Afinal, a internet mudou a forma como jovens e adultos pesquisam e compram os produtos, possibilitando a busca pela melhor oferta, menor preço, maior rapidez da entrega e sempre levando em conta a opinião de outros consumidores.

O showrooming acontece a partir do momento que os consumidores se dirigem até a loja física para experimentar os produtos, tocando, medindo, testando e vestindo, por exemplo. Esse cliente, uma vez que tirou suas dúvidas e decidiu concluir a compra, sai da loja de mãos vazias e realiza essa compra pela internet, buscando por ofertas e outras vantagens não oferecidas na loja física.

Inserir-se nesse fluxo de vendas é essencial, e é possível fazer isso incentivando o comportamento. Uma das formas mais promissoras é criando um e-commerce próprio da loja física ou da marca. Isso vai fazer com você ainda esteja na jogada, uma vez que seu cliente saia da loja.

Você pode, por exemplo, criar diferentes vantagens para quem quiser comprar pela internet, como emitir cupons de desconto exclusivos para quem visitar a loja física, específicos para os vendedores, assim eles não se sentem ofendidos por esse novo modelo de negócio.

É importante ressaltar que também existe um movimento contrário a esse: o dos clientes que pesquisam os produtos online mas decidem ir até a loja física para finalizar a compra. É importante, portanto, estar pronto para essas situações e ter algumas unidade dos produtos na loja.

O showrooming também pode ser considerado um dos passos da omnicanalidade, que se define pela integração do comércio físico, comércio online e comércio móvel de modo a oferecer ao cliente uma experiência de compra persuasiva e diferenciada.

O mercado de moda foi o tema amplamente debatido no II Fórum Negócios da Moda promovido pelo Estadão e FecomercioSP em Junho de 2015.

Na oportunidade pudemos entender como as empresas estão montando suas estratégias em um momento difícil da economia, principalmente apostando em inovação e diferenciação para atender o novo consumidor Omnichannel.

Este vídeo promovido pela FecomercioSP resume como foi o encontro:

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