Muitos estão se perguntando, como um gigante pode encerrar as atividades de e-commerce de uma hora para outra? Por que o e-commerce do Carrefour fechou? Gabriel Lima para o Next Blog levantou alguns fatores que com certeza pesaram para a falta de sucesso do Carrefour, uma série de erros tanto táticos como estratégicos.

?Formato – o negócio foi atrelado a estrutura física, não conseguiu ter um formato adequado com planejamento, agilidade e foco de um mercado online. Fluxos e processos são muito diferentes. Usabilidade, comunicação e seleção de produtos devem ter focos diferentes.

?Oportunidade – iniciou muito depois da concorrência as atividades online (10 anos depois do Extra, por exemplo). Entender particularidades de mercado é fundamental.

?Concorrência – o Carrefour não proporcionava nenhum diferencial em relação à concorrência e não apresentava nenhuma solução multi-canal. Veja a estratégia de atuação do Ponto Frio, por exemplo, com busca inteligente e redes sociais diferenciadas. Ou da Americanas, que possui totens na loja física, onde o cliente pode comprar online e receber em casa.

?Política Comercial – Mix de produtos limitado e política de preços incoerente entre mercado físico e online.

?Crise europeia – Influenciou bastante na falta de investimentos para o setor online da empresa.

Agora se você quer definir em apenas um fator, poderia apontar sem errar a falta de planejamento, isso sempre ocasionará uma série de erros que não permite um destino diferente para nenhuma empresa: o fracasso. O prejuízo pode ser grande.

Renann Mendes
Author

Branding, Content Marketing e Comunicação. Sou Sócio-fundador do Profissional de E-commerce. Desde jun/2019 atuo como Gerente de Marketing e Comunicação na Nox Bitcoin. De jan/2018 a jan/2019, liderei os times de Branding (Content Marketing, PR, Social Media e Branding), Product Marketing, área de cursos da Foxbit, fintech de criptomoedas e o projeto e primeiro ano de atuação do Cointimes. Entre ago/2016 e set/2017 atuei como head da área de Marketing da Ebit, empresa Buscapé Company, hoje Nielsen (onde participei fiz parte do projeto do Webshoppers 39, em mar/2019), referência em informações, certificação de lojas e inteligência de e-commerce. Entre 2012 e 2016, participei ativamente da estruturação da startup Universidade Buscapé Company, entrei na coordenação de treinamentos de E-commerce e Marketing Digital. Lá assumi também a coordenação de Marketing Digital e Conteúdo da Uni Buscapé e do Profissional de E-commerce. Desde 2013, ministro aulas de Marketing de Conteúdo para E-commerce na Faculdade Impacta e em algumas empresas de internet no formato workshop. Você pode encontrar mais informações em meu perfil do LinkedIn ou marcando um café! ;)

4 Comments

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    Muito triste ver um gigante abandonar uma área que só cresce no Brasil, eu como um profissional da área fico sem entender como isso pode ter acontecido, acredito que a falta de planejamento tenha sido o principal fator mesmo

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    Isso esta me cheirando um golpe muito bem dado no povo, eu sou cliente carrefour virtual e físico,eu não entendo como não esta dando lucro? só os 5 reais que vc paga por fatura lançada, quantos milhões não entra na empresa no período de 1 ano? isó é golpeeeeeeee!!!

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    E-commerce é um mercado altamente rentável, porém muito volátil e de grandes riscos. É também muito vulnerável. Uma mega empresa pode deixar de existir em questão de 3 dias, basta um hacker dar um drop na sua tabela e você não ter um sistema confiável de backup.

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