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2014

A 29ª edição do Webshoppers, da E-bit, traz o balanço completo do e-commerce brasileiro em 2013 e aponta o mobile commerce como tendência para 2014.

De acordo com a E-bit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico, no ano passado, 9,1 milhões de pessoas compraram online pela primeira vez, elevando o número de consumidores únicos – que, ao menos uma vez, já utilizaram a internet para adquirir algum produto – para 51,3 milhões. Esses números fazem parte da 29ª edição do Webshoppers.

Veja o resumo dado no Jornal das Dez, da Globo News.

O relatório traz um balanço do e-commerce brasileiro em 2013, quando o setor cresceu, nominalmente, 28%, em relação ao ano anterior, faturando R$ 28,8 bilhões. Apesar da inflação, acima do centro da meta, e do baixo crescimento econômico, o número de pedidos aumentou 32%, chegando a 88,3 milhões. A Black Friday, que movimentou R$ 770 milhões em um único dia, é uma das explicações para resultados tão positivos, assim como a popularização da banda larga móvel. Os modelos mais simples de smartphones conectaram pessoas das classes C e D, que, antes, não tinham acesso à internet. Em contrapartida, o tíquete médio teve leve queda de 4,4% e ficou em R$ 327, refletindo o crescimento da participação de categorias com tíquete médio menor.

Frete Grátis

Teve queda também a oferta de frete grátis, um dos principais motivadores das compras online. Em dezembro de 2012, as entregas gratuitas correspondiam a 58%. Em dezembro de 2013, essa taxa caiu para 50%. De acordo com o diretor executivo da E-bit Pedro Guasti, essa redução deve continuar. “As empresas estão buscando rentabilidade e entrega rápida tem custos. A conveniência tem o seu preço. Mas em compensação, o consumidor passará a ter mais opções de frete”, explica.

Mobile

No último ano, o Mobile Commerce começou a ganhar força. Em janeiro de 2013, a modalidade correspondia a 2,5% de todas as vendas online. Em dezembro, já representava praticamente o dobro, 4,8%. A tendência é que as vendas através de dispositivos móveis cresçam ainda mais.

“Atualmente, são poucas as lojas preparadas para as peculiaridades da navegação em telas de tablets e smartphones, mas, no decorrer de 2014, mais empresas devem começar a direcionar esforços para esse canal”, garante Guasti.

As categorias mais vendidas

A categoria “Moda & Acessórios” foi a mais vendida durante o ano, seguida por  “Cosméticos e Perfumaria/ Cuidados Pessoais/ Saúde”, “Eletrodomésticos”, “Livros/ Assinaturas e Revistas”, “Informática”, “Telefonia/ Celulares”, “Casa e Decoração”, “Eletrônicos”, “Esporte e Lazer” e “Brinquedos e Games”, respectivamente.

categorias-mais-vendidas-2013

E como será 2014?

O relatório aponta a influência de fatores como carnaval tardio, maior quantidade de feriados prolongados, Copa do Mundo e eleições no segundo semestre, no resultado do e-commerce brasileiro em 2014. Até o final do ano, o setor deve apresentar um crescimento nominal de 20%, faturando R$ 34,6 bilhões.

VEJA TAMBÉM Recorde: E-commerce cresce 217% na Black Friday!

Com apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio SP) e da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o relatório também traz um estudo sobre troca e devolução de produtos no varejo online e a análise dos preços do setor através do Índice FIPE / Buscapé. Além disso, traz um estudo inédito, feito em parceria com a Bain & Company, sobre o indicador Net Promoter Score (NPS), que mensura a satisfação e fidelização dos clientes. Há, ainda, um capítulo sobre o consumidor Omnichannel no Brasil, produzido juntamente com a ABComm.

Troca e devolução de produtos

O estudo sobre troca e devolução de produtos revelou, entre outras coisas, que 47% dos consumidores passaram a comprar menos pela internet, após terem encontrado dificuldade ao tentar trocar ou devolver alguma mercadoria. A pesquisa também aponta que muitas pessoas sequer tentam trocar ou devolver a compra quando têm algum problema, por causa da burocracia dos processos. Além disso, 63% dos consumidores acreditam que é mais fácil trocar ou devolver algum produto em uma loja física.

Satisfação do consumidor

Em 2013, o NPS geral do e-commerce brasileiro, que mede diretamente a satisfação e experiência do consumidor em sua compra online,  foi bom. O ano começou com o índice em 45,94%, chegando a 59,29%, em outubro. Entretanto, em dezembro, houve uma queda considerável no indicador e o NPS ficou em 46,93%. Isso aconteceu porque foram registrados alguns problemas de atraso na entrega das compras feitas durante a Black Friday e Natal, em virtude do número de pedidos, muito acima do esperado. “O principal fator que gera insatisfação é a falta de pontualidade na entrega”, afirma André Leme, sócio do escritório da Bain & Company, em São Paulo.

Mesmo assim, ao comparar o NPS de dezembro de 2013 (46,93%) com o de dezembro de 2012 (40,96%), foi possível constatar uma importante melhora no indicador, um sinal de que os lojistas investiram mais e se prepararam melhor para o período aquecido de vendas de final de ano.

O consumidor Omnichannel no Brasil

O estudo feito em parceria com a ABComm revelou que uma das questões mais delicadas na integração entre canais online e off-line é o preço. Dos vendedores entrevistados, 68% se negaram a negociar os valores praticados nas lojas físicas para ficar no mesmo patamar das lojas online, comumente mais baratas. Também ficou claro que uma das maiores vantagens do comércio físico, em relação ao virtual, é a entrega imediata, além da possibilidade de tocar e sentir o produto.

Índice FIPE/Buscapé

No ano em que o e-commerce B2C brasileiro faturou R$28,8 bilhões e alcançou um crescimento nominal de 28%, o Índice FIPE/Buscapé teve, em média, queda de -3,8%. Ao analisar esses dados, foi possível observar um crescimento real de 33% no faturamento do comércio eletrônico, valor muito superior ao do PIB, de 2,3%, de acordo com o IBGE, e do varejo tradicional.

Webshoppers 2014
Clique na imagem e faça o download gratuitamente do relatório Webshoppers 2014

O relatório completo já está disponível para download gratuito, no site www.webshoppers.com.br.

No Marketing Digital, fazer previsões sobre tendências é um desafio e tanto, pois a velocidade com que novas tecnologias surgem torna complexa a tarefa de prever qualquer movimento do mercado.  No entanto, algumas inovações mostraram que vieram para ficar, e a tendência é que sejam usadas fortemente em 2014.  É o caso das tecnologias de monitoramento e redes sociais.

5 tendências em Marketing Digital para 2014.

Ao mesmo tempo, alguns movimentos internacionais começam a ter mais força no Brasil já que a infraestrutura da tecnologia necessária para decolarem está chegando ao País. Estamos falando de Programmatic Trading, Native Advertising e Self-Publishing, tecnologias que já estão sendo fortemente aplicadas nos Estados Unidos e deverão ter uma presença muito maior no mercado brasileiro no ano que vem. https://lh4.googleusercontent.com/ZFsjeO9sKF67eFz38MoecHN2LVuA3meqi-37BACtKwlqnxVBYTm09tC9b4gA13DzfF2-jkmF0gAvtllCp7uY64PV7QRxHOnx0KwZO8xafqtEt6MIr1ZAIrvBnw

Assim, considerando este trajeto, podemos dizer que teremos cinco macro tendências na área de Marketing Digital para Brasil no Novo Ano. São elas:

1) Programmatic Trading

Em 2014, os sistemas assumirão gradativamente o papel do profissional de mídia. Os algoritmos irão comprar e distribuir a campanha de marketing digital de acordo com a movimentação do público-alvo, melhorando a efetividade dos resultados e reduzindo os custos. Isto é o Programmatic Trading­ e já é uma realidade.

2) Native Advertising

Native Advertising é uma metodologia para campanhas de marketing que baseia o desenvolvimento de campanhas num formato personalizado, de acordo com o contexto de navegação e de interesse do consumidor.

Cinco tendências em marketing digital para 2014.

Atualmente, já existem vários sistemas que monitoram o comportamento do cliente. Estes dados deverão ser utilizados com maior profundidade pelas agências de marketing digital para personalizar suas campanhas, de acordo com desejos e necessidades do cliente potencial.

3) Self-Publishing

5 tendências em Marketing Digital para 2014.Estamos vivendo a era do “Self”. Inicialmente, era somente o “Selfie” proporcionados pelo Instagram e Facebook, com a publicação de fotos sobre o “eu” e “minhas” ações no mundo. No entanto, o que está surgindo agora é a tecnologia que permite às pessoas serem seus próprios publishers.

Muitas empresas estão investindo em plataformas e aplicativos para que as pessoas escrevam seu próprio conteúdo e publiquem. É o caso do Apple iBooks Author, do Calibre E-Book, do clickz.com, do LibreOffice, do br.blurb.com. Existe até uma rede social para composição colaborativa de e-books, o Widbook, que foi desenvolvida por brasileiros.

A tendência é que em 2014 as pessoas passem a usar muito mais estes recursos, inclusive com certa ênfase para troca de conhecimento colaborativo.

4) Monitoramento e BI (Business Intelligence)

Com a importância que as redes sociais assumiram na vida das pessoas no Brasil, em um País que está entre os maiores em números de usuários de Facebook e internet, o monitoramento será cada dia mais valorizado.

Por isso, a tendência é que as tecnologias de monitoramento tornem-se cada vez mais eficiente e passem a oferecer não só resultados de campanhas e lançamentos para o meio digital, como também, insights cada vez maiores sobre como personalizar o marketing digital e atender melhor os clientes.

5 tendências em Marketing Digital para 2014.

5) Redes Sociais e SCRM (Social Customer Relationship Management)

As empresas parecem ter atingido um nível de maturidade sobre o poder das Redes Sociais e o seu potencial para melhorar a comunicação com o cliente, a comunicação interna e a colaboração entre funcionários dentro das empresas, valorizar o marketing e potencializar a comunicação de campanhas, entre outros.

Veja também: Curso de Mídia Social, escolha o correto e tire frutos deste fenômeno.

Em 2014, mais empresas utilizarão as informações das redes sociais para melhorar seus serviços e produtos, interagindo e produzindo conteúdos de forma colaborativa.

Artigo publicado na Adnews por Caio Soldi, CEO da agência de planejamento digital CVS, agência associada da APADi (Associação Paulista das Agências Digitais) e é especialista em Marketing Digital