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Nesta quinta-feira (07/03), a Universidade Buscapé Company foi destaque no Caderno de Economia do Jornal O ESTADO DE S. PAULO. Falando de Carreiras, nosso diretor Daniel Cardoso (foto), destacou a importância da capacitação para os profissionais de e-commerce.

A pesquisa referência da e-bit citada na matéria foi notícia na Revista VEJA em outubro de 2012: E-commerce brasileiro procura profissionais. E não acha.

Nayara Fraga destaca ainda a gama de cursos da Universidade Buscapé e o fato de 70% dos professores trabalharem no grupo Buscapé Company.

Daniel Cardoso é destaque no jornal  O ESTADO DE S. PAULO desta quinta-feira.
Daniel Cardoso é destaque no jornal O ESTADO DE S. PAULO desta quinta-feira.

Leia a matéria na íntegra:

Estadão

07/03/2013 | Por NAYARA FRAGA, estadao.com.br

Formação é arma do e-commerce contra ‘apagão’ de talentos

Apesar de pagar salários acima da média do mercado, empresas têm dificuldades para achar mão de obra qualificada

“Um profissional júnior que trabalha no comércio eletrônico ganha, na maior parte dos casos, um salário compatível com o da categoria sênior – se analisados casos semelhantes em outros segmentos. O valor recebido chega a ser até 60% superior ao que o funcionário deveria ganhar com as qualificações que possui, segundo estimativas do diretor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (câmara e-net), Gerson Rolim.

Tamanha distorção torna difícil a contratação de funcionários no e-commerce. Em pesquisa da consultoria e-bit, 274 lojas virtuais afirmaram que 65% dos candidatos a emprego entrevistados em 2012 não preenchiam requisitos exigidos.

Essa carência de gente capacitada estimula, de um lado, o “roubo” de executivos de empresas consagradas, como o Submarino – ex-funcionários do site são figuras frequentes em empreendimentos iniciantes. Por outro lado, é também um estímulo à criação de cursos voltados exclusivamente para o e-commerce.

O grupo Buscapé, que nasceu com o comparador de preços, oferece 32 cursos online e três presenciais em sua universidade corporativa. As áreas de conhecimento variam de logística a SEO (estratégia para aparecer no topo dos resultados de uma busca na web), e 70% dos professores são da própria companhia.

“Entre as pessoas que procuram os cursos estão donos de lojas físicas que pretendem abrir loja virtual e pessoas que veem oportunidade de construir carreira no setor”, diz o diretor da Universidade Buscapé, Daniel Cardoso. Uma empresa de e-commerce precisa de profissionais com conhecimento em marketing digital, links patrocinados, métricas na web, atendimento ao cliente e logística.

Segundo Cardoso, na Universidade Buscapé ensina-se inclusive o que não fazer: por exemplo, montar um site animado todo em Flash, que não é facilmente achado no Google. Há lições ainda sobre os empreendimentos que têm maior chance de obter sucesso. “Hoje, ou você parte para o nicho ou tem uma ideia revolucionária”, diz André Lucena, que fez um curso no Buscapé e pretende montar um site de artigos para corrida de rua.

A iniciativa do Buscapé também tem um interesse comercial. O grupo tem 14 empresas e os cursos ensinam como usar os serviços dessas companhias.

Há também outros projetos voltados para o ensino do e-commerce no País. A câmara e-net diz que vai ministrar cursos a partir de abril de 2013 em parceria com o Sebrae. A E-commerce School, de São Paulo, tem hoje 20 cursos na grade que custam de R$ 30 a R$ 3 mil. Já a ESPM forma 100 alunos por ano, desde 2007, no curso “E-commerce: os novos caminhos do varejo”.

Saída. Já a Netshoes, que vende calçados e acessórios na web, investe no treinamento interno de sua mão de obra para não ter de participar de “leilões” por trabalhadores. A empresa tem um centro de treinamento que ocupa um andar inteiro de sua sede, em São Paulo. O total de horas de treinamento aumentou de 20 mil, em 2010, para 153 mil, no ano passado. A Netshoes, que hoje mantém uma “escola de negócios”, montará sua própria universidade corporativa este ano.”