Segundo dados da E-bit, em 2013 vamos atingir a marca de 50 milhões de consumidores online. Este número é superior a população da Colômbia ou da Argentina, ou ainda, da população do Chile e Venezuela somadas. Isto se concretizando, teremos praticamente metade da nossa população total de internautas (em torno de 102 milhões segundo a Navegg), comprando online. Índice digno de países europeus!
E qual o reflexo disso no segmento de e-commerce? Uma enorme procura por mão de obra qualificada. Para se ter uma ideia, no ano passado uma pesquisa realizada com 254 lojistas virtuais pela Universidade Buscapé Company e E-Bit, revelou que 65% dos candidatos entrevistados a uma vaga não atendiam o perfil desejado.
Falta capacitação para o mercado de e-commerce no BrasilAtualmente, este mercado tem uma grande carência de profissionais como analistas de marketing digital voltados para o varejo online com salários entre R$ 2 mil a R$ 3 mil reais, a gestores de e-commerce ou diretores, com salários de R$ 15 mil a R$ 25 mil reais, levando em consideração grandes operações que já estão com o e-commerce consolidado.
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Ao analisar as oportunidades do setor, muitas vezes uma questão é levantada: É necessário entender de programação para trabalhar com e-commerce?

A resposta é: não necessariamente. Tomando mais uma vez o cenário brasileiro,  temos uma outra situação favorável em relação aos demais países da América do Sul, possuímos um grande número de empresas que desenvolvem sistemas para e-commerce, as chamadas plataformas e muitos sistemas de pagamentos online voltados para o varejo online.
Isto possibilita rapidez na implementação de lojas virtuais, faz com que haja mercado para programadores e também grandes oportunidades para profissionais que não entendem de programação. Estes últimos serão responsáveis pela gestão e pelo Marketing da loja que se não for bem feito, comprometerá o sucesso de toda operação.

Como então aproveitar esse momento tão favorável para abrir uma loja virtual ou trabalhar com e-commerce?

A resposta é simples: se capacitando. Aconselho a começar por um curso que lhe dê uma visão geral sobre uma operação de E-commerce que aborde implementação, Marketing e Administração e depois cursos mais específicos na área que lhe despertar interesse, pois não faltam áreas importantes nesses mercado como Web Analytics, Mídias Sociais, SEO, Logística, Atendimento ao cliente, entre outras.
Outra dica importante é, terminando de fazer algum curso, coloque em prática os ensinamentos, mesmo que de forma simples. Por exemplo, monte uma campanha com alguma ferramenta do Marketing Digital (Links Patrocinados, Mídias Sociais, SEO, E-mail Marketing etc.) para a empresa do seu vizinho ou parente, crie uma loja virtual usando uma plataforma simplificada (existem boas opções gratuitas), mesmo que seja apenas para conhecer a solução.
As empresas de e-commerce ou agências de Marketing Digital sempre valorizam muito as experiências práticas dos candidatos a vagas, mesmo que sejam pequenas.

Author

Formado em Engenharia pela Escola de Engenharia Máua, pós-graduado em Marketing pela ESPM e com especialização em marketing para internet pela University of California, Irvine, atua no segmento de comércio eletrônico desde 1999. Passou pelos portais UOL e Terra, Mkteam e Escalena, onde atuou na implementação das lojas virtuais da Tim Brasil, Arno, Philco, TNG, Klueber do Brasil entre outras. Foi sócio-diretor da Universidade Buscapé Company e atualmente é Diretor responsável pelos treinamentos de E-commerce e Marketing Digital na Impacta Treinamentos.

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