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e-commerce no Brasil

A Assobrav TV fez este ano um programa especial muito interessante sobre “A Evolução do E-commerce no Brasil” com duas entrevistas com autoridades brasileiras no assunto. Romero Rodrigues, fundador do Buscapé Company e Daniel Cardoso, diretor da Universidade Buscapé Company falaram um pouco mais sobre a importância de passar mais conhecimento para os gestores de lojas virtuais no Brasil.

“O que falta é uma compreensão geral dos processos de um e-commerce… Precisamos de gestores de Lojas Virtuais.” Destacou Daniel Cardoso.

Romero Rodrigues contou sobre sua preocupação com o crescimento e desenvolvimento do Profissional de E-commerce. A importância da capacitação profissional sobre pontos importantes em qualquer e-commerce, como o citado gargalo no processo de Logística.

Além disso, falou um pouco do futuro: Mobile. Assista!

Você pode assistir o programa completo no Canal Vimeo da Assobrav TV.

Se os empresários do comércio eletrônico não reformularem suas operações para que se tornem lucrativas, de nada adiantará todo o potencial de consumo nacional, que tem a perspectiva de agregar 51 milhões de pessoas até o fim do ano como mostra o gráfico abaixo do relatório WebShoppers, da E-bit.

Evolução do número de e-consumidores - E-bit WebShoppers - Mudanças no E-commerce: Extinção do Frete Grátis, diminuição do parcelamento sem juros e mais

Medidas como redução de equipe de trabalho, diminuição do parcelamento sem juros, extinção do frete grátis e precificação de produtos que prezam a margem e não a venda tornaram-se hoje o segredo do sucesso. Como por muitos anos o e-commerce nacional seguiu o padrão norte-americano de negócio, com preços muito baixos e entrega sem custo, as lojas virtuais começaram a dar prejuízo.

Segundo o vice-presidente de planejamento da Netshoes, José Rogério Luiz, o empresário brasileiro tem que entender que são mercados distintos. “Nos Estados Unidos, as lojas virtuais surgiram para liquidar estoques excedentes, aqui são consideradas um novo ou único canal de venda”, disse o executivo da empresa que trabalha com um único segmento, artigos esportivos, e planeja abrir o capital em um futuro não muito distante, no Brasil ou nos Estados Unidos. Com a estratégia reformulada, Luiz disse que não parou de vender e nem perdeu clientes.

“Passamos a cobrar o frete e reduzimos o parcelado sem juros e nenhum consumidor deixou de comprar em nosso site. Hoje o faturamento da empresa é dividido em 60% em calçados esportivos e 40% em outros artigos. Para Luiz, além das questões atuais que envolvem também legislação e tributação, é necessário pensar nos compradores que ainda estão por vir. “Preciso entender esse novo consumidor e saber como vamos atendê-lo”.

Quem também acredita que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) é importante, e deve ser a meta de uma operação de comércio eletrônico, é o diretor de e-commerce da Ri Happy Roberto Wajnsztok, empresa do Grupo Carlyle. Uma das primeiras iniciativas para ampliar os ganhos foi tornar o e-commerce da Ri Happy e da PBKids conhecido.

Loja Virtual da Ri Happy - Mudanças no E-commerce: Extinção do Frete Grátis, diminuição do parcelamento sem juros e mais
Loja Virtual da Ri Happy

“Poucos consumidores sabiam que tínhamos uma loja virtual”, disse. O empresário afirmou também que o primeiro semestre foi determinante para os que querem manter a saúde das suas empresas. “As vendas não foram tão positivas. Tivemos empresas saindo do setor (Carrefour e Shoes4You)”, disse. Entre as estratégias para ampliar as vendas das duas operações on-line, Wajnsztok destacou a sinergia entre os canais de venda, avaliada por ele, como de extrema importância. “Antes era necessário a separação das operações. Hoje, devem ser reintegradas”.

Como sua atuação é segmentada (infantil e bebê), o executivo acredita que no segundo semestre as vendas serão ampliadas devido a duas datas sazonais. “Temos o Dia das Crianças e o Natal. Só com a primeira queremos crescer 250% em relação ao ano passado”. Para que os planos se tornem realidade, a PBKids e a Hi Happy fazem promoções constantes, além da aplicação de desconto em pagamentos à vista. “Aumentamos nossa rentabilidade ao privilegiar essa forma de pagamento”, explicou o executivo.

Outra forma de incrementar as operações virtuais das redes é a comercialização de produtos por meio do Facebook – projeto que ainda é estudado pela empresa -, mas será voltado apenas os artigos voltados ao segmento de bebês. “A venda pelo Facebook seria focada para as mães e apenas de artigos para bebês. Não caberia vender pelas redes sociais brinquedos”, disse ao DCI.

Importância do frete grátis para os consumidores - Mudanças no E-commerce: Extinção do Frete Grátis, diminuição do parcelamento sem juros e mais

Para o varejo eletrônico da Máquina de Vendas – holding dona das marcas: City Lar; Eletro Shopping; Insinuante; Ricardo Eletro e Salfer – o pedido de retorno financeiro fez com que a empresa repensasse a forma de fazer negócio. “Logo no começo das empresas decidimos que as operações deveriam seguir separadas. Hoje a integração entre os canais se faz necessária”, disse Marcelo Ribeiro, diretor de e-commerce da empresa. Segundo o executivo, algumas medidas foram cruciais na reformulação da operação.

“Enxugamos a equipe e reduzimos os nossos fornecedores para facilitar as negociações; passamos a cobrar o frete e o parcelamento caiu de nove vezes para seis”. “Essa história de comprar um produto por R$100 e repassar ao consumidor por R$90 não existe mais”, completou. A última medida foi não usar o dinheiro das lojas físicas, sobreviver com as vendas apenas da loja virtual.

O conceito de qualidade aliada à moda foram as estratégias da startup Lema 21, marca que comercializa óculos de grau e sol. Para tornar a experiência de compra positiva, a empresa apostou em tecnologias. “Ficamos atentos a todas as ressalvas que nos fizeram. Para tornar a venda interativa e mais assertiva, disponibilizamos o espelho virtual”, explicou Jonathan Assayag, sócio fundador.

Espelho Virtual da Lema 21 - Mudanças no E-commerce: Extinção do Frete Grátis, diminuição do parcelamento sem juros e mais
Espelho Virtual da Lema 21

Além disso, a empresa futuramente pode abrir showrooms para atender melhor o consumidor. Para diferenciar-se das óticas tradicionais, a Lema 21 manda à casa do cliente quatro modelos diferentes que ajudam também na hora da compra.

Texto do Ibevar – Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo – Varejo eletrônico já efetiva reformulações nas operações

Segundo dados da E-bit, em 2013 vamos atingir a marca de 50 milhões de consumidores online. Este número é superior a população da Colômbia ou da Argentina, ou ainda, da população do Chile e Venezuela somadas. Isto se concretizando, teremos praticamente metade da nossa população total de internautas (em torno de 102 milhões segundo a Navegg), comprando online. Índice digno de países europeus!

E qual o reflexo disso no segmento de e-commerce? Uma enorme procura por mão de obra qualificada. Para se ter uma ideia, no ano passado uma pesquisa realizada com 254 lojistas virtuais pela Universidade Buscapé Company e E-Bit, revelou que 65% dos candidatos entrevistados a uma vaga não atendiam o perfil desejado.

Falta capacitação para o mercado de e-commerce no BrasilAtualmente, este mercado tem uma grande carência de profissionais como analistas de marketing digital voltados para o varejo online com salários entre R$ 2 mil a R$ 3 mil reais, a gestores de e-commerce ou diretores, com salários de R$ 15 mil a R$ 25 mil reais, levando em consideração grandes operações que já estão com o e-commerce consolidado.

Leia também: E-commerce B2C fatura R$ 22,5 bilhões em 2012

Ao analisar as oportunidades do setor, muitas vezes uma questão é levantada: É necessário entender de programação para trabalhar com e-commerce?

A resposta é: não necessariamente. Tomando mais uma vez o cenário brasileiro,  temos uma outra situação favorável em relação aos demais países da América do Sul, possuímos um grande número de empresas que desenvolvem sistemas para e-commerce, as chamadas plataformas e muitos sistemas de pagamentos online voltados para o varejo online.

Isto possibilita rapidez na implementação de lojas virtuais, faz com que haja mercado para programadores e também grandes oportunidades para profissionais que não entendem de programação. Estes últimos serão responsáveis pela gestão e pelo Marketing da loja que se não for bem feito, comprometerá o sucesso de toda operação.

Como então aproveitar esse momento tão favorável para abrir uma loja virtual ou trabalhar com e-commerce?

A resposta é simples: se capacitando. Aconselho a começar por um curso que lhe dê uma visão geral sobre uma operação de E-commerce que aborde implementação, Marketing e Administração e depois cursos mais específicos na área que lhe despertar interesse, pois não faltam áreas importantes nesses mercado como Web Analytics, Mídias Sociais, SEO, Logística, Atendimento ao cliente, entre outras.

Outra dica importante é, terminando de fazer algum curso, coloque em prática os ensinamentos, mesmo que de forma simples. Por exemplo, monte uma campanha com alguma ferramenta do Marketing Digital (Links Patrocinados, Mídias Sociais, SEO, E-mail Marketing etc.) para a empresa do seu vizinho ou parente, crie uma loja virtual usando uma plataforma simplificada (existem boas opções gratuitas), mesmo que seja apenas para conhecer a solução.

As empresas de e-commerce ou agências de Marketing Digital sempre valorizam muito as experiências práticas dos candidatos a vagas, mesmo que sejam pequenas.