• Javier Goilenberg
  • por Javier Goilenberg
  • CEO e Co-fundador da Real Trends, uma ferramenta que brinda as informações certas e em tempo real para quem opera com e-commerce.

Saiba porque 2018 será o ano da consolidação dos marketplaces

22 de janeiro de 2018
Share Button

O desembarque definitivo da Amazon na América Latina vem para mudar os rumos do comércio eletrônico da região. Fulfillment, Big Data e Machine Learning são algumas das ferramentas utilizadas para não perder competitividade no setor.

Na América Latina se espera um 2018 em que se verão importantes avanços no mundo do e-commerce, ainda mais no setor de marketplaces. A Amazon já vem trabalhando fortemente no México e há alguns meses começou também no Brasil.
Esta situação vem para romper o relativo status quo em que se encontram os marketplaces. Um dos gigantes e líderes do e-commerce da região, Mercado Livre, já começou a mover suas peças para não perder competitividade e seguir impulsionando o desenvolvimento do setor. Subsídios de envios grátis e melhoras nos catálogos do site para mostrar as características dos produtos de uma maneira mais completa, são algumas de suas ações.
Na América Latina as vendas no e-commerce representam apenas 3% do total de vendas, enquanto em países como Estados Unidos já chega a 10% e na China a 25%. O jogo está apenas começando.
O modelo de Fulfillment junto com o uso de tecnologias de Big Data e Machine Learning são algumas das estratégias utilizadas pelos especialistas do comércio eletrônico que decidem tomar a frente em questões de inovação.
Com o desenvolvimento do modelo de Fulfillment, o vendedor pode enviar seus produtos a um deposito gigante do Mercado Livre ou da Amazon e então, quando uma compra é realizada, eles podem se encarregar do envio, escolhendo o melhor meio de entrega, garantindo os melhores tempos de despacho e assegurando uma excelente experiência aos compradores, assim como a Amazon vem fazendo nos Estados Unidos há vários anos.
 No caso pontual do Mercado Livre, graças ao uso do Big Data, conhecendo a participação de mercado de cada setor, os produtos mais vendidos, rankings de vendedores, distribuições de preços, entre outros.
Isto é possível já que se coleta informações de tudo o que é publicado no Mercado Livre todos os dias e se transforma centenas de gigas de dados em informação de valor. Com esta informação, por exemplo, o vendedor pode descobrir que existem certos produtos que vendem bem e saber a que preço teria que vendê-los para ganhar estas vendas. Também pode descobrir oportunidades em certos nichos ou decidir com informação 100% certeira quais de seus produtos devem receber maior atenção.
Já o Machine Learnig consiste basicamente em que um sistema não se comporte sempre da mesma maneira, mas que aprenda continuamente a partir do comportamento de seus usuários e melhore seu serviço.
A partir de sua plataforma utiliza-se a Machine Learning para sugerir automaticamente ao vendedor uma resposta para uma pergunta de um potencial comprador. À medida que o vendedor vai respondendo mais perguntas com este “sugeridor de respostas” vai se otimizando e lhe oferece maior qualidade de respostas automáticas.
Estou seguro de que veremos cada vez mais implementações de Big Data e Machine Learning em plataformas de e-commerce, assim como em qualquer plataforma online.
 Sem aprofundar demais o tema, hoje Big Data e Machine Learning estão presentes no dia a dia de plataformas de entretenimento como Spotify, que recomenda listas e artistas baseado no que o usuário escutou anteriormente e no que escutam seus amigos.
Outro caso é o Netflix, que sugere que sugere quais séries e filmes podemos gostar, a partir de uma análise não somente do que foi assistido anteriormente, mas também com base em outros milhões de usuários que assistiram o mesmo que nós. Também em redes sociais como o Facebook e o Instagram que recomendam conteúdo que podemos gostar ou o Linkedin, que sugere pessoas que podem nos ser atrativas para agregar nossa rede de contatos.
Algumas soluções permitem que aquele vendedor que controla um inventário de menos de cem produtos, pode publicá-los um a um e manter o estoque e os preços atualizados manualmente. No entanto, para os grandes vendedores que têm mais de quinhentos produtos, vendê-los e trabalhá-los um a um ficaria bem mais difícil.
Permitem, por exemplo, subir ao Mercado Livre milhares de produtos de forma mais simplificada: com um arquivo de Excel. Por sua vez também serve para o vendedor atualizar qualquer atributo de seus produtos de forma massiva.
Frente a este panorama de melhora na experiência de compras online, os custos de envios subsidiados e o contínuo crescimento da penetração da internet nos diferentes países, será novamente um ano onde o e-commerce seguirá ganhando terreno do mercado tradicional offline.
Leia também:

Os 8 produtos mais vendidos nos marketplaces

Você também vai gostar

Como o profissional de e-commerce de sucesso enfrenta a crise? Na tempestade uns erguem muros outros constroem moinhos! Sempre que surge a crise esta frase aparece. Outra recorrente, mais moderna e meio “mimimi” f...
Como deve ser um blog de e-commerce Não há dúvidas de que “conteúdo” é a palavra que melhor define e norteia as mais bem sucedidas campanhas de marketing relacionadas a e-commerce e negó...
Faturamento na Black Friday deve chegar a R$ 2,43 bi no e-commer... Expectativa é de crescimento de 15% com relação a 2017 e mais de 4 milhões de pedidos online O comércio eletrônico deve faturar R$2,43 bilhões durante...
Os problemas de ter conteúdo duplicado no e-commerce e como reso... Eu acho bem legal a forma que o mundo acompanha as mudanças de algoritmo na engine de busca do Google. Me lembra a final do Super Bowl ou da novela da...
E-commerce já tem 51,3 milhões de consumidores no Brasil A 29ª edição do Webshoppers, da E-bit, traz o balanço completo do e-commerce brasileiro em 2013 e aponta o mobile commerce como tendência para 2014. D...
A importância do nicho de mercado Lojistas e empreendedores que querem agradar todo mundo acabam não tendo sucesso, porque seus trabalhos se tornam genéricos. Mas quem gosta de coisas ...
Entre consumidores online, 80% querem gastar na Black Friday Pesquisa com consumidores que já têm o hábito de comprar pela internet indicou que 80% deles desejam gastar durante a Black Friday este ano. O levanta...
Fim do e-Sedex: Correios anunciam descontinuidade do serviço Os Correios informaram no início desta semana que vão descontinuar o e-Sedex. A mudança impacta diretamente pequenos e médios e-commerces de todo país...
E-commerce chinês de olho no mercado brasileiro Em breve, ficará mais difícil resistir à tentação de comprar acessórios, componentes, roupas, bugigangas e outros em sites como DealExtreme e FocalPri...
O atendimento online para conversão de vendas De todas as estratégias possíveis para aumentar as vendas, focar no bom atendimento é uma das menos custosas e com melhores chances de funcionar. Isso...

SEGREDOS DO E-COMMERCE

Receba as novidades toda semana

Um comentário sobre “Saiba porque 2018 será o ano da consolidação dos marketplaces”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode usar essas tags HTML e atributos:

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>