Estando à frente da Universidade Buscapé desde 2012, já faz parte do meu dia a dia receber CVs de pessoas que desejam trabalhar com E-commerce ou Marketing Digital, e me perguntam se eu poderia divulgá-lo para minha rede de contatos.
Minha pergunta padrão de uns tempos para cá é: antes de me enviar seu currículo, me diga como está sua “Identidade Profissional”? E a resposta também padrão que ouço é: hein?
Apesar de esta situação ser recorrente, posso afirmar que em contrapartida uma parcela significativa dos profissionais com quem tenho contato já descobriu que aquela prática de revirar o HD para achar o arquivo “CV.doc” e atualizá-lo com suas últimas experiências profissionais é bem diferente de já possuir um perfil consistente no LinkedIn (e não importa se está a procura ou não de um “novo desafio” ) e frequentemente adicionar novos projetos, cursos, experiências e etc. Em outras palavras, trabalham a sua própria “marca corporativa” , também conhecida por Identidade Profissional.
Uma coisa que poucos sabem é que a verdadeira quebra de paradigma do LinkedIn é dar a possibilidade de se analisar  propostas  de emprego quando justamente não se está precisando e com isso impulsionar a carreira naturalmente.
Se você ainda não está convencido desta tendência aí vão alguns dados interessantes sobre o LinkedIn:

 Desde que fincou escritório no Brasil no final de 2011 viu sua rede expandir de 6 para 15 milhões e no mundo já soma mais de 300 Milhões de perfis. Veja também: LinkedIn ultrapassa Twitter como rede social mais usada no Brasil.
 A ferramenta Job Recruiter que permite aos recrutadores de qualquer empresa pesquise com precisão um perfil na rede é a principal fonte de receita do LinkedIn, ao contrário do Google e do Facebook que ainda são muito dependentes do faturamento dos anúncios.
 É possível aumentar muito a visualização do seu perfil simplesmente deixando-o mais completo e atualizado, pois isso é um dos principais parâmetros considerados nos resultados de busca.
 No mundo o segundo segmento de maior aderência de Medicina e Saúde, mostrando que a  ainda existe  muito a crescer no Brasil em termos de novos perfis de profissionais.
 80% das pessoas que acessam o Linkedin não estão procurando emprego, mas sim consumindo conteúdo e se relacionando com sua rede contatos. Leia mais: Qual rede social usar: Dois Contextos, Dois Mindsets.
 O Slideshare é uma empresa do LinkedIn e isso possibilita o uso de apresentações de forma simples e totalmente integrada no perfil.
 Suas funcionalidades mudaram muito nos últimos dois anos, estão mais amigáveis, o design mais bonito e cada vez mais parecido com seu “primo”, o Facebook.

É fato que não basta simplesmente sair recheando de texto o seu perfil. Para obter os melhores resultados é preciso entre várias coisas, fazê-lo de forma organizada, usar corretamente o endosso da sua rede de contatos e obviamente manter absoluta veracidade no conteúdo apresentado.
Como este assunto apesar de não ser novo, está começando a ganhar forca na carona do crescimento acelerado do LinkedIn, começam a surgir cursos, e-books e posts em blogs especializados sobre o tema.
E então? Bora se informar e dar aquele lustre nos bytes da sua Identidade Profissional?

Daniel Cardoso
Author

Formado em Engenharia pela Escola de Engenharia Máua, pós-graduado em Marketing pela ESPM e com especialização em marketing para internet pela University of California, Irvine, atua no segmento de comércio eletrônico desde 1999. Passou pelos portais UOL e Terra, Mkteam e Escalena, onde atuou na implementação das lojas virtuais da Tim Brasil, Arno, Philco, TNG, Klueber do Brasil entre outras. Foi sócio-diretor da Universidade Buscapé Company e atualmente é Diretor responsável pelos treinamentos de E-commerce e Marketing Digital na Impacta Treinamentos.

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