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Os Correios informaram no início desta semana que vão descontinuar o e-Sedex. A mudança impacta diretamente pequenos e médios e-commerces de todo país, que não poderão mais contar com esse serviço para a entrega dos produtos da sua loja a partir de 1º de janeiro de 2017.

A estatal informou que não haverá renegociação ou formalização de contratos com o serviço e-Sedex, independentemente do estágio de negociação, e todos os processos que atualmente estão em análise serão devolvidos. Os contratos comerciais que contêm e-Sedex devem ser ajustados com a exclusão do serviço até o dia 31 de dezembro de 2016.

Além disso, a partir de 1º de janeiro de 2017 não serão mais aceitas postagens de encomendas por meio desse serviço, mesmo as que tiverem incluídas anteriormente em Pré-Lista de Postagem (PLP). Segundo os Correios, todos os clientes que tenham no contrato o serviço e-Sedex serão comunicados via carta até 30 de novembro.

Confira abaixo o comunicado na íntegra:

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O que é e-Sedex

E-Sedex é o serviço de encomenda expressa dos Correios para produtos adquiridos por meio do comércio eletrônico, ou seja, somente e-commerces que têm contrato com a estatal podem utilizá-lo.

Com o fim desse serviço, o pequeno e médio empreendedor deixa de contar com essa modalidade de envio, mas, ainda assim, encontra alternativas no mercado que oferecem uma gama de opções de frete de acordo com o que o deseja priorizar: melhor preço ou entrega rápida.

Texto publicado anteriormente no Blog da Mandaê.

Setor que segue em crescimento no Brasil mesmo com a crise econômica, o e-commerce também possui um ponto fraco: o frete dos produtos. O serviço é fonte de constantes reclamações dos usuários e representa um custo excessivo ao lojista.

O frete corresponde à grande parte dos custos lojísticos do e-commerce. Contudo, o empresário pode adotar uma série de medidas para conseguir entregar os pedidos no prazo e condições adequados. Confira cinco dicas:

Ofereça métodos alternativos de entrega

Os Correios são responsáveis por mais de dois terços das entregas realizadas pelas lojas virtuais brasileiras, o que faz a remessa ficar sujeita às condições impostas pela estatal.

É bom ter opções e oferecer diferentes formas de entrega, como transportadoras privadas e o conceito de social delivery, que conecta pessoas a entregadores independentes, mediante aplicativo para smartphone.

Crie estratégias para o frete

No intuito de trazer mais consumidores, a grande maioria dos e-commerces aposta na distribuição de frete grátis. A tática funciona no início, mas depois pode comprometer a rentabilidade do negócio.

O ideal é criar uma estratégia que leve em conta todos os fatores envolvidos na entrega de um produto e defina a melhor política para cada player.

Como é feito o cálculo de frete e quais as limitações dos Correios

Descubra regiões campeãs de vendas

Uma ótima alternativa para otimizar o frete do comércio eletrônico é identificar as principais cidades que realizam pedidos dentro da página.

Assim, é possível não só criar campanhas de marketing voltadas a esse público, como também ajuda a escolher locais de armazenamento mais próximos dos consumidores – diminuindo o tempo de espera pela entrega.

Utilize um sistema de gestão integrado

Com esta solução, o empreendedor consegue acompanhar todos os processos que envolvem a área de logística do e-commerce, a fim de monitorar o trajeto do produto após a confirmação do pedido.

O objetivo é reduzir os erros, pois uma simples falha vira uma bola de neve e pode culminar no atraso da entrega.

Antecipe-se à demanda

Pode parecer difícil, mas hoje a loja virtual consegue prever a quantidade de pedidos que vai receber nos próximos meses. Dessa forma, é possível se programar para organizar o estoque de forma adequada, garantindo que os produtos com maior saída possam ser despachados rapidamente.

Se você possui uma loja virtual, provavelmente notou que com a ferramenta Webservice dos Correios o cálculo de frete é feito automaticamente, bastando o cliente inserir o CEP de destino. Neste artigo, vamos descobrir como funciona o serviço e quais as suas limitações.

Como é feito o cálculo de frete dos Correios

O cálculo de frete automático é feito através do peso cúbico, usando-se a seguinte fórmula:

Comprimento x Largura x Altura
______________________________________
6000

Essa funcionalidade está disponível para PAC, SEDEX e e-SEDEX.

O cálculo é feito desta forma porque para fazer o transporte das mercadorias é preciso levar em conta não só o peso das embalagens, mas o espaço que elas ocupam também. Esse tipo de cálculo é adotado internacionalmente para a maioria das empresas de transporte, mesmo se as cargas forem transportadas em aviões, por exemplo.

Com a ferramenta Webservice você também terá disponível na sua loja virtual o cálculo de prazos de entrega, o que é importante para que seu cliente saiba quando o produto adquirido irá chegar ao destino.

Como reduzir o custo do frete da loja virtual

Limitações de se trabalhar com os Correios

Além do cálculo do peso cubado, antes de optar pelos Correios você deve levar em consideração que para utilizá-lo as mercadorias da sua loja devem ter peso inferior a 30 quilos e que a soma das três dimensões (CLA) seja menor que 200 centímetros.

Vale lembrar que se o peso ou dimensões forem inferiores, mas bem próximos ao limite aceito, pode acontecer de o seu cliente comprar mais de uma unidade do produto e querer que elas sejam enviadas juntas, o que não será possível, pois, neste caso, para se enquadrar aos limites dos Correios você terá que enviar as mercadorias separadas.

Se esse for o seu caso, a melhor opção é buscar outras alternativas nesse mercado, como transportadoras que podem entregar mercadorias pesadas ou de grandes proporções com mais eficiência.

Leia também:

Tudo o que você precisa saber para fazer um contrato com os Correios

Para concluir, os Correios oferecem um serviço extremamente prático para comércio eletrônico. Contudo, se você vende produtos que ultrapassam certos limites de peso e tamanho, talvez o melhor caminho seja procurar uma alternativa mais viável.

Um consumidor entra em um marketplace e faz a busca por um determinado produto. Apesar dos muitos vendedores, um deles é destacado como “Melhor Oferta”, levando em conta critérios de ordenação deste próprio deste canal. Essa posição, responsável por gerar maior número de vendas para o varejista em destaque é o famoso Buy Box, ou, traduzido ao pé da letra, “Caixa de Venda”, responsável por US$56 dos 62 bilhões vendidos pela Amazon.com em 2015.

Para se ter uma ideia do crescimento que vem pela frente no Brasil, as vendas de parceiros (modelo marketplace) nos sites da B2W e Cnova representaram 7% e 12% do seu faturamento em 2015, respectivamente.

O que a Netshoes pode ensinar aos lojistas de marketplace?

No entanto, estar nesse espaço privilegiado não é simples, e ao contrário do que muitos varejistas pensam, não é apenas o preço que é levado em conta na hora de dar mais visibilidade ao varejista. Outros critérios como reputação e tempo de entrega também pesam.

Confira abaixo alguns dos pontos que o Amazon.com leva em conta para o varejista virtual conquistar um espaço no BuyBox:

Preço

Esse é um fator muito importante, e obviamente os valores mais baixos levam vantagem. Mas, há outros itens como frete, por exemplo, que também são considerados pelo marketplace na hora de destacar a oferta.

Reputação

O número de feedbacks positivos e as notas dadas pelos consumidores para cada vendedor nos últimos 365 dias são essenciais para determinar se a loja aparecerá ou não no BuyBox. Na Amazon.com, por exemplo, é necessário que a qualificação seja acima de 98%.

Frete

O tempo de entrega é mais um item importantíssimo para o marketplace. Aqueles que conseguem fazer com que o produto esteja em até dois dias nas mãos do consumidor levam vantagem.

Atendimento

Um contato em até 12 horas é o tempo aceitável para responder ao consumidor por e-mail ou outro canal de atendimento. Se passar disso, as chances de estar no Buy Box diminuem consideravelmente.

Outros fatores como pontualidade de entrega e possibilidade de rastreamento do produto contribuem para ganhar visibilidade.

O caminho é bem desenhado e as vantagens são claras, só depende do lojista estar no Buy Box. Em tempos de crise, ser destaque frente ao concorrente é essencial para garantir a venda!

Cada vez mais os processos relacionados à logística podem impactar substancialmente a gestão e estratégia das empresas. Sem uma logística que garanta a perfeita entrega de todos os pedidos, sua marca corre sério risco de fazer parte da lista dos principais sites de reclamações.

Os motivos são diversos, mas os principais e que são de grande importância para os consumidores, ficam por conta do descumprimento do prazo de entrega, pela mercadoria avariada ou mal empacotada e principalmente pela não entrega do produto.

Porém, o cenário nacional nos mostra que a logística e sua gestão é pouco funcional e causa um alto nível de gastos, principalmente na questão do transporte das mercadorias para as empresas. Ao comparar o cenário atual que vivemos, com outros países e regiões que se assemelham a nossa, conseguimos perceber o quão deficitária e carente de investimentos é a nossa estrutura.

Nos Estados Unidos, por exemplo, podemos perceber algumas divergências que acabam diferenciando muito o serviço nos dois países. Enquanto eles investem de forma mais uniforme entre os diversos modais logísticos, no Brasil o enfoque é apenas em um só modal.

Em termos de valores investidos e infraestrutura, de acordo com a ILOS, empresa de especialistas em logística e Supply Chain, o Brasil possui hoje 8,5 milhões km² em vias construídas para o transporte de mercadoria, sendo 210 mil km em rodovias pavimentadas, 29 mil km em ferrovias, 19 mil km em dutovias e 14 mil km em hidrovias. Já os Estados Unidos possuem 9,1 milhões km², sendo 4.375 milhões km em rodovias pavimentadas, 225 mil km em ferrovias, 2.225 milhões km em dutovias e 41 mil km em hidrovias.

O atual quadro da infraestrutura nacional de transportes é reflexo do baixo investimento realizado pelo governo que se sucederam no Brasil nos últimos 30 anos. O menor valor se deu no setor rodoviário pela facilidade de sua implementação, desconsiderando o alto custo para manutenção. Isso fez com que a logística nacional se tornasse dependente quase que em sua totalidade deste modal logístico. O segundo mais caro, perdendo apenas para o transporte aéreo.

Diferente nos EUA, os investimentos em áreas mais uniformes facilitam por completo a logística do país e garantem uma maior eficiência e uma redução de custo no serviço de frete de forma significante tanto para a empresa, quanto para os consumidores e o meio ambiente. Um exemplo de como a prática intermodal é vantajosa, pode ser notado no transporte rodo-ferroviário, onde o deslocamento ferroviário possui um custo consideravelmente menor que o rodoviário, mas ao mesmo tempo ele se limita às ferrovias, diferente do transporte rodoviário que é mais abrangente.

O que você precisa entender para melhorar a gestão logística da sua empresa é que a intermodalidade surgiu como uma oportunidade de inovação logística e modal rodoviário ainda predomina como principal meio de frete de cultura do país. Por isso, é preciso que as empresas invistam cada vez mais nesse setor e busquem oferecer um serviço diferenciado para se manterem competitivas no mercado, fidelizar cada vez mais seus clientes e manter a marca em evidência.

Atualmente, existem algumas prestadoras de serviços que oferecem soluções logísticas intermodais como oportunidade de inovação logística. Porém, são muito limitadas devido as questões infraestruturais e burocráticas do país, esse já é um assunto que não compete mais as empresas e sim ao governo, em parceria com iniciativa privada, que deve tomar algumas iniciativas a respeito da logística: Planejamento, Investimento e Burocracia.

Para ter uma ideia, a implementação dessas iniciativas estimula as empresas a expandirem suas soluções logísticas, gerando benefícios tanto para a prestadora de serviço quanto para seus clientes. Essa redução do custo reflete nos preços finais da compra, impulsiona a economia do país e estimula o consumo e a qualidade do serviço prestado.

Porém, enquanto essas melhorias não se concretizam, cabe aos empresários buscarem uma forma de gestão logística mais eficiente – e o mercado já oferece soluções para isso. Para minimizar as adversidades causadas pela nossa infraestrutura deficitária, a logística deve ser cuidadosamente planejada, buscando minimização dos custos e otimização de resultados, garantindo assim a competitividade da empresa no mercado.

Muito se ouve falar sobre transporte rodoviário de cargas ou simplesmente frete, mas… Na prática, como funciona o frete no Brasil?

Os primeiros conceitos a se entender são de carga lotação/dedicada e carga fracionada. A carga fechada/dedicada é aquela que lota um caminhão e a fracionada são frações de cargas que não preenchem todo o veículo para um único cliente. As etapas do transporte de mercadorias variam de acordo com essas duas formas.

Neste material vamos abordar o transporte rodoviário de cargas fracionadas, vejas as principais etapas:

1. Coleta dos materiais

Geralmente veículos de menor porte realizam a coleta das mercadorias nos embarcadores em curtas distâncias, na maioria das vezes nos centros de distribuição.

2. Emissão de documentos fiscais

Por lei, alguns documentos fiscais devem ser emitidos e acompanhar as mercadorias durante seu transporte, os mais comuns são: NF-e – Nota Fiscal Eletrônica e CT-e – Conhecimento de Transporte Eletrônico. ]

Em determinados casos também deve-se utilizar o MDF-e – Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, entre outros.

3. Consolidação

Os materiais coletados nos diferentes embarcadores são levados até um local, onde são consolidados e carregados para uma viagem de distância mais longa. Algumas vezes é necessário unitizar a carga em pallets e racks para facilitar a amarração, otimizar a ocupação e evitar avarias no transporte.

4. Transporte

Obviamente é o deslocamento da origem até o destino, passando pelos intermediários. Em outras palavras, toda movimentação desde o embarcador até o destinatário final. Pode acontecer em diferentes modelos.

5. Desconsolidação

Grande volume de cargas fracionadas chegam ao local (centro de consolidação, por exemplo) por vários caminhões, porém com destinos finais diferentes. Nesta etapa ocorre o descarregamento e a roteirização da carga.

Na grande maioria das vezes, principalmente no transporte fracionado, os veículos pesados são descarregados e as mercadorias após serem roteirizadas, são carregadas em veículos menores.

6. Entrega last mile

Transporte de última milha (last mile), também conhecida como última perna (last leg). Realizado por caminhões menores ou pelos chamados veículos urbanos de carga. Estes coletam as mercadorias nos centros de distribuição/consolidação para entrega final porta a porta.

Cada mercado demanda operações logísticas específicas para seu segmento, portanto o tipo de fluxo pode variar.

Para que tudo funcione, não são poucos players trabalhando em conjunto! Os principais envolvidos numa operação de transporte são:

Oficinas e revendedoras
Realizam a manutenção da frota, pois diferente dos carros comuns, os veículos de carga estão praticamente a todo momento rodando pelas estradas. Com maior uso, o desgaste e exposição a riscos requerem manutenção com frequência, tanto na forma preventiva quanto na corretiva.

Bancos e financeiras
A grande maioria dos veículos de cargas são financiados. As transportadoras trabalham com frotas de veículo próprios e de agregados. Nos dois casos é muito comum que existam financiamentos. Os bancos são os agentes econômicos das linhas de crédito públicas e privadas…

BNDES
A linha de crédito mais comum para o financiamento de máquinas e equipamentos, neste caso de veículos de carga, é o FINAME, com fonte de recursos do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Implementos rodoviários
Necessários em praticamente todos os caminhões. Fornecem e realizam manutenção de reboques, semi reboques, furgões, lonas, etc.

Recauchutadoras
As longas distâncias percorridas com bastante peso de carga desgasta os pneus mais rapidamente, sendo necessários recauchutamentos com frequência antes da troca definitiva.

ANTT
Agência Nacional de Transportes Terrestres é responsável pela regulamentação e fiscalização do transporte rodoviário no Brasil.

SEFAZ
Secretaria da Fazenda realiza fiscalização do recolhimento de tributos no transporte rodoviário.

Seguradoras
Tanto os veículos, implemento rodoviário e a carga transportada são seguradas. O valor das mercadorias podem variar entre viagens, por isso devem ser averbadas junto a seguradora.

Rastreadoras
Fornecem dispositivos que são instalados nos veículos e disponibilizam dados de geoposicionamento para monitoramento em tempo real.

Software
Comercializam sistemas integrados para emissão de CT-e – Conhecimento de Transporte Eletrônico, NFS-e – Nota Fiscal de Serviços Eletrônica e outras funcionalidades para gestão administrativa das transportadoras.

Gerenciadoras de Risco
Monitoramento e avaliação de riscos durante o transporte. Acompanham a operação mitigando riscos e observando qualquer anormalidade.

Postos de Combustível
Fornecem um dos maiores custos do transporte rodoviário, o combustível. Também disponibilizam infraestrutura para alimentação, higiene, estacionamento e algumas vezes acomodações.

Pedágio
Cobrado pelas concessionárias, os valores são pagos por cada eixo.

Cartões e vales
Meio de pagamento disponibilizado pelas transportadoras aos motoristas durante o trabalho, a utilização mais comum é para combustível e pedágio.

Sindicatos
Relação com entidade sindical da categoria, tanto do empregado quanto patronal para assuntos relacionados às pessoas e atividades do setor.

Centros de Distribuição/Consolidação
Local onde ocorre o descarregamento da carga e roteirização para entrega last mile, operações conhecidas como crossdocking. Muito aplicado no transporte fracionado.

Disponibilizamos um Guia de Fornecedores de serviços e produtos logísticos para consulta.

Apesar de parecer simples transportar, podemos observar a quantidade de empresas e pessoas envolvidas.

Alguns dos principais problemas do transporte:

Atraso no carregamento
Problemas nos embarcadores podem gerar atrasos no carregamento dos veículos, atrasar a viagem e, consequentemente a chegada no destino final.

Acidentes nas rodovias
Infelizmente fazem parte da rotina do transporte rodoviário e, independente das causas, atrasam o prazo de entrega.

Roubo de cargas
A falta de segurança nas rodovias brasileiras é uma das grandes dificuldades dos transportadores. Furtos e roubos acontecem em níveis elevados nos país.

Emissão errada de documentos fiscais
Dados incorretos inseridos nas notas fiscais, conhecimentos de transporte ou outros documentos fiscais podem gerar atrasos e até retenção de cargas nos postos de fiscalização.

Manutenção de veículos e implementos
Pneus estourados, problemas no motor, carroceria ou em outras peças. Quanto mais velhos os veículos e implementos, maior a ocorrência de problemas.

Informações incorretas
Embalagens sem identificação ou com dados incompletos, endereços de entrega incorretos, entre outros.

Este material apresenta uma visão macro da operação de transporte rodoviário, considerando a execução da atividade de forma legal e completa.

Texto publicado no Blog da ASAPlog.

A plataforma de gestão de fretes Axado realizou uma pesquisa entre julho de 2014 e julho de 2015 para compreender melhor o comportamento do consumidor no momento do checkout e como isso pode afetar a gestão logística das lojas online. A preferência dos consumidores por frete com menor custo, ainda que com maior tempo de entrega, segue como a opção mais cobiçada no momento de finalizar a compra.

Segundo o levantamento, atualmente os e-commerces contabilizam, em média, três produtos por pedido. Durante o período pesquisado, o tíquete-médio de compra oscilou em torno de R$ 250,70, no Brasil.

O cenário atual mostra que as capitais com mais envio de pedidos são, respectivamente: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Fortaleza. Nas lojas virtuais a busca pelo frete grátis representa 21% dos pedidos efetuados. Nos demais pedidos o custo médio do frete girou em torno de R$ 14,30.

Outro dado abordado pela pesquisa é com relação aos prazos de entrega dos produtos por meio de frete expresso ou frete mais barato, que variam entre dois a seis dias de entrega, quanto maior o prazo, menor é o custo do frete.

Mais da metade dos consumidores (59%) preferem pagar mais barato (em média de R$ 9,90), por maior prazo (6 dias) de entrega. Além disso, somente 16,4% optam por pagar um pouco mais caro (R$ 14,20) para ter o seu produto mais rápido (4 dias) em casa.

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“Nosso grande objetivo é contribuir para que as lojas online possam aumentar a conversão de vendas otimizando o custo de frete usado. Em junho desse ano calculamos mais de 21 milhões de fretes, um número duas vezes maior do que já registrado em relação ao ano anterior.

Com base nas informações levantadas, pode-se afirmar que o e-commerce brasileiro está em um bom nível de maturidade, porém ainda existem algumas deficiências que impedem um crescimento mais expressivo”, analisou Leandro Batista, COO do Axado.

A procura pelo SAC referente à demora ou à não entrega do produto ainda é uma das reclamações que lideram os contatos nos serviços de atendimento aos consumidores.

Para realizar a pesquisa, o Axado fez uso de sua base de dados, que conta com mais de 600 lojas, 4 mil cidades, em mais de 70 mil CEPs dentro do território nacional. As informações fazem uma demonstração, ainda que parcial, do cenário atual da gestão de fretes no Brasil e que podem impactar positivamente os empresários do setor. É possível acessar aos dados completos da pesquisa aqui.

A famosa tabela de frete fracionado não é algo simples de se analisar. Sua composição pode ser ampla e varia de acordo com a região e transportadora.

É importante entender inicialmente que o transporte rodoviário pode ser cobrado através de duas formas de medida principalmente, peso e cubagem. O motivo é que algumas mercadorias são leves, porém volumosas. Outras pesadas, mas com pouco volume. Os veículos de transporte de cargas possuem limitação de peso e volume.

Para a cobrança do frete, considera-se o que tiver maior valor numérico entre o peso real (Kg) e o cubado (Kg/m³). No último caso o resultado é obtido através da multiplicação das dimensões por um fator de densidade. Esse peso deverá pertencer a uma faixa da tabela, na qual será possível saber o valor principal do transporte.

Adicionalmente ao valor frete peso, estão outras taxas e impostos, as principais são:

• Ad-valorem: Seguro de responsabilidade civil. Calculado através de um percentual sob o valor da nota fiscal.
• TAS – Taxa de Administração da Sefaz (Secretaria da Fazenda): Cobrado por conhecimento de transporte rodoviário de carga (CTRC).
• TRT – Taxa de Restrição de Trânsito: Transporte para determinadas cidades em zonas urbanas. Calculado através de um percentual sob o valor do frete.
• GRIS – Gerenciamento de Risco: Ações de prevenção a furtos e roubos de cargas. Calculado através de um percentual sob o valor da nota fiscal.
• CAD – Custo Adicional de Descarregamento de veículo: Calculado por toneladação ou fração de peso.
• TDE – Taxa de Dificuldade de Entrega: Transporte para determinadas regiões do país com maior dificuldade de entrega. Calculado através de um percentual sob o valor do frete.
• CAP – Custo Adicional de Paletização: Unitização de carga, calculado por tonelada ou fração de peso.
• TPC – Taxa de Permanência de Carga: Armazenagem em unidade física do transportador. Cobrado a partir de um prazo específico. Calculado por tonelada ou fração dia mais percentual sob valor da nota fiscal.
Pedágio: Cobrado por fração de peso em regiões com praça de pedágio.
ICMS – Imposto sob Circulação de Mercadorias e Serviços.

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A composição da tabela de frete varia de acordo com a região e transportadora, podendo incluir ou não os itens mencionados acima. Além da tabela de frete, existem diversas outras formas de cobrança pelo serviço de transporte rodoviário de cargas.

Apesar de ser um modelo muito utilizado no comércio eletrônico (e-commerce), não é o único praticado pelas lojas virtuais e transportadoras.

Texto publicado anteriormente no Blog da Asap Log.

Ao se pensar em redução do custo de transporte de cargas deve-se atentar para a chamada taxa de ocupação, um indicador de desempenho chave no setor de Logística. O preço deste tipo de transporte está diretamente relacionado ao custo e volume que se transporta.

Isso quer dizer que quanto maior a quantidade total, menor o custo unitário. Em outras palavras, quanto mais cheio o veículo rodar, melhor sua otimização e, consequentemente o valor do frete!

Como calcular o custo unitário do frete?

Exemplificando: Uma carreta saindo de São Paulo (SP) com destino a Curitiba (PR) tem um custo total de R$ 3.500,00 (valor hipotético).

Esse custo total será dividido pelo volume ou peso total transportado, obtendo desta forma o custo unitário do frete.

Se nesta carreta estiverem 50 m³, o custo unitário do m³ será de R$ 70,00. Se, no mesmo veículo a ocupação for de 65 m³ o custo unitário será de R$ 53,85. Isso demonstra que o preço unitário é inversamente proporcional ao volume ou peso total ocupado numa mesma rota.

Como aumentar a taxa de ocupação da carga

Existem diversas formas de se aumentar a taxa de ocupação, inclusive softwares simuladores disponíveis no mercado. É importante ter em mente que não é possível ocupar 100% de um caminhão, visto que deve-se deixar espaço para elevação da carga no carregamento/descarregamento e na porta traseira.

Algumas variáveis envolvidas são:

Frequência de coleta: determinados locais de coleta fornecem materiais continuamente, porém em pequenos volumes a cada rota. Reduzir a frequência de coleta poderá aumentar o volume em cada rota. É uma alternativa interessante, porém não deve ser avaliada isoladamente devido aos impactos em inventário e espaço para armazenagem principalmente.

Tipo de fluxo: Milk run, crossdocking e fluxo direto. Os diferentes tipos de transporte devem ser aplicados de acordo com as características de cada operação. Também é possível utilização de mais de um modelo para a mesma empresa. A escolha correta do tipo de fluxo permite uma operação logística mais eficiente e, consequentemente, mais barata.

Otimização-e-simulação-de-transporte-211x300 Formato e capacidade de empilhamento de embalagens: O limite de peso de empilhamento das embalagens pode atrapalhar o aumento da taxa de ocupação. O formato das embalagens devem ser pensados também considerando as medidas do veículo de carga.

Veja na imagem à direita, no último caminhão com visão lateral é possível observar que existe capacidade ociosa em termos de espaço, porém devido ao tamanho e formato das embalagens não é possível adicionar mais um nível.

Tamanho do furgão: deve-se combinar o veículo certo com a embalagem certa! Isso quer dizer que embalagens maiores necessitam de veículos maiores. O mesmo vale para embalagens mais pesadas.

Limite de peso e volume do veículo: são limitadores, portanto a taxa de ocupação deve ser calculada levando em consideração o que satura, peso ou volume. Alguns materiais são leves, mas volumosos, outros nem sempre ocupam muito espaço, porém são pesados.

Cada organização possui suas particularidades em termos de características dos produtos transportados, volumes e estratégia corporativa. Portanto não existe uma fórmula simples e geral aplicável em todas as empresas. É preciso conhecer o cenário e buscar a otimização através da combinação das variáveis num modelo ótimo de transporte.

A otimização do transporte de cargas deve ser avaliada pelo setor de Logística em conjunto com outros departamentos. Algumas decisões são necessárias e podem impactar em outros aspectos da operação que também devem ser avaliados sistemicamente.

Texto publicado no Blog da Asap Log.