• Guilherme Reitz
  • por Guilherme Reitz
  • Guilherme Reitz é fundador do Axado, empresa de tecnologia com foco em logística de transportes que se consolidou como a primeira plataforma de gestão de fretes completa, de ponta a ponta, para indústrias e varejos, online e offline, do Brasil que tem atuação nacional desenvolvendo soluções de gestão de fretes, implementação de tabelas e calculo em fração de milissegundos, de forma precisa.

É preciso priorizar uma gestão logística eficiente

21 de janeiro de 2016
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Cada vez mais os processos relacionados à logística podem impactar substancialmente a gestão e estratégia das empresas. Sem uma logística que garanta a perfeita entrega de todos os pedidos, sua marca corre sério risco de fazer parte da lista dos principais sites de reclamações.
Os motivos são diversos, mas os principais e que são de grande importância para os consumidores, ficam por conta do descumprimento do prazo de entrega, pela mercadoria avariada ou mal empacotada e principalmente pela não entrega do produto.
Porém, o cenário nacional nos mostra que a logística e sua gestão é pouco funcional e causa um alto nível de gastos, principalmente na questão do transporte das mercadorias para as empresas. Ao comparar o cenário atual que vivemos, com outros países e regiões que se assemelham a nossa, conseguimos perceber o quão deficitária e carente de investimentos é a nossa estrutura.
Nos Estados Unidos, por exemplo, podemos perceber algumas divergências que acabam diferenciando muito o serviço nos dois países. Enquanto eles investem de forma mais uniforme entre os diversos modais logísticos, no Brasil o enfoque é apenas em um só modal.
Em termos de valores investidos e infraestrutura, de acordo com a ILOS, empresa de especialistas em logística e Supply Chain, o Brasil possui hoje 8,5 milhões km² em vias construídas para o transporte de mercadoria, sendo 210 mil km em rodovias pavimentadas, 29 mil km em ferrovias, 19 mil km em dutovias e 14 mil km em hidrovias. Já os Estados Unidos possuem 9,1 milhões km², sendo 4.375 milhões km em rodovias pavimentadas, 225 mil km em ferrovias, 2.225 milhões km em dutovias e 41 mil km em hidrovias.
O atual quadro da infraestrutura nacional de transportes é reflexo do baixo investimento realizado pelo governo que se sucederam no Brasil nos últimos 30 anos. O menor valor se deu no setor rodoviário pela facilidade de sua implementação, desconsiderando o alto custo para manutenção. Isso fez com que a logística nacional se tornasse dependente quase que em sua totalidade deste modal logístico. O segundo mais caro, perdendo apenas para o transporte aéreo.
Diferente nos EUA, os investimentos em áreas mais uniformes facilitam por completo a logística do país e garantem uma maior eficiência e uma redução de custo no serviço de frete de forma significante tanto para a empresa, quanto para os consumidores e o meio ambiente. Um exemplo de como a prática intermodal é vantajosa, pode ser notado no transporte rodo-ferroviário, onde o deslocamento ferroviário possui um custo consideravelmente menor que o rodoviário, mas ao mesmo tempo ele se limita às ferrovias, diferente do transporte rodoviário que é mais abrangente.
O que você precisa entender para melhorar a gestão logística da sua empresa é que a intermodalidade surgiu como uma oportunidade de inovação logística e modal rodoviário ainda predomina como principal meio de frete de cultura do país. Por isso, é preciso que as empresas invistam cada vez mais nesse setor e busquem oferecer um serviço diferenciado para se manterem competitivas no mercado, fidelizar cada vez mais seus clientes e manter a marca em evidência.
Atualmente, existem algumas prestadoras de serviços que oferecem soluções logísticas intermodais como oportunidade de inovação logística. Porém, são muito limitadas devido as questões infraestruturais e burocráticas do país, esse já é um assunto que não compete mais as empresas e sim ao governo, em parceria com iniciativa privada, que deve tomar algumas iniciativas a respeito da logística: Planejamento, Investimento e Burocracia.
Para ter uma ideia, a implementação dessas iniciativas estimula as empresas a expandirem suas soluções logísticas, gerando benefícios tanto para a prestadora de serviço quanto para seus clientes. Essa redução do custo reflete nos preços finais da compra, impulsiona a economia do país e estimula o consumo e a qualidade do serviço prestado.
Porém, enquanto essas melhorias não se concretizam, cabe aos empresários buscarem uma forma de gestão logística mais eficiente – e o mercado já oferece soluções para isso. Para minimizar as adversidades causadas pela nossa infraestrutura deficitária, a logística deve ser cuidadosamente planejada, buscando minimização dos custos e otimização de resultados, garantindo assim a competitividade da empresa no mercado.

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