• Bruno de Oliveira
  • por Bruno de Oliveira
  • Bruno de Oliveira é empreendedor no mercado digital há mais de dez anos, especialista em e-commerce e criador do Ecommerce na Prática.com e do método Viver de Ecommerce, além de idealizador da Semana do ECommerce, evento online gratuito que reúne cerca de 50 mil empreendedores a cada edição, onde ensina a montar o planejamento e o passo a passo para montar um e-commerce do zero.

Como cobrar por produtos e serviços na internet

22 de dezembro de 2017
Share Button

Saber como cobrar por produtos e serviços é fundamental para a saúde financeira de qualquer empresa, inclusive no e-commerce. No entanto, ainda há varejistas que têm dificuldade para definir quanto vale um determinado item ou serviço, o que pode desencadear sérios riscos para a sobrevivência da loja virtual.

Isso porque, ao errar na precificação, o empreendedor pode acabar até mesmo diminuindo a satisfação dos seus clientes – por considerarem o valor elevado -, fortalecendo os concorrentes e chegando a prejudicar seu caixa e o faturamento.

Sendo assim, é indispensável definir bem cada preço, e, pensando nisso, listei algumas dicas práticas e eficazes, que costumo utilizar em meus próprios negócios:

1- Analise seus concorrentes

Se você não tem ideia de por onde começar, recomendo que você faça isso através de uma cuidadosa análise dos preços praticados pela concorrência. Esse é um ótimo parâmetro inicial, principalmente na internet, onde o consumidor leva apenas alguns segundos para pesquisar preços em dezenas de lojas. Sendo assim, é preciso considerar o que já está sendo feito por outros players do mesmo segmento.

Caso os preços estejam mais altos do que você imaginou, existe uma oportunidade de se diferenciar ou aumentar um pouco a sua margem de lucro. Já se estiverem muito baixos, tenha cautela, pois pode se tratar de uma oferta temporária. Se não for o caso, procure descobrir qual é o fator que possibilita os preços menores da concorrência.

2- Conheça os seus custos

Sem uma boa precificação de produtos, o seu e-commerce pode acabar falindo mesmo que as vendas estejam crescendo. Isso acontece por um motivo simples: margens de lucros estreitas demais muitas vezes não são o suficiente para cobrir os gastos da operação. Quando o empreendedor se dá conta, já é tarde.

Para evitar problemas graves como esse, você precisa ter familiaridade com todos os custos da empresa. Desde o pagamento de fornecedores até a conta de telefone, nada pode estar fora do radar.

É através da identificação dos custos que chegamos ao segundo fator crucial para uma boa precificação de produtos.

3- Defina uma margem de lucro

Depois de considerar os preços praticados pela concorrência e os custos da sua operação, você terá uma melhor noção sobre qual é a margem de lucro ideal para cada um dos seus produtos.

Nesse momento, lembre-se de que você montou o negócio com objetivos financeiros em mente: se a operação está funcionando somente para “se pagar”, alguma coisa provavelmente está errada… É hora de fazer alterações e mudar a estratégia.

4- Faça monitoramentos constantes

Por último, um adendo importante: a precificação não é uma tarefa a ser feita apenas uma vez e pronto. Depois de precificar produtos ou serviços, faça monitoramentos constantes em busca de variações.

Qualquer alteração no mercado, como a falta de uma matéria-prima ou a proximidade de um feriado, pode fazer com que os preços da concorrência mudem. Ficar de olho nisso não só irá aumentar as suas vendas como também fará a sua margem multiplicar-se em diversas oportunidades.

Mais sobre como definir o preço de venda:

Como definir o preço de venda de um produto

Você também vai gostar

Webinar: Blog como ferramenta de vendas + Como importar produtos... Acontece esta semana, dois bate-papos online para interessados no E-commerce. Na quarta-feira (24), é a vez do Marketing de Conteúdo, falando de como ...
O triângulo comercial entre lojistas e-commerces, operadoras de ... Bem-me-quer! Malmequer! O triângulo comercial – com prós e contras – entre lojistas e-commerces, operadoras de marketplace e consumidores Não importa ...
Como encontrar o nome da empresa? Você já tem seu plano de negócio bonitão, um produto que segundo sua pesquisa de mercado tem uma procura interessante, enfim, você tem uma startup só ...
Instacart, um e-commerce que entrega suas compras em até uma hor... "A melhor maneira para fazer suas compras." Esse é o slogan na página inicial do Instacart, um e-commerce que entrega no mesmo dia suas compras de sup...
Crise econômica vs. Digital Commerce no Brasil Digital Commerce no Brasil. Não é segredo, que o mundo vive um momento econômico delicado e desta vez o Brasil não ficou de fora, como no período da b...
Aprenda com os GIGANTES! 4 lojas virtuais gringas para ficar de ... O sucesso de uma loja virtual depende, além da boa qualidade dos produtos e dos serviços, de uma série de boas práticas: ter um site com boa navegabil...
Aumente as vendas do seu e-commerce com pontos de retirada Oferecer ao cliente a opção de retirar seu produto em um comércio local é uma maneira eficiente de integrar sua loja on-line com lojas físicas, mesmo ...
Consumidores do mercado B2B compram mais online Um estudo feito pela Forrester Research nos Estados Unidos mostra um resultado que confirma que no mercado B2B está ocorrendo o mesmo comportamento do...
Impacto digital dos feriados em empresas de e-commerce O número de acessos em portais e-commerce e websites costuma aumentar drasticamente antes dos feriados tradicionais. Se as empresas online não mantive...
E-commerce já tem 51,3 milhões de consumidores no Brasil A 29ª edição do Webshoppers, da E-bit, traz o balanço completo do e-commerce brasileiro em 2013 e aponta o mobile commerce como tendência para 2014. D...

SEGREDOS DO E-COMMERCE

Receba as novidades toda semana

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode usar essas tags HTML e atributos:

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>