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  • por Pedro Guasti
  • Pedro Guasti é CEO da Ebit e ocupa o cargo de Presidente do Conselho de Interação e e-commerce da Fecomercio SP. Co-fundador da Ebit em 2000, foi responsável pela estruturação das áreas de Marketing Comportamental, Inteligência de Mercado e Universidade Buscapé Company. Colabora ativamente na divulgação e fortalecimento do e-commerce no Brasil, sendo um dos idealizadores do relatório Webshoppers. Graduado em Tecnologia da Computação pelo Mackenzie-SP, pós-graduado em Varejo no Provar/FIA e MBA na Universidade de São Paulo em Conhecimento, Tecnologia e Inovação. Membro do grupo de investidores Harvard Business Angel, Palestrante, Consultor e Professor de e-commerce e tendências no varejo Omnichannel.

Qual é a sua estratégia para o m-commerce?

24 de fevereiro de 2015
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Os dados mais recentes mostram que as pessoas estão adquirindo o hábito de acessar uma loja online, pesquisar produtos e fechar a compra por meio da tela de um smartphone. Sua empresa está preparada para isso?

A popularização dos dispositivos móveis é visível a olho nu. Basta observar as pessoas – e nós mesmos – na rua, no metrô, nos restaurantes, na balada ou na sala de recepção do dentista para constatar. O que talvez ainda não esteja claro para alguns é o rápido avanço dos aparelhos móveis como instrumentos de compra. A consulta aos dados mais recentes sobre o comércio eletrônico, no entanto, atestam essa evolução, que indica uma oportunidade e um alerta para as empresas.
Lançada neste mês pela E-bit, a 31º edição do relatório WebShoppers, com dados referentes a 2014, mostra o mobile como um dos grandes destaques do e-commerce no ano passado. Com cada vez mais pessoas com acesso a smartphones e tablets no Brasil, as vendas realizadas por meio de aparelhos móveis via navegadores representam atualmente 9,7% do total registrado no comércio eletrônico. Para dar uma ideia da velocidade do crescimento, a participação em janeiro de 2014 era de 4,8% e, ao final do primeiro semestre, 7%.
Os smartphones são o canal preferido para as transações móveis. Em dezembro de 2014, 65% das compras foram originadas por smartphones e 35% por tablets, o que mostra uma inversão em relação a janeiro de 2014, quando este último era responsável por 67% das vendas.
As classes A e B são as maiores adeptas do m-commerce, com 62% de participação, enquanto C e D possuem 27%. O papel das mulheres também é relevante: elas representam 57% dos compradores móveis. Em termos financeiros e de faixa etária, os consumidores do m-commerce têm em média 40 anos e uma renda média maior se comparada à do consumidor apenas do e-commerce: R$ 6.128 ante R$ 4.378.
Outro aspecto interessante constatado pelo Webshoppers diz respeito ao ranking das categorias com a maior participação nas vendas realizadas por meio de dispositivos móveis. Em primeiro lugar está o grupo Alimentos e Bebidas (8,4%), seguido por Joalheria (6,3%), Bebês & Cia (6,2%), Colecionáveis (6,1%) e Cosméticos e Perfumaria/Cuidados Pessoais (6,1%), nesta ordem.
Apesar de Alimentos e Bebidas não representar uma categoria expressiva em volume de pedidos, a parcela significativa de participação em vendas efetuadas por canais móveis se deve ao fato de os sites especializados nesses produtos estarem mais bem preparados para atender o público que compra via canais móveis. Em outras palavras, investem em sites responsivos e otimizados.
O que os dados da nova edição do WebShoppers revelam é que as pessoas estão adquirindo o hábito de entrar numa loja online, visualizar produtos e fechar a compra por meio de uma tela pequena.
Isso indica uma oportunidade para as empresas: suas lojas podem ficar abertas – e ser visitadas – 24 horas por dia, sete dias da semana, sem que isso represente custos monstruosos do ponto de vista operacional. E sua marca pode estar em contato com os consumidores a todo o momento e a um clique de distância.
O reverso da moeda é que seu concorrente também está a uma tela do usuário. Se no varejo físico o lojista tinha cinco, seis ou quem sabe dez concorrentes num determinado raio de distância, agora esse número certamente se multiplicou.
Diante disso, a reflexão que o varejista deve fazer é a seguinte: qual é a sua estratégia para o m-commerce? Você tem um bom site para dispositivos móveis? Continua vendo tablets e, principalmente, smartphones como canais acessórios em sua operação de comércio eletrônico?
Se estiver, sinto lhe dizer: o m-commerce não é mais uma promessa. Ele chegou, e a tendência é uma expansão constante daqui para frente. Quem estiver mais bem posicionado nesse terreno colherá os frutos mais rápido do que se pensa.

Texto publicado no CIO.com.br

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