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O ano de 2018 chegou e trouxe junto diversas novidades para a economia nacional, principalmente no e-commerce. Apesar dos pesares, 2017 foi um ano que pode ser considerado bom para o setor. Mesmo com a crise nacional, o mercado nacional movimentou R$ 59,9 bi, apresentando um crescimento de 12% em comparação com 2016.

Para esse ano, segundo estimativas da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a projeção é de alta de 15%, com R$ 69 bi transacionados. O e-commerce tem passado cada vez mais confiança para aos consumidores, que estão comprando cada vez mais pela internet.

Esse saldo positivo é impulsionado pelas novas tecnologias, tendências e inovações que surgiram ao redor do mundo. A expectativa é que os lojistas do varejo eletrônico invistam em formas de aprofundar a experiência do cliente, apostando em tecnologias móveis, aplicativos e aprimoramento de sua logística, que são as maiores demandas da atualidade por parte dos consumidores em relação ao que é oferecido pelas principais lojas e marketplaces no mundo.

Como uma vez disse Steve Jobs, a gente só entende um fato que acontece agora olhando para trás e vendo os pontos se conectando e o ano passado foi fundamental para o varejo eletrônico se sentir ainda mais otimista com os próximos meses. Sendo assim, conheça os trending topics do e-commerce para 2018 e aprofunde o seu conhecimento sobre eles:

Cliente deve ser a prioridade

Esse discurso ganha mais força a cada ano que passa. As grandes companhias de todo o mundo conseguem destaque ao centralizar o cliente, desenvolvendo todo um ecossistema ao seu redor de forma que ele se sinta parte da empresa.

Para 2018, as tendências mostram que esse ainda é o caminho e que a tecnologia deve ser aliada nesse processo.

Cultura de atendimento: o que é e como adotá-la na empresa?

Omnichannel

O termo foi amplamente divulgado em 2017 e se mostrou como um dos principais assuntos para diversos setores. No e-commerce, em 2018, ser omnichannel passará a ser o básico. Na China, a rede de lojas Hema, financiada pelo Alibaba Group Holding Ltd, elevou o termo a um novo patamar.

Nos últimos dois anos, a marca abriu 20 mercearias em cinco cidades. O seu grande diferencial, entretanto, é que todos os produtos possuem códigos QR, estimulando os consumidores a obterem informações, recomendações e itens relacionados ao efetuar a leitura do código por meio de um smartphone.

Além disso, o checkout é realizado exclusivamente via mobile, pelo Alipay. Lá, mais de 77% das pessoas utilizam esse tipo de meio de pagamento para facilitar as transações. Aproveitando o alto uso de smartphones, a empresa também possui um aplicativo que permite compras remotas, no qual a rede recebe o pedido e efetua a entrega dos produtos em até 30 minutos.

Assim, a rede incentiva o uso de tecnologias móveis, motiva os consumidores, oferece benefícios e facilidades e aumenta cada vez mais os seus números. Segundo a empresa, seus consumidores compram on-line uma média de 4,5 vezes mensais, conseguindo a marca incrível de conversão de 35%, métricas muito superiores às de varejistas web.

Logística

Serviços disruptivos, como Uber e Airbnb, se mostram eficazes e altamente aderentes para o público que busca por qualidade, opção e flexibilidade financeira. Seguindo o mesmo caminho, diversas startups de logística surgem e se destacam no mercado ao oferecer alternativas viáveis às companhias e atraentes aos usuários.

Por meio da economia colaborativa, essas empresas atuam, em geral, com aplicativos que permitem a solicitação de um motorista que transportará uma ou mais cargas para determinado local e será remunerado por entrega.

Ou seja, por um custo menor do que os oferecidos pelas transportadoras tradicionais, essas startups prometem maior eficiência e abrangência, gerando um grande valor para o lojista, que poderá criar novas dinâmicas de negócio, como a entrega expressa, que pode ser efetuada no mesmo dia, atendendo uma demanda dos consumidores, que estão mais exigentes em relação ao prazo de suas encomendas.

Uber lança novo serviço de entregas

Pagamentos

Tecnologias de reconhecimento biométrico e facial já não são novidades. Porém, associar esse tipo de tecnologia com ferramentas de pagamento on-line é visto como tendência no mundo do varejo eletrônico.

Pioneira nessa aplicação específica da tecnologia, a Dafiti, em parceria com o Santander Brasil, permite o pagamento pelo reconhecimento facial ou biométrico por meio de dispositivos mobile com o aplicativo da empresa. Apesar da solução ainda estar em fase de testes, a expectativa é alta e as possíveis aplicações, também.

O desembarque definitivo da Amazon na América Latina vem para mudar os rumos do comércio eletrônico da região. Fulfillment, Big Data e Machine Learning são algumas das ferramentas utilizadas para não perder competitividade no setor.

Na América Latina se espera um 2018 em que se verão importantes avanços no mundo do e-commerce, ainda mais no setor de marketplaces. A Amazon já vem trabalhando fortemente no México e há alguns meses começou também no Brasil.

Esta situação vem para romper o relativo status quo em que se encontram os marketplaces. Um dos gigantes e líderes do e-commerce da região, Mercado Livre, já começou a mover suas peças para não perder competitividade e seguir impulsionando o desenvolvimento do setor. Subsídios de envios grátis e melhoras nos catálogos do site para mostrar as características dos produtos de uma maneira mais completa, são algumas de suas ações.

Na América Latina as vendas no e-commerce representam apenas 3% do total de vendas, enquanto em países como Estados Unidos já chega a 10% e na China a 25%. O jogo está apenas começando.

O modelo de Fulfillment junto com o uso de tecnologias de Big Data e Machine Learning são algumas das estratégias utilizadas pelos especialistas do comércio eletrônico que decidem tomar a frente em questões de inovação.

Com o desenvolvimento do modelo de Fulfillment, o vendedor pode enviar seus produtos a um deposito gigante do Mercado Livre ou da Amazon e então, quando uma compra é realizada, eles podem se encarregar do envio, escolhendo o melhor meio de entrega, garantindo os melhores tempos de despacho e assegurando uma excelente experiência aos compradores, assim como a Amazon vem fazendo nos Estados Unidos há vários anos.

 No caso pontual do Mercado Livre, graças ao uso do Big Data, conhecendo a participação de mercado de cada setor, os produtos mais vendidos, rankings de vendedores, distribuições de preços, entre outros.

Isto é possível já que se coleta informações de tudo o que é publicado no Mercado Livre todos os dias e se transforma centenas de gigas de dados em informação de valor. Com esta informação, por exemplo, o vendedor pode descobrir que existem certos produtos que vendem bem e saber a que preço teria que vendê-los para ganhar estas vendas. Também pode descobrir oportunidades em certos nichos ou decidir com informação 100% certeira quais de seus produtos devem receber maior atenção.

Já o Machine Learnig consiste basicamente em que um sistema não se comporte sempre da mesma maneira, mas que aprenda continuamente a partir do comportamento de seus usuários e melhore seu serviço.

A partir de sua plataforma utiliza-se a Machine Learning para sugerir automaticamente ao vendedor uma resposta para uma pergunta de um potencial comprador. À medida que o vendedor vai respondendo mais perguntas com este “sugeridor de respostas” vai se otimizando e lhe oferece maior qualidade de respostas automáticas.

Estou seguro de que veremos cada vez mais implementações de Big Data e Machine Learning em plataformas de e-commerce, assim como em qualquer plataforma online.

 Sem aprofundar demais o tema, hoje Big Data e Machine Learning estão presentes no dia a dia de plataformas de entretenimento como Spotify, que recomenda listas e artistas baseado no que o usuário escutou anteriormente e no que escutam seus amigos.

Outro caso é o Netflix, que sugere que sugere quais séries e filmes podemos gostar, a partir de uma análise não somente do que foi assistido anteriormente, mas também com base em outros milhões de usuários que assistiram o mesmo que nós. Também em redes sociais como o Facebook e o Instagram que recomendam conteúdo que podemos gostar ou o Linkedin, que sugere pessoas que podem nos ser atrativas para agregar nossa rede de contatos.

Algumas soluções permitem que aquele vendedor que controla um inventário de menos de cem produtos, pode publicá-los um a um e manter o estoque e os preços atualizados manualmente. No entanto, para os grandes vendedores que têm mais de quinhentos produtos, vendê-los e trabalhá-los um a um ficaria bem mais difícil.

Permitem, por exemplo, subir ao Mercado Livre milhares de produtos de forma mais simplificada: com um arquivo de Excel. Por sua vez também serve para o vendedor atualizar qualquer atributo de seus produtos de forma massiva.

Frente a este panorama de melhora na experiência de compras online, os custos de envios subsidiados e o contínuo crescimento da penetração da internet nos diferentes países, será novamente um ano onde o e-commerce seguirá ganhando terreno do mercado tradicional offline.

Leia também:

Os 8 produtos mais vendidos nos marketplaces

Nós que trabalhamos com ecommerce, sabemos como tudo é muito dinâmico: o tempo todo pintam novas tecnologias, tendências e é bom ficar por dentro do mercado para não perder espaço. Este artigo traz algumas das principais tendências e movimentos das lojas virtuais em 2018.

Vamos lá:

Criptomoedas

Devido ao sucesso nas transações de compra e venda, as criptomoedas deverão ganhar ainda mais espaço em 2018. E então, você está preparado?

Além de ser uma ótima forma de atrair mais clientes, aceitar pagamentos com moedas virtuais em seu e-commerce poderá te deixar à frente da concorrência.

Outra boa notícia é que dezenas de plataformas de e-commerce possuem integrações com pagamentos em criptomoedas. Algumas empresas já desenvolveram estas integrações para Magento, PrestaShop, WooCommerce, Shopify, OpenCart, entre outras.

Chatbot

Ok, os Chatbots já são um assunto velho demais para falar em 2018, mas sua loja já tem um chatbot configurado? Se a resposta for não, é melhor começar a pensar nisso.

O uso desse sistema de interação entre consumidores e empresas, que é relativamente novo, cresce a cada ano e deverá ser tendência em 2018.

A grosso modo, um chatbot é um robô que conversa com os clientes via chat, mas este é apenas o conceito básico e as possibilidades são bem maiores do que isso. Ele pode, por exemplo, automatizar tarefas mais rotineiras como listar informações sobre o status de um pedido, dar detalhes de um produto, fornecer informações sobre descontos da loja e realizar outras tarefas que não dependem tanto de interação humana.

Além disso, o chatbot pode ser usado em todo o processo do funil: atração, geração de leads, relacionamento, venda e pós-venda com relacionamento mais personalizado. Alguns “bots” já conseguem aprender com o usuário através do conceito de machine learning (literalmente: aprendizado de máquina) para chegar o mais perto possível de uma conversa real com uma pessoa.

Os chatbots merecem uma atenção e já existem iniciativas bem legais nesse sentido.

Customização do produto

Não é novidade, mas a tendência, não só para 2018, mas nos próximos anos, é que o consumidor possa personalizar cada vez mais seus produtos. Por exemplo: uma loja virtual de sapatos, deve permitir que o cliente acrescente detalhes, mude as cores do calçado e escolha até o tipo de acabamento.

Para que a experiência seja completa e ainda mais encantadora, todas as alterações devem ser mostradas no produto em tempo real. A ideia é fazer com que o cliente sinta, cada vez mais, que está fazendo parte do processo de criação da sua peça.

Além de sapatos, isso serve para os mais variados produtos e segmentos como carrinhos de bebês, roupas para ciclistas, joias e até casinhas de cachorros com os nomes dos bichinhos.

Experiência de compra personalizada

Em 2018 a bola da vez será a realidade aumentada, que vai ajudar muito o consumidor a ter uma experiência mais próxima com o produto. Por exemplo: Imagine um e-commerce de móveis e decoração que use a realidade aumentada (com ajuda da câmera do celular), para colocar aquele rack ou aparador diretamente na sala da sua própria casa.

O consumidor também pode “experimentar” óculos, maquiagens e roupas para ver se estes produtos lhe caem bem. Dessa forma, os consumidores “provam antes de comprar”, o que deve aumentar as conversões, minimizar experiências negativas e devoluções de produtos.

A Sephora, varejo global de cosméticos, perfumes e makeup, criou um app para que suas clientes pudessem “experimentar”, com realidade aumentada, uma maquiagem em tempo real. Este é um ótimo exemplo aplicado ao varejo e e-commerce.

Progressive Web Apps

Cada vez mais as pessoas fazem compras pelo celular, tendência que também deve acontecer em 2018. Para isso, a primeira providência é que seu e-commerce seja responsivo, ou seja, se adapte às diferentes telas de todos os dispositivos. Isso é fundamental e já deve ser a regra.

Nessa linha, a novidade é que você comece a explorar o PWA (Progressive Web Apps ou Aplicativo Progressivo para a Web) para entregar uma experiência mais completa para o seu cliente.

O PWA une o melhor dos sites com o melhor dos aplicativos e tornam a experiência para o visitante mais rica, interativa e rápida. A tecnologia PWA dispensa a instalação de um app que seria baixado na Play Store ou App Store, por exemplo.

Basta que você navegue no site e se achar que vale a pena, você poderia instalar na home screen do seu celular. Se quiser entender mais o que é e quais as vantagens, recomendo este artigo Introdução aos Progressive Web Apps do Tableless.

É só o começo…

É claro que, em 2018, muita coisa vai evoluir. Estas são apenas algumas das tendências para o ano que vem.

E então, se você ainda não considerou experimentar algumas destas tecnologias, dê o próximo passo e esteja atento às novidades. Lembre-se que, para sua loja virtual ser competitiva, é preciso acompanhar as mudanças do mercado e sempre que possível, se antecipar.

Após registrar pela primeira vez retração no número de pedidos no primeiro semestre de 2016, o e-commerce brasileiro voltou a registrar crescimento e ultrapassou a barreira de 50 milhões de pedidos no primeiro semestre de 2017.

A retomada da economia, o aumento da confiança do consumidor e, por consequência, o reaquecimento do mercado influenciaram diretamente esses números, porém outro fator de ordem tecnológica e comportamental também vem contribuindo positivamente para a expansão do setor: o m-commerce.

O relatório Webshoppers 36, lançado pela Ebit no final de agosto, evidencia o quão vigoroso foi esse crescimento. O volume de pedidos aumentou 35,9% (9,2 vezes mais do que o mercado em geral), alcançando um share de 24,6%. Ou seja, praticamente 1/4 das vendas do e-commerce já é realizada por meio de dispositivos móveis. No que tange ao faturamento, a alta é ainda mais expressiva, de 56,2%, consequência da expansão do tíquete médio, de R$363 para R$417, ficando em linha com o mercado em geral (R$418).

Tudo sobre a 36a edição do Webshoppers:

E-commerce fatura R$21 bilhões no primeiro semestre de 2017

Mas por que o m-commerce cresceu tanto? Parte desse fenômeno pode ser atribuída à democratização do acesso 3G e 4G no Brasil. Com isso, os smartphones cada vez mais desempenham o papel de principal ferramenta de acesso à internet, especialmente entre as classes menos abastadas.

Por esse motivo, a categoria telefonia e celulares foi a que registrou o maior crescimento no primeiro semestre de 2017, na comparação com o mesmo período do ano passado, com 33% mais pedidos e 43% de alta no faturamento. A categoria corresponde a 9,5% de todas as vendas do mercado.

Os lojistas já perceberam que o crescimento das vendas passa pelo m-commerce. Prova disso é o fato de muitas empresas estarem investindo no aprimoramento da experiência do consumidor, melhorando os sites responsivos e aplicativos, oferecendo também vantagens comerciais para alavancar as vendas nos smartphones.

Em alta

Com mais gente acessando a internet, cresce também o número dos usuários que utilizam a grande rede como fonte de consumo. O Webshoppers 36 mostra que o número de pessoas que realizaram pelo menos uma compra online no primeiro semestre de 2017, em relação ao mesmo período de 2016, cresceu 10,3% para 25,5 milhões de pessoas.

Em tempos de crise, o preço torna-se um fator ainda mais importante para a decisão de compras. Com isso, as já conhecidas vantagens oferecidas pelo comércio eletrônico, como preços baixos e informações sobre produtos, também contribuem para o aumento do mercado em geral e do m-commerce.

Com a presença de três importantes datas — Dia das Crianças, Black Friday e Natal —, a tendência é que o e-commerce acelere essa toada. O número de pedidos deverá sofrer um impulso forte e crescer 6,5% no ano (a taxa semestral foi de 3,9%).

Se no primeiro semestre de 2017 a alta de faturamento verificada foi de 7,5%, com R$21 bilhões, para o segundo semestre, há a expectativa de que esse percentual fique entre 12% e 15%. Com isso, a Ebit revisou para 10% a previsão anual, retomando os dois dígitos de crescimento de antes da crise econômica.

Artigo publicado anteriormente no E-commerce News.

Nos próximos três anos, 60,4% dos brasileiros realizarão compras utilizando tecnologias como de autoatendimento. A informação está na pesquisa High-Tech Retail – A Tecnologia e o Comportamento de Compra do Brasileiro, realizada pela Croma Solutions. Esse dado mostra que os hábitos estão mudando nas jornadas de compra no Brasil, acompanhando o que acontece no mundo.

E ao contrário do que muitos afirmam, não é a tecnologia que promove a mudança no comportamento, mas o comportamento que determina a sua adoção. Esta mudança está relacionada às inovações, mas antes de tudo ao processo humano de aprendizagem, que é movido por recompensas. A tecnologia, nesse contexto, é coadjuvante. Ela pode influenciar e ser estímulo, mas não é causa e finalidade em si mesma.

O cérebro humano é dominante no julgamento de uma recompensa. Além disso, as relações de comércio dependeram historicamente de alguma interação pessoal. Sempre me questionei se, nos primórdios do e-commerce, a resistência estava no fato de fornecer o CPF ou ter que fornecê-lo a uma máquina.

Fico mais com a segunda opção. O aperto de mãos, o sorriso, o olhar, os códigos neurolinguísticos, a respiração, o ritmo de fala, tudo compõe um código de confiança. E levamos esse padrão para todas as nossas relações.

A “voz do Google”, a “moça do Waze”, a “voz do aeroporto”… Todas são humanas e, detalhe, femininas, carregando em si o conforto e o aconchego. Por isso, quando nos deparamos com lojas virtuais ou soluções de autoatendimento, a supressão do elemento humano pode gerar desconforto, fruto da ruptura ao padrão. Aderir dependerá da recompensa, que acontece a partir do repertório de cada um.

Sendo acessível e fácil de usar, porque o autoatendimento não foi ainda amplamente adotado?

Porque os códigos culturais são determinantes à adesão da tecnologia. Por exemplo, comparando a atuação do varejo entre China e Brasil, a curva de adoção de inovações a partir dos códigos relacionais, infraestrutura e educação de cada um desses países é bastante diferente.

Hoje, na China, os cartões de crédito são considerados obsoletos. No Brasil, por sua vez, são bastantes importantes. Outros setores são ainda mais passíveis de comparação: postos de combustível, supermercados, bancos… Os bancos foram os primeiros a se aventurar no autoatendimento estruturado no Brasil. Clientes de companhias aéreas ganham agilidade e tempo por meio de aplicativos e totens, mas ainda é marcante a dependência que culturalmente temos das relações humanas no varejo.

De qualquer forma, setores de moda e vestuário – como a Amaro, Sapati e a Memove, da VGB Global Brands – e alimentação – como o McDonald’s e o próprio iFood – aceleram a inovação em busca da independência do shopper, oferecendo requintes de customização.

No varejo alimentar, a rede de supermercados Muffato começou a usar os equipamentos de autoatendimento em Curitiba em 2013. A rede Zaffari segue o mesmo caminho, assim como a rede Enxuto, do interior de São Paulo.

Na APAS 2017, a Totvs lançou uma solução de self check-out que pretende poupar 30% do tempo do cliente. A loja Pamplona, inaugurada em julho pela rede Carrefour em São Paulo, esbanja tecnologia e oferece, entre outros itens, também o autoatendimento.

Claro que essas movimentações estão bastante relacionadas à rentabilidade por metro quadrado e não somente às demandas crescentes do shopper. Como se pode perceber, se as recompensas são vantajosas, elas são capazes de redefinir rotinas e criar novos padrões.

E por que o autoatendimento começa agora a ser mais notório?

Porque as pessoas simplesmente não estavam preparadas antes. Assim como não estão totalmente prontas para carros elétricos, casas automatizadas, wearable devices e a Internet das coisas (IoT).

Eu me refiro ao fato da inovação ser útil, despertar interesse, ser culturalmente relevante e gerar uma recompensa em um determinado momento da história. Nesse sentido, a experiência digital tem educado, e muito, o comportamento de compra no varejo físico.

As novas gerações, os millennials, possuem modelo mental mais aderente ao digital e às interfaces tecnológicas. Eles absorvem tais inovações de forma mais intuitiva e natural.

Ao avaliar os resultados do High-Tech Retail, a tendência que aponta o autoatendimento como forte inovação para os próximos três anos é justificada pelo fato de que, em 2020, essas pessoas representarão uma parte significativa da população economicamente ativa.

Os millennials têm características de consumo mais independentes, visuais e interativas. No Brasil, o potencial de consumo é de mais de R$ 75 bilhões. Para atender esse tipo de cliente, o varejo será transformado, impulsionando redes e fabricantes a investir no entendimento profundo das jornadas, hábitos e padrões de compra e consumo, como já temos estudado tanto nos últimos anos, por meio de design thinking.

E por que o autoatendimento não floresceu ainda como ideia aplicável nas organizações?

Além do fator cultural, as operações de back office convencionais e a baixa sofisticação da gestão de dados tornava a sua implantação algo impossível. Agora, tecnologias móveis, aplicativos de compra, realidade virtual e visualização 3D farão parte do dia a dia dos shoppers cada vez mais, suportadas por inteligência de dados, moldando a oferta omnichanel.

Se dados acionáveis são a maior riqueza da Era da Informação, a oferta ao cliente passa a ser suportada por um sistema que utiliza conceitos de visão computacional, algoritmos de aprendizagem profunda, modelagens preditivas e fusão de sensores. Tudo isto criará uma experiência completa e encantadora. 

Para as marcas, é cada vez mais importante investir na personalização da experiência de compraBig data e neurociência podem ser usados para apresentar produtos e serviços de maneira personalizada ao transformar informações em insights.

Com a computação cognitiva é possível dar às máquinas a capacidade de detectar alguns padrões de comportamento. No entanto, mesmo que sejam louvados os chatbots e a inteligência artificial como próximas fronteiras para vendas e atendimento, é sempre bom ter em mente que as interfaces humanizadas não são – e nunca serão – interfaces humanas.

Com diferentes modelos de negócio, aplicativos e sites oferecem oportunidades para conquistar renda extra.

A internet já há muitos anos é grande aliada também para profissionais que necessitam uma renda extra em tempos de crise econômica. Por meio de aplicativos e sites, os brasileiros encontram diferentes oportunidades de ganhar dinheiro. A oferta é variada, e cabe a cada um escolher a chance que mais se enquadra de acordo com perfil, disponibilidade e interesse.

Para onde ir? Qual seria a melhor opção? Tudo depende de suas habilidades. Até mesmo montar uma loja virtual pode ser uma saída. Entenda algumas oportunidades bem comuns e acessíveis:

Venda de milhas

A alternativa de vender milhas aéreas pode ser bastante rentável por se tratar de um mercado aberto, em que as ofertas atingem valores mais altos. Além disso, a praticidade para anunciar e encontrar compradores torna a atividade muito atrativa.

A venda de milhas com a MaxMilhas acontece em três etapas: primeiro, o usuário se cadastra e anuncia as milhas com preço estipulado por ele a partir das ofertas de outros vendedores.

Quando a venda é realizada, uma passagem em nome do comprador é emitida. Por fim, o vendedor recebe o valor integralmente solicitado na conta bancária. Não há custo por anunciar no site.

Trabalhos como freelancer online

Páginas como a 99freelas conectam empresas e pessoas que buscam algum tipo de serviço aos profissionais que o oferecem. O usuário cadastrado apresenta uma proposta para a prestação do serviço e, a partir da aprovação, será remunerado pelo trabalho desempenhado.

As ofertas geralmente são para as áreas de programação, marketing, design, conteúdo web e vídeo. Na plataforma da 99freelas, há quase 300 mil profissionais cadastrados.

Forte crescimento das plataformas que recrutam talentos freelance em tecnologia no Brasil

Serviço de hospedagem

O Airbnb é uma plataforma de hospedagem que conecta anfitriões e viajantes ao redor do mundo. Para garantir a renda extra, é preciso se cadastrar e apresentar o apartamento, a casa ou o cômodo disponível para locação.

O sistema conta com vários termos pré-estabelecidos para garantir a segurança de ambas as partes. A ideia é promover uma forma de hospedagem que seja mais acessível. Os valores e as regras de uso das acomodações são determinadas pelo anfitrião.

As táticas não convencionais que levaram o Airbnb ao topo do jogo

Ministrar cursos

Através da plataforma Beved, profissionais de diferentes áreas que queiram ministrar cursos podem se cadastrar no site e definir o formato, o conteúdo, o cronograma e o preço das aulas. Com a venda do curso, a pessoa recebe 70% do valor que foi estipulado.

Como criar o preço adequado para vender conteúdo digital

Venda de produtos usados

Por meio do aplicativos ou site, é possível anunciar roupas, sapatos e acessórios que não são mais usados. De acordo com os dados da plataforma Enjoei, são mais de 370 mil vendedores em todo o país e mais de dois milhões de produtos cadastrados.

Por lá é possível encontrar peças de marcas como Farm, Melissa, Nike, Adidas e Zara. O interessado faz um cadastro e, assim, cria uma lojinha virtual. O pagamento é de 20% da venda e mais R$ 2,15 de taxa de anúncio.

Participação em pesquisas

Sua opinião pode valer dinheiro. Ao se cadastrar em sites ou aplicativos de empresas de pesquisa, os usuários opinam e participam de missões como, por exemplo, visitar um determinado estabelecimento comercial para avaliação.

Para participar é preciso alguns requisitos, como idade mínima de 18 anos. PiniOn, Toluna e Nicequest são algumas das plataformas. 

Conclusão

Ao optar por algum destes modelos de negócios como via de rendimento extra, é sempre importante tomar alguns cuidados. Após escolher o tipo de atividade a ser realizada, é necessário verificar a confiabilidade das plataformas dando preferência àquelas que possuem o trabalho reconhecido, como algumas das citadas acima.

Esta é uma forma de garantir segurança e maiores oportunidades de conquistar mercado, questões essenciais para ser bem-sucedido na empreitada para garantir uma renda extra.

Existe ainda uma série de outras possibilidades interessantes com modelos bem acessíveis. Basta uma ideia boa e dedicação. Vamos começar?

Tecnologias de Inteligência Artificial já estão presentes em praticamente todas as indústrias. Na Publicidade e no E-commerce isso não é diferente, e até mesmo a criatividade já pode ser replicada por máquinas.

A Inteligência Artificial (IA) facilita muito a vida dos comerciantes, isso é fato. Como reflexo, hoje já não existem muitas indústrias onde os robôs ainda não estejam presentes. Um anúncio recente da Coca-Cola, por exemplo, indicou que a empresa pretende usar bots para atividades como criar músicas para anúncios, escrever scripts, postar nas redes sociais e comprar mídia.

E esta é apenas uma das inúmeras iniciativas tecnológicas que estão em andamento e que nos mostram o quanto a revolução das máquinas está mexendo com a indústria da publicidade. E neste cenário de mudança, um questionamento recorrente é: qual será o futuro da força de trabalho humana?

Para se ter uma ideia, um novo relatório da PwC apontou que 38% dos empregos dos Estados Unidos serão substituídos por robôs ou algum tipo de Inteligência Artificial até o início de 2030. E embora possa parecer reconfortante pensarmos que características humanas como a criatividade e a empatia ainda são elementos exclusivamente nossos, experiências reais já nos mostram que a prática não é bem assim.

E as máquinas não apenas já competem com os seres humanos, como também os superam em inúmeras funções.

Analistas de dados ou algoritmos de autoaprendizagem?

Vejamos a indústria de comércio eletrônico, por exemplo. Existem inúmeras tendências que nós, humanos, conseguimos prever facilmente. Sabemos que a Black Friday, por exemplo, traz um crescimento de vendas incrível. De fato, análises da RTB House mostram que na Black Friday as campanhas são mais de 100% melhores do que a média. Além disso, as terças e quartas possuem conversões mais altas do que outros dias da semana – até 40% a mais do que no sábado.

Mas apesar de serem informações muito úteis para o planejamento das campanhas, o público real não funciona apenas com base nessas restrições simplistas. Os padrões de compra podem ser extremamente específicos e combinar critérios múltiplos.

É por isso que o marketing digital hoje é todo voltado para a segmentação individual, com anúncios moldados com base nos interesses e desejos mais pessoais de cada um. E, infelizmente, os seres humanos não conseguem perceber as mudanças mais sutis no comportamento de um comprador online. Já os robôs, não só identificam esses padrões, como fazem isso em tempo real e em larga escala.

Dados da RTB House com foco em retargeting personalizado também indicam que os algoritmos baseados em deep learning – um ramo altamente inovador de métodos de Inteligência Artificial que imitam o cérebro humano – podem responder a milhões de pedidos de compra e venda de anúncios por segundo.

Isso é, obviamente, muito mais do que qualquer ser humano poderia analisar. Além disso, as máquinas não dormem, o que lhes permite observar o mercado 24 horas por dia, sete dias por semana e ajustar suas atividades sempre que preciso. Assim fica difícil competir.

O planejamento de mídia subsidiado por máquinas

Ao longo dos últimos anos o planejamento de mídia mudou pouca coisa em seus fundamentos básicos. Porém, o número de indicadores que precisam ser analisados antes, durante e depois de uma campanha explodiu. Hoje, cerca de 2,5 quintilhões de dados são produzidos diariamente e, de acordo com o IDC, menos de 0,5% deles são coletados, analisados e, de fato, utilizados.

Nesse novo cenário, as atividades que formam a espinha dorsal de qualquer processo de compra e venda de mídia, incluindo relatórios, auditoria, verificação periódica, etc., já podem ser totalmente automatizadas, permitindo que os especialistas se concentrem puramente na estratégia e na criatividade. Além de obter informações altamente precisas, é possível analisar rapidamente os crescentes conjuntos de dados coletados.

No retargeting personalizado, por exemplo, as decisões sobre os produtos que devem ser exibidos nos anúncios geralmente são feitas em menos de 10 milissegundos – e isso é mais rápido do um piscar de olhos.

Por fim, a incorporação de algoritmos de autoaprendizagem possibilita analisar as pessoas individualmente, e não a partir de uma segmentação ordinária por grupos. Isso permite que os anunciantes comprem mídia considerando um cenário muito mais específico, sem aquela tradicional dúvida sobre onde um anúncio será colocado – agora a discussão é para quem o banner será mostrado.

Diretores de arte versus algoritmos

Por mais incrível que possa parecer, a Inteligência Artificial também está se fortalecendo para enfrentar o universo criativo. Recentemente a agência McCann-Erickson do Japão promoveu uma batalha interessante, colocando o primeiro robô Diretor de Arte do mundo, chamado AI-CD β, contra um homólogo humano, o Diretor Criativo Mitsuru Kuramoto. Ambos receberam a tarefa de criar um anúncio que seria julgado por votação popular.

Embora o computador tenha sido capaz de dirigir a peça publicitária com sucesso, analisando um banco de dados tagueado e também comerciais de TV antigos, a humanidade aparentemente triunfou nesse desafio. Kuramoto ganhou 54% dos votos populares em comparação com sua concorrente, a IA, que ficou com 46%. Mas temos que admitir que estamos muito próximos do empate.

Uma luz no fim do túnel

Somente o tempo nos dirá se a IA poderá se tornar ainda mais criativa e eficaz do que as mentes humanas, e como isso irá influenciar os locais de trabalho. Por enquanto, sabemos que a tecnologia felizmente também impulsionará o surgimento e o crescimento de muitos novos empregos – incluindo algumas categorias inteiramente novas.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças que entram na escola primária hoje acabarão em empregos que atualmente não existem. Alguns papéis se tornarão extintos, outros serão criados. Mas no fim do dia, pelo menos no setor de marketing, é inegável que quando os algoritmos são capazes de aprender com os dados, definitivamente fica mais fácil para as marcas entenderem e se comunicarem de forma eficaz com os clientes.

Os consumidores querem cada vez mais canais de atendimento ágeis e com maior integração com a web. Além disso, estamos passando cada vez mais tempo em aplicativos de mensagens. Diante disso, soluções como os chatbots foram desenvolvidas. Elas facilitam a automação do atendimento de várias demandas e, ao mesmo tempo, ampliam os meios que a empresa pode utilizar para atender aos seus consumidores.

Quer saber mais sobre eles? Então veja, no post que preparamos, tudo sobre essa tecnologia e qual a relação entre chatbots e e-commerce!

O que são os chatbots?

Chatbots são robôs, construídos a partir de regras de negócio e inteligência artificial, que permitem que os clientes interajam por texto ou voz. Ele pode ser implementado em sistemas de chat em websites ou mesmo em aplicativos de mensagens de redes sociais para auxiliar consumidores a resolverem demandas diversas.

O principal objetivo de um assistente virtual é atender pessoas em uma linguagem natural, como se ele estivesse em uma conversa. Conforme o usuário enviar perguntas, o sistema deve ser capaz de identificar a demanda e apresentar a resposta mais adequada.

Em sistemas mais completos é possível realizar integrações com outros bancos de dados, como CRM ou outros bancos de dados, para oferecer um serviço mais completo, como gerar 2a via de boleto, saber sobre entrega de produtos, localizar a loja mais próxima, agendar compromissos etc.

Marketing no varejo: as 3 tecnologias que vão revolucionar o e-commerce em 2017

Como um chatbot funciona?

Os chatbots funcionam com o auxílio de uma base de dados e integração com outros sistemas utilizados pela empresa. As versões modernas, que são implementadas em sistemas de mensagens de texto, são programadas para reconhecer comandos a partir da linguagem natural.

Uma vez que a pergunta é enviada, o software consulta uma (ou mais) base de dados a partir das palavras-chave detectadas e também o resultado de outras consultas realizadas com base no feedback dos próprios usuários.

A resposta deve ser exibida ao usuário conforme o tipo de demanda executada, em uma linguagem próxima a que seria usada por um atendente humano, com possibilidade de utilização de recursos multimídia, como imagens e vídeos, o que torna a interação ainda mais rica.

Qual a relação entre chatbots e e-commerce?

Lojas virtuais possuem em seu serviço de pós-vendas uma importante ferramenta para fidelizar consumidores. Antes mesmo de comprar um produto ou após Quando uma pessoa compra um produto, várias perguntas podem surgir, e é o suporte da empresa que definirá se a pessoa voltará a fazer compras com a empresa ou não.

Nesse sentido, os chatbots são uma importante ferramenta para que a empresa consiga atender um grande número de solicitações, com custo operacional reduzido, grande agilidade (com respostas praticamente instantâneas) e disponibilidade (atendem 24 horas por dia, 7 dias por semana). Com o auxílio de APIs, os robôs conversadores são integrados a várias plataformas.

Redes sociais, como o Facebook, já possuem uma plataforma nativa para a criação e gerenciamento de chatbots. Além disso, aplicativos de mensagem instantânea como o Telegram permitem a integração de chatbots nativamente. Assim, consumidores podem escolher o canal preferido para entrar em contato com o negócio.

Para criar um chatbot, a empresa deve levar em conta todas as demandas que podem ser automatizadas. Troca de senhas, exibição de status de entrega de um produto e solicitação de segunda via de contas são alguns exemplos.

A Cemig, por exemplo, concessionária de energia mineira, possui um chatbot integrado ao aplicativo Telegram para resolução de demandas simples. Pelo @CemigBot, clientes podem cadastrar os seus dados, obter débitos de pagamento, informar leitura e reportar falta de energia diretamente na janela do aplicativo.

Utilizando chatbots como uma ferramenta de atendimento ao consumidor, empresas conseguem diminuir os seus gastos com suporte pós-vendas e, ao mesmo tempo, implementar um número maior de canais de atendimento. Os profissionais que atuam na área não precisarão lidar com demandas simples, enquanto o consumidor contará com canais mais ágeis para solucionar as suas demandas.

Por que criar um chatbot se você já tem outros canais de relacionamento?

Chatbots se tornaram definitivamente uma grande oportunidade, pois pela primeira vez na história as pessoas estão usando mais aplicativos de mensagens do que redes sociais!

Pense um pouco sobre isso! As pessoas passam mais tempo em aplicativos de mensagens, como Whatsapp e Facebook Messenger, que nas redes sociais (se você notar é bem provável que você mesmo tenha este comportamento).

Então, se um e-commerce precisa estar onde as pessoas estão, hoje as pessoas estão nos aplicativos de mensagens!!

E você, o que acha da integração de chatbots e e-commerce? Compartilhe este post nas redes sociais para que outras pessoas saibam mais sobre o assunto!

Texto publicado anteriormente no Blog da DDS.

O Omnichannel já deixou de ser tendência e tornou-se primordial para o sucesso de qualquer negócio, já que todos sabemos que o consumidor está, cada vez mais, multicanal.

Essa palavrinha, um pouco complicada, significa mais que utilizar vários meios de comunicação para atender o seu cliente. Ela, hoje, tem a ver com oferecer a melhor experiência de compra ao seu público.

Por essa importância, vamos abordar o omnichannel na prática, mostrando cases e sugestões para que você leve a ideia à sua loja virtual independente do tamanho do seu negócio.

Omnichannel: um novo modo de fidelizar seu cliente

A gente acredita muito em trabalhar a fidelização e não focar apenas em vendas. Um cliente satisfeito volta à sua loja virtual sempre. Por isso, tenha em mente que oferecer uma perfeita experiência ao seu público é essencial.

Mas, como o omnichannel pode ajudar nessa questão? Ora! Ele é exatamente isso. Vamos entender melhor.

O que é ser ominichannel?

O prefixo “omni”, em latim, significa tudo, algo que é universal e variável. Por isso, ele é confundido com os termos multichannel e crosschannel. Mas não se engane! O primeiro refere-se a muitos, já o segundo tem a ver com plataformas que se cruzam.

O omnichannel ultrapassa essas barreiras e mostra que para o e-commerce é possível oferecer possibilidades que vão além de ofertar produtos online. Com estratégias que unem os canais on e offline, o usuário encontra todas as informações necessárias, tira dúvidas, compra e troca os produtos independente se está na loja física, aplicativo ou e-commerce.

Abaixo, o exemplo da grife britânica Burberry, onde a pessoa pode comprar os produtos por meio de várias plataformas, além de também conhecer as coleções nas lojas físicas. Outro ponto-chave é propiciar que fãs da marca comprem as roupas e acessórios em locais onde a Burberry não possui pontos de venda.

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Outro caso inspirador de omnichannel é a Sephora, loja de cosméticos. Por vender produtos que exigem testes, como perfumes e maquiagem, as vendas no e-commerce costumam acontecer após uma visita às lojas físicas. Muito esperta, a marca disponibiliza provadores com todos os produtos em seus pontos físicos e deixa as pessoas livres para circular pelo espaço.

Mas, de olho em locais que não têm lojas Sephora, outra ideia foi oferecida às clientes. Por meio da tecnologia, é possível experimentar os produtos e saber qual é o tom ideal para determinada pele.

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Vamos a mais um exemplo? Dessa vez, destacamos o pioneirismo da Amazon ao divulgar o lançamento da Amazon Go que, segundo a empresa, será uma nova maneira de fazer compras, levando a melhor experiência ao usuário junto a mais avançada tecnologia.

Na Amazon Go, o cliente acessa a loja física por meio de um aplicativo, escolhe os produtos desejados e vai para casa, sem filas ou demais burocracias. Podemos dizer que essa é uma verdadeira experiência omnichannel. Realmente inovador! Entenda mais no vídeo:

Agora que você já sabe o que é ser omnichannel e conheceu três cases de sucesso, vamos dar dicas simples para que você aplique a ideia na sua loja virtual, independente do tamanho do seu negócio!

O que o Amazon Go pode nos ensinar sobre experiência do usuário para e-commerce

Omnichannel: como levar a ideia ao seu e-commerce

Se você possui uma loja física, tenha em mente que não importa de onde sairá a venda. O importante é o cliente sentir confiança em você. Então, se uma pessoa entrar em sua loja, olhar um produto e não comprar naquele momento, apresente o seu e-commerce e explique que ela também terá mais essa opção.

Agora, se você está apenas na internet, utilize os chats onlines e fique atento aos demais canais de comunicação como e-mail e redes sociais. Não demore, jamais, nos retornos. Essa falha pode levar esse cliente potencial para o concorrente.

Tanto para quem tem ponto físico + e-commerce, ou quem tem apenas loja virtual, é importante oferecer uma navegação responsiva, que é quando um site funciona perfeitamente no desktop e dispositivos mobile. Lembre-se de que os acessos via smartphones só crescem e a tendência é que tudo seja feito por eles.

Com certeza, focando nesses detalhes essenciais, você irá fidelizar o seu público e oferecer uma satisfatória experiência omnichannel.

Texto publicado anteriormente no Blog da Bertholdo.

A internet oferece cada vez mais soluções para quem tem negócios e o marketing digital é uma das possibilidades para ter sucesso nas vendas e propagação da empresa. Para ajudar empreendedores e empresários que pretendem investir neste mercado online, listei três oportunidades para aproveitar em 2017.

Inbound Marketing

Ao longo de 2016 confirmamos que a estratégia é muito sólida e pode gerar ótimos resultados se aplicada da maneira correta. Presenciei um caso em que as vendas de um e-commerce aumentaram 400% usando Inbound Marketing.

O mercado implementará muito mais a estratégia e, para quem vai começar o próprio negócio, é essencial adquirir uma ferramenta eficiente de gestão de leads – que são os contatos que podem ser transformados em clientes – fazer um planejamento de persona, jornada de compra e desenvolver todos os canais de aquisição.

Personalização

Uma das outras tendências para o ano seguinte é a entrega de valor para o cliente através da personalização, seja ela de conteúdo, materiais, pontos de conexão com a audiência, entre outros.

Tratando-se de Inbound Marketing, por exemplo, você pode conhecer melhor suas personas e a jornada de compra delas, e a partir disso você pode personalizar e-mails, anúncios, ofertas, abordagens e até mesmo conteúdo como e-books e vídeos.

Vídeos

Uma das melhores oportunidades para os negócios será investir em vídeos. Desde 2015 aposto no formato para produzir conteúdo sobre Marketing Digital. Acredito que 2017 será um ano forte para os vídeos, pois a banda larga está sendo disseminada no Brasil, e com mais gente com acesso à internet de qualidade mais vídeos serão consumidos.

O ideal é somar essas três oportunidades. Não considere elas de maneira segmentada, pois as três juntas serão mandatórias em diversas estratégias e farão diferença em vários mercados.

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20 especialistas falam sobre as principais tendências de Marketing Digital para 2017