• Jerome Pays
  • por Jerome Pays
  • Jerome Pays é Diretor de E-commerce da Lyra Network, empresa multinacional de origem francesa especializada na transmissão segura de transações financeiras. Líder do segmento no Brasil, a Lyra é também detentora do Gateway de Pagamentos PayZen.

É crédito ou débito? A pergunta também vale para o e-commerce

1 de julho de 2016
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Hoje em dia quando apresentamos o cartão para pagar uma conta em qualquer estabelecimento comercial, uma das perguntas que mais estamos acostumados a ouvir é se “quer passar no crédito ou débito?”. A questão é pertinente, afinal, os dois modelos trazem vantagens e desvantagens ao lojista e consumidor, e as condições devem ser avaliadas para a decisão. Mas, por que esse hábito comum no varejo físico ainda não chegou ao ambiente virtual?
O cartão de crédito é o principal meio de pagamento no e-commerce, seja à vista ou parcelado, muito à frente dos outros métodos, como o débito online, o boleto e o cartão de débito. Esse último, inclusive, é utilizado por 100 milhões de pessoas, seja num plástico distinto (Visa Electron, Maestro, Elo, Hiper) ou até Múltiplo (o mesmo plástico processa débito e crédito).
Tanta gente atualmente sai para trabalhar ou passear com apenas um documento e o cartão no bolso, pela praticidade e até pela segurança de não precisar carregar dinheiro em espécie. Neste contexto, seria oportuno oferecer ao consumidor a possibilidade de pagar nas lojas online também com o cartão de débito.
Isso ainda não acontece porque a grande maioria dos lojistas virtuais ainda não tem o costume de oferecer esse meio de pagamento. A tecnologia está disponível, e traz três principais vantagens ao lojista:

Recebimento do valor da transação à vista, ou seja, depositado na conta corrente já no dia seguinte, contra os 30 dias programados para o depósito da venda a crédito, que, quando é parcelada, tem o valor é diluído em 60, 90 dias, ou até mais;
Pagamento por taxas mais baixas de comissão às adquirentes;
Prevenção contra fraudes, já que o comprador precisa ser identificado.

A soma dos custos de não receber a vista, que muitas vezes significa pagar para antecipar os recebíveis, e a proteção contra a fraude são fatores que levam as lojas incentivar os meios de pagamento à vista, muitas vezes em detrimento da experiência do usuário – já que o processo de conversão e prazo de entrega são maiores para o boleto – mediante descontos de até 15%.
No caso de um pagamento por cartão de débito, o estabelecimento comercial recebe uma confirmação definitiva da venda, sem risco de fraude, e pode proceder imediatamente com o envio.
O varejo físico está cada dia mais virtual, valendo-se da tecnologia para melhorar a experiência de compra. O comércio eletrônico deve adotar o cartão de débito para trazer retorno em curto prazo. O cliente, por sua vez, pode fazer sua parte, sugerindo a adoção do débito para ter mais opções de pagamento. No final, ambos saem ganhando.

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