• José Abuchaem
  • por José Abuchaem
  • José Abuchaem é co-fundador e diretor de Marketing da Nuvem Shop. Antes de atuar na área de Marketing, atuou no setor financeiro da empresa. Nele criou a estrutura de faturamento, gerando Notas Fiscais eletrônicas (NFe) automatizadas internamente sem softwares de ERP ou faturamento. No dia-a-dia, procura focar na aquisição de clientes através de diversos canais, mostrando a filosofia Nuvem Shop para o mundo.

Um ERP pode minimizar os contratempos gerados pela nova lei do ICMS

26 de janeiro de 2016
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A cobrança do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual) foi alterada para todos os e-commerces do Brasil.
Por isso, é importante que você esteja atento a esta mudança e entenda como ela impactará na rotina do seu negócio. A partir de agora o processo de entrega de um produto se tornou bem mais complicado do que era antes de 2016.
A melhor forma de explicar o tamanho e o impacto das mudanças é com um exemplo prático.
Segue abaixo uma comparação da burocracia necessária para entregar um produto antes de 2016, e agora. Por exemplo, uma empresa do Rio Grande do Sul vendendo um produto para um consumidor no Rio de Janeiro.
Os passos são difíceis de seguir, e este é exatamente o ponto. É preciso muito esforço para entender o processo que todas as lojas online do país já são obrigadas a seguir, em cada uma das suas vendas.

Antes de 2016

1- Gerar a nota fiscal eletrônica.
2- Imprimir duas vias da nota fiscal.
3- Adicionar uma via junto ao produto.
4- Enviar o produto.
5- Pagar a guia do imposto SIMPLES no final do mês.

Em 2016

1- Gerar a nota fiscal eletrônica.
2- Imprimir duas vias da nota fiscal.
3- Checar a tabela de alíquota de ICMS, de acordo com o seu estado e do cliente.
4- Calcular a diferença da alíquota interna e a alíquota interestadual entre os dois estados. No caso de uma venda do RS ao RJ, a alíquota interna é de 19% e a interestadual é de 12%. Ou seja, o valor da diferença de ICMS é de 7%.
5- Dividir esta diferença de 7% em duas partes: 40% dela fica para o estado do cliente e 60% para o nosso.
6- Entrar no site do SEFAZ e emitir a guia para pagamento dos 40% dos 7% que vai para o estado do RJ. Este site varia de acordo com o estado do cliente e os campos a serem digitados também mudam. Digitar as informações da sua empresa e da venda manualmente para emitir o GNRE -?Guia Nacional de Tributos Interestaduais.
7- Imprimir a guia do GNRE.
8- Pagar a guia do GNRE.
9- Imprimir o comprovante de pagamento do GNRE.
10- Juntar a nota fiscal, a GNRE emitida e paga, assim como o comprovante de pagamento e coloque-os junto ao produto.
11- Enviar o produto ao cliente.
12- Pagar a guia do imposto SIMPLES no final do mês.

Evite dores de cabeça

Se você achou o processo complicado, imagine chegar ao trabalho pela manhã e se deparar com 40 novos pedidos.
Em vez de ficar feliz com as boas vendas e seguir com os envios de forma ágil, o sentimento é de ansiedade e frustração em possivelmente não conseguir fazer tudo. Mais do que isso, a sensação de gastar o seu dia com tarefas repetitivas que jogam pelo ralo toda a sua capacidade intelectual para fazer algo muito mais útil.
Para ter menos dor de cabeça, uma alternativa para lojistas virtuais seria integrar seu negócio com um sistema de gestão online (ERP).
Batemos um papo com o Sidney Zinger, CMO do ERP Bling!, que explicou brevemente como um sistema de gestão pode ajudar a minimizar as burocracias geradas pela lei do ICMS. “ERP’s como o nosso ajudam até o item cinco”, explicou Zinger em referência ao artigo mencionado anteriormente. “Ele (ERP) faz todos os cálculos, coloca na nota e manda para o SEFAZ, sendo preciso colocar as regras de valores de tributos apenas uma vez, depois é tudo automático”, completou.
Ter um ERP integrado à sua loja na internet permitirá que você poupe tempo e consiga ser mais produtivo, economizando dinheiro. No entanto, este tipo de ferramenta te acompanha até certo ponto do processo, sendo que do item seis ao 12 você ainda terá que fazer manualmente.
Como você pode perceber, a nova lei do ICMS causou insatisfação geral no comércio eletrônico, mas pode sofrer ajustes em breve, o que representará um tremendo alívio para lojistas virtuais. Se essas alterações forem realmente levadas adiante, novas modificações devem ser anunciadas nos próximos meses e trarão menos empecilhos aos empresários.

Ainda vale a pena ter uma loja na internet?

Claro! Por mais que a mudança na lei do ICMS dificulte um pouco a vida dos empreendedores brasileiros, ainda é totalmente viável vender pela internet. Se você puder integrar sua loja com um sistema de gestão, por exemplo, sua vida será facilitada ao fechar uma venda e você enfrentará menos dificuldades.
Vale lembrar que se você tem uma grande ideia e produtos de qualidade, nenhuma lei, por mais controversa que seja, impedirá seu negócio de crescer e fazer sucesso.

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